Archive for the 'Eleanor H. Porter' Category

21
out
09

Eleanor H. Porter

Porter_E

Eleanor Hodgman Porter nasceu no dia 19 de dezembro de 1868, em Littleton, New Hampshire, nos Estados Unidos e morreu no dia 21 de maio de 1920, em Cambridge, em Massachusetts.

Eleanor quando criança tinha a saúde muito frágil e delicada, o que pode ter sido a causa para a influência do seu caráter introspectivo, direcionando-a desde muito cedo para os caminhos das artes e da literatura, a princípio como leitora, posteriormente como escritora.

Foi educada em escolas locais, em seguida por um professor particular, e posteriormente, por ser apaixonada por música, ingressou no Conservatório de Música de New England, em Boston, tendo a oportunidade de aprimorar seu talento como cantora lírica.

Recebeu diversos elogios por sua voz, apresentou-se em muitos concertos, fez parte de corais de igrejas e também ensinou música.

Em 3 de maio de 1892, com 24 anos, casou-se com John Lyman Porter e o casal mudou-se para Cambridge, em Massachusetts. Porém nunca tiveram filhos.

Em 1900 deu início a sua carreira literária, com a publicação de um conto. Um ano depois, assumiu a carreira de escritora, pois passou a escrever em tempo integral. Não assinava os seus contos com o seu verdadeiro nome, mas com o pseudônimo de Eleanor Stewart e assinando como Stewart publicou mais de 200 contos em revistas femininas.

Em 1907, o primeiro romance de Eleanor foi publicado. A partir daí, ela não parou mais de escrever. Outros 17 livros foram lançados, além de sete coletâneas de contos, todos com grande aceitação pelo público, apesar de apenas Pollyanna ter conseguido a consagração mundial. A maioria dos seus livros são de temáticas infanto-juvenis. Mas também escreveu romances adultos.

 Suas principais obras foram:

 (1907) Cross Currents

(1908) Turn of the Tide

(1912) Miss Billy (com grande aceitação do público, tornando-se um grande best-seller)

(1913) Pollyanna

(1915) Pollyanna Grows up

(1915) Just David

(1916) Sic Star Ranch

(1916) The Road to Understanding

(1917) Oh Money Money

(1918) Dawn

(1919) Keith’s Dark Tower

(1920) Mary Marie

(1920) The Story of Marco

(1921) Sister Sue

(1924) Money, Love and Kate

(1927) Little Pardner

(1928) Cross Currents

(1928) The Turn of the Tide

A autora Nelly Novaes Coelho em seu livro “Panorama Histórico da Literatura Infantil-Juvenil”, escreve um pouco sobre a biografia de Eleanor H. Porter, na página 154, que transcreve agora.

 

“Eleanor H. Porter (1868 – 1920)

 

Entre as obras traduzidas que tiveram larga circulação entre nós, principalmente como boa literatura para as jovens, está “Pollyanna”, publicado nos Estados Unidos em 1913 e traduzido aqui em 1934 por Monteiro Lobato (Cia Editora Nacional, “Biblioteca das Moças”). Sua autora foi Eleanor Hodgman Porter, romancista norte-americana, autora de uma literatura sentimental – amorosa e jovial, de grande repercussão popular.

Inicia-se com “Correntes Cruzadas” (1907), ao qual se seguem vários títulos. Mas seu grande sucesso foi “Pollyanna”, seguido por “Pollyanna Moça” (1915), dedicado ao público feminino. É a estória comovente e alegre de uma encantadora menina que tem sido das heroínas de romance mais amadas pelo público jovem (dos anos 30/40, e talvez do atual…). É ela um novo avatar da idéia de que o “bem sempre vence”…

Dentro da linha do realismo humanitário, põe-se em confronto o dinheiro e a felicidade pessoal a partir de comportamentos polares: bondade generosa e egoísmo destrutivo. O argumento gira em torno das experiências vividas pela menina órfã, Pollyanna, em casa de sua tia Polly, solteirona seca, rigorosamente “virtuosa”, mesquinha e imensamente rica (como se vê, uma efabulação das mais comuns nas novelas do ultra-romantismo, mas que continua fazendo efeito…).

Pelo “jogo do contente”, vivido espontaneamente por Pollyanna, aponta-se no livro a única solução possível dentro do quadro de desequilíbrios e injustiças sociais vigentes e dificílimas de serem sanadas. Embora no livro sempre se tenha o “final feliz” que reequilibra tudo de maneira ideal.

Enfim, na produção infantil ou juvenil do nosso século, essa tendência vai-se prolongar em muitas e muitas obras, com ligeiras diferenças, mas sempre insistindo no enfoque da vida cotidiana, familiar, onde os problemas de desajuste individual ou social serão resolvidos por um comportamento ético-afetivo ideal. Daí a “exemplaridade” didática que, via de regra, orienta a matéria literária”.

21
out
09

Pollyanna Moça

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O livro “Pollyanna” fez tanto sucesso que a autora, Eleanor H. Porter, publicou dois anos depois, em 1915, uma continuação, intitulada “Pollyanna Moça”. A partir de então, Pollyanna inspirou produções para o cinema, e a simpática menina otimista se tornou um sucesso conquistando o mundo.

Pollyanna cresceu, mas não perdeu nem a doçura nem o hábito de praticar e ensinar as pessoas o jogo do contente. Se transformou em uma encantadora e linda adolescente amada por todos que a conheciam.

A fama de uma pessoa especial ultrapassa as fronteiras da cidadezinha de Beldingsville. Um convite especial e surpreendente, para passar uma temporada em Boston al lado de uma amiga da família, é feito a Pollyanna. Pois alguém estava precisando muito da presença e da ajuda dela. Mais uma vez, Pollyanna terá de enfrentar o desafio de curar os males da alma daqueles que sofrem.

As aventuras e ensinamentos da doce menina são acompanhados pelo leitor nesta continuação de “Pollyanna”. Novas amizades serão feitas e mais admiradores ela ganhará. Mais madura, ela descobrirá um novo tipo de amor e saberá o que é se apaixonar. Outras questões, típicas do processo de amadurecimento, atingirão Pollyanna e garantirá aos leitores momentos muito divertidos e emocionantes (impossível não ficar de olhos vermelhos e inchados lendo este livro).

Há quase cem anos de lançamento da história, “Pollyanna” continua mais viva do que nunca e arrebata uma multidão de fãs e admiradores por todos os lugares do mundo. Provando que a busca da felicidade é a questão mais inquieta e aflinge a espécie humana.

21
out
09

Pollyanna

pollyanna menina

“Pollyanna” é um clássico da literatura infanto-juvenil. Publicado em 1913 pela escritora Eleanor H. Porter.

Pollyanna Whittier uma menina de 11 anos muito doce, sincera, simpática e sem irmãos, filha de missionário pobre, perdeu os pais ainda muito criança e, tendo apenas como parente mais próxima uma tia bastante rígida e pouco afetuosa, se viu arrancada da sua vida, do seu cotidiano e da sua cidade. Tia Polly Harrington, uma tia solteirona, que sequer conhece a sobrinha, mora em uma casa muito grande, com muitos quartos, um enorme, lindo e bem cuidado jardim e cercada de muitos criados, na cidade de Beldingsville em Vermont, na Nova Inglaterra, Estados Unidos.

Pollyanna quando chega a casa da tia é levada para se acomodar no pior e mais simples quarto da enorme e confortável casa. Nem isso a perturbou, ela prontamente encontrou motivos para ficar feliz com aquele quarto quente, pequeno e abafado. Fruto do jogo que aprendeu com o seu pai desde que era muito pequena: o jogo do contente, que consiste em procurar nas maiores adversidades motivos para ficar feliz ao invés de se lamentar. O jogo do contente iniciou-se quando na volta de uma das viagens de seu pai, Pollyanna esperava que ele lhe trouxesse uma boneca, mas no lugar do brinquedo ela recebeu um par de muletas. Demonstrando decepção, o seu pai lhe disse que ela deveria ficar contente com as muletas, pois ela não precisava utilizá-las. Pollyanna entendendo a mensagem, em todos os momentos de sua vida passou a praticar o jogo particular dela e de seu amado e querido pai.

Na nova cidade, a menina, uma otimista incurável, encantava a todas as pessoas que convivessem com ela e a todas as pessoas que estivessem tristes, aborrecidas ou mal-humoradas, que cruzavam a sua vida, ela ensinava o jogo do contente. Empenhava-se de corpo e alma para ensinar a todas as pessoas o caminho da felicidade para superar a tristeza. Com isso, ela se envolve com as pessoas mais problemáticas da cidade de Beldingsville e os convence e os ensina a brincarem de ser feliz.

Mas por mais que ela se esforçasse, Pollyanna não conseguia fazer a sua tia jogar o jogo. Pollyanna não se deu por vencida e nunca desistiu de conquistar o amor, o carinho e a afeição da tia Polly. E, com o tempo, tia Polly acaba cedendo ao jeito simpático e amoroso da única sobrinha.

A vida de Pollyanna sofre uma reviravolta quando ela perde os movimentos das pernas quando sofre um acidente e é atropelada. A menina, desolada, tem o seu otimismo posto à prova quando ouve um médico especialista declarar que ela nunca mais voltará a andar. Pollyanna se entrega à tristeza e não encontra nada que a deixe contente. O que causa uma comoção em toda a cidade. Aqueles que antes foram ajudados por ela, fazem de tudo para encorajá-la a acreditar que ela ficará boa. Altruísta, Pollyanna reflete que sem as suas pernas ela não conseguiria ter ajudado e modificado a vida de tantas pessoas, ficando, desta forma, contente.

O médico (um antigo amor de Tia Pllly), comovido com a criança, revela que há uma nova cura para a lesão da medula espinhal, mas para isso, a criança precisaria passar alguns meses em um hospital distante. Lá, Pollyanna consegue melhorar e recupera os movimentos das pernas.

Ao retornar à cidade e à vida de Polly, os milagres da criança continuam acontecendo na vida da sra. Harrington. Tia Polly, bastante diferente do início da história, se casa com o médico e a felicidade para todos, é geral.

Dentre tantos livros da minha infância, Pollyanna é um dos que mais marcou. Consigo me lembrar de trechos da história como se tivesse lido ontem. A cada releitura, em fases distintas de nossas vidas, as mensagens nos afetam de formas diferentes. Aprendemos com Pollyanna a não nos incomodarmos com pequenas coisas e buscarmos a felicidade naquilo que tanto nos incomoda. É bastante difícil conseguirmos aplicar o jogo do contente em todos os momentos da nossa vida, mas quem sabe praticando-o todos os dias, um dia não conseguiremos entendê-lo na sua total magnitude?

Segue um trecho do livro em que a personagem encantadora Pollyanna nos transmite aquilo que todo ser humano poderia sonhar em conquistar: “Muitas vezes me acontece de brincar o jogo do contente sem pensar, a gente fica tão acostumada que brinca sem saber. Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la.”




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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