Archive for the 'L. Frank Baum' Category

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Clássico O Mágico de Oz comemora 70 anos

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Matéria publicada no Jornal A Tarde dia 6 de novembro de 2009 (hoje) no Caderno 2

Clássico O Mágico de Oz comemora 70 anos

João Carlos Sampaio, crítico de cinema

Os 70 anos do clássico “O Mágico de Oz” (1939), de Victor Fleming, garantiram a volta da obra ao mercado, agora em edição especial com quatro discos. Além de uma versão restaurada do filme, os fãs e cinéfilos podem conferir muitos extras, dos bastidores a cenas excluídas da edição final.

O filme traz Judy Garland, protagonista da trama, cantando e dançando em números musicais inesquecíveis, embalados por uma inspirada trilha sonora, que rendeu dois Oscar (um deles para a canção-tema, “Over the Rainbow”). Tem ainda aqueles tipos fantásticos da história, o Espantalho, o Leão e o Homem de Lata, que alimentam uma fácula encantadora, para todas as idades.

Quem nunca viu o filme (ou nunca leu o livro) vai conhecer a vida pacata de Dorothy (Judy Garland), uma menina que mora com os tios (Charley Grapewin e Clara Bandick) numa fazenda, no Kansas. Ela é feliz, mas que se deixa impressionar facilmente.

Ultimamente tem estado preocupada com as ameças da vizinha mal humorada (a atriz Margaret Hamilton) que a está decidida a dar um fim no cãozinho de estimação da menina. Para compensar, tem o amor dos tios e dos simpáticos empregados da fazenda, tipos vividos pelos atores Bert Lahr, Jack Haley e Ray Bolger.

 

Realidade paralela

Mesmo amada, Dorothy resolve fugir, temendo pela sorte de seu cão. Na estrada, conhece um mágico fajuto, vivido pelo ator Frank Morgan, que acaba convencendo-se a regressar ao lar.

Só que, na volta, ela é surpreendida por um tornado e perde os sentidos. Daí por diante, a menina vai experimentar uma espécie de realidade paralela. Acorda num mundo colorido, bem diferente do que está acostumada a ver na fazenda.

Com ajuda da Bruxa Boa (a atriz Billie Burke), ela ganha sapatos cor de rubi e com eles atravessa o caminho de tijolos amarelos, chegando ao mundo do Mágico de Oz, onde vai viver a maior de todas as aventuras.

Este filme se inspira no livro homônimo (The Wizard of Oz), de L. Frank Baum, que foi transposto para a tela em sua superprodução que até hoje preserva seus encantos.

Os três discos extras deste lançamento trazem o trabalho de restauração do filme, a trilha sonora, o making of, o “legado de Oz” e mais um mundo de curiosidades. O único senão fica por conta da opção de tela no formato convencional de TV, sem preservar a proporção original vista nos cinemas.

(“O Mágico de Oz”/The Wizard of Oz – Estados Unidos, 1939/ De Victor Fleming)

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L. Frank Baum

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O escritor e teosofista norte-americano, Lyman Frank Baum nasceu em Chittenango, em Nova York, em 15 e maio de 1856 e morreu em 6 de maio de 1919. Foi o responsável por criar um dos mais populares livros jamais escritos na literatura infantil americana, “O Maravilhoso Mágico de Oz”, ou apenas como é mais comumente conhecido,  “O Mágico de Oz”.

Baum é descendente de uma família alemã e teve oito irmãos. Apesar de ter recebido o nome Lyman em homenagem ao pai, ele nunca gostou e preferia ser chamado apenas de Frank, razão pela qual ele assinava os seus livros como L. Frank Baum.

Baum foi educado em casa juntamente com os irmãos, mas considerado muito sonhador pelos pais, quando completou 12 anos foi enviado para estudar na Academia Militar de Peekskill. Os pais acreditavam que ele precisava de uma educação mais rígida, mas após ficar dois anos na academia retornou para casa, após sofrer um incidente descrito como um ataque de coração.

Fascinado por livro, talvez por isso, começou a escrever muito jovem. Juntamente com alguns irmãos, ele publicava várias edições do jornal que eles denominaram “Jornal do Lar” e chegaram até mesmo a vender anúncios. Quando completou 17 anos, Baum criou um segundo jornal, chamado “O Coletor de Selos”, amador e impresso em brochura de 11 páginas, iniciando daí o negócio de troca de selos com seus amigos.

Neste mesmo período ele começou a interessar-se por teatro, o que foi a causa de sua condução ao fracasso e quase falência. Após sofrer o primeiro fracasso no teatro, aos 18 anos, ele abandona o objeto de sua devoção e passa a trabalhar como caixa na firma de um cunhado. Quando completou 20 anos iniciou um novo interesse: o de criar aves exóticas, que era moda da época.

Ao completar 30 anos publicou seu primeiro livro, “O Livro das Hamburguesas: Um Breve Tratado sobre Cruzamento, Crescimento e Gerenciamento de Diferente Variedades de Hamburguesas”.

Apesar da primeira decepção com o teatro e se lançando em águas mais profundas, ele não conseguiu ficar muito distante do palco. Com o pseudônimo de Louis F. Baum continuou participando de peças. Em 1880 seu pai o tornou gerente de uma rede de teatros que ele possuía e Baum então organizou peças de teatro para que pudesse atuar nelas.

Em 1882 Baum se casou com Maug Gage. E em 1888 eles mudaram-se para Aberdeen, Dakota do Sul, onde abriu a loja “Bazar Baum”. Mas ela não durou muito tempo, pouco tempo depois a loja faliu, o levando em seguida a editar um jornal local, o “The Aberdeen Saturday Pioneer”, onde foi o responsável por escrever uma coluna que se tornou famosa “Nossa Terra Senhora”.

Mais uma tragédia acomete a vida profissional de Baum. Em 1891, o jornal faliu e ele mudou-se com a família para Chicago, Illinois, onde ele arrumou mais um emprego em jornal, desta vez como repórter do “Evening Post” e trabalhou também como vendedor ambulante.

Em 1897 escreveu e publicou “Mamãe Ganso em Prosa”, uma coleção de rimas escritas em prosa e foi um sucesso, levando o autor a deixar o trabalho como vendedor ambulante.

Em 1899, “Papai Ganso” fazia parte de uma coleção de poesias infantis em estilo nonsense. O livro foi um sucesso absoluto e imediato, tornando-se o best-seller infantil do ano.

Em 1901, Baum juntamente com o ilustrador Denslow publicaram “O Maravilhoso Mágico de Oz”, que ganhou o título de best-seller por dois anos seguidos. Após o sucesso das aventuras de Dorothy no mundo de Oz, Baum publicou mais 13 livros baseados neste mundo encantado.

No final da vida, Baum estava doente e repleto de dívidas, devido aos incontáveis financiamentos de peças de teatro que lhe davam apenas prejuízo.

Seu último livro, “Glinda of Oz”, foi publicado em 1920, após a sua morte, mas a série continuou sendo escrita e publicada por muitos outros atores e por muito tempo. Dentre suas obras totalizam-se 70 livros para crianças.

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O Mágico de Oz

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Alguns autores vinham questionando o teor moralizante, as violentas histórias e com personagens pouco criativas das histórias infantis que predominavam na Europa no final do século XIX. Eles alegavam que as histórias deveriam entreter e divertir as crianças, pois a educação e a moral cabiam à família e à escola. Dentre esses autores estava o americano Lyman Frank Baum.

Em 1900 ele lança The Wonderful Wizard of Oz (em português, O Maravilhoso Feiticeiro de Oz), que se transforma em um dos maiores editoriais da história. É o primeiro livro da série que relata as aventuras da menina Dorothy Ventania (Dorothy Gale, no original) na fantástica Terra de Oz.

Dorothy vivia com seus tios Henry e Emm em uma pequena fazenda no Kansas. Acontece uma tempestade e seu único amigo, o cachorrinho Totó, desaparece. Desesperada, Dorothy procura por ele e acaba não entrando no abrigo contra ciclones, econdendo-se na pequena casa, que é levada pelos ares por um ciclone. No meio da tempestade, ela encontra Totó. Ao término da tempestade a casa é jogada em uma terra distante e desconhecida bem em cima de uma bruxa perigosa e temida, matando-a. Surpresa, Dorothy é recebida como heróina pelos Munchkins, homenzinhos que eram dominados pela malvada Bruxa do Leste.

Perdida ansiando voltar para casa e sem saber que estava tão longe, Dorothy recebe orientações dos habitantes do local que ela deveria procurar pelo Feiticeiro de Oz na Cidade das Esmeraldas, pois só ele poderia ajudá-la.

Dorothy calça os sapatinhos prateados da bruxa morta e acompanhada do seu fiel amigo Totó, ela segue a estradinha de tijolos amarelos em busca da terra de Oz. Após uma longa caminhada, a menina pára para descansar e no grande milharal encontra um espantalho digno de pena, pois é incapaz de exercer a função para qual foi criado: assustar e espantar os corvos que atacam a plantação. Dorothy descobre, para seu espanto, que o boneco é capaz de falar. Ele conta para ela que ansiava por um cérebro, pois assim poderia ter pensamentos excelentes.

Penalizada, a menina o retira da estaca que o prendia e convida-o para seguir com ela e Totó até a Cidade das Esmeralda, pois com certeza, o poderoso mágico haveria de ajuda-lo e solucionaria o seu problema. Maravilhado, o Espantalho acompanha Dorothy na sua jornada, tornado-se seu mais novo amigo.

Juntos, Dorothy, Totó e o Espantalho seguem pelo caminho e encontram próximo a uma cabana um homem todo feito de lata, enferrujado e segurando um machado. O Homem de Lata um dia havia sido o lenhador Tim Woodman que após um feitiço lançado por uma bruxa, acabara perdendo todos os membros em acidentes em seu trabalho, sendo substituídos por outros membros feitos de lata por um amigo. Porém o Homem de Lata precisava constantemente de alguém para lubrificar as juntas que ficavam enferrujadas. O maior desejo dele era ter um coração de verdade batendo no peito. Dorothy então o ajuda e ele integra ao grupo ansiando encontrar o grande feiticeiro para que ele lhe fornece um coração de verdade.

Na estrada o grupo é atacado por um leão que tenta amedrontar os viajantes, mas Dorothy descobre que a brabeza do leão não passa de uma farsa, ele era mesmo é muito medroso. O Leão Covarde sente muita vergonha de ser assim e ansiava ter a coragem, uma das principais caracterísitcas da sua espécie. O grupo revela para onde vai e o Leão decide acompanhá-los com a intenção de que o mágico possa lhe conceder o seu maior desejo.

O grupo quando chega à Cidade das Esmeraldas é bem recebido por todos. Porém quando o Mágico os recebe, ele não se mostra diretamente. Aparece para cada um de uma forma diferente. Informa que concederá os desejos de cada um deles com uma condição: eles teriam que livrar-se da perigosa Bruxa do Oeste.

Sem escolha e alternativa, eles dão continuidade a aventura. No confronto com a perigosa bruxa, todos os companheiros de Dorothy são destruídos e a menina feita prisioneira. Dorothy recebe a ajuda dos Quadlings, os habitantes do local dominado pela feiticeira, que a resgata e ajuda também os companheiros da criança. Assim, a Bruxa do Oeste é derrotada e o Homem de Lata feito imperador dos Quadlings.

Após o sucesso da operação, o grupo retorna ao castelo do Mágico de Oz, para que ele cumpra a promessa feita. O Mágico então é desmascarado pelo grupo que descobrem que ele não passa de um velhinho que acabou caindo no mundo de Oz por acaso quando viajava no seu balão. Ele se fingia de Mágico utilizando os truques que aprendeu quando trabalhava em circos.

Frustrados e sentindo-se enganados os membros do grupo ficam desolados pensando que nunca poderia ter seus sonhos realizados. No entanto, o desejo de todos é concecido. Ao Espantalho, o Mágico dá um certificado de uma universidade e o boneco se considera o ser mais inteligente do mundo; ao Homem de Lata, um coração falso; ao Leão, uma medalha de coragem; para Dorothy resolve levar ela com ele no novo balão que seria construído para eles irem embora para casa.

No dia da partida, Totó apronta uma: foge e o balão vai embora apenas com o falso Mágico. A garota, o cachorro e os amigos então decidem ir para a terra da Bruxa Boa do Norte, Glinda. Ao chegarem a bruxa boa os recebe como amigos que revela a menina que a solução do seu problema estava o tempo todo com ela: os sapatos de rubi que Dorothy usava eram mágicos e com ele, ela poderia voar de volta para casa. Dorothy então retorna ao Kansas com Totó e carregada de lembranças das aventuras vividas em Oz ao lado de amigos especiais e inesquecíveis.

Muitos estudiosos da área literária consideram o livro “O Maravilhoso Mágico de Oz” como a primeira narrativa norte-americana  do gênero fantástico. Após o lançamento do livro, o reconhecimento como uma história super criativa e diferente gerou diversas outras reimpressões, sob o título “O Mágico de Oz”.

O sucesso do livro foi tão grandioso que Baum em 1902 produziu um musical baseado na sua publicação. Posteriormente, em 1925, a história ganhou uma adaptação para o cinema, como filme mudo. Em 1939, os estúdios da Metro Goldwyn Mayer lançou uma nova versão do filme. O que consagrou a atriz Judy Garland que atuou como Dorothy e também a história de Baum, que através do filme conquistou fãs no cinema e na televisão.

Baum quis diferenciar a sua história das maiorias que eram escritas e produzidas na sua época. E o resultado foi maior do que o esperado. Com uma linguagem simples e métodos de escrita diferente dos que são ensinados, talvez (porque não?) sendo um dos precursores do método da repetição (verde, verde, verde que tanto aparece no País das Esmeraldas), a sua obra se eternizou nos corações de crianças, jovens e adultos, sendo lembrada até os tempos modernos.

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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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