Arquivo para agosto \30\UTC 2010

30
ago
10

Percy Jackson e os Olimpianos – O Último Olimpiano

O quinto livro da série “Percy Jackson e os Olimpianos”, “O Último Olimpiano” do autor americano, Rick Riordan, encerra a série de aventuras vividas por heróis (semideuses), humanos, deuses do Olimpo, sátiros e outros seres da mitologia grega.

Como eu adoro qualquer tipo de mitologia, quando vi o lançamento do primeiro livro da coleção, corri para comprar e me encantei pela história. No entanto, a todo momento, eu tinha que sacudir a cabeça, afinal parecia estar lendo “Harry Potter” a la grega. Eu não gosto de comparações, acredito que hoje em dia uma boa história sempre inspira outras. Para mim, “Harry Potter” está no topo da literatura infanto-juvenil. Acredito que levará muitos e muitos anos para que algum dia surja na literatura algo tão bom, criativo, encantador, mágico e inspirador quanto HP. E Riordan por ser um professor de inglês que lecionou durante quase duas décadas para jovens, bem sabe do que eles gostam e como criar histórias incríveis. Prova disso são as duas séries (“Percy Jackson” e “The 39 Clues”) que ele lançou e são fenômenos de venda em todo o mundo. Além da nova série quentinha que chegou ao mercado estadunidense sobre a mitologia egípcia.

Porém, por mais interessante que seja as aventuras vividas pelo semideus Percy, as comparações com HP são inevitáveis. O garoto protagonista, filho de Poseidon, é apaixonante. Diferente de Harry, ele não é órfão, mas desconhece o pai e existe em seu destino uma cruel profecia em que ele precisaria enfrentar a fúria de um Titã poderoso que poderia destruir não apenas o Monte Olimpo e o mundo mitológico grego, mas também toda a humanidade (coincidência?). Percy tem dois fies companheiros, Annabeth – uma inteligentíssima, corajosa e orgulhosa meio sangue, filha da deusa Atena e Grover – um sátiro engraçado, atrapalhado e imaturo (coincidência de novo?). Jackson precisa enfrentar desafios que muitos heróis gregos tiveram que enfrentar anteriormente e, ele sozinho, dá conta do recado.

No último livro da coleção eu praticamente me senti relendo “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Lógico que a história central, a temática, os monstros e as batalhas não são iguais, mas as particularidades são extremamente próximas. Para quem acompanha a série, vai perceber que “O Último Olimpiano” é eletrizante, praticamente é uma luta e ação atrás da outra. Quem costuma tomar fôlego e ler rápido, termina este livro em dois dias, no máximo, porque a curiosidade para saber como vai terminar o livro impera. Para quem gosta de histórias infanto-juvenis, independente de ser parecida com outra, também vai se divertir com Percy e sua turma.

Em alguns momentos os acontecimentos são previsíveis. Como em “O Príncipe Mestiço” de HP quando tomamos conhecimento do passado e história da família de Lord Voldemort, acabamos sabendo um pouco mais da história do vilão, Luke, e até tentamos simpatizar com ele, diante de sua história triste, o que acaba motivando toda a sua revolta. Em outros momentos dá canseira de tantas guerras e batalhas. O final não poderia ser diferente e ao término do livro, Riordan convence o leitor de que na balança, Percy acaba sendo aprovado e recomendado.

19
ago
10

Além do Túmulo – Quarto volume da série The 39 Clues

Após o segundo livro da série The 39 Clues, “Uma Nota Errada”, escrita por Gordon Korman, ter sido bem fraquinho, mais por causa do autor do que pela história em si, fiquei meio desconfiada e até mesmo pensei em parar de ler a série. No entanto, resolvi dar mais uma chance ao projeto criado por Rick Riordan e não me arrependi, pois o terceiro volume, “O Ladrão de Espadas”, escrito por Peter Lerangis, é muito superior ao segundo e prova que a culpa de eu não ter gostado, de fato, foi de Korman.

Após uma série de aventuras loucas e perigosas vividas no Japão e na Coréia, onde Amy e Dan Cahill quase perderam a vida por causa dos seus primos, os Kabra, e, mais uma vez, foram enganados pelo tio Alistair Oh, desta vez os órfãos foram para o Cairo, no Egito, atrás de mais uma pista deixada pela avó Grace.

“Além do Túmulo”, escrito por Jude Watson, é encantador e muito divertido, com uma escrita envolvente, trama surpreendente, cheio de mistérios inteligentes e pistas e dicas envoltas em uma cultura espetacular. Além de divertir as crianças e aos adolescentes com as trapalhadas e desventuras de Amy, Dan, Nellie e Saladin, eles ainda podem aprender um pouco mais de uma cultura que foi e sempre será um dos grandes fascínios da humanidade: a cultura egípcia. Com descrições de cenários maravilhosos e citações de personagens extremamente importantes para aquela cultura, vamos acompanhando o crescimento e amadurecimento de Dan e Amy, bem como corremos com eles contra a o tempo, em busca de solução de enigmas e descobertas de uma nova pista numa espécie de gincana maluca da família Cahill.

Neste volume não vamos encontrar todas as personagens do primeiro livro, mas as que estão presentes, Irina, a russa louca que o tempo todo quer matá-los; Jonah, o rapper egocêntrico que também quer ver os garotos fora da disputa; e Alistair Oh, o tio coreano traiçoeiro. Mesmo não tendo a participação de todas as personagens malucas e engraçadas da série, esse volume é muito legal.

A autora manteve o nível de trabalho de Rick Riordan e de Peter Lerangis, divertindo os leitores com um Dan engraçado, cheio de humor e tiradas fantásticas, uma au pair, Nellie, fabulosa e uma Amy doce e cativante que Gordon Korman não conseguiu. Fiquei muito feliz em saber que Jude Watson ainda participará da série, escrevendo o sexto volume da série, o que significa uma excelente história, bem amarradinha, cheia de suspenses inteligentes, aventuras de tirar o fôlego e bons momentos de diversão. Resta apenas esperar o quinto volume chegar ao Brasil para ver se vai agradar ou não. Afinal um projeto que envolve muitos autores escrevendo sobre uma mesma história é um risco de que possa dar certo ou desagradar aos leitores.

Por abordar aventuras em muitos países, como conseqüência o leitor tem conhecimento de diversas culturas. Por isso recomendo essa coleção aos mais jovens. Já que além de momentos de diversão ao lado dos órfãos Cahill, eles também aprenderão sobre conhecimentos gerais, que às vezes não despertam o interesse e a curiosidade nas disciplinas escolares.

13
ago
10

“Crepúsculo’ é um conto de fadas de vampiros’, diz André Vianco

“Crepúsculo’ é um conto de fadas de vampiros’, diz André Vianco

Principal escritor de vampiros no Brasil faz debate na Bienal nesta sexta.
Evento em São Paulo dedica a sexta-feira 13 à literatura de horror.

Amauri Stamboroski Jr. Do G1, em São Paulo

http://migre.me/14sqk

O escritor André Vianco na pré-produção do piloto de TV para a sua saga ‘O turno da noite’. (Foto: Divulgação)

Não é só de Stephenie Meyer, autora da saga “Crepúsculo”,que vivem os fãs dos vampiros no mundo da literatura. O Brasil também tem seu escritor de best-sellers vampirescos, o orgulhoso cidadão de Osasco André Vianco. Autor de livros como “Os sete” e “O vampiro rei”, Vianco já vendeu mais de 700 mil exemplares e é o principal nome da mesa “Por que o mito do vampiro continua vivo?”, que acontece nesta sexta-feira (13) na Bienal do Livro em São Paulo.

Para o escritor, os vampiros são bons personagens, que podem transitar por diferentes gêneros. “Eu escrevo histórias de terror, dramas com os meus vampiros. Já ‘Crepúsculo’ seria um conto de fadas, se os vampiros existissem na vida real”, compara.

Ele mesmo não se dedica exclusivamente aos mortos-vivos sugadores de sangue – seu novo livro, “O caso Laura”, deve ser lançado em breve pela editora Rocco e será um “policial dark”. “Meus leitores não me leem só pelos vampiros, já escrevi livros de terror, fábulas, dramas, e o que eles gostam é o meu texto melancólico, sombrio”, explica Vianco.

Catando latinhas para comprar livros
“Seu eu fosse um autor realmente comercial, eu teria lançado uns dez livros de vampiros nos últimos anos, afinal é o grande assunto no cinema e no mercado editorial”, continua. Ele se diz lisonjeado com os fãs, e conta a história de um leitor seu que chegou a catar latinhas de alumínio na rua para poder comprar seus livros. “É impressionante alguém gostar tanto assim do meu trabalho”, diz espantado.

Além dos projetos literários, Vianco vai levar seus vampiros para as telas. “No dia 25 começamos a gravar o piloto de uma possível série de TV”, conta o escritor, dizendo que já existem canais interessados na versão televisiva da saga “Turno da noite”, que deve ter entre 12 e 13 episódios.

A escritora Martha Argel: ‘vampiros são metáfora’.
(Foto: Divulgação)

Ao lado de Vianco no debate na Bienal estarão as escritoras Martha Argel e Giulia Moon. Fãs de Vianco, as duas são amigas e se conheceram na internet no fórum dedicado à literatura vampírica Tinta Rubra. “A Martha é minha leitora privilegiada, ela lê antes, aponta meus erros, me ajuda”, conta Moon, autora de “A dama-morcega”.

Ela também se diferencia do universo de “Crepúsculo” (“meus livros são mais picantes, menos adolescentes”, afirma) e acha que o tema ainda deve continuar na moda por muito tempo. “Existe uma riqueza imensa a ser explorada nesse universo de fantasia, e acho que vai demorar bastante até as pessoas enjoarem disso”.

A bióloga Argel, que já publicou livros como “O vampiro da mata atlântica” e “Relações de sangue”, além de “O vampiro antes de Drácula”, um estudo literário da evolução do gênero até o sucesso de “Drácula”, de Bram Stoker, diz que “o vampiro é uma metáfora. Você pode usar ele para falar da fragilidade humana”.

Terror na sexta-feira 13
A sexta-feira 13 da Bienal traz mais vampiros, com a presença de Dacre Stoker, sobrinho-neto de Bram Stoker, escritor de “Drácula”. O autor canadense vai falar às 19h sobre “Drácula, o morto-vivo”, seu novo livro que revive o mito criado pelo tio-avô.

Mas o clima de terror começa mais cedo, às 13h, com a mesa “Zé do Caixão levará a sua alma”, com a presença do criador do personagem, o cineasta José Mojica Marins, que lançará o “Livro horripilante de Zé do Caixão” na ocasião.

A organização da Bienal também promete que quem comparecer fantasiado como seu personagem favorito não pagará entrada para o evento. Basta apresentar uma foto do personagem representado para garantir o ingresso.

Bienal do Livro de São Paulo
Quando: diariamente até o dia 22 de agosto
Onde: Pavilhão de exposições do Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1209
Quanto: R$ 10, com direito à meia-entrada
Informações: www.bienaldolivrosp.com.br

13
ago
10

Bienal do Livro é aberta oficialmente em SP

Bienal do Livro é aberta oficialmente em SP

Convidados visitaram o Pavilhão do Anhembi, nesta quinta (12).
Público poderá visitar o evento a partir de sexta (13).

Do G1 SP – http://migre.me/14sq0

A 21ª edição da Bienal do Livro de São Paulo foi aberta oficialmente nesta quinta-feira (12), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na Zona Norte da capital paulista. O acesso do público será permitido a partir desta sexta-feira (13), mas alguns convidados, como grupos de alunos de escolas da cidade, foram convidados para visitar a feira em primeira mão (Foto: Juliana Cardilli/G1)

O prefeito Gilberto Kassab e o governador Alberto Goldman participaram da cerimônia de abertura. A feira terá 350 expositores e 4,2 mil lançamentos. O evento vai até o dia 22 de agosto (Foto: Juliana Cardilli/G1)

12
ago
10

Vampiros, culinária e best-sellers movimentam a Bienal do Livro em SP

Começa hoje a fantasia! Para quem vai, divirta-se muito. Para quem queria muito estar lá, como eu, fica o desejo de poder ir na próxima!

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Vampiros, culinária e best-sellers movimentam a Bienal do Livro em SP

Evento no Pavilhão do Anhembi será aberto para o público na sexta-feira (13).
Atrações incluem autor de ‘O mundo de Sofia’ e sobrinho-neto de Bram Stoker.

Do G1, em São Paulo – http://migre.me/14cn5

A 21º edição da Bienal do Livro de São Paulo começa nesta quinta-feira (12) no Pavilhão de Exposições do Anhembi. O primeiro dia do evento, que vai contar com 350 expositores e terá 4.200 lançamentos de livros, é dedicado aos profissionais do mercado editorial.

Na sexta-feira (13) o evento abre para o público em geral com um dia inteiro dedicado ao terror e aos vampiros. A primeira palestra do Salão de Idéias, principal espaço do evento, fica por conta de José Mojica Marins, o cineasta criador do personagem Zé do Caixão, às 13h.

A sexta conta também com a mesa “Por que o mito do vampiro continua vivo?”, que reunirá os escritores André Vianco, Martha Argel e Giulia Moon, e com um bate-papo com Dacre Stoker, que falará sobre seu livro “Drácula, o morto-vivo”, espécie de continuação da obra clássica tio-avô Bram Stoker.

De acordo com a organização, quem for ao Anhembi fantasiado como seu personagem favorito na sexta não pagará entrada para a Bienal.

Dacre Stoker, sobrinho-neto de Bram Stoker, o autor de ‘Drácula’. (Foto: Divulgação)

Outra aposta curiosa dos organizadores da Bienal é o segmento Cozinhando com Palavras. Composta de debates e leituras, a atividade reunirá chefs de cozinha nacionais e internacionais para comentar a relação da literatura com a gastronomia. Entre os tópicos servidos estarão comidas descritas nas obras de autores como Gilberto Freyre, Jorge Amado, Eça de Queiroz, além do cinema e até nos relatos sobre a última ceia do Titanic.

Literatura infanto-juvenil e futuro do livro
De olho nos novos leitores, os curadores do evento dedicaram espaço significativo à literatura infanto-juvenil. A escolha se reflete em um dos homenageados desta edição, o escritor Monteiro Lobato, que será tema de debates e exposição no evento, como também na participação de nomes como Mauricio de Sousa, Ana Maria Machado, Ziraldo e Pedro Bandeira.

Entre os convidados, estarão também os autores dos best-sellers “O menino do pijama listrado”, John Boyne, e “O mundo de sofia”, Jostein Gaarder. A brasileira Thalita Rebouças, autora da série “Fala sério…”, também é destaque entre os nomes de literatura infanto-juvenil.

Entre outros temas recorrentes em debate na Bienal, que incluem a obra de Clarice Lispector e a literatura lusófona, merecerá atenção especial o futuro do livro. Motivo de polêmica entre autores e editores, defensores e detratores, a digitalização das obras literárias será discutida em diversas mesas do Salão das Ideias e poderá ser conferida na prática em uma área do evento batizada de Espaço Digital. No local, será possível tomar contato com 50 aparelhos de leitura de livros digitais (e-readers), incluindo os modelos Kindle (da livraria virtual Amazon) e iPad (da Apple).

Jostein Gaarder, autor de ‘O mundo de Sofia’ também vai ao evento. (Foto: Divulgação / Miriam Berkley)

Com 1.100 horas totais de programação entre os dias 12 e 22 de agosto, a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo é não só a maior como também a mais cara realizada, com R$ 30 milhões em investimentos (a edição de 2008 custou R$ 22 milhões). Realizada em um espaço de 60 mil m2, esta edição espera reunir um público de até 700 mil visitantes.

Mais informações sobre o evento podem ser encontradas em www.bienaldolivrosp.com.br.

09
ago
10

Bienal Internacional do Livro em São Paulo começa no dia 12 de Agosto

A 21ª Bienal Internacional do Livro acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, durante os dias 12 a 22, das 10h às 20h, ao preço de R$ 10 e R$ 5.

São esperados grandes autores nacionais e internacionais, tais como Jostein Gaarder (“O Mundo de Sofia”), John Boyne (“O Menino do Pijama Listrado”), Laurentino Gomes (“1808”), Mia Couto (“Antes de Nascer o Mundo”). Além de celebridades brasileiras, como o jornalista Serginho Groissman e o novelista Walcyr Carrasco.

O evento que é o terceiro maior do mundo, perdendo apenas para a Feira do Livro de Frankfurt e a Feira Internacional do Livro de Turim, espera e deseja reunir o público jovem com uma extensa programação cultural, tais como debates sobre temas variados, que vão do vampirismo à gastronomia; discussões sobre o futuro da literatura com o surgimento dos e-books; degustação de livros digitais de grandes autores nacionais (Clarice Lispector e Monteiro Lobato) e promoção de leituras dramáticas com atores das novelas brasileiras.

Este é um evento muito esperado por todos os amantes da literatura e quem tiver a oportunidade de ir, não a perca. Muito bom poder ver de perto autores que admiramos, participar de um evento cultural de alto nível, descobrir o que tem de novo no universo literário e respirar fantasia, não tem preço. Aliás tem um preço sim, pequeno e barato de apenas R$ 10 e R$ 5, para viver momentos inesquecíveis.

Quem quiser saber mais: http://www.bienaldolivrosp.com.br

04
ago
10

“Eu sou o mensageiro”, do jovem Markus Zusak, mistura suspense com lições de amadurecimento

Simplesmente amo quando passeio por livrarias e descubro um novo autor, principalmente se ele for de algum país onde a literatura é pouco conhecida por mim. E assim como aconteceu com Stieg Larsson, Carlos Ruiz Zafón e Mario Vargas Llosa, aconteceu com o australiano Markus Zusak.

O primeiro livro que conheci de Zusak foi o diferente e original “A Menina que Roubava Livros”. Gostei muito por conta da excentricidade de ser a Morte a narradora da história. Apesar de a própria Morte já ter se apresentado de forma ativa e marcante em “As Intermitências da Morte”, de outro autor que gosto muito, José Saramago. Quando vi em uma prateleira “Eu Sou o Mensageiro” nem pensei duas vezes em separar debaixo do braço. Após ler a sinopse, confirmei a compra.

Zusak é muito jovem, escreve bem, tem boas ideias, carrega consigo dois grandes livros, altos números de vendas, ótimas críticas, é sempre simpático ao lidar com fãs e a imprensa, ocupou as primeiras posições em top ten e já é um nome conhecido na literatura mundial em muitos países. Nada mal, não é mesmo?

Em “Eu Sou o Mensageiro”, apesar de ser um livro para jovens-adultos e adultos, vamos encontrar um enredo muito comum nas histórias infanto-juvenis: problemas familiares que impulsionam atitudes que mudarão a vida dos envolvidos. Narrado em primeira pessoa, conta a história de Ed Kennedy, um jovem taxista. Com apenas 19 anos, o garoto tem como companhia jovens sem a menor perspectiva de futuro e ele próprio se sente um fracasso, já que nunca conquistou nada que almejou.

Órfão de pai e tendo uma péssima relação com sua problemática mãe, Kennedy vai morar sozinho em uma humilde casinha alugada, tendo apenas como companhia o seu cão fedido, Porteiro. Para completar o cenário depressivo, o rapaz é inexperiente quando o assunto é romance e se apaixona por uma amiga, Audrey, uma garota que seria conhecida por nós como “fácil”, mas não dá a menor bola para ele, porque gosta dele de verdade.

Mas a vida monótona e chata de Ed vai mudar. Por um golpe de sorte, o garoto impede um assalto e alcança seus 15 minutos de fama, sendo considerado um herói na cidade em que mora. Coincidentemente, após o acontecido, ele passa a receber em sua caixa de correio, várias cartas de baralho. Juntamente com as cartas havia uma charada e um endereço. Inquieto com as misteriosas cartas de baralho, o garoto passa a ir aos endereços que eram recomendados.

Ed descobre que os moradores dos endereços eram pessoas totalmente desconhecidas e todas estavam passando por diferentes problemas: doenças, brigas, violência, solidão, viviam alguma situação perigosa, etc.

Sensibilizado, o jovem, mesmo sem saber quem mandava as cartas e qual era de fato a sua função, passou a ajudar essas pessoas estranhas. E as soluções que Ed encontra para resolver os problemas das pessoas são sensacionais e típicas de um garoto. E, justamente por isso, elas são incríveis, divertidas, controvertidas e curiosas.

O suspense sobre o autor do envio das cartas e das missões é inquietante para o garoto e também para os leitores. Mas o melhor de tudo, é que enfim Ed encontra o seu caminho, amadurece ao conviver com a dor e os problemas alheios, se mostra sensível e boa praça, tendo seu próprio valor ao ser um mensageiro.

E, assim como Ed, o leitor também vai amadurecer ou, no mínimo, aprender a se colocar no lugar do outro e tentar entender mais os demais seres humanos. O que é uma boa lição para todos nós em tempos de individualismo e intolerância de todos os tipos. Assim como Ed somos muitas vezes resmungões, apáticos e não percebemos como podemos influenciar de forma positiva tantas pessoas ao nosso redor. Para quem quer bons momentos de leitura e diversão, fica a dica!




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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