Posts Tagged ‘A Mediadora

05
maio
10

Entrevista com Meg Cabot

Matéria publicada no caderno Folhateen do jornal Folha de São Paulo, do dia 14 de setembro de 2009, na página 10.

Divulgação

 

Princesa Rejeitada

Autora da série da princesa e de “A Mediadora”, Meg Cabot diz que penou por 13 anos antes de vender 15 milhões de livros.

Da reportagem legal

De realeza, Meg Cabot tem “só” os 13 livros derivados de “O Diário da Princesa” e uma coleção de 20 coroas. Nada de rei na barriga para ela.

A escritora americana vendeu mais de 15 milhões de exemplares dos 54 livros que publicou, mas ainda tem que refazer os textos que entrega, depois de broncas da editora.

Um pito, deve vir em breve, ela prevê. É que, na terça passada, ela entregou o terceiro livro da série “Airhead”, que a editora Record deve trazer para o Brasil em 2010. e, aos 42, ela diz que vai reagir como teen: ficar fula e, depois, acatar. Foi o que ela contou, gargalhando ao telefone com a Folha, no dia em que chegou ao Brasil para uma turnê que inclui a Bienal do Livro (no Rio), São Paulo, Curitiba e Salvador.

Arranhando frases num português engraçado, tipo: “Onde ficha o banhéééiro?”, Meg disse que jovens gostam de ler sobre a morte porque estão felizes.

Leia a seguir trechos da conversa (Chico Felitti).

 

  • Folha – Qual foi a primeira coisa que você escreveu?

 

Foi o conto “Benny the Puppy” (Benny, o cachorrinho). A família de Benny morre em um tornado e ele fica sozinho e, depois é adotado por índios. Eu tinha sete anos e estava super deprimida. Ilustrei o conto e me lembro de um desenho da família voando, com as orelhas balançando.

 

  • Folha – Os leitores teen de hoje gostam tanto de vampiros, fantasmas e morte porque estão super deprimidos?

 

Eu acho que, às vezes, quando se está feliz e confortável na sua casa, é bacana ler sobre coisas que são tristes ou assustadoras. Muitas pessoas que são escritoras e escrevem sobre coisas horrorosas são bem felizes e engraçadíssimas!

 

  • Folha – Você acha que a série “A Mediadora” (2000), em que a protagonista teen se apaixona por um fantasma, influenciou “Crepúsculo” (2005), em que a protagonista teen cai de amores por um vampiro?

 

Não tenho a mínima idéia. Tudo o que é lançado na cultura pop influencia… me influencia. Ninguém vive num vácuo, né? Eu não fui a primeira pessoa a escrever sobre uma princesa, nem sobre uma garota que se apaixona por um morto. Quando escrevi “A Mediadora”, o livro foi rejeitado porque os editores diziam “nenhuma menina se apaixona por um garoto morto!” Hahahahaha se eles soubessem….

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 “Quando escrevi ‘A Mediadora’ o livro foi rejeitado porque os editores diziam ‘nenhuma menina vai se apaixonar por um garoto morto”.

 

  • Folha – Assistiu aos filmes baseados em seus livros?

 

Só vi o primeiro. Não ia ver o segundo, porque tinha mudanças demais e não queria ser influenciada por ele… Amei o primeiro filme, que é lindinho! Há dois universos da princesa Mia: o do filme, que é bonitinho, e o meu, que é o certo.

 

  • Folha – Em seu blog, você citou a frase “Sou tão misteriosa que não me entendo”, de Clarice Lispector, você se entende?

 

Eu não sou nada misteriosa, infelizmente! Queria muito ser mais como ela…

 

  • Folha – Já leu algo de Clarice Lispector?

 

Sim, alguns contos fantásticos. Agora, quero ler “A Hora da Estrela”, em inglês, mas tenho dificuldade de achar a tradução.

 

  • Folha – Já leu a tradução de algum livro seu?

 

Já leram para mim, em algumas línguas, e não fiquei muito feliz com a tradução das gírias.

 

  • Folha – Porquê?

 

Ah, é sempre difícil adaptar gírias, bem como palavrões.

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“Há dois universos da Princesa Mia: o do filme, que é bonitinho, e o meu, que é o certo”

 

  • Folha –Você gosta de escrever com palavrões?

 

Sim! É ótimo escrever para adultos porque dá para usar palavrões. Hahaha!

  • Folha – O que tem escrito?

 

Entreguei ontem o terceiro livro da série “Airhead”. Mas sei que vou receber um e-mail da minha editora dizendo que preciso reescrever bastante coisa.

  • Folha – E você refaz numa boa?

 

Isso sempre acontece! Fico brava na hora e digo: “Você está errada!”. Depois vejo que ela tem sempre a razão.

  • Folha – Dá um exemplo?

 

Claro: eu queria chamar o segundo livro de “O Diário da Princesa” de “Princess of Puke” (Princesa do vômito). Ela me disse: “É o pior título da história”. Era mesmo.

  • Folha – Quantas vezes você foi rejeitada antes de ficar famosa?

 

Foram três anos de pura rejeição e mais dez até que pudesse largar meu trabalho “de verdade”. Todo mundo é rejeitado, é bom que os jovens saibam. Só não desista!

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“Tenho mais de 20 coroas. Nenhuma de diamantes. Queria comprar uma. Meu marido não deixou…”.

 

  • Folha – Só lê “coisa de menina”?

 

Não! Atualmente, leio algo de mangás, e não gosto dos “de menininhas”, que são altamente sexualizados. Gosto dos “de garotos”, mais violentos.

  • Folha – Como é sua rotina?

 

Tomo café da manhã e vou para o trabalho. Mas meu trabalho é em casa. Tento escrever umas duas mil palavras por dia, mas é difícil porque a gente se distrai com comida, gatos, marido, sabe como é…

  • Folha – Já foi a uma vidente, como a protagonista de “A Mediadora”?

 

Fui, quando estava no ensino médio, e ela estava completamente errada! Disse que eu ia ser bibliotecária e nunca ia ter um namorado!

  • Folha – Em várias fotos você aparece de coroa. Você usa ela em casa, com pijama?

 

Bem que eu queria. A verdade é que as coroas são desconfortáveis. Tenho mais de 20 delas – nenhuma de diamantes. Queria comprar uma. Meu marido não deixou.

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04
maio
10

A Mediadora – Crepúsculo

A autora americana Meg Cabot, no sexto e último livro da série “A Mediadora”, “Crepúsculo”, acabará de uma vez por todas com o suspense que ronda a cabeça dos leitores: Suze ficará ou não com o seu namorado fantasma Jesse? E como ficará a sua relação com o outro mediador Paul.

Por falar em Paul, o sexto livro já começa com um conflito entre ele e Suzannah. Paul rouba o dinheiro de um fantasma que seria destinado aos seus familiares que aparece lhe pedindo ajuda, bem como aparece também para Suze. Mas o fantasma da Sra. Gutierrez aparece primeiro para o mediador errado e Suze pouco pode fazer para lhe ajudar. Quando eles brigam Paul mais uma vez ameaça Suze de fazer Jesse desaparecer, como ele fizera recentemente com Sra. Gutierrez.

Suze perde uma ajuda muito importante. O padre Dominique teve que se ausentar da escola por um período, pois o monsenhor sofrera um acidente e ele teria que ir até São Francisco para averiguar o que realmente acontecera, afinal poderia se tratar da obra de um fantasma.

Após uma discussão com Paul, Suze vai a procura de Jesse e lhe conta o que a estava preocupando: a possibilidade de Paul fazer com que Jesse não tivesse morrido, desta forma eles não teria como se conhecer e, como conseqüência, não ficariam juntos. Afinal tudo o que Paul mais queria no mundo era separar Suze de Jesse. Mas o fantasma não deu muita importância a informação passada por Suze e ambos tiveram um momento romântico junto. No entanto quando as coisas começaram a esquentar Jesse mandou Suze ir embora.

Suze decide procurar o Sr. Slaski, o avô de Paul que vivia em uma cadeira de rodas e, conforme todos diziam, tinha problemas de saúde incuráveis. Quando ninguém podia ouvi-los, Suze falou com o Sr. Slaski sobre a mediação do seu neto. O avô de Paul também era um mediador que fora até as profundezas da terra para saber mais sobre esse poder. Ele fez descobertas importantes, mas ninguém quis acreditar nele, inclusive a sua própria família. A única coisa que o senhor ganhara foi uma doença terminal. Na conversa com o Sr. Slaski, Suze descobre que tanto ele quanto o neto Paul são deslocadores. São capazes de se deslocar no tempo entre os vivos e os mortos. Bem como ela também tinha esse poder, mas não sabia ainda que tinha e nem como utilizá-lo. Suze então começa a pensar que ela poderia salvar o pai, pensou em Jesse e ficou aturdida com a novidade. Mas o senhor lhe explica que quando ela viaja no tempo não é apenas a alma dela que vai e podem ficar reordenando tudo e alterando a vida e o destino das pessoas. E sempre que um deslocador voltava no tempo tinha que prestar atenção ao que fazia, nas suas ações, pois poderia mudar a história e isso teria conseqüências. O senhor diz ainda para ela que a cada vez que ela se deslocar no tempo, perderia células do cérebro, podendo passar a vida vegetando, dependendo de quantas vezes ela se desloque.

Após essa conversa com o Sr. Slaski, Suze liga para o padre D e conta a conversa que teve com o avô de Paul e sobre a habilidade dos mediadores. Suze fica frustrada ao concluir qual era a verdadeira intenção de Paul (de evitar a morte de Jesse e, consequentemente, evitar que ele e Suze se conheçam) e ao desabafar com o padre D descobre que ele concorda com Paul. Inclusive chama o garoto de generoso, pelo fato dele se arriscar a perder células do cérebro, para ajudar Jesse.

Quando Suze encontra Paul ela comenta que esteve na casa dele conversando com o seu avô sobre os deslocadores. Paul é pego de surpresa e acusa Suze de querer matá-lo para utilizar o corpo dele para abrigar a alma de Jesse. O que deixa Suze horrorizada de como o garoto fora capaz de pensar isso a respeito dela. Mas agora com a acusação dele, ela começou a pensar: ‘porque não’?

Houve um leilão na cidade e Paul adquirira um item que pertencera a Felix Diego, o assassino de Jesse. Qual seria o objetivo de Paul? Matar Felix para que Jesse pudesse viver?

Tanto Paul quanto Suze se deslocaram no tempo e vão para o ano de 1850. Lá encontram Jesse e Felix Diego. Suze tenta fazer com que Jesse acredite que ela é do futuro e que eles se conhecem. A princípio ele não acredita nela, mas depois que Suze fala sobre o desejo dele de se tornar médico, um segredo que ele jamais compartilhou com alguém, apenas com ela no seu futuro como fantasma, ele começa a acreditar na garota.

Jesse mata Diego, mas um incêndio acontece no celeiro em que eles estavam. Como todo o lugar estava pegando fogo, Jesse tenta ajudar Suze e quando ela se desloca no tempo, acaba levando-o com ela para o futuro. Mas ao chegar em casa com Paul e Jesse, Suze percebe que o garoto está muito mal e o leva para um hospital com Paul. Lá Jesse entra em coma. Ela liga para o padre D que havia chegado de São Francisco e ele imediatamente vai ao encontro deles. No hospital, o padre D convence Paul a pedir desculpas e a se entender com o avô. Enquanto isso, Suze muito triste, chama pelo pai.

O fantasma de Jesse aparece e é sugado para dentro do seu corpo. Suze acreditava que estava tudo acabado e que perdera Jesse para sempre. No entanto, o garoto revivera, para a sua completa alegria. Todos vão ao baile e lá ela finalmente consegue se entender com Paul. O garoto e ela ficam sem ressentimentos um pelo outro e Jesse conquista a afeição de todos na casa de Suze.

Eu gostei do final da história, pois apesar de Jesse e Suze serem um casal romântico da história, como ele era um fantasma eu cheguei a acreditar que Suze para ficar com ele teria até mesmo que morrer ou que ela terminaria se apaixonando por Paul. Mas Meg Cabot prova mais uma vez como tem a mente afiada e a criatividade a mil, bolando uma forma inteligente para que Paul se redimisse e melhorasse como pessoa e o casal conseguisse ficar junto na realidade de Suze.

03
maio
10

A Mediadora – Assombrado

 

O quinto livro da série “A Mediadora” da escritora americana Meg Cabot, traz novas aventuras vividas pela protagonista Suzannah. No volume “Reunião”, Suze passou o último verão no Pebble Beach Hotel, trabalhando como babá de um jovem mediador, Jack, que tem um irmão bem sinistro, Paul Slater.

 Após os conflitos vividos ao lado do mediador Paul, pensamos que Suze conseguiria se livrar dele, mas eis que ele surge ainda mais presente na vida da garota, pois agora ele se torna colega de sala na escola que ela freqüenta.

Paul sempre deu em cima de Suze, mas jamais fora correspondido e no último livro ele deu um jeito de interferir na relação dela com Jesse. Se mostrou um mediador cruel, assustando a pobre mediadora que está em fase de aprendizado, enquanto ele demonstrou também conhecer muito os poderes de um mediador, mesmo que esses poderes não sejam lá muito legais. Será que dessa vez ele desistiu da garota e deixará o fantasma em paz?

 Por ser bonito e se mostrar muito simpático, principalmente com as garotas, Paul já é bastante popular na escola, mesmo com tão pouco tempo freqüentando o lugar, para desespero de Suze.

Rondando Suzannah todo o tempo, ele tenta convencê-la a sair com ele, vê-lo fora da escola e passar mais tempo ao lado dele, mas ela está irredutível, afinal continua apaixonadíssima por Jesse, que ela conseguiu trazer do outro lado quando foi buscá-lo. E para piorar ainda mais a situação de Paul, Jesse parece estar correspondendo ao amor e as investidas de Suze.

Desta vez, os fantasmas continuam aparecendo para Suze e Neil, um garoto que morrera afogado e era popular, atleta, querido e amado pelos pais e pelos amigos, quer se vingar do irmão desajeitado que acreditava deveria ter morrido em seu lugar quando ele sofreu um acidente no mar e o irmão estava presente.

Suze tenta convencer o garoto de que acidentes acontecem e o seu irmão não tinha culpa de nada, mas o fantasma do garoto está irredutível, o que renderá grande momentos de tensão e muito trabalho para a jovem mediadora. Mas ela contará com um apoio muito importante: o padre D.

Será que dessa vez Suze e Jesse se entendem? E o que Paul fará com o fantasma bonitão? Suze ficará com Paul? Ah, essas e muitas outras perguntas terão respostas, mas outras continuarão no ar.

30
abr
10

A Mediadora – A Hora Mais Sombria

Suzannah após conseguir sobreviver a diversas situações que poderiam lhe levar à morte está de férias da escola tem duas opções: ou tem aulas particulares durante o período ou trabalha. Como não queria saber de aulas nas férias, decide trabalhar durante a temporada de verão em um hotel da cidade onde mora na Califórnia.

Durante as suas atividades no novo emprego, ela acaba conhecendo um garotinho de cinco anos chamado Jack e passa a tomar conta dele, como babá, na ausência dos pais que saem muito durante a estadia no hotel. Ela programa gastar o dinheiro ganho com o trabalho com roupas para diversificar o guarda-roupa.

Enquanto Suzi trabalha no hotel, Andy, o seu padrasto decide construir uma piscina nos fundos da casa e obriga os seus filhos a cavarem o solo para fazer o buraco para a piscina. Por conta disso, em uma noite, ela recebe uma visita nem um pingo amistosa. Uma mulher aparece e lhe ameaça com uma faca no pescoço exigindo que ela convença o seu padrasto a parar de cavar no quintal.

Essa atitude um tanto estranha acende luzinhas nos pensamentos de Suze. Ela fica imaginando o que há enterrado no quintal, será que é o corpo de Jesse? Será que é algo relacionado com o assassinato de Jesse? E se for, será que o desvendamento do crime levará o fantasma bonitão para o outro lado, deixando-a morrendo de saudade? E quem será esse fantasma dessa mulher misteriosa?

Bancando uma de detetive, ela ainda tem que lidar com o seu trabalho no hotel. Jack tem um irmão mais velho, Paul, que é muito bonito e dá em cima de Suzannah o tempo todo. Além disso, ele trata Jack de forma diferente, como se seu irmão fosse meio anormal ou doente, quando na verdade o garoto é um mediador e não sabe como lidar com essa situação, morrendo de medo dos mortos e encontrará em Suze uma aliada para aprender sobre a sua capacidade.

Andy acaba desenterrando no quintal da casa um corpo. Diante do que foi encontrando eles contataram as autoridades e o médico legista informa que o corpo está enterrado lá há pelo menos 150 anos. E esse corpo revela muitas coisas assombrosas para Suze, afinal Maria da Silva, a fantasma que ameaçou a garota com uma faca, ex-noiva e prima de Jesse, havia se apaixonado por outro homem e mandara ele matar Jesse. Sendo assim, o corpo encontrado pertencia ao fantasma e amor de Suze, levando-a a enfrentar uma situação realmente perigosa, inclusive com confronto físico com os fantasmas de Maria e seu amante. E terá que enfrentá-los sozinhos, pois Jesse fora embora, sumiu, será que foi para o outro lado? Sim, e como o amor enfrenta tudo, a garota decide ir buscá-lo. A questão angustiante é como ela fará para trazê-lo de volta e será que depois dessa demonstração de amor, finalmente ela conquistará o amor do fantasma?

Conflitos sinistros também ela tem que enfrentar ao rejeitar o misterioso Paul. Qual será o fim de Suze e Jesse? E Paul, qual é a dele afinal? Só vai descobrir quem ler o livro.

29
abr
10

A Mediadora – Reunião

Dando sequência a série “A Mediadora”, Meg Cabot traz novas aventuras para a vida da protagonista Suzannah. Após desvendar uma série de crimes cometidos pelo tio de um “ficante”, desta vez a garota acha que terá um pouco de paz, tempo livre e muito lazer, pois é verão e ela receberá em casa a visita de sua melhor amiga, Gina, que saiu de Nova York para passar um tempo com ela na Califórnia.

Mas como podemos imaginar, a vida dela não será nada tranqüila, afinal como mediadora o que ela mais encontra pela frente são fantasmas em busca de ajuda para resolver as suas pendências. E nem Gina será capaz de impedir que Suze receba as visitas dos estranhos que azucrinam a vida dela.

Como a estação da vez é o verão e na Califórnia dá para saber que os dias são quentes, Suze e Gina estão comprando refrigerante em uma loja de conveniência para se refrescar. Tudo bem até então. Mas inesperadamente (será mesmo?) Suze nota que uma caixa de cerveja começa a flutuar no ar. Eis que ela percebe que há quatro jovens vestindo trajes de gala. Mas nem Gina nem os outros clientes do local podiam vê-los, exceto Suzannah. Ao olhar diretamente na direção deles, um dos garotos que segurava a caixa de cervejas, percebe que ela os viu e deixa as cervejas caírem no chão, se quebrando e causando uma pequena confusão no local.

Os quatro jovens eram fantasmas e eram conhecidos como os “Anjos da RLS” (sigla da escola Robert Louis Stevenson) e eles morreram em um acidente de carro quando voltavam de uma festa de formatura da escola.

A confusão se instala quando Suze, para variar, encontrará com os jovens novamente e eles tentam se vingar daquele que eles acreditam ser o verdadeiro culpado pelo acidente que sofreram, levando-os a morte, Michael Meducci, um nerd da sala de Suze. Diante disso, ela se vê obrigada a abrir mão de seus dias tranqüilos de verão em companhia da sua melhor amiga para ajudar essas jovens almas.

Michael sofre um acidente de carro e diversos outros acontecimentos sinistros começam a ocorrer, resultando na aproximação de Suze de Michael. Para isso ela precisa fingir estar apaixonada por ele, para poder se aproximar e protegê-lo da ira dos “anjos”. Suzannah percebe rapidamente que de anjos eles não tem nada, são muito nervosinhos e encrenqueiros.

Para piorar tudo, quando o romance dela parece estar decolando com Jesse, o fantasma de 150 anos que mora no quarto dela, ela precisa fingir estar gostando de outro, causando um ciuminho em Jesse. Além disso, ainda há Gina, que apesar de melhor amiga de Suze não sabe que ela é uma mediadora e vai precisar ajudá-la nessas situações difíceis ao lado dos fantasmas.

Michael que sempre demonstrou ser um nerd, ao longo da história demonstra ser muito diferente da máscara que utiliza no seu cotidiano. De nerd ele passa a se comportar como uma pessoa bem fria, rancorosa e rude. E Suze percebe isso, dando-lhe uma nova visão de toda história envolvendo os anjos e Michael. Sendo assim, nem ela, Gina e seus irmãos estão livres de qualquer perigo. A mediadora escapa da morte diversas vezes neste volume e uma grande reviravolta acontece no fim da história.

27
abr
10

Série A Mediadora – A Terra das Sombras

Meg Cabot é um fenômeno na literatura mundial e todo mundo já sabe disso. O que eu não sei é como ela consegue escrever tantos livros e em tão pouco tempo, qual mágica existe por trás disso. Mas seja qual for o seu segredo, o que impressiona é o índice de aceitação e sucesso de praticamente todos os seus livros. Dentre eles, uma coleção que faz muito sucesso, principalmente entre as adolescentes, é “A Mediadora”. Série composta de seis livros que conta a história de uma adolescente de 16 anos, Suzannah Simon que é uma mediadora (tem a capacidade de ver, tocar e conversar com os fantasmas, como se fossem pessoas ainda vivas) desde muito criança e tem um morador especial no quarto de sua nova casa: um lindo e envolvente fantasma.

No primeiro volume, “A Terra das Sombras”, Suzannah nos é apresentada como uma adolescente que vive com a mãe que é uma jornalista, pois o seu pai morrera de um infarto fulminante quando ela era ainda bem jovem. No entanto, ela recebia visitas constantes dele, sempre buscando orientá-la e aconselhá-la. Após um novo casamento, ela se vê em uma situação inusitada que lhe renderá uma série de aventuras, mas ela ainda não sabe disso. Proveniente de Nova York, a garota, que sempre fora tida como esquisita por todos os colegas da escola, exceto por sua melhor amiga, que não compartilha do segredo e da sua capacidade de ser mediadora, após o casamento da mãe com um apresentador de um programa de TV, Andy Ackerman, precisa se mudar para a Califórnia. De quebra ganha três meio-irmãos: David, mais conhecido (por Suzannah) como Mestre, Brad, vulgo Dunga e Jake, também chamado por Soneca, fruto do primeiro casamento de Andy com a sua falecida esposa. Será que agora em uma nova cidade ela continuaria chegando em casa na companhia de policiais, devido as inúmeras encrencas que ela sempre se metia por tentar ajudar os fantasmas que sempre a procuravam em busca de ajuda para resolução das suas pendências desse mundo?

Todo mundo que já foi adolescente ou está nesta fase sabe como é um momento delicado, complicado mas também delicioso. Tudo é muito intenso, mas também breve, pois rapidamente perdemos o interesse por assuntos e coisas que antes seria capaz de nos matar de tanto sofrermos por elas. Suzannah não é diferente de qualquer adolescente de 16 anos. Será mesmo? Sim, ela é diferente em alguns aspectos. Dentre ele a sua capacidade de se comunicar com os seres que deveriam estar descansando, vivendo, trabalhando, sei lá, em um outro plano.

Quando ela entra na nova casa, o que a deixa um tanto apreensiva, pois a casa é de uma construção muito antiga e ela não curte nem um pouco prédios antigos, pois sempre existia uma grande possibilidade de alguém ter morrido dentro dele e conter fantasmas demais, ela percebe com muito desabor como seria viver com três garotos em uma mesma casa. De filha única ela cai de pára-quedas em uma família e em uma casa onde só existem homens. Ao chegar no cômodo que seria o seu refúgio na nova vida, o seu quarto, ela nota a presença de um fantasma sentado no assento da janela. Mas não era um simples e comum fantasma, era simplesmente o fantasma mais lindo que ela já vira em toda sua vida.

Jesse da Silva, o fantasma que enchera os olhos de Suze, não era o único que estava por aquelas bandas e faria parte da vida e do cotidiano da recém chegada. Assim que chega na nova escola, Academia Católica Junipero Serra, ela percebe que todos a olham de forma diferente de como era vista e descrita na antiga escola. De ignorada e tida como estranha, Suze passa a ter que administrar a sua popularidade e curiosidade dos demais alunos, afinal não é todo dia que uma garota vem de Nova York para estudar na Califórnia. Mas não somente ter de lidar com novos colegas se resumirá a vida de Suze na escola. Mas ela não estará sozinha, ela percebe que ao redor dela teria outro mediador, o diretor da escola, chamada comumente pelos alunos de Missão, o Padre Dominic.

Suze terá de enfrentar um fantasma de Heather, uma garota que fora aluna da escola que ela freqüenta e dona do armário que hoje pertence a Suzannah. A menina não aceitou o término do namoro com Bryce Martison e, para se vingar do garoto, comete suicídio. Enfurecida por perceber que Bryce toca em frente a sua vida e, pior, demonstra claramente ter interesses por Suze, ela está disposta a matá-lo e também a Suze, para se sentir enfim completa e feliz.

Suzannah não se sente intimidada por Heather, apesar de apanhar um bocado. O Padre Dominic não aprova de forma alguma o estilo muito engraçado e divertido Lara Croft de Suze, que tenta resolver os problemas com os fantasmas rebeldes com socos, chutes e uma boa pancadaria. Ele diz que essa não é a forma de um mediador agir. Mas Suze, assim como não é uma adolescente normal, também não é uma mediadora típica. Ela tem seus meios próprios de resolver os problemas e enfrentar os mortos.

No meio dessa confusão toda ela conta mesmo com o apoio preciso de Jesse e do Padre Dom para continuar viva, proteger o ex-namorado da fantasma e conseguir enviar a rebelde para onde ela deveria ter ido assim que morrera. E se não bastasse ter que enfrentar os fantasmas, ela ainda tem que bancar a garota normal em casa e aprender a lidar com três garotos em plena ebulição. Ela bate de frente com Brad (Dunga) pelo jeito do garoto, um tanto cabeça oca que só pensa em malhar e bem mau-humorado, com Jake (Soneca) ela não tem problemas, mas também nenhuma afinidade, já que como o próprio apelido já diz, ele parece ser meio sonolento, fazendo referência ao seu jeito caladão e preguiçoso de ser. O garoto parecia ter preguiça até mesmo de falar. O único por quem ela tinha um certo carinho e mantinha relações é David (Mestre) um garoto um pouco mais novo que ela, bem fofinho, doce e com um jeito meigo, inteligente e esperto. Ela será muito importante para Suze nos desafios que enfrentará nos próximos livros.

Bryce acaba se envolvendo com Suze, mas Heather tenta matá-lo diversas vezes e Suze conseguiu protegê-lo em todas elas. O garoto estava muito confuso com tudo que acontecera e muito abalado pela atitude extrema da ex, o que provocara a decisão da família Martison de mandá-lo viver em outra cidade. Com isso, ele e Suze tiveram que interromper o novo romance que estava surgindo. Será que isso será um sinal de que apesar de popular ela não teria muita sorte com os garotos? Vamos ver…

O que notei de diferente no livro é o que considero ser a marca de Cabot: descrever as personagens principais como garotas comuns, normais, engraçadas, de personalidade forte e até mesmo geniosa, às vezes. Ela não segue o protótipo das queridinhas da américa, como ser líder de torcida, patricinha, glamourosa e linda. Suze é apenas mais uma garota que poderia ser qualquer uma das leitoras de Cabot. Magistralmente ela aproxima muito as personagens das leitoras, tornando a leitura divertinda e agradável para as milhares de adolescentes que se apaixonaram por praticamente todos os livros da autora.

27
abr
10

Romance e suspense em ‘A Terra das Sombras’, primeiro volume da série A Mediadora

Matéria publicada no site Clicrn

Fonte: http://bit.ly/9YeQhE

Educação e Cultura/Romance 

Romance e suspense em ‘A Terra das Sombras’, primeiro volume da série A Mediadora 

Publicado em 27/07/2009, às 11h06 

  

Suzannah Simon é uma típica adolescente americana. Filha única, ela ganha três irmãos e uma nova casa quando se muda para a ensolarada Califórnia. Nova cidade, novos amigos, nova escola e novos fantasmas. Suze era ainda pequena quando descobriu sua capacidade de se comunicar com os mortos. Um dom que já lhe causou sérios problemas.

Com aversão a prédios antigos, ela termina indo morar com sua nova família em um casarão construído em 1849. Como se não bastasse, sua nova escola Academia Missão data do século XVIII. Prédios velhos, maior probabilidade de encontrar fantasmas. Por isso, nem bem Suze se instala em seu novo quarto e o fantasma de um jovem bonitão lhe dá boas-vindas. 

Mas Jesse não é uma alma atormentada como Heather, uma ex-aluna da escola que se matou por causa do namorado. Assombrando os corredores do colégio, ela persegue seu ex, tirando do caminho qualquer um que tente detê-la. Para surpresa de Suze, o Diretor da instituição, Padre Dominic, também é um Mediador. 

Primeiro livro da Série A Mediadora, A Terra das Sombras (Vol. 1 – 2004 – 288 pág. – R$ 37,00 – Editora Galera Record) é o início das aventuras de uma corajosa e engraçada protagonista que divide seus dias entre conviver com seus novos três irmãos, estudar, namorar e ajudar almas perdidas a terminar seu trabalho para descansarem em paz. 

Meg Cabot, conhecida no mundo literário como a ‘rainha pop das adolescentes’, com mais de quarenta livros escritos para jovens e adultos, cria uma história leve, misteriosa e divertida. 

Trecho do livro ‘A Terra das Sombras’ 

“… Caminhando pelo quarto, eu dizia a mim mesma: tudo bem, não é tão ruim assim. Por enquanto você está na boa. Talvez tudo dê certo, talvez ninguém tenha sido infeliz nesta casa, talvez aquelas pessoas todas que levaram tiros merecessem mesmo…

  

Até que me virei para a janela e vi que alguém já estava aboletado no assento que o Andy fizera para mim com tanto carinho. 
Era uma pessoa que não era minha parenta, nem de Soneca, Dunga ou Mestre. 

Voltei-me para o Andy, para ver se ele tinha notado a presença do intruso. Mas ele não tinha, embora a pessoa estivesse bem ali, bem diante do seu rosto. 

Minha mãe também não a havia visto. Ela só estava vendo o meu rosto. Desconfio que a minha expressão não devia ser das mais agradáveis, pois a expressão da minha mãe mudou completamente, e ela disse, num suspiro: 

– Ah, Suze, outra vez?!… 

Vou ter de explicar… eu falo com os mortos.” 

Viviane França 

 

Redação com Assessoria 

 

Foto: Editora Galera Record 

‘A Terra das Sombras’ é o início das aventuras de uma corajosa e engraçada protagonista 

 




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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