Posts Tagged ‘Peter Pan

30
mar
10

‘Coração de tinta’ retrata personagens fantásticos

Matéria publicada no site G1

Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL934963-7084,00-CORACAO+DE+TINTA+RETRATA+PERSONAGENS+FANTASTICOS.html

‘Coração de tinta’ retrata personagens fantásticos

Aventura baseia-se no livro homônimo da autora alemã Cornelia Funke.
História mostra dom de trazer para este mundo personagens dos livros.

25/12/08 – 09h08 – Atualizado em 25/12/08 – 09h08

 

Aventura infanto-juvenil de férias com potencial para engajar também adultos em busca de diversão, “Coração de tinta” baseia-se no livro homônimo da autora alemã Cornelia Funke, em torno da fantasia de que algumas pessoas teriam o dom de trazer para este mundo personagens dos livros apenas lendo suas histórias em voz alta. O filme estréia nesta quinta-feira (25) nos cinemas.

 

Brendan Fraser lê histórias em voz alta e traz personagens da literatura para este mundo em ”Coração de tinta, que estréia nesta quinta-feira (25) nos cinemas (Foto: Divulgação)

 

Um desses “línguas encantadas” é o encadernador de livros raros Mortimer Folchart (Brendan Fraser, de “Viagem ao centro da Terra”), pai de Meggie (Eliza Hope Bennett). Desde o misterioso desaparecimento de sua mulher, Resa (Sienna Guillory), ele deixou de lado a leitura em voz alta e procura desesperadamente o livro em que ela entrou, também chamado “Coração de tinta”.

 

Visitando o sebo de uma cidadezinha atrás do livro, Mortimer encontra Dedo Empoeirado (Paul Bettany, de “O código Da Vinci”) – um homem que tem poderes mágicos para controlar o fogo e que foi trazido a este mundo por conta de uma leitura doméstica de Mortimer. Dedo está desesperado para voltar para sua mulher, no reino do livro, mas Mortimer não quer saber de atendê-lo. Refugia-se na casa de sua excêntrica tia-avó, Elinor (Helen Mirren, de “A rainha”), dona de uma esplêndida biblioteca.

 

Mortimer é localizado em seu esconderijo não só por Dedo Empoeirado como por outros seres malignos vindos das páginas do livro. Liderados por Capricórnio (Andy Serkis, o Gollum de “O senhor dos anéis”), os vilões planejam trazer para a terra o mais poderoso ser do mal de sua história, o gigantesco Sombra.

 

 

As aventuras seguintes envolvem a captura e fuga de Mortimer, ajudado por Dedo Empoeirado e Farid (Rafi Gavron), um rapazinho de “As mil e uma noites”. Complicando a situação, Capricórnio descobre que a menina Meggie é também uma “língua encantada”, chantageando-a para usar seu poder ao informá-la de que a mãe dela está em seu poder no seu castelo – onde são prisioneiros os personagens de diversas histórias e lendas, como os macacos voadores de “O mágico de Oz”, o crocodilo de “Peter Pan” e o Minotauro.

 

Enquanto isso, Mortimer, Dedo Empoeirado e Farid localizam na Itália o autor de “Coração de Tinta”, Fenoglio (Jim Broadbent), pedindo sua ajuda para restaurar a ordem das coisas.

 

Este intenso tráfego entre o mundo da realidade e da imaginação requer, como se pode prever, um uso intensivo de efeitos especiais, que são eficientes. O que falta é um ritmo adequado para um maior envolvimento com os personagens, que parecem estar o tempo todo apenas correndo uns dos outros.

 

O diretor inglês Iain Softley, que foi bem na condução do drama de época “Asas do amor”, baseado em livro de Henry James, aqui teve um resultado inferior.

 

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

04
dez
09

Espetáculo intimista e em clima de descontração

Matéria publicada no caderno Fim de Semana do jornal A Tarde, na página 2 do dia 04 de dezembro de 2009.

Espetáculo intimista e em clima de descontração

Mariana Carneiro/ Ag. A Tarde

O Teatro Gil Santana é um espaço marcado pelas características da simplicidade, do clima intimista – que permite interação maior com o público infantil, especialmente as crianças menores – e da criatividade e improviso para conseguir, com recursos escassos, encenar histórias clássicas da literatura infantil.

É este o perfil que também está a serviço do espetáculo Peter Pan, um dos quatro atualmente em cartaz no local. A adaptação teatral das aventuras do menino que não queria crescer na Terra do Nunca e seus embates com o Capitão Gancho, vilão interpretado pelo próprio Gil Santana, mostra-se bastante fiel à história original criada pelo jornalista e dramaturgo escocês James M. Barrier. Mas com o diferencial de conter pitadas de improviso e muita descontração.

Como é praxe nas peças encenadas ali, é o vilão quem ganha a simpatia das crianças desde o primeiro instante, ao interromper suas falas para dialogar com os pequenos e pedir a ajuda deles para pegar Peter Pan. A empolgação da molecada ajuda os adultos e relevar possíveis falhas de produção, assumidas em cena pelo elenco e que acabam se transformando em um elemento da entrada do temido crocodilo, quando quem surge é um dinossauro roxo que lembra a personagem Barney, do canal Discovery Kids. Após constatar a semelhança, Gil Santana/Gancho não se contém: “Nesse teatro aqui, acontece de tudo!”.

Peter Pan

Adaptação e direção: Gil Santana.

Com Déia Sampaio, Guilherme Guido Júnior, Vânia Vigo, João Marcelo Santas e Gisele Andrade, dentre outros.

Teatro Gil Santana – R. Almerinda Dutra, 67, Rio Vermelho (3489-2917)

Valores: R$ 18 e R$ 9 / Sábado, domingo e feriado, 15h.

04
nov
09

“O que é literatura infantil” – Lígia Cademartori

bras_q_literatura_infantil

O texto de apresentação do livro “O que é literatura infantil” de Lígia Cademartori é muito elucidatório e interessante.

 O que é literatura infantil, de certo modo, todo mundo sabe. Isso porque a maior parte das pessoas tem algo a ver com criança – seja filho, vizinho, sobrinho, aluno – e, razão inquestionável, todos já foram criança. Cinderela e Peter Pan, personagens de contos clássicos da literatura infantil, são tão amplamente conhecidos que designam, hoje, complexos psíquicos à semelhança do recurso de Freud ao Édipo – mito da tragédia grega de Sófocles – para dar nome a uma das primeiras descobertas da Psicanálise: o complexo de Édipo.

Atualmente, fala-se em complexo de Cinderela e em complexo de Peter Pan, nomes de dois recentes sucessos editoriais a respeito de determinados comportamentos. Não interessa, aqui, a maior ou menos representatividade desses complexos, mas a designação, esta sem, recurso a um repertório universal e que conta, por isso, com uma comunicação garantida.

O mito de Édipo poucos conhecem, mas todos sabem das circunstâncias da Cinderela e que fator determinou o seu final feliz. Esta personagem da literatura infantil, como tantas outras, integra o imaginário de um imenso número de pessoas no lado ocidental do globo e circula por diversas manifestações culturais.

A investigação analítica, contudo, só recentemente passou a dar atenção à produção literária voltada à criança, revelando o lugar que as personagens e os conflitos das histórias infantis ocupam no imaginário e o papel que desempenham no equilíbrio emocional da criança. Trabalhos de vertente psicanalítica, sociológica, pedagógica têm mostrado que a literatura para criança não é tão inócua assim, e que há algo de sério no reino encantado nas histórias infantis.

A principal questão relativa à literatura infantil diz respeito ao adjetivo que determina o público a que se destina. A literatura, enquanto só substantivo, não predetermina seu público. Supõe-se que este seja formado por quem quer que esteja interessado. A literatura com adjetivo, ao contrário, pressupõe que sua linguagem, seus temas e pontos de vista objetivam um tipo de destinatário em particular, o que significa que já se sabe, a priori, o que interessa a esse público específico.

Como, geralmente, o autor de literatura infantil não é criança e escreve para criança, a ausência de correspondência entre autor e leitor gera indagações que se aprofundam quando se considera o lugar de dependência da criança no mundo social.

Convém lembrar que, não faz muito tempo, fazia sucesso a coleção Biblioteca das Moças, destinada a um público feminino do qual se esperava o saudável e elegante hábito da leitura, mas sem nenhum contato com um tratamento adulto e lúcido de temas como sexo e poder. Essa literatura “feminina” filtrava, no adjetivo, o que convinha que a mulher soubesse e determinava, assim, suas expectativas.

Ora, a mulher também vive uma relação de dependência no grupo social. A questão passa a ser, portanto, o que caracteriza e o que pode a literatura que filtra o que o grupo dependente deve ler. Partindo-se daí, não se chegaria a pensar em literatura para negro, literatura para homossexual e, assim por diante, selecionando-se e circunscrevendo-se o que os dependentes e/ou segregados da grande sociedade adulta, masculina e branca devem ler?

A questão tem seus melindres, suas peculiaridades e sua necessidade. Seu exame exige que se considere a importância que o assunto está ganhando no Brasil de hoje; a questão do adjetivo – infantil – como uma definição do gênero; o momento em que surgiu a literatura infantil, porque isso permite identificar peculiaridades que acompanham o gênero desde seu nascimento; autores e obras que fazem a literatura infantil brasileira. Por último, como esses aspectos não conseguem se distanciar muito da preocupação com a educação e com o desenvolvimento, há que se considerar o papel da literatura nos primeiros anos. (CADEMARTORI, Lígia. O que é literatura infantil p. 7 a 10).

literatura infantil

26
out
09

James Matthew Barrie

james barrie

James Matthew Barrie nasceu em 9 de maio de 1860, em Kirriemuir, na Escócia e morreu no dia 19 de junho de 1937. Foi jornalista, dramaturgo e escritor. O pai de J. M. Barrie, David Barrie, era um fiandeiro e sua mãe, Margareth Ogilvy, filha de um pedreiro. Dos dez filhos que o casal teve, Jamie (como era chamado) foi o nono. Gostava de ouvir sua mãe contar histórias de piratas e ela lia para os filhos as aventuras de R. L. Stevenson.

Barrie perdeu um irmão, David, em um acidente de patinação, quando tinha apenas sete anos, levando sua mãe a entrar em depressão, pois era o filho favorito dela. Tentando conseguir a afeição da mãe, Barrie passou a vestir as roupas do irmão falecido, criando, a partir daí uma relação de obsessão entre ele e sua mãe, marcando sua vida. Em 1896 a mãe de Barrie morre e ele escreve uma biografia em sua homenagem.

Na época de estudante encontrou afinidades no teatro e leu atenciosamente obras dos autores Júlio Verne, Mayne Reid e James Fenimore Cooper. Quando mais crescido Universidade de Edimburgo, trabalhando depois como jornalista no Nottingham Journal. Em 1885, mudou-se para Londres, sem dinheiro algum para trabalhar como escritor independente. Os resultados dos seus trabalhos eram textos humorísticos que ele vendia para revistas de moda, como The Pall Mall Gazett.

Barrie ganhou fama em 1888 com “Auld Licht Idylls”, um retrato sobre a vida na Escócia, recebendo muitos elogios pela crítica, inclusive pela originalidade. “The Little Minister”, publicado em 1891 se tornou um imenso sucesso, tanto de público quanto de crítica, despertando o interesse da sétima arte, que posteriormente ganhou três versões para o cinema. Depois disso, ele dedicou-se exclusivamente ao teatro.

A peça que o consagrou, “Peter Pan”, foi apresentada em 1904, mas a versão impressa da peça, em livro, não foi imediata, só em 1911 o mundo pôde ter acesso e ler a história e aventuras do menino que não queria crescer. A primeira versão do livro ganhou o título de “Peter e Wendy”.

São muitas as versões de desenhos e filmes produzidos e criados sobre Peter Pan, e até mesmo sobre a história da produção da peça “Peter Pan” por James Berrie, como é o caso de “Em Busca da Terra do Nunca”.

“Romancista e dramaturgo inglês, nascido na Escócia, de nobre família prebisteriana. Iniciou sua carreira como jornalista, na London Gazette. Era então leitor apaixonado das novelas de Fenimore Cooper Meredith, Dickens, R. L. Stevenson. A partir de 1887, começa escrevendo novelas em que as aventuras são de base amorosa, com muita fantasia e bom humor. Seu sucesso foi imediato. Em 1895, sua primeira peça teatral foi encenada (The Professor’s Love Story).

Apesar das dezenas de títulos de romances ou teatro, que J. M. Barrie produziu, o que consagrou mundialmente foi a criança de Peter Pan. Esse encantador personagem do universo literário infanto-juvenil aparece pela primeira vez no conto O Pequeno Pássaro Branco. Por influência do empresário de suas peças, esse conto é transformado em peça teatral, Peter Pan, o menino que não queria crescer – 1904. O sucesso do personagem levou Barrie a escrever outros contos, Peter Pan nos jardins de Kessington – 1907 e Peter Pan e Wendy – 1911. É a personagem que consagra na literatura o mito da eterna infância.

Em 1920, seu argumento foi transformado em roteiro cinematográfico (para filme mudo), que foi recusado na ocasião e, anos mais tarde, realizado por Walt Disney, com óbvias alterações. Transformado em livro que reúne a maior parte das aventuras de Peter Pan, foi traduzido em vários idiomas. No Brasil, teve sempre grande aceitação pela criançada, principalmente depois que Monteiro Lobato fê-lo participar do Sítio do Pica-pau Amarelo e inventa o pitoresco nome de “pó de pirlimpimpim” para o pó mágico que Peter Pan dava às pessoas, permitindo-lhes voar.

Por muitos de seus aspectos “maravilhosos”, Peter Pan é das personagens mais queridas do universo literário infanto-juvenil. Hoje, seria necessário rever seu princípio básico: a recusa em crescer. Nossas crianças precisam tornar-se adultas e verem essa possibilidade como algo bom e desejável”. (COELHO, Nelly Novaes. Panorama Histórico da Literatura Infanto-juvenil. p. 133 e 134).

26
out
09

Peter Pan

foto peter pan

Meu primeiro contato com “Peter Pan”, como a maioria das crianças, foi através do filme. Digo, com toda  certeza, que teria gostado mais se tivesse lido o livro primeiro, apesar de ter adorado o enredo do filme. Mas já adulta eu li “Peter Pan” e constatei que realmente enxergamos as histórias de formas diferentes quando a lemos pela primeira, segunda ou terceira vez e quando as lemos em processos de amadurecimento diversos.

Peter Pan inspirou não apenas peças de teatro e filmes para o cinema e para a televisão. Ele virou um mito e até mesmo, porque não, uma síndrome. A Síndrome de Peter Pan refere-se aquelas pessoas que se recusam a crescer, amadurecer e deixar a infância para trás, o que suscita uma série de discussões, logicamente, haja vista que a própria Wendy representa o extremo oposto, cobrada desde pequena ela deseja muito crescer e se tornar adulta. O que, de certa forma, seja qual for a escolha, implica em  perdas. O Rei do Pop, Michael Jackson, demonstrou claramente nas suas atitudes e no dia-a-dia como talvez fosse atingido pela Síndrome de Peter Pan, o que prova a compra de um rancho em que ele denominou de Neverland (Terra do Nunca), o local onde vivia o menino perdido que era chefe de seu próprio grupo, na história de James Barrie. Mas, neste momento, não faço deste espaço palco para polêmicas.

O que está em destaque é que “Peter Pan”, lançado em 1904, pelo escritor escocês, James Barrie, é um sucesso, resiste ao tempo e continua vivo no imaginário de crianças, jovens e adultos de diferentes gerações. É um livro que tenho dificuldade em descrever de que tipo de história ele se refere, pois depende de com quantos anos a pessoa o lê. Para uma criança eu definiria que é uma história carregada de aventuras e desafios. Para um jovem-adulto, creio que se trate de uma história de abandono, amizade, tristeza, mas também de coragem, que pode ser lida de forma mais superficial como um conto infantil, mas também como um drama psicológico de dimensões problemáticas. “Peter Pan” é também um texto que muito narra, mas pouco responde, perguntas do tipo: Quem é realmente Peter Pan? Porque ele e as demais crianças, na Terra do Nunca, se esquece das coisas? Quem é e qual a história do Capitão Gancho antes do ataque de um crocodilo?

Peter Pan é um personagem criado por escritor J. M. Barrie para uma peça de teatro intitulada “Peter and Wendy”, que posteriormente deu origem ao livro “Peter Pan” destinado a crianças, mas originou também muitas adaptações. O personagem título é um pequenino rapaz que foi abandonado quando ainda bebê e se recusa a crescer, passando a ter uma vida cheia de aventuras mágicas.

O nome “Peter Pan” é uma mistura. O Peter foi uma homenagem a Peter Llewelyn Davies, o filho mais novo de sua amiga Sylvia Llewelyn Davies. O “Pan” foi tirado da mitologia grega, Pan é um deus malévolo das florestas.

A família Darling tinha uma babá muito especial, uma cadela da raça São Bernardo, chamada Naná. Ela exerce de forma exemplar e singular as suas funções e obrigações. Peter observava os crianças da família Darling, o que despertava os latidos e protestos de babá Naná. Irritado, o Sr. Darling coloca a cadela para dormir fora de casa, proporcionando assim que Peter possa entrar pela janela no quarto dos meninos, mas foi surpreendido pela Sra. Darling e foge desesperado, deixando para trás a sua sombra.

Um tempo depois, Peter retorna, procura por sua sombra e quando a encontra tenta recolocá-la, mas sem conseguir acaba chorando. Wendy ao ouvir o choro, acorda e ajuda-o costurando a sua sombra. Quando conversa com ele, descobre um pouco da sua história, o seu nome, de onde ele é, com quem ele vive e quem são os meninos perdidos. Ele confessa que já a ouviu contar histórias e pede que ela se mude, juntamente com seus irmãos, para a Terra do Nunca, para que ela possa contar histórias para todos os meninos perdidos.

Naná sabendo do que estava acontecendo, dá o alerta e os pais das crianças quando vão ao quarto dos filhos descobrem que a janela estava aberta e quando olham para fora, veem quatro pontinhos distantes voando ao longe.

Ao chegar na Terra no Nunca as aventuras das crianças começam. Os Darling conhecem os outros meninos perdidos, a ciumenta fada Sininho e também o perigoso Capitão Gancho. A Terra no Nunca abriga além dos meninos perdidos, do Capitão Gancho e seus aliados, índios, fadas, sereias e o maior pesadelo do pirata Gancho, o temido crocodilo que faz engoliu um relógio e faz tic tac a cada vez que se aproxima e devorou a mão do Capitão.

A chegada das crianças alegra muito aos outros meninos perdidos, mas desagrada e muito a fada Sininho que se vê muito incomodada pela presença de Wendy, que tomava conta dos meninos como uma mãe substituta. Cega pelo ciúmes e com raiva da menina dá um jeito de envenená-la, mas ela não morre e Peter fica muito chateado e pede que ela desapareça.

Enquanto isso, o Capitão Gancho promove perseguições aos meninos e uma batalha acontece e Wendy e os meninos são aprisionados pelos piratas. Gancho tenta envenenar Peter, mas Sininho vendo o que acontece, prova a verdadeira amizade que tem pelo menino perdido e toma o veneno no lugar de Peter. Sininho fica muito mal e para que ela não morra, Peter pede a todos que batam palmas por acreditarem em fadas, sendo então, salva.

Peter ao saber que os meninos e Wendy foram sequestrados, vai ao encontro do Capitão Gancho e antes de chegar ao navio, faz o barulho do tic tac feito pelo crocodilo e o Capitão então se esconde com a sua tripulação, acontecendo em seguida uma nova batalha. Peter e Gancho digladiam-se e após explodir o navio, o capitão se joga ao mar, sem saber que lá esperando por ele, estava o crocodilo.

Wendy revela que quer voltar para casa, apesar de seus irmãos se esquecerem quem são, de onde vieram e quem é a sua família. Peter, contrariado, decide levar todos de volta. Quando os Darling chegam em casa são recebidos com muito amor e carinho pelos pais e pela babá Naná. Wendy pede aos pais que adotem os meninos perdidos, os pais concordam, todos aceitam e ficam muito felizes. Exceto Peter, que quando descobre que irá crescer, frequentar a escola, trabalhar e não mais apenas brincar, despede-se de todos e volta para a Terra do Nunca, retornando na primavera seguinte, mas completamente esquecido de todas as aventuras que viveu ao lado dos meninos.

Wendy cresce, casa-se e tem uma filha, Jane que, assim como a mãe, viaja a Terra do Nunca. Jane cresce, casa-se, tem uma filha, Margareth, que assim como a mãe e a avó, visita a Terra do Nunca. Certamente, Margareth crescerá, casar-se-a e terá um filho que dará continuidade a história da família, vivendo ao lado de Peter Pan inesquecíveis aventuras.

O filme “Em Busca da Terra do Nunca” com Johnny Depp retrata a história da vida do escritor James Barrie, de como ele criou a peça “Peter Pan” e mostra a relação dele com os meninos Davies, desde o início, até a realização da peça.

16
out
09

Uma fantasia necessária

Quem leu o livro “Peter Pan” ou viu os inúmeros desenhos e filmes sobre o garoto que se recusava veementemente a crescer, com certeza irá gostar e se emocionar com esse filme. Uma história baseada na vida de James M. Barrie, autor do livro e da peça que conta a história de Peter, Wendy, os meninos perdidos e o Capitão Gancho.

Johnny Depp está brilhante, o que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor ator e o pequenino Freddie Highmore é simplesmente espetacular. Quem não chora com aquele rostinho triste e olhinhos sofridos?  

Mas o filme não conta apenas como o autor elaborou a história de Peter Pan. A relação que Barrie estabelece com uma família pobre e mal vista pela sociedade inglesa da época, vencendo as barreiras do pré-conceito é muito bonita e admirável. E a relação fraternal com as crianças é muito fofa.

É uma boa dica para aqueles que são fãs de Peter Pan e, com certeza, após o filme muitos virarão fãs de Barrie. Vale muito a pena assistir!

31/01/2005 – 00:00 – Atualizado em 20/08/2009 – 21:57
Uma fantasia necessária
Em Busca da Terra do Nunca conta a história de James M. Barrie, criador do personagem Peter Pan
Ana Aranha

A busca pelo lugar onde a inocência não pode ser corrompida, onde a fantasia não é truque e onde as crianças nunca crescem pode ser bastante dolorosa. Em Busca da Terra do Nunca – filme de Marc Forster que estréia na sexta-feira 4 – usa criatividade e realismo para contar como poderia ter sido o difícil processo de elaboração do clássico infantil Peter Pan, de James M. Barrie.

Interpretado por Johnny Depp, Barrie é um escritor de peças de teatro que, em meio a uma maré de críticas ruins, conhece uma família bem peculiar para os padrões da Londres do século XX. Inspirado pela alegria e pela criatividade de quatro meninos órfãos do pai e pela força da mãe (Kate Winslet), ainda jovem para ser viúva, o escritor se sente ainda mais decidido a encarar a crítica. Decide elaborar uma peça fantasiosa quando percebe a falta que faz a magia para uma das crianças. Peter, nome inevitável do órfão que mais se destaca no filme, desconstrói cada uma das brincadeiras dos irmãos e os malabarismos do escritor com um olhar endurecido pela morte do pai. Na batalha para trazer a criança de volta à infância, o escritor espreme material suficiente para criar uma realidade maravilhosa que, quando encenada no palco, encanta até a sisuda aristocracia londrina.

Baseado na peça The Man Who Was Peter Pan (O Homem Que Era Peter Pan), que por sua vez se baseia na amizade que de fato existiu entre Barrie e a família Llewelyn Davies, o filme recebeu sete indicações para o Oscar. Depp, candidato à estatueta de melhor ator, convence como o adulto que tem fome de magia – embora seja difícil acreditar que o clássico tenha sido elaborado dentro do pouco tempo que é dado, na ação do filme, para o autor escrever sua obra.

Convencido ou não, o espectador deve se preparar. A história da suposta criação de Peter Pan não é fácil. Pensada para o público infantil, lança um olhar de criatividade e deslumbramento sobre um cenário duro demais para pequenos espectadores. A magia acaba por se mostrar fundamental para quem vive somando perdas e separações. Lágrimas são prováveis – o filme não economiza nas cenas chorosas. Mas, como na vida real ninguém sai voando pela janela, o diretor passa o recado. Mais difícil do que sonhar com a Terra do Nunca é não esquecer o caminho para chegar lá. O herói aqui é o sujeito capaz de voltar ao mundo maravilhoso sempre que for preciso, sem tirar os pés do chão.

HISTÓRIA REAL
Barrie (Depp, de chapéu) se inspirou na criatividade infantil

INDICAÇÕES

Melhor filme
Melhor ator: Johnny Depp
Melhor trilha sonora
Melhor direção de arte
Melhor roteiro adaptado
Melhor figurino
Melhor montagem

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI48605-15220,00-UMA+FANTASIA+NECESSARIA.html

 




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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