Posts Tagged ‘Estados Unidos

06
abr
10

8 respostas sobre o Kindle

Matéria publicada na Revista Veja do dia 18 de novembro de 2009, nas páginas 178 e 179.

 

8 respostas sobre o Kindle

 

Lançado pela Amazon em 2007, o Kindle é o mais bem-sucedido leitor de livros digitais à venda, entre cerca de dez opções existentes. Desde outubro, ele pode ser comprado no Brasil – e aqui, como nos Estados Unidos, baixa títulos por meio de uma rede sem fio. Eis as respostas para as dúvidas mais comuns sobre o aparelho.

 

  • É confortável ler no Kindle?

 

Sim. Embora a tela seja pequena (12 por 9 centímetros), é possível aumentar e diminuir o tamanho das letras. Ao contrário do que ocorre com um monitor de computador, o aparelho não emite luz – o que cansa menos os olhos. O contraste é bom: uma página do Kindle tem “impressão” semelhante à de um jornal. Virar uma página leva um segundo.

 

  • Quantos livros estão disponíveis para download no Brasil?

 

São 300 mil contra 360 mil nos Estados Unidos. A diferença se deve ao fato de que nem todos os títulos eletrônicos foram liberados para outros mercados que não o americano. A oferta de títulos em português ainda é ínfima: são menos de vinte.

 

  • O Kindle baixa livros onde não há rede 3G?

 

Sim. Mas, nesse caso, o processo é bem mais demorado. Sob a rede 3G, o download não ultrapassa um minuto. Sem ela, esse lapso pode triplicar.

 

  • Como saber se existe rede 3G em uma cidade?

 

Na página do Kindle, no site da Amazon, há um link para consumidores que moram fora dos Estados Unidos. Essa área dá acesso a um mapa com a cobertura de rede 3G no mundo.

 

  • O Kindle navega na internet no Brasil?

 

Não. Nos Estados Unidos, o aparelho tem um navegador para web, mas suas utilização é experimental. É adequado para acessar sites de textos, como a Wikipédia.

 

  • Qual o preço do Kindle?

 

O Kindle custa 547 dólares no Brasil. São 259 dólares pelo aparelho e 267 dólares de taxas de importação. Os 21 dólares restantes cobrem o frete.

O transporte é feito por um serviço expresso, que se encarrega de desembaraçar o produto na alfândega brasileira. Depois da compra, a entrega é feita em seis dias, em média.

 

  • Qual o preço médio dos e-books?

 

O preço de um best-seller no site da Amazon é 9,99 dólares. O download no Brasil sai 40% mais caro: 13,99 dólares. O valor é maior para cobrir o custo da rede 3G na operação internacional.

 

  • Quantos livros o e-reader comporta?

 

No máximo 1500. A partir desse limite, títulos novos só podem ser baixados se outros forem excluídos da memória do aparelho. Mas eles podem ficar guardados nos servidores da Amazon.

 

O hábito faz o leitor

 

A americana Maryanne Wolf é uma das maiores especialistas na área da neurociência que estuda os efeitos da leitura no cérebro, tema sobre o qual já escreveu mais de uma dezena de livros. Hoje, ela se dedica a entender, cientificamente, como as pessoas assimilam conhecimento por meio de novas tecnologias, como o e-book. De Boston, onde comanda um centro de pesquisas na Universidade Tufts, Maryanne falou à repórter Renata Betti.

 

  • Suas pesquisas indicam que ler um livro digital na é o mesmo que no papel. Por quê?

 

A observação sistemática mostra que, com o e-book, as pessoas tendem a acelerar o ritmo de leitura e a absorver menos conteúdo. Isso porque a tele remete à idéia de que é preciso vencer etapas a cada instante, antes que a bateria termine ou que se perca a conexão. Ainda faltam, no entanto, evidências baseadas na neurociência, como as que já existem sobre a internet.

 

  • O que já se sabe sobre a leitura na rede?

 

Ela é mais superficial, segundo revelam as imagens dos neurônios quando alguém está diante do computador. As fotos mostram, com nitidez, que o circuito formado entre as áreas do cérebro envolvidas na leitura não chega, nesse caso, àquela região em que ela seria processada de maneira mais analítica.

 

  • Por que isso acontece?

 

A internet provê um excesso de estímulos que acabam atrapalhando. Enquanto você lê Shakespeare, não param de aparecer na tela pop-ups e e-mails. É naturalmente difícil manter a concentração e fazer uma leitura de padrão mais elevado, que abra espaço para um alto grau de processamento de idéias. A habilidade para ler deve ser treinada.

 

  • Como, exatamente?

 

Simples: lendo todo dia. Não existe no cérebro nada como uma estrutura previamente concebida para a leitura – é preciso construí-la e aprimorá-la. Funciona como no esporte: quanto mais se pratica, melhor é o resultado.

 

  • Como a neurociência explica a formação de tal estrutura no cérebro?

 

A repetição da leitura faz o cérebro desenvolver um circuito que passa a conectar, em questão de milésimos de segundo, três áreas distintas: a da visão, a da linguagem e uma que se encarrega de dar significado às palavras. Esse mesmo roteiro pode levar até 100 vezes mais tempo, caso a pessoa não tenha o hábito de ler. Seu cérebro fica tomado com a tarefa básica de decodificar o texto – e não consegue ir muito além disso.

 

  • Como alcançar um avançado estágio de leitura por meio das novas tecnologias?

 

É preciso enfatizar à atual geração multitarefas que leitura demanda altíssima atenção e não é conciliável com nenhuma outra atividade. Feita a ponderação, novas tecnologias, como o e-book, são mais do que bem-vindas. Elas têm ajudado, afinal, a despertar o interesse pelos livros num momento em que isso nunca foi tão difícil.

22
mar
10

A leitura é tudo na vida da pequena Mariana

Matéria publicada no jornal A Tarde, no Caderno A Tardinha, no dia 28 de novembro de 2009.

 

A leitura é tudo na vida da pequena Mariana

 

Mariana Pina, 11, lança seu primeiro livro, “O Boné Assombrado”, e conta como é ser escritora mirim.

 

Nina Neves

 

Já imaginou lançar seu próprio livro? Mariana Pina, 11, pensou e fez. A estudante sempre amou ler, e, por isso, criou os seus personagens e os colocou na história que acaba de escrever.

“O Boné Assombrado” é um suspense que conta a história de Peter, garoto de 12 anos. Ele leva uma vida normal em Boston, Estados Unidos, até o dia em que ganha um boné e coisas estranhas começam a acontecer. Peter tem que buscar soluções, vivendo várias aventuras com seus amigos e sua irmã, Keity.

Na semana passada, Mariana lançou o livro em sua escola, Vitória Régia. “Quase não deu para acreditar”, contou. Mas, quando fizer o lançamento na Saraiva Megastore, no dia 11 de dezembro, “é que vai cair a ficha”, disse.

 

Processo Criativo – A escritora escolheu não colocar ilustrações para que cada um imaginasse do seu jeito. Mariana se inspirou nos muitos livros que já leu para inventar suas histórias. Seus preferidos são a série “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer, e os livros do autor Harlan Coben.

Mariana escreveu tudo em um mês, no caderno que não largava. Depois, ela e os pais digitaram e fizeram uma parceria com uma editora.

Agora, já está escrevendo uma nova história. Mas a menina avisa que não pretende ficar famosa, “Só espero ter mais interesse para continuar escrevendo”, afirma a jovem escritora.

 

“O Boné Assombrado”

Autora: Mariana Pina

Editora: Vento Leste

Páginas: 73

Preço: R$ 16,00

05
mar
10

Pierce Brosnan e Uma Thurman estrelarão filme sobre mitologia grega

Pierce Brosnan e Uma Thurman estrelarão filme sobre mitologia grega

Ele será o centauro Quíron e ela, a perigosa Medusa.
Projeto traz seres míticos para os dias atuais.

26/03/09 – 09h32 – Atualizado em 26/03/09 – 09h32

Pierce Brosnan e Uma Thurman se unirão para interpretar figuras da mitologia grega no filme “Percy Jackson”, informou na quarta-feira (25) a revista “The Hollywood Reporter”.

Brosnan e Thurman serão o centauro Quíron e a perigosa Medusa, respectivamente, enquanto Sean Bean (“O senhor dos anéis”), será Zeus, Kevin McKidd (“O melhor amigo da noiva”) fará Poseidón e Melina Kanakaredes (“15 minutos”) interpretará Atena.

O filme, dirigido por Chris Columbus (“Esqueceram de mim” e “Harry Potter e a pedra filosofal”), é baseado no romance infantil “The lighting thief”, de Rick Riordan, na qual o filho de Poseidón metade homem metade deus, Percy, viaja aos Estados Unidos dos dias de hoje para impedir uma guerra entre deuses.

A ideia do estúdio é transformar a produção em uma série estilo “Harry Potter”.

O filme será rodado em Vancouver, no Canadá, e está previsto para chegar aos cinemas em fevereiro de 2010.

A atriz Uma Thurman (Foto: Divulgação)

 

http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1059326-7086,00-PIERCE+BROSNAN+E+UMA+THURMAN+ESTRELARAO+FILME+SOBRE+MITOLOGIA+GREGA.html

30
dez
09

A leitura é tudo na vida da pequena Mariana

Matéria publicada no jornal A Tarde, no Caderno A Tardinha, no dia 28 de novembro de 2009.

A leitura é tudo na vida da pequena Mariana

Mariana Pina, 11, lança seu primeiro livro, “O Boné Assombrado”, e conta como é ser escritora mirim.

Nina Neves

Já imaginou lançar seu próprio livro? Mariana Pina, 11, pensou e fez. A estudante sempre amou ler, e, por isso, criou os seus personagens e os colocou na história que acaba de escrever.

“O Boné Assombrado” é um suspense que conta a história de Peter, garoto de 12 anos. Ele leva uma vida normal em Boston, Estados Unidos, até o dia em que ganha um boné e coisas estranhas começam a acontecer. Peter tem que buscar soluções, vivendo várias aventuras com seus amigos e sua irmã, Keity.

Na semana passada, Mariana lançou o livro em sua escola, Vitória Régia. “Quase não deu para acreditar”, contou. Mas, quando fizer o lançamento na Saraiva Megastore, no dia 11 de dezembro, “é que vai cair a ficha”, disse.

Processo Criativo – A escritora escolheu não colocar ilustrações para que cada um imaginasse do seu jeito. Mariana se inspirou nos muitos livros que já leu para inventar suas histórias. Seus preferidos são a série “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer, e os livros do autor Harlan Coben.

Mariana escreveu tudo em um mês, no caderno que não largava. Depois, ela e os pais digitaram e fizeram uma parceria com uma editora.

Agora, já está escrevendo uma nova história. Mas a menina avisa que não pretende ficar famosa, “Só espero ter mais interesse para continuar escrevendo”, afirma a jovem escritora.

“O Boné Assombrado”

Autora: Mariana Pina

Editora: Vento Leste

Páginas: 73

Preço: R$ 16,00

20
nov
09

Crepúsculo

Eu me lembro de quando estava cursando uma disciplina do sexto período na faculdade e tinha um colega que conversava bastante comigo sobre literatura. Sempre trocávamos dicas de livros e, sinceramente, sempre tive um pouco de dificuldade em encontrar pessoas que tenham esse mesmo interesse que eu. Ele comentou que tinha ido a uma livraria no final-de-semana e havia comprado um livro (“Crepúsculo”) que estava em lançamento, sobre vampiros. Ele achou a história muito interessante e me indicou dar uma olhada. A princípio não me interessei muito, mas fui procurar pelo livro. A história não despertou totalmente a minha curiosidade. Mas comecei a ler e tive uma surpresa muito agradável.

Pensei que o livro fosse dedicado ao público mais velho, mas a medida que avaliei a história, a linguagem e as descrições, percebi que atingiria mais diretamente aos jovens e, principalmente, às garotas. Afinal os meninos, geralmente, gostam de uma literatura com um ritmo mais rápido e com menos romance. Edward, para eles é retrógrado com todo aquele amor romântico e, para as meninas, um sonho de consumo e o protótipo do príncipe encantado da era moderna. Fiquei ainda mais curiosa quando soube que havia a especulação para uma produção para o cinema.

“Crepúsculo” é o primeiro volume da saga vampiresca escrita pela autora americana Stephenie Meyer. O ponto de vista da história é narrado pela protagonista, Isabella Swan, que cresceu com pais separados, morava com a  mãe, Rene e o padrasto, mas muito a contragosto, teve que ir morar por um tempo com o pai, Charlie, um policial na cidadezinha mais chuvosa dos Estados Unidos, Forks, em Washington. Bella é descrita como uma adolescente tímida e desajeitada, mas ela desperta a curiosidade e atenção de toda a cidade assim que chega. É bem recebida e faz novos amigos, como Jessica, Tyler, Angela, Eric e Mike, mas mesmo assim, ela sente que não se encaixa e considera a cidade um tédio. Apesar de Bella detestar a cidade e não se sentir a pessoa mais confortável do mundo em ter que morar com Charlie, ia levando a vida numa boa, sem maiores problemas, até frequentar as aulas de biologia.

Já na primeira aula, Bella percebe que o seu colega de mesa de estudo é um dos garotos descritos como estranhos da família Cullen, mas que para ela ele é descrito como “perfeito”. No entanto, ele demonstrou sentir um verdadeiro desprezo por ela assim que ela se dirige à mesa. Assim que Bella se senta ele sai e a sua expressão a deixa atordoada e, ao mesmo tempo, arrasada. Ele parecia detestá-la. Bella descobre que ele havia se dirigido a coordenação da escola solicitando que o trocassem de turma nas aulas de biologia, deixando-a ainda mais perturbada. Recebendo um não como resposta, Edward teria mesmo que assistir as aulas próximos a Bella. Mas nas aulas seguintes ele, misteriosamente, se ausenta. O que chama a atenção de Bella, que percebe não apenas a sua ausência, mas a de todos os Cullen. Curiosa, ela descobre que eles saíram para para um passeio a campo aberto, atividade que todos da família faziam juntos nos raros dias ensolarados da cidade.

Ao regressar, Edward se mostra mais aberto e mais simpático a Bella, chegando até mesmo a pedir desculpas pelo seu comportamento anterior. Eles começam a se dar bem e despertam curiosidade em alguns alunos da escola. Mike não se mostra muito satisfeito com esse relacionamento, mas não passa de ciúmes, e os outros Cullen a olhavam com uma distância reservada.

Um dia após o término das aulas, Bella estava no estacionamento indo em direção a sua velha caminhonete quando surge um carro desgovernado em sua direção. Do nada Edward surge e evita que aconteça uma tragédia. Consegue parar o veículo que ia em direção a Bella e ela sai ilesa do acidente. Mas nota que o local do carro onde Edward colocou a mão impedindo o impacto, ficou uma mossa profunda. Ela achou aquilo muito estranho e quando tentou conversar com ele a respeito, ele diz que ela estava confusa e não fez nada demais, desconversando e pedindo que ela esqueça o assunto.

Os novos amigos de Bella a convida para um passeio na praia. Bella comenta com Edward e pergunta se ele não quer se juntar ao grupo. Quando Edward descobre para onde ela vai, declina ao convite de forma estranha. Na praia ela reencontra o amigo de infância, Jacob, pertencente a tribo indígena local, Quileute. Curiosa sobre Edward e sua família, Bela se aproveita do interesse que Jacob demonstra ter por ela, para tirar do garoto as informações que precisava. O menino revela a ela que os Cullen não podem entrar em território da reserva, pois os seus ascendentes Quileute tinham um acordo firmando com os vampiros de respeito pelo território um do outro. Porém Jacob revela que tudo isso não passa de lenda. Mas Bella fica com uma pulga atrás da orelha.

Após isso ela pensa em quem os Cullen realmente sejam. Relaciona todos os acontecimentos anteriores e chega a conclusão de que eles eram vampiros.

Bella vai com as amigas a uma cidade vizinha, chamada Port Angeles, para fazer compras. Entediada com as amigas provando vestidos, sai pela cidade a procura de uma livraria e diz a elas que as encontraria para jantarem. Bella acaba se deparando com um grupo de homens que a perseguem. Quando a alcançam, Edward aparece num carro salvando-a, mais uma vez. Bella fica intrigada com a chegada inesperada de Edward e ele demonstra estar com muita raiva dos homens e acaba desabafando dizendo que eles pensaram coisas muito ruins para fazer com Bella e estava com vontade de matá-los.

Eles se dirigem ao restaurante da cidade, onde Bella encontraria as amigas, mas eles chegam muito tarde, já quando elas estavam indo embora. Mas Bella fica para jantar com Edward e depois ele a levaria para casa. Bella nota que ele nunca comia, nem na escola e nem lá no restaurante. Bella, na volta, no carro discute com Edward a respeito das suas teorias. Ele então a leva para a floresta e confirma o que ela pensa que ele seja. E mostra a ela todas as suas capacidades como vampiro. Confessa para Bella que sentiu muito desejo de beber o sangue dela e, com isso, justifica o seu comportamento no primeiro dia da aula de biologia. Diz que o sangue dela tem o cheiro mais gostoso de todos que ele já havia sentido.

Edward releva também a sua história e o seu poder especial: ler mentes. Mas conta que nunca conseguiu ler a mente de Bella, o que sempre o deixou curioso. Os outros vampiros também tinham poderes especiais e individuais. Ele destaca que sua irmã Alice era capaz de prever o futuro, o outro irmão Jasper, o de controlar e equilibrar as emoções humanas. Edward conta que a sua família é diferente dos outros vampiros, pois Carlisle é muito pacífico e estabeleceu como regra para toda a sua família que os Cullen não beberiam sangue humano e sim sangue dos grandes animais da floresta. Explica que quando eles estão com “sede” a coloração dos olhos fica mais vermelha e quando saciados eles ficam com os olhos caramelados. Bella, realmente é uma menina diferente, se fosse qualquer outra adolescente da cidade, ficaria aterrorizada, mas ela ficou apenas cada vez mais fascinada e curiosa a respeito da família de Edward, sua história e a respeito dos vampiros.

Diante de tantas diferenças e problemas que essa relação poderia significar e ter, eles assumem o namoro. Edward então leva Bella para conhecer a sua família, os pais, Carlisle e Esme e os irmãos, Emmet, Rosalie, Jasper e Alice, que se tornou uma grande amiga de Bella. Por outro lado, Rosalie demonstra ficar incomodada com a presença de Bella e com a relação que ela constrói com o irmão. Ela fica muito encantada com a grande casa branca e aberta na floresta, onde a família morava. Com o fato de Bela ter ficado curiosa com o fato de não haver caixões, Edward explica que isso tudo não passa de mito e lenda, afinal os vampiros não dormiam, não havendo necessidade de caixões para dormir.

Concomitante as descobertas feitas por Bella, alguns acontecimentos estranhos acontecem em Forks. Montanhistas estavam desaparecendo e aparecendo mortos e um amigo de Charlie foi assassinado. Comovendo a toda a cidade e também despertando os institutos protetores dos pais. Charlie dá a Bella um spray de pimenta para ela se defender. Mas ele ainda não sabia quão pouco uso o spray teria para os reais causadores de tanta confusão.

Após algumas semanas, a família marca um jogo de beisebol na clareira da floresta. Todos estavam se divertindo quando no meio do jogo aparecem três vampiros intrusos. Apesar de toda preocupação e planos da família para Bella não ser notada nem sentida, um vento contrário estraga tudo e Jasper, um vampiro caçador fica enlouquecido de vontade de beber o sangue de Bella. Edward e os demais preparam um plano de defesa, eles lutam e Edward foge com Bela.

Um plano foi feito para proteger a menina e a sua família. Bella teve que mentir para o pai dizendo que tinha rompido com Edward e queria ir embora, para ficar com a mãe. Charlie fica arrasado e também com muito ódio de Edward.

Bella volta para sua cidade natal, Phoenix, no Arizona, na companhia de Alice e Jasper. Eles se hospedam em um hotel enquanto o resto da família tenta localizar e matar James. Como um bom vampiro farejador, James percebe que os Cullen tentaram despistar Bella e ele consegue descobrir onde ela está. O telefone celular de Bela toca e ela vê que a chamada foi feita de sua casa, preocupada, atende. Sua mãe parece estar desesperada e o tempo inteiro chama o seu nome. James fala com Bella e diz que sua mãe será morta se ela não for ao encontro dele na antiga escola de Balet que a menina frequentava. Em um momento de distração de Alice e Jasper, Bella foge e vai ao encontro de James, mas quando chega lá descobre que tudo era uma armadilha. O vampiro pegou uma antiga fita caseira em que Bella se escondia e sua mãe ficava desesperada a sua procura e utilizou as frases de Rene para arrastar Bella para a morte.

James investe contra Bella, faz um vídeo enquanto a tortura. Em uma queda, Bella se corta em cacos de vidros, sangrando e despertando os desejos mais sombrios de James que não resiste e morde a mão da garota. Alice nota a ausência de Bella e usa seus poderes para descobrir onde ela está. Consegue falar com Edward e eles vão em defesa de Bella. Quando James estava mordendo a mão de Bella, os Cullen chegam e Edward a salva mais uma vez. Suga o sangue dela para retirar o veneno que a transformaria em vampira. Parecia que ele não conseguiria parar de sugar o seu sangue, tamanho o frenesi que demonstrava estar sentindo, mas Carlisle o desperta do seu transe e Bella é levada para um hospital.

Após após dias no hospital, Rene volta de viagem para ver como estava a filha e Edward finge estar dormindo próximo a cama de Bella para ouvir a conversa dela com a mãe. Bella retorna a Forks e vai, contra a sua vontade, ao baile anual da escola. Lá, a sós, ela insiste para ele a transformar em vampira, idéia que Edward rejeita e é enfático na sua decisão.

“Crepúsculo” é um sucesso de vendas, traduzido para 37 idiomas, tendo uma grande aceitação e receptividade dos leitores, principalmente do público jovem. O romance foi escolhido como o melhor da década pela Amazon, ganhou diversos prêmios, incluindo o “Top 10 Livros para Jovens Adultos” da American Library Association, entrou na lista de Best sellers do New York Times e Best seller de 2008, no USA Today. No Brasil, os livros de Meyer emplacam há meses, as primeiras colocações nas posições de mais vendidos em diversos veículos de comunicação diferentes. O primeiro e o segundo livro da série ganharam uma adaptação para o cinema. Para mim, é um livro que recomendo a todo adolescente ler, pois está repleto de angústias e incertezas típicos da juventude, além de garantia de muitos momentos de diversão e lazer.

14
nov
09

Filme ‘Onde vivem os monstros’ ganha bênção do autor do livro

14/10/09 – 16h56 – Atualizado em 14/10/09 – 17h22

Filme ‘Onde vivem os monstros’ ganha bênção do autor do livro

Dirigido por Spike Jonze, longa estreia nos EUA na próxima sexta (16).
James Gandolfini e Forest Whitaker emprestam vozes a personagens.

Jil Sergeant Da Reuters

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Cena de “Onde vivem os monstros”, dirigido por Spike Jonze (Foto: Divulgação)

Transpor para o cinema de Hollywood um livro que é um clássico da literatura infantil requer coragem. Quando o livro em questão é o sombrio mas amado “Onde vivem os monstros”, de Maurice Sendak, e quando o original ilustrado contém apenas nove sentenças escritas, ajuda se você conta com a bênção do autor.

O diretor Spike Jonze tinha as duas coisas quando começou a levar para a tela grande o livro premiado de 1963, em versão que é ao mesmo tempo diferente do original e uma homenagem a este, feita para agradar não apenas às crianças mas também aos adultos.

A versão de Jonze de “Onde vivem os monstros” (“Where the wild things are”) — que levou cinco anos para ser feita e funde ação ao vivo, fantoches e animação computadorizada — chega aos cinemas norte-americanos na próxima sexta-feira (16) em meio a resenhas altamente positivas, mas também muitas reservas.

O mundo visto por uma criança

O livro é uma história com pouquíssimo texto, mas muitas ilustrações, sobre um menino travesso que veste fantasia de lobo e sai em busca de aventuras, mas, ao ser mandado de volta a seu quarto, acaba recorrendo à sua imaginação. Desde os anos 1970, é um dos dez livros infantis mais vendidos nos Estados Unidos.

Mas Jonze, responsável pelo excêntrico “Quero ser John Malkovich”, de 1999, disse que não pretendeu fazer um filme tradicional para crianças.

“Eu me propus a fazer um filme sobre a infância”, disse Jonze, co-autor do roteiro, juntamente com o romancista Dave Eggers.

“O filme trata de como é ter 8 ou 9 anos de identidade e tentar entender o mundo, as pessoas à sua volta e as emoções, que às vezes são previsíveis ou causam perplexidade”.

“Ele (Sendak) sentiu orgulho do filme”, disse Jonze, que também fez um documentário com o escritor de 81 anos, que será exibido pelo canal a cabo americano HBO.

Dunas em vez de florestas

Na maior diferença em relação ao livro, o solitário mas brincalhão Max (o novato Max Records) foge de casa e veleja até um deserto habitado por monstros peludos e com presas, que procuram o tipo de líder que Max quer ser.

O filme foi rodado perto de Melbourne, na Austrália, e, em vez da floresta verde que cresce magicamente no quarto de Max, no original, tem dunas de areia, praias e bosques devastados por incêndios. Tem um clima de filme de arte, algo raramente visto nos filmes infantis de Hollywood.

Os monstros são dublados por atores, entre eles James Gandolfini (“The Sopranos”) e o premiado com o Oscar Forest Whitaker, e ganham substância física com a ajuda de outros atores usando figurinos criados pela Creature Shop, de Jim Henson.

http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1341124-7086,00-FILME+ONDE+VIVEM+OS+MONSTROS+GANHA+BENCAO+DO+AUTOR+DO+LIVRO.html

11
nov
09

A Vida Secreta das Abelhas

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Passeando pelo site da Saraiva, olhando os livros que estavam em pré-venda em lançamento, me chamou atenção o título “A Vida Secreta das Abelhas”. Nunca tive nada contra bichos em geral e costumo ler de tudo. Cliquei para ver sobre o que se tratava e, para surpresa, as abelhas em questão eram meras coadjuvantes.

Arriscando, sem saber se iria gostar ou não, acabei comprando o livro. Achei que seria mais um livro com uma historinha água com açúcar, mas para minha surpresa (e agradável surpresa) o livro é bem mais do que isso. Cheio de passagens interessantes e a descrição de como ocorriam os atos preconceituoso em estados altamente racistas nos Estados Unidos, em uma época em que eu nem sonhava em nascer, são carregados de emoção que atingem um leitor mais sensível. Hoje em dia é inconcebível nós aceitarmos que uma pessoa seja humilhada e destratada apenas pela sua cor de pele, mas tão freqüente em alguns locais em outra época e que, tristemente, ainda acontece em alguns estados brasileiros, de forma velada.

“A Vida Secreta das Abelhas” é um romance da premiada autora especializada em biografias, Sue Monk Kidd. E conta a história de Lily Owens, uma garota que cresceu nos anos 60 na Carolina do Sul, sem a figura materna e com um pai severo. O estado em questão é marcado por forte preconceito e segregação racial e religioso. Quando ela era ainda muito novinha, apenas quatro anos de idade, a sua mãe Deborah separou-se do pai e saiu de casa. Em uma oportunidade, ela regressou e enquanto terminava de arrumar suas coisas o ex-marido acabou chegando à casa e diante de uma discussão, Lily encontra uma arma e acidentalmente acaba disparando e o tiro acerta sua mãe que vem a morrer. A menina cresce com a convicção de que assassinou a mãe e o pai jamais tentou modificar esse pensamento e sentimento dela, muito pelo contrário, reafirmava o fato.

Dez anos após o incidente, já com 14 anos, é natural que nesta fase as garotas sintam muita necessidade de uma figura feminina para que possam ter conversas a respeito de suas dúvidas, sobre o corpo estar mudando, reações naturais que não fazem mais parte da infância. Diante disso, Lily pensa muito na mãe e sente muito a sua falta, pois era uma pessoa que a amou e ela também ama sem nem ao menos ter conhecido direito. Lily, acima de tudo, necessita de perdão. Perdão pelo que acredita que tenha feito, por ter sido a causadora da perda que tanto lhe aflige e, principalmente, perdão a si mesma.

Tudo é mais difícil para Lily devido a personalidade do seu pai. Um homem bruto, ríspido, de fala e comportamento árido. Na Carolina do Sul, onde vive, a única representação feminina na sua vida é da sua única amiga, Rosaleen, uma negra que toma conta dela desde que a sua mãe morrera.

Rosaleen decide cumprir o seu papel de cidadã e responder por aquilo que lhe cabia de direito: votar. Mas os brancos não estavam contentes com os novos direitos adquiridos pelos negros e no dia em que Rosaleen sai para votar, é presa e espancada. Indignada, a garota decide agir. A mulher não podia mais continuar morando onde estava e acabou indo embora. Lily resolve ajudar a “mãe adotiva” e foge com ela. Sem nem pensar duas vezes ela abandona o pai, como fizera sua mãe e vai embora sem deixar vestígios. O destino delas é Tiburon. Lily descobre nas coisas particulares de sua mãe uma imagem de uma mulher negra como Nossa Senhora e o endereço de um local em uma outra cidade. Disposta a conhecer o passado da sua mãe ela vai para Tiburon acompanhada de Rosaleen. Mas uma negra e uma adolescente branca viajando fugidas juntas é algo que não deixa de ser facilmente notado e percebido.

As duas encontram refúgio na casa de três mulheres negras apicultoras, irmãs bem excêntricas, as irmãs Boatwright, August, May e June (a mãe delas gostava da primavera e do verão. Então como elas nasceram nos meses de Agosto, Maio e Junho, receberam esses nomes – os correspondentes em inglês).

A princípio a estada delas gera muita desconfiança e desconforto, mas a simpática August passa por cima de tudo, inclusive dos mistérios e de Lily para recebê-las e acolhe-las da melhor forma possível. Ao longo dos dias, a garota aprende com as irmãs o maravilhoso mundo das abelhas, do mel e da Nossa Senhora negra. E foi com essa família de mulheres incríveis que Lily descobriu o verdadeiro sentido e profundidade da palavra família.

Por mais que a garota esconda a verdade do seu passado, August sabe de tudo, quem ela era e, principalmente, conhecia o passado secreto de Deborah. E a revelação disso é muito bacana, quando a garota se aproxima de August que está sentada em um balanço e a negra comenta que está lendo um livro sobre uma menina que perdeu a mãe quando ainda era criança. Sem esconder a ansiedade e profundidade da revelação, Lily pergunta o que acontece com a menina e a outra revela que não sabe, pois ela começou a ler o livro havia pouco tempo, mas que sabia que a menina estava, naquele momento, se sentindo muito perdida e sozinha.

Os problemas da segregação racial continuam presentes na cidade em que elas agora habitam e Lily se vê em uma situação bem difícil quando seu pai aparece para buscá-la, mas é surpreendente o rumo que a história toma.

Apesar de o livro ter como personagens principais predominância de mulheres, não é um livro para meninas, nem se prende a uma específica categoria. Para o leitor que se envolve facilmente em uma boa história, é garantia de momentos de diversão, indignação e emoção. Assim como nas histórias de vilões e heróis, o leitor vai se apaixonar por algumas personagens e detestar outras.

Para quem gosta de um livro bem escrito, leve em alguns momentos e profundo em outros, de histórias de amor, por si próprio, pela família e pelo outro, com certeza vai gostar de “A Vida Secreta das Abelhas”.

Recentemente ele ganhou uma adaptação para o cinema, sendo comentado por ser o primeiro filme mais sério em que Dakota Fanning interpreta, no papel da jovem Lily.

 

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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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