Posts Tagged ‘Dakota Fanning

04
jul
10

Kristen Stewart diz que prefere beijar Dakota Fanning a Lautner e Pattinson

Será que ela quer polemizar ou quer mais holofotes voltados para ela? Deve ser muito fácil contracenar com a Dakota Fanning, pois a considero uma das melhores, se não a melhor atriz da sua geração. Mas convenhamos… Stewart tão comportadinha vai acabar dando o quer falar mais do que ela queria ou planejou…

Kristen Stewart diz que prefere beijar Dakota Fanning a Lautner e Pattinson

Atriz falou sobre cenas românticas com colegas de elenco em entrevista

Redação CORREIO

Kristen Stewart é considerada uma menina de sorte pelas fãs da saga “Crepúsculo” – afinal, a atriz tem a chance de beijar Taylor Lautner e Robert Pattinson.

Porém, durante uma coletiva de imprensa sobre o lançamento do filme “Eclipse”, Kristen não quis escolher qual dos dois atores beijava melhor e preferiu elogiar Dakota Fanning, com quem contracena na saga vampiresca e no filme “The Runaways”: “Prefiro a Dakota. Vou ter que escolher essa resposta porque é a mais fácil”, disse referindo-se a cena de beijo das duas no filme “The Runaways”.

Atrizes contracenam em “The Runaways”

A atriz também contou que as cenas de romance com Taylor Lautner para “Eclipse” foram difíceis: “Foi difícil porque o personagem dele era muito contra tudo que minha personagem já foi. Ainda não me acostumei a fazer essa cenas com ele porque nossos momentos românticos foram poucos até agora, então nos divertimos mais. Comigo e com Rob tudo é muito mais sério porque temos várias cenas assim”. As informações são do Ego.

Fonte: http://migre.me/UfDX

13
jun
10

“Amanhecer”, último filme da série “Twilight” será lançado em duas partes

Assim como foi anunciado que acontecerá com o último livro de Harry Potter, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, dividido em duas partes na telona, o mesmo ocorrerá com a série vamp teen mais comentada da atualidade.

No último dia 10 a produtora Summit declarou oficialmente aquilo que já vinha sendo especulado por jornalistas e fãs da série Twilight. O fim da saga vampiresca de Stephenie Meyer, “Amanhecer” será dividido em duas partes. A primeira com data prevista para o dia 18 de novembro de 2011, mas ainda sem data para a segunda parte. A produtora divulgou apenas que será lançado no ano de 2012.

Já se tem a confirmação no elenco por parte de Kristen Stewart (Bella Swan), Robert Pattinson (Edward Cullen) e Taylor Lautner (Jacob Black), assim como Peter Facinelli (Dr. Carlisle Cullen), Nikki Reed (Rosalie Hale), Ashley Greene (Alice Cullen) e Kellan Lutz (Emmet Cullen). No entanto, ainda não confirmaram presença nem Dakota Fanning (Jane) nem Michael Sheen (Aro Volturi). O que se confirmando a ausência de Dakota Fanning é uma pena, pois, na minha opinião, ela é uma das maiores e melhores atrizes da sua geração.

Não sei muito bem como encaro essa notícia, afinal, dos quatro livros, “Amanhecer” para mim é que tem mais embromação e acontecimentos mais bizarros. E isso é uma opinião muito comum entre as pessoas da minha geração que acompanham a trajetória de Bella, Edward e Jacob. Pois o que eu mais queria que fosse evitado no filme são as intermináveis páginas com o sofrimento de Bella na sua gravidez “indesejada” (não por ela, lógico) na esperança que todo o livro acontecesse em apenas um filme. Mas com essa agora de o filme acontecer em duas partes, tenho a sensação e a impressão de que ficarei meio entediada na sala do cinema.

A pergunta que não quer calar é: em que parte exatamente será que o primeiro filme encerará a história? Isso ainda nem a roteirista Melissa Rosenberg sabe dizer…O jeito é mesmo aguardar para ver.

PS: Em relação a escolha da foto – Desde que conheci “Twilight” imaginava que Bella fosse terminar a história ao lado de Edward, mas sempre torci por Jacob, indo de encontro à opinião geral. Mas bem que as pessoas ficaram mais simpáticas ao jovem lobisomem após a monstruosa transformação de Taylor Lautner… tsc tsc risos!

27
nov
09

Descabeladamente romântico

Matéria publicada na revista Veja do dia 18 de novembro de 2009.

Descabeladamente romântico

“Lua Nova”, o segundo filme da saga “Crepúsculo”, quer atrair agora também os garotos, com lobisomens superpoderosos e cenas de ação. Mas, para manter fiéis as meninas que a-do-ram a série, reforça ainda mais o drama de amor adolescente entre o vampiro cavalheiresco Edward e a adolescente casta Bella.

Jarônimo Teixeira, de Los Angeles

Corações partidos: Bella (Kristen) desesperada com a perda de seu vampiro, é socorrida pelo lobisomem Jacob (Lautner): tentativas de suicídio e muitos peitorais nus, apesar do frio

Como tantos adolescentes do ensino médio, os enamorados Edward (Robert Pattison) e Bella (Kristen Stewart) estão mais interessados no seu ti-ti-ti íntimo do que naquilo que os professores tentam ensinar. O professor de literatura, irritado com a desatenção de Edward, pede que ele reproduza a fala de Romeu, de Shakespeare, pouco antes do suicídio – e Edward o surpreende. Conhece o trecho de cor e o recita com sentimento: “A morte, que sugou o mel do teu hálito, não teve poder contra tua beleza”. “Foi esquisito fazer aquela cena”, disse o ator inglês Robert Pattison, de 23 anos, a VEJA. “Toda a sala, cheia de extras, olhava para mim. Errei e tive de recomeçar várias vezes”. Dificilmente essa será a sequência mais lembrava de “Lua Nova” (The Twilight Saga: New Moon, Estados Unidos, 2009), a continuação de “Crepúsculo”, que estreia no país na próxima sexta-feira. As garotas – público primordial dos filmes baseados nos best-sellers de Stephenie Meyer – vão suspirar diante do inefável Pattison. Um novo imã para seus olhares é o pedaçudo Taylor Lautner (que interpreta o lobisomem Jacob), exibindo seus peitorais malhados. No esforço de incrementar o apelo para os rapazes, há mais sequências de ação e muita computação gráfica. A citação de “Romeu e Julieta”, porém, dá o tom do filme, em tudo fiel ao espírito do livro original. Stephenie Meyer, mórmon praticante, dispensa o ardor sexual do jovem casal criado por Shakespeare – mas, nos quatro romances que já venderam mais de 80 milhões de exemplares ao redor do mundo, não tem pudor de retratar, com as tintas mais encarnadas, o drama desesperado que é o amor adolescente.

Dirigido por Catherine Hardwicke, “Crepúsculo”, o primeiro filme, trazia o início do amor entre o vampiro Edward, virtualmente imortal, dotado de força e velocidade sobre-humanas e capaz de ler mentes, e a humana Bella, uma desajeitada garota que se muda do ensolarado Arizona para o frio estado de Washington (as locações não são lá: no primeiro filme, foram no Oregon; em “Lua Nova”, em Vancouver, no Canadá). Com o orçamento relativamente modesto de 40 milhões de dólares, o filme teve bilheteria mundial de 350 milhões de dólares e projetou Kristen e Pattison como o casal mais queridinho do cinema (sim, eles namoraram fora das telas, mas agora estão aparentemente dando um tempo). “Lua Nova” é sobre rompimento e dor. No seu aniversário de 18 anos (a atriz tem 19), Bella começa a se angustiar com o fato de que está envelhecendo, enquanto seu namorado, que tem 108 anos, estacionou na aparência de 17. Edward, cioso dos perigos que a companhia dos vampiros traz à amada, acaba se afastando de Bella, na tentativa de protegê-la. Ele tem sede do sangue de Bella, mas contém-se: não quer transformá-la no monstro que ele mesmo julga ser. Essa abstinência tem sido interpretada como uma pregação da contenção sexual para os jovens, muito de acordo com o ideário religioso da autora. A menina entra em desespero, até encontrar consolo na companhia do lobão Jacob.

Edward – quase um deus, mas acessível para a prosaica Bella – inflama a imaginação das fãs. Depois de “Crepúsculo”, fotos de Pattison ganharam as paredes dos quartos de adolescentes e pré-adolescentes de todo o mundo. “Nunca imaginei algo assim. No meu tempo de escola, eu não era nem de longe o garoto mais desejado da classe”, diz o encabulado ator de cabelos desgrenhados, enquanto seus dedos de unhas um tanto sujas atarraxam e desatarraxam ansiosamente a tampa de uma garrafa de água mineral.

Com Edward ausente em grande parte da história, tudo indica que chegou a hora de Taylor Lautner, 17 anos. Sua participação no primeiro filme era pouco mais do que uma ponta. Em “Lua Nova”, o papel cresceu – e Lautner também: ameaçado de ser substituído, o ator franzino malhou e engoliu meses de dieta proteica. “Eu tinha de comer a cada duas horas. Não era agradável”, diz ele. Seu torso esculpido tornou-se um recurso dramático primordial para o novo filme. “Era meio esquisito trabalhar o tempo todo sem camisa no frio de Vancouver, onde todo mundo anda encasacado”, diz o ator. Lautner está namorando a cantora country Taylor Swift (mais um casal dos sonhos…), que recentemente lhe mandou um recadinho carinhoso no monólogo de abertura do programa cômico Saturday Night Life (para em seguida estrelar uma hilária paródia de “Crepúsculo”, com Frankensteins no lugar de vampiros).

Nas entrevistas que o elenco concedeu em Los Angeles, todos se fecharam ferreamente contra “perguntas pessoais”. “Kristen é uma ótima atriz”, diz Pattison quando lhe perguntam sobre a química que os dois demonstram na tela. Dá-se como certo que a situação entre ambos é o inverso daquela representada no filme: teria sido Kristen a responsável pelo fim do namoro. Na entrevista, a atriz filosofou sobre a tristeza mortal de Bella ao ser abandonada pelo namorado hematófago: “A dor de Bella ao perder Edward, embora metaforicamente represente algo muito real, é colocada em um mundo com o qual não temos como nos relacionar. Eu acho que a história se sustenta sem os aspectos míticos, tem uma dinâmica sólida entre os personagens, mas… Eu me perdi totalmente. O que você perguntou mesmo?”

Os aspectos míticos e a dinâmica dos personagens são o de menos: o enredo é descabeladamente romântico. O torturado Edward dá o fora em Bella e, ato contínuo, Bella perde-se, alucinada, na floresta, até desabar entre as árvores. Edward, exilado em um Rio de Janeiro de fancaria, recebe a notícia equívoca de que alguém morreu, logo conclui que foi Bella – e parte para tentar o suicídio (muito difícil de conseguir entre os vampiros). Até os lobisomens são hipertrofiados: no lugar da criatura tradicional, meio canina, meio humana, são lobos enormes – do tamanho de um cavalo. Tudo isso é um tanto indigesto para o público maduro. Mas “Lua Nova” deve abocanhar a bilheteria com dentões enormes – de vampiro ou lobisomem, agora tanto faz.

Apavorante ou pavoroso?

Europeus – E, portanto, malvados

Os vampiros imaginados por Stephenie Meyer são diferentes daqueles consagrados em clássicos como “Drácula”, de Bram Stoker. Expostos ao sol, não viram cinza, mas brilham. Não são necessariamente maus – podem escolher o caminho do bem, como fizeram Edward e sua família. Em “Lua Nova”, porém, surgem personagens mais clássicos: nas ruas sinuosas de Volterra, na região italiana da Toscana (substituída, nas locações, pela cidade próxima de Montepulciano), vive o clã dos Volturi, a realeza do mundo doa vampiros. Fazem parte desse núcleo dos dois atores mais experientes do elenco: o galês Michael Sheen, 40 anos, que interpretou o primeiro ministro britânico Tony Blair em três produções, e a americana Dakota Fanning, que, apesar dos tenros 15 anos, acumula uma filmografia respeitabilíssima. Os Volturi representam a visão mais tradicional desses monstros: europeus, aristocráticos, sofisticados e muito perversos. Mas, com suas perucas compridas e o figurino cheio de fru-frus, o bando resulta mais pavoroso do que apavorante. Sheen tem uma filha de 10 anos que, leitora apaixonada de Stephenie Meyer, exultou ao saber que o pai iria trabalhar em “Lua Nova”. Dakota, que cursa o ensino médio, faz parte do público típico dos livros. “Li todos os quatro livros em uma semana. E depois fiquei triste por ter acabado tão rápido”, diz, com seu sorriso ainda infantil, de dentes pequenos. É o seu primeiro papel de vilã – ela interpreta Jane, uma vampira que tem o poder de, apenas com o olhar, submeter suas vítimas a uma dor excruciante. Seus grandes olhos claros aparecem ocultos por lentes de contato, de um vermelho bizarro. “Dakota fica assustadora com as lentes vermelhar. Já eu fico parecendo um coelho”, afirma Sheen, com seu humor britanicamente autoderrisório.

24
nov
09

Veja os cartazes do novo filme da série ‘Crepúsculo’

Veja os cartazes do novo filme da série ‘Crepúsculo’

‘Lua nova’, de Chris Weitz, tem estreia marcada para 20 de novembro.
Longa é baseado no segundo livro da série criada por Stephenie Meyer.

29/09/09 – 17h37 – Atualizado em 29/09/09 – 17h56

A produtora Summit Entertainment divulgou nesta terça-feira (29) os cartazes do filme ‘Lua nova’, que tem estreia marcada para o dia 20 de novembro. Um deles traz em destaque o casal Kristen Stewart e Robert Pattinson, que vivem os protagonistas Bella e Edward. O outro coloca em evidência o ator Taylor Lautner, que interpreta o personagem Jacob Black. Baseado no segundo livro da série ‘Crepúsculo’, de Stephenie Meyer, ‘Lua nova’ tem direção de Chris Weitz (de ‘American pie’). (Foto: AP)

O terceiro pôster do novo filme traz em destaque Dakota Fanning, que interpreta a personagem Jane. (Foto: AP)

 

http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1322967-7086,00-VEJA+OS+CARTAZES+DO+NOVO+FILME+DA+SERIE+CREPUSCULO.html

13
nov
09

Estrela precoce, Dakota Fanning tenta manter os pés no chão em Hollywood

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Estrela precoce, Dakota Fanning tenta manter os pés no chão em Hollywood

Atriz de 15 anos protagoniza o drama ‘A vida secreta das abelhas’.

Em entrevista ao G1, loirinha fala sobre fama e bastidores de filmagens.

07/08/09 – 12h00 – Atualizado em 07/08/09 – 12h05

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Ela cresceu nas telas do cinema. Com apenas seis anos, Dakota Fanning provou ser uma atriz de talento nato logo na estreia, ao interpretar a filha de um deficiente mental vivido por Sean Penn no drama “Uma lição de amor”. Agora, com 15 e currículo de veterana – são mais de 20 longas – a loirinha protagoniza “A vida secreta das abelhas”, adaptação do best seller homônimo da autora Sue Monk Kidd.

Na produção dirigida por Gina Prince-Bythewood, Dakota dá vida à personagem Lily Owens, uma jovem que acidentalmente mata a mãe na infância, vive atormentada pela culpa e ainda sofre maus tratos de um pai rancoroso, interpretado por Paul Bettany. Um dia resolve fugir de casa e encontra o afeto que nunca teve ao ser acolhida por uma família negra.

Passada nos anos 60, em uma cidade da Carolina do Sul, o filme mostra o preconceito que uma garota branca sofre por se relacionar com negros. Em especial com o personagem Zack (Tristan Wilds), por quem se apaixona.

Não foi a primeira vez que Dakota, que acaba de entrar na adolescência, beija em um filme. Mas a cena de amor de “A vida secreta das abelhas” teve um sabor especial. “Com certeza foi o beijo mais íntimo e romântico que dei no cinema, em função do relacionamento entre os personagens”, analisa.

Diferente das estrelas precoces, que acabam virando alvo de paparazzi por causa de arroubos juvenis, Dakota diz ter “os pés no chão.” “Acho que tem muito a ver com a maneira pela qual meus pais me educaram, de ser verdadeira comigo mesma e nunca mudar quem sou”, diz, com ar comportado.

Em conversa com o G1, em Los Angeles, a loirinha fala sobre carreira, fama e os bastidores das filmagens de “A vida secreta das abelhas”, que entra em cartaz nesta sexta-feira (7), nos cinemas brasileiros.

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G1– Atores que ganharam fama cedo como você, vez ou outra se metem em confusão e viram alvo de paparazzi. O que você faz para não cair nas armadilhas de Hollywood?
Dakota Fanning –
Estou consciente do que acontece com alguns atores da minha idade, mas não acho que cairia nestas mesmas armadilhas. Tenho uma família e amigos fantásticos, um ótimo agente e realmente o que mais amo é atuar. Procuro manter um equilíbrio. Acho que tem muito a ver com a maneira pela qual meus pais me educaram, de ser verdadeira comigo mesma e nunca mudar quem sou, manter sempre os pés no chão. Tento não me preocupar muito com a fama e não sonhar muito com o futuro. Eu vivo no presente.

G1- Como foi filmar a cena do beijo com Tristan Wilds?
Dakota –
Não foi tão estranho assim, pois fizemos esta cena mais no final das filmagens e até lá Tristan e eu já nos conhecíamos bem. Ele é um doce de pessoa. Além do que, esse não foi meu primeiro beijo em filme [risos]. Mas com certeza foi o beijo mais íntimo e romântico que dei no cinema, em função do relacionamento entre os personagens.

G1- Qual seu critério ao escolher um papel?
Dakota –
Tenho que me sentir atraída pela personagem e, de preferência, que seja algo diferente dos meus papéis anteriores. Li o livro “A vida secreta das abelhas” há cinco anos, quando fui contratada para fazer o filme. Mas produção ainda não estava pronta para seguir adiante. Foi ótimo, porque assim deu tempo de eu crescer mais um pouquinho [risos]. Fiquei muito atraída pelo fato de ser uma historia que se passa no sul dos Estados Unidos, onde nasci. Consigo me identificar com vários aspectos do livro e do roteiro.  

G1- Antes de começar as filmagens a diretora armou uma situação em que os atores te tratariam bem e nem tanto a Jennifer Hudson, para vocês sentirem na pele a discriminação racial que existia nos anos 60. Como foi essa experiência?
Dakota –
Antes de começarem as filmagens, Gina queria criar a situação de discriminação racial quando entrássemos juntas em uma farmácia para colocar a gente no clima. Disse que seria feito de uma maneira respeitosa, mas mesmo assim deu para perceber como nossas vidas teriam sido diferentes se vivêssemos na Carolina do Sul, em 1964. Acho que foi uma excelente ideia, nos ajudou muito.

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G1- Durante sua preparação para o papel, você chegou a entrevistar ou conhecer crianças vítimas de abuso?
Dakota – Conheci crianças que sofreram abuso no passado, antes de me preparar para o papel. Durante minhas cenas com Paul Bettany, achei que era especialmente importante para o meu personagem mostrar que ela não se sentia amada pelo pai. Foi um desafio filmar algumas dessas cenas. O Paul era assustador no papel, mas na vida real ele é um doce de pessoa.

G1- Como foi a experiência de lidar com milhares de abelhas em cena? Você foi picada durante as filmagens?
Dakota – Nenhuma vez. Dei sorte, pois Lily era aprendiz de apicultora, portanto ela sempre estava totalmente protegida com o macacão, as luvas e a tela protetora na cabeça. Mas aprendi bastante sobre elas. É impressionante quando você tira a tampa da colméia e encontra 600, 800 mil abelhas… É divertido tentar encontrar a rainha. Eu não tinha a menor ideia e imagino que a maioria das pessoas também não, de como as abelhas trabalham duro, em conjunto com uma finalidade em comum. Acho um excelente paralelo com o filme, onde as pessoas estão divididas em diferentes raças e na colméia, as abelhas trabalham unidas por uma mesma causa.

G1- A vida de Lily tem várias reviravoltas. Você consegue ver algum paralelo em relação a sua própria vida?
Dakota –
Acho que a minha passou por grandes mudanças quando comecei a atuar. Tive uma grande oportunidade com apenas 6 anos, quando fiz “Uma lição de amor”. Minha vida seria bem diferente se não tivesse feito esse filme. Sinto-me abençoada pelas oportunidades que tive na infância, que me deram a chance de ingressar em uma vida tão diferente e desde cedo saber o que queria.

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http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1257866-7086,00-ESTRELA+PRECOCE+DAKOTA+FANNING+TENTA+MANTER+OS+PES+NO+CHAO+EM+HOLLYWOOD.html

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12
nov
09

O doce mel que escorre da cidadania

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Matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, no Caderno 2 no dia 7 de agosto, página D6.

O doce mel que escorre da cidadania

Identidade, racismo e abandono são os temas de “A Vida Secreta das Abelhas”.

Luiz Carlos Merten

Existem coisas que simplesmente têm de ser. Gina Prince-Bythewood que o diga. Contactada para dirigir a adaptação do romance “A Vida Secreta das Abelhas”, de Sue Monk Kidd, ela não apenas não leu o livro nem o roteiro como ficou quase três anos empurrando o projeto. Quando os produtores desistiram dela e anunciaram que estavam fazendo o filme com outro diretor, Gina finalmente se sentiu tentada a ler o livro. Foi uma revelação. “Tudo o que eu queria dizer sobre mim, nem falo do mundo, estava no livro. Bateu-me o pânico de ter perdido a oportunidade de minha vida. Felizmente, consegui retomar o projeto”, ela conta numa entrevista por telefone. “A Vida Secreta das Abelhas” estréia hoje nos cinemas brasileiros. O livro de Sue Monk Kidd também acaba de chegar às livrarias. Poderá ser uma dupla descoberta. Leia o livro e veja o filme (e vice-versa).

É a história dessa menina – branca – que mata a própria mãe e leva uma vida miserável com o pai. As circunstâncias da morte foram as mais inesperadas. A mãe havia se separado do pai. Voltou, mas já estava com a mala pronta para partir de novo. Houve uma briga, a filha ainda menina, disparou acidentalmente na mãe e o pai lhe fez crer que ela estava fugindo dos dois. Como uma menina consegue crescer com este duplo peso, esta dupla tragédia na consciência – o de ser a assassina da mãe que a estava abandonando? O filme mostra a acolhida que ela recebe numa casa habitada por negras. Ela não confessa sua origem a essas irmãs que, no princípio, se dividem entre recebê-la ou não. O filme lembra um pouco “Tomate Verdes Fritos”, que foi um grande sucesso independente por volta de 1990. “Conheço este filme, mas nunca pensei nele nem achei que fosse uma referência. Agora que você está falando, percebo que tem pontos em contato. A história gerencial, a afirmação das mulheres num universo masculino, o próprio racismo. Mas aqui a questão racial é muito mais forte, embora minha aproximação com o texto de Sue tenha sido sempre no sentido de fazer com que essa história não fosse só sobre racismo”.

Gina é adotada. Afro-americana, foi adotada por uma mãe de origem salvadorenha e um pai branco. No seio dessa família, não é difícil compreender porque a questão da identidade tenha sido sempre tão forte para ela. Houve um momento que Gina quis procurar sua mãe biológica. Sua identificação com o livro de Sue Monk Kidd vem muito daí. O repórter reclama de um ponto de vista. O filme adota o ponto de vista feminino. Como homem, ele não pode deixar de se identificar com o pai – esse pai miserável que amou a mulher e foi por ela abandonado, transferindo para a filha a carga da rejeição e a responsabilidade pela morte – pelo assassinato que, no fundo, num determinado momento, ele queria cometer. “Entendo o que você quer me dizer, mas, sinceramente, acha que o pai era um personagem muito mais negativo. Tentei relativizar sua posição o máximo possível. Até pelo que sofri na minha vida, e Sue sofreu, creio que um filme coral, dando voz a todos, é o caminho mais honesto”.

“A Vida Secreta das Abelhas” mostra o racismo nesta cidade sulista. O garoto negro, surpreendido com a jovem branca no cinema, é seqüestrado. “Cresci ouvindo essas histórias de brutalidade. A integração racial foi um processo muito difícil nos EUA, que o próprio cinema se encarregou de documentar”. Como é ver seu filme nos cinemas justamente no momento em que um negro está instalado na presidência dos EUA? “Não digo que seja mais fácil recuperar essas histórias hoje em Cia, embora seja, claro. Mas eu acho que o fato de Barack Obama estar hoje na presidência reforça uma idéia forte de “A Vida Secreta das Abelhas”, a cidadania. O filme pode falar de muita coisa. Linguagem, sentimentos, família, identidade, responsabilidade, mas a questão da cidadania sempre me norteou. Acredito que só ela poderá criar um mundo melhor”.

Foi difícil conseguir a adesão de atores como Queen Latifah, Dakota Fanning, Jennifer Hudson e Alicia Keyes? “Esse filme deve muito a elas. É dela, tanto quanto meu ou de Sue. Vou lhe dizer uma coisa. Ninguém fez “A Vida Secreta das Abelhas” para ganhar dinheiro. Queen como uma verdadeira rainha, abriu mão de projetos mais rentáveis e trabalhou pelo mínimo somente para viabilizar a produção. Foi um filme feito com amor, por gente que acreditava no projeto. Isso aumentou meu empenho. Não podia errar e comprometer tanta dedicação”. Um dos aspectos mais belos do filme refere-se ao muro que a personagem vivida por Sophie Okonedo (May Boatwright) constrói no jardim da casa. Ali ela expressa toda a sua dor pela injustiça do mundo. “O muro está no livro e, claro, não podia faltar no filme. É fácil pensar no Muro das Lamentações, em Jerusalém. É o nosso muro das lamentações. Mas o tom do filme não é de lamento nem de fatalidade. Apesar de tudo, de toda a dor, há um arco dramático, uma evolução. Não creio que o cinema deva passar necessariamente uma mensagem, mas espero que cada um veja em “A Vida Secreta das Abelhas” o registro de um crescimento. Nada mais oportuno, na América e no mundo atuais”.

 

01

12
nov
09

‘A vida secreta das abelhas’ faz leitura ‘light’ de história trágica

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‘A vida secreta das abelhas’ faz leitura ‘light’ de história trágica

 07/08/09 – 12h00 – Atualizado em 07/08/09 – 12h05

Dakota Fanning protagoniza filme adaptado de best seller.

Queen Latifah, Alicia Keys e Jennifer Hudson roubam a cena.

O talento precoce da atriz Dakota Fanning sempre foi alvo de elogios desde sua estreia em “Uma lição de amor” (2001), quando interpretou a filha de um deficiente mental vivido por Sean Penn. Oito anos e vários filmes de arrancar lágrimas depois, a loirinha prodígio de Hollywood protagoniza “A vida secreta das abelhas”, longa baseado no best seller da autora americana Sue Monk Kidd, sobre uma adolescente que acidentalmente matou a mãe na infância e, além da culpa, é obrigada a conviver com o pai violento.

Deveria ser um prato cheio para Dakota, especialista em encarnar meninas fofas e sofridas, como fez em “Chamas da vingança” (2004) ou no polêmico “Hounddog” (2007). Mas, estranho, falta à atriz a carga dramática esperada para o papel da garota de 14 anos que vive em busca do perdão.

Tal necessidade a personagem Lily preenche quando foge de casa com a babá Rosaleen (Jennifer Hudson) e é acolhida por três irmãs apicultoras em uma cidadezinha da reacionária Carolina do Sul. Passada nos anos 60, em plena luta pelos direitos civis, a história também aborda o preconceito – que gera reações extremas – que a protagonista sofre por ser uma garota branca morando sob o mesmo teto de uma família de mulheres negras.

Ao contrário do livro, “A vida secreta das abelhas”, o longa, investe nas excentricidades das irmãs August, June e May – todas interpretadas com brilho por Queen Latifah, Alicia Keys e Sophie Okonedo – e quase deixa de lado os conflitos existenciais de Lily. O resultado é um filme de argumento dramático, mas que encontra seus bons momentos nas situações de humor.

Talvez a atuação rasa de Dakota tenha sido opção da diretora, Gina Prince-Bythewood, para tonar o filme mais leve. Mas é justamente na desesperada busca de Lily pelo perdão que está a beleza da história contada no livro – premiado com o Orange Prize.

A alternativa de enxugar o teor dramático do roteiro também pode ter sido escolha de Will Smith, um dos produtores do filme. Atual rei das bilheterias, o ator conhece como ninguém o poder que uma história levinha, que equilibra doses de drama e humor, tem sobre o público.

Estrelado por cantoras – Latifah, Alicia, e Hudson – “A vida secreta das abelhas” tem trilha sonora idas mais caprichadas. As canções do trio, as de Lizz Wright, Supremes e Impressions parecem mais coerentes com as páginas da obra de Monk Kidd do que a adaptação cinematográfica em si.

 Refereência: 

http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1257633-7086,00.html

 

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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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