Posts Tagged ‘Lemony Snicket

01
jun
10

Dia Mundial da Criança

Hoje, primeiro de junho, é o Dia Mundial da Criança e em homenagem a esses pequenos seres que enchem as nossas vidas de alegrias, encantos, diversão e esperança, selecionei algumas crianças adoráveis, especiais, pentelhas, maravilhosas, mágicas e encantadoras do universo literário.

1 – O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

Ele é doce, inocente, puro e já emocionou muitas e muitas gerações de pequenos e grandes seres humanos. Assim como ele, devemos ser “responsáveis por aquilo que cativamos”.

2 – Zezé (Meu pé de Laranja Lima – José Mauro de Vasconcelos)

Qual leitor não riu das trapalhadas e travessuras do pequenino Zezé de José Mauro de Vasconcelos? Qual leitor não chorou e se emocionou com as dores e sofrimentos precoces do pequeno dono do pé de laranja-lima mais conhecido do Brasil? Zezé é aquele menino que a gente tem vontade de pegar no colo, acalentar e encher de beijos.

3 – Tistu (O Menino do Dedo Verde – Maurice Druon)

O doce menino que no final se torna aquilo que todos desconfiávamos desde o começo do livro: um anjo. Seu mágico dedo verde fez brotar não apenas plantas e flores para alegrar toda uma cidade, cultivou bons sentimentos em todos aqueles que conheceram a sua história simples e bonita.

4 – Lyra (A Bússola de Ouro – Philip Pullman)

Ela é mentirosa, sabichona, brinca com os moleques da rua, sobe em telhados, engana um urso de armadura, não gosta de tomar banho, mas mesmo assim faz todo leitor se apaixonar por ela e seu fofo Daemon, Pantalaimon.

5 – Artemis Fowl (Eoin Colfer)

O menino prodígio do crime é um anti-herói maquiavélico, seqüestrador de fadas e ladrão de ouro. No entanto, é divertido, inteligente e vive cheio de aventuras. Mexe com o imaginário infantil e prova que com amor e paciência, até os piores podem um dia se tornar bons.

6 – Harry Potter (J. K. Rowling)

Ele é o bruxinho mais amado nos cinco continentes. Quem nunca quis entrar nos livros de J. K. Rowling para ajudá-lo a superar todos os desafios a que fora submetido? Qual criança nunca sonhou estudar em Hogwarts, ter uma varinha e enfrentar os bruxos do mal ao lado do garoto que perdeu os pais pelo imenso amor que eles tinham por ele?

7 – Lucy (As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis)

Ela é um docinho, meiga, boa menina, comportada, corajosa e não mente de jeito nenhum. Uma criança assim, além de conquistar uma legião de adoradores, só podia ser mesmo destinada a ser uma princesa.

8 – Percy Jackson (Rick Riordan)

Para quem tem como pai Poseidon, o deus dos mares, ele não precisa de grandes apresentações. Um herói que carrega o peso de uma profecia, tem amigos leais, uma mãe apaixonada e vive se metendo em confusões. Ele e Contracorrente, sua espada mágica, vem conquistando muitos de fãs ao redor do mundo.

9 – Sunny Baudelaire (Desventuras em Sperie – Lemony Snicket)

Ela tem dois anos, mas dentes muito poderosos. Não fala muito bem, mas se expressa como ninguém com os seus irmãos Violet e Klaus. Uma das órfãs mais queridas da literatura. Fofa, engraçada, determinada e uma grande mestre cuca, para que mais?

10 – Emília (O Sítio do Pica Pau Amarelo – Monteiro Lobato)

Uma boneca de pano que ganha vida e com ela muitas qualidades e defeitos humanos. Ela é atrevida, desaforada, mandona, mas a boneca dos sonhos de toda menina. Até eu queria ter tido uma Emília para chamar de amiga.

É claro que outras personagens crianças mereciam e deveriam estar nesta lista, tais como Alice (“Alice no País das Maravilhas”), Charlie (“A Fantástica Fábrica de Chocolate”), Dorothy (“O Mágico de Oz”), Will (“A Faca Sutil”), Maggie (“Coração de Tinta”), Colin (“Colin Cosmo e os Supernaturalistas”), Nim (“As Aventuras de Nim”), Bruno (“O Menino do Pijama Listrado”) e tantos outros. As histórias são muitas, as personagens inesquecíveis, os autores maravilhosos. Mas convenhamos, esses dez são mesmo nota 10!

02
jan
10

Desventuras em Série trata espectador infantil com respeito e dá crédito às decisões de órfãos

17/01/2005 – 00:00 – Atualizado em 24/08/2009 – 16:17
Desventuras em Série trata espectador infantil com respeito e dá crédito às decisões de órfãos

Crianças levadas a sério
Ana Aranha
TUTELA
Os três irmãos órfãos Baudelaire (acima) e o Conde Olaf (Jim Carrey, à esq.)

Três irmãos inteligentes e desafortunados são as vítimas de Jim Carrey em Desventuras em Série, de Brad Silberling, que estréia na sexta-feira 21. Superprodução que leva o espectador a sério, o narrador avisa logo que este não é um filme infantil comum e desafia o público a ouvir uma história sem final feliz. Aliás, de feliz não tem final, nem meio e muito menos começo.

A trama começa numa praia pantanosa, onde os talentosos irmãos Baudelaire recebem a notícia de que um incêndio destruiu a mansão em que moravam. Junto com todos os seus pertences, o fogo levou também seus pais, mas em momento nenhum o filme explora o sentimentalismo da situação. Em circunstância da má notícia, o narrador pontua com simplicidade: ”Se alguma vez você perdeu uma pessoa que tinha importância, então sabe como é que nos sentimos; se nunca perdeu, não dá nem para imaginar”.

Jim Carrey entra em cena como o cruel Conde Olaf, um parente distante das crianças que só aceita sua guarda para colocar as mãos na herança. O ator não se intimida na hora de repetir as velhas caretas de O Máskara e O Mentiroso. Mas a caricatura é logo diversificada, quando Carrey volta à trama disfarçado na pele de outros personagens – tudo para recuperar a tutela das crianças.

O narrador avisa o público: esta não é uma história de final feliz

O enredo é inspirado nos três primeiros livros da série de mesmo nome, escrita por Lemony Snicket e lançada no Brasil pela Companhia das Letras. Seguindo um pouco o estilo do campeão de vendas Harry Potter, o mundo fantástico das Desventuras se diferencia pela importância que atribui às crianças. Sem poderes mágicos, elas contam apenas com o raciocínio lógico para lidar com as estranhas manias dos tutores e enfrentar o conde. Acabam mostrando ser as melhores guardiãs do próprio destino.

Com um roteiro bem amarrado, o filme pode abrir mais uma porta para manter aquecida a literatura infantil. Assim como na história do bruxo aprendiz, os Baudelaires deixam no ar a impressão de que ainda terão problemas. Espectadores mais curiosos podem correr para as livrarias: as Desventuras já estão no décimo volume.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI48378-15220,00-CRIANCAS+LEVADAS+A+SERIO.html

29
dez
09

Desventuras em Série – O Fim

Após conhecermos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire nos apaixonados pelas suas desventuras, nos divertimos com as fugas insanas do maléfico Conde Olaf, nos apiedamos da perda dos seus pais, nos emocionamos com a união deles, mesmo nos piores e mais difíceis momentos e nos enchemos de esperanças para que o escritor estivesse finalmente errado e eles pudessem ter um final feliz. Agora chegou a hora “O Fim” é o último livro da série “Desventuras em Série”, escrita pelo autor Lemony Snicket.

Ainda neste livro vamos acompanhar mais uma perseguição do Conde Olaf pela sua busca desenfreada e ambiciosa pela herança dos jovens Baudelaire.

Os órfãos conseguiram escapar ilesos e em segurança (só resta saber até que ponto estar ao lado de Olaf pode ser considerado para as crianças estar em segurança) do incêndio que acometera o Hotel Desenlace em um barco com o primeiro tutor, o maquiavélico conde. No entanto, eles ficar a deriva perdidos em alto mar.

Se já não bastasse todas as aventuras desafortunadas das crianças, eles acabam sendo atingidos por uma tempestade que os arrasta até uma praia. Lá eles reparam que o local trata-se de uma ilha habitada por ovelhas e pessoas habitantes com hábitos e costumes bastante estranhos, a primeira vista.

As crianças abaladas e meio inconsciente após o naufrágio acabam sendo encontrados por uma das habitantes da ilha, uma criança chamada Sexta-Feira. Os órfãos acabam se aproximando dela e a menina consegue perceber rapidamente a pessoa má e mesquinha que é Olaf e decide abandoná-lo em uma plataforma costeira que em poucos dias seria inundada.

Os ilhéus decidem admitir a estadia e morada das crianças na ilha deles. No entanto, ao serem aceitos, eles deveriam exercer funções que todos os demais também exerciam. Com isso, os Baudelaire não ficam muito felizes e satisfeitos com a vida que estavam levando lá. Para surpresa de todos, agitando a vida pacata dos habitantes da ilha, uma balsa feita toda de livros atraca na ilha e dentro dela se encontrava Kit Snicket, bastante atordoada e confusa.

Após ser encontrada depois do seu naufrágio, o líder dos ilhéus, Ishmael, decide que Kit não deveria ser aceita na ilha, optando por abandoná-la e também decide prende o conde em uma gaiola pois ele fingira mais uma vez ser Kit, usando um dos seus diversos disfarces ridículos. Com a diferença que dessa vez ele fora desmascarado antes de aprontar muitas e muitas das dele.

Ishmael toma uma decisão drástica: abandonar os órfãos à própria sorte. Isso porque, como o hábito da ilha era ninguém ter direito a ter nada próprio, sendo compartilhado e entregue ao líder, os órfãos escondem seus pertences mais preciosos, violando assim, a regra primeira e básica para ser aceito como morador do local. Violet esconde sua fita que sempre usara quando precisava realizar algum invento. Klaus omite a existência do seu precioso e necessário livro de lugar-comum e Sunny não revelara possuir o seu batedor que era essencial para exercer as suas artes culinárias. Com receio de que fossem atirados para as ovelhas, os meninos optam por levá-los para o outro lado da ilha, além da escarpa.

Após serem abandonados, Finn e Erewhon, dois amigos dos órfãos, procuram por eles e lhes informa que o grupo de ilhéus pretendem fazer um motim para derrubar o líder Ishmael e convida a eles para participarem, sugerindo que eles consigam encontrar uma arma para a realização do motim.As crianças ficam com muito receio desse motim e, principalmente de participar dele. Tinham medo, inclusive, de provocar uma cisão no grupo.

Os Baudelaire acabam descobrindo um arvoredo em cima de uma macieira muito grande que era o local utilizado pelo líder ilhéu para prever as tempestades com um periscópio. Os meninos o observam à distância e notam que lá Ishmael, secretamente, preparava refeições muito melhores do que as refeições diárias distribuídas aos outros moradores da ilha. Ainda desfrutava de outros prazeres irrestritos aos demais, como ler e escrever capítulos do livro “Desventuras em Série”, contendo relatos de todos os náufragos que chegaram à ilha, incluindo os pais dos Baudelaire.

Ishmael acaba encontrando os meninos no espaço ocultos que eles estavam utilizando como observatório e acaba lhes revelando toda a história da ilha. Até mesmo como conseguia convencer a todos os náufragos aceitos para habitar o local, a jogar o que possuíam e encontravam no arvoredo. O líder revela que utilizava o cordial de côco, uma bebida nativa que de certa forma drogava as pessoas.

Na manhã do dia seguinte haveria a inundação da plataforma, marcando o início do motim. No meio da confusão, Olaf é atingido e ferido com o lançador de arpão (será um castigo imposto pelo autor por ele ter sido, de certa forma, o causador do ferimento de Dewey com o mesmo tipo de arma no saguão do Hotel Desenlace?). O conde mostra e prova o quanto é maléfico até mesmo em momentos críticos em que sua vida corre perigo. Ao ser atingido por Ishmael com o arpão, Olaf liberta o Micélio Medusóide (o cogumelo venenoso que ele guardara uma amostra nas aventuras “A Gruta Gorgônea”),  que ele mantinha escondido em um capacete.

A destruição fora lançada, pois todos na ilha acabam sendo infectados, mas as crianças após lerem “Desventuras em Série” acabam descobrindo que as maçãs da ilha tem uma substância especial que deixa o efeito do veneno do cogumelo mais ralo, a raiz-forte. Os meninos parecem ter descoberto a solução para o problema, principalmente porque vão contar com uma ajuda muito especial: a Víbora Incrivelmente Mortífera. Ela chegara à ilha juntamente com Kit Snicket no barco todo feito de livros. A víbora ajuda às crianças a pegarem os frutos da macieira para neutralizar a atuação do veneno do cogumelo.

Mas todo o esforço dos meninos parece estar sendo em vão, pois quando oferecem os frutos aos ilhéus, eles preferem não dar ouvidos às crianças e partem do local. Parece cruel o fato de os leitores sentirem alívio ao que acontece a seguir, mas finalmente o Conde Olaf fora neutralizado, devido as complicações nos ferimentos provocados pelo arpão. Mas, como desgraça pouca é bobagem, se não bastasse todas as perdas dos meninos desde o começo de todas as suas desventuras, é a vez deles perderem Kit Snicket, que desde que fora abandonada por Ishmael, estando grávida acabara perdendo a vida após o parto.

Sabendo bem como é a sensação de se tornar órfãos, os meninos assumem a responsabilidade de cuidar da filha de Kit que se parecia muito com a falecida mãe. Eles continuaram vivendo na ilha, somente os quatro, mas após um ano, no momento em que a plataforma inundara novamente, eles decidem partir no barco Beatrice que fora batizado há muitos anos em homenagem à mãe dos Baudelaire.

Após 13 livros vivendo em situações limite, com perseguições implacáveis e cruéis feitas pelo Conde Olaf, tendo perdido muitas pessoas queridas e, muitas vezes, mesmo tão jovens, precisaram cuidar uns dos outros para viverem juntos, unidos e com certa paz em meio a turbilhões de acontecimentos, os leitores torcem para que enfim, tudo agora possa dar certo na vida dos jovens órfãos e eles possam ser felizes. Principalmente agora que algo novo acontecera na vida deles, ao ter que cuidar e se responsabilizar por mais uma criança inocente que tivera tirada de sua vida seu bem mais preciso: a família. E família é agora mais do que nunca o que eles quatro juntos formam.

No entanto, como a própria ilustração final do livro (uma interrogação) o leitor fecha o último volume da série com uma interrogação na cabeça. Já que nada é muito esclarecido e muitas dúvidas ainda existem. Não sei se por estar sentindo falta da companhia literária dos meninos (sim tenho depressão pós-livro), ou diante de tantos mistérios ainda presentes, cheguei a pensar que mais um volume poderia vir após “O Fim” (acho que na verdade desejei muito que isso acontecesse). Mas tinha consciência que não poderia, pois senão seria uma coleção de livros sem fim, afinal o que mais poderia acontecer com as crianças? Muitas coisas e, o pior, coisas nada boas, como aconteceram durante toda a série com os Baudelaire. Então que fiquemos com as nossas interrogações. Afinal “O Fim” pode ser qualquer um. O meu fim para eles seria algo muito bom para compensar todo o sofrimento vivido. O que importa é que são livros muito legais e super recomendo para todos os leitores, de todas as idades (pelo menos aqueles que gostam de histórias para crianças e jovens adultos).

28
dez
09

Desventuras em Série – O Penúltimo Perigo

Dos treze livros que compõe a série “Desventuras em Série”, “O Penúltimo Perigo”, como o próprio título sugere, é o duodécimo volume, mas se é o penúltimo perigo mesmo, isso eu duvido muito, afinal o que mais acontece nas vidas dos pequeninos órfãos Baudelaire são perigos e desventuras.

Ao término de “A Gruta Gorgônea” os meninos entraram no carro de uma nova personagem Kit Snicket, a misteriosa mulher que tem o mesmo sobrenome do escritor das histórias dos Baudelaire, Lemony Snicket e dirigiram-se ao Hotel Desenlace. Ao primeiro contato com Kit, Violet, Klaus e Sunny perceberam que Kit estava grávida.

Ao chegarem ao hotel, os meninos pensaram estar vendo o reflexo da lagoa, que era uma ilusão de ótica. E ficaram sabendo que na verdade o hotel fora projetado para realmente parecer ser um reflexo e não algo real.

Kit convida as crianças para tomar um brunch na beirada do lago e revela aos pequenos que naquele dia haveria um encontro entre os voluntários de C.S.C. e eles se reuniriam para que pudessem trocar informações.

Kit diz as crianças que não poderia permanecer na companhia deles no hotel, pois tinha negócios para resolver no céu, não o céu literal, mas ela estava fazendo referência ao balão de ar quente auto-sustentável de Hector. No entanto, deixa para crianças uma missão bem importante e perigosa: atuarem como Concierges, e vão precisar espionar pessoas vis, deixando claro que seriam muito bem atendidas por um voluntário conhecido dela, chamado Frank. O que as crianças não sabiam ainda é que dentre muitas das pessoas que eles espionariam estavam figuras conhecidas que já haviam feito parte de suas vidas nos seus piores momentos, após a morte de seus pais no misterioso e triste incêndio que lhes levara as vidas e a mansão em que eles viviam.

Com a ida de Kit, as crianças entram no hotel e são recepcionados por gêmeos. Após o encontro eles são chamados em quartos diferentes: o 371, 674 e o salão de bronzeamento. O primeiro contato com os gêmeos é o prenuncio de que dali em diante a presença e o contato com os gêmeos vai resultar em uma certa confusão para os pequenos, pois entre as suas atividades de espionar, eles ainda vão ter que descobrir qual dos dois é o verdadeiro voluntário, o do bem e o vilão, mais uma vez eles vão se deparar com a C.S.C. e o mistério que a envolve e sem contar que vão ter que continuar procurando pelo tal do açucareiro.

Para tentar solucionar o problema do chamado para cômodos distintos, os irmãos Baudelaire decidem se separar e cada um vai para um encontro. Violet se dirige à cobertura. Quando chega percebe que era uma armadilha e não era realmente um encontro amigável, pois é recebida pelas vilãs Esmé Squalor, Carmelita Spats e Geraldine Julianne. Além delas havia também Hugo que estava disfarçado como funcionário do hotel. Carmelita exige que a Baudelaire mais velha pegue um lançador de arpões e Violet, prontamente a atende.

A Klaus coube ir ao quarto 674, onde se encontra Senhor e Charles (sim, eles mesmos, os personagens que já conhecemos no livro “Serraria Baixo-Astral” quando Violet, Klaus e Sunny). Senhor manda que Klaus o leve até a sauna do hotel. Quando ele atende ao pedido do antigo tutor Senhor quase consegue descobrir algo relacionado aos seus pais. Ernest, o irmão gêmeo do voluntário Frank, pede que Klaus pendure um papel pega-pássaros do lado de fora da sauna e Klaus, prontamente o atende.

Restou então a Sunny ir ao salão de bronzeamento. Lá ela encontra o pessoal do colégio interno onde os irmãos dela tiveram que se submeter a atividades físicas forçadas e ela, mesmo sendo apenas um bebê, fora forçada a trabalhar como secretária do vaidoso vice-diretor do lugar, além dos professores dos seus irmãos. Fora recebida pelo vice-diretor Nero, o Sr. Remora e a Srta. Bass. No local, a Srta. Bass revela ser uma assaltante de bancos que roubara a Administração de Multas (estão lembrados? É o setor em que o Sr. Poe trabalha no banco que administra a herança milionária dos Baudelaire). Juntos, eles vão ao restaurante indiano do hotel, que ficava no nono andar. Ao chegarem ao restaurante, lá estava Hal, atuando como cozinheiro. Sunny como uma boa garota que tem dotes culinários, segue Hal até a cozinha, flagrando no local uma conversa entre ele e Dewey, o misterioso trigêmeo de Frank e Ernest. Ele trabalha no relógio do hotel e lá passava todos os seus dias durante todo o dia. O relógio do hotel é o refúgio de Dewey que se esconde de todas as pessoas, para que elas nunca deixem de pensar que ele é uma lenda. Após ser flagrada ouvindo a conversa entre eles, Dewey pede que Sunny implante um Cerramento Supravernacular Complexo (C.S.C.?) na porta da lavanderia e Sunny, prontamente o atende.

Os irmãos então voltam a se encontrar e vão em direção ao saguão do hotel durante a noite e começam a refletir sobre os acontecimentos do dia, as informações que colheram e os encontros atrás do blacão de Concierges. O esperto e inteligente Klaus chega a conclusão de que o misterioso açucareiro provavelmente estaria para chegar ao hotel naquela noite. Dewey acaba descendo por uma corda do domo do hotel e encontra-se com os Baudelaire.

Dewey e as crianças vão para perto da lagoa, do lado de fora e o terceiro gêmeo revela aos meninos que no Hotel Desenlace havia uma biblioteca. E ele, pessoalmente, juntamente com Kit Snicket catalogava tudo que se referia a C.S.C. Além dessa revelação, ele confessa também que provavelmente seja o pai do bebê que Kit espera, devido ao contato que eles tinham quando trabalharam juntos. Enquanto isso notam que um táxi parara na frente do hotel e dele desceram a Juíza Strauss e Jerome Squelor, mais dois voluntários que coincidentemente tinham as mesas iniciais: J.S. Será que isso tinha alguma coisa a ver com a C.S.C.? Vamos aguardar para ver.

Os meninos voltam para o interior do hotel e vão em direção ao saguão de entrada. Mais uma vez as crianças não fazem a menor idéia de que encontrariam lá dentro e que as conseqüências desse encontro seriam, mais uma vez, trágicas e desafortunadas. O Conde Olaf, sua namorada Esmé Squalor, as ex-aberrações do Parque Caligari e Carmelita Spats estão juntos. Os Baudelaire vêem o conde repreendendo a filha adotiva e toma dela o lançador de arpões que Violet entregara a ela mais cedo naquele dia. Ao dar de cara com Dewey pareceu ficar chocado e, maquiavélico como sempre, aponta o lançador para o terceiro trigêmeo. Diante da cena, os meninos tentam tomar o lançador das mãos de Olaf e na guerra entre eles pela disputa do lançador, ele cai no chão e o arpão atinge Dewey ferindo-o gravemente. Entre a vida e a morte, ele sai do hotel e cai na lagoa, desaparecendo em seguida.

O acidente envolvendo o lançador de arpões acabou acordando, com o barulho, todo o hotel. Dentre os que aparecem está um misterioso motorista de táxi (ao que tudo indica trata-se do autor dos livros, Lemony Snicket) que sugere aos meninos que entrem no táxi e fujam, mas Violet não aceita a sugestão e refuta veementemente a idéia e a conseqüência fora a permanência dos três Baudelaire no lugar. Será que fora uma má idéia eles recusarem a sugestão do motorista? Pois ao que tudo indicava ele poderia portar o açucareiro que os Baudelaire tanto procuravam.

Como muitos apareceram para verificar o que estava acontecendo, o Sr. Poe aparece e os leva para longe do saguão. Um dos gêmeos, que ainda não sabemos quem é o bom e quem é o mau, os leva para dentro de um armário e lá eles passam a noite e dormem até o outro dia.

Na manhã do dia seguinte eles recebem como café da manhã um chá de um dos gêmeos, são obrigados a usar uma venda preta e se dirigem ao local onde ocorreria o julgamento deles. Lá, os que “assistem” ao julgamento também tiveram que usar uma venda preta, com exceção de algumas pessoas. Dentre elas a juíza Strauss, o homem careca com barba e a mulher com cabelo mas sem barba, que são como Strauss, juízes.

Tudo estava pronto para o julgamento acontecer, mas o inesperado acontece: Olaf seqüestra a juíza Strauss, levando-a para o elevador que os levaria para o subsolo e as crianças os segue, indo os cinco para a lavanderia, que tinha na porta do Cerramento Supravernacular Complexo na porta que fora pendurado anteriormente por Sunny. Eles tiveram que responder cinco perguntas para ter acesso ao local. Após responderem corretamente às questões, os cinco adentram a lavanderia.

Eles procuraram pelo açucareiro, mas não o encontraram e Olaf acaba incendiando a lavanderia deixando claro, com isso, que a reunião estava encerrada. Após o incêndio iniciado na lavanderia, eles sobem o elevador e avisam aos demais hóspedes que todo o prédio estava em chamas. Mas o leitor não fica sabendo ao certo quem sobreviveu ao incêndio, porque até mesmo o autor não tem conhecimento.

Mas pelo menos ficamos sabendo que, para variar, o maléfico Conde Olaf sobrevive às chamas e as três crianças também, pois conseguem escapar no barco que Carmelita possuía e, em segurança os órfãos e Olaf caem no mar. Os meninos tentam levar a juíza Strauss com eles, mas ela se recusa a ir e não sabemos sobre o seu paradeiro, nem o que aconteceu com ela. Em segurança (será mesmo? Ao lado de Olaf as crianças não tem de fato como estar em segurança) os Baudelaire seguem com Olaf em direção ao horizonte.

22
dez
09

Desventuras em Série – A Gruta Gorgônea

O décimo primeiro livro, “A Gruta Gorgônea”, da coleção “Desventuras em Série”, começa novamente com o aviso do autor Lemony Snicket para os leitores: se eles esperam encontrar alguma história feliz para os desafortunados órfãos é melhor fechar o livro. Mas já aqueles que chegaram até ali e não fecharam o livro, vão encontrar no novo volume da série mais aventuras terríveis para as pobres crianças.

Violet e Klaus conseguem resgatar Sunny das mãos dos vilãos e descem pelo tobogã às águas cinzentas do Arroio Enamorado das Montanhas Mão-Morta, mas separam-se de Quigley. Apesar de bem-sucedido o resgate de Sunny, eles tem uma travessia bem complicada e perigosa devido as águas violentas e turbulentas do Arroio.

Quando a situação fica de fato complicada e perigosa, magica e inesperadamente surge um minúsculo e estranho submarino, o Queequeg, do comandante Andarré, que os resgata.

O comandante tem a bordo uma tripulação de dois (essas brincadeiras com as palavras e os seus sentidos são de conhecimento do leitor de Snicket, afinal quando fomos apresentados aos gêmeos Quagmire, o escritor deixou claro que eles eram trigêmeos de dois, pois o terceiro supostamente havia morrido), incluído o próprio capitão e Phill, o ajudante bondoso do comandante. O mesmo Phill que estivera presente nas aventuras dos Baudelaire na “Serraria Baixo-Astral” que quase fora morto sem-querer por Klaus. Além dos dois marujos, o submarino Q levava também Fiona, uma micetologista e enteada do capitão.

Essa viagem é bem estranha e diferente para os pequenos órfãos. O que poderia ser uma viagem inocente e de puro resgate deixa os irmãos meio atordoados por novos e intrigantes ingredientes serem inseridos na trama misteriosa que os rodeia. Rapidamente eles percebem que o capitão Andarré tem o hábito de dar ordens a tudo e repetidamente falar “Positivo!”. As crianças acabam descobrindo também que o capitão é um voluntário nobre de C.S.C. Mais uma vez essas três letrinhas que poderiam parecer simples, mas que no fundo intrigam não apenas aos meninos, mas também aos leitores, marca sua presença firme e forte na história.

Por mais havidos e curiosos que estejam o leitor, tudo indica que ele não saberá de fato o que significa C.S.C. até ler o último volume. E a pergunta que deixo no ar é se realmente no fim, saberemos e entenderemos o que isso significa.

A tripulação do submarino Q tem uma missão: encontrar o misterioso açucareiro. Eu confesso que na primeira vez que li essa coleção eu já estava ficando angustiada e nervosa. Primeiro por todas as maldades a que as crianças eram submetidas, segundo que tinha vontade de esganar aquele palerma do Sr. Poe e o odioso do Conde Olaf, além de querer entender de uma vez por todas as pontas da intriga que ainda estavam soltas.Atualmente para escrever os posts acho que estou me divertindo mais com as histórias e a trama.

Bom, voltando a história… Os Baudelaire e Fiona decidem descer as profundezas do mar, usando roupas de mergulho em direção à pista onde poderia estar o misterioso açucareiro: a Gruta Gorgônea. Se não bastasse a falta de experiência na prática de mergulho, os meninos encontrariam pela frente os terríveis e letais cogumelos venenosos, mycelium medusóide, que poderia certamente tirar a vida de alguns dos aventureiros. A pequenina Sunny em contato com os cogumelos acaba sendo envenenada e ficamos apreensivos se ela conseguiria sair dessa com vida.

Se não bastasse toda essa desafortunada aventura, quando as crianças retornam da exploração no fundo do mar, encontram o submarino deserto. Diante do suspense um certo conhecido dos meninos e, de nós, leitores, um terrível e malvado conde reaparece, literalmente, nas profundezas para cumprir a sua promessa: de alguma forma obter a herança milionária dos Baudelaire.

O Conde Olaf roubara um submarino gigante, em formato de polvo, que nomeia de Carmelita, em homenagem a criança odiosa que aparecera na trama pela primeira vez no livro “Inferno no Colégio Interno” e novamente no livro anterior a este, “O Escorregador de Gelo”, juntando-se a trupe de Olaf e sendo adotada por Esmé, namorada do conde.

No submarino Carmelita, Olaf seqüestra Violet, Klaus, Sunny e Fiona. De uma forma trágica, Fiona descobre que o terrível e maléfico homem das mãos de gancho, braço direito de Olaf, é seu irmão e acaba, por influência do irmão, traindo os novos amigos, os órfãos Baudelaire. Por outro lado, indecisa de que lado ela de fato estaria de C.S.C. ela acaba ajudando os meninos a salvar Sunny que estava muito mal devido ao veneno dos cogumelos. Mesmo assim, ela opta por permanecer ao lado do irmão e da trupe de Olaf, não partindo antes de dar um beijo em Klaus.

Quigley Quagmire, o terceiro trigêmeos que todos acharam que havia morrido no incêndio junto com os seus pais, envia uma mensagem através do telégrafo do submarino Q. Na mensagem ele mandava os órfãos irem para a Praia de Sal (a mesma em que os órfãos estavam se divertindo quando foram comunicados pelo Sr. Poe que os pais haviam morrido em um incêndio que destruíra a mansão da família) e quando chegassem lá pegassem um táxi.

No entanto, para atrapalhar os planos de Quigley, eis que surge (o infame) Sr. Poe que comunica as crianças que as levaria para uma delegacia, mas os meninos resolvem que não vão seguir o banqueiro. Escapolem das vistas dele e entram em um carro que estava parado ali perto.

Dentro do carro as crianças encontram com Kit Snicket… Sim, o mesmo sobrenome do autor dos livros não é mera coincidência, mas isso o leitor só descobrirá ao longo das leituras dos livros. E essa ligação é extremamente importante para o entendimento de toda a trama, inclusive do porque essa perseguição do conde às crianças se deu de forma tão persistente. Será mesmo interesse único e exclusivo na herança milionária dos Baudelaire? Isso descobriremos mais a frente. No próximo volume vamos descobrir dentre essa informação, muitas outras. Na companhia de Kit Snicket, os Baudelaire seguem para o Hotel Desenlace…

18
dez
09

Desventuras em Série – O Espetáculo Carnívoro

O nono livro, “O Espetáculo Carnívoro” da coleção de 13 volumes “Desventuras em Série” dá continuidade ao período desafortunado dos jovens órfãos mais queridos do mundo da literatura infanto-juvenil. Após escaparem de sanguessugas cegos, das perseguições constantes de Olaf, de uma temporada bem sinistra em uma cidade infestada de corvos, de quase morrerem em um poço de elevador e quase serem queimados em um incêndio em um hospital, agora os Baudelaire enfrentam um espetáculo para lá de bizarro, que nos remete a Roma Antiga.

Após o incendiário conde destruir todo um hospital, as crianças, sem ter para onde ir, decidem manter-se próximas ao odioso Olaf, para isso eles arranjam abrigo em um porta-malas de um misterioso carro preto. As crianças estão completamente inconfortáveis, mas eles não poderiam nem reclamar, já que ninguém sabia que eles estavam ali, estavam escondidos de Olaf no covil do assassino. Mas eles preferiam se manter por perto para vigiá-lo e antecipar todos os seus passos.

Quem dirige o carro é o vilão interesseiro e ganancioso e, isso pode significar uma grande enrascada para os pequenos. Até então, Olaf nunca conseguira conquistar os seus objetivos de seqüestrar e roubar a herança das crianças. Será que agora finalmente as desventuras das crianças chegará ao fim e Olaf será bem sucedido?

A primeira grande surpresa das crianças é descobrir a pergunta que todo leitor, com certeza, já se fez: como é que o conde sempre encontra as crianças? Mesmo que eles mudem de tutor constantemente, Violet, Klaus e Sunny sempre são encontrados pelo vilão. A resposta para essa questão é: Madame Lulu (Olívia), uma vidente que de posse de uma bola de cristal sempre revela a Olaf o paradeiro dos órfãos.

Madame Lulu não passa de uma charlatã, mas o conde não faz a menor idéia dessa verdade. Então vai novamente ao encontro dela para obter a preciosa informação: onde estavam os órfãos e saber se realmente um dos pais dos Baudelaire que deveriam ter morrido no incêndio estava realmente vivo, como indiciava o dossiê Snicket, encontrando pelas crianças dentro do hospital hostil. A vidente informa a ele que realmente um dos pais dos meninos sobreviveu e mais, lhe diz até mesmo onde a pessoa se encontra: nas Montanhas de Mão-Morta.

Para poder continuar vigiando os passos do arqui-inimigo, os meninos precisam tomar uma atitude extrema. Um verdadeiro circo dos horrores é onde se encontra Olaf e sua trupe do mal e, para continuarem próximos, os meninos decidem entrar para a trupe do circo como aberrações. Assumem então duas fantasias: Violet e Klaus se disfarçam de gêmeos xifópagos e Sunny de bebê lobo. Além das crianças outras pessoas tidas como aberrações convivem juntas em um trailer. Klaus e Violet sentem muita dificuldade para manter o disfarce, pois realmente era bem difícil para eles realizarem atividades comuns, como dormir e trocar de roupa.

Aqui encontramos novamente a personagem Esmé Squalor, a namorada nefasta de Olaf. Neste livro ela tem uma participação muito importante e essencial para os planos maquiavélicos do conde. Cabe a Esmé convencer as aberrações a entrarem na trupe do parque de Olaf. Ela finge gostar e ter carinho por aberrações, mas é apenas mais uma parte de um plano sórdido que entenderemos mais para frente.

Em meio a confusões de apresentações no circo dos horrores, as crianças conseguem descobrir através de suas investigações que a Madame Lulu não passa de uma farsa. Enquanto isso, por outro lado, Olaf e seus comparsas tomam uma atitude horrível: cavam um fosso e enchem ele de leões para que ali fosse realizado um espetáculo bárbaro e sangrento, que nos lembra os espetáculos de arenas do Coliseu Romano em que os gladiadores tinham que lutar com os leões para sobreviver. Pois Olaf para entreter o público jogava para os leões as aberrações do Parque Caligari. E, surpresa! Adivinhe? Violet e Klaus também foram escolhidos para servirem de comida para os leões. É uma agonia doida a luta deles pela sobrevivência e também eles terão que enfrentar uma multidão indócil e louca por sangue.

Os Baudelaire tentam ajudar Lulu após descobrir algumas coisas a respeito dela e de Olaf e combinam de fugirem juntos do vilão no dia seguinte, até uma central da organização C.S.C. que não ficava muito longe de onde eles estavam. Mas, para variar, o plano não dá certo. Lulu estava agindo do lado errado, mas eles conseguem resgatá-la para o lado correto e ela se mostra uma pessoa muito nobre e altruísta, se prejudicando fatalmente para ajudar aqueles que queriam apenas salvá-la.

Olaf e Sunny estavam juntos em um carro, o dos vilões e Violet e Klaus estavam em outro carro (no trailer) das aberrações. Durante um deslocamento do circo, Olaf corta a corda que prende o carro ao trailer e, com isso, os irmãos mais velhos acabam despencando ladeira abaixo.

O que será das crianças agora? Sunny em um carro ao lado de vilões da pesada e Klaus e Violet rolando ladeira abaixo dentro de um trailer. Eles sobreviverão? Se sim, como eles farão para ficar juntos novamente? Isso e outras coisas só saberemos no décimo livro da série.

17
dez
09

Desventuras em Série – O Hospital Hostil

Ao término do sétimo livro da série, “A Cidade Sinistra dos Corvos”, alguns mistérios foram desvendados e outros continuaram existindo. Ficamos sem saber o que aconteceria com os Baudelaire, já que os gêmeos Quagmire conseguiram escapar. E, mais uma vez Conde Olaf estava na cola das crianças, ao lado agora de uma nefasta mulher que já nos foi apresentada, Esmé Squalor, a antiga tutora dos meninos, uma viciada em moda, em o que está in ou out.

Em “O Hospital Hostil” um anúncio de um período funesto se apresenta para os órfãos Baudelaire. Mais uma vez eles estão por conta própria. A impressão que tenho é que a medida que os livros vão dando sequência a série, as coisas vão piorando para os pequenos, por mais inacreditável que seja pensar que as coisas podem ficar piores do que já estão. Mas o autor avisou aos leitores no primeiro livro que essa não seria uma história feliz.

Os meninos conseguem escapar das garras de Esmé e Olaf e saem caminhando sem rumo durante a noite. Porém eles continuam sendo procurados pela polícia, afinal Esmé estava se escondendo sob a identidade de uma policial e Olaf, sob a de um detetive. Ao se depararem com o Armazém Geral Última Chance, eles decidem que a melhor opção é parar e pedir ajuda, já que não podem mais recorrer à ajuda segura dos pais, nem à polícia e nem aos seus amigos Quagmire, afinal eles escaparam.

Klaus, Violet e Sunny, sem perspectiva de futuro, decidem enviar um telegrama para o banqueiro Sr. Poe, responsável para cuidar da herança dos meninos até que Violet completasse a maior idade e possa administrar a imensa fortuna que os seis pais deixaram. Mas ele não chega a receber o telegrama por um problema do banco em que ele trabalhava. Eu sempre tive a impressão de que o Sr. Poe não é lá de grande ajuda para as crianças, mas pelo menos não era malvado ou cruel com eles. Por razões como estas, os órfãos acreditam que ele seja confiável suficiente para que pudesse recorrer à ele. Porém, a partir deste oitavo volume, vamos acompanhar a rotina dos meninos sem a presença constante ou a busca desenfreada de um tutor. Eles terão que viver sob suas próprias responsabilidades e limites, sem qualquer interferência adulta.

Neste novo volume da coleção, os órfãos vão encontrar um hospital, o Heimlich, que ainda não estava totalmente concluído e, por estarem sendo procurados pela polícia, sob a acusação de crime de assassinato, eles ficam muito temerosos, achando que poderiam ser identificados e suas identidades reveladas, caindo assim, nas garras de Olaf. Decidem, desta forma, disfarçarem-se e misturarem-se aos Combatentes pela Saúde do Cidadão (Olha o C.S.C. aparecendo mais uma vez na vida dos meninos… Como ficou claro no último livro, apesar de realmente os gêmeos estarem na Cidade Sinistra dos Corvos, o autor Lemony Snicket, não revela se realmente as letras C.S.C. significava o nome da cidade, pois poderia ter outros significados e comprovamos isso agora neste volume). Os meninos ao se juntarem aos combatentes queriam descobrir os planos de Conde Olaf e sua trupe, em como eles agiriam desta vez. Afinal, se adiantar ao perigo pode ser uma boa defesa.

Os meninos tomam conhecimento do Dossiê Snicket e também, sob o disfarce têm acesso à Biblioteca de Registros e, de certa forma, isso é uma oportunidade de desvendar e descobrir uma parte de suas vidas. Diga-se de passagem que eles só tiveram acesso ao dossiê após acessarem os registros. Fazem uma busca sobre o que poderia se relacionar a eles e descobriram o dossiê. Há um dado no dossiê que os deixa cheio de esperanças: eles lêem a informação de que alguém pode ter sobrevivido ao incêndio que matara os seus pais e destruíra totalmente a sua casa.

Esse é o grande momento de Klaus. Traça de biblioteca, o garoto rapidamente fica familiarizado ao local e disfarça-se de ajudante da biblioteca. Mas para desespero deles, Olaf reaparece e desmascara as crianças.

Apesar de tantos acontecimentos tristes e infelizes, os desafortunados órfãos tem poucos momentos de prazer e descontração. Mas, nós leitores, até que temos descontração em alguns momentos das histórias, nos episódios engraçados e, neste livro, em especial, há cenas muito engraçadas, principalmente nas cenas em que Esmé persegue Violet, que resiste, persiste, mas fora aprisionada.

E é a partir disto que a história retoma o seu ápice. Aos dois órfãos restantes, Klaus e Sunny, cabe a responsabilidade de escapar dos vilões, ter que resgatar a irmã em total segurança e ainda conseguirem fugir do hospital sem serem apanhados e provar que não são assassinos.

Olaf deixa Violet fora de combate e deseja fazer terríveis experiências com a garota. Alegando que ele faria a primeira cranioectomia do mundo e, para isso, ele teria que serrar a cabeça dela para fora do corpo.  Esmé, completamente doida, como sempre, aprova e apóia o novo plano do vilão e namorado, Olaf.

Dando uma de incendiário, o conde tenta colocar fogo no dossiê Snicket e acaba pro provocar um terrível incêndio no hospital, que começara na biblioteca. Como conseqüência, um dos seus comparsas, o que não sabemos se trata-se de um homem ou de uma mulher, acaba morrendo, vítima do incêndio.

Eu não sou muito fã do inexpressivo Sr. Poe e, por mais detestável que seja a personagem Esmé, ela é odiosa, mas também as situações engraçadas sempre tem a participação dela. A partir do livro passado, ele ganha mais destaque que o próprio Sr. Poe e o leitor acaba ganhando com isso.

Resta saber o que acontecerá após o incêndio. Mais uma vez os meninos conseguem escapar ilesos das garras de Olaf e ao final do livro, acabamos também ganhando uma nova pista da nova aventura que os Baudelaire viverão.




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

Blog Stats

  • 1,449,945 hits

No Twitter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

RSS Ocasional

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.
abril 2017
S T Q Q S S D
« abr    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Páginas

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 74 outros seguidores

Mais Avaliados