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Confira os vampiros mais famosos da literatura e do cinema

Confira os vampiros mais famosos da literatura e do cinema

Arquivo/AE

sábado, 14 de novembro de 2009, 13:48

SÃO PAULO – Veja lista dos vampiros mais famosos da literatura e do cinema.

Conde Drácula

O mais famoso vampiro cinematográfico de todos os tempos foi inspirado no personagem central da obra de Bram Stoker. Vários atores ficaram famosos com este papel no cinema, como Maximiliam Schrek, no clássico do cinema mudo “Nosferatu, uma Sinfonia de Horror”, de 1922. Até hoje, muitas pessoas acreditam que Schrek era mesmo um vampiro na vida real! Bela Lugosi, ator de origem húngara, foi o primeiro a imprimir garbo e elegância ao vampiro, marcando para sempre a imagem do personagem. Depois de Lugosi, Christopher Lee representou Drácula em mais de uma dezena de produções, sempre com total aprovação do público. Mais recentemente, Gary Oldman também entrou para este rol sinistro com a brilhante atuação em ‘Drácula de Bram Stoker’, dirigido pelo consagrado Francis Ford Coppola.

Lestat de Lioncourt

“Eu quero interferir nas coisas, fazer as coisas acontecerem!”. Este é o lema do vampiro mais famoso da literatura depois de Drácula: o sedutor Lestat de Lioncourt, narrador de quatro livros das “Crônicas Vampirescas” de Anne Rice. Nos cinemas, o personagem foi imortalizado por Tom Cruise em “Entrevista com o Vampiro”, de 1994. Lestat foi mordido ainda adolescente por Magnus, um vampiro de 300 anos, que se autodestruiu logo depois. Com isso, os poderes seculares da criatura passaram para o rapaz, e também toda sua fortuna. Apaixonado pelo jovem Louis, ele resolveu vampirizá-lo, assim como a menina Claudia. Entretanto, Lestat foi traído pelos pupilos e quase foi destruído. Séculos depois, resolveu contar a um jornalista toda a sua história, para transformá-la num livro. Nos dias de hoje, o egocêntrico Lestat decidiu se tornar uma estrela do Rock, na história que também foi levada às telas do cinema com o título de “A Rainha dos Condenados”.

Louis

Louis du Pontlac é descrito por Anne Rice, sua criadora, como um vampiro bastante suave, de cabelos negros e face inexpressiva, exceto pelos brilhantes olhos verdes… No cinema, o super galã Brad Pitt deu vida ao narrador da “Entrevista com o Vampiro”, que foi vampirizado por Lestat (Tom Cruise) aos 25 anos, depois de uma tragédia. A família de Louis prosperava com as plantações de algodão em Nova Orleans, até que seu adorado irmão mais novo veio a falecer. Louis ficou doente e se tornou uma vítima fácil para o apaixonado Lestat. Ao contrário deste, o jovem Pontlac é um vampiro contemplativo, um intelectual desesperançado em busca de respostas para sua condição maldita. Justamente por isso, o experiente Armand (Antonio Banderas), ao conhecê-lo, afirmou que Louis era o Vampiro mais fraco que ainda caminhava sobre a face da Terra…

Vlad

Em julho de 1991, o público brasileiro conheceu o terrível Conde Vladimir Polanski, um Vampiro que marcou época na televisão brasileira. Interpretado por Ney Latorraca, Vlad era o maior dos vilões da novela “Vamp”, escrita por Antônio Calmon e dirigida por Jorge Fernando, um dos maiores sucessos entre os jovens brasileiros. Na história, a cantora de rock Natasha (vivida por Cláudia Ohana) vende sua alma ao terrível Vampiro para conquistar um lugar no estrelato. Arrependida, a Vampira procura abrigo na cidade de Armação dos Anjos, onde acaba sendo perseguida pelo cruel Vlad. A atuação de Latorraca garantiu ao sarcástico Vladimir Polanski um lugar de destaque no rol dos vilões mais carismáticos da teledramaturgia brasileira, imortalizando bordões como o infantilizado “Gotooooso!”, que Vlad exclamava todas as vezes em que sugava um pescoço.

Natasha

Natasha foi a primeira vampira da dramaturgia brasileira, e deixou muitos marmanjos de queixo caído. A personagem foi interpretada pela bela Cláudia Ohana na novela Vamp, de 1991. Ela vendeu sua alma ao terrível Conde Vladimir Polanski para alcançar o sucesso como cantora de rock. No entanto, não era uma criatura do Mal: ao contrário, logo se arrependeu do pacto com Vlad e pôs-se a fugir dele, escondendo-se na cidade de Armação dos Anjos. Lá, ela reencontrou seu amor de vidas passadas, o capitão Jonas, personagem de Reginaldo Farias. Enciumado e receoso de que esse amor medieval pudesse voltar à tona, o Conde Vladimir passou a perseguir Natasha e a família do capitão, causando trapalhadas que renderam boas risadas ao público.

Angel

Este é o Vampiro mais adorado pelas adolescentes de todo o planeta… Protagonista de um seriado de TV americano, Angel é um Vampiro sedutor que usa todo o seu charme e inteligência para ajudar os oprimidos e tirar da consciência o peso de séculos praticando o Mal… Interpretado pelo galã David Boreanaz, o herói fez sua estréia em outra série televisiva, “Buffy, a Caça-Vampiros”. Depois de ser vencido pela protagonista, o Vampiro irlandês Angelus resolveu assumir o lado do Bem e a paixão pela mocinha, interpretada por Sarah Michelle Gellar. O grande sucesso do personagem lhe garantiu uma série própria, iniciada em 1999, que mostra a trajetória do Vampiro justiceiro após deixar a amada e a pequena cidade de Sunnydale para iniciar uma carreira de investigador particular em Los Angeles… Assim como Blade, Angel se tornou uma dor de cabeça ambulante para seus irmãos de sangue, e um verdadeiro colírio para as fãs mais animadas!

Jerry Dandridge

Apesar de serem monstros da escuridão, os Vampiros quase sempre foram representados no cinema como galanteadores incorrigíveis, homens elegantes que não perdem a chance de seduzir uma bela mocinha, para só depois revelar a horrível face do mal… E Jerry Dandridge, o vilão de “A Hora do Espanto”, um blockbuster de 1985, vestiu com perfeição este estereótipo marcante dos sanguessugas. Vestido sempre de modo impecável, perfumado e polido, a máscara de Jerry (interpretado por Chris Sarandon) só não foi capaz de enganar o jovem Charley, que desconfiou desde sempre da boa educação de seu novo vizinho… Com seu estilo doce e sexy, Jerry Dandrige conseguiu vampirizar a namorada do jovem, Amy, e seu melhor amigo, Ed, além de arrancar muitos suspiros da maior parte do público feminino, especialmente quando assobiava romanticamente o clássico “Strangers in the night” (tudo a ver, não é mesmo?), de Sinatra.

David

“Dormir o dia inteiro. Zoar a noite toda. Nunca crescer. Nunca morrer. É divertido ser um vampiro!”. Foi com este lema que o sensual vampiro David conquistou diversos seguidores no filme Garotos Perdidos (Lost Boys, 1987), clássico dos anos 80 estrelado por Kiefer Sutherland. As estripulias bizarras de David e sua turma vampiresca escandalizaram uma pequena cidade da Califórnia. Como em um ritual, suas vítimas precisavam beber vinho de sangue e comer vermes. Foi o caso de Emerson (Jason Patrick), que por amor a Star (Jami Gertz), aceitou o rito de passagem e se tornou um ser das trevas, passando a integrar a primeira gangue de sanguessugas bad boys do cinema!

Bento Carneiro

“Minha vingança será maligna!” – Quem já ouviu esta frase pode até não se lembrar da origem, mas os fãs de Chico Anysio jamais vão esquecer de Bento Carneiro, o Vampiro Brasileiro, o único ser das trevas que morava “aquém do além adonde que veve os mortos”… O personagem, um vampiro atrapalhado, simplório e desprestigiado, foi criado pelo humorista na década de 80 e logo se tornou um dos maiores sucessos de seu “Chico Anysio Show”. Sempre ao lado de seu fiel escudeiro, Calunga, Bento Carneiro fez do mito do Vampiro um veículo perfeito para brincar e ridicularizar, sempre com muito bom humor, as mazelas e contradições da sociedade brasileira.

Os Monstros

Na década de 60, a CBS americana produziu um seriado para a TV que marcou toda uma geração de telespectadores. A exemplo da família Addams, da rival ABC, realizada na mesma época, os Monstros faziam piada com os costumes exóticos de uma família sinistra… O pai, Herman (Fred Gwynne), era filho de um certo Dr. Frankestein. Vovô (Al Lewis), de apenas 370 anos, gastava a maior parte de seu tempo em loucas experiências de laboratório. Os filhos eram Eddie (Butch Patrick), verdadeiro monstrinho de pele verde, orelhas pontiagudas e caninos afiados, e Marilyn (Beverley Owen/Pat Priest), loira, esbelta, de olhos verdes, isto é, um verdadeiro horror para os padrões da família! A única vampira da história era a esposa de Herman, Lily Dracula, uma dona de casa sempre preocupada com a criação dos filhos… Cancelado nos EUA em 1966, o seriado foi exibido no Brasil ainda na década de 60, e reprisado em meados da década de 70, fazendo mais sucesso do que os Addams! As trapalhadas dos Monstros divertiam pessoas de todas as idades, principalmente quando Vovô resolvia dar uma voltinha com seu veículo: um caixão sobre rodas!

Varney

Sir Francis Varney era uma criatura literalmente repugnante. Criado pelo escritor inglês James Malcolm Rymer em 1847 (antes mesmo de Drácula!) no livro “Varney, o Vampiro ou o Banquete Sangrento”, a maior arma dessa criatura era a sua feiúra! Com sua face pálida e mórbidos olhos cor-de-lata, Varney hipnotizava suas vítimas apenas com o olhar… Com unhas e dentes pontiagudos, esse vampiro arranhava as vidraças das casas, fazendo o ruído de granizo. Por isso, também ficou conhecido como o “Vampiro das Tempestades”, agindo sempre em dias chuvosos ou com neve. Esse monstro pavoroso tinha preferência por jovens indefesas, que eram atacadas sem dó nem piedade. No entanto, Varney era um ser bastante temperamental, e se dava ao luxo de se sentir desgostoso com a imortalidade de vez em quando… Então, quando os raios da lua o acordavam e seu humor não estava dos melhores, o vampiro se escondia no Monte Vesúvio, onde nenhum feixe de luz poderia despertá-lo.

Blade

Além da Vampirella, outro herói dos quadrinhos também ficou famoso pelos seus poderes vampirescos. Ele se chama Blade e nasceu das idéias de Marv Wolfman, então roteirista da Marvel Comics. A grande diferença é que o herói negro não é bem um Vampiro de verdade, e sim uma mistura de ser humano com um Filho das Trevas… Como? A origem de Blade é espetacular: sua mãe foi atacada por um Vampiro quando ainda levava o filho no útero. Dessa forma, o bebê recebeu um pouco do sangue maldito, adquirindo alguns de seus poderes especiais. Como vingança, Blade se tornou um impiedoso caçador dos sanguessugas, e para isso utiliza as geringonças high-tech criadas por Whistler, também inventor do soro que Blade usa para poder caminhar à luz do dia sem virar pó. No cinema, o herói já mereceu dois filmes que estouraram nas bilheterias, ambos protagonizados pelo blockbuster Wesley Snipes.

O Vampiro do Brooklyn

Blade, o caçador de Vampiros vivido por Wesley Snipes, não é o único representante da galeria de sanguessugas afro-americanos… Em 1995, Eddie Murphy personificou no cinema o hilariante Maximillian, único sobrevivente de uma raça de Vampiros de uma ilha caribenha. Dirigido por Wes Craven, da série “Pânico”, “O Vampiro do Brooklyn” trouxe a verve cômica do eterno tira da pesada para o mundo dos Filhos da Noite. No filme, Eddie Murphy tem que encontrar a única mulher que pode salvar sua raça da extinção. Vivida por Angela Basset, Rita mora no Brooklyn e convive com estranhos pesadelos. Sem saber, a moça é filha de um Vampiro, e por isso carrega nas veias um destino sanguinolento. Mas uma série de contratempos acontecem (como sempre!) e Maximillian tem de mover mundos e fundos para conquistar Rita e garantir a preservação de sua espécie.

Blacula

Blacula é o personagem principal do filme de mesmo nome, dirigido por William Crain em 1972. Trata-se da versão afro-americana do maior vampiro de todos os tempos. A história começa com Manuwalde (William Marshall), um príncipe africano que é vampirizado pelo próprio Conde Drácula em 1780, e acaba trancafiado dentro de seu próprio caixão. Séculos depois, dois colecionadores de arte resolvem levar a tumba para Los Angeles, onde Blacula desperta sedento de sangue! O Vampiro conhece Tina, a reencarnação de sua falecida esposa Luva, e faz de tudo para conquistar o seu amor. Mas o caminho de Blacula está cheio de obstáculos: Gordon, o melhor amigo da moça, descobre a verdade sobre Manuwalde e inicia uma verdadeira caçada ao vampiro africano…

Zé Vampir

Quem é que nunca se divertiu com as histórias da Turma do Penadinho, escritas por Maurício de Souza? Pois essa galerinha de arrepiar não poderia deixar de ter o seu Vampiro. Ele se chama Zé Vampir e é cheio de classe… Ao contrário dos outros personagens do cemitério, como o Cranícola, Muminho, Lobisomen e a Dona Morte, que normalmente usam apenas trapos ou lençóis (afinal, são fantasmas!), o nosso menino Vampiro se inspirou nos elegantes sanguessugas do cinema para compor o seu visual: smoking, gravata borboleta e uma elegante capa! Como a maioria dos Vampiros, Zé Vampir também pode se transformar em um simpático morcego, coisa que faz sempre quando quer assustar alguém. Apesar disso, Zé Vampir é um Vampiro camarada, e nunca leva seu apetite por sangue às últimas consequências. Na verdade, o morceguinho sempre acaba preferindo alguma guloseima à base de morango ou groselha, bem vermelhinha…

Don Drácula

Protagonista de um desenho animado japonês, Don Drácula (Don Dorakyura) fez a festa de muitas crianças brasileiras durante a década de 80, quando foi exibido. Criado por Osamu Tezuka (considerado o “Deus do Mangá”) em 1979, o pano de fundo da história é a mudança de Drácula para o Japão, para fugir de seu arquiinimigo, o Dr. Rip Van Helsing… Muito desastrado, o Vampiro acaba se envolvendo em muitas confusões com sua filha, Sangria, e Igor, seu criado corcunda. Sem falar no morceguinho Yasu, que narra com muito bom humor alguns momentos da história. Além de Van Helsing, Don Drácula também se esforça para fugir dos “ataques” da apaixonada Blonda, uma gorducha cheia de sangue para dar! Um típico desenho japonês, que deixou saudades em muita gente.

Vampirella

Criada na década de 60 pelo célebre Forrest J. Ackerman (o escritor que utilizou pela primeira vez a expressão “Sci-Fi”), a curvilínea Vampirella povoa a imaginação dos marmanjos desde aquela época. Sempre vestida com um sensual maiô colante vermelho, que revela boa parte de sua invejável forma física, a Vampirella das histórias em quadrinhos já teve duas origens… Para Ackerman, a Vampira era uma alienígena de Drakulon, onde todos os habitantes são Vampiros que se alimentam do sangue que corre nos rios desse estranho planeta. Na década de 90, entretanto, Vampirella teve sua origem reescrita por Kevin Lau, e passou a ser a filha de Lilith, uma Vampira mitológica. Seja como for, Vampi (como é carinhosamente chamada pelos íntimos) continua combatendo o crime com seu peculiar estilo sexy-sangrento, e muita gente boa não ligaria nem um pouco em ser mordido pela simpática heroína…

Mirza

Criada em 1967 por Eugênio Colonnese, um dos mestres pioneiros da HQ nacional, Mirza é a personagem feminina mais conhecida do terror brasileiro. Inspirada na internacional Vampirella, a vampira brasileira povoou o imaginário de várias gerações de leitores, já que foi publicada em momentos distintos das décadas de 60, 70 e 80. O verdadeiro nome de Mirza era Mirela Zamanova, uma condessa exuberante que se tornou um ícone não só do terror como também do erotismo nos quadrinhos. Suas aventuras se davam nos ambientes glamurosos das passarelas da alta moda e nas festas da elite brasileira, já que Mirza ganhava a vida como modelo internacional, sempre vestida (ou despida, é claro!) em trajes provocantes e muito muito sensuais… Em seu reinado de terror, Mirza visitou as maiores cidades do mundo, procurando suas vítimas indiscriminadamente entre homens e mulheres, e deixando uma verdadeira legião de “órfãos”, candidatos eternos aos voluptuosos caninos da vampira.

Miriam Blaylock

A secular vampira Miriam Blaylock, interpretada por Catherine Deneuve em “Fome de viver” (The Hungers), ficou célebre na película de Tony Scott, um dos mais belos e chocantes filmes de 1983. Personagem do livro mais famoso de Whitley Strieber, Lady Miriam e seu vampiro-amante John (David Bowie) tinham uma vida sofisticada, eram apaixonados por música clássica e sobreviviam à base de sangue novo de homens e mulheres. Mas repentinamente John teve um estranho distúrbio celular e envelheceu em poucos segundos, forçando Miriam a procurar a doutora Sarah Roberts (Susan Sarandon), especialista em envelhecimento precoce. Foi a deixa para que a vampira seduzisse a médica ao som da ópera Lakmé, de Léo Delibes, em uma das cenas mais eróticas do filme. Sob o poder de Miriam, Sarah foi perdendo aos poucos sua identidade humana, mergulhando cada vez mais fundo na escuridão dos Filhos da Noite…

Carmilla

Personagem central de um conto publicado em 1872 pelo escritor irlandês Sheridan Le Fanu, Carmilla foi uma das primeiras criaturas da noite registradas na literatura mundial. De hábitos noturnos, cabelos e olhos castanho escuros, Carmilla logo chamou a atenção de Laura, uma jovem da nobreza austríaca com quem a Vampira manteve um relacionamento conturbado. Na história, narrada pela própria vítima, Carmilla acaba revelando ser a Condessa Karnstein, uma antepassada de Laura, falecida há mais de 150 anos! Linda, graciosa e de porte aristocrático, Carmilla influenciou toda uma geração de Vampiras fatais, e há quem diga, inclusive, que Bram Stoker teria se inspirado na obra de seu conterrâneo para criar o seu Drácula.

Philinnion

Philinnion é a personagem de um conto muito antigo atribuído ao historiador grego Phlegon de Trales, que teria vivido no primeiro ou segundo século da era cristã, e por isso pode ser considerada uma das primeiras vampiras da literatura. A história narra o drama de um jovem chamado Machates, que se apaixonou perdidamente por Philinnion, sem saber que ela já estava morta… Machates morava com os pais da moça, e recebia todas as noites a visita de sua noiva. Quando os pais de Philinnion viram a filha na cama com o hóspede, trataram de avisá-lo que aquilo era uma assombração! O jovem ficou arrasado, e Philinnion amaldiçoou seus pais por terem revelado seu pequeno segredo… Mais tarde, os habitantes da cidade perceberam que a tumba da jovem estava vazia e encontraram seu corpo em casa. O cadáver de Philinnion foi então queimado e oferecido ao Deus Hermes, para que sua alma fosse enviada ao mundo das trevas. A história de Philinnion era muito famosa na época do Império Romano, e serviu de inspiração para Goethe escrever seu famoso poema “Die Braut von Korinth”.

Lord Ruthven

Personagem principal do livro “The Vampyre”, publicado em 1819, o sedutor Lord Ruthven nasceu durante uma emocionante tempestade literária… Reza a lenda que, em 1816, o grande poeta romântico Lord Byron reuniu em Genebra alguns amigos, entre eles Mary Shelley, escritora, e John Polidori, médico. Byron propôs um desafio aos demais: uma competição de histórias de terror, que foi vencida pelo Frankenstein criado na ocasião por Shelley. Foi nesse jogo que Byron idealizou o enredo para “The Vampyre”, mas logo abandonou o projeto. Polidori, que também estava naquela noite, desenvolveu a idéia de Byron e ainda se inspirou na figura do amigo para dar vida a Ruthven, um elegante Vampiro inglês que transitava com desenvoltura nas festas mais chiques da nobreza européia, onde dava vazão a seus instintos bestiais entre um gole de champagne e uma mordida certeira no pescoço de alguma linda donzela… O evento azedou a amizade dos dois, mas deu ao mundo um dos personagens vampíricos mais marcantes da literatura mundial.

Conde Saint-German

O Conde Ragoczy Saint-German é a principal criação da escritora californiana Chelsea Quinn Yarbro, que conta com uma verdadeira legião de fãs vampirescos nos Estados Unidos. Protagonista de mais de uma dezena de livros, Saint-German é um vampiro do bem, um herói que usa a experiência acumulada em 3500 anos de vida para ajudar o próximo, principalmente no caso de belas mulheres… Poliglota, rico e inteligente, Saint-German é um farmacêutico/alquimista, que precisa de sangue para se manter vivo, mas nunca mata suas vítimas, preferindo alimentar-se de suas amantes ou de estranhos que, em troca, recebem sonhos agradáveis por telepatia. Assim como os sanguessugas tradicionais, o vampiro de Yazbro também não pode se ver no espelho, carrega sempre um punhado de sua terra natal (às vezes dentro dos sapatos…), e pode se recuperar de ferimentos que levariam qualquer ser humano à morte! Um herói pra lá de charmoso, que convida o leitor para conhecer as mais fantásticas eras de nossa história.

Azzo, o Cavaleiro

Encravado em algum lugar dos Cárpatos, na Romênia, está o assombrado castelo Klatka. Este é o lar de Azzo, o Cavaleiro Vampiro que protagoniza a obra “A Mysterious Stranger”, de autor desconhecido, publicada pela primeira vez em 1860. Azzo é um Vampiro centenário, com um profundo desprezo pela humanidade, e só tem interesse pelas coisas pitorescas, incomuns. Ante sua presença, mesmo os lobos mais selvagens se tornam dóceis e inofensivos. Com a eterna aparência de um homem de 40 anos, alto e magro, o Cavaleiro tem olhos cinzas amedrontadores, e usa bigode, barba e cabelos negros e curtos. Sempre vestido em sua armadura medieval, Azzo é rude, sarcástico e monossilábico com os visitantes, guardando toda a sua elegância e cultura secular para cortejar as jovens donzelas que acompanham os viajantes. Quando convidado para um banquete, o Cavaleiro Azzo sempre recusa a comida, fazendo questão de frisar que só se alimenta de líquidos… quentes!

O Vampiro de Sussex

Em 1924, Sir Arthur Conan Doyle publicou “The Sussex Vampire” (“O Vampiro de Sussex”), colocando Sherlock Holmes frente a frente com um ser das trevas. A história começa em uma manhã de novembro, com uma carta assustadora. Nela, um certo Robert Ferguson pede a ajuda de Holmes para resolver um espantoso caso de vampirismo! O detetive começa a investigar uma série de mortes ocorridas no vilarejo em questão, que parecem ligadas a um estranho fato ocorrido há um século atrás. Nessa ocasião, os habitantes do local teriam assassinado todos os integrantes de uma família, acusados de vampiros. Assustados, os novos moradores começam a acreditar que um descendente dos sanguessugas é o responsável pelas mortes, sedento de sangue e vingança. Sherlock tem de usar toda a sua miraculosa astúcia para resolver a questão, e acaba provando mais uma vez que os vivos sempre são muito mais perigosos que os mortos… Mas você não vai querer saber o final da história, certo? O negócio é ler o livro para se deliciar com o caso mais sanguinolento do maior detetive do mundo!

VAMPIROS FAMOSOS DA TV E DO CINEMA

1. Lestat – Interview With the Vampire

2. Christopher Lee’s Dracula

3. Bela Lugosi’s Dracula

4. Edward Cullen – Twilight (Crepúsculo)

5. Bill and Eric – True Blood

6. Asa Vajda, 1960’s Black Sunday

7. Angel

8. Mr. Barlow – Salem’s Lot

9. Schuyler Van Alen – Melissa de la Cruz’s Blue Bloods series

10. Gary Oldman’s Drácula

Fonte: Revista Entertainment Weekly

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,confira-os-vampiros-mais-famosos-da-literatura-e-do-cinema,466500,0.htm

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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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