Archive for the 'Scott Westerfeld' Category

07
maio
10

Plástica geral é obrigatória em livro de ficção científica

Divulgação

Como o post anterior eu falei de “Feios”, vou disponibilizar essa pequena matéria que li essa semana.

 

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, no caderno Teen, na página 8 do dia 03 de Maio de 2010

 

Plástica geral é obrigatória em livro de ficção científica

 

Da reportagem local

 

Era uma vez no futuro um lugar onde todas as pessoas passam por uma cirurgia plástica geral ao completarem 16 anos.

Operados, tornam-se “perfeitos”, segundo uma concepção “científica” de beleza. E são separados dos feiosos tampouco convivem com as crianças menores de 12 anos – bonitinhas por natureza.

Na cidade para onde são transferidos, os teens “perfeitos” tem como única obrigação levar uma vida de festas badaladas, freqüentadas exclusivamente por gente bonita como eles, sem “defeitos”.

Logo, a plástica é o sonho de todos. Ou de quase todos.

Esse contexto é o cenário, e o “quase”, o conflito de “Feios”, livro que chegou mês passado ao Brasil depois de estar nas listas de best-sellers dos EUA.

O livro é grande – 416 páginas -, mas os capítulos são curtos, com uma pitada de suspense no final de cada um.

Das entrelinhas, nasce uma reflexão muito mais presente do que futurística sobre o que é beleza, qual a importância dela e o que as pessoas estão dispostas a fazer para serem aceitas. Sendo o que são, ou deixando de sê-lo.

05
maio
10

Feios

Divulgação

Lançado há apenas um mês no mercado nacional, “Feios”, primeiro livro de uma coleção do autor americano Scott Westerfeld, promete dar o que falar, pois já chega ao Brasil como um livro de sucesso nos Estados Unidos, sendo um best-seller do New York Times.

A impressão que tive quando li o livro foi a mesma de quando assisti pela primeira vez o filme “O Planeta dos Macacos” (o da década de 60) e li o livro “1984”, do escritor George Orwell, um estranhamento e a sensação de inversão de valores e papéis. Sem falar que ambos são um tapa na cara, pois são formas de mostrar como o homem é cruel não apenas com os da mesma espécie mas também com tudo que o rodeia.

É impossível ler “Feios” apenas pelo prazer de ler. Pelo menos para mim foi impossível lê-lo desta forma. É o tipo de livro que após fecharmos paramos para refletir e devemos tentar captar de forma devida a intenção do autor.

Em “Feios”, uma sociedade futuritisca realiza um procedimento um tanto quanto controverso. Nova Perfeição é a parte de um mundo onde todos os habitantes são belos, perfeitos em simetria de rostos, corpos e atitudes.

Quando crianças, as pessoas vivem com seus pais e quando completam 12 anos, fase em que saem da infância, vão viver em um local onde se vivem os feios, pessoas normais que possuem pequenas imperfeições, tais como uma testa mais avantajada, olhos vesgos ou um pouco afastados, lábios finos ou grossos demais, narizes grandes, gordura avantajada, magreza acentuada, altura demais ou de menos e por ai vai. O que poderia ser visto como parte de sua identidade, do que diferenciava umas pessoas das outras, é considerado pela sociedade como algo terrível. E para reparar esse erro horrível os jovens quando completavam 16 anos ganhavam do governo o direito de se submeter a uma cirurgia para reparar todos os defeitos e deixavam de ser feios para se tornarem perfeitos. E o sonho de todo jovem era completar a idade permitida para poderem se tornar belos e vivem em Nova Perfeição, juntamente com outros perfeitos, freqüentando festas todos os dias, curtindo baladas e sendo felizes.

Mas tudo que é demais é sobra não é? Será que em Nova Perfeição tudo é realmente perfeito? Será que os jovens perdem apenas os defeitos nessa cirurgia para os tornar belos? Será que todos sobreviviam à cirurgia? É isso que a protagonista da história, Tally Youngblood, vai descobrir de uma maneira nada agradável após passar por grandes provações, confusões de sentimentos e diante de erros e acertos, arrependimento e atos de coragem.

Uma história que envolve medos, desilusões, amor, amizade, lealdade, traição e bravura. Não apenas pode ser lida, mas deve ser lida por jovens e adultos. Até porque é uma crítica a esse mundo de culto ao corpo e a beleza em que vivemos que não perdoa nada nem ninguém.

Cada um tem sua própria beleza e deveríamos ser felizes exatamente pelo que somos. Mas isso, quase sempre, é mera utopia. No entanto, Scott Westerfeld nos apresenta uma história que condena esse comportamento moderno, reflete e faz conjecturas do que aconteceria à humanidade se isso se tornasse uma obsessão.

Recomendo o livro e confesso que aguardo com ansiedade os demais volumes, afinal a história é muito interessante e a escrita é tão gostosa que não dá vontade de fechar o livro.

Ainda tem a novidade (será mesmo?) de que os direitos do livro já foram adquiridos por Hollywood e inclusive o filme se não estiver pronto já deve estar sendo concluído, com previsão para estrear em 2011. Na verdade acredito que já até esteja pronto, pois vi o trailer do filme no site da livraria cultura. Mais um livro no rol dos bem sucedidos que ganham sua versão para o cinema…




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

Blog Stats

  • 1,443,125 hits

No Twitter

RSS Ocasional

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.
março 2017
S T Q Q S S D
« abr    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Páginas

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 72 outros seguidores

Mais Avaliados