Posts Tagged ‘O Senhor dos Anéis

18
jun
10

10 livros em 10 dias – 6º dia

Vi a proposta de um desafio muito interessante há alguns dias atrás no blog da Íris – www.literalmentefalando.blogspost.com e como achei bem divertido, resolvi adotar também. Em dez 10 comentarei sobre 10 livros que:

  • Mais gostei – 01° dia
  • Mais odiei – 02° dia
  • Mais barato que comprei – 03° dia
  • Mais caro que comprei – 04° dia
  • Mais prendeu minha atenção – 05° dia
  • Menos prendeu minha atenção – 06° dia
  • Mais recomendo – 07° dia
  • Menos recomendo – 08° dia
  • Mais interessante/diferente – 09° dia
  • Mais velho que você tem ou leu – 10° dia

Dia 6: Livro que menos prendeu minha atenção

  • Escolha: “O Senhor dos Anéis, o Retorno do Rei”, J. R. R. Tolkien

Demorei demais lendo todos os livros de “O Senhor dos Anéis”, mas o último, “O Retorno do Rei”, foi o que mais demorei em toda minha vida. A narrativa de Tolkien, na minha opinião, é lenta demais, descritiva demais e isso não consegue me prende. Eu fiz um esforço imenso para terminar de ler os dois antecessores, mas o último não teve jeito. Cheguei até a metade, mas não teve santo que me fizesse reabrir e concluir o livro.

A vontade que tinha era de pular as páginas, acelerar a história, mas acho isso uma enganação comigo mesma e preferi assumir a “culpa” de não ter gostado de Tolkien, o que para alguns é quase como cometer um crime, afinal “O Senhor dos Anéis” é um clássico e acho que sou um dos poucos seres humanos que não curtiram esse clássico.

Mas não fiquei triste por isso, apenas decepcionada por não ter conseguido chegar até o final.

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23
abr
10

No subterrâneo da fantasia

Não estou ansiosa para assistir “Alice no País das Maravilhas” e confesso que estou ficando desanimada diante de tantas críticas negativas que tenho lido a respeito do filme. Mas, de longe, essa matéria a seguir da revista Veja dessa semana, foi a mais cruel, e ouso dizer, talvez a mais injusta.

A repórter inclusive chega a sugerir que o diretor Tim Burton confundiu as duas rainhas – a de Copas, de “Alice no País das Maravilhas” com a Vermelha, de “Alice Através do Espelho”. Como se fosse possível um diretor do gabarito de Tim Burton confundir duas personagens de livros diferentes. De fato quem diz o bordão “Cortem-lhe a cabeça” é a Rainha de Copas, não a Rainha Vermelha, como esta acaba falando com freqüência no filme.

Tim Burton declarou em mais de uma entrevista que ele não estava preocupado em ser fiel ao livro. O foco dele seria nas personagens. Tanto é que a própria personagem principal, Alice, não é mais uma criança e sim uma adolescente.

No próprio trailer do filme eu pude perceber que Alice retorna ao País das Maravilhas. Tim Burton não quis simplesmente mudar deliberadamente a idade de Alice. O próprio Chapeleiro Maluco não é igual ao livro. Bem como diversas situações no País das Maravilhas.

A repórter critica ainda que no filme há lutas, guerras, o bem contra o mal e argumenta que no livro não existe luta entre o bem e o mal. Mais uma vez eu digo que o diretor não estava querendo fazer de “Alice no País das Maravilhas” uma produção fiel ao livro como aconteceu em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” que ele também dirigiu e foi de fato uma adaptação do livro.

Quando Lewis Carroll escreveu as aventuras de Alice o que as crianças gostavam de ler (ainda não consigo classificar Alice como um livro infanto-juvenil) não era o mesmo do que as crianças e jovens de hoje querem ler. Muito menos ver nas salas de cinema. As crianças de hoje querem sim batalhas entre seres fantásticos, se fosse o contrário como justificar o sucesso de “Harry Potter” e “Percy Jackson”? Tim Burton pode ter errado em um ou mais pontos, mas na minha opinião, ele não errou neste. Ele apenas modernizou a história. Mas só poderei ter mais opiniões após assistir ao filme.

Revistas  »  Edição 2161 / 21 de abril de 2010

Cinema

No subterrâneo da fantasia

 

“Alice no País das Maravilhas” parecia ser uma escolha lógica para o diretor Tim Burton. Mas sua versão do clássico do escritor Lewis Carroll é ao mesmo tempo feérica e tímida

Isabela Boscov

http://veja.abril.com.br/210410/subterraneo-fantasia-p-130.shtml

Fotos divulgação

ALICE NÃO MORA MAIS AQUI
Mia Wasikowska, no papel da Alice crescidinha: a atriz australiana seria uma ótima escolha para a personagem – se esta houvesse sobrevivido à revisão do diretor

Aventuras de Alice no País das Maravilhas, o título com que o clássico infantil de Lewis Carroll ficou conhecido desde sua primeira publicação em português, em 1865 (logo em seguida ao lançamento da edição original inglesa), tem algo de enganoso. Uma tradução mais exata – embora talvez menos convidativa – para Alice in Wonderland seria Alice na Terra dos Assombros. Pois assombros, de fato, é só o que a pequena Alice encontra a partir do momento em que cai na toca de um coelho branco (não é à toa que ele chama a sua atenção; o coelho veste uma casaca) e, no fundo dela, se descobre em um mundo cuja lógica, se é que ela existe, em nada se parece com a lógica deste mundo. Como em um delírio de febre, Alice estica ao comer um biscoito, e então encolhe ao provar uma beberagem. Depara com uma lagarta que fuma um narguilé e com um gato cujo sorriso fixo continua pairando no ar mesmo depois que ele se vai. Dá braçadas em uma lagoa feita de suas próprias lágrimas. Comemora seu desaniversário e participa de um chá da tarde com um chapeleiro que, como bem descreve seu nome, é maluco. E é convocada a testemunhar em um julgamento sobre um roubo de tortas na corte da irascível Rainha de Copas, que tem cartas de baralho no lugar de lacaios e cuja ordem mais frequente – aliás, a única que ela sabe dar – é “cortem-lhe a cabeça!”. Tudo muito curioso, mas não propriamente maravilhoso: todos esses personagens tentam provocar, hostilizar ou ridicularizar Alice – com sucesso. Ou seja, Alice não consegue ficar à vontade nem no mundo que tem de habitar, nem no mundo criado por sua imaginação (no desfecho, esclarece-se que tudo não passou de um sonho). Não surpreende, assim, que essa seja uma das histórias prediletas de Tim Burton, o diretor de Edward Mãos de Tesoura, Ed Wood e A Fantástica Fábrica de Chocolate: Burton construiu toda uma carreira sobre as dores e frustrações causadas pelos sentimentos de inadequação – os de seus personagens e também os seus. Surpreende, entretanto, que sendo Alice uma escolha tão, bem, lógica para o diretor, ele tenha demorado tanto tempo para realizar sua adaptação. Tempo demais, na verdade.

 

Tudo em Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, Estados Unidos, 2010), que estreia no país na próxima sexta-feira, tem aquele travo das ideias que foram analisadas, racionalizadas e buriladas até que a última centelha de vida fosse apagada delas. A imaginação visual de Burton, sua maior assinatura e melhor recomendação, atinge aqui um pico febril. Cada cena é uma explosão de cores, mas elas frequentemente adquirem tons biliosos. O 3D, formato para o qual o filme foi convertido depois de ter sido rodado no 2D convencional, é usado de maneira agressiva, quase vulgar. Nenhum personagem é poupado de fazer sua aparição. Vários, porém, são apresentados e logo depois largados no meio do caminho. Outros são adulterados sem que se identifique uma boa razão para tal: a Rainha de Copas, por exemplo, mantém sua personalidade, mas é chamada aqui de Rainha Vermelha, uma personagem bem diferente e que só existe em Através do Espelho, a sequência de País das Maravilhas publicada em 1871. O motivo parece ser a necessidade de contrapô-la à meiga Rainha Branca, que no filme é sua irmã e rival – Vermelha (Helena Bonham Carter) usurpou o trono de Branca (Anne Hathaway), e Alice é quem vai ter de comandar as forças do bem em uma guerra para derrubar a tirana e seus asseclas maléficos. Forças do bem? Guerra? A certa altura, Alice no País das Maravilhas, ícone da literatura vitoriana e manifesto em favor do nonsense promulgado em uma era que se inebriara do racionalismo, sai de vez do seu curso e vira uma fantasia medieval com batalhas, espadas e armaduras. Vira, enfim, uma tentativa desanimada, sem alma nem convicção, de emular sucessos da fantasia como O Senhor dos Anéis e Harry Potter e de, como neles, galvanizar o público em torno de um protagonista incumbido de uma missão messiânica. 

MALUCO BELEZA
O Chapeleiro Maluco vivido por Johnny Depp é um rebelde melancólico,- inconformado mas impotente para se erguer sozinho contra a tirania da Rainha Vermelha. No livro de Lewis Carroll, ele tem lá suas diferenças com a monarquia, mas está longe de ser esse anarquista manso: quando está sentado à sua absurda mesa de chá, é também ele um déspota – e se mostra sempre rude com Alice

 

Se há dois sintomas claros de que esta Alice passou por um processo de desnaturação, porém, eles estão, primeiro, na figura triste em que o originalmente insolente Chapeleiro Maluco se transformou: quando Johnny Depp está em cena, com lentes que deixam seus olhos repletos de melancolia do tamanho de dois pires, o filme transpira o que de fato gostaria de ser – mais uma história em que Depp assume o lugar de alter ego trágico do diretor, e em que garotas perdidas em um labirinto de silogismos provavelmente não teriam muito que fazer. O segundo e mais grave sintoma está na alteração ostensiva da protagonista, de uma menina de 10 anos para uma jovem de 19, indignada com a ideia de ter de se casar com um aristocrata tolo e sem queixo. Muito da polêmica que a obra de Lewis Carroll acumulou no decorrer de sua trajetória vem da paixão (até onde se sabe platônica, mas nem por isso menos imprópria) que o escritor alimentou por sua musa, a menina Alice Liddell, que ele conheceu quando ela tinha 4 anos (veja o quadro abaixo). É compreensível e aceitável que Burton queira passar ao largo de qualquer rastro deixado por essas sugestões de pedofilia. Mas, na ânsia de se afastar delas, o diretor e a roteirista Linda Woolverton se jogam em uma outra armadilha: transformam o enredo em uma história de superação e de celebração do girl power – uma história, aliás, muito confusa. 

Alice, agora uma protofeminista, se recusa a usar espartilho, numa liberação de sua silhueta reminiscente das queimas de sutiãs dos anos 60. Mas é também uma destilação dos mais tradicionais ideais de feminilidade: é maternal, compassiva e redentora. Quando chega a essa última etapa, aliás, adeus às formas exuberantes da australiana Mia Wasikowska, que terminam bem comprimidas sob uma armadura de metal. Mia, conhecida pela série In Treatment, mostra ser uma atriz de bom senso inato, capaz de fazer sempre a escolha mais sólida em cada situação em que é lançada. É provável que fosse uma excelente Alice – se algo de Alice houvesse restado nesta versão ao mesmo tempo tão feérica e tão tímida de Tim Burton. 

CORTEM O CABEÇÃO
Interpretada por Helena Bonham Carter, a Rainha Vermelha é a grande vilã do filme, em oposição à etérea Rainha Branca. Nos livros originais, porém, não há vilões nem mocinhos, e as duas supostas rivais até tomam chá juntas. O bordão que a Rainha Vermelha repete ao longo do filme – “cortem-lhe a cabeça” – na verdade pertence a uma terceira monarca, a Rainha de Copas, essa sim uma desvairada autocrata

 

Um clássico insolente

Lewis Carroll/Getty Images

A PEQUENA MUSA
Alice Liddell com roupas de mendiga, em foto do próprio Lewis Carroll (à esq.): o escritor disse que nunca esqueceria o dia em que conheceu a menina

“Esse foi um dia para não esquecer”, registra o diário do reverendo inglês Charles Dodgson (1832-1898) em 25 de abril de 1856. Foi nesse dia que o professor de matemática de Oxford conheceu as três filhas do reitor Henry Liddell. Gago e tímido, Dodgson adorava crianças – sentimento cuja extensão (ou cuja gravidade) até hoje suscita debates entre biógrafos e estudiosos. Parece ter se apaixonado por Alice Liddell, que ainda não contava 4 anos naquele primeiro dia inesquecível. Nos anos seguintes, Dodgson comporia histórias fantasiosas para as irmãs Liddell. A própria Alice insistiu para que ele escrevesse os contos em que ela aparecia como protagonista. Daí surgiu Aventuras de Alice Debaixo da Terra, caderno manuscrito ilustrado pelo próprio Dodgson e presenteado a sua musa no Natal de 1864 (quando o autor já andava afastado da família Liddell, possivelmente por ter proposto um matrimônio indesejado à pré-pubescente Alice). Uma versão expandida seria publicada no ano seguinte, assinada pelo pseudônimo literário do autor, Lewis Carroll, e já com o título definitivo: Aventuras de Alice no País das Maravilhas. Em 1871, Através do Espelho, novo livro protagonizado por Alice, seria o best-seller de Natal na Inglaterra. Essas duas obras estão entre as mais extravagantes já escritas para o público infantil – e Alice no País das Maravilhas, o filme, reproduz essa extravagância só na superfície iridescente, jamais no espírito.

Em um tempo em que os livros para crianças eram moralizantes, Carroll ousou apresentar uma fantasia que ridicularizava a compostura exigida às pobres crianças vitorianas. “Fale só quando falarem com você”, diz a sentenciosa Rainha Vermelha de Através do Espelho (que no filme é fundida – ou confundida – com a despótica Rainha de Copas). Alice observa que, se essa regra fosse seguida por todos igualmente, a conversa deixaria de existir. O livro exalta essa esperteza que os adultos tantas vezes tomam por insolência. Sem tal qualidade, Alice não sobreviveria ao País das Maravilhas e ao estranho mundo do outro lado do espelho. Esses são, afinal, universos de pesadelo, povoados por criaturas esquisitas que vivem aprisionadas em paradoxos lógicos e argumentos circulares. Um exemplo tão divertido quanto tenebroso é a hora do chá que nunca chega ao fim na mesa da Lebre de Março e do Chapeleiro Maluco – aliás, muito diferente do louco manso encarnado por Johnny Depp, o Chapeleiro é uma figura antipática, muito hostil a Alice. “Teria prazer em conhecer aquele coelho tagarela, mas não ambiciono a amizade do chapeleiro”, disse a poeta Christina Rossetti em uma carta para Carroll.

Embora os jogos de palavras e as alusões históricas e literárias dos dois livros de Alice só possam ser plenamente apreciados por gente grande, Carroll ainda é uma leitura fascinante para as crianças. Poucos escritores compreenderam tão profundamente a inadequação que elas sentem diante das regras implacáveis dos adultos. As raízes psicológicas dessa compreensão são talvez sombrias – mas não comprometem a beleza do livro.

Jerônimo Teixeira

 

 

20
abr
10

Tolkien e sua Mitologia no canal History Channel

Crédito da foto: http://bilbohobbit.com/wp-content/uploads/2008/09/tolkien14.jpg

 

Tolkien e sua Mitologia no canal History Channel

 

O canal pago History Channel vai exibir, dentro do programa “Confronto dos Deuses”, no dia 24 deste mês às 22 horas, um episódio que interessa muito a nós leitores, “A Mitologia de Tolkien”. O episódio abordará a criação de obras do escritor inglês J. R. R. Tolkien, como “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis” e exibirá também o desejo do escritor de criar uma mitologia para a Inglaterra.

 

30
mar
10

‘Coração de tinta’ retrata personagens fantásticos

Matéria publicada no site G1

Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL934963-7084,00-CORACAO+DE+TINTA+RETRATA+PERSONAGENS+FANTASTICOS.html

‘Coração de tinta’ retrata personagens fantásticos

Aventura baseia-se no livro homônimo da autora alemã Cornelia Funke.
História mostra dom de trazer para este mundo personagens dos livros.

25/12/08 – 09h08 – Atualizado em 25/12/08 – 09h08

 

Aventura infanto-juvenil de férias com potencial para engajar também adultos em busca de diversão, “Coração de tinta” baseia-se no livro homônimo da autora alemã Cornelia Funke, em torno da fantasia de que algumas pessoas teriam o dom de trazer para este mundo personagens dos livros apenas lendo suas histórias em voz alta. O filme estréia nesta quinta-feira (25) nos cinemas.

 

Brendan Fraser lê histórias em voz alta e traz personagens da literatura para este mundo em ”Coração de tinta, que estréia nesta quinta-feira (25) nos cinemas (Foto: Divulgação)

 

Um desses “línguas encantadas” é o encadernador de livros raros Mortimer Folchart (Brendan Fraser, de “Viagem ao centro da Terra”), pai de Meggie (Eliza Hope Bennett). Desde o misterioso desaparecimento de sua mulher, Resa (Sienna Guillory), ele deixou de lado a leitura em voz alta e procura desesperadamente o livro em que ela entrou, também chamado “Coração de tinta”.

 

Visitando o sebo de uma cidadezinha atrás do livro, Mortimer encontra Dedo Empoeirado (Paul Bettany, de “O código Da Vinci”) – um homem que tem poderes mágicos para controlar o fogo e que foi trazido a este mundo por conta de uma leitura doméstica de Mortimer. Dedo está desesperado para voltar para sua mulher, no reino do livro, mas Mortimer não quer saber de atendê-lo. Refugia-se na casa de sua excêntrica tia-avó, Elinor (Helen Mirren, de “A rainha”), dona de uma esplêndida biblioteca.

 

Mortimer é localizado em seu esconderijo não só por Dedo Empoeirado como por outros seres malignos vindos das páginas do livro. Liderados por Capricórnio (Andy Serkis, o Gollum de “O senhor dos anéis”), os vilões planejam trazer para a terra o mais poderoso ser do mal de sua história, o gigantesco Sombra.

 

 

As aventuras seguintes envolvem a captura e fuga de Mortimer, ajudado por Dedo Empoeirado e Farid (Rafi Gavron), um rapazinho de “As mil e uma noites”. Complicando a situação, Capricórnio descobre que a menina Meggie é também uma “língua encantada”, chantageando-a para usar seu poder ao informá-la de que a mãe dela está em seu poder no seu castelo – onde são prisioneiros os personagens de diversas histórias e lendas, como os macacos voadores de “O mágico de Oz”, o crocodilo de “Peter Pan” e o Minotauro.

 

Enquanto isso, Mortimer, Dedo Empoeirado e Farid localizam na Itália o autor de “Coração de Tinta”, Fenoglio (Jim Broadbent), pedindo sua ajuda para restaurar a ordem das coisas.

 

Este intenso tráfego entre o mundo da realidade e da imaginação requer, como se pode prever, um uso intensivo de efeitos especiais, que são eficientes. O que falta é um ritmo adequado para um maior envolvimento com os personagens, que parecem estar o tempo todo apenas correndo uns dos outros.

 

O diretor inglês Iain Softley, que foi bem na condução do drama de época “Asas do amor”, baseado em livro de Henry James, aqui teve um resultado inferior.

 

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

05
mar
10

Pierce Brosnan e Uma Thurman estrelarão filme sobre mitologia grega

Pierce Brosnan e Uma Thurman estrelarão filme sobre mitologia grega

Ele será o centauro Quíron e ela, a perigosa Medusa.
Projeto traz seres míticos para os dias atuais.

26/03/09 – 09h32 – Atualizado em 26/03/09 – 09h32

Pierce Brosnan e Uma Thurman se unirão para interpretar figuras da mitologia grega no filme “Percy Jackson”, informou na quarta-feira (25) a revista “The Hollywood Reporter”.

Brosnan e Thurman serão o centauro Quíron e a perigosa Medusa, respectivamente, enquanto Sean Bean (“O senhor dos anéis”), será Zeus, Kevin McKidd (“O melhor amigo da noiva”) fará Poseidón e Melina Kanakaredes (“15 minutos”) interpretará Atena.

O filme, dirigido por Chris Columbus (“Esqueceram de mim” e “Harry Potter e a pedra filosofal”), é baseado no romance infantil “The lighting thief”, de Rick Riordan, na qual o filho de Poseidón metade homem metade deus, Percy, viaja aos Estados Unidos dos dias de hoje para impedir uma guerra entre deuses.

A ideia do estúdio é transformar a produção em uma série estilo “Harry Potter”.

O filme será rodado em Vancouver, no Canadá, e está previsto para chegar aos cinemas em fevereiro de 2010.

A atriz Uma Thurman (Foto: Divulgação)

 

http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1059326-7086,00-PIERCE+BROSNAN+E+UMA+THURMAN+ESTRELARAO+FILME+SOBRE+MITOLOGIA+GREGA.html

04
dez
09

‘As Crônicas de Spiderwick’ combina drama familiar e magia

‘As Crônicas de Spiderwick’ combina drama familiar e magia

Seguindo os passos de ‘As Crônicas de Nárnia’ e a ‘A Bússola de Ouro’, filme estréia nesta sexta em SP

Alysson Oliveira, da Reuters – REUTERS

quinta-feira, 20 de março de 2008, 14:18 | Online

Divulgação

Cena de ‘As Crônicas de Spiderwick’

SÃO PAULO – A magia anda em destaque no cinema. Depois que séries como Harry Potter e O Senhor dos Anéis faturaram alto, uma avalanche de filmes do gênero vem sendo descarregada nas salas quase mensalmente. Agora, é a vez de As Crônicas de Spiderwick, que estréia em cópias dubladas e legendadas nesta sexta-feira, 21, seguindo os passos de As Crônicas de Nárnia e a A Bússola de Ouro.

Os irmãos Helen (Sarah Bolger, de Terra dos Sonhos) e os gêmeos Simon e Jared (interpretados por Freddie Highmore, de Em Busca da Terra do Nunca) não estão nada contentes de terem que abandonar Nova York e mudar-se para uma antiga casa de campo com a mãe (Mary-Louise Parker, de Dragão Vermelho), que está se divorciando.

Helen é a mais velha. Por isso, sente-se mais responsável por Simon, que é estudioso, e Jared, o rebelde. Este é quem mais sente a falta do pai, acreditando que ele virá ao seu encontro. Mas nem tudo sai como ele planejou. Enquanto espera, descobre um livro antigo, que tem na capa o aviso para não o abrir. A proibição é tudo o que ele queria para se divertir.

Jared começa a ler o livro e coisas estranhas acontecem. As anotações foram feitas por Spiderwick (David Strathairn, de Boa Noite e Boa Sorte), que pesquisou sobre o mundo mágico de fadas, duendes e outras criaturas há quase um século. O autor desapareceu sem deixar pistas e sua filha, Lucinda Spiderwick (Joan Plowright, de Os 101 Dálmatas), agora uma senhora de mais de 80 anos, está internada num hospício.

Uma série de acontecimentos estranhos, envolvendo goblins (uma espécie de duendes malvados) e ogros colocam Jared no centro da ação. Quem explica ao garoto o que está acontecendo é Tibério, uma criatura chamada de ‘brownie’ (um duende caseiro) que some e aparece quando quer e vira um miniogro quando está enfezado.

Criaturas do mal estão atrás do livro e são governadas por Mulgarath (Nick Nolte, de Paris, Te Amo). Para conseguir defender sua casa e a família, o menino precisará convencer os irmãos Simon e Helen de que as criaturas encantadas existem e são perigosas. Afinal, não é preciso muito esforço para isso, por causa das inúmeras travessuras dos seres mágicos.

Existe uma forma de parar o ataque dos goblins, mas as crianças não sabem como. Para descobri-la, eles vão atrás de Lucinda, que guarda um segredo e pode explicar porque os goblins querem tanto o livro.

Dirigido por Mark Waters (Meninas Malvadas), As Crônicas de Spiderwick baseia-se numa série de livros infanto-juvenis de Holly Black e Tony DiTerlizzi.

O filme combina drama familiar com fantasia – os seres mágicos acabam sendo uma forma de escapismo para as crianças sob a pressão da separação dos pais – mas não consegue manter o ritmo o tempo todo.

A combinação de uma fotografia naturalista com o mundo da magia é uma boa sacada do diretor. Mas nem isso sobrevive ao excesso de efeitos especiais e ação que dominam a meia hora final do filme.

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,as-cronicas-de-spiderwick-combina-drama-familiar-e-magia,143496,0.htm

23
nov
09

Sangue novo

Sangue novo

A estreante Stephenie Meyer conquista o público adolescente ao misturar dilemas jovens com vampirismo

Rodrigo Turrer

29/04/2008 – 20:57 – Atualizado em 20/05/2008 – 16:49

Quando o britânico J.R.R. Tolkien publicou seu O Hobbit, em 1937, deu início não apenas à série de O Senhor dos Anéis – o segundo livro em inglês mais vendido na História, logo atrás da Bíblia –, como também desencadeou uma febre de aficionados por magia e universos fantásticos que o furacão editorial Harry Potter só fez amplificar desde que chegou às livrarias, em 1997.

A nova saga que arregimenta uma horda maior de fãs a cada dia é Crepúsculo (Intrínseca, 416 páginas, R$ 39,90), da americana Stephenie Meyer, de 34 anos. Primeiro livro dela, começo de uma trilogia traduzida para mais de 20 idiomas que vendeu milhões de cópias pelo mundo, Crepúsculo tinha dois fã-clubes um ano antes de ser lançado no Brasil.

“Achei importante debater com outros fãs”, diz a estudante Laís Scrivani, de 19 anos. Ela criou um dos fã-clubes, que tem mais de 20 mil acessos diários e integrantes fervorosos, como a estudante do ensino médio Larissa Huayck Lobo, de 15 anos. “Meus amigos e minha família nem sabem do que trata o livro, então é bom conversar com quem conhece”, diz.

Crepúsculo narra a história da jovem Bella Swan, uma garota de 17 anos, filha de pais separados, que se muda para a chuvosa e monótona Fork, o último lugar em que um adolescente gostaria de viver. Enquanto tenta se habituar à nova vida com um pai quase desconhecido e se adaptar à rotina provinciana e aos constrangimentos da pouca amabilidade dos colegas de escola, conhece Edward Cullen, um fascinante garoto que guarda um segredo: não envelhece desde 1918, quando se tornou vampiro. Os dois, claro, se apaixonam perdidamente.

Como se a condição sobrenatural do rapaz não fosse empecilho suficiente, a família dele passa a caçar Bella graças ao apetitoso aroma de seu sangue, nunca antes sentido por aquelas bandas. Esse cruzamento de Romeu e Julieta com Drácula soa como uma versão adolescente de Anne Rice, outra escritora que explorou com sucesso o mundo dos vampiros. Rice largou o tema – trocou Drácula por Jesus. Melhor para Meyer: mais pescoços se curvarão para ler seus livros.

Eles são idolatrados

Escritores canonizados pelo público e cultuados com fã-clubes

J.R.R. TOLKIEN

Com a saga O SENHOR DOS ANÉIS, Tolkien iniciou a era de aficionados por magia e universos fantásticos, e ganhou leitores fanáticos pelo mundo

J.K. ROWLING
Um dos maiores sucessos editoriais da História,HARRY POTTER causou frenesi entre os fãs, que a cada lançamento se engalfinhavam para garantir o livro

ANNE RICE
A autora de ENTREVISTA COM O VAMPIRO e suas continuações recriou o universo dos sugadores de sangue. Depois largou seus fãs à própria sorte

PAULO COELHO
Verdadeiro fenômeno editorial no Brasil, o autor de O ALQUIMISTA arrebanhou fãs até no exterior, que mantêm sites para discutir sua obra

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI3265-15220,00-SANGUE+NOVO.html




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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