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14
mar
10

Percy Jackson e os Olimpianos – O Mar de Monstros

O segundo livro da coleção “Percy Jackson e os Olimpianos,” M”ar de Monstros”, traz novas e irresistíveis aventuras do garoto que descobriu a pouco tempo ser um herói, um semideus, filho do deus grego, senhor dos mares, Poseidon e seus inseparáveis amigos, Annabeth, outra semideusa, filha de deusa Atena e Grover, um sátiro, ser da mitologia grega que se disfarça de adolescente (um tanto desengonçado) quando está no mundo dos mortais.

Grover e Annabeth foram os melhores amigos de Percy no último ano e o acompanharam na sua primeira aventura para salvar o mundo. Percy sonha com Grover e fica intrigado, pois não o via desde o último mês de julho, já que o jovem sátiro partira sozinho em uma perigosa missão – da qual nenhum sátiro voltara. No sonho de Percy, Grover estava correndo sérios perigos. Ao acordar, o garoto nota uma sombra se movendo rapidamente pelo vidro da janela do seu quarto.

Pela primeira vez tudo ia bem na vida de Percy, principalmente no quesito escola. Pela primeira vez ele conseguiu passar um ano sem ser expulso por uma escola. Só faltava um dia para o ano letivo terminar, mas ele não fazia idéia de que uma série de confusões e problemas estava prestes a começar assim que saísse de casa.

Quando Percy estava tomando café e mencionou arrumar as coisas para ir para o Acampamento dos Meio-Sangue, a sua mãe lhe disse que Quíron, havia enviado uma mensagem para ela dizendo que não era seguro para Percy ir para o local naquele momento. Percy argumenta que ali é o local mais seguro no mundo para ele. Sua mãe retruca dizendo que costumava ser, mas estava acontecendo alguns problemas. Entretanto não quis contar do que se tratava, não antes do anoitecer, quando eles estariam juntos novamente para conversar sobre isso.

Na escola, Percy tinha um amigo chamado Tyson. Um garoto sem-teto que fora abandonado pelos pais quando era muito pequeno, provavelmente por ser tão diferente. Tinha um metro e noventa de altura e o físico do Abominável Homem das Neves, porém era muito sensível e tinha medo de praticamente tudo. As crianças da escola descobriram que apesar de todo aquele tamanho, Tyson era bobo e sentiam prazer em atormentá-lo. Percy era seu único amigo.

Matt Sloan, um garoto irritante e pé no saco apareceu durante a aula de educação física acompanhado de alguns garotos bem estranhos que estavam visitando a escola, mas que estudariam lá no próximo ano. Eles se dividem em times para uma partida de um jogo.

Tayson comenta que os novos amigos de Sloan tinham um cheiro engraçado e Percy foi atingido por uma bola violentamente na barriga. Ao ponto dele cair sentado, o que levou o outro time a dar muitas gargalhadas. Percy sentiu as vistas turvas e não conseguia acreditar que alguém fosse capaz de lançar uma bola com aquela força toda. Tyson gritou para o amigo se abaixar e foi por pouco. Ele viu uma bola zunindo pelo seu ouvido.

Um dos visitantes se referiu a Percy por Perseu Jackson. O modo como a criatura havia chamado o nome de Percy lhe deu um fio na espinha e ele se deu conta de que ninguém o chamava de Perseu, só quem conhecia a sua verdadeira identidade, sejam eles amigos ou inimigos. Com um estalo Percy se lembrou de Tyson lhe dizendo que eles tinham um cheiro gozado. Só podia ser monstros. Foi quando ele notou que os visitantes estavam ficando maiores, não eram mais garotos e sim gigantes de dois metros e meio de altura, com olhos selvagens, dentes pontudos e braços peludos tatuados com cobras, dançarinas havaianas e corações.

As crianças ficaram enlouquecidas no ginásio, correndo de um lado para o outro tentando fugir e se protegendo dos ataques dos monstros. Percy pede aos monstros para deixar as crianças irem embora, mas eles dizem que não deixariam seus petiscos fugirem.

Várias bolas com fogo ao redor, de bronze, o tamanho de bolas de canhão foram atiradas contra Percy e as outras crianças, destruindo o ginásio da escola. Percy tenta chamar a atenção do treinador Nunley, mas os mortais muitas vezes eram atingidos por uma força mágica chamada “A Névoa” que disfarçava aos seus olhos a verdadeira aparência dos monstros (lestrigões) e dos deuses. Desta forma, os humanos tendem a ver apenas o que conseguem compreender. Diante disso, o treinador ao ouvir o garoto lhe chamando, apenas ergueu os olhos, sonolento, e pareceu não ter visto nada de anormal.

Percy procurou Contracorrente, sua espada mágica que tinha forma de uma caneta à vista dos humanos, no bolso da calça para se defender do ataque de monstros, mas se lembrou que não estava de calças e sim com o uniforme de educação física, estando portanto, completamente indefeso.

Tyson parte em defesa do amigo e Percy se desespera achando que Tyson iria morrer. Mas o grandão consegue segurar o ataque das bolas flamejantes dos monstros, jogando de volta para eles, atingindo-os bem no peito, fazendo com que os gigantes se desintegrassem.

Percy não acreditava que após o ataque o amigo estivesse são e salvo, sem ter qualquer tipo de queimadura nas mãos e achou isso muito estranho. Quando a situação estava ficando feia para Percy e Tyson, eis que surge Annabeth para ajudá-los e avisa que Percy precisa encontrar-se com ela quando toda essa confusão no ginásio terminar. Sem ter muito tempo para explicar o motivo do seu aparecimento repentino, ela colocara o boné de beisebol dos Yankees, um presente mágico da sua mãe, a deusa Atena, que lhe dava o poder de desaparecer e sumiu.

O ginásio estava uma catástrofe, todo destruído e com chamas para todos os lados. O diretor surge e o infame do Matt Sloan acusa Percy de ter feito aquilo no ginásio. E o professor confirma a acusação feita pelo garoto. Percy sabia que ninguém jamais acreditaria nele, então chama Tyson para ir com ele e foge do ginásio. Em um beco ali perto, Annabeth estava esperando por Percy. A garota quer saber onde o amigo encontrara Tyson.

Percy olha novamente para as mãos de Tyson e se diz surpreso por ele não estar com as mãos queimadas. Annabeth resmunga que é claro que ele não está com as mãos queimadas e que na verdade ela estava surpresa é que os lestrigões tenham tido coragem de atacar eles com Tyson por perto.

Percy quer saber o que são os lestrigões e Annabeth responde que são monstros, uma raça de monstros gigantes canibais que vivem no extremo norte e que é incomum se ver eles tão ao sul.

O filho do deus do mar conta o sonho estranho que teve com Grover e Annabeth lhe diz que está acontecendo um problemão no acampamento e que eles precisam ir para lá naquele mesmo momento. Diz a Percy que monstros a perseguiram por todo o caminho desde a Virgínia, tentando detê-la. Ela pergunta quantos ataques ele sofreu e Percy responde que nenhum o ano todo. Annabeth acha estranho, mas quando olha para Tyson, entende.

Eles estavam fugindo da polícia e precisavam ser rápidos, pois as sirenes estavam perto. Annabeth tirou uma moeda de ouro do bolso, um dracma, a moeda corrente do Monte Olimpo. Tinha a efígie de Zeus gravada de um lado e o edifício Empire State do outro e gritou: “Pare, Carruagem da Danação”. Então atirou a moeda na rua e o dracma afundou e desapareceu e no lugar onde a moeda desapareceu, um líquido vermelho com sangue começou a borbulhar irrompendo um carro daquele lado. Era um táxi cinza-escuro.

Dentro do táxi havia três senhoras sentadas no banco da frente: Vespa, Ira e Tempestade. Elas só tinham um olho para as três, o que deixou Percy em pânico. Na confusão pela briga pelo olho, as três lutam dentro do carro e o olho acaba voando para o colo de Percy que o repele e terminada a confusão pela disputa, eles conseguem chegar ao acampamento. As irmãs dão a Percy quatro números: 30, 31, 75 e 12, mas não explica para que serviam e o que significavam.

Quando saíram do táxi, eles viram que na Colina Meio-Sangue havia um grupo de campistas e eles estavam sob ataque. Uma batalha violenta estava acontecendo na colina. Dois touros estavam atacando os guerreiros filhos de Ares sob a liderança de Clarisse.

O que preocupou Percy não eram os touros em si, mas o fato de que as fronteiras mágicas do acampamento não permitiam que monstros passassem além da árvore de Thalia, mas mesmo assim os touros de metal estavam fazendo isso.

Annabeth chama Percy para ajudar Clarisse e ela diz também que eles iriam precisar de Tyson. Percy imediatamente pegou a espada de bronze Anaklusmos, ou como era mais conhecida, Contracorrente. A luta começa para Percy. Ele defende e ajuda Clarisse e quando ele é atacado, Tyson parte para cima dos touros e defende o amigo. O “garoto” destrói os dois touros.

Annabeth diz a Percy que deixou Tyson cruzar a fronteira para salva-lo, caso contrário ele teria morrido. Percy não entende o que Annabeth quis dizer com deixar ele cruzar a fronteira. Annabeth pergunta a Percy se ele já olhara para Tyson com atenção. Para o rosto dele e manda o garoto ignorar a Névoa e realmente olhar para Tyson.

Percy se esforçou para focalizar o nariz do amigo e os olhos. Então viu que ele tinha apenas um olho bem no meio da testa e se tocou que Tyson era na verdade um ciclope. Um bebê ciclope, pela aparência, por isso ele não se queimou quando aparou as bolas de fogo, pois os ciclopes são imunes ao fogo.

Annabeth explica a Percy que Tyson é um dos órfãos sem-teto. Diz que eles são erros, são filhos de espíritos da natureza e de deuses. Diz que ninguém os quer e são jogados de lado, crescendo nas ruas, sozinhos. Annabeth diz que eles precisam leva-lo até Quíron e deixar que ele decida o que fazer.

Percy e Annabeth ficam sabendo através de Clarisse que Quíron foi destituído do cargo de diretor de atividades do acampamento desde que a árvore de Thalia foi envenenada. Quem estava ocupando o seu cargo agora era Tântalo.

Thalia, Luke e Annabeth estavam sendo levados para o acampamento por Grover. Estavam sendo perseguidos por monstros e a garota resolveu mandar os amigos entrarem no acampamento em segurança enquanto ela montava resistência ali. Mas Thalia acabou sendo morta e Zeus, seu pai, apiedou-se pela garota e transformou-a em um pinheiro, para que o seu espírito reforçasse as fronteiras mágicas do acampamento, protegendo todos eles dos monstros.

Percy explica para Tyson como funciona o acampamento e ele fica curioso querendo saber o que era cada coisa do lugar. Explica também que os “Três Grandes”, – Zeus, Poseidon e Hades fizeram um pacto depois da Segunda Guerra Mundial para não ter mais filhos com mortais, pois essas crianças são mais fortes que os meio-sangues normais e imprevisíveis demais, já que quando ficavam zangados, tendiam a causar problemas. E o pacto foi quebrado duas vezes. Por Zeus, ao gerar Thalia e por Poseidon, ao gerar Percy.

Quíron recebe as crianças com muito carinho e, Tyson, deslumbrado, chama o centauro de pônei. Quíron parece não se incomodar e explica aos garotos que o veneno utilizado contra o pinheiro de Thalia é algo do Mundo Inferior e deve ter vindo de algum monstro da profundeza dos abismos de Tártaro.

Percy acreditava que o verdadeiro culpado era Cronos, que como é imortal, mesmo após ser derrotado nas últimas aventuras de Percy, ainda estava vivo lá embaixo no Tártaro sofrendo a dor eterna, faminto por retornar e se vingar do Olimpo.

Quíron explica aos meninos que o vale inteiro estava sentindo o choque do veneno e as fronteiras mágicas estavam se deteriorando. Como conseqüência, as fronteiras mágicas e o próprio acampamento estavam morrendo. Apenas uma fonte de magia seria forte o bastante para anular o veneno, mas ela foi perdida séculos atrás, o velocino.

Tântalo se apresenta às crianças do acampamento que ainda não o conheciam. Percy descobre que Tântalo é um espírito dos Campos de Punição. O ser ficava em pé na lagoa com a árvore frutífera logo acima, mas não podia comer nem beber. O que significava que ele não podia nem comer nem beber como castigo por algo muito sério que ele fizera. Mas Percy ainda não sabia o que era.

Eles começaram a discutir o que fazer com Tyson e onde ele dormiria, o que para surpresa de todos, ao que todos não esperavam, foi vista uma luz verde brilhante de um tridente acima da cabeça do ciclope. Poseidon o reclamou como filho da mesma forma como no ano anterior reclamara Percy como filho. Tântalo caiu na gargalhada ao descobrir que o ciclope e Percy eram meio-irmãos. Agora Percy teria um companheiro de chalé. Tântalo, para surpresa e apreensão de todos, restabelece no acampamento as corridas de biga que estavam suspensas, pois jovens morreram e ficaram mutilados.

Os campistas ficam animados criando e construindo as bigas dos seus chalés. A corrida é lançada e os pombos demoníacos começam a atacar os expectadores que estavam na arquibancada assistindo a corrida. Percy, Annabeth e Tyson começaram a atacar os pombos para defender o acampamento. Tem uma idéia, vão até o chalé de Quíron e pegam o rádio do antigo diretor de atividades, colocam uma música bem alta, o que acaba surtindo o efeito desejado: afastando todos os pombos.

Tântalo diz que os culpados da confusão foram Percy, Annabeth e Tyson, mandando eles para o castigo e deu a vitória da corrida pra Clarisse que em momento algum parou de correr com sua biga para defender os campistas que estavam sendo atacados. Percy mais uma vez sonha com Grover que conta ao garoto que ele precisava ajudá-lo, ele estava preso em uma caverna, em uma ilha, no mar.

Grover conta ao semi-deus que os sátiros jamais voltam de sua missão porque o Polifemo, o ciclope, se diz um pastor, mas é uma armadilha, depois ele come os sátiros. Grover diz que a conexão empática que ele estabeleceu com Percy estava funcionando e as emoções deles estavam ligadas. O que significava que se Grover morresse, Percy ou também morreria ou viveria anos em estado vegetativo. Diz que só está vivo ainda porque enganou o ciclope, fingindo ser uma mulher que usa perfume de carneiro para agradar ao ciclope e estava vestido de noiva pois prometera casar com Polifemo. A sorte dele era que o ciclope não enxergava muito bem.

Grover estava no Mar de Monstros, mas não sabia explicar exatamente onde ficava. Annabeth conversa com Percy e lhe pergunta se ele se lembra o que as Irmãs Cinzentas do táxi disseram que sabia onde estava aquilo que Percy procurava e mencionaram Jasão. Elas na verdade disseram a Jasão onde encontrar o Velocino de Ouro. O velocino leva para quem o possui prosperidade à terra, os animais param de adoecer, as plantas crescem melhor, as colheitas são fartas, nunca são atingidos por pragas, cura doenças, fortalece a natureza e limpa a poluição.

O velocino poderia curar a árvore de Thalia e deixar as fronteiras do Acampamento Meio-Sangue muito mais fortes. Porém o velocino está desaparecido há séculos e centenas de heróis já buscaram por ele e não tiveram sorte. Percy acredita que Grover encontrou o velocino e eles teriam que salva-lo.

Annabeth está apreensiva, pois eles teriam que enfrentar Polifemo, o pior dos ciclopes e só existia uma ilha onde ele pode estar: o Mar de Monstros. O mar onde todos os heróis atravessam em suas aventuras. Costumava ficar no Mediterrâneo, mas como tudo muda, ele também muda de lugar quando muda o centro de poder do Ocidente. Então agora o Mar de Monstros fica na Costa Leste dos Estados Unidos, logo a noroeste da Flórida, o Triângulo das Bermudas.

Percy, por ser filho do deus do mar, considerava que não deveria ser muito difícil encontrar a ilha. Mas eles precisavam falar com Tântalo, para que ele aprovasse uma missão e tinham certeza que ele diria não, pois o novo diretor não perderia a chance de negar o pedido. Eles então decidem contar a todos durante a noite na fogueira. E, com todos pressionando, ele não poderia dizer não.

Á noite eles revelam que sabem onde está o Velocino de Ouro e que ele é a esperança para salvar o acampamento. E que inclusive tinha as coordenadas de navegação para chegar ao Mar de Monstros: 30, 31, 75 e 12 – 30º – 31 minutos norte/ 75º – 12 minutos Oeste.

Os campistas pressionaram, como os garotos previram, para que Tântalo liberasse uma missão. Ele parecia não estar se importando muito com que o acampamento fosse salvo. E concordo em liberar que uma missão acontecesse. Mas nada saiu como Percy havia planejado. Tântalo determina que Clarisse liderasse a missão e fosse se consultar com o Oráculo na Casa Grande e que escolhesse dois companheiros de missão.

Percy, arrasado, sai do acampamento e ouve uma pessoa falar com ele: Hermes, o deus dos ladrões, dos mensageiros e dos viajantes. E também o pai de Luke, o campista que tentou matar Percy no ano anterior. Hermes diz a Percy que ele deveria ir à missão e oferece ao garoto dois presentes: uma garrafa que funcionava como uma bússola e destampando-a vai se libertar os ventos dos quatro cantos da Terra para despachá-lo mais depressa em seu caminho. A tampa deveria ser desenroscada só um pouquinho, pois os ventos são sempre inquietos e se todos os ventos escaparem de uma vez…

O segundo presente era um pequeno frasco de plástico cheio de pastilhas de vitaminas que eram poderosas. Hermes aconselha ao garoto, o seu primo, que não tome uma delas a não ser que precise muito, muito mesmo. Ele explica que está ajudando ao garoto para que ele possa salvar muitas pessoas nesta missão, não apenas o amigo dele, Grover.

Hermes diz que Percy teria um prazo mais curto do que imaginava para completar sua missão e os amigos dele deveriam estar chegando mais ou menos agora. Percy ouviu Tyson e Annabeth chamando o seu nome ao longe. Hermes entrega três malas para Percy (três sacos de viagem amarelos) a prova d’água e que Percy deveria pedir ajuda a Poseidon para chegar até ao navio que parecia um cruzeiro que estava brilhando ao longe.

Hermes diz que Percy tem que decidir ir para uma missão em cinco minutos, pois as harpias chegarão para comê-lo. Os garotos montam em três cavalos marinhos enviados por Podeison e vão em direção ao navio. Assim que chegaram, Tyson sente novamente um cheiro estranho. Os meninos vasculham o navio inteiro e não encontram ninguém.

Enfim descansaram, dormiram e no dia seguinte ao acordarem com um apito do navio ouviram uma voz no alto-falante. Os garotos viram pessoas com olhos vidrados no navio como se tivessem hipnotizados. Viram também monstros e se esconderam ao verem Luke. Os meninos ficaram agoniados para descobrir o que Luke estava aprontando. Decidem segui-lo e através dos poderes de Tyson com sua superaudição conta para os meninos o diálogo que está ocorrendo lá dentro. Imitando as vozes de Luke e dos seres sinistros que estão ao lado dele. O que fez Annabeth estremecer por ouvir Tyson imitar as vozes dos outros envolvidos na conversa. Mas Percy manda ele recomeçar a repetir o que estava ouvindo. O que deixou as crianças de cabelo em pé, pois Luke revelava que fora ele quem envenenara a árvore de Thalia.

Mas os seres descobriram, de alguma forma, que os meninos estavam do lado de fora, o que é uma surpresa e tanto para Luke, encontrar os dois primos dele lá fora o espionando. Ele então tenta convencer os dois a juntarem-se ao bando que ele esteve liderando. Com a intenção de destruir o Ocidente para refazer o mundo do zero. Ele gostaria de ter ao seu lado Annabeth, por causa da sua inteligência. Tenta convencer a prima, dizendo que ela merece coisa melhor do que ir atrás de uma missão sem chances para salvar o acampamento. Informa a eles que a Colina Meio-Sangue será invadida por monstros em menos de um mês e os heróis que sobreviverem não terão escolha senão juntar-se a eles ou serem caçados até a extinção.

Luke revela coisas a Percy que só saberia se tivesse um espião no acampamento, com as coordenadas 30, 31, 75, 12. Mais uma vez Luke tenta convencer Annabeth através de recompensa, dizendo que eles tem amigos poderosos, patrocinadores ricos para comprar aquele navio de cruzeiro em que eles estavam e muito mais. Tenta persuadir Percy dizendo que a mãe dele nunca mais precisará trabalhar, disse que ele poderia comprar uma mansão para ela, que ele teria fama, poder e tudo que quiser. E Annabeth poderia realizar o sonho dela de ser arquiteta e construir um monumento para durar mil anos, um templo para os senhores da nova era.

Com a recusa dos meninos, Luke manda os ciclopes que agora o obedecem, levar os garotos para alimentar os dragões. Mas as crianças conseguem fugir para os botes salva-vidas que estavam pendurados ao lado do navio com a ajuda os ventos da garrafa térmica dada por Hermes. Percy nota que o seu senso de direção e orientação ficava perfeito no mar, por causa do seu pai, Poseidon. Eles conseguem escapar e vão em direção ao caminho indicado por Annabeth e Percy notou que a amiga estava levando-o para um esconderijo meio-sangue e perguntou, pasmo, se fora ela quem tinha feito aquele lugar. Ela respondeu que fora feito por ela, Thalia e Luke. Eles eram fugitivos se escondendo de monstros, sobrevivendo sozinhos antes que Grover os encontrasse e tentasse leva-los para a Colina Meio- Sangue. Annabeth fora cuidada e protegida por Luke e Thalia. Toda vez que a amiga falava do tempo que passara ao lado de Thalia e Luke, Percy se sentia desconfortável, enciumado.

Eles saem do acampamento para verificar um fato muito estranho: perto de onde estavam escondidos, Tyson encontrara uma loja de conveniências Donuts Monstro e foram surpreendidos por um ataque de uma hidra de sete cabeças que expelia jatos de uma substância que parecia um ácido, pois derretia tudo o que tocava. Percy, instantaneamente, pegou contra-corrente e cortou uma cabeça da Hidra, mas quando Annabeth gritou para ele não fazer isso, já era tarde, duas cabeças brotaram no lugar daquela que fora cortada. E, assim mais uma loja Donuts Monstro foi aberta em algum lugar.

Eles se espalham e começam a fugir novamente até que ouviram um som estranho e ouvira uma voz conhecida que vinha do rio mandando a tripulação preparar os canhões. E Percy houve um barulho passar por ele e viu que as balas de canhão atingiram a hidra que explodira em muitos pedaçinhos. Eles então vão para o navio de Clarisse. Era o navio mais estranho que eles já tinham visto. Navegava baixo como um submarino e o convés era revestido de ferro. E os marinheiros eram zumbis, soldados mortos.

Clarisse comunica aos meninos que eles estão muito encrencados e que Tântalo os expulsou por toda a eternidade. Clarisse não quer a ajuda dos meninos e disse que dessa vez é a oportunidade dela de se tornar heroína e eles não “roubariam” a chance dela. Ela revela sem querer que deixou para trás dois amigos que faziam parte de sua permissão de ir acompanhada na missão.

Percy tenta alertar Clarisse de que Tântalo estava usando-a, pois ele não se importa com o acampamento e adoraria vê-lo destruído e estava armando para ela fracassar. Mas ela não lhe dá ouvidos e eles se dirigem para o Mar de Monstros. O motor do navio estava gemendo, mas mesmo assim eles aumentaram a velocidade, o que fez com que ele recebesse muita pressão. Com isso, o motor do navio não iria agüentar por mais muito tempo.

Quando chegaram ao Mar de Monstros eles se vêem sem saída, ou enfrentavam Caríbdis, que suga o mar e depois cospe de volta ou enfrentava Squila, um ser que vivia em uma caverna e suas cabeças de serpente descem e começam a arrancar os marinheiros do navio.

Clarisse decide enfrentar Caríbdis, o que provoca a explosão do navio e em seguida eles foram atacados por Squila que, inclusive pega Percy pela mochila, mas ele consegue se soltar no momento em que o navio estava explodindo, cai no mar desmaiado e é acordado por Annabeth. Percy fica triste pensando na morte de Tyson, pois o ciclope bebê fora para perto do motor tenta fazer com que ele funcionasse por mais tempo e, certamente, morrera na explosão do navio. Percy e Annabeth entram em um bote e a garota revela a Percy a profecia que Quíron havia dito para ela. Diz que os deuses estão preocupados com alguma coisa que Percy irá fazer quando ficar um pouco mais velho, quando completar 16 anos. Ela conta a ele que não sabe a profecia completa, mas que a profecia diz que um filho meio-sangue dos três grandes (Poseidon, Zeus, Hades), o próximo a viver até os dezesseis anos, será uma arma perigosa, pois ele irá decidir o destino do Olimpo, irá tomar uma decisão que poderá salvar a Era dos deuses ou destruí-la.

Sendo por isso que Cronos não matara Percy no último verão. Afinal, o garoto poderia ser muito útil para ele, se conseguisse ele como aliado, os deuses teriam sérios problemas. Quando Quíron soube de Thalia, imaginou que a profecia se referisse a ela e por isso estava tão desesperado para leva-la ao acampamento em segurança. Não existe ninguém vivo que se encaixe na definição de meio-sangue (meio humano e meio-deus), a não ser ele.

Annabeth diz que os deuses não matam ele porque provavelmente têm medo de ofender Poseidon. Alguns deuses estavam observando Percy para saber que tipo de herói ele iria se tornar.

Em meio as revelações eles avistam terra firme e foram levados para C.C. Foram bem tratados e Percy desconfiou que poderia ser uma armadilha. Viram uma mulher linda tecendo um tecido. Ela manda as suas funcionárias levarem a garota, pois ela precisava conversar com Percy. Ela mostra no tear como o menino ficaria mais bonito se aceitasse se transformar no seu verdadeiro eu. Percy se surpreende em como ficaria bonito e decide aceitar tomar o milk-shake de morango oferecido por C.C. e quando fez isso sentiu um calor escaldante por dentro, como se a mistura estivesse fervendo dentro dele. Percy viu que tudo estava crescendo ao seu redor, ou melhor, ele estava encolhendo. Percy viu que se transformara em um porquinho da Índia. Foi colocado em uma gaiola junto com outros tantos porquinhos da Índia.

Annabeth aparecera de repente e C.C. revela seu verdadeiro eu. Diz que por ela ser filha de Atena, deusa da sabedoria, não era muito diferente dela, Circe, a feiticeira. Chama a garota para aprender as artes da feitiçaria com ela, mas Annabeth não aceita e viu no que Circe havia transformado o amigo. Toma uma das vitaminas de Hermes e ficou imune ao ataque da feiticeira.

Tanto Percy quando os outros homens transformados em porquinhos da Índia, tomaram as vitaminas de Hermes e voltaram ao normal. Eles fogem no barco Vingança da Rainha Ana que obedecia a todos os comandos de Percy. O garoto estava muito cansado e decidiu dormir, mas teve um sono muito perturbado por sonhos estranhos. Desta vez ele sonhou com uma garota que ele não conhecia, bem diferente de Annabeth. Quando ela viu o sarcófago onde estava Cronos a menina se desesperou e acabou sendo engolida por uma explosão de luz dourada.

Eles notam terra, mas eles estavam se aproximando da ilha das sereias. Annabeth pede que Percy lhe faça um favor, pois eles estavam ao alcance do canto das sereias. Mas Annabeth queria ouvi-las já que elas contavam a verdade sobre o que as pessoas desejavam. Contam coisas a respeito das pessoas que nem elas mesmo percebiam. Ela pede a Percy que não a desamarre, não importa o que aconteça, o que ela implore, pois a vontade dela será correr para a amurada e se jogar.

Percy pegou duas grandes bolas de cera de vela, amassou-as e colocou nos ouvidos. Percy vê Annabeth se debater, implorar para que ela o soltasse, mas ele fingia que não via, quando se distraiu e olhou para a amiga, não a viu e percebeu que ela cortara a corda e se jogara no mar. Percy se jogara atrás dela e viu a amiga ser jogada pela correnteza e ser arrastada em direção a duas presas de pedras afiadas como navalhas.

Quando o nevoeiro passou, Percy viu as sereias. Ele as descreve como abutres do tamanho de pessoas com plumagem preta enlameadas, garras cinzentas e pescoço rosado e enrugado. Percy não conseguia ouvi-las por causa da proteção. Mas Annabeth não estava vendo as sereias da mesma forma que ele. Reconheceu a família de Annabeth pelas fotos que ela lhe mostrara. Viu o mundo da forma como Annabeth estava sonhando que ele se transformasse, o que provava que ela ficara mexida com o que Luke havia lhe proposto.

Percy viu que as sereias estavam se preparando para devorar mais uma vítima: Annabeth. Ele puxara a garota de volta das ondas, nisso eles acabaram afundando e ela parou de se debater e seus olhos ficaram confusos. O que Percy compreendeu: debaixo d’água o som não se propagava, quebrando o encanto da música das sereias. Mas tinha outro problema: debaixo d’água Annabeth não conseguia respirar. Percy tinha que manter a garota viva e respirando, para isso imaginou bolhas do mar e as trouxe para eles. Ele e Annabeth adentraram em uma bolha, apenas as pernas dela continuavam mergulhadas na água.

Annabeth soluçou e conseguiu respirar, soluçou, soluços de partir o coração. Ela encostou a cabeça no ombro de Percy e ele a abraçou. Eles voltaram ao navio e perceberam que estavam longe das sereias e estavam em segurança. Percy perguntara a Annabetho que fora aquilo que ela vira. Annabeth disse que era a Húbris dela; o orgulho, insolência, achar que a pessoa pode fazer as coisas melhor do que qualquer um, inclusive os deuses.

Percy pensou no sonho com a menina e o sarcófago dourado. Ele não sabia o que significava, mas tinha a sensação de que estava deixando alguma coisa passar. Alguma coisa com Cronos, que ele planejava.

Enfim eles chegaram ao lar do ciclope. Na ilha do ciclope havia uma ponte de corda em cima de um precipício, o que não era bom sinal. Mas fora isso, o local parecia um cartão-postal do Caribe, com seus campos verdejantes, árvores de frutas tropicais e praias de areia branca. Tanto Annabeth como Percy, mesmo sem poder ver o Velocino, poderiam sentir a sua força. Eles notaram que na base da ravina havia dúzias de carneiros que andavam em círculos. Pareciam bastante pacíficos e eram enormes, do tamanho de hipopótamos. Eles estranharam achar tudo fácil ao verem um caminho de estrada que levava à colina. Foi aí que do nada surgiu um cervo dos arbustos. Eles pensaram que fosse um guardião. Mas na verdade os carneiros eram os guardiões e eles atacaram um cervo e perceberam que não havia como passar pelos carneiros comedores de gente que pareciam piranhas.

Eles encontraram Clarisse amarrada pendurada de cabeça pra baixo acima de um caldeirão de água fervente, viram também Grover vestido com um vestido de noiva. Clarisse acaba entregando Grover, dizendo ao ciclope que a suposta noiva dele é um sátiro. O ciclope então agarrou o vestido de Grover e o arrancou. Embaixo do vestido o verdadeiro sátiro surgiu, com jeans e sua camiseta. Ele gemeu e se abaixou quando o monstro deferiu o primeiro golpe que passou acima de sua cabeça.

Na tentativa de não morrer, Grover diz que se ele fosse comido cru daria uma má digestão daquelas no ciclope. Então sugere que ele seja comido assada com molho de manga e manda o ciclope ir procurar algumas mangas. O ciclope então diz que vai pastorear as ovelhas e iria comer sátiro grelhado com chutney de manga a noite para celebrar o seu casamento. Grover pergunta quem será a noiva e o ciclope olha para Clarisse que fica indignada. Ao sair da caverna, o ciclope fechou o local com uma rocha. Os meninos tentaram mover a rocha por horas, mas ela não se mexia. Eles se dão conta de que mesmo que conseguissem matar o ciclope, tanto Grover quando Clarisse morreriam dentro da caverna, pois eles não teriam como solta-los.

Eles bolam um plano. Percy sobe em um carneiro e, assim, conseguiria adentrar na caverna e a função de Annabeth seria distrair o gigante. Annabeth chama o ciclope de feioso e diz que era Ninguém. O ciclope, com raiva, atira uma rocha na direção da voz da garota. Curiosamente, a rocha que foi atirada era a porta da caverna.

O ciclope foi correndo em direção a voz de Annabeth (Ninguém). Percy sabia que Ninguém era um truque utilizado por Ulisses para enganar o ciclope Polifemo séculos atrás, antes que ele acertasse o olho do ciclope com uma grande estaca quente. Annabeth tinha certeza que Polifemo guardaria rancor daquele nome e estava estava certa. Percy percebera que o ciclope estava enlouquecido e fora de si que nem reparara que a voz de Ninguém era feminina e nada parecida com a voz do primeiro Ninguém (Ulisses).

Dentro da caverna, Percy começou a procurar Grover e Clarisse. Ao encontrá-los Grover correu e lhe deu um forte abraço e Percy com contracorrente cortou a corda que prendia Clarisse e, ela a contragosto, agradeceu.

Percy ouviu uma explosão na caverna e em seguida ouviu um grito que fez ele se arrepiar, pensando que talvez fosse tarde demais, pois era Annabeth gritando. O ciclope entrou gritando que havia apanhado Ninguém e ao sacudir o punho, um boné de beisebol saiu voando para o chão e lá estava Annabeth pendurada pelas pernas de cabeça para baixo.

Eles se unem para atacar o ciclope e partem para colocar em ação o plano de ataque Macedônia. Todos eles treinaram esse plano no acampamento meio-sangue no ano anterior. O plano consistia em dar a volta e se aproximar, um de cada lado, atacando o ciclope pelos flancos enquanto Percy atrairia sua atenção na frente. O que provavelmente significaria que todos eles iriam morrer. Percy pegou contracorrente e chamou atenção do ciclope e disse que era para ele deixar a amiga dele em paz, pois ele era Ninguém, não ela. O ciclope largou Annabeth no chão que caiu de cabeça nas pedras, ficando imóvel como uma boneca de pano e investiu com tudo para cima de Percy. Grover atacou pela direita, Clarisse pela esquerda e Percy atacou com contracorrente.

Percy pede a Grover que pegasse Annabeth que correu, pegou o boné da invisibilidade da garota e a levantou do chão enquanto Clarisse e Percy distraiam Polifemo. Clarisse fora muito valente. Percy com o canto dos olhos notou que Grover estava carregando Annabeth pela ponte de corda. Os meninos correram atrás de Grover e o ciclope corria atrás deles, mas ele estava todo cortado e mancava por causa dos muitos ferimentos que os meninos tinham feito nele.

Grover tinha colocado Annabeth no chão, Percy pede para Clarisse correr mais rápido e grita para o amigo pegar a faca de Annabeth. Grover começou a cortar a corda, eles correram e se jogaram em terra firme, aterrissando ao lado de Grover e com um único golpe, Percy cortou os fios restantes com a sua espada.

A ponte despencou no precipício e o ciclope uivou, mas de prazer, pois aterrissou ao lado dos garotos e gritava de felicidade, dizendo que Ninguém havia fracassado. Percy estava com muita raiva e, sem pensar, atacou com tudo o ciclope, no meio da sua barriga. O ciclope se ajoelhou urrando de dor. O garoto sem dó nem piedade atingiu Polifemo no nariz com outro golpe de espada. Percy estava possesso, cortou, chutou e bateu até que se deu conta de que Polifemo estava estatelado de costas no chão, atordoado e gemendo. Percy estava sentado em cima dele, com a espada pronta para cegá-lo de uma vez. Mas Percy não deu ouvido aos amigos que lhe disseram que um ciclope era traiçoeiro.

Percy pensou em Tyson e que talvez Polifemo pudesse ser filho de Poseidon também e ele não conseguia matá-lo a sangue frio. Percy diz a ele que eles só queriam levar o Velocino de Ouro. Polifemo diz que eles podiam levá-lo. Mas o ciclope honrou os seres da sua espécie. Agiu como um traiçoeiro e deu um golpe em Percy, jogando-o na beira do penhasco. Ele zombou do garoto dizendo que eles nunca levariam o velocino e que comeria Percy.

Percy viu que morreria ali, devorado pelo ciclope. Quando milagrosamente ouviu algo passar zunindo por cima da sua cabeça. Uma pedra do tamanho de uma bola de basquete passou por ele e foi parar na garganta de Polifemo. O ciclope engasgou e cambaleou para trás, mas não tinha para onde ele cambalear e acabou escorregando e a beirada do penhasco desmoronou e o ciclope caiu no abismo. Quando Percy viu quem o salvara ficou muito surpreso: Tyson, o seu meio-irmão.

Tyson contara aos meninos que Arco-Íris, o cavalo marinho, encontrara-o afundando sob os destroços do Birmingham e o puxara para um lugar seguro. Tyson sentiu o cheiro de carneiro, montado em Arco-Íris e acabou encontrando a ilha. Tyson era o único que poderia ir buscar o Velocino, pois ele tinha o mesmo cheiro que Polifemo e o rebanho não o devoraria.

Tyson jogou o Velocino para Percy e ele rapidamente cobriu Annabeth e rezou para que ela ficasse boa. Assim, rapidamente, a cor voltou ao rosto da garota e o corte que ela tinha na testa começou a se fechar. Tyson levou os carneiros para o mais longe possível para que os garotos pudessem fugir para a praia.

Quando eles já estavam quase alcançando o barco ouviram um tremendo rugido e viram Polifemo arranhado e esfolado, mas muito vivo andando na direção deles com uma pedra em cada mão. O ciclope estava indo diretamente para Tyson, chamando-o de traidor da espécie. Percy não foi para o barco com os amigos, permaneceu na praia junto com o seu maio-irmão para enfrentarem juntos o ciclope.

Polifemo atacou Tyson e Percy com uma árvore. Percy se segurou na árvore e caiu com os dois pés com tudo no olho do ciclope que ululou de dor. Clarisse começou a irritar Polifemo que se retou e jogou uma pedra na direção dela, mas acertou o casco do Vingança da Rainha Ana e o navio afundou bem depressa.

Percy alertado por Tyson embaixo d’água, pois como eram filhos de Poseidon, podiam se comunicar embaixo da água e chamam Arco-Íris. Ele apareceu com alguns amigos e se moveram com muita velocidade para o meio dos destroços e cada um estava levando Grover, Annabeth e Clarisse. Arco-Íris levou Clarisse e Tyson e o que carregava Annabeth levou Percy também.

Os cavalos marinhos levaram eles para longe do Mar de Monstros e Percy olhou para trás vendo que Polifemo estava gritando vitorioso dizendo que havia afogado Ninguém. Eles estavam chegando perto de Miami, mas os cavalos-marinhos não podiam ir mais longe, mais perto da praia, pois havia seres humanos demais, poluição demais e eles teriam que nadar até a praia sozinhos. Quando eles chegaram na praia, Annabeth comprara um jornal e notara que passaram-se 10 dias desde que partiram, o tempo passava de um jeito diferente em lugares monstruosos.

Grover desperta a atenção das crianças de que pelo tempo a árvore de Thalia já deveria estar morta. E eles precisavam levar o Velocino para o Acampamento naquela mesma noite, sem falta. Percy perguntou a Clarisse o que o Oráculo havia lhe dito. Percy interpretou a mensagem, pegou o dinheiro com Tyson que Hermes havia lhe dado, chamou um táxi, pegou o Velocino e deu a Clarisse. Mandou que a menina entrasse no táxi e fosse para o aeroporto, pois ela não precisava voltar para casa sozinho, voando em um avião e levando o Velocino.

Após a saída de Clarisse, Percy sentiu uma ponta de espada na sua garganta. Era Luke que tinha ao seu lado os seus homens-urso que seguravam Annabeth e Grover pela gola das camisas e o terceiro tentava agarrar Tyson, que resistia.

Luke perguntou a Percy onde estava o Velocino e Percy diz que não estava ali com eles, que fora despachado na frente, com Clarisse. Luke manda um dos seus capangas preparar o seu corcel pois ele precisava ir correndo ao aeroporto de Miami. Luke o tempo todo estava usando os meninos, fazendo com que eles se arriscassem, pegassem o Velocino para que depois ele tomasse deles sem ter o menor trabalho de ter que ir enfrentar Polifemo.

Percy chama Luke de traidor e joga na direção dele o único dracma de ouro que ele tinha no bolso. Como era de se esperar, ele se esquivou e a moeda voou para dentro do repuxo de água com as cores do arco-íris. Silenciosamente Percy rezou para que a deusa aceitasse a sua oferenda. Atrás de Luke a fonte começou a tremeluzir, só que ele precisava que todos estivessem olhando para ele, para isso puxou e destampou contracorrente. Percy faz Luke confessar que fora ele quem envenenara Thalia. Ele confessa que usou peçonha da velha Píton, diretamente das profundezas do Tártaro. Ele diz também que Quíron nada teve a ver com isso. Vai além, revela que ele iria curar Cronos com o Velocino que ele roubaria de Percy para destruir os deuses.

Luke perguntou a Percy porque ele ficara perguntando essas coisas se ele já sabia. Percy então revela todo o seu plano: para que todo o público pudesse ouvir. Luke quando olha para trás engasgou e recuou, cambaleando. Acima da piscina, tremeluzindo na névoa do arco-íris, estava uma visão em mensagem de Íris de Dionísio, Tântalo e o acampamento inteiro no pavilhão-refeitório. Todos estavam sentados, perplexos e em silêncio assistindo. Dionísio demite Tântalo, mandando-o de volta para o Mundo Inferior. Senhor D. readmitira Quíron para o cargo de diretor de atividades do acampamento.

Percy chama Luke para um duelo para que seus amigos ganhassem tempo de bolar um plano para conseguir escapar. Percy está perdendo feio o duelo, foi ferido e quando Luke ia providenciar a sua morte, eis que surge Quíron com os seus parentes pelo céu. Alguns centauros estavam armados com arcos, alguns com bastões de beisebol e outros com pistolas de paintball.

Quíron foi em direção a Annabeth e Grover, os pegou, colocando-os nas suas costas. Outro apareceu para pegar Percy e mais um para pegar Tyson. Eles conseguem escapar ilesos, mais uma vez. Ao ficar sozinho com Percy, Quíron fala com ele sobre a profecia. Ele diz que ninguém nem sabe, com certeza, se a profecia se refere a ele. Quíron fala com o garoto sobre a importância de um herói. Diz que uma arma dos imortais não pode machucar os humanos, bem como uma arma dos humanos não pode machucar os imortais. Mas o que são meio-sangue, meio deus e meio humano pode ser machucado por ambas as armas, assim como pode influenciar ambos. E por isso é que os heróis são especiais.

Mesmo que Percy não seja a criança citada na profecia, depois do que acontecera naquele dia, Cronos não mais evitará a morte de Percy, pois já entendeu que o garoto não se juntará a ele. Revela ainda que conhece muito bem Cronos, pois ele é o seu pai.

Quando Clarisse pendurou o Velocino de Ouro no galho mais baixo da árvore de Thalia, o luar pareceu clarear, tudo entrou em foco mais nítido, aos poucos as agulhas do pinheiro começaram a esverdear, perdendo o tom marrom. Todos ficaram felizes. A mágica do Velocino penetrara na árvore, enchendo-a com uma força nova e expelindo o veneno. Clarisse recebeu todas as homenagens e honrarias pela conquista do Velocino e Percy e Annabeth pareciam que nem existiam.

Com o retorno de Quíron todos acreditaram que as corridas de Biga seriam novamente interrompidas, mas ele manteve a tradicional corrida e Percy desta vez correria ao lado de Annabeth. Quando estava no estábulo, ajeitando algumas coisas que estavam ainda pendentes, Percy foi surpreendido com a visita de Hermes. Eles conversam sobre o acontecido e sobre Luke. Hermes faz Percy refletir sobre a sua relação com o seu pai, Poseidon. E aproveita e entrega ao primo uma carta escrita por seu tio Poseidon. Na carta endereçada a Percy havia apenas uma palavra: “Prepare-se”.

Annabeth e Percy venceram a corrida de Bigas e disseram para todos ouvirem que quem tinha ajudado eles a vencerem em tudo, não apenas na corrida, fora Tyson. Sem ele, eles não teriam conseguido nada, inclusive não conseguiriam até mesmo levar para o acampamento o Velocino.

Tyson revela a Percy que Poseidon se comunicara com Tyson através de um sonho, chamando-o para um estágio embaixo d’água. Percy sentiu um leve ciúme. Tyson disse que queria aprender novas coisas, fazer armas para o acampamento pois eles precisariam. Afinal Luke estava lá fora reunindo um exército, reconstituindo Cronos e estava tramando algo.

Tudo parecia estar normal no acampamento. Até que Percy foi acordado de supetão. Todos no acampamento estavam agoniados e agitados, pois algo acontecera na árvore de Thalia. E Percy ficou louco, pois quem estava tomando conta do Velocino da árvore de Thalia era Annabeth.

Ele montou em Quíron e foram correndo em direção a árvore de Thalia. Percy fica preocupado ao ver uma garota desmaiada. Ele achou que era Annabeth, mas viu que a sua amiga estava debruçada sobre outra garota que estava deitada. Percy correu em direção a elas e todos estavam de olhos arregalados sem entender e sem acreditar no que viam. Percy notou que a árvore de Thalia estava normal.

Quando se abaixou para ver como estava a garota, ao tocar nela percebeu imediatamente que se tratava de uma garota meio-sangue e diz para os amigos que ela precisava de ambrosia. Percy nunca havia visto a garota antes, mas achava o rosto dela conhecido, só não se lembrava de onde. Quando carregou a garota notou que ela estava se mexendo e acordando. Ele então perguntou o seu nome, mas ele já sabia de quem se tratava, antes mesmo dela responder que se chamava Thalia.

Então Percy entendera tudo. Desde o envenenamento da árvore, ata a busca do Velocino. Fora tudo planejado, arquitetado nos mínimos detalhes por Cronos. Ele fez tudo de caso pensado, para ter mais uma forma e uma chance de controlar o destino da profecia e Percy se deu conta de estar carregando aquela que estava destinada a ser a sua melhor amiga ou sua pior inimiga.

O que será da relação entre Percy e Thalia só saberemos no próximo volume da série, “A Maldição do Titã”. Bem como muitas outras respostas serão nos dada e também muitas outras dúvidas e questões serão levantadas. Será que Cronos conseguirá se reerguer e o mal triunfará sobre o bem? Luke mudou realmente de lado? Vamos aguardar pra conferir quais as novas aventuras que Percy viverá com seus amigos e inimigos.

Eu ouvi uma conversa (ou melhor, li uns boatos na internet) de que há um projeto de criação de uma versão do livro para o cinema do segundo livro da série. Se for verdade, ótimo. Se não for, uma pena, como já aconteceu anteriormente com alguns livros em série que fizeram muito sucesso de venda e público, mas quando adaptado para o cinema se perdeu totalmente, a exemplos de “A Bússola de Ouro”, “Desventuras em Série”, “As Crônicas de Nárnia”, dentre outros.

02
jan
10

Desventuras em Série trata espectador infantil com respeito e dá crédito às decisões de órfãos

17/01/2005 – 00:00 – Atualizado em 24/08/2009 – 16:17
Desventuras em Série trata espectador infantil com respeito e dá crédito às decisões de órfãos

Crianças levadas a sério
Ana Aranha
TUTELA
Os três irmãos órfãos Baudelaire (acima) e o Conde Olaf (Jim Carrey, à esq.)

Três irmãos inteligentes e desafortunados são as vítimas de Jim Carrey em Desventuras em Série, de Brad Silberling, que estréia na sexta-feira 21. Superprodução que leva o espectador a sério, o narrador avisa logo que este não é um filme infantil comum e desafia o público a ouvir uma história sem final feliz. Aliás, de feliz não tem final, nem meio e muito menos começo.

A trama começa numa praia pantanosa, onde os talentosos irmãos Baudelaire recebem a notícia de que um incêndio destruiu a mansão em que moravam. Junto com todos os seus pertences, o fogo levou também seus pais, mas em momento nenhum o filme explora o sentimentalismo da situação. Em circunstância da má notícia, o narrador pontua com simplicidade: ”Se alguma vez você perdeu uma pessoa que tinha importância, então sabe como é que nos sentimos; se nunca perdeu, não dá nem para imaginar”.

Jim Carrey entra em cena como o cruel Conde Olaf, um parente distante das crianças que só aceita sua guarda para colocar as mãos na herança. O ator não se intimida na hora de repetir as velhas caretas de O Máskara e O Mentiroso. Mas a caricatura é logo diversificada, quando Carrey volta à trama disfarçado na pele de outros personagens – tudo para recuperar a tutela das crianças.

O narrador avisa o público: esta não é uma história de final feliz

O enredo é inspirado nos três primeiros livros da série de mesmo nome, escrita por Lemony Snicket e lançada no Brasil pela Companhia das Letras. Seguindo um pouco o estilo do campeão de vendas Harry Potter, o mundo fantástico das Desventuras se diferencia pela importância que atribui às crianças. Sem poderes mágicos, elas contam apenas com o raciocínio lógico para lidar com as estranhas manias dos tutores e enfrentar o conde. Acabam mostrando ser as melhores guardiãs do próprio destino.

Com um roteiro bem amarrado, o filme pode abrir mais uma porta para manter aquecida a literatura infantil. Assim como na história do bruxo aprendiz, os Baudelaires deixam no ar a impressão de que ainda terão problemas. Espectadores mais curiosos podem correr para as livrarias: as Desventuras já estão no décimo volume.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI48378-15220,00-CRIANCAS+LEVADAS+A+SERIO.html

29
dez
09

Desventuras em Série – O Fim

Após conhecermos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire nos apaixonados pelas suas desventuras, nos divertimos com as fugas insanas do maléfico Conde Olaf, nos apiedamos da perda dos seus pais, nos emocionamos com a união deles, mesmo nos piores e mais difíceis momentos e nos enchemos de esperanças para que o escritor estivesse finalmente errado e eles pudessem ter um final feliz. Agora chegou a hora “O Fim” é o último livro da série “Desventuras em Série”, escrita pelo autor Lemony Snicket.

Ainda neste livro vamos acompanhar mais uma perseguição do Conde Olaf pela sua busca desenfreada e ambiciosa pela herança dos jovens Baudelaire.

Os órfãos conseguiram escapar ilesos e em segurança (só resta saber até que ponto estar ao lado de Olaf pode ser considerado para as crianças estar em segurança) do incêndio que acometera o Hotel Desenlace em um barco com o primeiro tutor, o maquiavélico conde. No entanto, eles ficar a deriva perdidos em alto mar.

Se já não bastasse todas as aventuras desafortunadas das crianças, eles acabam sendo atingidos por uma tempestade que os arrasta até uma praia. Lá eles reparam que o local trata-se de uma ilha habitada por ovelhas e pessoas habitantes com hábitos e costumes bastante estranhos, a primeira vista.

As crianças abaladas e meio inconsciente após o naufrágio acabam sendo encontrados por uma das habitantes da ilha, uma criança chamada Sexta-Feira. Os órfãos acabam se aproximando dela e a menina consegue perceber rapidamente a pessoa má e mesquinha que é Olaf e decide abandoná-lo em uma plataforma costeira que em poucos dias seria inundada.

Os ilhéus decidem admitir a estadia e morada das crianças na ilha deles. No entanto, ao serem aceitos, eles deveriam exercer funções que todos os demais também exerciam. Com isso, os Baudelaire não ficam muito felizes e satisfeitos com a vida que estavam levando lá. Para surpresa de todos, agitando a vida pacata dos habitantes da ilha, uma balsa feita toda de livros atraca na ilha e dentro dela se encontrava Kit Snicket, bastante atordoada e confusa.

Após ser encontrada depois do seu naufrágio, o líder dos ilhéus, Ishmael, decide que Kit não deveria ser aceita na ilha, optando por abandoná-la e também decide prende o conde em uma gaiola pois ele fingira mais uma vez ser Kit, usando um dos seus diversos disfarces ridículos. Com a diferença que dessa vez ele fora desmascarado antes de aprontar muitas e muitas das dele.

Ishmael toma uma decisão drástica: abandonar os órfãos à própria sorte. Isso porque, como o hábito da ilha era ninguém ter direito a ter nada próprio, sendo compartilhado e entregue ao líder, os órfãos escondem seus pertences mais preciosos, violando assim, a regra primeira e básica para ser aceito como morador do local. Violet esconde sua fita que sempre usara quando precisava realizar algum invento. Klaus omite a existência do seu precioso e necessário livro de lugar-comum e Sunny não revelara possuir o seu batedor que era essencial para exercer as suas artes culinárias. Com receio de que fossem atirados para as ovelhas, os meninos optam por levá-los para o outro lado da ilha, além da escarpa.

Após serem abandonados, Finn e Erewhon, dois amigos dos órfãos, procuram por eles e lhes informa que o grupo de ilhéus pretendem fazer um motim para derrubar o líder Ishmael e convida a eles para participarem, sugerindo que eles consigam encontrar uma arma para a realização do motim.As crianças ficam com muito receio desse motim e, principalmente de participar dele. Tinham medo, inclusive, de provocar uma cisão no grupo.

Os Baudelaire acabam descobrindo um arvoredo em cima de uma macieira muito grande que era o local utilizado pelo líder ilhéu para prever as tempestades com um periscópio. Os meninos o observam à distância e notam que lá Ishmael, secretamente, preparava refeições muito melhores do que as refeições diárias distribuídas aos outros moradores da ilha. Ainda desfrutava de outros prazeres irrestritos aos demais, como ler e escrever capítulos do livro “Desventuras em Série”, contendo relatos de todos os náufragos que chegaram à ilha, incluindo os pais dos Baudelaire.

Ishmael acaba encontrando os meninos no espaço ocultos que eles estavam utilizando como observatório e acaba lhes revelando toda a história da ilha. Até mesmo como conseguia convencer a todos os náufragos aceitos para habitar o local, a jogar o que possuíam e encontravam no arvoredo. O líder revela que utilizava o cordial de côco, uma bebida nativa que de certa forma drogava as pessoas.

Na manhã do dia seguinte haveria a inundação da plataforma, marcando o início do motim. No meio da confusão, Olaf é atingido e ferido com o lançador de arpão (será um castigo imposto pelo autor por ele ter sido, de certa forma, o causador do ferimento de Dewey com o mesmo tipo de arma no saguão do Hotel Desenlace?). O conde mostra e prova o quanto é maléfico até mesmo em momentos críticos em que sua vida corre perigo. Ao ser atingido por Ishmael com o arpão, Olaf liberta o Micélio Medusóide (o cogumelo venenoso que ele guardara uma amostra nas aventuras “A Gruta Gorgônea”),  que ele mantinha escondido em um capacete.

A destruição fora lançada, pois todos na ilha acabam sendo infectados, mas as crianças após lerem “Desventuras em Série” acabam descobrindo que as maçãs da ilha tem uma substância especial que deixa o efeito do veneno do cogumelo mais ralo, a raiz-forte. Os meninos parecem ter descoberto a solução para o problema, principalmente porque vão contar com uma ajuda muito especial: a Víbora Incrivelmente Mortífera. Ela chegara à ilha juntamente com Kit Snicket no barco todo feito de livros. A víbora ajuda às crianças a pegarem os frutos da macieira para neutralizar a atuação do veneno do cogumelo.

Mas todo o esforço dos meninos parece estar sendo em vão, pois quando oferecem os frutos aos ilhéus, eles preferem não dar ouvidos às crianças e partem do local. Parece cruel o fato de os leitores sentirem alívio ao que acontece a seguir, mas finalmente o Conde Olaf fora neutralizado, devido as complicações nos ferimentos provocados pelo arpão. Mas, como desgraça pouca é bobagem, se não bastasse todas as perdas dos meninos desde o começo de todas as suas desventuras, é a vez deles perderem Kit Snicket, que desde que fora abandonada por Ishmael, estando grávida acabara perdendo a vida após o parto.

Sabendo bem como é a sensação de se tornar órfãos, os meninos assumem a responsabilidade de cuidar da filha de Kit que se parecia muito com a falecida mãe. Eles continuaram vivendo na ilha, somente os quatro, mas após um ano, no momento em que a plataforma inundara novamente, eles decidem partir no barco Beatrice que fora batizado há muitos anos em homenagem à mãe dos Baudelaire.

Após 13 livros vivendo em situações limite, com perseguições implacáveis e cruéis feitas pelo Conde Olaf, tendo perdido muitas pessoas queridas e, muitas vezes, mesmo tão jovens, precisaram cuidar uns dos outros para viverem juntos, unidos e com certa paz em meio a turbilhões de acontecimentos, os leitores torcem para que enfim, tudo agora possa dar certo na vida dos jovens órfãos e eles possam ser felizes. Principalmente agora que algo novo acontecera na vida deles, ao ter que cuidar e se responsabilizar por mais uma criança inocente que tivera tirada de sua vida seu bem mais preciso: a família. E família é agora mais do que nunca o que eles quatro juntos formam.

No entanto, como a própria ilustração final do livro (uma interrogação) o leitor fecha o último volume da série com uma interrogação na cabeça. Já que nada é muito esclarecido e muitas dúvidas ainda existem. Não sei se por estar sentindo falta da companhia literária dos meninos (sim tenho depressão pós-livro), ou diante de tantos mistérios ainda presentes, cheguei a pensar que mais um volume poderia vir após “O Fim” (acho que na verdade desejei muito que isso acontecesse). Mas tinha consciência que não poderia, pois senão seria uma coleção de livros sem fim, afinal o que mais poderia acontecer com as crianças? Muitas coisas e, o pior, coisas nada boas, como aconteceram durante toda a série com os Baudelaire. Então que fiquemos com as nossas interrogações. Afinal “O Fim” pode ser qualquer um. O meu fim para eles seria algo muito bom para compensar todo o sofrimento vivido. O que importa é que são livros muito legais e super recomendo para todos os leitores, de todas as idades (pelo menos aqueles que gostam de histórias para crianças e jovens adultos).

28
dez
09

Desventuras em Série – O Penúltimo Perigo

Dos treze livros que compõe a série “Desventuras em Série”, “O Penúltimo Perigo”, como o próprio título sugere, é o duodécimo volume, mas se é o penúltimo perigo mesmo, isso eu duvido muito, afinal o que mais acontece nas vidas dos pequeninos órfãos Baudelaire são perigos e desventuras.

Ao término de “A Gruta Gorgônea” os meninos entraram no carro de uma nova personagem Kit Snicket, a misteriosa mulher que tem o mesmo sobrenome do escritor das histórias dos Baudelaire, Lemony Snicket e dirigiram-se ao Hotel Desenlace. Ao primeiro contato com Kit, Violet, Klaus e Sunny perceberam que Kit estava grávida.

Ao chegarem ao hotel, os meninos pensaram estar vendo o reflexo da lagoa, que era uma ilusão de ótica. E ficaram sabendo que na verdade o hotel fora projetado para realmente parecer ser um reflexo e não algo real.

Kit convida as crianças para tomar um brunch na beirada do lago e revela aos pequenos que naquele dia haveria um encontro entre os voluntários de C.S.C. e eles se reuniriam para que pudessem trocar informações.

Kit diz as crianças que não poderia permanecer na companhia deles no hotel, pois tinha negócios para resolver no céu, não o céu literal, mas ela estava fazendo referência ao balão de ar quente auto-sustentável de Hector. No entanto, deixa para crianças uma missão bem importante e perigosa: atuarem como Concierges, e vão precisar espionar pessoas vis, deixando claro que seriam muito bem atendidas por um voluntário conhecido dela, chamado Frank. O que as crianças não sabiam ainda é que dentre muitas das pessoas que eles espionariam estavam figuras conhecidas que já haviam feito parte de suas vidas nos seus piores momentos, após a morte de seus pais no misterioso e triste incêndio que lhes levara as vidas e a mansão em que eles viviam.

Com a ida de Kit, as crianças entram no hotel e são recepcionados por gêmeos. Após o encontro eles são chamados em quartos diferentes: o 371, 674 e o salão de bronzeamento. O primeiro contato com os gêmeos é o prenuncio de que dali em diante a presença e o contato com os gêmeos vai resultar em uma certa confusão para os pequenos, pois entre as suas atividades de espionar, eles ainda vão ter que descobrir qual dos dois é o verdadeiro voluntário, o do bem e o vilão, mais uma vez eles vão se deparar com a C.S.C. e o mistério que a envolve e sem contar que vão ter que continuar procurando pelo tal do açucareiro.

Para tentar solucionar o problema do chamado para cômodos distintos, os irmãos Baudelaire decidem se separar e cada um vai para um encontro. Violet se dirige à cobertura. Quando chega percebe que era uma armadilha e não era realmente um encontro amigável, pois é recebida pelas vilãs Esmé Squalor, Carmelita Spats e Geraldine Julianne. Além delas havia também Hugo que estava disfarçado como funcionário do hotel. Carmelita exige que a Baudelaire mais velha pegue um lançador de arpões e Violet, prontamente a atende.

A Klaus coube ir ao quarto 674, onde se encontra Senhor e Charles (sim, eles mesmos, os personagens que já conhecemos no livro “Serraria Baixo-Astral” quando Violet, Klaus e Sunny). Senhor manda que Klaus o leve até a sauna do hotel. Quando ele atende ao pedido do antigo tutor Senhor quase consegue descobrir algo relacionado aos seus pais. Ernest, o irmão gêmeo do voluntário Frank, pede que Klaus pendure um papel pega-pássaros do lado de fora da sauna e Klaus, prontamente o atende.

Restou então a Sunny ir ao salão de bronzeamento. Lá ela encontra o pessoal do colégio interno onde os irmãos dela tiveram que se submeter a atividades físicas forçadas e ela, mesmo sendo apenas um bebê, fora forçada a trabalhar como secretária do vaidoso vice-diretor do lugar, além dos professores dos seus irmãos. Fora recebida pelo vice-diretor Nero, o Sr. Remora e a Srta. Bass. No local, a Srta. Bass revela ser uma assaltante de bancos que roubara a Administração de Multas (estão lembrados? É o setor em que o Sr. Poe trabalha no banco que administra a herança milionária dos Baudelaire). Juntos, eles vão ao restaurante indiano do hotel, que ficava no nono andar. Ao chegarem ao restaurante, lá estava Hal, atuando como cozinheiro. Sunny como uma boa garota que tem dotes culinários, segue Hal até a cozinha, flagrando no local uma conversa entre ele e Dewey, o misterioso trigêmeo de Frank e Ernest. Ele trabalha no relógio do hotel e lá passava todos os seus dias durante todo o dia. O relógio do hotel é o refúgio de Dewey que se esconde de todas as pessoas, para que elas nunca deixem de pensar que ele é uma lenda. Após ser flagrada ouvindo a conversa entre eles, Dewey pede que Sunny implante um Cerramento Supravernacular Complexo (C.S.C.?) na porta da lavanderia e Sunny, prontamente o atende.

Os irmãos então voltam a se encontrar e vão em direção ao saguão do hotel durante a noite e começam a refletir sobre os acontecimentos do dia, as informações que colheram e os encontros atrás do blacão de Concierges. O esperto e inteligente Klaus chega a conclusão de que o misterioso açucareiro provavelmente estaria para chegar ao hotel naquela noite. Dewey acaba descendo por uma corda do domo do hotel e encontra-se com os Baudelaire.

Dewey e as crianças vão para perto da lagoa, do lado de fora e o terceiro gêmeo revela aos meninos que no Hotel Desenlace havia uma biblioteca. E ele, pessoalmente, juntamente com Kit Snicket catalogava tudo que se referia a C.S.C. Além dessa revelação, ele confessa também que provavelmente seja o pai do bebê que Kit espera, devido ao contato que eles tinham quando trabalharam juntos. Enquanto isso notam que um táxi parara na frente do hotel e dele desceram a Juíza Strauss e Jerome Squelor, mais dois voluntários que coincidentemente tinham as mesas iniciais: J.S. Será que isso tinha alguma coisa a ver com a C.S.C.? Vamos aguardar para ver.

Os meninos voltam para o interior do hotel e vão em direção ao saguão de entrada. Mais uma vez as crianças não fazem a menor idéia de que encontrariam lá dentro e que as conseqüências desse encontro seriam, mais uma vez, trágicas e desafortunadas. O Conde Olaf, sua namorada Esmé Squalor, as ex-aberrações do Parque Caligari e Carmelita Spats estão juntos. Os Baudelaire vêem o conde repreendendo a filha adotiva e toma dela o lançador de arpões que Violet entregara a ela mais cedo naquele dia. Ao dar de cara com Dewey pareceu ficar chocado e, maquiavélico como sempre, aponta o lançador para o terceiro trigêmeo. Diante da cena, os meninos tentam tomar o lançador das mãos de Olaf e na guerra entre eles pela disputa do lançador, ele cai no chão e o arpão atinge Dewey ferindo-o gravemente. Entre a vida e a morte, ele sai do hotel e cai na lagoa, desaparecendo em seguida.

O acidente envolvendo o lançador de arpões acabou acordando, com o barulho, todo o hotel. Dentre os que aparecem está um misterioso motorista de táxi (ao que tudo indica trata-se do autor dos livros, Lemony Snicket) que sugere aos meninos que entrem no táxi e fujam, mas Violet não aceita a sugestão e refuta veementemente a idéia e a conseqüência fora a permanência dos três Baudelaire no lugar. Será que fora uma má idéia eles recusarem a sugestão do motorista? Pois ao que tudo indicava ele poderia portar o açucareiro que os Baudelaire tanto procuravam.

Como muitos apareceram para verificar o que estava acontecendo, o Sr. Poe aparece e os leva para longe do saguão. Um dos gêmeos, que ainda não sabemos quem é o bom e quem é o mau, os leva para dentro de um armário e lá eles passam a noite e dormem até o outro dia.

Na manhã do dia seguinte eles recebem como café da manhã um chá de um dos gêmeos, são obrigados a usar uma venda preta e se dirigem ao local onde ocorreria o julgamento deles. Lá, os que “assistem” ao julgamento também tiveram que usar uma venda preta, com exceção de algumas pessoas. Dentre elas a juíza Strauss, o homem careca com barba e a mulher com cabelo mas sem barba, que são como Strauss, juízes.

Tudo estava pronto para o julgamento acontecer, mas o inesperado acontece: Olaf seqüestra a juíza Strauss, levando-a para o elevador que os levaria para o subsolo e as crianças os segue, indo os cinco para a lavanderia, que tinha na porta do Cerramento Supravernacular Complexo na porta que fora pendurado anteriormente por Sunny. Eles tiveram que responder cinco perguntas para ter acesso ao local. Após responderem corretamente às questões, os cinco adentram a lavanderia.

Eles procuraram pelo açucareiro, mas não o encontraram e Olaf acaba incendiando a lavanderia deixando claro, com isso, que a reunião estava encerrada. Após o incêndio iniciado na lavanderia, eles sobem o elevador e avisam aos demais hóspedes que todo o prédio estava em chamas. Mas o leitor não fica sabendo ao certo quem sobreviveu ao incêndio, porque até mesmo o autor não tem conhecimento.

Mas pelo menos ficamos sabendo que, para variar, o maléfico Conde Olaf sobrevive às chamas e as três crianças também, pois conseguem escapar no barco que Carmelita possuía e, em segurança os órfãos e Olaf caem no mar. Os meninos tentam levar a juíza Strauss com eles, mas ela se recusa a ir e não sabemos sobre o seu paradeiro, nem o que aconteceu com ela. Em segurança (será mesmo? Ao lado de Olaf as crianças não tem de fato como estar em segurança) os Baudelaire seguem com Olaf em direção ao horizonte.

22
dez
09

Desventuras em Série – A Gruta Gorgônea

O décimo primeiro livro, “A Gruta Gorgônea”, da coleção “Desventuras em Série”, começa novamente com o aviso do autor Lemony Snicket para os leitores: se eles esperam encontrar alguma história feliz para os desafortunados órfãos é melhor fechar o livro. Mas já aqueles que chegaram até ali e não fecharam o livro, vão encontrar no novo volume da série mais aventuras terríveis para as pobres crianças.

Violet e Klaus conseguem resgatar Sunny das mãos dos vilãos e descem pelo tobogã às águas cinzentas do Arroio Enamorado das Montanhas Mão-Morta, mas separam-se de Quigley. Apesar de bem-sucedido o resgate de Sunny, eles tem uma travessia bem complicada e perigosa devido as águas violentas e turbulentas do Arroio.

Quando a situação fica de fato complicada e perigosa, magica e inesperadamente surge um minúsculo e estranho submarino, o Queequeg, do comandante Andarré, que os resgata.

O comandante tem a bordo uma tripulação de dois (essas brincadeiras com as palavras e os seus sentidos são de conhecimento do leitor de Snicket, afinal quando fomos apresentados aos gêmeos Quagmire, o escritor deixou claro que eles eram trigêmeos de dois, pois o terceiro supostamente havia morrido), incluído o próprio capitão e Phill, o ajudante bondoso do comandante. O mesmo Phill que estivera presente nas aventuras dos Baudelaire na “Serraria Baixo-Astral” que quase fora morto sem-querer por Klaus. Além dos dois marujos, o submarino Q levava também Fiona, uma micetologista e enteada do capitão.

Essa viagem é bem estranha e diferente para os pequenos órfãos. O que poderia ser uma viagem inocente e de puro resgate deixa os irmãos meio atordoados por novos e intrigantes ingredientes serem inseridos na trama misteriosa que os rodeia. Rapidamente eles percebem que o capitão Andarré tem o hábito de dar ordens a tudo e repetidamente falar “Positivo!”. As crianças acabam descobrindo também que o capitão é um voluntário nobre de C.S.C. Mais uma vez essas três letrinhas que poderiam parecer simples, mas que no fundo intrigam não apenas aos meninos, mas também aos leitores, marca sua presença firme e forte na história.

Por mais havidos e curiosos que estejam o leitor, tudo indica que ele não saberá de fato o que significa C.S.C. até ler o último volume. E a pergunta que deixo no ar é se realmente no fim, saberemos e entenderemos o que isso significa.

A tripulação do submarino Q tem uma missão: encontrar o misterioso açucareiro. Eu confesso que na primeira vez que li essa coleção eu já estava ficando angustiada e nervosa. Primeiro por todas as maldades a que as crianças eram submetidas, segundo que tinha vontade de esganar aquele palerma do Sr. Poe e o odioso do Conde Olaf, além de querer entender de uma vez por todas as pontas da intriga que ainda estavam soltas.Atualmente para escrever os posts acho que estou me divertindo mais com as histórias e a trama.

Bom, voltando a história… Os Baudelaire e Fiona decidem descer as profundezas do mar, usando roupas de mergulho em direção à pista onde poderia estar o misterioso açucareiro: a Gruta Gorgônea. Se não bastasse a falta de experiência na prática de mergulho, os meninos encontrariam pela frente os terríveis e letais cogumelos venenosos, mycelium medusóide, que poderia certamente tirar a vida de alguns dos aventureiros. A pequenina Sunny em contato com os cogumelos acaba sendo envenenada e ficamos apreensivos se ela conseguiria sair dessa com vida.

Se não bastasse toda essa desafortunada aventura, quando as crianças retornam da exploração no fundo do mar, encontram o submarino deserto. Diante do suspense um certo conhecido dos meninos e, de nós, leitores, um terrível e malvado conde reaparece, literalmente, nas profundezas para cumprir a sua promessa: de alguma forma obter a herança milionária dos Baudelaire.

O Conde Olaf roubara um submarino gigante, em formato de polvo, que nomeia de Carmelita, em homenagem a criança odiosa que aparecera na trama pela primeira vez no livro “Inferno no Colégio Interno” e novamente no livro anterior a este, “O Escorregador de Gelo”, juntando-se a trupe de Olaf e sendo adotada por Esmé, namorada do conde.

No submarino Carmelita, Olaf seqüestra Violet, Klaus, Sunny e Fiona. De uma forma trágica, Fiona descobre que o terrível e maléfico homem das mãos de gancho, braço direito de Olaf, é seu irmão e acaba, por influência do irmão, traindo os novos amigos, os órfãos Baudelaire. Por outro lado, indecisa de que lado ela de fato estaria de C.S.C. ela acaba ajudando os meninos a salvar Sunny que estava muito mal devido ao veneno dos cogumelos. Mesmo assim, ela opta por permanecer ao lado do irmão e da trupe de Olaf, não partindo antes de dar um beijo em Klaus.

Quigley Quagmire, o terceiro trigêmeos que todos acharam que havia morrido no incêndio junto com os seus pais, envia uma mensagem através do telégrafo do submarino Q. Na mensagem ele mandava os órfãos irem para a Praia de Sal (a mesma em que os órfãos estavam se divertindo quando foram comunicados pelo Sr. Poe que os pais haviam morrido em um incêndio que destruíra a mansão da família) e quando chegassem lá pegassem um táxi.

No entanto, para atrapalhar os planos de Quigley, eis que surge (o infame) Sr. Poe que comunica as crianças que as levaria para uma delegacia, mas os meninos resolvem que não vão seguir o banqueiro. Escapolem das vistas dele e entram em um carro que estava parado ali perto.

Dentro do carro as crianças encontram com Kit Snicket… Sim, o mesmo sobrenome do autor dos livros não é mera coincidência, mas isso o leitor só descobrirá ao longo das leituras dos livros. E essa ligação é extremamente importante para o entendimento de toda a trama, inclusive do porque essa perseguição do conde às crianças se deu de forma tão persistente. Será mesmo interesse único e exclusivo na herança milionária dos Baudelaire? Isso descobriremos mais a frente. No próximo volume vamos descobrir dentre essa informação, muitas outras. Na companhia de Kit Snicket, os Baudelaire seguem para o Hotel Desenlace…

21
dez
09

Desventuras em Série – O Escorregador de Gelo

Ao término de “O Espetáculo Carnívoro”, o nono livro da série “Desventuras em Série”, os leitores ficaram com um suspense sobre o destino de Violet e Klaus que estavam no trailer das aberrações que fora intencionalmente jogado em uma ribanceira por Olaf e com Sunny que estava sozinha no carro dos vilões, separada completamente dos irmãos mais velhos. E esse é um ponto de interrogação aos leitores, pois até então, por mais terríveis que tenham sido os dias após a morte dos pais, os Baudelaire sempre estiveram juntos e, pela primeira vez eles estão tendo que enfrentar sérios problemas sem o apoio e conforto da sua família.

Eu adoro todos os livros da série, mas, na minha opinião, os livros ficam ainda melhores do nono em diante e cada vez melhores, pois as narrativas ficam mais empolgantes e interessantes. Além de tudo a cada nova pista descobrimos novos segredos e queremos ler os demais para entender a totalidade da trama. Conhecemos a partir do décimo volume um pequeno objeto que aparecerá frequentemente na história e intriga a todos os leitores: o açucareiro. Eu ficava me perguntando qual o mistério que rondava um açucareiro, qual a importância dele na história e o que ele poderia realmente significar de bom (será que há algo realmente bom?) para os jovens Baudelaire. Porém, o suspense persiste até o último momento. Apenas no décimo terceiro e último livro entenderemos de fato para o que ele serve.

Um ponto legal neste volume ainda continua sendo a pouca (às vezes nenhuma) participação do insoso Sr. Poe e aparecimento de novos personagens e reaparecimentos de alguns odiosos, como Carmelita Spats que volta para ajudar a infernizar a vida dos desafortunados órfãos. Além do que eu já tinha falado no post anterior, a presença um tanto quanto hilária de Esmé Squalor que, com a sua obsessão do que é in e do que é out continua divertindo os leitores, também os irritando, mas ela garante algumas risadas.

Sunny está nas Montanhas de Mão-Morta com Conde Olaf, sua namorada Esmé Squalor e toda sua trupe. Poderia estar como refém, mas está além disso. O bebê é obrigado a cozinhar para todos os vilões, além de fazer serviços domésticos. De certa forma, esses trabalhos forçados foram positivos para Sunny em um único aspecto, ela aproveita esse tempo para aperfeiçoar o seu dom na culinária. Se não bastasse todo o trabalho forçado, que diga-se de passagem, impossíveis de serem realizados por um bebê, Sunny está morrendo de frio no pico da montanha.

Concomitante a isso, Violet e Klaus descobrem que na verdade Quigley, o terceiro dos trigêmeos Quagmire, não morrera no terrível incêndio que destruíra a mansão em que eles viviam e matara seus pais. E tornam-se amigos e aliados. Os Baudelaire revelam toda a sua história e o tempo em que conheceram e conviveram com os demais Quagmire.

Quigley faz tudo o que pode para ajudar os novos amigos a salvarem Sunny. Os Baudelaire mais velhos, juntamente com o terceiro trigêmeo encontram a base de operações da C.S.C., mas pouco podem aproveitar da nova descoberta, afinal ela fora incendiada por dois dos piores vilões que podem existir. O autor inclusive não cita seus nomes e comenta que o próprio vilão Olaf os teme.

No entanto, quando tudo parecia perdido, os três descobrem um escorregador para ser utilizado no gelo que os levaria diretamente ao local onde Sunny estava sendo mantida como “escrava” e prisioneira. Para apimentar mais a história, acabamos percebendo que “rola um clima” entre Quigley e Violet. Nada mais natural, afinal eles são dois jovens em plena ebulição na adolescência.

Carmelita, que já demonstrara anteriormente uma tendência à personalidade maquiavélica, ao perturbar e rejeitar os Baudelaire quando eles chegaram ao colégio interno, acaba despertando a feição da hilária e também maquiavélica Esmé, que decide adotá-la, afinal a adoção ainda era in. E, com isso, a vilã mirim junta-se a trupe do mal, liderada por Olaf. Enquanto o bando ganhava um mascote, por outro lado, perdia dois de seus membros. As duas mulheres de cara branca decidem juntas abandonar a trupe de Olaf e nunca mais foram vistas

Será que agora finalmente as crianças, com a ajuda de mais um amigo, conseguirão descobrir o mistério por traz das letras C.S.C.? Conseguirão resgatar Sunny? Escaparão das garras de Olaf? E o final feliz, enfim eles terão direito a um final feliz? Tudo indica que não… Pois desde a morte dos seus pais suas vidas estão repletas de mistérios, mensagens muitas vezes complicadas de se entender e decifrar, desgraças e mortes para todos os lados, perdas que os abala profundamente e situações, que não outro termo, completamente inimagináveis. Os jovens sofrem, são perseguidos e quem se diverte é o leitor. Porém, de certa forma, também acaba sofrendo um bocadinho junto com todas as situações que eles precisam enfrentar.

18
dez
09

Desventuras em Série – O Espetáculo Carnívoro

O nono livro, “O Espetáculo Carnívoro” da coleção de 13 volumes “Desventuras em Série” dá continuidade ao período desafortunado dos jovens órfãos mais queridos do mundo da literatura infanto-juvenil. Após escaparem de sanguessugas cegos, das perseguições constantes de Olaf, de uma temporada bem sinistra em uma cidade infestada de corvos, de quase morrerem em um poço de elevador e quase serem queimados em um incêndio em um hospital, agora os Baudelaire enfrentam um espetáculo para lá de bizarro, que nos remete a Roma Antiga.

Após o incendiário conde destruir todo um hospital, as crianças, sem ter para onde ir, decidem manter-se próximas ao odioso Olaf, para isso eles arranjam abrigo em um porta-malas de um misterioso carro preto. As crianças estão completamente inconfortáveis, mas eles não poderiam nem reclamar, já que ninguém sabia que eles estavam ali, estavam escondidos de Olaf no covil do assassino. Mas eles preferiam se manter por perto para vigiá-lo e antecipar todos os seus passos.

Quem dirige o carro é o vilão interesseiro e ganancioso e, isso pode significar uma grande enrascada para os pequenos. Até então, Olaf nunca conseguira conquistar os seus objetivos de seqüestrar e roubar a herança das crianças. Será que agora finalmente as desventuras das crianças chegará ao fim e Olaf será bem sucedido?

A primeira grande surpresa das crianças é descobrir a pergunta que todo leitor, com certeza, já se fez: como é que o conde sempre encontra as crianças? Mesmo que eles mudem de tutor constantemente, Violet, Klaus e Sunny sempre são encontrados pelo vilão. A resposta para essa questão é: Madame Lulu (Olívia), uma vidente que de posse de uma bola de cristal sempre revela a Olaf o paradeiro dos órfãos.

Madame Lulu não passa de uma charlatã, mas o conde não faz a menor idéia dessa verdade. Então vai novamente ao encontro dela para obter a preciosa informação: onde estavam os órfãos e saber se realmente um dos pais dos Baudelaire que deveriam ter morrido no incêndio estava realmente vivo, como indiciava o dossiê Snicket, encontrando pelas crianças dentro do hospital hostil. A vidente informa a ele que realmente um dos pais dos meninos sobreviveu e mais, lhe diz até mesmo onde a pessoa se encontra: nas Montanhas de Mão-Morta.

Para poder continuar vigiando os passos do arqui-inimigo, os meninos precisam tomar uma atitude extrema. Um verdadeiro circo dos horrores é onde se encontra Olaf e sua trupe do mal e, para continuarem próximos, os meninos decidem entrar para a trupe do circo como aberrações. Assumem então duas fantasias: Violet e Klaus se disfarçam de gêmeos xifópagos e Sunny de bebê lobo. Além das crianças outras pessoas tidas como aberrações convivem juntas em um trailer. Klaus e Violet sentem muita dificuldade para manter o disfarce, pois realmente era bem difícil para eles realizarem atividades comuns, como dormir e trocar de roupa.

Aqui encontramos novamente a personagem Esmé Squalor, a namorada nefasta de Olaf. Neste livro ela tem uma participação muito importante e essencial para os planos maquiavélicos do conde. Cabe a Esmé convencer as aberrações a entrarem na trupe do parque de Olaf. Ela finge gostar e ter carinho por aberrações, mas é apenas mais uma parte de um plano sórdido que entenderemos mais para frente.

Em meio a confusões de apresentações no circo dos horrores, as crianças conseguem descobrir através de suas investigações que a Madame Lulu não passa de uma farsa. Enquanto isso, por outro lado, Olaf e seus comparsas tomam uma atitude horrível: cavam um fosso e enchem ele de leões para que ali fosse realizado um espetáculo bárbaro e sangrento, que nos lembra os espetáculos de arenas do Coliseu Romano em que os gladiadores tinham que lutar com os leões para sobreviver. Pois Olaf para entreter o público jogava para os leões as aberrações do Parque Caligari. E, surpresa! Adivinhe? Violet e Klaus também foram escolhidos para servirem de comida para os leões. É uma agonia doida a luta deles pela sobrevivência e também eles terão que enfrentar uma multidão indócil e louca por sangue.

Os Baudelaire tentam ajudar Lulu após descobrir algumas coisas a respeito dela e de Olaf e combinam de fugirem juntos do vilão no dia seguinte, até uma central da organização C.S.C. que não ficava muito longe de onde eles estavam. Mas, para variar, o plano não dá certo. Lulu estava agindo do lado errado, mas eles conseguem resgatá-la para o lado correto e ela se mostra uma pessoa muito nobre e altruísta, se prejudicando fatalmente para ajudar aqueles que queriam apenas salvá-la.

Olaf e Sunny estavam juntos em um carro, o dos vilões e Violet e Klaus estavam em outro carro (no trailer) das aberrações. Durante um deslocamento do circo, Olaf corta a corda que prende o carro ao trailer e, com isso, os irmãos mais velhos acabam despencando ladeira abaixo.

O que será das crianças agora? Sunny em um carro ao lado de vilões da pesada e Klaus e Violet rolando ladeira abaixo dentro de um trailer. Eles sobreviverão? Se sim, como eles farão para ficar juntos novamente? Isso e outras coisas só saberemos no décimo livro da série.




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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