Posts Tagged ‘The 39 Clues

21
nov
10

“O Círculo Negro”, quinto volume da serie “The 39 Clues”

Após o dilema de acompanhar ou não a serie “The 39 Clues”, optei pelo sim. Isso por que, como eu disse em um post anteriormente, fiquei muito desconfiada com a ideia de Rick Riordan, criador da serie, de estabelecer que os livros seriam escritos por alguns autores. A princípio a ideia me agradou, no entanto, tenho muito de não gostar de determinados estilos de escritas e isso poderia me fazer desistir de acompanhar os livros. O primeiro volume é incrível, uma grande responsabilidade, já que ele seria o pontapé inicial que faria os leitores sentirem ou não vontade de continuar comprando os volumes lançados. E nisso, Riock Riordan, foi um sucesso, como sempre, diga-se de passagem. Há quem não goste dele, do seu estilo, mas ele me agrada em muito, principalmente pelo fato de resgatar culturas pouco conhecidas em suas histórias. Afinal, o cara é professor de história há mais de 15 anos, ou seja, é o seu forte e sua escrita é deliciosa.

Porém me decepcionei com um, apenas um, escritor que deu sua contribruição a “The 39 Clues”. Mas o problema foi que justamente ele escreveu o terceiro volume, o que poderia ter me freado e ter desistido de acompanhar as aventuras dos irmãos Amy e Dan Cahill. Mas digamos que eu seja uma pessoa persistente e acreditei que os outros livros poderiam ser melhores. E assim eu continuei acompanhando e não me arrependi. De fato os outros autores conseguiram acompanhar a história iniciada por Riordan e deram continuidade com maestria à caracterização das personagens, ao ritmo intenso das aventuras e grande contruibuição a divulgação de aspectos culturais e históricos de cidades e países pouco conhecidos principalmente pelos estudidenses.

No quinto volume da serie, “O Círculo Negro”, Patrick Carman (autor de livros infanto-juvenis que fazem muito sucesso fora do Brasil) conduz a história de forma brilhante. Dan é uma personagem que eu simplesmente adoro e dou muita risada com suas tiradas engraçadas e comportamento totalmente fora de controle e, aqui, ele continua como criado por Riordan. Inclusive com um destaque e participação muito interessante.

Saídos do Cairo, os irmãos Cahill parte sem a au-pair, Nellie e também sem o gato Saladin, para a Rússia, dispostos a encontrar a quinta pista que os levará a uma riqueza sem tamanho e reconhecimento para a posteridade.

São muito interessantes e ricas as descrições feitas por Carman sobre a Rússia. Não foi tratada como um país frio, distante, fechado e com hábitos e culturas estranhas, como muitas vezes as pessoas estão acostumadas. Aspectos culturais e pontos turísticos foram muito bem retratados, contribuindo para conhecimentos gerais para os jovens leitores. Inclusive já li pela net que alguns adolescentes chegaram a pesquisar em sites de buscas se o que foi descrito e dito no livro correspondia a realidade da Rússia. O que é algo maravilhoso, a partir do momento que despertou a curiosidade infantil e juvenil, a ponto de fazê-los ir em busca de maiores informações sobre um povo, uma cultura e um país que não faz parte sequer de estudos aprofundados nas escolas, salvo no que se refere à Revolução Russa e o seu principal líder, Lênin.

Os livros da serie geralmente são traduzidos e lançados no Brasil com rapidez, o que considero um avanço e um ponto muito positivo, pois não quebra o ritmo de leitura dos jovens e sempre os estão inserindo em novos conhecimentos gerais e culturais sobre diferentes povos e nações, a partir do momento em que as personagens tem como missão e desafio encontrar as 39 pistas ao redor do mundo.

Por esses aspectos e outros, como boa leitura, momentos de diversão e descontração, eu super recomendo a leitura de todos os volumes da serie.

 

30
ago
10

Percy Jackson e os Olimpianos – O Último Olimpiano

O quinto livro da série “Percy Jackson e os Olimpianos”, “O Último Olimpiano” do autor americano, Rick Riordan, encerra a série de aventuras vividas por heróis (semideuses), humanos, deuses do Olimpo, sátiros e outros seres da mitologia grega.

Como eu adoro qualquer tipo de mitologia, quando vi o lançamento do primeiro livro da coleção, corri para comprar e me encantei pela história. No entanto, a todo momento, eu tinha que sacudir a cabeça, afinal parecia estar lendo “Harry Potter” a la grega. Eu não gosto de comparações, acredito que hoje em dia uma boa história sempre inspira outras. Para mim, “Harry Potter” está no topo da literatura infanto-juvenil. Acredito que levará muitos e muitos anos para que algum dia surja na literatura algo tão bom, criativo, encantador, mágico e inspirador quanto HP. E Riordan por ser um professor de inglês que lecionou durante quase duas décadas para jovens, bem sabe do que eles gostam e como criar histórias incríveis. Prova disso são as duas séries (“Percy Jackson” e “The 39 Clues”) que ele lançou e são fenômenos de venda em todo o mundo. Além da nova série quentinha que chegou ao mercado estadunidense sobre a mitologia egípcia.

Porém, por mais interessante que seja as aventuras vividas pelo semideus Percy, as comparações com HP são inevitáveis. O garoto protagonista, filho de Poseidon, é apaixonante. Diferente de Harry, ele não é órfão, mas desconhece o pai e existe em seu destino uma cruel profecia em que ele precisaria enfrentar a fúria de um Titã poderoso que poderia destruir não apenas o Monte Olimpo e o mundo mitológico grego, mas também toda a humanidade (coincidência?). Percy tem dois fies companheiros, Annabeth – uma inteligentíssima, corajosa e orgulhosa meio sangue, filha da deusa Atena e Grover – um sátiro engraçado, atrapalhado e imaturo (coincidência de novo?). Jackson precisa enfrentar desafios que muitos heróis gregos tiveram que enfrentar anteriormente e, ele sozinho, dá conta do recado.

No último livro da coleção eu praticamente me senti relendo “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Lógico que a história central, a temática, os monstros e as batalhas não são iguais, mas as particularidades são extremamente próximas. Para quem acompanha a série, vai perceber que “O Último Olimpiano” é eletrizante, praticamente é uma luta e ação atrás da outra. Quem costuma tomar fôlego e ler rápido, termina este livro em dois dias, no máximo, porque a curiosidade para saber como vai terminar o livro impera. Para quem gosta de histórias infanto-juvenis, independente de ser parecida com outra, também vai se divertir com Percy e sua turma.

Em alguns momentos os acontecimentos são previsíveis. Como em “O Príncipe Mestiço” de HP quando tomamos conhecimento do passado e história da família de Lord Voldemort, acabamos sabendo um pouco mais da história do vilão, Luke, e até tentamos simpatizar com ele, diante de sua história triste, o que acaba motivando toda a sua revolta. Em outros momentos dá canseira de tantas guerras e batalhas. O final não poderia ser diferente e ao término do livro, Riordan convence o leitor de que na balança, Percy acaba sendo aprovado e recomendado.

19
ago
10

Além do Túmulo – Quarto volume da série The 39 Clues

Após o segundo livro da série The 39 Clues, “Uma Nota Errada”, escrita por Gordon Korman, ter sido bem fraquinho, mais por causa do autor do que pela história em si, fiquei meio desconfiada e até mesmo pensei em parar de ler a série. No entanto, resolvi dar mais uma chance ao projeto criado por Rick Riordan e não me arrependi, pois o terceiro volume, “O Ladrão de Espadas”, escrito por Peter Lerangis, é muito superior ao segundo e prova que a culpa de eu não ter gostado, de fato, foi de Korman.

Após uma série de aventuras loucas e perigosas vividas no Japão e na Coréia, onde Amy e Dan Cahill quase perderam a vida por causa dos seus primos, os Kabra, e, mais uma vez, foram enganados pelo tio Alistair Oh, desta vez os órfãos foram para o Cairo, no Egito, atrás de mais uma pista deixada pela avó Grace.

“Além do Túmulo”, escrito por Jude Watson, é encantador e muito divertido, com uma escrita envolvente, trama surpreendente, cheio de mistérios inteligentes e pistas e dicas envoltas em uma cultura espetacular. Além de divertir as crianças e aos adolescentes com as trapalhadas e desventuras de Amy, Dan, Nellie e Saladin, eles ainda podem aprender um pouco mais de uma cultura que foi e sempre será um dos grandes fascínios da humanidade: a cultura egípcia. Com descrições de cenários maravilhosos e citações de personagens extremamente importantes para aquela cultura, vamos acompanhando o crescimento e amadurecimento de Dan e Amy, bem como corremos com eles contra a o tempo, em busca de solução de enigmas e descobertas de uma nova pista numa espécie de gincana maluca da família Cahill.

Neste volume não vamos encontrar todas as personagens do primeiro livro, mas as que estão presentes, Irina, a russa louca que o tempo todo quer matá-los; Jonah, o rapper egocêntrico que também quer ver os garotos fora da disputa; e Alistair Oh, o tio coreano traiçoeiro. Mesmo não tendo a participação de todas as personagens malucas e engraçadas da série, esse volume é muito legal.

A autora manteve o nível de trabalho de Rick Riordan e de Peter Lerangis, divertindo os leitores com um Dan engraçado, cheio de humor e tiradas fantásticas, uma au pair, Nellie, fabulosa e uma Amy doce e cativante que Gordon Korman não conseguiu. Fiquei muito feliz em saber que Jude Watson ainda participará da série, escrevendo o sexto volume da série, o que significa uma excelente história, bem amarradinha, cheia de suspenses inteligentes, aventuras de tirar o fôlego e bons momentos de diversão. Resta apenas esperar o quinto volume chegar ao Brasil para ver se vai agradar ou não. Afinal um projeto que envolve muitos autores escrevendo sobre uma mesma história é um risco de que possa dar certo ou desagradar aos leitores.

Por abordar aventuras em muitos países, como conseqüência o leitor tem conhecimento de diversas culturas. Por isso recomendo essa coleção aos mais jovens. Já que além de momentos de diversão ao lado dos órfãos Cahill, eles também aprenderão sobre conhecimentos gerais, que às vezes não despertam o interesse e a curiosidade nas disciplinas escolares.

09
jun
10

The 39 Clues – O ladrão de espadas

A série “The 39 Clues”, composta de nove livros, teve o seu terceiro volume, “O Ladrão de Espadas”, por Peter Lerangis, lançado no final do mês de maio no Brasil. A série foi criada pelo escritor Rick Riordan, autor da coleção “Percy Jackson os Olimpianos”, como um projeto que contaria com a participação de diversos autores.  O próprio Riordan escreveu o primeiro livro da série, “O Labirinto de Ossos”.

Ao postar no blog o resumo e a minha opinião sobre os livros, deixei claro que o primeiro livro eu havia gostado, mas não gostei e achei fraquíssimo o segundo volume, “A Nota Errada”, do autor Gordon Korman. Fiquei imaginando se realmente valeria a pena continuar comprando e lendo os outros livros, já que não havia gostado da experiência de uma história, a princípio muito boa, passar pelas mãos de mais de um autor. Mas não gostei da experiência apenas porque não gostei da forma de escrever de Karman, porque a idéia de mais de um autor escrevendo é interessante, mas é um tiro no escuro. Afinal pode tanto dar certo como não. O que só me comprovou mais uma vez que o problema não era o projeto e sim o livro específico escrito por Korman, pois achei o terceiro livro bem legal. Lerangis conseguiu prender a minha atenção e não me deu vontade de fechar o livro até saber o que aconteceria com Dan e Amy. Demorei um pouco para terminar, mais do que geralmente me demoro, mais por causa de outros projetos que tenho feito do que pelo livro ser mais ou menos interessante do que outros que já li.

Em “O Ladrão de Espadas” reencontrei o Dan hilário com suas tiradas engraçadas que Riordan criou e que Karman acabou escondendo através de piadinhas amarelas e sem graça.

Desta vez, Amy, Dan, Nellie, Saladin e os outros membros da família Cahil embarcam em uma viagem eletrizante pelo Japão em busca de mais uma das 39 pistas espalhadas pelo mundo para se tornarem os mais importantes e influentes seres humanos do planeta.

No começo da história, Dan e Amy lidaram com um grande desafio: foram enganados pelos primos, os Kabra e Irina. Como não puderam embarcar no avião para o Japão acreditaram que seria o fim da corrida atrás das pistas para eles, pois além de órfãos eram pobres e não tinham como comprar novas passagens. Para piorar tudo, as espadas dos samurais que eles encontraram que seria a mais importante fonte de ajuda para descobrir a nova pista, estava dentro da mala de Dan que fora despachada com o avião e já estava muito longe.

Fora do aeroporto acabam encontrando outro membro dos Cahil: Alistair Oh e viajam com o tio para a terra do sol em um avião particular.

A corrida pela terceira pista começa e o Japão foi apenas a primeira parada. Os meninos pela primeira vez vão fazer uma aliança produtiva (será?) com o tio Alistair Oh e os Kabra.

Após percorrerem o Japão, acabam descobrindo que o próximo destino para encontrar a terceira pista era a Coréia do Sul, o lar de Alistair Oh. Em Seul os meninos descobrem mais sobre a alquimia e a tão cobiçada pedra filosofal, o elixir da vida.

Após uma dupla traição, Amy e Dan descobrem de fato a dica para encontrarem a próxima pista. No entanto, para isso, teriam que ir ao Egito.

“O Ladrão de Espadas” é interessante porque consegue resgatar o que Riordan fez em “O Labirinto de Ossos”. Há momentos muito engraçados de Dan com Amy e os outros membros da família Cahil. Outro ponto positivo do livro é a paixão enfim declarada de Amy por Ian e sabermos um pouco mais sobre a história de Alistair.

Como o próximo livro será ambientado no Egito, acredito que teremos pistas nas pirâmides e envolvimento com múmias. O que, para mim, será algo muito gosto de ler, pois a cultura egípcia é incrível e é sempre bom livros que enriqueçam os jovens, não apenas de aventuras, mas de cultura e história geral.

26
abr
10

Uma Nota Errada

Não dá para deixar de confessar que é legal a escrita de Gordon Korman, mas gostei muito mais do primeiro livro da série, “O Labirinto dos Ossos”, escrito por Rick Riordan. Rick tem um humor muito mais aguçado, dá aos personagens uma pitada de humor e situações engraçadas muito mais interessantes do que Korman. A personagem Dan, tem tiradas fantásticas e hilárias no primeiro livro, o que não percebi acontecer com relativa freqüência no segundo livro.

Senti falta da presença misteriosa do advogado Sr. McIntyre, de maior presença e envolvimento dos outros integrantes da família Cahill. Todos aparecem, mas são aparições curtas e pouco significativas (com exceção de Jonah Wizard) quando se comparar ao primeiro livro. Não percebi as perseguições eufóricas que Riordan nos apresentou em “O Labirinto dos Ossos”. Se não fosse a corrida de barcos em Veneza que começou no clã de Janus, pouco teria de substancial nas aventuras de Amy, Dan e Nellie.

Existe ação, não vou dizer que não há. Mas nada comparado ao primeiro volume da série. Estou julgando como leitora e admiradora da série, não como alguém que se propõe a fazer uma análise minuciosa dos livros. Até porque a proposta inicial de Rick Riordan foi lançar a primeiro livro e “passar a bola” adiante na história com a escrita de outros autores, isso sem contar um fato essencial: eu jamais li alguma obra de Gordon Korman. Portanto, não conheço seus textos e sua escrita.

Vai ver o objetivo da série seja mesmo focar a atenção nos protagonistas Amy e Dan e centralizar pouco nos demais membros da família Cahill. Não sei, realmente não tenho conhecimento de todos os detalhes da série, a proposta de cada autor designado e do próprio idealizador do projeto, Rick Riordan.

Não me decepcionei com “Uma Nota Errada”. Apenas esperei mais do livro, diante do que foi apresentado ao leitor no primeiro volume. Vamos ver como serão os demais livros, espero sinceramente que seja melhor do que esse e ao mesmo nível que “O Labirinto dos Ossos”.

Nesta nova aventura, Amy, Dan, Nellie e Saladin vão atravessar a Europa e chegarão à Áustria atrás da segunda pista dos 39 fornecidas pelo jogo mortal proposto por Grace. No início do livro, o primeiro problema é apresentado para os irmãos e sua baby-sitter: o gato Saladin se recusa a comer qualquer coisa que não seja Salmão e faz uma greve de fome, preocupando a todos, porque eles não tinham mais dinheiro para comprar um peixe caro como esse.

Os Cahill e Nellie estão a bordo do mais lerdo trem da Europa, a caminho de Viena, na Áustria, para descobrir a segunda pista sobre Wolfgang Amadeus Mozart. Desde que encontraram a primeira pista em Paris, Dan não deixara de tentar decifrar uma suposta mensagem na partitura de uma das músicas de Mozart. No entanto, por mais que ele olhasse e tentasse decifrá-la, não conseguia sair do lugar. Enquanto eles discutiam sobre a decifração da partitura de Mozart, nem imaginavam que os Holt estavam os seguindo e embarcaram no mesmo trem que as crianças. De vagão em vagão eles buscavam Dan e Amy.

Amy foi a primeira a avistar os seus parentes brutamontes e Nellie toma a decisão de protegê-los tentando atrasar os Holt dando uma de francesa maluca. No entanto, Hamilton, o filho de Eisenhower Holt, percebe e reconhece que ela não é nenhuma turista e sim a baby-sitter dos Cahill. Enquanto Nellie despistava os Holt, Dan e Amy decidem guardar a segunda pista no bagageiro, juntamente com o gato Saladin.

Como o plano de Nellie não deu muito certo, os Holt conseguiram encontrar os garotos e os agrediu, exigindo a segunda pista. Amy conta para eles que estava no compartimento de bagagens. Quando o Sr. Holt abre o compartimento, Saladin pula para fora, juntamente com vários pedaços de papel. A partitura havia sido destruída pelo gato, o que irritou profundamente os Holt e decepcionou completamente os jovens Cahill. Mas Dan declarara para Amy que ele de tanto olhar desesperadamente para a partitura desde a França em busca de alguma pista, ele decorara a partitura e desenhara outra igualzinha para Amy que ficara muito feliz pelo dom do irmão de ter uma ótima memória fotográfica. Desta vez eles deixaram a partitura muito bem guardada e longe de Saladin.

Quando os jovens Cahill saíram da estação ferroviária Westbahnof, em Viena, não sabiam que estavam sendo espionados pelos Kabra. No hotel, Dan sentou-se com seu laptop e procurou no google informações sobre Mozart e ficou horrorizado com a quantidade de sites que apareceram que falavam sobre o compositor. Em um dos sites ele e Amy encontraram a música KV617, uma das últimas que Mozart compôs antes de morrer e com a música viram a partitura. Dan percebe que é mais ou menos a mesma partitura. Na versão da internet faltavam algumas linhas. Eles desconfiaram que estas linhas que sobravam seria a pista.

Amy e Dan vão visitar a casa de Mozart na rua Domgasse que se tornara uma atração turística muito freqüentada. Após uma visita por todo o lugar, eles nada encontraram que pudesse os ajudar. Quando o tour acabou, para alívio de Dan que achara aquele programa um tédio, Amy viu que havia uma biblioteca no porão, uma biblioteca sobre Mozart. Mas não encontraram nada lá que pudesse os ajudar sobre a pista. No entanto, descobriram que Maria Anna “Nannerl” Mozart, a irmão mais velha de Mozart, era tão talentosa quanto o irmão, mas nunca recebeu tanta instrução nem exposição porque era mulher. O diário original dela estava na biblioteca. Amy preencheu depressa um formulário de solicitação e entrou para a bibliotecária idosa. Mas não seria possível ela lhes entregar o diário, pois com muito assombro, ela avisa a eles que o diário havia sido roubado.

Quando Amy e Dan voltaram para o hotel para se encontrar com Nellie e Saladin estavam desolados, de mãos vazias e frustrados, pois não havia mais esperanças para conseguirem a pista a tempo, pois quem roubara o diário estava a frente deles na busca da pista e para desvendar o caminho para a terceira pista.

Enquanto eles contava para Nellie o que acontecera na biblioteca da casa de Mozart, viram na televisão uma entrevista dada pelo pop-star Jonah Wizard. Notaram que ele estava dando a entrevista em frente a casa de Mozart, onde Dan e Amy estavam faz pouco tempo. O garoto estava chamando atenção de todo mundo e os meninos notaram que o pai dele não estava ao lado dele, mexendo como sempre no seu blackberry. Amy e Dan desconfiaram que tudo fora armado. Enquanto Jonah dava entrevista, desviando a atenção das pessoas, o seu pai teria tempo e tranqüilidade para roubar o diário.

Nellie, Amy e Dan bolam um plano para invadirem o quarto do hotel em que Jonah estava hospedado enquanto ele ia para uma festa de lançamento do seu DVD com o seu pai. Nellie se finge de faxineira do hotel para que os garotos pudessem ter acesso ao quarto de Jonah. No entanto, ela acaba errando o número do quarto onde o garoto estava hospedado e acabou tendo que atuar de verdade como faxineira, enquanto Amy e Dan desciam para o quarto correto de Jonah para procurarem o diário.

Amy e Dan vão para o quarto de Jonah e procuram pelo o diário, acabam encontrando um boneco que representava Jonah e viram que o boneco dava um golpe e ao dar o golpe um código saia. Amy achou que era um código secreto para que eles pudessem ter pistas sobre a segunda pista. Mas Dan explica para a irmã que aquele código é o que dava acesso a uma área de um site de Jonah na internet. Os meninos acabaram encontrando o diário em cima do lustre. Decidem colocar a cadeira em cima da mesa e Dan sobe na cadeira para alcançar o diário. Nellie, no outro quarto, acaba se envolvendo em uma enrascada, pois um dos seguranças do hotel aparece no quarto em que ela estava “trabalhando” e diz que ela não era funcionária do hotel, pois ela estava usando piercing e lá era proibido esse tipo de acessório. Nellie então dá a desculpa que é fã número 1 de Jonah Wizard e os seguranças acabam detendo-a. Enquanto o segurança lhe diz que ela teria que responder algumas perguntas, eles ouvem um estrondo vindo do quarto de Jonah. O segurança então chama pelo rádio vários outros seguranças, mandando que todos fossem para o quarto de Jonah.

No quarto do pop-star, Dan, em cima da cadeira, em cima da mesa, acaba tomando um tombo e caindo no chão, fazendo um barulho que chamara atenção de várias pessoas no hotel. Nellie se desespera ao pensar que os garotos estariam em apuros também e torce para que eles estejam bem e tenha conseguido pegar o diário.

Amy e Dan conseguiram pegar o diário, mas o problema agora era como eles iriam fugir. Sem ter como escapar dos seguranças, a única saída para eles era se jogar da janela para cair em cima do toldo do hotel. Por outro lado, Nellie teve que tirar uma foto e recebeu uma bronca pelo comportamento que teve. O que deixou a garota bastante apreensiva, pois ela estava em um país estranho e bem longe de casa.

Amy e Dan voltam para o quarto do hotel em que estavam hospedados e pouco depois de entrarem ouviram umas batidas na porta. Foram correndo pensando se tratar de Nellie, mas para a surpresa deles era a prima Irina, ex integrante da KGB russa. Irina pede o que os meninos roubaram do quarto de Jonah e em troca ela usaria o seu prestígio para liberar Nellie, que segundo ela fora presa pela invasão do hotel. Amy estava disposta a entregar o diário, já que Irina poderia ajudar Nellie. Mas Dan tem uma idéia melhor, resolve enganar a prima dizendo que o buscaram no quarto de Jonah fora um boneco do cantor que quando dava um golpe dava um código secreto. Irina, rapidamente, pega o boneco e vai embora. Amy ficou horrorizada, sem acreditar que o irmão fosse capaz de fazer uma loucura dessas, achou que ele havia perdido o juízo, mas Dan se sentia muito feliz por ter conseguido enganar a prima.

Pouco tempo depois, novamente bateram à porta. Para surpresa dos meninos, era Nellie. Os dois disseram que Irina realmente tinha influência para liberar Nellie da cadeia tão rápido. A baby-sitter deles dizem que ela não fora presa, apenas teve que responder algumas perguntas no hotel e teve que tirar uma foto. Dan fica chateado por ter sido enganado, quando na verdade ele achou que estava enganando Irina.

Quando Jonah e o seu pai voltaram da festa, encontraram uma equipe de funcionários do hotel limpando a bagunça do quarto. Os dois foram correndo direto para o lustre para verificar se o diário ainda estava ali. Mas para desespero deles, não estava. Jonah cobra explicações da equipe de segurança do hotel e eles mostram a foto de Nellie, dizendo que ela era uma fã louca dele e podia estar envolvida nesse acontecimento. Ele demora, mas reconhece a baby-sitter dos seus primos Amy e Dan e fica com muita raiva.

Atrás de qualquer pista que o diário possa dar, os meninos acabam não encontrando nada. Mas notam que algumas páginas do diário estavam faltando e sentiam que alguma dica estava ali, mas nada mais podiam fazer. Os três jovens e o gato vão para a cidade de Salzburgo, atrás de mais uma dica que pudesse os levar à segunda pista. Pois quando Amy tocara no piano do hotel a música da partitura que Dan desenhara para ela, uma mulher encostou em Amy e começou a cantar e diz a garota que aquele música não era de Mozart e sim de um outro cantor e que a música chamava-se “O lugar onde eu nasci”. Imediatamente Amy percebe que essa fora uma mensagem secreta trocada entr Mozart e Franklin e vão para a cidade onde Mozart nascera.

Quando eles estavam cidade já, do nada um pedestre atravessou na frente do carro em que eles estavam. Nellie já queria buzinar para reclamar do pedestre nem um pingo cuidadoso, mas Amy a detera, pois era Alistair Oh, o tio coreano deles. Amy então sugere que eles deveriam seguir o tio.

Os meninos viram que Alistair entrara em uma igreja, a arquibadia de São Pedro. Na igreja eles viram que os restos mortais de Nannerl Mozart estavam lá. Os meninos encontraram o mausoléu em que Nannerl estava enterrada e foram para as Catacumbas de Salzburgo. Amy percebera que ao redor deles, pelo menos metade do cômodo estava cheia de grandes barris velhos, empilhados até o teto e viram uma única folha de papel escondida, que parecia um pergaminho. Amy nota que é uma fórmula, mas como estava em alemão, eles não sabiam do que se tratava e tiveram a idéia de levar o papel para Nellie para que ele pudesse traduzir para eles.

Dan e Amy conseguem sair dos túneis e quando viram a luz do sol perceberam 40 pares de olhos assustados olhando para eles. Os monges beneditinos da arquibadia de São Pedro olhavam para os meninos de queixos caídos e como se os meninos não existissem de fato. Notaram o pergaminho que Amy carregava e com um grito, todos começaram a correr atrás das crianças com raiva.

Dentro do carro, Nellie viu os monges perseguindo as crianças, abriu a porta do carro para eles com pressa e quase sem conseguir se livrar dos monges, as crianças entraram no corro e conseguiram fugir. Amy conta para Nellie que eles acharam uma pista. Nellie pegou o pergaminho para traduzir e, horrorizada e com os olhos arregaçados, conta aos meninos que não se trata de pista alguma, era a receita de Bénédictine. Uma receita antiqüíssima, conhecida só pelos irmãos beneditinos há séculos. Por isso, os monges estavam correndo atrás deles, pois achava que os meninos tinham roubado a receita. Amy se sente mal e diz que eles precisavam devolver.

Nellie conta que levou Saladin para o veterinário, para ver se ele estava com pulga, pois o gato não parava de se coçar. Mas na verdade era um rastreador que fora colocada na coleira dele. Algum dos adversários dos meninos utilizaram o gato para monitorar as crianças.

Os meninos então voltaram a seguira o tio Alistair e viram que ele entrara em outra casa de Mozart e viram que o tio estava sentado de boca aberta em uma cadeira. A princípio pensaram que ele estava morto, mas como já era velho, deveria ter ficado cansado e imaginaram que ele estava dormindo. Amy e Dan pegaram a bengala do tio e sentiram que ela era muito leve. Desconfiaram e quando pegaram a parte de baixo perceberam que era um fundo falso. Pegaram um papel que estava escondido em um fundo falso da bengala e colocaram no seu lugar o rastreador que estava no gato. No papel que estava na bengala de Alistair, Nellie percebera que estava escrito em italiano e ela não entendia italiano. Mas sabia que havia algo sobre a cidade de Veneza no papel e tinha uma data: 1770. Mozart deveria ter 14 anos nesta época e ele se apresentara com essa idade por toda a Itália. O pai dele o levara para uma turnê pelo país. Então eles viajaram de carro de Viena para Veneza.

Eles começaram a seguir uma vã e viram que a vã estava seguindo uma limusine prateada. Então eles começaram a seguir a limusine. Viram que havia um estacionamento onde a limusine parou e eles estacionaram também. Viram que quem saíra da limusine fora Jonah e perceberam que ele estava se disfarçando para, nitidamente, não ser reconhecido. O que era um tanto estranho para um garoto que sempre fez questão de aparecer e ser reconhecido.

Todos entraram em uma balsa e perceberam que os meios de transporte na cidade eram a barco, balsa, gôndola ou a pé. A cidade era toda acima d’água. Os meninos continuaram seguindo Jonah e o seu pai. Viram que eles entraram em uma loja de cds e do nada eles sumira. Os meninos foram atrás enquanto Nellie ficou de lado de fora com Saladin.

Em uma das estantes de cds, Dan encontrou uma obra de Mozart e quando Amy colocou o cd em um aparelho de som e quando chegaram na última música o chão sumiu embaixo dos pés deles. Amy e Dan caíram por um túnel de metal. As laterais eram espelhadas e refletiam seus rostos cheios de pavor. Eles caíra em almofadas macias com enchimento de isopor.

Dan achou que eles tinham ido parar em outra casa de Mozart. Mas Amy diz que não podia ser. Viram obras de arte raras no local e livros que ela nunca ouvira falar. O piano do lugar começou a tocar um ragtime animado e Amy entendeu que ali era uma das bases secretas dos quatro clãs da família Cahill (Janus, Tomas, Ekatrina ou Lucian).a li era a base de Janus.

Eles estavam explorando o lugar quando ouviram barulhos de pessoas. Viram que o clã de Janus tinha uma seção dedicada ao seu músico mais famoso: Mozart. Viram Jonah e perceberam que ele estava trás de parte do diário de Maria Anna Mozart. Amy então pegou um tubo de tinta vermelha e correu em direção a um quadro com o retrato de George Washington e gritou que ou eles davam o papel que estavam escondendo ou o quadro seria destruído, todo pintado de vermelho.

Um homem gritou para que o quadro não fosse destruído e entregou aos meninos o papel que eles queriam. Com o papel em mãos, os meninos correram, mas foram perseguidos por todo clã de Janus. Conseguiram escapar por uma escada de metal e pegaram um barco. Dan começou a pilotar o barco fugindo dos barcos dos membros do clã de Janus, com Jonah na cola deles. Dan pegou os papéis e escondeu-os em uma almofada à prova d’água que estava no barco. A perseguição não parava e Dan sempre conseguia escapar de Jonah. Eles viram que havia mais a frente um engarrafamento de barcos e estariam perdidos, mas notaram também uma pequena embarcação de passeio atracado parcialmente escondida embaixo da ponte. Dan aproveitou para esconder lá, no Royal Saladin, a almofada, para o caso de serem pegos.

Parecia que Dan havia conseguido despistar os demais barcos que o perseguiam e quando recomeçara a se movimentar uma outra embarcação, um iate high-tech estava indo com tudo na direção deles. A lancha bateu com força no casco de aço do iate e se estraçalhou feito um brinquedo de madeira, então tudo ficou escuro para as crianças.

Quando eles despertaram, estavam salvos, mas em um aposento minúsculo mas bem luxuoso. Estavam no iate dos Kabra, que apareceram e exigiram das crianças os papéis que eles roubaram de Jonah, pois eles viram que Jonah estava perseguindo eles. Mas os garotos não tinham mais os papéis. Natalie então chama o marinheiro e manda que ele expulse as crianças do iate.

Enquanto isso, Nellie estava desesperada, mais do que nunca, preocupadíssima com a demora do desaparecimento das crianças. Então os viu todos molhados. Mas eles estavam mesmo preocupados com os papéis que eles deixaram no almofada no Royal Saladin, não com o frio que estavam sentindo.

Correram em direção à embarcação e perceberam que lá estava ocorrendo um casamento. Mas conseguiram resgatar a almofada e os documentos. O próximo passo para desvendar a segunda pista, aparentemente, estava em Fidelio Racco, um primo dos Cahill. Ele não era nenhum Mozart, mas tinha o seu valor. Amy e Dan foram até a galeria que Racco montara um dia. Eles foram até a casa de Racco e pagaram 20 euros para poder entrar.

Eles percorreram um corredor com móveis finos que terminava em um aposento circular. No centro, iluminado por uma luz azul, havia um cravo de mogno lustroso e era o instrumento que Mozart tocou em sua apresentação na casa de Racco em 1770.

Eles sentiam que a próxima pista estava perto, mas uma arma fora encostada na cabeça de Amy. Era Natalie Kabra. Ian entrou começou a tocar o cravo, conforme o que ele achou que o significado da mensagem no papel que os meninos roubaram do clã de Janus. Amy começou a decifrar a pista, mas quando tentou ajudar Ian para que não acontecesse o pior, já não dera mais tempo. No exato instante em que Ian apertou uma tecla, a tecla da armadilha, o cravo de Mozart explodiu jogando Amy e Ian longe. Na queda Ian bateu a cabeça no chão e ficou inconsciente. Dan então tratou de controla Natalie e acabou pegando a arma dela e atirando nela o dardo de sono que ela queria utilizar nos meninos.

Amy mesmo com o cravo destruído começou a tocar a partitura que Dan desenhara e o chão começara a tremer. Porém nada desabou, apenas uma nova abertura apareceu no chão. Apareceram espadas reluzentes, espadas de samurais. Perceberam que a próxima pista tinha a ver com Tungstênio, a matéria prima que tinha na liga de aço das espadas dos samurais.

Dan e Amy foram encontrar Nellie e contaram todas as aventuras. Dan mandou que todos fizessem as malas pois o próximo destino seria Tóquio, pois era de lá que vinham aquelas espadas.

Quem colocara o rastreador no gato Saladin para monitorar os garotos fora o advogado de Grace, o sr. William McIntyre. Mas para sua surpresa, o que encontrou não foram as crianças e sim Alistair Oh.

Encontrou-se com o homem vestido todo de preto, o misterioso homem que sempre estava espreita, e dissera a ele que os meninos encontraram o rastreador e que talvez eles fossem mais espertos do que Grace imaginava. E naquele mesmo momento em que eles conversavam, um avião rumava para o Oriente. E assim termina o segundo livro da série “The 39 Clues”.

Espero que a próxima aventura dos jovens Cahill no Japão façam jus à essa cultura milenar esplêndida e muito interessante. Desejo que o livro seja tão bom quando o primeiro, “O Labirinto dos Ossos” e melhor do que “Uma Nota Errada”.

24
abr
10

O Labirinto dos Ossos

Após a série de sucesso teen “Percy Jackson”, o autor Rick Riordan, inova mais uma vez na literatura infanto-juvenil. Desta vez a nova série “The 39 Clues” (As 39 Pistas) traz dez livros com misto de ação, mistério e história, além de ser inovada também no quesito autoria. Ao invés dos dez livros serem escritos por Riordan, outros autores contribuirão com a trama. O autor de “Percy Jackson” só escreve o primeiro livro. O que é algo bem interessante, pois o leitor poderá ter em uma mesma trama, autores com estilos diferentes, garantindo bons momentos de diversão.

A trama dos livros gira em torno de uma lendária família, os Cahill, que dividiu-se em clãs. Dois jovens órfãos, Amy e Dan terão que provar ser de fibra e muito espertos para vencerem uma perigosa competição. E, nós leitores, temos que provar sermos bastante pacientes para esperarmos os demais livros serem traduzidos, pois bate uma grande ansiedade para sabermos o que acontecerá em seguida.

O livro começa relatando que Grace Cahill, enferma que tinha como companhia durante todo o período em que esteve doente o gato Saladin, cinco minutos antes de morrer, mudara o seu testamento. William McIntyre, advogado dela, a entregara uma versão alternativa que havia sido seu segredo por sete anos. Com essa atitude, Grace estava prestes a desencadear acontecimentos que talvez causassem o fim de civilização humana.

William era um homem alto de pele enrugada. Seu nariz era pontudo feito um relógio de sol que sempre lançava uma sombra sobre um lado do rosto. Ele tinha sido o conselheiro de Grace, seu confidente mais íntimo, durante metade da vida dela. Eles haviam compartilhado muitos segredos ao longo dos anos. Mas nenhuma fora tão perigoso como aquele.

Eles conversaram enigmaticamente sobre algumas crianças serem muito novas mas que agora devem ter idade suficiente, sendo a única chance para alguma coisa, pois se elas falhassem, 500 anos de trabalho seriam jogados fora e o mundo irá acabar.

Grace estava morrendo e ainda havia tanto a se fazer, tantas coisas que ela nunca havia contado às crianças. Assim que Grace morrera, William McIntyre foi até a janela e fechou as cortinas. A porta se abriu atrás dele mas ele estava absorto na assinatura de Grace Cahill, em seu novo testamento que acabava de se tornar o documento mais importante da história daquela família.

Uma voz brusca surgira atrás dele. William dissera a ele que chegara a hora e pede que ele não deixe as crianças suspeitarem de nada. E o homem garantiu que eles não suspeitariam.

Dan Cahill achava que tinha a irmã mais chata do planeta. E isso foi antes dela botar fogo em 2 milhões de dólares. Dan estava empolgado para ir para o enterro da avó, pois pretendia fazer um dacalque do túmulo depois que todos tivessem ido embora, pois adorava colecionar coisas. Colecionava cards de beisebol, autógrafos de malfeitores famosos, armas da Guerra Civil Americana, moedas raras e os gessos que tinha usado desde o jardim de infância. No momento, o que Dan mais gostava de colecionar eram inscrições de túmulos decalcadas com carvão. Ele acreditava que sua avó não se importaria em ele decalcar do túmulo dela, pois havia sido uma avó legal quando era viva. E tendo o decalque do túmulo de Grace em sua coleção, ele sentia que talvez não sentisse tanto que ela tinha ido embora para sempre.

Amy nunca comprava briga com adultos. Tinha cabelo comprido castanho-avermelhado, diferente do de Dan, que era loiro escuro. Os irmãos, por outro lado, tinham olhos verdes como jade.

Amy tinha 14 anos e Dan 11. Geralmente Amy usava uma calça jeans e alguma camiseta velha porque não gostava que prestassem atenção nela. Mas no enterro da avó estava de vestido preto. Dan também estava vestido de modo especial: de terno e gravata que ele estava detestando, por ser incômodo.

Beatrice, a tia-avó deles, queria demitir a baby-sitter deles, Nellie, pois ela quase deixara eles botarem fogo no prédio vizinho. A cada duas semanas, Beatrice demitia a baby-sitter e contratava uma nova. Beatrice não morava com eles, pois morava no outro lado da cidade, o que agradava muito as crianças.

Nellie tinha durado mais que a maioria. Dan gostava dela porque ela fazia waffles incríveis e geralmente escutava ipod em volume de lesão cerebral. Dan ia sentir falta dela quando fosse demitida.

Por mais que Dan tentasse não ficar sentimentalóide, ele estava triste com a perda da avó. Ela sempre tinha sido a pessoa mais legal do mundo com eles. Tratava os dois como pessoas de verdade, não como crianças. Ela tinha sido uma das únicas pessoas que se importavam de verdade com eles.

A mansão da família parecia escura e sombria em sua colina, como o castelo de um lorde. Dan adorava aquele lugar, com seus bilhões de cômodos chaminés e mosaicos de vidro nas janelas.

Todo inverno Grace convidava parentes do mundo inteiro para uma semana de férias. A mansão se enchia de Cahill chineses, Cahill ingleses, Cahill sul-africanos e Cahill venezuelanos. A maioria nem usava o nome Cahill, mas Grace garantia que eram todos parentes.

Amy tinha medo de multidões e sempre que a mansão ficava cheia, ela se escondia na biblioteca com Saladin, o gato.

Perto da sepultura de Grace havia umas 400 pessoas. Dan tinha certeza que as pessoas ali só queriam a fortuna da avó.

Dan não gostava claramente da família Holt. Madison e Reagan, as gêmeas usavam no enterro agasalhos esportivos roxos combinando, rabos de cavalo loiros e sorrisos tortos. Elas tinham 11 anos, a mesma idade de Dan. O pit bull da família, Arnold, corria em volta das pernas dos donos e latia.

O irmão mais velho das gêmeas era Hamilton, o pai Eisenhower e a mãe, Mary-Todd. Todos da família Holt eram valentões. Eles tinham mãos carnudas, pescoços grossos e rostos que pareciam os dos bonecos Comandos em Ação. Até a mãe tinha cara de quem devia fazer barba e fumar charuto.

Outra família também mexia com os ânimos dos garotos: os Kabra. Ian e Natalie tinham cabelos pretos e sedosos e a pele cor de canela.

Dan reconheceu mais alguns parentes: Alistair Oh, o velho coreano da bengala com ponta de diamante.

A russa Irina Spasky, que tinha um tique no olho e por isso era chamada de Spasmos pelas costas.

Os trigêmeos Starling: Ned, Ted e Sinead, que pareciam jogadores de hóquei.

Até mesmo Jonah Wizard, o garoto da TV estava ali. Ele se vestia da mesma forma que aparecia na TV, com um monte de correntes e pulseiras de prata, jeans rasgados e uma regata preta.

Depois do enterro, um sujeito de terno cinza-carvão subiu no palanque, era William McIntyre, advogado e executor do testamento de madame Cahill. Alguns convites foram distribuídos juntamente com a programação. Amy e Dan receberam um. McIntyre diz que os convites não foram feitos ao acaso. Apenas alguns membros da família Cahill foram escolhidos pois tem mais chances de serem beneficiários do testamento de Grace Cahill. Os que receberam o convite deveriam ir ao salão principal.

Ao atravessar a entrada principal da mansão, Dan observou o brasão de pedra acima da porta. Um grande O rodeado por quatro desenhos menores – um dragão, um urso, um lobo e um par de cobras enroladas em volta de uma espada. O brasão sempre tinha fascinado Dan, embora ele não soubesse o seu significado.

No salão principal havia umas 40 pessoas ao todo. O sr. McIntyre tirou um documento de uma pasta de couro marrom e leu o testamento deixado por Grace, que dizia que divide todos os bens dela entre os que aceitarem o desafio, mas também para os que não aceitarem.

Um projetor no teto começou a funcionar e a imagem de Grace surgira. Ela diz que os escolhidos, obviamente, fazem parte da família Cahill, mas muitos não se davam conta de como é grande a importância dessa família. Ela diz que os Cahill tiveram maior impacto na civilização do que qualquer outra família na história.

Grace diz que cada um dos escolhidos tinha potencial para conseguir alcançar o objetivo. Alguns poderiam decidir formar uma equipe com outras pessoas que foram escolhidas. Outros talvez prefiram enfrentá-lo sozinhas. Mas ela acredita que a maioria vai recusar o desafio e fugir com o rabo entre as pernas. Apenas uma equipe conseguirá, e cada um deve sacrificar sua parte na herança para participar.

Ela diz que para os que aceitarem, seria fornecida a primeira das 39 pistas. Essas pistas levarão a um segredo que, se descoberto, fará deles os seres humanos mais poderosos e influentes do planeta, concretizando o destino da família Cahill.

Sr. McIntyre diz que aqueles que se recusarem ao desafio poderia receber o que estava embaixo da cadeira de cada um. Quarenta pessoas remexeram embaixo de suas cadeiras e lá havia um pedaço de papel verde com as palavras Banco Real da Escócia, um comprovante de banco que só será ativado se e quando cada um deles renunciarem ao direito de participar do desafio. Teriam que fazer uma escolha, ou receberiam um milhão de dólares ou poderiam escolher uma pista que talvez os levasse ao tesouro mais importante do mundo e os tornaria incrivelmente poderosos. Eles tinham cinco minutos para decidir.

Amy Cahill achava que tinha o irmão caçula mais chato do planeta. E isso foi antes de ele quase matá-la. Amy estava em choque, segurando o envelope que valia um milhão de dólares. Ela achava que não herdara grande coisa da avó. Ela queria apenas alguma coisa que ela pudesse se lembrar de Grace. Ela estava perdida com todo aquele mistério sobre o desafio e um segredo perigoso.

Amy odiava multidões. Ela sentia como se todos estivessem olhando para ela, só esperando que fizesse papel de boba. Naquele exato momento, tudo o que ela queria era correr para a biblioteca de Grace, fechar a porta e se aconchegar com um livro ao lado de Saladin, o gato de Grace, da raça Mau Egípcio.

Ela lembrou quando estava com a avó sentadas na grande cama de Grace e ela lhe mostrara um mapa da África desenhado à mão e contara histórias das aventuras que vivera quando era uma jovem exploradora. Ela acreditava que tinha vivido muitas aventuras, mas que Amy viveria outras muito maiores das que ela vivera.

Dan estava fazendo mil planos para comprar um monte de coisas que interessavam a um garoto da idade dele. Amy diz que se eles pegassem o dinheiro era para guardarem para a faculdade, pois a tia Beatrice só tomava conta deles por causa de Grace.

Após a morte dos pais, a garota desejara que Grace os adotassem, mas ela nunca fizera isso e pressionara Beatrice para que se tornasse a responsável legal por eles. Durante sete anos, os irmãos ficaram à mercê de Beatrice, morando em um apartamento minúsculo com uma série consecutiva de baby-sitter. A tia-avó pagava tudo, mas não pagava muito. Eles tinham o suficiente para comer a cada seis meses ganhavam roupas novas, mas nada além disso, nenhum presente de aniversário, nenhum agrado especial, nem mesadas.

Eles estudavam em uma escola pública e Amy nunca tinha dinheiro sobrando para comprar livros. Usava a biblioteca pública ou às vezes ficava no sebo de livros em Boylston, onde os funcionários a conheciam. Já Dan ganhava um dinheirinho por sua conta com seu pequeno comércio de cards colecionáveis, mas não era muito.

Os garotos passavam os finais de semana com a avó na mansão e ela sempre os tratava com atenção exclusiva, como se os dois fossem as pessoas mais importantes do mundo. Amy perguntava porque não podiam ficar com Grace o tempo todo e ela dizia com um sorriso triste que havia motivos e um dia ela entenderia.

Com o dinheiro eles poderiam ter uma maiôs independência de Beatrice, talvez comprar um apartamento maior, livros sempre que quisesse e até mesmo ir para a faculdade. Amy estava desesperada para entrar na faculdade e estudar história e arqueologia. Sua mãe talvez teria gostado disso. Ela não sabia porque ela sabia muito pouco sobre os pais e não entenderia porque e o irmão tinha o nome de solteiro da mãe, Cahill, já que o sobrenome do pai deles era Trent.

Os pais de Amy e Dan morreram em um incêndio e ela mal lembrava do rosto deles ou sobre qualquer coisa a respeito deles.

Na sala em que estavam, todos discutiam. Ficara óbvio que eles só queriam a herança de Grace e nem se importavam com ela. Amy ouviu uma voz atrás dela dizendo que o desafio seria recusado por ela e Dan. Quando se virou para olhar, viu que se tratava de Ian e sua irmã irritante, Natalie Kabra. Ian dissera que ficaria triste se alguma coisa acontecesse com ela e Dan, além do fato deles precisarem mesmo do dinheiro. De forma cruel, Natalie fingindo surpresa, humilhou os garotos dizendo que às vezes se esquecia que eles eram pobres e como era estranho eles serem parentes.

De uma forma bem estranha e querendo sempre humilhar e deixar os meninos para baico, os Kabra queriam convence-los a pegar o dinheiro e não aceitar o desafio. Amy entende isso como se eles estivessem os ameaçando e que realmente não quisessem que eles se envolvessem.

Amy e Dan ficaram especulando sobre qual seria o desafio. Será que era o tesouro uma tumba egípcia perdida ou ouro de piratas?

Então Beatrice surgira pegando eles pelos braços dizendo que não iria permitir que eles fizessem alguma besteira e ainda continuaria com a custódia deles. Ou seja, pegaria o dinheiro dos garotos.

Sr. McIntyre dissera que chegara a hora. A mente de Amy estava a mil. Ela sempre soube que os Cahill eram importantes. Muitos eram ricos e estavam espalhados no mundo todo. Mas não sabia que eles eram responsáveis pela formação da civilização como dissera o sr. McIntyre.

Ele dissera ainda que todas as conquistas da família Cahill até agora não são nada em comparação com o desafio que está diante deles neste momento. É chagada a hora deles descobrirem o maior segredo dos Cahill, de se tornarem os membros mais poderosos da família em toda a história ou pelos menos, morrerem tentando.

Amy tinha que aceitar o desafio, pois a tia Beatrice daria um jeito de roubar os dois milhões de dólares deles.

Sr. McIntyre diz que apenas um ou uma equipe vai encontrar o tesouro. Ele diz que não podia dizer mais nada pois não sabia até onde a busca iria os levar. Só podia indicar o começo da jornada, monitorar os avanços deles e oferecer uma pequena orientação.

Vários levantaram e decidiram pelo dinheiro, inclusive Beatrice.

Ian e Natalie Kabra aceitaram o desafio e eles formariam uma equipe de dois. Sr. McIntyre pegou os papéis deles que valiam um milhão de dólares e queimou e deu a eles um envelope pardo lacrado com cera vermelha. Diz que eles não poderiam lê-la até que ele desse as instruções e seriam a Equipe 1.

A família Holt inteira aceitou o desafio e formariam outra equipe.

Alistair Oh aceitou o desafio e seria ele mesmo uma equipe, a Equipe 3.

Os trigêmeos Starling correram para frente e formariam a Equipe 4.

Irina Spaky, sozinha, formaria a Equipe 5.

Jonah Wizard também aceita e forma a Equipe 6.

Só sobrara Amy e Dan para decidirem na sala. Tia Beatrice olha feio para eles. Amy estava muito indecisa, não se sentia corajosa, até ouvir a voz de Grace em sua cabeça dizendo que sabia que Amy o deixaria orgulhosa. Amy olhava para Dan e por mais chato que ele fosse, eles sempre conseguiram se comunicar só pelo olhar, e ela sabia que o irmão estava pensando em ficar com o milhão. E com olhares eles conversaram e discutiram se deveriam ou não aceitar, parecendo telepatia. Amy aceita o desafio, juntamente com Dan.

Dan desde pequeno sonhara em fazer algo que deixasse os pais orgulhosos e essa competição para se tornar o maior Cahill de todos os tempos parecia a chance perfeita. Além disso, ele adorava tesouros.

A sala estava vazia agora, exceto pelas sete equipes e pelo Sr. McIntyre.

Os envelopes foram abertos e a primeira das 39 pistas dizia que eles precisavam procurar uma pessoa para descobrir o que aparecia. Um Richard S_____ , sem o resto do sobrenome.

O sr. McIntyre diz que as 39 pistas são os grandes passos que levam à meta final. Elas são as mesmas para todas as equipes. E essa é a primeira e a única que será tão simples. Dicas e segredos foram escondidos para eles encontrarem, ou seja, pistas para as pistas. Quando na sala só ficaram Dan, Amy e William, ele disse que Grace ficaria feliz por eles terem aceito o desafio e deu um aviso a eles: todos os Cahill pertencem a um dos quatro clãs principais: Ekaterina, Janus, Tomas e Lucian.

Amy e Dan não sabiam de qual clã eles faziam parte. William diz que existe outra parte interessada a respeito da qual eles precisam saber. Não é um dos quatro clãs da família Cahill, mas um grupo que pode tornar a busca deles mais difícil. Diz para eles tomarem cuidado com eles, com o Madrigal.

Amy saiu correndo para a biblioteca de Grace atrás de pistas e Dan correu atrás da irmã. Amy começou a vasculhar os livros da biblioteca. Dan queria ajudar, mas não sabia o que devia procurar, enquanto a irmã buscava informações nos livros, ele começou a mexer em um globo e notara que abaixo do oceano Pacífico havia a assinatura de Grace, com o ano de 1964. Amy explica a ele que a avó era cartógrafa, fazia mapas e era exploradora. E ela mesma fizera aquele globo.

Amy pergunta a Dan quais lugares ela havia explorado. E quem responde é Alistair Oh que estava parado na soleira da porta, dizendo que ela havia explorado todos os continentes. Aos 25 anos ele falava seis línguas fluentemente, sabia manejar uma lança, um boomerangue e um rifle com a mesma habilidade e se orientava em quase toda grande cidade do mundo.

Amy pergunta o que Alistair queria. Ele propõe uma aliança. Dan ficara desconfiado e queria saber porque ele queria uma aliança com duas crianças. Ele diz que é porque os dois tem inteligência e juventude, um jeito novo de ver as coisas e ele, de outro lado, tinha recursos e idade. Os meninos não iam poder viajar pelo mundo sozinhos.

Amy diz a ele que cada equipe deveria atuar sozinha, pois só uma vencerá.

Amy diz que esse desafio poderá durar semanas ou até mesmo meses e eles poderia colaborar um com o outro. Afinal eles eram uma família.

Dan então pede que Alistair ajude a eles, dê uma dica de quem seja Richard S______. Onde eles deveriam procurar.

Alistair diz que Grace era uma mulher de segredos e ela adorava livros e achava estranho ter tão poucos livros ali.

Amy pergunta se ele achava que ele tinha uma biblioteca secreta e Alistair deu de ombros e sugeriu que eles se separassem e procurassem.

Dan notara que na parede acima da estante de livros havia um brasão de gesso igual ao que havia acima da parte da frente da mansão, um “C” enfeitado com quatro insígnias menores ao redor – um dragão, um urso, um lobo e um par de cobras enroladas em volta de uma espada. Ele nunca notara que os brasões menores tinham cada um uma letra gravada no meio – E, T, J, L.

Dan começou a escalar a estante, derrubando livros e cacarecos. Alcançou o brasão e percebeu o que precisava fazer. As letras estavam manchadas, mais escuras que o resto da pedra, como se tivesse sido tocadas muitas vezes.

Ele pergunta lá de cima para Amy quais era mesmo aqueles quatro clãs. Ela responde e descobrem que o símbolo do clã Ekatrina era um dragão, do Tomas, um urso, do Lucian, as cobras e de Janus, o lobo.

Dan apertou o E e a estante inteira se dobrou para fora e onde antes estava a estante havia agora uma escadaria escura, era uma passagem secreta. Dan, de forma um pouco medrosa, diz que as damas deveriam ir primeiro e abriu a passagem para Amy ir na frente e entrar na passagem secreta antes dele e Alistair.

Amy fora na frente, desceu as escadas e ficou boquiaberta ao ver tantos livros. Era livro que não acabava mais. E ela achava que a biblioteca pública em Copley Square era a melhor do mundo, mas aquela era ainda melhor.

As estantes eram de madeira escura, e os livros eram encadernados em couro e muito antigos, com títulos dourados nas lombadas. Havia mapas e fólios imensos espalhados em grandes mesas. Encostados numa das paredes, viam-se uma fileira de arquivos de carvalho e um computador enorme com três monitores separados, parecendo os que se usam na NASA. Amy ficara louca e empolgada com o lugar, pois era incrível. Eles procuraram freneticamente por uma pista sobre Richard S_______.

Lá as crianças encontraram Saladin. Amy ficara muito feliz em encontrar o pequeno felino. Para ela, ele tinha o pelo mais bonito do mundo, prateado com manchas, como um leopardo-das-neves em miniatura. Ele estava sentado em cima de uma caixa. Dan o levantara e eles viram uma caixa de mogno polido com as iniciais douradas G. C. gravadas na tampa. O coração de Amy disparara, pois ela reconheceu a caixa de jóias de Grace. Quando Amy abriu lá estavam as jóias de Grace que a garota tanto adorava desde que era criança.

Dan chamara Amy e Alistair para ver algo. Era um mapa gigante preso na parede, coberto de alfinetes. Os alfinetes eram de cinco cores diferentes: vermelho, azul, amarelo, verde e branco. Todas as grandes cidades do mundo pareciam ter pelo menos um. Todas as grandes cidades do mundo pareciam ter pelo menos um. Algumas estavam marcadas só com alfinetes vermelhos, algumas só com verde ou azul, outros com várias cores.

Amy tivera um estalo e correra para a fileira de estantes. Quando chegou à letra F encontrou o que queria: um livro minúsculo, muito surrado que chega estava se despedaçando. O título estava apagado, mas ela ainda conseguiu ler: ALMANAQUE DO POBRE RICHARD, para o ano de 1739, por Richard Saunders. Fora escrito sob um pseudônimo, sendo o verdadeiro autor Benjamin Franklin.

Ela revirou uma página do Almanaque do Pobre Richard e percebeu que havia notas rabiscadas nas margens com várias caligrafias diferentes. Amy perdera o fôlego pois reconhecera uma linha escrita em uma letra elegante em tinta roxa no pé de uma página. Ela já tinha visto aquela mesma letra em cartas antigas, tesouros que Grace lhe mostrara de vez em quando. A anotação dizia apenas “Sigam Franklin, primeira pista. Labirinto de Ossos”. Era a letra da mãe deles.

Várias gerações fizeram anotações naquele livro. Havia anotações da letra de Grace, o pai de Alistair, Gordon, de Jamil Cahill, o pai de Grace.

Alistair chama as crianças para irem embora do local. Então eles sentiram um cheiro acre no ar. Havia uma fumaça branca engrossando junto ao teto descia devagar numa névoa mortal. Era fogo. Eles tentaram subir as escadas.

Amy ficara paralisada de medo. Ela morria de medo de fogo, pois lhe trazia lembranças horríveis do passado, afinal seus pais morreram em um incêndio. Ela só despertou do pânico quando Dan dissera que eles precisavam encontrar Saladin. Como ela não deixaria nada acontecer ao gato, começou a procurá-lo. Mas os olhos deles ardiam por causa da fumaça, eles mal conseguiam respirar. A porta não se mexia, então começaram a procurar desesperadamente uma alavanca.

Amy pegara a caixa de jóias da avó e Dan estava tossindo muito, chiando atrás dela. Ele tinha asma, mas fazia meses que não sofria um ataque. Ela pensou que se Grace havia construído um aposento secreto como aquele, ela nunca faria uma única saída.

O colar favorito de Grace tinha o desenho de um dragão e o tapete oriental do local havia um desfile de dragões tecidos em seda. Todos voavam na mesma direção, como se estivessem indicando um caminho. Ela pediu que Dan a seguisse e eles seguiram os dragões e deram de frente a uma grade de ventilação com cerca de um metro quadrado. Não era muito grande, mas talvez fosse o suficiente. Amy chutou a grade com os pés e só na terceira tentativa ela caiu e revelou um túnel de pedra que conduzia para cima. Ela empurrou o irmão para cima e percebeu que ele carregava Saladin. O gato dava patadas, unhadas, rosnadas, mas Dan o segurava com força.

Eles subiram para um túnel escuro e após um tempo se arrastando, Dan parou de avançar e o garoto dissera que estava bloqueado. Ambos empurraram uma placa de pedra lisa que estava bloqueando o caminho, quando finalmente abriu, pulando por uma tampa, a luz do sol apareceu e eles rastejaram para fora, sentindo o ar livre e desabaram na grama.

Eles notaram que a mansão da família na colina era um inferno em chamas. Labaredas dançavam pelas janelas e lambiam as laterais da casa. Uma parte do telhado desabou, cuspindo uma bola de fogo no céu. Os garotos estavam arrasados.

Amy vira na estradinha de terra uma pessoa caída, um homem, o Sr. McIntyre. Mas também havia outra pessoa por perto, a uns 500 metros de distância, meio escondido entre as árvores, havia um homem de preto de pé, imóvel. Era alto e magro, com cabelos grisalhos e segurava um binóculo. Amy percebera que ele estava olhando para eles.

Para surpresa deles, viram também Alistair Oh, coberto de fuligem e fumaça correndo da entrada principal da mansão e foi, cambaleante, para a sua BMW, carregando o livro Almanaque do Pobre Richard que roubara das crianças.

Os meninos foram correndo ajudar o senhor McIntyre, fuçou os bolsos dele a procura do seu celular e ligaram para o 911.

Dan sempre quisera andar num carro de polícia, mas não daquele jeito. Ele estava sentado no banco de trás da viatura com Saladin no colo e seu peito ainda doía por causa da fumaça.

Os detetives da polícia não deram muitas respostas, parecia um incêndio premeditado e o fogo se espalhou com muita rapidez para ser um acidente.

Os irmãos discutiam como conseguiriam arranjar um adulto para poderem viajar para procurar as pistas para o tesouro. Eles precisavam de alguém que os deixasse fazer o que quisessem sem fazer muitas perguntas. Algum adulto o bastante para parecer que está tomando conta deles, mas não tão rigoroso que vá tornar-se um obstáculo. Alguém que seja inflexível.

Quando chegaram na porta do prédio em que moravam, a policial perguntou se tinha alguém em casa, alguém que tomasse conta deles. Eles responderam que Nellie Gomez estava lá, era a baby-sitter deles. A menção ao nome de Nellie dera um tipo de estalo neles. Subiram correndo as escadas com o gato e a caixa de jóias.

Ao chegarem em casa, Amy diz a Nellie que precisavam ter uma conversa com ela. Fizeram a proposta a ela que poderia lhe render bastante dinheiro. Agora os garotos ganharam total atenção dela, pois três palavras sempre funcionavam com ela: homens, comida e dinheiro.

Ela levantou com sua camiseta rasgada da bandeira da Inglaterra, jeans desbotado e sapatos plásticos cor-de-rosa. Seu cabelo parecia um monte de palha molhada – metade preto e metade loiro. Amy explica o esquema como seria. Uma viagem em que ela seria a acompanhante deles. Ela estranha o fato de tia Beatrice não estar pedindo isso e sim eles. Os meninos retrucam dizendo que a tia havia quebrado o pescoço, não todo, mas um pedaço do pescoço e dizem que é uma coisa que a família deles fazem, tipo uma caça ao tesouro e eles visitam vários lugares, podendo até mesmo durar meses. Conheceriam lugares exóticos, cheios de homens e comida. Ela não precisaria ficar com eles o tempo todo, só para as coisas de adultos, como comprar passagens de avião e se hospedar em hotéis e coisas assim. Com isso, ela teria muito tempo livre.

Então Nellie quis saber sobre o pagamento. Amy abriu a caixa de jóias da avó e virou tudo na mesa, pulando pulseiras de pérola, anéis de diamante e brincos de esmeralda. O queixo de Nellie caíra e pergunta a eles se haviam roubado aquilo tudo. As crianças respondem que era da avó deles e ela queria que eles fizessem aquela viagem, confirmando isso no testamento dela.

Nellie ao olhar para as jóias, pegou o celular e ligou para o pai avisando que pegara um trabalho extra para os Cahill e que iria viajar, talvez por meses. O pai dela ficara furioso e ela fingira que a ligação caíra para poder desligar e fechar o acordo com os jovens Cahill.

Dan tinha que seguir as ordens de Amy, levando uma única mala. Ele passara os olhos pelo quarto inteiro tentando decidir o que levar de suas coleções. Acabou pegando o laptop que comprara do professor de informática e jogara na sua sacola preta, juntamente com três camisetas extras, calças, cuecas, uma escova de dentes, seu inalador para a asma e seu passaporte.

Não sobrara quase espaço para levar mais nada. Mas ele queria levar pelo menos mais uma coisa: o seu álbum de fotografias com uma única foto de seus pais, Arthur e Hope, que sobrara do incêndio.

Dan e Amy discutem sobre a venda das jóias de Grace. Eles sabiam que não receberiam o valor que elas realmente valiam e decide vender as suas coleções, pois eles precisavam comprar passagens para três pessoas, além de hospedagem e alimentação.

Amy conta ao irmão que no dia seguinte eles começariam as buscas pelas pistas. As anotações da mãe deles dizia para eles seguirem Franklin. Eles iriam para a Filadélfia que fora para onde Franklin havia ido aos 17 anos.

Concomitantemente a isso, Irina Spasky, em Copley Square, se encontrara com Ian e Natalie Kabra. Ambos concordaram que a segunda pista não estava em Boston. Eles eram ambos do clã Lucian, assim como Benjamin Franklin e achavam que deveriam agir juntos (será mesmo?).

Eles discutem uma forma de tirar Dan e Amy de circulação, pois eram a maior ameaça deles todos, mesmo eles não se dando conta ainda. Eles acharam que precisavam eliminá-los e rapidamente. Ian e Natalie deixaram nas mãos de Irina a tarefa dela bolar uma armadilha parta tirar de circulação Amy e Dan.

Quando Nellie saiu da locadora de carros entregou para os meninos um pacote que estava no balcão da locadora endereçada a eles. Era do Sr. McIntyre. Eles ficaram desconfiados e chegaram a pensar que era uma bomba. Amy decide abrir e havia um cilindro de metal que parecia uma lanterna com uma lâmpada de vidro roxo. Amarrado ao objeto havia um bilhete em letras toscas, como se a pessoa que tivesse escrito estivesse com pressa, falando para as crianças encontrarem com ele no Independence Hall naquele dia às 8 da noite e agradeceu por eles chamarem a ambulância para eles.

As crianças ficaram esperando com Saladin em uma gaiolinha de transporte, enquanto Nellie ia buscar o carro.

Amy ficara desconfiada, pois o próprio Sr. McIntyre dissera a eles para não confiarem em ninguém. Ela achava que podia ser um truque e podia ser perigoso. Mas decidem ir. Antes de partirem de Boston, Amy comprar uns livros sobre Franklin e a Filadélfia no sebo dos amigos dela. Dan dissera que 39 era um número legal. É 13 vezes 3, também a soma de cinco números primos seguidos: 3, 5, 7, 11, 13. Além disso, se se somar as primeiras três potências de 3 dá 39.

Amy ficara surpresa, mas rapidamente imaginara que pelo pai dela ter sido professor de matemática, ele, pelo visto, herdara todo o jeito de Arthur para números. Já ela achava muito difícil decorar um simples número de telefone.

Dan queria saber o que era aquele objeto que o Sr. McIntyre mandara para eles.

Eles estavam na Interestadual 95, rumando para o centro da cidade, quando Amy, por acaso, olhou para trás e sentiu uma coceira na nuca, como se estivesse sendo observada. E, de fato, ela estava. Amy comenta com os outros passageiros do carro que eles estavam sendo seguidos. Havia um mercedes cinza, os Starling estavam há cinco carros atrás. E eles precisavam despistá-los. Nellie girou o volante para a direita e o carro deu uma guinada, cortando três pistas de trânsito. Todos ficaram apavorados, incluindo Saladin. Quando eles estavam prestes a se espatifar nos tamboretes de proteção, Nellie conseguiu subir por uma rampa de saída. Enfim eles conseguiram despistar os parentes que os seguiam. Eles pararam na Library Company da Filadélfia, um grande prédio de tijolos vermelhos bem no centro da cidade. Amy e Dan pediram que Nellie esperasse no carro com Saladin.

Amy diz ao irmão que Franklin fundara aquele lugar e havia um monte de livros do acervo pessoal dele. Dan queria saber o que Franklin tinha feito de tão importante assim. Amy lhe diz que ele descobrira que o relâmpago e a eletricidade eram a mesma coisa. Ele inventara o pará-raios para proteger os prédios e fez experiências com pilhas. Ele era um cientista, inventou várias coisas e, mais tarde, ajudou a escrever a Declaração de Independência e a Constituição dos Estados Unidos. Foi embaixador na Inglaterra e na França. Era um homem brilhante e fora famoso no mundo inteiro.

Amy adorava bibliotecárias e bibliotecários e não ficava nem um pouco tímido ao lado deles. Ela disse a eles que estava fazendo um trabalho de férias sobre Benjamin Franklin e precisava usar documentos históricos. Assim, todos se desdobraram para ajudá-la.

Os dois tiveram que usar luvas de látex e se sentaram numa sala de leitura com temperatura controlada enquanto os funcionários levaram livros antigos para eles olharem. Mas não encontravam nada que os ajudasse. Depois passaram a olhar as cartas de Franklin que ele escreveu para os amigos e parentes, pois havia morado na Europa por muito tempo.

Dan estava fazendo uma pesquisa no computador e diz à irmã que encontrara uma lanterna igualzinha à que o Sr. McIntyre enviara para eles. Se tratava na verdade de um leitor de luz negra.

A bibliotecária explica que serve para revelar mensagens secretas, mas nenhum dos documentos existentes na biblioteca havia mensagens secretas. Amy sentira um aperto no coração, pois achava que eles tinham perdido tempo ali e ela ainda não sabia o que estava procurando.

A bibliotecária diz aos meninos que alguns dos manuscritos mais famosos de Benjamin estavam em exposição durante todo o mês no Instituto Franklin que ficava no Museu de Ciências na rua 20.

Eles correram de volta para o carro e rapidamente chegaram ao Instituto Franklin. Pediram que Nellie ficasse mais uma vez no carro com Saladin.

O museu era enorme e Amy congelara quando vira um homem alto e grisalho atravessando o corredor na galeria ao lado, indo em direção ao balcão de informações e estava vestindo um terno preto. Amy manda o irmão correr. Ela achava que ele estava atrás deles para os pegar e achava que ele estava esperando pelos meninos para dar o bote assim que eles saíssem.

Amy começara a olhar para os lados procurando uma saída, até que se dera conta de que na parede bem ao seu lado havia documentos de pergaminhos amarelo, eram as cartas de Franklin. Dan procurou na mochila a pequena lanterna de luz negra. Eles procuraram documentos por documento e encontraram uma carta escrita por Franklin em Paris, em 1785, para alguém chamado Jay. Havia linhas nas entrelinhas, uma mensagem secreta de Benjamin Franklin. Embaixo havia um brasão com duas cobras enroladas em uma espada, o símbolo dos Lucian.

Amy se vira cercada pelos Starling e agradece, à pista dada pelos meninos. Ameaçam os garotos dizendo que queria uma vantagem de 30 minutos. Amy avisa que tem um homem vigiando eles, que os Starling não deveriam sair pela porta principal. Mas eles disseram que não acreditavam neles. Sinead pegara o celular e tirava uma foto da pista e foram embora.

Um barulhão de explosão assustara a todos. O prédio inteiro tremeu e os dois irmãos caíram no chão. Eles correram em direção à saída e fumaça e pó pairavam no ar. Brilharam luzes de emergência dos alarmes de incêndio. Uma pilha de entulho bloqueava a saída da galeria Franklin, como se parte do teto tivesse desmoronado. No chão, junto aos pés de Amy, jaziam o leitor de luz negra estilhaçada que fora tomada dos meninos pelos Starling e o celular de Sinead. Mas não havia nenhum sinal dos irmãos Starling.

Nellie estava histérica por uma bomba de verdade ter estourado perto deles. Achou que eles estivessem brincando. O assunto era sério. Alguém tentara matar os garotos. Ela queria levar as crianças de volta para casa, para a tia deles, mas os meninos protestaram violentamente.

Amy precisava levar Saladin e quando estavam na metade da escada do Independence Hall, William McIntyre estava encostado no prédio, meio escondido atrás de uma roseira. Ele conta aos meninos que os Starling vão sobreviver, mas estavam em estado grave e iriam ficar internados durante meses, o que queria dizer que ficariam de fora da busca.

Sr. McIntyre dissera que estava preocupado com o jeito como as outras equipes estavam tentando atingir a eles, parecendo que tinha decidido tira-los de circulação. Os meninos pensaram em desistir da disputa, mas o Sr. McIntyre diz que é tarde demais, pois a tia Beatrice estava furiosa e inclusive estava querendo contratar um detetive particular para seguir as pistas das crianças e procurar por eles.

Enquanto ela não entregar eles oficialmente para o Serviço Social, teria problemas com a lei se algo acontecesse com eles. Se voltarem para Boston, ambos seriam mandados para lares adotivos e provavelmente nem sejam colocados juntos.

Os meninos decidem continuar na disputa, mas Amy pede que o Sr. McIntyre cuide de Saladin, pois eles não teriam como cuidar do bicinho por enquanto, afinal era muito perigoso. Nem o gato nem o Sr. McIntyre pareceram satisfeitos com a decisão dos garotos.

Quando eles estavam voltando para o carro, Amy disse para o irmão que eles estavam indo para Paris, pois quando Franklin já estava bem velhinho, fora embaixador dos EUA em Paris. Todos os franceses o trataram como se ele fosse uma estrela de rock. A mensagem secreta dizia que ele estava indo embora de Paris, e a data da carta era de 1785. Amy tinha certeza que esse fora o ano em que ele deixara a França, regressando para os EUA. Então, ele deixara alguma coisa para trás em Paris. Alguma coisa que dividira o clã dele. Quando chegaram ao carro, Nellie dissera a eles que acabara de receber uma mensagem do Serviço Social de Boston. Ela ainda não dissera nada a eles, mas estava esperando uma explicação de verdade.

Amy pede mais alguns dias, pois eles precisava ir a Paris. Ela aceita mas os faz prometer que após Paris eles voltariam para casa. Dan falara para a irmã que o dinheiro que eles tinham dava para três passagens para Paris, mas não para a volta. Mas eles não podiam contar isso para Nellie, ainda.

Alistair Oh tinha acabado de sair da alfândega quando seus inimigos Ian Kabra e Natalie Kabra o espreitava. Natalie estava armada. Segurava uma boneca que na verdade era uma arma.

Os irmãos exigem que o tio Alistair os entregasse o Alamanque do Pobre Richard. Os irmãos começam a discutir sobre qual dos dois dava às ordens. Alistair Oh notara que cinco metros os separavam de um guarda. Ele conseguira chamar a atenção do guarda falando alto que esquecera de declarar as frutas frescas na alfândega. O guarda pede que Alistair o acompanhe. O seu plano dera certo. Conseguira se livrar dos sobrinhos. Os garotos ficam cheios de ódio e prometem se ver novamente.

Quando saiu do aeroporto, Alistair estava arrastando as malas em direção ao ponto de táxi, quando uma vã roxa parou na sarjeta. A parte lateral deslizou e se abriu. Um soco enorme foi desferido no rosto de Alistair e ele não vira mais nada.

Na alfândega, os meninos descobriram que Nellie falava francês, pois sua mãe dava aulas de francês e o pai dela é da Cidade do México. Portanto, ela era trilingue.

No Aeroporto Charles de Gaulle eles encontraram o primo deles, Jonah Wizard que, para variar, estava rodeado de paparazzi dando autógrafos. Nellie ficara maluca ao perceber que os garotos conheciam Jonah. Amy e Dan então contam que eles são primos.

Jonah promete dar uma carona para os Cahill e para Nellie em sua limusine. No carro, Nellie acaba achando Jonah um chato e ele propõe uma troca de apoio entre eles. Mas os meninos não acreditam muito nisso após o ocorrido com Alistair Oh. Os garotos recusam a proposta e Amy estava prestes a inventar uma desculpa qualquer quando olhou de relance pela janela e viu uma coisa que gelou o seu sangue. Viu Irina Spasky carregando o livro Almanaque do Pobre Richard. Amy imediatamente pedira que o carro fosse parado pois o hotel deles estava bem ali (a primeira desculpa que Amy pensara, para poder descer do carro). O hotel tinha um aspecto um tanto indecente, chamado Maison dês Gardons.

Eles saem do carro e Amy pede que Nellie reserve um quarto para eles no hotel enquanto ela e o irmão iam resolver um problema. Imediatamente eles partem em seguida para seguir a russa que estava de posse do livro que Amy encontrara.

Eles seguem a russa por várias ruas, dentro de um metrô, até que ela entrou num portão de ferro forjado. Ela andou até um grande prédio de mármore que parecia uma embaixada ou algo assim. Dan se escondera atrás de uma coluna e ficou observando enquanto Irina digitava um código de segurança e entrava no prédio. No portão havia uma placa que dizia se tratar do Instituto de Diplomacia Internacional.

Na placa havia o brasão dos Lucian. Ali deveria funcionar a base secreta deles, pois Paris era historicamente o território dos Lucian.

Dan queria entrar, mas Amy lembra a ele que eles precisariam de um código de segurança. Mas Dan tinha o código: 5910, pois gravara quando Irina digitara.

Eles entraram e observaram o local. Dan roubara alguns objetos criados por Franklin e colocara na mochila, com muitos protestos da irmã. Mas ela sabia que por mais que protestasse, após o irmão pegar algo não devolveria.

Eles estavam tentando sair do local, mas acabaram vendo que Irina estava conferindo algo no Almanaque do Pobre Richard e pegara um bloco de papel e estava fazendo anotações. Os meninos viram o que ela estava fazendo e anotavam um endereço: rua des Jardins, 23.

Eles ouviram a voz de alguém no corredor e fugiram, mas foram vistos e perseguidos. Após quase serem capturados, eles conseguem fugir dos guardas do local. Dan dissera a irmã que eles também precisavam montar o próprio quartel-general secreto deles. Mas Amy o chamara para a realidade dizendo que eles não tinham quase dinheiro nenhum.

Antes de voltar para o hotel eles decidem ir até a Rua des Jardins, 23. Eles precisam descobrir o que havia lá.

Uma vã de sorvete que, misteriosamente, se encontrava em diversos locais onde os outros competidores estiveram, estava os Holt. Para Eisenhower, os Cahill estavam começando a dar nos nervos dele. Além de tudo, para ele, os meninos lembravam muito os pais deles, Arthur e Hope. E ele os conhecera muito bem, e, assim teriam muitas contas a acertar com Amy e Dan.

Amy ficara se perguntando como Irina Spasky teria tomado o livro de tio Alistair e porque ela estaria interessada na ilha de Santi-Louis. Parecia ser uma armadinha, mas era a única pista que Amy tinha.

Os meninos foram procurar pela rua des Jardins, 23. mas no local não havia nenhum prédio no número 23. em vez disso, havia um minúsculo cemitério, rodeado por uma cerca de ferro enferrujado.

Nos fundos, erguia-se um mausoléu de mármore. Na frente, uma dúzia de lápides castigadas pelo tempo, inclinadas em várias direções, como dentes tortos.

Amy quando adentrou o lugar estava com uma sensação estranha de que aquele lugar não deveria ter nenhuma conexão com Franklin.

Eles se aproximaram do mausoléu e lá havia uma placa de mármore no chão em frente à porta. Amy tomara um susto pois notara que a inscrição era muito mais nova que o resto do cemitério, parecia recém-entalhada. Na placa estava os nomes de Dan e Amy e uma frase em francês que eles não entendiam o que queria dizer. Amy sentira que era uma armadilha, mas Dan dera um passo à frente e o chão desabou. A placa de mármore despencou no vazio e Dan caiu junto. Quando Amy correu em socorro do irmão, o chão terminou de desmoronar e Amy também caiu na escuridão. Eles notaram que não fora um acidente e sim uma armadilha criada por Irina.

Eles precisavam sair dali, mas não tinha como. Era um buraco sem saída. Não havia túneis, e a profundidade do lugar era mais de três metros. Sem contar que era um milagre eles não tem quebrado nenhum osso na queda. De repente uma luz veio de cima e ofuscou a visão de Amy e Dan. Os Holt estavam sorrindo para eles lá de cima. Desesperados, eles pedem ajuda. Mas os Holt não estavam dispostos a ajudar a eles. Eisenhower pergunta às crianças se lá era o labirinto dos ossos que eles estavam procurando e diz que viu no Almanaque que eles tinham que seguir o labirinto de ossos e também uma outra pista em uma outra página do livro que os garotos não sabiam: “coordenadas no quadrado”.

As crianças queriam saber como eles roubaram o livro da mão de Irina e Eisenhower diz que eles não roubaram o livro de Irina e sim de Alistair e Irina sim tinha roubado deles. Ele acha que o livro está com as crianças. Os meninos dizem que não estão com o livro, mas pedem rapidamente que os parentes os ajude.

Os Holt acabam confessando que não entendem como eles conseguiram escapar do incêndio e da bomba. Concluindo, chama os meninos de patéticos.

Dan fica exasperado ao descobrir que foram eles que colocaram fogo na mansão de Grace e detonaram aquela bomba no museu.

Eles confessam que fizeram isso para atrasar os garotos. Dam e Amy pedem que os Holt os ajude. Então ouviram um barulho e o chão começou a tremer. Um ronco forte como o de um grande motor foi ouvido por todos. Na direção da rua os Holt viram e percebem, perplexos, o que aconteceria.

Eisenhower olhou feio para as crianças e reclamou que eles criaram uma emboscada. Mas Amy e Dan não sabiam do que ele estava falando. Eisenhower então comunica que havia um caminhão bloqueando o portão com uma betoneira. E os funcionários tinham pás.

Lá embaixo no buraco, os irmãos começaram a se desesperar, pois imaginavam que eles iriam encher o buraco de cimento. Dan começara a pular dentro do buraco pedindo ao Sr. Holt que os tirasse de lá. Reagan, uma das gêmeas, se apieda dos primos e pede ao pai que pense em ajudar os meninos.

A agonia predominava dentro do buraco, fazendo com que os meninos continuassem pedindo ajuda. O Sr. Holt tirou o casaco, a jaqueta do agasalho e o colocou dentro do buraco e mandou que os meninos segurassem na manga. Rapidamente eles foram tirados do buraco, mas a betoneira havia bloqueado os portões do cemitério e seis brutamontes de macacão e capacete de segurança estavam enfileirados na cerca, carregando pás como se estivessem pontos para lutar.

O Sr. Holt convocou toda a família e eles lutaram contra os homens, que eram na verdade os seguranças da base dos Lucian. Dan ao ver a batalha e o quebra-pau na sua frente, não pensou duas vezes, abriu a mochila e tirou sua esfera prateada piscante roubada da base dos Lucian. Com a sua péssima pontaria jogou a esfera. Era para atacar os seguranças, mas acabou explodindo aos pés do Sr. Holt com um clarão amarelo ofuscante. O som fora como o de uma marreta acertando o maior tambor do mundo. Quando Amy recuperou os sentidos, viu a família Holt e os seguranças caídos no chão, nocauteados.

Dan diz que era uma granada de concussão. Então eles correm e escalam uma cerca. Quando dois brutamontes tentaram pular atrás deles, Amy pegara a pilha de Franklin que Dan também roubara da base dos Lucian e ela encostara os fios na cerca e os homens gritaram de surpresa. Voaram faíscas azuis das barras de metal, saindo fumaça das mãos dos brutamontes e eles caíram para trás, atordoados. Eles correram de volta para o hotel e contaram para Nellie o ocorrido, acabando de uma vez por todas com todas as mentiras.

Nellie, para a surpresa deles, não ficara brava, muito pelo contrário, os abraçara e estava ao lado deles, os apoiando. Amy decidira, mesmo a contragosto, fazer umas pesquisas, utilizando o laptop de Dan, pois ela não gostava de computadores. Ela descobrira que o labirinto dos ossos poderia ser uma das catacumbas, labirintos subterrâneos. Afinal, Paris é repleta de cavernas e túneis e são cheios de ossos, provenientes dos cemitérios. No século XVII, os cemitérios estavam lotados demais, por isso eles decidiram desenterrar um monte de corpos antigos (ossos na verdade) e transferi-los para as catacumbas em 1785, que foi também o último ano em que Benjamin Franklin esteve em Paris. O que significava que ele escondera alguma coisa lá embaixo.

O problema é que as catacumbas são enormes e eles não sabiam nem por onde começar a procurar. Havia uma entrada pública em frente à estação de metrô Denfert-Rochereau, sendo a única entrada pública, o que significava que todas as outras equipes também irão para lá.

Não fazia nem dois minutos que eles tinham saído da estação de metrô Denfert-Rochereau quando avistaram o tio Alistair. Nellie com raiva pelo velho ter traído e enganado as crianças, de uma surra nele com a sua bolsa. Alistair pagara um lanche para os meninos e disse a eles que os Holt roubara o livro dele e disse que há diversas maneiras de descobrir as pistas de forma diferente que as crianças, assim como provavelmente os outros competidores também encontrar as suas maneiras de encontrar as pistas.

Alistair continuava insistindo para que ele e as crianças formassem uma aliança. Ele achava, bem como todos os demais competidores, que as crianças tinham acesso à informações privilegiadas, por serem os preferidos de Grace. Mas isso não era verdade.

Ele propõe que as crianças se juntem a ele e ele daria aos meninos informações sobre os pais deles (jogo sujo, hein?). Ele diz que na verdade Arthur não era apenas um professor de matemática e poderia inclusive contar a eles mais coisas sobre a noite em que Arthur e Hope morreram.

De repente Alistair interrompeu a conversa e seus olhos fixaram-se em alguma coisa do outro lado da rua. Há uns cem metros adiante da rua, Ian e Natalie Kabra estavam abrindo caminho na multidão, andando depressa em direção à entrada das catacumbas. Alistair promete às crianças que iria detê-los pelo tempo que pudesse conseguir, para que eles pudessem descer.

Eles desceram o túnel e na entrada havia um aviso dizendo: “Parem mortais. Este é um império de morte”. O lugar era sinistro. Havia ossos humanos empilhados nas paredes feito lenha, do chão até um ponto mais alto que a cabeça de Amy. Os restos mortais eram amarelos e marrons. Havia milhões de ossos e esta era só uma pequena parte. Os ossos eram muito recentes, de 1804 e eles precisavam achar a parte mais antiga.

Eles viraram um corredor estreito e depararam com um portão de metal. Amy abriu o portão com um rangido e as datas estavam ficando mais antigos, mas não tinha luz elétrica. Eles tiveram que usar uma lanterna.

Amy achara a data de 1785. Dan perguntava porque umas caveiras estavam numeradas. Havia 16 caveiras incrustadas na pilha de ossos, dispostos em quatro linhas e quatro colunas. Três das caveiras não tinham número. O resto tinha. Elas formavam coordenadas em um quadrado. Dan decorara os números e as seqüencias. Eles precisavam sair dali para encontrar a verdadeira pista de Franklin. O que Franklin criara, o quadrado mágico funcionava como um sudoku. Dan explica que eram coordenadas. Os números que faltavam mostravam a localização exata da próxima pista.

Aplausos ecoaram pela sala. Atrás deles estavam os Kabra. Eles dizem que convenceram Irina a armar para as crianças para tirar eles de circulação. Eles queriam copiar os números e cair fora.

Amy ameaçou que se eles fizessem alguma coisa ela desarrumaria as caveiras e os números. Alistair derrubara Natalie e gritara para que as crianças corressem. Os meninos acabaram se embrenhando ainda mais fundo nas catacumbas. Correram por um tempo que pareceu-lhes horas, sem nada além da luzinha da lanterna do chaveiro de Nellie para os guiar. Mas a luz se apagou de vez.

Amy diz que ouvira um barulho. Era um trem. Eles deviam estar perto de uma estação de metrô. Tateando no escuro eles encontraram uma porta de metal. E começaram a procurar uma alavanca.

Uma escotilha se abriu e uma forte luz elétrica os cegou. Era o vão do metrô. Vários trens passaram depressa, um atrás do outro. Ele teriam que rastejar até o trilho, correr até a escada e subir até a plataforma.

Eles cronometraram o tempo de um trem e o seguinte. Eles tinham menos de cinco minutos, pois deveriam ser trilhos de trens expressos. Eles realmente teriam que correr e ser muito rápidos.

Eles se arrastaram nos trilhos, todos conseguiram, exceto Dan que estava preso pela mochila que se prenderam em um dos trilhos. Ele tirara a mochila dos ombros e tentou abri-la para pegar a foto dos pais que estava lá dentro. Mas não conseguia e o trem vinha com tudo. Nellie estava na plataforma estendendo a mão para pegá-lo. Vários passageiros faziam o mesmo, implorando que ele segurasse as mãos deles. Dan quando subira estava chorando como um bebê, pela perda da foto dos pais, mas não contara a irmã o porque de todo aquele choro.

Eles saíram da estação e foram para um café. Enquanto comiam e descansavam, Dan dissera que os números que faltavam eram 12, 5, 14. Eles pensavam que poderia se tratar de um endereço.

Foram para a Biblioteca Americana em Paris e sentaram na mesa de uma sala de conferência, examinando reproduções de documentos de Franklin. Havia uma lista de compras. Dan lera em voz alta os itens e quando ele lera “solução de ferro”, Amy sentira um estalo. Solução de ferro é um tipo de solução química usada na metalurgia e impressão.

Amy desdobrara um enorme documento amarelo que na verdade era um mapa antigo de Paris. Colocou o dedo com orgulho num ponto do mapa e apontou para a Igreja Saint-Pierre de Montmartre. E disse que era para lá que eles deveriam ir.

Quando chegaram lá, foram para um cemitério e estavam um pouco perdidos pois não sabiam o que procurar. Um trovão ecoou no céu e com o clarão do relâmpago, Dan, fã de lápides, notara algo que um mortal comum não notaria. Havia serpentes entrelaçadas na lápide de mármore. O brasão dos Lucian. Eles teriam que encarar o túmulo. No depósito de ferramentas do outro lado da igreja, pegaram emprestado uma pá grande, duas pás menores de jardinagem e uma lanterna que realmente funcionava.

A cova foi ficando mais funda com o tempo e a pá de Dan batera em uma pedra. Ele tirou a tampa de cima e achou uma placa de mármore de 1,5 metro de comprimento por 1 metro de largura.

Eles desceram pelo buraco e viram que as paredes estavam pintadas com murais desbotados. Cada figura estava pintada em tamanho maior que o natural. Na extrema esquerda havia um homem magro, de aspecto cruel e cabelo escuro. Ele tinha uma adaga quase escondida na manga. Letras pretas desbotadas aos seus pés o identificavam como “L. Cahill”. Do lado dele havia uma moça de cabelo curto e olhos inteligentes. Ela tinha na mão um mecanismo antigo com engrenagens de bronze – como um instrumento de navegação ou um relógio. A inscrição sob a barra de seu vestido marrom era “K. Cahill”. À sua direita estava um sujeito enorme de pescoço grosso e sobrancelhas peludas. Ele tinha uma espada ao seu lado. O homem cerrava os maxilares e os punhos, como se estivesse se preparando para bater com a cabeça num muro de tijolos. A inscrição dizia “T. Cahill”. Na extrema direita, havia uma mulher de vestido dourado. Seu cabelo ruivo estava preso numa trança que caía por cima do ombro. Ela segurava uma pequena harpa, como uma daquelas harpas irlandesas que Dan tinha visto no desfile do Dia de São Patrício, lá em Boston. Em sua inscrição se lia “J. Cahill”.

Nellie queria saber quem eram eles. Amy e Dan presumiram que L era de Lucian. A pessoa da figura fora o primeiro do clã Lucian.

K talvez fosse de Katrina ou Katherine, talvez do clã Ekatherina.

O T de Tomas. Ele se parecia muito com o Sr. Holt e os demais Holt.

J de Jane que fora a primeira do clã Janus. Ela tinha os olhos de Jonah Wizard.

Os quatro pareciam irmãos e irmãs. Amy apontara para a base do pedestal. Parecia uma partitura de música. Havia notas, pautas e estrofes gravadas na pedra. Havia algo chacoalhando dentro do vaso. Dan não agüentou a curiosidade e abriu a tampa. Nada de ruim acontecera. Dan tirou de dentro do vaso um cilindro de vidro tampado com uma rolha, embrulhado em um papel. As letras estavam embaralhadas, como um anagrama. Dan pegou um pedaço de papel e começara a escrever a mensagem que formou a segunda mensagem: “Se carregas isto, encarrego a ti. Liberta a verdade contida aqui”. Era a segunda grande pista das 39.

De repente, uma luz inundou a sala e ao pé da escada estava Jonah Wizard e seu pai, para variar, filmando tudo com uma câmera de vídeo. Amy mandara o primo chegar para trás, senão quebraria o vaso. Quando eles conseguiram sair do local, em segurança, correram para dentro da igreja. Comeram e deram de cara com o tio Alistair ao lado de Irina Spasky juntos.

Nellie gritou para as crianças se abaixarem e uma caixa de sorvete passara voando por cima de suas cabeças. E acertou Alistair e Irina como um bloco de cimento e derrubou ambos no chão.

Uma confusão fora armada no local. Todos os participantes estavam ali perseguindo Amy e Dan, querendo tomar deles a segunda grande pista. Os meninos subiram as escadas para a torre da igreja. Subiram até o campanário e no canto havia um sino de bronze do tamanho de um armário.

Amy se pendurara no sino e fora para o parapeito da janela. Ela mal conseguia se segurar por causa da chuva. Ela conseguira chegar ao topo. Ela queria alcançar um velho pára-raios apontando para o céu. Na base dele havia um anel de metal, como um minúsculo aro de basquete, e embaixo disso um fio terra, como o que Franklin remendara em seus primeiros experimentos. Amy enrolou o fio ao redor do pulso, então tirou o frasco do bolso. Com cuidado ela encaixou o frasco do anel de metal e o encaixe foi perfeito.

Então ela se afastou um pouco e o céu explodiu. Choveram faíscas por todo lado, chiando nas telhas molhadas. O líquido verde dentro do cilindro não era mais turvo e lamacento. Parecia ser feito de pura luz verde aprisionada num vidro. Ela tirou o frasco do anel de ferro e o guardou de volta no bolso.

Quando conseguiu voltar, ela desceu para o campanário, mas viu que Dan estava caído no chão, amarrado e amordaçado. De pé, parado ao lado dele, de uniforme militar preto estava Ian Kabra.

Ian dizia que se ela não entregasse para ele o cilindro não daria o antídoto do veneno que colocara em Dan. Na verdade, Dan não estava envenenado. Mas Amy não sabia e dera o cilindro para o primo e quando ele desamarrou Dan, o garoto dissera que não fora realmente envenenado, e que o que Amy segurava sim deveria ser o veneno. Dan ficara arrasado. Mas Amy dissera que a verdadeira pista estava no bolso de Dan, aquele papel que ele traduzira a mensagem.

Quando pegou o papel, no verso onde tinha a primeira dica que receberam, Dan percebera que as letras estavam embaralhadas. Na verdade o que se queria dizer era: “Segredo: Solução de Ferro”. Essa é a primeira peça do quebra-cabeça.

Uma figura conhecida estava descendo a rua: um homem magro, meio careca, de terno cinza, carregando uma mala de pano. Era o Sr. McIntyre.

Elees conversam e o Sr. McIntyre se oferece a Amy para vender o colar de Grace que ela estava usando. Mas ela recusa veementemente.

Ele entregou para os meninos o gato Saladin. Disse que eles não conseguiram se entender. Nellie decide não voltar para Boston e continuar ao lado dos meninos e propõe a eles que lhe paguem com o tesouro que eles iriam encontrar.

No canto direito, embaixo da última estrofe da partitura, Dan conseguira identificar três letras rabiscadas em tinta preta apagada: W. A. M.

Amy diz a Nellie e Dan que eles tinham que se apressar pois tinham que chegar a Viena, na Áustria. Pois fora lá que Wolfang Amadeus Mozart vivera (o W. A. M. da partitura).

William McIntyre se encontrara com uma pessoa na Torre Eiffel. O homem de preto dissera a William que os meninos não confiaram nele. O homem sugere que eles vigiem os garotos mais de perto e disse que na próxima vez não poderia ocorrer erros.

Ou seja, ainda muito suspense ainda está por vir.

A seqüência de “O Labirinto de Ossos”, “Uma Nota Errada” já foi lançada. Em breve trago o resumo para o blog.

A novidade boa sobre “The 39 Clues” é que desde o ano de 2008 os direitos de filmagem da série foi comprado pelo estúdio DreamWorks e há uma grande possibilidade de Steven Spielberg ser o diretor do projeto. Vamos aguardar para ver o que vai acontecer. Mas torço para que o filme seja bom, pois o livro merece que seja.




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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