Arquivo de novembro \30\UTC 2009

30
nov
09

As Crônicas de Spiderwick – O Guia de Campo

 

Qual adulto nunca presenciou ou ouviu falar de crianças que acreditam que dentro do seu armário ou em baixo de suas camas existam monstros ou seres desconhecidos que parecem saídos de um universo paralelo? Por mais que os pais ou os responsáveis lhes diga que não há nada, depois que a imaginação aflorou e deu forma aos seres imaginados, o medo já tomou conta das crianças e o estrago já foi feito. E convencê-las do contrário, vira um esforço enorme e, muitas vezes, sem sucesso.

E essa facilidade que as crianças tem em deixar fluir as idéias e a imaginação é a fonte de criação de muitos autores que se especializaram em criar histórias e livros para os jovens leitores. E, muito de suas histórias, é um questionamento para os que não conseguem penetrar no imaginário infantil: será mesmo invenção? Ou o adulto que diante de seus dias atarefados e ocupados não consegue notar aquilo que os pequenos vem com tanta frequência?

A coleção “As Crônicas de Spiderwick”, escrita pelos autores Tony DiTerlizzi e Holly Black, também está incluída nessa receita bem sucedida de histórias de crianças que enxergam além do que os olhos, muitas vezes, insensíveis dos adultos permitem. O primeiro volume, “O Guia de Campo” conta a história de três crianças, irmãos, que após os pais, Richard e Helen, se separarem mudam-se para uma nova casa. Os garotos são gêmeos, tem nove anos e chama-se Jared Grace e Simon Grace. Mallory Grace é a irmã mais velha e tem 13 anos. A separação dos pais das crianças era muito recente e eles não lidam muito bem com essa nova realidade, principalmente Jared. Helen Grace fica com a guarda dos filhos e, com isso, ela decide mudar-se de Nova York para a Nova Inglaterra, para a mansão da sua tia Lucinda Spiderwick que estava internada em um sanatório.

A casa era antiga, de estilo Vitoriano. Jared ouve um barulho estranho, de alguém ou alguma coisa arranhando a porta, ele acaba achando que é um esquilo e não dá muita importância, mas a noite ele escuta novamente e, dessa vez, os seus irmãos também ouviram. Decidiram então descer para a cozinha para investigar a fonte do ruído.

Mallory, decidida, quebra a parede para verificar e acaba descobrindo o ninho da criatura misteriosa, com panos e jornais velhos. Por trás descobrem um pequeno elevador que deveria ser usado para levar comida e roupas a outros andares. Jared resolve explorar o elevador e termina por descobrir um cômodo esquisito com a pintura do tio deles Arthur Spiderwick. Identifica o local como uma biblioteca secreta que não tinha portas para saída e entrada e as paredes eram abarrotadas de livros. Explorando o local, Jared encontra um enigma em forma de poesia e um livro em especial desperta a sua atenção. O livro em questão chama-se “O Guia de Campo”. Havia um bilhete avisando que ele não deveria ser lido, mas Jared ignorou o aviso e abriu o livro, descobrindo que ele estava cheio de informações sobre fadas e outras criaturas mágicas.

A partir daí coisas muito estranhas começaram a acontecer… Os cabelos de Mallory, misteriosamente e inexplicavelmente são amarrados nas varetas da cabeceira da sua cama, os girinos de Simon, que tem um carinho muito especial por qualquer tipo de animal, aparecem congelados no refrigerador na cozinha e os hamsters de Simon desaparecem como passe de mágica.

Como Jared é um garoto muito levado e travesso e, recentemente, tinha provocado confusões em antigas escolas, acabou levando a culpa por todos os feitos inexplicáveis. Ele, sabendo que não tinha culpa de nada, resolve investigar o que está havendo.

Jared descobre que quem estava provocando os arranhões e barulhos estranhos na casa era um boggart ou um brownie, o guardião da casa. Este estava chateado porque as crianças mexeram no seu ninho e elas decidiram colocar de volta no ninho todos os objetos que encontraram lá, juntamente com um bilhetinho pedindo desculpas. O brownie aconselha a eles que se livrem do livro antes que o pior aconteça. O livro foi escrito por Arthur Spiderwick, o pai de tia Lucinda que fora dado como desaparecido. Era um guia sobre criaturas mágicas, revelando segredos, hábitos, aparência das criaturas mágicas e eles acabam descobrindo que teriam ainda muitas aventuras para viver.

O que os meninos não sabem ainda é que os gêmeos e a esgrimista Mallory teriam que lutar pelo livro enquanto desvendavam e conheciam um mundo incrível e fantástico, para evitar que sérios problemas afetem o mundo.

“As Crônicas de Spiderwick”é recomendado para um público bem jovem e, como deve ser para esse público, a série é repleta de muita aventura e fantasia, brincando no limite entre a ficção e a realidade, a mentira e a verdade no imaginário infantil.

27
nov
09

Lua Nova desperta a esperada euforia nos fãs, mas decepciona

Como estudante de jornalismo, apoio a liberdade de imprensa e com a propagação de blogs na internet, todos podem falar o que quer e acho isso um peso e duas medidas. Mas não concordo com muito do que foi dito nesta matéria.

Eu não vi ainda o filme, mas duvido muito que Kristen Stewart esteja tão mal assim no filme. Ela não é uma garota tão conhecida e com tanta bagagem como Dakota Fanning, por exemplo.  Mas dizer que a garota é inexpressiva, pra mim, é demais.

A coisa mais natural do mundo é um livro, ou uma coleção deles, fazer o maior sucesso e quando ganha uma adaptação para o cinema não ser tão bom, mas fazer sucesso na sétima arte por causa dos fãs dos livros… pra mim já é demais. “A Bússola de Ouro”, primeiro livro da coleção Fronteiras do Universo de Philip Pullman é uma obra fantástica. A coleção foi publicada no início dos anos 90 e só em 2007 ganhou uma adaptação para o cinema do primeiro livro, e quado vi me decepcionei.  Mas me decepcionei por uma série de fatores, não por atuação de um ou outro ator, até porque o elenco do filme é muito bom.

Todo mundo que viu “Lua Nova” me disse que o filme é muito melhor que “Crepúsculo” em termos de técnica, efeitos visuais, efeitos especiais, maquiagem dos atores etc. Será mesmo que é tão ruim quanto essa jornalista descreve? Não sei não… Vou assistir e conferir…

Como diz Noblat:  “Médico acha que é Deus e jornalista tem certeza”. Como aluna da faculdade de comunicação da Universidade Federal da Bahia, digo que ele está certíssimo, pois na faculdade em que estudo há muitos pseudointelectuais que se acham o suprassumo da sabedoria. Prefiro os humildes e que escrevem o que realmente pensam, não somente utilizar o seu papel de formador de opinião para criticar e esculhambar alguma coisa… Quando se é crítico de cinema, de literatura ou crítico cultural como um todo, deve-se ter cuidado com o que se diz e realmente com o que se vai criticar. Principalmente quando se é algo voltado para o público infanto-juvenil. Nem sempre eles encaram e entendem as argumentações como os adultos…

Pronto! Falei! Posso até ser criticada por isso. Mas aqui é um espaço democrático. Não recebo sempre elogios. E as críticas construitivas são sempre muito bem vidas.

Matéria publicada no Caderno 2 do jornal A Tarde, na página 3, no dia 21 de novembro de 2009.

Lua Nova desperta a esperada euforia nos fãs, mas decepciona

Maria Santossa

Gritinhos histéricos, suspiros e sessão lotada marcaram a estreia de “Lua Nova”, segundo filme da saga “Crepúsculo”, em Salvador, na madrugada de ontem. Os fanáticos teens (sobretudo garotas), aparentemente alheios ao quanto o filme deixa a desejar, se derreteram toda vez que Edward (Robert Pattison) surgiu, tirou a camisa ou se declarou a Bella (Kristen Stewart).

Escrita pela dona de casa norte-americana Stephenie Meyer, a serie de quatro livros sobre o amor de uma humana por um vampiro – ambos adolescentes (quer dizer, ele tem 17 há 109 anos) – virou best-seller, com mais de 80 milhões de livros vendidos desde 2005. Nesta segunda parte da história, um incidente na casa dos Cullens leva Edward a terminar o relacionamento e a abandonar Bella, que encontra forças na amizade (ou seria no amor?) de Jacob.

Ao lado de Taylor Lautner (Jacob), a atriz Kristen Stewart (Bella) fica ainda mais inexpressiva

Surpresa

O personagem de Taylor Lautner, inclusive, ganhou – literalmente – corpo na trama. Criticado pela falta de carisma após o primeiro filme (“Crepúsculo”, 2008), ele é a surpresa do elenco principal. Perto dele, Stewart ficou ainda mais inexpressiva. As sobrancelhas semicerradas, os olhos fixos no chão e a boca entreaberta acompanharam a garota em diversas cenas. Como a trama está mais arrastada, os atores receberam um foco dramático. Azar deste foco pousar justamente em atuações medíocres e sorte do enredo, que, de tão envolvente, não desanda.

Orçado em US$ 50 milhões, “Lua Nova” deve ser sucesso de bilheteria mais por causa dos inúmeros fãs da série do que pela qualidade técnica. Nem mesmo a substituição da diretora Catherine Hardwicke por Chris Weitz (de “A Bússola de Ouro”) injetou apuro e sofisticação.

A maquiagem amadora e os efeitos nada especiais melhoraram, mas não tanto. O brilho da pela vampiresca ao sol está mais verossímil e a fotografia foi mais bem cuidada; a transformação de garotos em lobos gigantes, no entanto, é risível.

Há quem diga que o interesse no pretenso romance (na vida real) de Kristen e Pattison e o polêmico posicionamento do Vaticano, que considerou o longa “um desvio moral”, possa atrair o público a ponto de o filme bater os mais de US$ 383 milhões arrecadados no longa anterior. Os mais críticos e espertos, no entanto, devem se preparar e esperar menos de “Eclipse”, o terceiro longa da série, previsto para junho do ano que vem.

27
nov
09

Vaticano condena ‘Lua Nova’, sequência do filme ‘Crepúsculo’

Quando eu leio matérias desse tipo chega me arrepio e me pergunto se o Vaticano não tem mais o que fazer. Isso chega a ser ridículo.

Cresci em uma família católica por parte de mãe e tenho um pai que sempre foi agnóstico, mas nem por isso eu me tornei alienada.  Acredito em uma força superior, mas não frequento Igreja.  Mas, por outro lado, considero os membros  do Vaticano as pessoas mais retrógradas que existem. O tempo todo há notícias circulando por ai dizendo que o Vaticano condenou isso e aquilo, aquele livro e aquele filme. Me poupe.

Se é Dan Brown eles condenam. Se é Philip Pullman eles condenam. Se é J.K. Rowling eles condenam. Agora até Stephenie Meyer também entrou para a lista negra? Isso chega ser piada de tão ridículo.

Continuo achando que o mal da humanidade é a intolerância. Seja ela religiosa ou cultural. Mas dá nos nervos ler e ouvir coisas como essas, porque eles são os intolerantes e, muitas vezes, acabam provocando esse tipo de reação que geralmente tenho quando me deparo com uma notícia dessas.

Isso significa o que? Que o mundo inteiro está errado em querer que os jovens viagem na imaginação, seja através de uma história sobre bruxos, seres encantados ou sobre vampiros do que vivam sem acreditar na fantasia? Me poupe!

Vocês poderiam perguntar porque então eu coloquei essa matéria aqui. Argumento que porque prezo a liberdade de expressão, seja ela para dizer algo que acrescente algo de bom ou que não acrescente nada. E para que eu também possa expressar o que eu penso sobre algo que seja polêmico ou não.

Para mim a felicidade é o que importa. Seja através do prazer de se ler histórias sobre lobisomens, vampiros, bruxos, fadas, sobre o amor impossível, sobre as diferenças sociais, a diversidade cultural… Seja o que for. A intensidade e a emoção que se sente em qualquer tipo de escolha que se faça é o que é realmente importante. Mesmo que isso signifique se expor para o mundo.

Pior é pregar a paz, o amor a um Deus e se ter notícias de tantas hipocrisias e abusos (de poder ou sexuais) dentro da instituição – o Vaticano – que deveria ser O modelo para o mundo católico…

condena ‘Lua Nova’, sequência do filme ‘Crepúsculo’

20.11.2009 – 16h45

Redação CORREIO | Foto: Divulgação

O Vaticano condenou o novo filme da saga ‘Crepúsculo’, ‘Lua Nova’, que estreia nesta sexta, 20. O bispo Franco Perazzolo, do Pontíficio Conselho Cultural, descreveu o longa como ‘um desvio moral’, e aconselhou cristãos a não vê-lo.

‘Esse temática vampiresca em ‘Crepúsculo’ combina excessos que dão uma elevada atmosfera esotérica ao filme’, disse o padre ao ‘The Daily Express’. ‘É um filme com desvios morais, que deve ser visto com preocupação’.

Bella e Edward em cena romântica

No passado, o Vaticano também atacou os filmes e livros da série ‘Harry Potter’, destinados ao público infanto-juvenil, que tratam de bruxaria e um mundo encantado com seres mágicos.

http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=42029&mdl=49

27
nov
09

Fã de ‘Crepúsculo’ tatua as costas com carta de amor de Edward para Bella

Isso é simplesmente inacreditável!

Quando li essa notícia, juro que a princípio achei que era brincadeira…

Fã de ‘Crepúsculo’ tatua as costas com carta de amor de Edward para Bella

sexta-feira, 20 novembro, 2009 às 16:29

Não há como negar. ‘Crepúsculo’ virou uma verdadeira febre no mundo inteiro e, de tão famosa, a saga vem se tornando uma verdadeira obsessão para alguns fãs. Nesta sexta-feira, 20, dia do lançamento do novo filme da série, “Lua Nova”, caiu na rede uma foto de uma fã que cobriu praticamente as costas inteiras com uma tatuagem que transcreve uma declaração de amor de Edward para Bella, os dois protagonistas do romance. Exagero??

http://puranoticia.com.br/2009/11/20/fa-de-crepusculo-tatua-as-costas-com-carta-de-amor-de-edward-para-bella/

27
nov
09

Bella entre o vampiro e o lobisomem

Matéria publicada no jornal Correio no caderno Vida, na página 28, do dia 20 de novembro de 2009.

Bella entre o vampiro e o lobisomem

Hagamenon Brito

hagamenon.brito@redebahia.com.br

Amores impossíveis são muito românticos e, alguma vezes, trágicos. Não por acaso, a escritora americana Stephenie Meyer abre as portas de “Lua Nova” (seis milhões de exemplares vendidos), romance que dá continuação a “Crepúsculo”, com uma citação imortal de “Romeu e Julieta”, do bardo inglês William Shakerpeare: “Estas alegorias violentas têm fins violentos, falecendo no triunfo, como fogo e pólvora que num beijo se consomem.

Como os desafortunados amantes de Shakespeare, Edward Cullen (Robert Pattison) e Bella Swan (Kristen Stewart) desafiam o abismo de seu relacionamento. Ele é um vampiro eternamente com 17 anos, enquanto ela é uma garota prestes a completar 18 anos e capaz de fazer tudo para ficar com seu amado (inclusive, deixando-se morder e virando vampira, se ele concordar).

Em “Lua Nova”, o esperado filme dirigido por Chris Weisz (“A Bússola de Ouro”), Edward deixa Bella e ela busca consolo no ombro amigo do malhado Jacob Black (Taylor Lautner), que pertence a uma família de lobisomens, criaturas inimigas dos vampiros.

Dito assim, os não-iniciados podem pensar que estamos falando de um filme de terror. Nada a ver. Em literatura ou em cinema, a saga “Crepúsculo” é uma febre mundial entre garotas adolescentes (e agora, com o filme investindo ainda mais em ação, quer conquistar também os garotos). Stephenie Meyer conseguiu transformar vampiros e lobisomens em ídolos teens.

Embalado por canções de Thom York (que compôs Hearing damage especialmente para a trilha sonora), Death Cab for Cutie, The Killers, Muse, Ok Go e Black Rebel Motorcycle Club, “Lua Nova” já estréia fazendo barulho. Nos EUA, as vendas antecipadas de ingressos desbancaram grandes produções como o terceiro episódio de “Guerra nas Estrelas”, “Harry Potter e o enigma do príncipe” e “Batman – O cavaleiro das trevas”. No Brasil, foram vendidos mais de 290 mil ingressos.

Na noite de pré-estreia de “Lua Nova” em Los Angeles, segunda-feira, o galã Robert Pattison comparou o sucesso da franquia à histeria pelos Beatles nos anos 60: “Eu acredito que poucos seres humanos vão um dia experimentar esse amor que sentimos nos eventos de “Crepúsculo””.

Devido a tanto sucesso, o lançamento do longa-metragem “Lua Nova” foi cercado de grandes cuidados. Por medo da pirataria (ou talvez de possíveis críticas negativas), as habituais cabines – sessões fechadas para a imprensa antes da estreia de um filme – foram abolidas.

E nem bem chegou “Lua Nova”, já se sabe que o terceiro filme da saga, “Eclipse”, estreará nos cinemas em 30 de junho de 2010 e “Amanhecer”, o último livro da série, pode se desdobrar em dois longas. Com certeza, os milhões de fãs querem sorver essa magia pop até a sua última gota.

Hoje, no saguão do UCI Multiplex Iguatemi, às 18h, vai acontecer um concurso de cosplayers (pessoas que se vestem como os personagens) e os melhores fantasiados ganharão brindes como iPods, camisas, livros, DVDs e Cds.

27
nov
09

Kristen Stewart e Taylor Lautner elogiam fãs brasileiros: “são muito calorosos”

Kristen Stewart e Taylor Lautner elogiam fãs brasileiros: “são muito calorosos”

Astros de “Lua Nova” participam de coletiva em São Paulo; atriz acredita que Bella deveria ficar com Jacob

01/11/2009 – 13:58 (atualizada em 01/11/2009 14:52)

Paula Sato

Kristen e Taylor mostram cumplicidade e simpatia aos jornalistas

Kristen Stewart e Taylor Lautner, os astros de “Lua Nova”, participaram de uma coletiva de imprensa para divulgar o novo filme da saga “Crepúsculo” neste domingo, 1º, em um hotel de São Paulo. Os atores conversaram com os jornalistas por meia hora, mas evitaram falar sobre assuntos pessoais.

Um pouco antes de a dupla entrar na sala em que aconteceria a entrevista, os organizadores avisaram que Kristen e Taylor não responderiam a perguntas sobre a vida pessoal e nem sobre “Eclipse”. Mesmo assim, o clima da coletiva foi de simpatia e cumplicidade. Taylor e Kristen sorriram, fizeram piadas e sorriram o tempo todo para os repórteres. Entre si, trocavam olhares e comentários fora do microfone, demonstrando terem se tornado grandes amigos durante as filmagens de “Lua Nova”. Kristen vestia vestido e paletó pretos. Já Taylor jogou um blazer cinza por cima da camiseta branca.

Com centenas de garotas gritando na porta do hotel onde aconteceu o evento, foi impossível não citar o assédio das adolescentes. “Os fãs são muito apaixonados em todos os lugares do mundo. Aqui no Brasil, inclusive. Umas 200 pessoas passaram a noite na frente do nosso hotel, é uma loucura. Mas nós adoramos receber tanto carinho”, afirmou Taylor, que aos 17 anos já sabe como ser carismático. Kristen também falou sobre os admiradores. “Os fãs brasileiros não são apenas entusiasmados e loucos. Fiquei muito impressionada com como eles são muito simpáticos e calorosos”, disse a atriz.

Kristen e Taylor também contaram que se surpreenderam com o tamanho de São Paulo, mas que não tiveram muito tempo para passear pela cidade. “Ontem nós jantamos em uma churrascaria. Eu sempre adorei churrasco brasileiro. Foi a coisa mais legal que fiz no Brasil”, contou o ator.

Mas, como o motivo da conversa era falar sobre “Lua Nova”, os atores também disseram que há dois dias assistiram à primeira versão do filme e que estão muito contentes com o resultado. “Eu estava muito ansioso para ver os efeitos especiais. Quando eu filmava, tinha fios ligados a mim, e depois eles transformaram meu corpo em um lobo. Ficou impressionante, vocês vão adorar”, disse Taylor. Kristen também se surpreendeu com o visual dos lobisomens. “Eles são muito emotivos. Em vez de gerar tudo em CG, usaram os olhos do Taylor no lobo que representa Jacob, ficou demais”, afirmou a atriz.

Taylor Lautner também afirmou que sua cena preferida de “Lua Nova” é quando Jacob vai atrás de Bella após uma briga. “Ele jogava pedrinhas na janela dela e depois eu tinha que dar um pulo para dentro do quarto. Eu passei semanas ensaiando isso e foi uma das últimas coisas que eu gravei. Na hora, só precisei de dois takes e todos ficaram impressionados”, disse. Kristen concordou que essa cena é muito boa. “Eles têm uma briga e uma hora depois de Jacob dizer para ela sair de sua vida, ele vai até o quarto dela, diz duas palavras e tudo fica bem”, afirma.

Em “Lua Nova”, Edward (Robert Pattinson) abandona Bella (Kristen Stewart), que acaba se aproximando de Jacob (Taylor Lautner). Obviamente, o assunto do triângulo amoroso veio à tona e Taylor não soube responder o que faria no lugar de Bella. “Jacob e Edward são opostos, é uma decisão que você deve tomar sobre o tipo de cara que gosta. Mas se eu fosse a Bella, se tivesse com o coração partido como ela, não sei o que faria. Acho que pensaria que não era pra ser”, afirmou. Kristen, rindo, brincou com o colega. “Se a garota está com o coração partido, esse é mesmo o conselho a se dar”, disse aos risos. Bem humorado, Taylor também brincou. “Ok, ok, não sei a resposta, mas vou pensar um pouco e talvez mais tarde eu responda”.

Mais séria, Kristen também deu sua opinião sobre a situação de Bella e foi polêmica: para ela, a personagem não deveria terminar com Edward. “Jacob é o cara certo para ela ficar. Ele é perfeito para Bella, ao lado dele ela consegue ser quem realmente é, ela se diverte, perde todos os medos. Mas nem sempre as garotas fazem a escolha certa e ela tem algo com Edward que não consegue controlar, os dois são almas gêmeas. E no fim, em ‘Amanhecer’, você percebe que tinha de ser daquele jeito, que Jacob deveria ser o melhor amigo e não o namorado dela”, diz. Sem comentar os boatos de que namoraria Robert Pattinson, Kristen ainda afirmou que o amor de Bella por Edward é muito maior do que o que ela é capaz de sentir na vida real. “Mas não é porque eu sou incapaz de amar. É só que o que ela sente é maior do que o sentimento que qualquer um nesta sala é capaz de sentir”, disse, confirmando que é fã dos livros de Stephanie Meyer.

Kristen Stewart e Taylor Lautner viajam neste domingo, 1º, para o México para continuar a divulgação de “Lua Nova”, que estreia no dia 20 de novembro.

http://www.abril.com.br/noticias/diversao/kristen-stewart-taylor-lautner-elogiam-fas-brasileiros-sao-muito-calorosos-509626.shtml

27
nov
09

Descabeladamente romântico

Matéria publicada na revista Veja do dia 18 de novembro de 2009.

Descabeladamente romântico

“Lua Nova”, o segundo filme da saga “Crepúsculo”, quer atrair agora também os garotos, com lobisomens superpoderosos e cenas de ação. Mas, para manter fiéis as meninas que a-do-ram a série, reforça ainda mais o drama de amor adolescente entre o vampiro cavalheiresco Edward e a adolescente casta Bella.

Jarônimo Teixeira, de Los Angeles

Corações partidos: Bella (Kristen) desesperada com a perda de seu vampiro, é socorrida pelo lobisomem Jacob (Lautner): tentativas de suicídio e muitos peitorais nus, apesar do frio

Como tantos adolescentes do ensino médio, os enamorados Edward (Robert Pattison) e Bella (Kristen Stewart) estão mais interessados no seu ti-ti-ti íntimo do que naquilo que os professores tentam ensinar. O professor de literatura, irritado com a desatenção de Edward, pede que ele reproduza a fala de Romeu, de Shakespeare, pouco antes do suicídio – e Edward o surpreende. Conhece o trecho de cor e o recita com sentimento: “A morte, que sugou o mel do teu hálito, não teve poder contra tua beleza”. “Foi esquisito fazer aquela cena”, disse o ator inglês Robert Pattison, de 23 anos, a VEJA. “Toda a sala, cheia de extras, olhava para mim. Errei e tive de recomeçar várias vezes”. Dificilmente essa será a sequência mais lembrava de “Lua Nova” (The Twilight Saga: New Moon, Estados Unidos, 2009), a continuação de “Crepúsculo”, que estreia no país na próxima sexta-feira. As garotas – público primordial dos filmes baseados nos best-sellers de Stephenie Meyer – vão suspirar diante do inefável Pattison. Um novo imã para seus olhares é o pedaçudo Taylor Lautner (que interpreta o lobisomem Jacob), exibindo seus peitorais malhados. No esforço de incrementar o apelo para os rapazes, há mais sequências de ação e muita computação gráfica. A citação de “Romeu e Julieta”, porém, dá o tom do filme, em tudo fiel ao espírito do livro original. Stephenie Meyer, mórmon praticante, dispensa o ardor sexual do jovem casal criado por Shakespeare – mas, nos quatro romances que já venderam mais de 80 milhões de exemplares ao redor do mundo, não tem pudor de retratar, com as tintas mais encarnadas, o drama desesperado que é o amor adolescente.

Dirigido por Catherine Hardwicke, “Crepúsculo”, o primeiro filme, trazia o início do amor entre o vampiro Edward, virtualmente imortal, dotado de força e velocidade sobre-humanas e capaz de ler mentes, e a humana Bella, uma desajeitada garota que se muda do ensolarado Arizona para o frio estado de Washington (as locações não são lá: no primeiro filme, foram no Oregon; em “Lua Nova”, em Vancouver, no Canadá). Com o orçamento relativamente modesto de 40 milhões de dólares, o filme teve bilheteria mundial de 350 milhões de dólares e projetou Kristen e Pattison como o casal mais queridinho do cinema (sim, eles namoraram fora das telas, mas agora estão aparentemente dando um tempo). “Lua Nova” é sobre rompimento e dor. No seu aniversário de 18 anos (a atriz tem 19), Bella começa a se angustiar com o fato de que está envelhecendo, enquanto seu namorado, que tem 108 anos, estacionou na aparência de 17. Edward, cioso dos perigos que a companhia dos vampiros traz à amada, acaba se afastando de Bella, na tentativa de protegê-la. Ele tem sede do sangue de Bella, mas contém-se: não quer transformá-la no monstro que ele mesmo julga ser. Essa abstinência tem sido interpretada como uma pregação da contenção sexual para os jovens, muito de acordo com o ideário religioso da autora. A menina entra em desespero, até encontrar consolo na companhia do lobão Jacob.

Edward – quase um deus, mas acessível para a prosaica Bella – inflama a imaginação das fãs. Depois de “Crepúsculo”, fotos de Pattison ganharam as paredes dos quartos de adolescentes e pré-adolescentes de todo o mundo. “Nunca imaginei algo assim. No meu tempo de escola, eu não era nem de longe o garoto mais desejado da classe”, diz o encabulado ator de cabelos desgrenhados, enquanto seus dedos de unhas um tanto sujas atarraxam e desatarraxam ansiosamente a tampa de uma garrafa de água mineral.

Com Edward ausente em grande parte da história, tudo indica que chegou a hora de Taylor Lautner, 17 anos. Sua participação no primeiro filme era pouco mais do que uma ponta. Em “Lua Nova”, o papel cresceu – e Lautner também: ameaçado de ser substituído, o ator franzino malhou e engoliu meses de dieta proteica. “Eu tinha de comer a cada duas horas. Não era agradável”, diz ele. Seu torso esculpido tornou-se um recurso dramático primordial para o novo filme. “Era meio esquisito trabalhar o tempo todo sem camisa no frio de Vancouver, onde todo mundo anda encasacado”, diz o ator. Lautner está namorando a cantora country Taylor Swift (mais um casal dos sonhos…), que recentemente lhe mandou um recadinho carinhoso no monólogo de abertura do programa cômico Saturday Night Life (para em seguida estrelar uma hilária paródia de “Crepúsculo”, com Frankensteins no lugar de vampiros).

Nas entrevistas que o elenco concedeu em Los Angeles, todos se fecharam ferreamente contra “perguntas pessoais”. “Kristen é uma ótima atriz”, diz Pattison quando lhe perguntam sobre a química que os dois demonstram na tela. Dá-se como certo que a situação entre ambos é o inverso daquela representada no filme: teria sido Kristen a responsável pelo fim do namoro. Na entrevista, a atriz filosofou sobre a tristeza mortal de Bella ao ser abandonada pelo namorado hematófago: “A dor de Bella ao perder Edward, embora metaforicamente represente algo muito real, é colocada em um mundo com o qual não temos como nos relacionar. Eu acho que a história se sustenta sem os aspectos míticos, tem uma dinâmica sólida entre os personagens, mas… Eu me perdi totalmente. O que você perguntou mesmo?”

Os aspectos míticos e a dinâmica dos personagens são o de menos: o enredo é descabeladamente romântico. O torturado Edward dá o fora em Bella e, ato contínuo, Bella perde-se, alucinada, na floresta, até desabar entre as árvores. Edward, exilado em um Rio de Janeiro de fancaria, recebe a notícia equívoca de que alguém morreu, logo conclui que foi Bella – e parte para tentar o suicídio (muito difícil de conseguir entre os vampiros). Até os lobisomens são hipertrofiados: no lugar da criatura tradicional, meio canina, meio humana, são lobos enormes – do tamanho de um cavalo. Tudo isso é um tanto indigesto para o público maduro. Mas “Lua Nova” deve abocanhar a bilheteria com dentões enormes – de vampiro ou lobisomem, agora tanto faz.

Apavorante ou pavoroso?

Europeus – E, portanto, malvados

Os vampiros imaginados por Stephenie Meyer são diferentes daqueles consagrados em clássicos como “Drácula”, de Bram Stoker. Expostos ao sol, não viram cinza, mas brilham. Não são necessariamente maus – podem escolher o caminho do bem, como fizeram Edward e sua família. Em “Lua Nova”, porém, surgem personagens mais clássicos: nas ruas sinuosas de Volterra, na região italiana da Toscana (substituída, nas locações, pela cidade próxima de Montepulciano), vive o clã dos Volturi, a realeza do mundo doa vampiros. Fazem parte desse núcleo dos dois atores mais experientes do elenco: o galês Michael Sheen, 40 anos, que interpretou o primeiro ministro britânico Tony Blair em três produções, e a americana Dakota Fanning, que, apesar dos tenros 15 anos, acumula uma filmografia respeitabilíssima. Os Volturi representam a visão mais tradicional desses monstros: europeus, aristocráticos, sofisticados e muito perversos. Mas, com suas perucas compridas e o figurino cheio de fru-frus, o bando resulta mais pavoroso do que apavorante. Sheen tem uma filha de 10 anos que, leitora apaixonada de Stephenie Meyer, exultou ao saber que o pai iria trabalhar em “Lua Nova”. Dakota, que cursa o ensino médio, faz parte do público típico dos livros. “Li todos os quatro livros em uma semana. E depois fiquei triste por ter acabado tão rápido”, diz, com seu sorriso ainda infantil, de dentes pequenos. É o seu primeiro papel de vilã – ela interpreta Jane, uma vampira que tem o poder de, apenas com o olhar, submeter suas vítimas a uma dor excruciante. Seus grandes olhos claros aparecem ocultos por lentes de contato, de um vermelho bizarro. “Dakota fica assustadora com as lentes vermelhar. Já eu fico parecendo um coelho”, afirma Sheen, com seu humor britanicamente autoderrisório.




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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