Arquivo de dezembro \30\UTC 2009

30
dez
09

A leitura é tudo na vida da pequena Mariana

Matéria publicada no jornal A Tarde, no Caderno A Tardinha, no dia 28 de novembro de 2009.

A leitura é tudo na vida da pequena Mariana

Mariana Pina, 11, lança seu primeiro livro, “O Boné Assombrado”, e conta como é ser escritora mirim.

Nina Neves

Já imaginou lançar seu próprio livro? Mariana Pina, 11, pensou e fez. A estudante sempre amou ler, e, por isso, criou os seus personagens e os colocou na história que acaba de escrever.

“O Boné Assombrado” é um suspense que conta a história de Peter, garoto de 12 anos. Ele leva uma vida normal em Boston, Estados Unidos, até o dia em que ganha um boné e coisas estranhas começam a acontecer. Peter tem que buscar soluções, vivendo várias aventuras com seus amigos e sua irmã, Keity.

Na semana passada, Mariana lançou o livro em sua escola, Vitória Régia. “Quase não deu para acreditar”, contou. Mas, quando fizer o lançamento na Saraiva Megastore, no dia 11 de dezembro, “é que vai cair a ficha”, disse.

Processo Criativo – A escritora escolheu não colocar ilustrações para que cada um imaginasse do seu jeito. Mariana se inspirou nos muitos livros que já leu para inventar suas histórias. Seus preferidos são a série “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer, e os livros do autor Harlan Coben.

Mariana escreveu tudo em um mês, no caderno que não largava. Depois, ela e os pais digitaram e fizeram uma parceria com uma editora.

Agora, já está escrevendo uma nova história. Mas a menina avisa que não pretende ficar famosa, “Só espero ter mais interesse para continuar escrevendo”, afirma a jovem escritora.

“O Boné Assombrado”

Autora: Mariana Pina

Editora: Vento Leste

Páginas: 73

Preço: R$ 16,00

30
dez
09

Cornelia Funke

Cornelia Funke nasceu em 1958, em Dorsten, Alemanha. Ao terminar o colégio, estudou pedagogia e trabalhou como assistente social por três anos. Durante esse período, teve contato com inúmeras crianças carentes que, para encobrir a dura realidade em que muitas viviam, criavam histórias e personagens fantásticos – um mundo que a autora passou a freqüentar.

Cornelia resolveu fazer pós-graduação em artes plásticas na cidade de Hamburgo. Começou a ilustrar livros infantis e, logo depois, a criar suas próprias histórias, recheadas de criaturas fabulosas e mundos mágicos. Hoje é considerada uma das melhores autoras da literatura juvenil contemporânea, com mais de 40 livros, que venderam milhões de cópias e receberam inúmeros prêmios. Entre eles está o aclamado “O Senhor dos Ladrões”, publicado pela Cia das Letras em 2004, best-seller na lista do New York Times, e “Coração de Tinta”, primeiro volume da trilogia “Mundo de Tinta”, adaptado para o cinema e com mais de 4 milhões de exemplares vendidos no mundo.

Minibiografia presente no livro “Sangue de Tinta”, segundo volume da série “Mundo de Tinta”.

30
dez
09

O Cavaleiro do Dragão

Já fiz um post anteriormente comentando sobre o livro “Coração de Tinta” da escritora alemã Cornelia Funke. O livro foi uma surpresa e tanto. Por ter gostado tão facilmente da história e da escrita dela acabei procurando por outros livros, enquanto a sequencia de “Coração de Tinta” não é lançado. Nessa busca, encontrei “O Cavaleiro do Dragão”. A classificação do livro é recomendada para crianças de 9 a 12 anos. Achei que poderia ser meio bobinho, mas tive mais uma surpresa. Apesar da classificação ser para crianças bem novas, o livro é muito interessante e pessoas de todas as idades irão gostar, já que a história trata-se de relações humanas, além de muita aventura que mexe com o imaginário de crianças e jovens. Para os adultos, há uma reflexão sobre amizade, abandono, persistência e busca dos seus ideais.

O livro conta a história de Lung, um dragão prateado que acaba descobrindo que os humanos, seres por quemos dragões sentem tanto medo, pretendem invadir e inundar o local (um vale) onde eles habitam, que servia como refúgio e esconderijo. O que significaria a extinção da espécie e, para que isso não acontecesse, os dragões que ali habitavam precisariam encontrar um outro local secreto e distante dos homens para que pudessem sobreviver. Mas onde seria este local? Será que os dragões teriam coragem de se expor para fugir?

Os dragões mais velhos ainda lembravam-se de um lugar pouco conhecido e comentado. Uma terra quase mítica, chamado de a “Borda do Céu”, onde os dragões vivam em paz e em harmonia, num passado bem distante. Lung, ao tomar conhecimento desta informação, se enche de coragem e decide que precisaria conhecer o local para que todos pudesse de fato se mudar para lá e garantir a sobrevivência de todos os seus irmãos.

Mas o problema é que ele não faz a menor idéia de como chegar lá, já que não sabe onde fica. Para isso contará com uma ajuda muito especial de um ser bem pequenino que lhe dará um mapa com todas as indicações necessárias e as quais ele tanto precisará. Então ele parte para uma viagem que é uma verdadeira jornada. Entretanto, mais um problema surge. Apesar de Lung ser um jovem dragão e poder voar, ele só é capaz de voar se alimentar-se de energia retirada do sol. Mas o que Lung ainda não sabe é que esse será o menor dos problemas que enfrentará na sua longa e duradoura viagem.

Lung acaba conhecendo o garoto Ben, um garoto pobre e que vive sozinho, sem família e sem perspectivas. Sem temer o dragão no primeiro encontro, ele se mostra valente e decide acompanhar o dragão e Sulfrônia, uma jovem Kobold, na sua jornada, tornando-se o cavaleiro do dragão, do título do livro. Juntos, eles embarcam em uma aventura perigosa e cheia de mistérios.

Enfrentam armadilhas traiçoeiras criadas pelo dragão implacável Ur Tig, um ser totalmente inescrupuloso que inclusive é um verdadeiro monstro comedor e assassino de dragões. Além do maior inimigo dos dragões, Ben e Lung terão que enfrentar os traiçoeiros e interesseiros anões de pedra, corvos espiões mandados por Ur Tig e a própria incapacidade de voar de Lung em algumas situações.

Mas não só de problemas viverá a jornada dos três viajantes. Eles encontrarão apoio e ajuda de um gênio de mil olhos, de uma serpente marinha, de jovens monges budistas e do conhecido e respeitado professor Barnabás  Wiesengrund e da família dele.

Para saber se o jovem dragão, o garoto e a jovem Kodold conseguirão se livrar de todos os percalços surgidos no caminho e descobrir se de fato a “Borda do Céu” existe e, caso exista se os dragões poderão habitar o local, só mesmo lendo o livro, pois isso é o final da história e não quero ser desmancha prazeres. Afinal muitas surpresas recheiam a fantástica história de Cornelia Funke.

Apesar de ser um livro quase não conhecido no Brasil, quando lançado na Alemanha, fez um sucesso grande e vendeu mais de 500 mil exemplares. Foi bem aceito fora do circuito europeu de literatura e chegou a passar algumas semanas na lista de mais vendidos do jornal americano New York Times.

30
dez
09

Estudantes e moradores de Paripe recebem doação de livros

Estudantes e moradores de Paripe recebem doação de livros

Publicada: 01/12/2009 17:41| Atualizada: 01/12/2009 17:34

Thiago Pereira

Aproximadamente 500 exemplares de livros foram entregues à estudantes e moradores da Gameleira, no bairro de Paripe, Subúrbio Ferroviário de Salvador, por meio de um projeto da Superintendência de Segurança Urbana e Prevenção à Violência (Susprev).

Segundo o Superintendente da Susprev, coronel Cassivandro da Costa Santos, os livros foram doados por diversos setores da sociedade no decorrer do ano como parte de um projeto encabeçado pela Guarda Municipal de Salvador. “Em 2010, com forças renovadas, os guardas farão muito mais”, garantiu o coronel.

A entrega dos livros foi feita na Associação e Escola Comunitária da Gameleira. Segundo Lícia Maria dos Santos de Jesus, responsável pela instituição, que atende a 20 jovens e 80 crianças entre 3 e 12 anos, os livros auxiliarão no desenvolvimento dos alunos, desde aqueles que freqüentam a pré-escola e alfabetização até os que comparecem a aulas de reforço escolar.

A entrega dos livros foi realizada em cerimônia simples por meio de uma equipe da área operacional e do Núcleo de Projetos Especiais (Nupe), da Susprev. Ao verificar a carência da comunidade, a guarda municipal Cristiane Santana disse que pretende desenvolver outras campanhas entre os guardas com o objetivo de ajudar aos moradores de comunidades carentes da capital baiana.

http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=31770

29
dez
09

Para quem gosta de ler

Matéria publicada no jornal Correio no Caderno Bazar&Cia, na página 4, no dia 18 de outubro de 2009.

Para quem gosta de ler

Galeria do Livro investe na seleção de títulos e na ambientação

Clara Albuquerque

Sabe aqueles títulos que são verdadeiros objetos de desejo: caros, raros e glamourosos? Pois quem está procurando por um (ou vários) pode garimpar na Galeria do Livro. As lojas da livraria baiana, criada há cerca de cinco anos, reúnem um rico acervo com mais de oito mil títulos.

Funcionando originalmente no Shopping Boulevard 161, o espaço nasceu especializado em arte, mas com a boa resposta do público, passou a contemplar outros estilos e ampliou a oferta. Recentemente, o charmoso espaço do Itaigara mudou para o Rio Vermelho e ganhou mais uma unidade no centro da cidade.

Mesmo com tanta variedade, o destaque ainda vai para os títulos nas áreas de design, fotografia, arquitetura, arte, decoração, paisagismo e moda. “Temos os best-sellers, mas nossas prateleiras são recheadas dos chamados long sellers, aqueles bons livros que deixaram de ser lançamento e são mais difíceis de encontrar”, conta Andréa Fiamenghi, proprietária do espaço.

No acervo, coletâneas, edições especiais e limitadas são encontradas na livraria, que também tem seção dedicada a autores baianos e seleção especial de DVDs e CDs. “Temos livros que são verdadeiros artigos de colecionador, mas também temos lançamentos e boas opções para presentear”, diz Andréa.

Na unidade do Rio Vermelho, inaugurada há três meses, os clientes também podem degustar comidinhas no Lucca Cafés Especiais. A livraria ainda dispõe de um espaço para eventos e exposições de artes. A outra loja, aberta há quase um ano, funciona no Espaço Unibanco de Cinema – Glauber Rocha, na Praça Castro Alves. Os dois endereços também oferecem o serviço de encomendas de livros nacionais e importados e entrega em domicílio.

Serviço

  • Galeria do Livro Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha.

Praça Castro Alves, Centro.

Tel.: (71) 3012-2314

Segunda à quinta, das 13h às 20h, e sexta a domingo, das 13h às 22h

  • Galeria do Livro Rio Vermelho

Travessa Bartolomeu de Gusmão, Cond. Enseada – Praia da Paciência

Tel.: (71) 3354-0605

Segunda a sexta, das 11h às 20h, e sábado, das 10h às 17h

29
dez
09

Desventuras em Série – O Fim

Após conhecermos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire nos apaixonados pelas suas desventuras, nos divertimos com as fugas insanas do maléfico Conde Olaf, nos apiedamos da perda dos seus pais, nos emocionamos com a união deles, mesmo nos piores e mais difíceis momentos e nos enchemos de esperanças para que o escritor estivesse finalmente errado e eles pudessem ter um final feliz. Agora chegou a hora “O Fim” é o último livro da série “Desventuras em Série”, escrita pelo autor Lemony Snicket.

Ainda neste livro vamos acompanhar mais uma perseguição do Conde Olaf pela sua busca desenfreada e ambiciosa pela herança dos jovens Baudelaire.

Os órfãos conseguiram escapar ilesos e em segurança (só resta saber até que ponto estar ao lado de Olaf pode ser considerado para as crianças estar em segurança) do incêndio que acometera o Hotel Desenlace em um barco com o primeiro tutor, o maquiavélico conde. No entanto, eles ficar a deriva perdidos em alto mar.

Se já não bastasse todas as aventuras desafortunadas das crianças, eles acabam sendo atingidos por uma tempestade que os arrasta até uma praia. Lá eles reparam que o local trata-se de uma ilha habitada por ovelhas e pessoas habitantes com hábitos e costumes bastante estranhos, a primeira vista.

As crianças abaladas e meio inconsciente após o naufrágio acabam sendo encontrados por uma das habitantes da ilha, uma criança chamada Sexta-Feira. Os órfãos acabam se aproximando dela e a menina consegue perceber rapidamente a pessoa má e mesquinha que é Olaf e decide abandoná-lo em uma plataforma costeira que em poucos dias seria inundada.

Os ilhéus decidem admitir a estadia e morada das crianças na ilha deles. No entanto, ao serem aceitos, eles deveriam exercer funções que todos os demais também exerciam. Com isso, os Baudelaire não ficam muito felizes e satisfeitos com a vida que estavam levando lá. Para surpresa de todos, agitando a vida pacata dos habitantes da ilha, uma balsa feita toda de livros atraca na ilha e dentro dela se encontrava Kit Snicket, bastante atordoada e confusa.

Após ser encontrada depois do seu naufrágio, o líder dos ilhéus, Ishmael, decide que Kit não deveria ser aceita na ilha, optando por abandoná-la e também decide prende o conde em uma gaiola pois ele fingira mais uma vez ser Kit, usando um dos seus diversos disfarces ridículos. Com a diferença que dessa vez ele fora desmascarado antes de aprontar muitas e muitas das dele.

Ishmael toma uma decisão drástica: abandonar os órfãos à própria sorte. Isso porque, como o hábito da ilha era ninguém ter direito a ter nada próprio, sendo compartilhado e entregue ao líder, os órfãos escondem seus pertences mais preciosos, violando assim, a regra primeira e básica para ser aceito como morador do local. Violet esconde sua fita que sempre usara quando precisava realizar algum invento. Klaus omite a existência do seu precioso e necessário livro de lugar-comum e Sunny não revelara possuir o seu batedor que era essencial para exercer as suas artes culinárias. Com receio de que fossem atirados para as ovelhas, os meninos optam por levá-los para o outro lado da ilha, além da escarpa.

Após serem abandonados, Finn e Erewhon, dois amigos dos órfãos, procuram por eles e lhes informa que o grupo de ilhéus pretendem fazer um motim para derrubar o líder Ishmael e convida a eles para participarem, sugerindo que eles consigam encontrar uma arma para a realização do motim.As crianças ficam com muito receio desse motim e, principalmente de participar dele. Tinham medo, inclusive, de provocar uma cisão no grupo.

Os Baudelaire acabam descobrindo um arvoredo em cima de uma macieira muito grande que era o local utilizado pelo líder ilhéu para prever as tempestades com um periscópio. Os meninos o observam à distância e notam que lá Ishmael, secretamente, preparava refeições muito melhores do que as refeições diárias distribuídas aos outros moradores da ilha. Ainda desfrutava de outros prazeres irrestritos aos demais, como ler e escrever capítulos do livro “Desventuras em Série”, contendo relatos de todos os náufragos que chegaram à ilha, incluindo os pais dos Baudelaire.

Ishmael acaba encontrando os meninos no espaço ocultos que eles estavam utilizando como observatório e acaba lhes revelando toda a história da ilha. Até mesmo como conseguia convencer a todos os náufragos aceitos para habitar o local, a jogar o que possuíam e encontravam no arvoredo. O líder revela que utilizava o cordial de côco, uma bebida nativa que de certa forma drogava as pessoas.

Na manhã do dia seguinte haveria a inundação da plataforma, marcando o início do motim. No meio da confusão, Olaf é atingido e ferido com o lançador de arpão (será um castigo imposto pelo autor por ele ter sido, de certa forma, o causador do ferimento de Dewey com o mesmo tipo de arma no saguão do Hotel Desenlace?). O conde mostra e prova o quanto é maléfico até mesmo em momentos críticos em que sua vida corre perigo. Ao ser atingido por Ishmael com o arpão, Olaf liberta o Micélio Medusóide (o cogumelo venenoso que ele guardara uma amostra nas aventuras “A Gruta Gorgônea”),  que ele mantinha escondido em um capacete.

A destruição fora lançada, pois todos na ilha acabam sendo infectados, mas as crianças após lerem “Desventuras em Série” acabam descobrindo que as maçãs da ilha tem uma substância especial que deixa o efeito do veneno do cogumelo mais ralo, a raiz-forte. Os meninos parecem ter descoberto a solução para o problema, principalmente porque vão contar com uma ajuda muito especial: a Víbora Incrivelmente Mortífera. Ela chegara à ilha juntamente com Kit Snicket no barco todo feito de livros. A víbora ajuda às crianças a pegarem os frutos da macieira para neutralizar a atuação do veneno do cogumelo.

Mas todo o esforço dos meninos parece estar sendo em vão, pois quando oferecem os frutos aos ilhéus, eles preferem não dar ouvidos às crianças e partem do local. Parece cruel o fato de os leitores sentirem alívio ao que acontece a seguir, mas finalmente o Conde Olaf fora neutralizado, devido as complicações nos ferimentos provocados pelo arpão. Mas, como desgraça pouca é bobagem, se não bastasse todas as perdas dos meninos desde o começo de todas as suas desventuras, é a vez deles perderem Kit Snicket, que desde que fora abandonada por Ishmael, estando grávida acabara perdendo a vida após o parto.

Sabendo bem como é a sensação de se tornar órfãos, os meninos assumem a responsabilidade de cuidar da filha de Kit que se parecia muito com a falecida mãe. Eles continuaram vivendo na ilha, somente os quatro, mas após um ano, no momento em que a plataforma inundara novamente, eles decidem partir no barco Beatrice que fora batizado há muitos anos em homenagem à mãe dos Baudelaire.

Após 13 livros vivendo em situações limite, com perseguições implacáveis e cruéis feitas pelo Conde Olaf, tendo perdido muitas pessoas queridas e, muitas vezes, mesmo tão jovens, precisaram cuidar uns dos outros para viverem juntos, unidos e com certa paz em meio a turbilhões de acontecimentos, os leitores torcem para que enfim, tudo agora possa dar certo na vida dos jovens órfãos e eles possam ser felizes. Principalmente agora que algo novo acontecera na vida deles, ao ter que cuidar e se responsabilizar por mais uma criança inocente que tivera tirada de sua vida seu bem mais preciso: a família. E família é agora mais do que nunca o que eles quatro juntos formam.

No entanto, como a própria ilustração final do livro (uma interrogação) o leitor fecha o último volume da série com uma interrogação na cabeça. Já que nada é muito esclarecido e muitas dúvidas ainda existem. Não sei se por estar sentindo falta da companhia literária dos meninos (sim tenho depressão pós-livro), ou diante de tantos mistérios ainda presentes, cheguei a pensar que mais um volume poderia vir após “O Fim” (acho que na verdade desejei muito que isso acontecesse). Mas tinha consciência que não poderia, pois senão seria uma coleção de livros sem fim, afinal o que mais poderia acontecer com as crianças? Muitas coisas e, o pior, coisas nada boas, como aconteceram durante toda a série com os Baudelaire. Então que fiquemos com as nossas interrogações. Afinal “O Fim” pode ser qualquer um. O meu fim para eles seria algo muito bom para compensar todo o sofrimento vivido. O que importa é que são livros muito legais e super recomendo para todos os leitores, de todas as idades (pelo menos aqueles que gostam de histórias para crianças e jovens adultos).

28
dez
09

Desventuras em Série – O Penúltimo Perigo

Dos treze livros que compõe a série “Desventuras em Série”, “O Penúltimo Perigo”, como o próprio título sugere, é o duodécimo volume, mas se é o penúltimo perigo mesmo, isso eu duvido muito, afinal o que mais acontece nas vidas dos pequeninos órfãos Baudelaire são perigos e desventuras.

Ao término de “A Gruta Gorgônea” os meninos entraram no carro de uma nova personagem Kit Snicket, a misteriosa mulher que tem o mesmo sobrenome do escritor das histórias dos Baudelaire, Lemony Snicket e dirigiram-se ao Hotel Desenlace. Ao primeiro contato com Kit, Violet, Klaus e Sunny perceberam que Kit estava grávida.

Ao chegarem ao hotel, os meninos pensaram estar vendo o reflexo da lagoa, que era uma ilusão de ótica. E ficaram sabendo que na verdade o hotel fora projetado para realmente parecer ser um reflexo e não algo real.

Kit convida as crianças para tomar um brunch na beirada do lago e revela aos pequenos que naquele dia haveria um encontro entre os voluntários de C.S.C. e eles se reuniriam para que pudessem trocar informações.

Kit diz as crianças que não poderia permanecer na companhia deles no hotel, pois tinha negócios para resolver no céu, não o céu literal, mas ela estava fazendo referência ao balão de ar quente auto-sustentável de Hector. No entanto, deixa para crianças uma missão bem importante e perigosa: atuarem como Concierges, e vão precisar espionar pessoas vis, deixando claro que seriam muito bem atendidas por um voluntário conhecido dela, chamado Frank. O que as crianças não sabiam ainda é que dentre muitas das pessoas que eles espionariam estavam figuras conhecidas que já haviam feito parte de suas vidas nos seus piores momentos, após a morte de seus pais no misterioso e triste incêndio que lhes levara as vidas e a mansão em que eles viviam.

Com a ida de Kit, as crianças entram no hotel e são recepcionados por gêmeos. Após o encontro eles são chamados em quartos diferentes: o 371, 674 e o salão de bronzeamento. O primeiro contato com os gêmeos é o prenuncio de que dali em diante a presença e o contato com os gêmeos vai resultar em uma certa confusão para os pequenos, pois entre as suas atividades de espionar, eles ainda vão ter que descobrir qual dos dois é o verdadeiro voluntário, o do bem e o vilão, mais uma vez eles vão se deparar com a C.S.C. e o mistério que a envolve e sem contar que vão ter que continuar procurando pelo tal do açucareiro.

Para tentar solucionar o problema do chamado para cômodos distintos, os irmãos Baudelaire decidem se separar e cada um vai para um encontro. Violet se dirige à cobertura. Quando chega percebe que era uma armadilha e não era realmente um encontro amigável, pois é recebida pelas vilãs Esmé Squalor, Carmelita Spats e Geraldine Julianne. Além delas havia também Hugo que estava disfarçado como funcionário do hotel. Carmelita exige que a Baudelaire mais velha pegue um lançador de arpões e Violet, prontamente a atende.

A Klaus coube ir ao quarto 674, onde se encontra Senhor e Charles (sim, eles mesmos, os personagens que já conhecemos no livro “Serraria Baixo-Astral” quando Violet, Klaus e Sunny). Senhor manda que Klaus o leve até a sauna do hotel. Quando ele atende ao pedido do antigo tutor Senhor quase consegue descobrir algo relacionado aos seus pais. Ernest, o irmão gêmeo do voluntário Frank, pede que Klaus pendure um papel pega-pássaros do lado de fora da sauna e Klaus, prontamente o atende.

Restou então a Sunny ir ao salão de bronzeamento. Lá ela encontra o pessoal do colégio interno onde os irmãos dela tiveram que se submeter a atividades físicas forçadas e ela, mesmo sendo apenas um bebê, fora forçada a trabalhar como secretária do vaidoso vice-diretor do lugar, além dos professores dos seus irmãos. Fora recebida pelo vice-diretor Nero, o Sr. Remora e a Srta. Bass. No local, a Srta. Bass revela ser uma assaltante de bancos que roubara a Administração de Multas (estão lembrados? É o setor em que o Sr. Poe trabalha no banco que administra a herança milionária dos Baudelaire). Juntos, eles vão ao restaurante indiano do hotel, que ficava no nono andar. Ao chegarem ao restaurante, lá estava Hal, atuando como cozinheiro. Sunny como uma boa garota que tem dotes culinários, segue Hal até a cozinha, flagrando no local uma conversa entre ele e Dewey, o misterioso trigêmeo de Frank e Ernest. Ele trabalha no relógio do hotel e lá passava todos os seus dias durante todo o dia. O relógio do hotel é o refúgio de Dewey que se esconde de todas as pessoas, para que elas nunca deixem de pensar que ele é uma lenda. Após ser flagrada ouvindo a conversa entre eles, Dewey pede que Sunny implante um Cerramento Supravernacular Complexo (C.S.C.?) na porta da lavanderia e Sunny, prontamente o atende.

Os irmãos então voltam a se encontrar e vão em direção ao saguão do hotel durante a noite e começam a refletir sobre os acontecimentos do dia, as informações que colheram e os encontros atrás do blacão de Concierges. O esperto e inteligente Klaus chega a conclusão de que o misterioso açucareiro provavelmente estaria para chegar ao hotel naquela noite. Dewey acaba descendo por uma corda do domo do hotel e encontra-se com os Baudelaire.

Dewey e as crianças vão para perto da lagoa, do lado de fora e o terceiro gêmeo revela aos meninos que no Hotel Desenlace havia uma biblioteca. E ele, pessoalmente, juntamente com Kit Snicket catalogava tudo que se referia a C.S.C. Além dessa revelação, ele confessa também que provavelmente seja o pai do bebê que Kit espera, devido ao contato que eles tinham quando trabalharam juntos. Enquanto isso notam que um táxi parara na frente do hotel e dele desceram a Juíza Strauss e Jerome Squelor, mais dois voluntários que coincidentemente tinham as mesas iniciais: J.S. Será que isso tinha alguma coisa a ver com a C.S.C.? Vamos aguardar para ver.

Os meninos voltam para o interior do hotel e vão em direção ao saguão de entrada. Mais uma vez as crianças não fazem a menor idéia de que encontrariam lá dentro e que as conseqüências desse encontro seriam, mais uma vez, trágicas e desafortunadas. O Conde Olaf, sua namorada Esmé Squalor, as ex-aberrações do Parque Caligari e Carmelita Spats estão juntos. Os Baudelaire vêem o conde repreendendo a filha adotiva e toma dela o lançador de arpões que Violet entregara a ela mais cedo naquele dia. Ao dar de cara com Dewey pareceu ficar chocado e, maquiavélico como sempre, aponta o lançador para o terceiro trigêmeo. Diante da cena, os meninos tentam tomar o lançador das mãos de Olaf e na guerra entre eles pela disputa do lançador, ele cai no chão e o arpão atinge Dewey ferindo-o gravemente. Entre a vida e a morte, ele sai do hotel e cai na lagoa, desaparecendo em seguida.

O acidente envolvendo o lançador de arpões acabou acordando, com o barulho, todo o hotel. Dentre os que aparecem está um misterioso motorista de táxi (ao que tudo indica trata-se do autor dos livros, Lemony Snicket) que sugere aos meninos que entrem no táxi e fujam, mas Violet não aceita a sugestão e refuta veementemente a idéia e a conseqüência fora a permanência dos três Baudelaire no lugar. Será que fora uma má idéia eles recusarem a sugestão do motorista? Pois ao que tudo indicava ele poderia portar o açucareiro que os Baudelaire tanto procuravam.

Como muitos apareceram para verificar o que estava acontecendo, o Sr. Poe aparece e os leva para longe do saguão. Um dos gêmeos, que ainda não sabemos quem é o bom e quem é o mau, os leva para dentro de um armário e lá eles passam a noite e dormem até o outro dia.

Na manhã do dia seguinte eles recebem como café da manhã um chá de um dos gêmeos, são obrigados a usar uma venda preta e se dirigem ao local onde ocorreria o julgamento deles. Lá, os que “assistem” ao julgamento também tiveram que usar uma venda preta, com exceção de algumas pessoas. Dentre elas a juíza Strauss, o homem careca com barba e a mulher com cabelo mas sem barba, que são como Strauss, juízes.

Tudo estava pronto para o julgamento acontecer, mas o inesperado acontece: Olaf seqüestra a juíza Strauss, levando-a para o elevador que os levaria para o subsolo e as crianças os segue, indo os cinco para a lavanderia, que tinha na porta do Cerramento Supravernacular Complexo na porta que fora pendurado anteriormente por Sunny. Eles tiveram que responder cinco perguntas para ter acesso ao local. Após responderem corretamente às questões, os cinco adentram a lavanderia.

Eles procuraram pelo açucareiro, mas não o encontraram e Olaf acaba incendiando a lavanderia deixando claro, com isso, que a reunião estava encerrada. Após o incêndio iniciado na lavanderia, eles sobem o elevador e avisam aos demais hóspedes que todo o prédio estava em chamas. Mas o leitor não fica sabendo ao certo quem sobreviveu ao incêndio, porque até mesmo o autor não tem conhecimento.

Mas pelo menos ficamos sabendo que, para variar, o maléfico Conde Olaf sobrevive às chamas e as três crianças também, pois conseguem escapar no barco que Carmelita possuía e, em segurança os órfãos e Olaf caem no mar. Os meninos tentam levar a juíza Strauss com eles, mas ela se recusa a ir e não sabemos sobre o seu paradeiro, nem o que aconteceu com ela. Em segurança (será mesmo? Ao lado de Olaf as crianças não tem de fato como estar em segurança) os Baudelaire seguem com Olaf em direção ao horizonte.




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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