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16
mar
10

Percy Jackson e os Olimpianos – A Maldição do Titã

O terceiro livro da série “Percy Jackson e os Olimpianos”, “A Maldição do Titã” nos mostra o porque Percy vem sendo o herói favorito as sucessão do posto que ficou anos sendo de Harry Potter. Não apenas por Percy ser um semi-deus, mas por se tratar de elementos e histórias da mitologia grega, mas também por todas as provações, aventuras malucas e fascinantes a que está submetido o herdeiro de Poseidon.

Após a vitória em “O Mar de Monstros”, o Acampamento Meio-Sangue viu reviver Thalia, a filha de Zeus que havia morrido 7 anos antes ao defender Annabeth e Luke, sendo transformada em um carvalho que protegia o acampamento.

Antes das férias de inverno Annabeth, Percy e Thalia se encontraram após meses sem se verem. A mãe de Percy os estava levando até Bar Harbor para o castelo Westover Hall. Segundo Percy o local era todo de pedras negras, com torres e janelas estreitas e erguia-se sobre um penhasco escarpado, coberto de neve, que dava vista para uma grande floresta gelada de um dos lados e para o oceano cinzento e agitado do outro.

Quando entraram no castelo, Percy sentira algo estranho, levando imediatamente a mão ao bolso onde ficava Contracorrente, a sua caneta esferográfica que se transformava em uma espada e percebera que Thalia sentira o mesmo que ele, pois esfregava o bracelete de prata, seu item mágico favorito. Isso era sinal de que uma batalha estava vindo, pois ambos sentiram ao mesmo tempo.

Os garotos ouviram uma música longe e passos que iam na direção deles. Era uma mulher e um homem. A mulher perguntou o que eles estavam fazendo ali. O homem resmungara que não era permitida a entrada de visitantes no baile e expulsou eles. Percy notara que seus olhos eram de cores diferentes, um castanho e outro azul.

Thalia deu um passo a frente e estalou os dedos. O som fora agudo e alto. Percy sentira uma rajada de vento surgir na mão da garota e atravessar a sala como uma onda. E disse que não eram viajantes e sim que eles freqüentavam a escola. O homem de olhos de cores diferentes, Dr. Espinheiro, perguntou a Sra. Tengiz se ela conhecia os alunos. A mulher, como se estivesse hipnotizada dissera que conhecia os alunos.

Grover aparecera e conduziu as crianças apressadamente pelo saguão, na direção da música. Percy quis saber o que fora aquilo que Thalia havia feito e ela dissera que era a Névoa, que Quíron havia ensinado a ela.

Percy perguntou a Grover qual era a emergência e Grover diz que encontrou dois meio-sangues. O que deixou as crianças perplexas, pois encontrar um já é bastante raro. Grover explica que eles são irmãos, um garoto com 10 anos e uma garota com 12 anos. Grover diz que ainda não sabe quem são os pais, mas são fortes. O sátiro comenta ainda que havia um monstro, o vice-diretor, Dr. Espinheiro, e eles não tinham muito tempo para pegar as crianças.

Grover apontou para as arquibancadas e mostrou duas crianças, Bianca e Nico di Angelo. Ambos tinham cabelos escuros e sedosos e pele morena. Annabeth quer saber se Grover já contara a eles e o sátiro diz que ainda não. E explica que isso poderia coloca-lo ainda mais em perigo, pois quando eles se dão conta de quem são. O cheiro deles se torna mais forte e isso atrai os monstros.

Quando eles decidem ir pegar os garotos percebem que o vice-diretor estava parado junto aos irmãos di Angelo e olhava de forma fria para os garotos o que fez Percy supor que a Névoa de Thalia não havia enganado Sr. Espinheiro e, assim, eles desconfiava de quem se tratava as crianças.

Thalia também nota e pede que todos finjam não estar interessados nas crianças e sugere que eles ajam com naturalidade enquanto dançam. Thalia formou um par com Grover e Percy com Annabeth. Annabeth estava muito feliz com o retorno de Thalia. Percy notara que ela ficara mais alta que ele desde o último verão e ficou um pouco incomodado com isso. No meio da dança ele quer saber como estava a vida dela na escola nova. E ele fica desapontado por perceber que ela gostava tanto da nova escola. Era a primeira vez que ela freqüentava uma escola em Nova York. E, assim, ele tinha esperanças de que a visse mais vezes. Ela e Thalia estavam matriculadas em um internato no Brooklyn, pois era bem perto do Acampamento e Quíron poderia interferir sempre que eles precisassem de ajuda. As perspectivas e expectativas de Percy foram perdidas pois o colégio que elas estudavam era só para meninas e ele freqüentava a MS – 54, em Manhattan e mal conseguia ver Annabeth.

No meio da conversa Annabeth congelara e disse que os meninos di Angelo sumiram. Ela saíra correndo no meio da multidão para procurar Thalia e Grover. Com isso, Percy acabou se perdendo também de Annabeth. Percy notara que o Dr. Espinheiro estava saindo apressado por uma porta na extremidade oposta do ginásio e levava as crianças pela nuca. Percy tirou Contracorrente do bolso e correu atrás de Espinheiro.

Percy abriu uma porta e estava de volta ao saguão principal da entrada, mas não via o Dr. Espinheiro, porém os irmãos di Angelo estavam lá paralisados de terror. Percy se dirigiu a eles com calma dizendo que não ia machucar eles. Os garotos nada responderam, mas emanaram terror no olhar. Quando Percy percebeu o olhar de Bianca arregalado não era pra ele, mas para o que estava atrás dele. No entanto, era tarde demais.

Algo explodira no seu ombro quando ele dera meia volta e o atirou contra a parede. Percy tentou se soltar, mas o seu casaco e sua camisa estavam espetados na parede por uma espécie de espinho que havia arranhado a sua pele no seu ombro e queimava. Percy sabia que era veneno. Mas não sabia que tipo de monstro era Espinheiro, mas sabia que ele era rápido. O monstro estava conduzindo os três para fora da escola. Como Grover havia estabelecido e criado uma conexão empática com Percy no último verão, o garoto tentou fazer o mesmo. Visualizou o rosto do amigo sátiro e pediu socorro.

As crianças viram Espinheiro falando ao celular. Percy achava que o monstro trabalhava para Luke. Mas o monstro disse que trabalhava para o General e que a Grande Comoção estava em andamento, a comoção de monstros e que o mais pavoroso deles estava acordando agora. Monstros que não são vistos há milhares de anos ressurgiriam e irão causar morte e destruição do tipo que os mortais nunca viram. E em breve eles teriam o monstro mais importante de todos que irá provocar a queda do Olimpo. Percy e os demais foram atirados ao chão por Annabeth que estava usando o seu boné da invisibilidade, o que deixou Espinheiro um pouco atordoado, pois uma saraivada de mísseis zuniu acima da cabeça deles, o que deu tempo a Grover e Thalia de avançar para trás com Thalia brandindo Aegis, seu escudo mágico, um presente de seu pai, Zeus, que fora presente de Atena.

Espinheiro avançou contra Thalia e Percy pode ver como ele atacava: ele tinha uma cauda rija, semelhante à de um escorpião que se erguia com espinhos na ponta. Espinheiro estava com muita raiva e começou a rugir, se transformando. Ele foi crescendo, se transformando naquilo que ele realmente era: rosto humano com corpo de um imenso leão, ele era um Manticore.

Para surpresa de todos, do meio da floresta vinha uma saraivada de flechas pratos que destruía os espinhos lançados pelo manticore. Percy não acreditava no que via, pois nem mesmo os filhos de Apolo no acampamento eram capazes de atirar com aquela precisão. Então ele viu arqueiros saindo do bosque. Eram garotas, todas com aparência e tamanho de terem idades entre 12 e 14 anos. Eram as Caçadoras.

A líder do grupo, para Percy parecia ter 12 ou 13 anos. Tinha cabelos castanhos avermelhados presos num rabo de cavalo e olhos estranhos, de um amarelo prateado como a lua, porém tinha um rosto lindo, de tirar o fôlego, mas tinha uma expressão implacável e perigosa. Annabeth pulara sobre as costas do monstro apontando sua faca para a juba do mandicore no exato momento que a líder das Caçadoras dera permissão a Zoe Doce-Amarga para matar o monstro. Porém o monstro soltara no precipício com Annabeth ainda agarrada às suas costas. O que deixara Percy arrasado, ele queria salvar a amiga e a líder das Caçadoras, a deusa Ártemis, disse a Percy que Annabeth estava além de qualquer ajuda.

No meio de tantos acontecimentos e revelações, os garotos nem se lembraram de Bianca e Nico. Mas Bianca marcou presença e perguntou quem eles eram. Zoe perguntou quem eles eram, quem eram os pais de Bianca e Nico e revelou que um dos pais deles era um deus ou deusa. Ártemis não deixa Percy procurar por Annabeth porque ela se fora, desaparecera, e acreditava que alguma magia estava em ação, mas ela não sabia exatamente como nem porque que Annabeth desaparecera.

Percy explica para Bianca que o manticore não será o último monstro que eles irão encontrar e diz a ela que eles precisam ir para o Acampamento Meio-Sangue, explica para a garota o que é o local e como funciona. Nico fica empolgado, mas Bianca não demonstrava sentir a mesma empolgação. Zoe rapidamente apresentou à garota uma outra opção: ir com Ártemis, se juntar às Caçadoras. As que se juntam a ela nunca crescem, não se apaixonam pelos garotos e não se tornam inseguras. Ártemis chama Percy e pergunta exatamente o que Espinheiro dissera. Percy conta e Ártemis fica pálida quando Percy revela sobre o mais terrível dos monstros que ressurgirá para destruir o Olimpo. Ela sabia de quem se tratava e torcia para que estivesse errada.

Ela decide que é muito perigoso ir com as outras Caçadoras e resolve ir sozinha. Pede a Percy que leve as Caçadoras até o Acampamento Meio-Sangue para que elas fiquem em segurança. Zoe novamente fala com Bianca sobre a outra alternativa ao invés de ir para o acampamento. Se ela optar por se juntar às Caçadoras, torna-se imortal, seguirá a deusa Ártemis sendo sua criada, companheira e irmã de armas. Uma vez que jurem lealdade a Ártemis tornam-se imortais, a menos que tombem em uma batalha ou quebrem o voto de renunciar ao amor romântico para sempre, de nunca crescer e nunca se casar, ser eternamente uma donzela. Todos que honram a deusa podem se filiar, meio-sangues, ninfas e até mesmo mortais.

Percy quer levar Bianca para o acampamento mas Ártemis a seduz dizendo que se Bianca a acompanhar, ela se tornará livre das responsabilidades, inclusive de Nico. Bianca então escolhe se juntar a Ártemis e as Caçadoras, fez o juramento e o comprometimento com a deusa da caça. Ártemis disse a Percy que ele precisava levar os demais em segurança para o acampamento e, para isso, eles pegariam uma carona com o irmão gêmeo irresponsável dela: Apolo.

Percy vira os irmãos conversando adiante e pela expressão abatida do garoto, imaginava que ela estava explicando a sua decisão e não deixou de pensar em quanto ela fora egoísta ao abandonar o garoto daquela maneira.

Do céu surgira um Maserati Spyder conversível vermelho incrível e de dentro do carro surgiu o motorista sorridente, parecendo ter 17 ou 18 anos, de cabelos claros e com uma beleza esportiva, era mais alto que Luke e mais divertido, usava jeans, sapatos do tipo mocassim e camiseta sem mangas. Era Apolo, o deus-sol. Thalia ficou impressionada.

Ele cumprimentara Ártemis e ela lhe pedira que ele levasse as Caçadoras para o Acampamento Meio-Sangue, pois ela precisava partir para uma caçada sozinha. Além de ele ter que dar também uma carona aos meio-sangues.

Ao todo seriam umas 20 pessoas para serem transportadas, o que representava um problema, pois o Maserati fora feito para acomodar duas pessoas no máximo. No entanto, Apolo pegou a chave do carro e apertou o botão do alarme e o carro fora substituído por uma daquelas vãs de teto arredondado como as que se usa para fazer transporte escolar.

Apolo diz que Thalia está prestes a completar 16 anos e, com isso, ela teria idade suficiente para dirigir, e oferece o carro para a garota. Ela rejeita, mas ele não aceitaria um não como resposta, o que deixa todos os ocupantes da vã apreensivos e Percy sentiu uma pontinha de inveja. Thalia estava nervosa e tensa, seu rosto estava branco como giz e goteja suor na sua testa. Percy notara que havia algo errado. Então Thalia imbicou o carro rumo ao oceano. Todos entraram em pânico, até mesmo Apolo parecia estar preocupado.

Abaixo deles estava a cidade Nova Inglaterra, coberta de neve, mas enquanto Percy observava, a neve derretia nas árvores, nos tetos e nos gramados. Fumaça saia pelos telhados, árvores pegavam fogo. A cidade estava sendo incendiada pelo fogo do carro. Percy gritara para que ela subisse o carro e quando Thalia subiu, pela janela de trás Percy pode ver que os incêndios na cidade estavam sendo apagados pela súbita rajada de frio.

Logo perto estava Long Island, onde ficava o Acampamento Meio-Sangue. Apolo grita para ela frear a van que foi quicando pela superfície, junto com algumas canoas emborcadas, metade queimada, do acampamento. Quando chegaram ao acampamento, Nico ficou maravilhado e Percy disse que o apresentaria a Quíron.

Percy jamais havia estado no acampamento no inverno e ficou surpreso por estar coberto de neve, outra coisa que ele notou foi que estava vazio. Quíron e Sr. D. receberam as crianças. Percy e Thalia contaram tudo o que houve no resgate dos meio-sangues, o ataque do monstro, o sumiço de Annabeth, Ártemis e as Caçadoras. Quíron, após a conclusão do relato dos meninos, determinou que começasse já uma busca por Annabeth.

Thalia e Percy, ao mesmo tempo, disseram querer participar. Mas o Sr. D. disse com veemência que não permitiria e ainda disse que as chances de Annabeth estar morta eram muito grandes. Percy enfrentara Dionísio e, quando provavelmente o diretor, estivera prestes a destruir o garoto, Nico apareceu tagarela e distraiu Sr. D., provavelmente salvando Percy.

Quíron pedira que Percy e Thalia fossem até a Casa Grande comunicar aos campistas que no dia seguinte ao anoitecer, eles teriam o jogo de captura da bandeira. Uma tradicional disputa amigável e amistosa que ocorria sempre que as Caçadoras os visitavam.

Thalia prontamente puxara Percy, afinal o garoto tinha Ares como inimigo mortal, não precisava ter Dionísio como outro inimigo. Ao chegar no chalé de Poseidon, Percy notara que havia algo novo no local. No fundo do chalé havia uma grande bacia de rocha marítima cinza, com uma torneira semelhante à cabeça de um peixe esculpido na pedra. De sua boca jorrava um fluxo aquático, uma fonte de água salgada que escorria para a bacia. Não havia bilhete nem nada na bacia, mas o garoto sabia que só podia ser um presente do pai. Ele agradece e quando a superfície ondulou, ele notou no fundo da bacia, moedas, que reluziam – uma dúzia mais ou menos de dracmas de ouro e notou que a fonte servia para ele manter contato com a família.

Percy jogou uma moeda e pediu a Íris, a deusa do Arco-Íris que aceitasse a sua oferenda e pediu que ela lhe mostrasse Tyson. O garoto aparecera e Percy chamara o seu nome. Percy e Tyson conversaram sobre a estadia do ciclope nas moradas de Poseidon e sobre o ofício que Tyson estava aprendendo. Tyson conta para o irmão que uma guerra nos mares e oceanos se anuncia. Velhos espíritos marinhos estavam criando problemas e estavam protegendo o Princesa Andrômeda de Luke.

Na hora do jantar Percy se sentiu muito infeliz e solitário, afinal as regras do acampamento determinavam que todos os companheiros de chalé tinham que comer juntos na mesma mesa e o único companheiro de Percy, Tyson, estava muito longe. Após o jantar, Percy fora para o chalé. Ele estava exausto, o que significou que ele dormira rápido. Mas também teve um pesadelo bem estranho, no seu sonho Annabeth procurava por Espinheiro e vira Luke precisando de ajuda. Meio desconfiada ela ajuda Luke, que traiçoeiro como sempre, a abandona quando ela precisava de ajuda e diz que a ajuda dela estava a caminho, que tudo fazia parte do plano, mas enquanto a ajuda não chegasse ela deveria se esforçar para não morrer. Percy acordara assustado e agoniado e concluiu que Annabeth, onde quer que estivesse, corria perigo e que o culpado disso era Luke.

No dia seguinte, Percy contara a Grover o seu pesadelo e ele revela sem querer que Zoe tivera também um sonho. Ela acordara de madrugada e se dirigira à Casa Grande para falar com Quíron e ela parecia estar em pânico. Grover revelara que estava acampado do lado de fora do chalé de Ártemis e a seguiu, se escondendo num arbusto do lado de fora da Casa Grande e viu que ela ficara transtornada quando Argos (o chefe de segurança do Acampamento que raramente aparecia, a menos que alguma coisa séria estivesse acontecendo) não a deixara entrar.

Zoe revelara que Ártemis estava em apuros e precisava das Caçadoras. Zoe disse que precisava de permissão para deixar o acampamento imediatamente. Quíron não concedeu a autorização. Grover conta que o que deu a entender é que Zoe acreditava que Ártemis fora levada, seqüestrada e, por isso, estava desaparecida. Grover diz que uma deusa imortal pode ser seqüestrada, pois já acontecera antes com Perséfone, a deusa da primavera.

Percy decide ir conversar com Zoe e Grover chama atenção de Percy de que talvez as Caçadoras não tenham aparecido do nada, talvez elas estivessem vigiando eles e mostra a Percy um folheto que ele encontrara na mochila de Annabeth, um folheto em que havia fotos de jovens donzelas envolvidas em atividades de caças, perseguindo monstros, atirando flechas, o que Grover conclui que talvez Annabeth estivesse pensando em se juntar a elas.

Percy não recebe bem a suposição de Grover, sentiu vontade de estrangular as Caçadoras. Percy percebera que todos no acampamento estavam envolvidos em atividades e a Casa Grande estava deserta. Se dirigiu ao sótão da casa em busca do Oráculo, uma velha senhora com um vestido tingido à moda hippie. Mas o oráculo nada lhe respondera.

Durante a noite, após o jantar, a captura da bandeira estava prestes a acontecer e Percy estava disposto a derrotar as Caçadoras. Percy conseguira roubar a bandeira do grupo das Caçadoras, mas Zoe também conseguira roubar a do grupo de Thalia e Percy. Cada um corria para a sua margem com as bandeiras do grupo rival enquanto os outros membros dos grupos se enfrentavam para defender os que portavam as bandeiras.

Percy se esforçara, mas Zoe corria como um guepardo. E não teve jeito, as Caçadoras venceram, pela qüinquagésima vez consecutiva, anunciara Quíron. Thalia irrompeu cheia de raiva para Percy, achando que ele tinha destruído a chance deles ganharem, e como filha de Zeus, deus dos raios, empurrou Percy e um choque percorreu todo o corpo do garoto, lançando-o cerca de três metros, na água. Thalia ficou sem graça e pediu desculpas, mas Percy não quis nem saber e revidou. Como filho de Poseidon, deus das águas, Percy, cheio de raiva, provocou que uma onda se formasse, se erguesse do riacho e explodiu na cara de Thalia, encharcando-a da cabeça aos pés. Ainda com raiva, Percy se levantou e disse a Thalia que também não teve intenção.

O clima esquenta, Thalia chama Percy de Cabeça de Alga, como Annabeth às vezes o chamava, mas ele não se importava que a amiga o chamasse assim, mas não Thalia. Ele revida chamando-a de Cara de Pinheiro. Percy erguera Contracorrente, mas Thalia fora mais rápida e um feixe de raios desceu do céu e atingiu sua lança como a de um pára-raios e explodiu no peito de Percy. O garoto, bastante irritado, se levantou do chão e convocou todo o riacho a se erguer. Milhares de litros de água se elevaram ao ar, formando uma maciça nuvem afunilada e gelada. Percy esteve prestes a lançar em cima de Thalia quando viu algo no bosque que o fez perder toda a raiva e a concentração e deixou a água voltar para o riacho. O Oráculo se aproximava, estava envolto em uma névoa verde e Quíron estava extremamente nervoso, pois o Oráculo nunca deixara o sótão antes.

O Oráculo mandou que Zoe se aproximasse e perguntasse o queria saber. Ela queria saber o que era preciso fazer para ajudar a deusa dela. A boca do Oráculo se abriu deixando sair uma névoa verde e uma imagem aparecera: a imagem de uma montanha e Ártemis em pé no pico árido, ela estava envolta em correntes, agrilhoada às pedras. Estava de joelhos, as mãos erguidas como se para defender-se de algo que a atacava e parecia sentir dor.

Percy queria estar lá fora do acampamento procurando por Annabeth, assim como Grover também queria estar lá fora procurando por Pã, o deus da natureza que estava desaparecido há dois mil anos. E com a Grande Comoção se aproximando, ele tinha esperanças que não apenas monstros ressurgissem.

Thalia não estava falando com Percy e pede a Grover que mande o garoto descer, pois Dionísio estava convocando um conselho com os líderes dos chalés para discutir a profecia e isso incluía Percy. Segundo a profecia do Oráculo, cinco teriam que juntos ir resgatar Ártemis, campistas e Caçadoras, mas Zoe queria ir apenas com as Caçadoras. Mas Thalia bate de frente com ela.

Dali há uma semana seria o solstício de inverno, dia de uma reunião anual entre os deuses, em que eles discutiam e definiam ações contra os lacaios de Cronos e Ártemis tinha de estar presente, pois ela era uma das mais ativas nas discussões do conselho. Se ela não estiver presente, os deuses não decidirão nada, o que significava perder um ano de preparativos para a guerra.

Além de encontrarem Ártemis, os cinco citados na profecia teriam também que caçar o monstro que Ártemis estava atrás. Mas ninguém sabia quem ou o que ele poderia ser. Quíron tinha algumas suspeitas: Tífon, uma verdadeira desgraça do Olimpo; Keto, o monstro marinho, no entanto, se fosse algum desses dois que estivessem se agitando, todos saberiam, pois são monstros marinhos do tamanho de arranha-céus. Quíron temia e acreditava que o monstro em questão fosse mais esquivo e poderoso.

Ainda segundo a profecia do Oráculo, os que fossem em busca de Ártemis passariam e enfrentariam um grande perigo e, ao que parece, pelo menos dois irão morrer: um na terra ressecada irá se perder, pode ser alusão a um deserto; a maldição do Titã um deve sustentar; e pela mão do pai um deve morrer.

Zoe escolhe as três Caçadoras que irão na missão: ela, Febe – por ser a melhor rastreadora e Bianca, mesmo ela sendo tão inexperiente e, nesta situação, ela seria posta à prova. Quíron agora colocaria em questão os dois campistas que deveriam ir. Grover se oferece e é defendido por Thalia que destaca que Grover domina os sentidos de um sátiro e a mágica das flores, além de saber tocar uma canção de rastreador, o que Zoe via com bons olhos, e Percy não fazia idéia do que se tratava.

Quanto ao outro campista, Thalia prontamente se ofereceu. Mas Percy protestou que também gostaria de rir. Grover percebera a confusão e oferecera o seu lugar para Percy ir, mas Zoe protestou dizendo que não enfrentaria a jornada ao lado de um garoto e Quíron disse que a missão era de busca a Ártemis, então as Caçadoras deveriam escolher os companheiros de viagem. Percy, resignado, fora para o chalé e não apareceu para jantar, o que fez Grover procurar por ele e pedir desculpas, prometendo que procuraria Annabeth por ele. Quíron também aparecera e lhe diz que nem Thalia nem PErcy seriam os nomes que ele indicaria para ir nessa viagem. Thalia por ser impetuosa demais, agia sem pensar e era muito segura de si. E Percy porque era muito parecido com ela, com a diferença de que ele era menos seguro de si do que ela, o que isso podia representar tanto algo bom quanto algo ruim. E eles dois juntos representariam, certamente, um perigo. Quíron fala para Percy ligar para a mãe avisando que no dia seguinte ele estaria indo para casa.

Percy oferece o dracma a Íris e pede que ela estabeleça uma conexão com a sua mãe. Percy vê a mãe conversando animadamente com um homem e quando ele vai para o banheiro, o garoto aproveita e se comunica com ela. Conta para Sally as novidades, mas basicamente o assunto gira em torno de Annabeth e, para sua surpresa, sua mãe lhe diz para ele procurar por Annabeth, pois era isso o que ela faria se fosse Percy que desaparecesse.

Percy teve novamente o sonho com Annabeth. Ela estava cada vez mais fraca segurando as pedras. Viu também Ártemis, seu vestido estava rasgado e esfarrapado. Seu rosto e seus braços estavam cortados em vários pontos e ela vertia icor, o sangue dourado dos deuses.

Luke e mais alguém de voz cortante escondido nas sombras ameaçavam Ártemis e Annabeth. Ártemis estava sendo ameaçada e Annabeth torturada. Ártemis pede que soltem as mãos dela e Luke com sua espada Mordecostas, cortou as algemas que prendiam as mãos da deusa. Ela correu, tomou o peso das pedras dos ombros de Annabeth e ela caiu no chão tremendo enquanto Ártemis cambaleava tentando suportar o peso das pedras.

Após Ártemis tomar o lugar de Annabeth, o homem manda Luke matar Annabeth. Mas Luke diz que a garota ainda poderia ser útil, como isca para mais adiante. Ele acreditava que eles iriam atrás dela. O General, friamente, determina que Luke poderia mantê-la viva até o solstício de inverno, pois se o sacrifício transcorrer conforme o planejado, a vida dela, como a de todos os outros mortais, não teria nenhum significado.

Quando o General anuncia para Ártemis que as Caçadoras estavam indo à sua procura e que ele estava trabalhando para tornar as buscas delas mais desafiadoras, Percy acorda. Ouvira umas batidas na porta do chalé. Quando abrira vira um pégaso negro que falara em sua cabeça, na sua mente. Era Blackjack.

Por ser filho de Poseidon que criava cavalos de espuma do mar, Percy podia entender a maior parte dos animais eqüestres e eles também podiam entender o garoto. E, em alguns casos, como no de Blackjack, eles mais ou menos adotavam Percy. Já que no último verão Percy e os amigos salvaram o pégaso negro, Blackjack, do navio e das mãos de Luke. Com isso, Blackjack era grato a Percy.

Blackjack fora dar um recado a Percy. Um amigo marinho estava precisando da ajuda do garoto. Sempre que Percy estava próximo à praia, os cavalos-marinhos pediam a ele que os ajudasse com seus problemas: baleias encalhadas, golfinhos presos em redes de pesca e sereias com as unhas quebradas.

Percy pegara na Cômoda o boné mágico dos Yankees de Annabeth e enfiara no bolso, pois tinha a sensação de que não voltaria ao chalé por muito tempo. Ele monta em Blackjack e vão em direção à praia. No mar Percy podia se mover praticamente como quisesse debaixo da água. Determinava que as correntes oceânicas mudassem à volta dele, podia respirar debaixo d’água e as roupas dele nunca se molhavam, a menos que ele quisesse. A pressão não era desconfortável para ele.

Percy conseguira salvar uma criatura estranha, meio vaca, meio serpente, meio peixe que estava presa sob uma rede. Quando voltara ao acampamento montado em Blackjack vira Nico se abaixando escondido observando alguma coisa. Achando estranho e tendo ficado curioso, Percy soltara de Blackjack próximo a Nico e colocara o boné da invisibilidade de Annabeth. Notara que Nico estava dando uma de Grover e estava espiando as Caçadoras. Percy começara a ouvir o diálogo de Zoe com Bianca. Soube que Fede estava doente, de cama, pois a camisa que os irmãos Stoll (do chalé de Hermes fizeram uma brincadeira boba de borrifar sangue de centauro na parte interna na blusa) deram a ela agiu como ácido, impossibilitando que a Caçadora pudesse acompanhar as outras. Bianca diz que a profecia determinava que eles viajassem em cinco, mas Zoe diz que não daria tempo de escolher outra Caçadora e não queria a companhia de Percy.

Elas começaram a ir em direção a Casa Grande quando Percy tirou o boné e conversou com Nico. Ele pretendia seguir a irmã, mas Percy o alertou dos perigos. Como ele tinha em mãos o boné de Annabeth, Nico pede a Percy que as siga em segredo e de forma invisível, prometendo que não irá deletar ele. Pede, em contrapartida, que o garoto mantenha a sua irmã, Bianca, em segurança. Percy acha tudo uma loucura, mas sabia que tinha de procurar por Annabeth e promete a Nico que vai tentar.

Enquanto o grupo seguia para uma vã, Percy seguia o grupo montado em Blackjack. Quando eles pararam no Edifício Chrysler, eles notaram que alguma coisa se enroscara na perna do garoto e nas patas de Blackjack. Ouviram a voz de Sr. D. perguntando se eles iriam a algum lugar. Enquanto isso a vã branca do acampamento estava desaparecendo e logo estaria fora do campo de visão deles.

Percy pergunta porque Dionísio o odiava tanto e ele responde que era porque o garoto é um herói e ele acredita que os heróis nunca mudam. Eles acusam os deuses de serem fúteis, mas os heróis fazem o que querem, usam quem precisam usar e traem todos à sua volta, por isso ele não tem amor pelos heróis, pois são um bando de egoístas ingratos.

Então Dionísio deixa ele partir dizendo que a profecia disse que dois morreriam e ele torcia para que um deles fosse o garoto. Quando os viajantes chegaram à Washington, Percy liberara Blackjack que estava exausto e começara a seguir a vã que parara. Percy notara que há uma quadra, um seda preto parara e dele descera um homem falando ao celular e Percy percebera que era Espinheiro. Ele estava seguindo a vã já há algum pedaço do caminho e ele agora a pé seguia o grupo de Thalia e Zoe.

O coração de Percy disparava. Ele estava seguindo o manticore e pensando que se ele sobrevivera à queda, significava que o sonho dele estava certo e fazia sentido. Annabeth deveria estar viva também, mas sendo mantida como prisioneira. Percy vira que seus amigos entraram no Museu Nacional Aeroespacial. Mas Espinheiro não entrara. Ele atravessara a rua e entrara no Museu de História Natural. Em uma sala escrito Fechado para Evento Privado, ele entrara e Percy vira uma imensa sala redonda com um balcão que seguia em círculo no segundo nível. Havia pelo menos uma dúzia de sentinelas, as víboras de Cécia, mulheres que possuíam dois troncos de serpentes no lugar das pernas.

De pé entre duas dessas mulheres-cobras estava Luke, com uma aparência péssima, com a cara pálida e o cabelo de louro estava quase cinza, como se ele tivesse envelhecido dez anos em apenas alguns meses. Perto de Luke, sentado em uma cadeira, estava o General, mas Percy não conseguia vê-lo.

Percy ficara observando o que acontecia. O general e Luke queriam saber quantos eram e Espinheiro respondeu que eram quatro. O General dissera que mandara uma surpresinha para os garotos e quando se levantou, Percy pôde vê-lo pela primeira vez. Era alto e musculoso, com pele morena clara e cabelo escuro penteado para trás com gel. Tinha um rosto brutal, ombros imensos e mãos que poderiam quebrar um mastro ao meio. Seus olhos eram como pedra.

O general estava irritado com Espinheiro, dizendo que ele era incompetente. Pois o enviara para capturar o filho de um dos três deuses mais velhos e ele levara para o general a magricela da filha de Atena. O general plantara uns dentes de dinossauro e regara, fazendo brotar 12 monstros que destruiria todos os seus amigos. Percy correu, mas foi perseguido por um dos monstros e Luke tinha certeza que se tratava de Percy, mesmo ele usando o boné da invisibilidade. Se espremendo, Percy conseguira escapar pela porta antes dela ser fechada e correu.

Percy correu para o Museu Aeroespacial e tirou o boné da invisibilidade. Ele precisava achar Grover e Thalia e literalmente esbarrou com Thalia. Seu fôlego contou para eles que o General enviara um monstro para destrai-los e que havia criado 12 guerreiros – esqueletos que rapidamente estaria ali. Zoe não acredita em Percy e acha que o garoto estava mentindo.

Eles estavam discutindo, Zoe não queria que Percy fosse, Thalia dizia que Percy não deveria estar ali, mas já que estava deveria ir com eles. No meio da discussão eles ouviram um rugido. O animal era do tamanho de uma picape, tinha garras prateadas e pelo dourado cintilante, o Leão de Nemeia. Ele tinha a pele de aço. Percy e os amigos começaram a atacar e a se defender do leão, mas nada era capaz de machucá-lo. Percy notara que a sua boca era vulnerável, não tendo qualquer tipo de proteção de aço. Mas ele se movimentara rápido demais. Ele gritou para Zoe mirar na boca do leão.

Percy correra para a loja do museu e pegara um monte de comida espacial. O leão estava pronto para atacar Thalia quando Percy atirou em sua boca comida espacial e ele engasgara. Quando ele rugiu, Percy jogou mais comida espacial para dentro da boca do leão e gritou para que as Caçadoras atirassem flechas. Assim que o leão abriu a boca engasgado, as flechas perfuraram a boca do monstro. Ele debateu-se com violência, girou e caiu para trás. Ficando, por fim, imóvel.

Ele começou a se dissolver como acontecia com os monstros e no seu lugar ficaria apenas uma pele de leão, zoe mandara que Percy pegasse, como espólio de guerra. Enquanto isso, alarmes disparavam por todo o museu, as pessoas corriam de um lado para o outro. Seguranças também e ninguém sabia o que tinha acontecido. Quando Percy pegara a pele do leão se transformara em um casaco.

Grover chama todos para irem embora, pois os seguranças não ficariam confusos por muito mais tempo, ele fizera uma pequena canção de confusão para que desse tempo deles fugirem. Através das paredes de vidro, Percy podia ver um grupo de homens atravessando o gramado. Homens cinza em trajes de camuflagem cinza. Percy manda os amigos irem pois eles estavam atrás dele. Mas Zoe protesta dizendo que agora ele fazia parte da busca a Ártemis. Ela não tinha como mudar o destino, era como um quinto membro.

Eles estavam sendo perseguidos por um helicóptero que conhecia a vã deles. Era um helicóptero militar. Alguns humanos mercenários estavam lutando ao lado de Cronos e do General. Eles não podiam ver muito atrás da Névoa, mas podiam ser tão ruins ou piores do que os monstros, os humanos mercenários e inescrupulosos.

Eles abandonaram a vã em um estacionamento, compraram tíquetes e entraram em um trem. Viram que o helicóptero estava circulando o estacionamento, mas não foram atrás deles. Quando o trem chegou ao fim da linha, eles desceram e estavam quase congelando. Então dividiram uma fogueira com um mendigo em um subúrbio de Washington. O mendigo perguntara para eles se não queriam ir para o oeste e apontou um trem de carga que estava levando carros. Eles viraram para agradecer, mas o mendigo sumira, levando a fogueira com ele.

Dentro do trem Percy fora se sentar perto de Thalia e contara a ela o que o General dissera sobre querer isolá-la do grupo para que ela enfrentasse o monstro de um pra um. Ela nem se abalou e dissera com bravura que gostaria de ser usada como isca. Thalia diz ainda que eles estavam indo para São Francisco, que era pra onde Ártemis estava indo. Percy se lembrara de algo que Annabeth lhe dissera sobre não poder ir morar em São Francisco com o pai e perguntou o que havia de tão ruim lá.

Thalia lhe revela que em São Francisco, a Névoa é muito espessa por causa da proximidade da Montanha do Desespero, a magia dos Titãs ainda estava por lá e isso atraia uma imensa quantidade de monstros. E explica pra Percy porque ela odeia tanto Zoe. Revela que uma vez quase se juntara às Caçadoras, mas quando Zoe revelou que a garota precisaria abandonar Luke, ela desistiu e teve uma briga com Zoe que lhe disse que ela se arrependeria algum dia, pois Luke um dia decepcionaria a garota.

Percy diz que Zoe estava certa e Thalia retruca dizendo que Zoe não estava certa. Expulsou Percy de dentro do carro em que eles estavam e revelou ao garoto quando ele saiu que Annabeth também queria se juntar as Caçadoras e pede para Percy pensar no parque.

Quando Percy estava sentado em outro carro pensando em Annabeth e com medo de dormir e ter outro pesadelo, o mesmo mendigo aparecera ao lado dele e, com isso, Percy acaba descobrindo que o mendigo Fred, é Apolo disfarçado. O deus Apolo revela a Percy que Ártemis está oculta dele e ele não está gostando nada disso. E também não sabia onde estava Annabeth. Dá uma dica a Percy: que procure por Nereu, o velho do mar, quando chegarem em São Francisco, caso eles não encontrem o monstro antes.

Apolo fora embora e antes mesmo que Percy desse conta, ele já estava dormindo e mais uma vez teve um sonho misterioso. Sonhara com uma garota que ele não conhecia. No sonho a garota lhe dava um grampo longo e branco do seu cabelo e diz que fora presente de sua mãe, Pleione, filha dos oceanos. O grampo virara uma espada nas mãos de Percy e o ajudaria a matar o monstro Ládon. O nome da espada era Anaklusmos, Contracorrente em grego antigo. Percy ao acordar pegara a sua Contracorrente e tinha certeza de que se as duas espadas tinham a mesma lâmina, apesar de terem formas diferentes. Percy tinha outra certeza: a garota que ele vira no sonho era Zoe Doce-Amarga.

Percy conversara com Bianca enquanto Zoe e Grover iam comprar comida. Ele percebera que gostara de conversar com ela, muito mais do que com Zoe. Ela conta a ele um pouco da sua história. Mas foram interrompidos pela chegada da comida. Quando eles chegaram ao limite da cidade dois guerreiros-esqueletos apareceram e quando eles tentaram escapar, mais dois surgiram de trás dos garotos, os cercando. Eles estavam vestidos com uniformes azul da polícia estadual do Novo México portando armas de fogo.

Grover desmaiara falando algo sobre a Natureza. Enquanto isso os guerreiros-esqueletos começaram a falar pelo celular. Percy não entendia o que eles falavam, mas percebeu que como o total de guerreiros eram 12, eles provavelmente se dividiram para procurá-los e o que falava ao celular estava chamando os demais e em pouco tempo os 12 guerreiros estavam reunidos para tentar acabar com os garotos.

Ao pensar em Annabeth e no pouco tempo que tinham, Percy atacara o primeiro esqueleto, se desviando das balas que eram disparadas contra ele. Quando algumas o atingiram, ele notou que não estava ferido, pois o casaco de Nemeia funcionara como um colete à prova de balas.

Percy cortara um esqueleto ao meio, mas rapidamente ele fora remontado. Não havia como detê-los. Um deles irrompeu para Bianca que sacou sua faca de caça e esfaqueou o guerreiro no peito, o que o fez irromper todo em chamas, deixando uma pilha de cinzas e um distintivo da polícia no chão.

Os outros três guerreiros-esqueletos ficaram atentos à Bianca e sua faca. Grover em meio a sua agonia murmurou que havia um presente. Então o maio porco que Percy já vira na vida alcançou ruidosamente a estrada. Era um javali, com um focinho cor-de-rosa e presas do tamanho de canoas. O pelo marrom de suas costas estava eriçado e seus olhos eram selvagens e raivosos. Ele avançou para os três guerreiros-esqueletos que saíram voando por sobre as árvores e foram bater de encontro às encostas da montanha, onde se fizeram em pedacinhos. O porco voltou-se para eles e Grover gritou que não era para ninguém matá-lo.

Grover diz que ele é um presente, uma benção da natureza. O javali queria matar eles, pois era selvagem. Percy e Thalia estavam na mira da fera e correram. Encontraram a encosta, subiram e viram um caminho. Para a sorte deles, os cascos do javali não foram feitos para aquele tipo de terreno. Eles viram um túnel coberto à frente deles e entraram, saindo do outro lado. E viram que estavam na extremidade da ponte e adiante, a montanha despencava por uns 20 metros em um desfiladeiro cheio de neve.

O javali estava atrás deles e Thalia estava ficando verde de medo. Percy agarrara Thalia e se lançara de lado pela extremidade da ponte, para a encosta da montanha. Eles deslizaram em cima de Aegis, o escudo de Thalia, como se fosse um snowboard, descendo em disparada, sobre as pedras, lama e neve. O javali, por outro lado, despencou em queda livre no desfiladeiro com um poderoso guincho e aterrissou num monte de neve. Percy descobrira porque Thalia ficara verde e tão nervosa na vã de Apolo: ela tinha medo de altura. A filha de Zeus, o senhor dos céus, tinha medo de altura. Isso era demais para Percy. Mas ele prometera não contar a ninguém.

O javali ainda estava preso na neve. Grover surgiu dizendo que ele seria a carona deles para o oeste, pois ele era muito veloz. Grover parecia não estar tendo noção do perigo. Sem dar ouvidos a Percy, se jogou nas costas do Javali e começou a tocar sua flauta com uma melodia animada e jogou uma maçã na frente do nariz do javali. Thalia ao ver a cena, soltou atrás de Grover, Zoe e Bianca fizeram o mesmo. Percy não estava acreditando no que eles estavam fazendo. Até que Zoe disse a ele que quando o javali surgiu ela sentira um vento tão forte como nunca mais ela pensou que fosse sentir aquela presença. A presença de Pã, o senhor da natureza. Por isso Grover dizia que o javali era uma benção. Um presente da natureza. De alguma forma, Pã se manifestara para eles, para ajudá-los.

Cavalgar o javali era bem desconfortável, quando o animal parou, Grover anunciou que ali era o mais longe que o javali iria. Eles precisavam descer enquanto ele se alimentava. À frente deles havia uma estrada de duas pistas. Do outro lado da estrada havia um grupo de construções pequeno demais para ser uma cidade. O que Percy pensara que eram morros, na verdade eram montanhas de carros e aparelhos velhos e outras sucatas de metal. Era um ferro-velho que parecia não ter fim. Zoe anunciara que a próxima parada era Lãs Vegas. Percy estava se preparando para protestar, pois ele havia estado na cidade com Grover e Annabeth e as experiências foram péssimas. Mas antes dele poder dizer alguma coisa, Bianca veementemente disse que eles não deveriam ir para lá.

Percy se lembrara de que Bianca dissera a ele que ela e Nico ficaram algum tempo em um hotel e ele olhara pra Grover e teve a sensação de ele estava pensando a mesma coisa que ele. Então Percy perguntara para Bianca se o nome do hotel que ela ficara era Hotel e Cassino Lótus.

A garota arregalara os olhos e perguntara como Percy sabia disso. Percy contara ao grupo que há dois anos ele, Grover e Annabeth ficaram presos lá. O propósito do lugar é que você nunca queira sair de lá. Eles ficaram cerca de uma hora, mas quando saíram, cinco dias havia se passado. Ele faz o tempo acelerar. Bianca e Nico ficaram lá por aproximadamente uns 70 anos, até que um homem aparecera e os resgatara. Mas Bianca diz não saber quem era esse homem.

Eles estavam acampados no ferro-velho e durante a noite ouviram um barulho de carro. Quando foram ver, era uma limusine cadavérica. Quando o carro parara uma espada espetara a garganta de Percy e um homem grande com um corte de cabelo militar vestindo uma jaqueta de motoqueiro de couro preto, jeans preto também, camiseta justa branca e botas de combate e óculos de sol fechados nas laterais ocultavam os seus olhos, surgiu perguntando (meio que afirmando) que agora Percy não era tão rápido. Percy sabia quem era por trás daquelas órbitas ocas cheias de chamas, Ares, o deus da guerra, que anunciara que alguém gostaria de ver o garoto.

Ares manda os amigos de Percy irem para a taqueria enquanto ele ia ver o que lhe aguardava dentro do carro de Ares. Ao entrar no carro, Percy viu Afrodite, a deusa do amor. E com sua visão, o garoto esquecera seu nome, onde estava e até mesmo como falar frases completas. Afrodite estava usando um vestido de cetim vermelho com os cabelos caindo em cascatas de cachos. Ela tinha o rosto mais lindo que o garoto já vira, com maquiagem perfeita, olhos deslumbrantes e um sorriso capaz de iluminar o lado escuro da lua.

Ela perguntara para Percy se ele sabia porque estava ali. Ele diz que é porque Ártemis fora capturada. Ela diz que esse é o motivo dos outros estarem nesta busca, não ele. Ela diz que Annabeth está em perigo e ele diz que sabia disso e que precisava ajudá-la. Afrodite diz que a razão de Percy estar lá fora era porque ela providenciara isso, pois a camiseta envenenada que os irmãos Stoll deram a Febe, o encontro com blackjack para ajudá-lo a fugir do acampamento, tudo isso fora obra dela.

Afrodite achava um saco e um tédio isso das Caçadoras procurarem por Ártemis, mas já a busca do amor verdadeiro, poderia realmente salvar a vida de alguém, Annabeth. Percy não entende o que a deusa diz. Afrodite diz ainda que Annabeth estava prestes a se tornar uma Caçadora e só Percy poderia evitar isso. Ela considerava isso muito romântico. Ela revela ao garoto que as Caçadoras eram inimigas dele e que a busca de Ártemis e do monstro não eram importantes. O que importava era ele encontrar e salvar Annabeth. Ele pergunta a deusa se ela sabia onde estava a garota e ela disse que não. Mas que Percy deveria seguir o seu coração.

Afrodite dá um conselho a Percy. Manda que ele tenha cuidado no território do marido dela, que não pegasse nada, pois ele é extremamente meticuloso em relação as suas quinquilharias e entulhos. Percy não sabia de quem ela estava falando, se era de Hefesto. Mas ele não teve sua dúvida esclarecida, pois Ares abrira a porta do carro e arrancara o garoto lá de dentro.

Ficar perto de Ares sempre deixava Percy com raiva e imprudente. Irritado, ele perguntou para o deu da guerra porque ele não o matava. Ares diz que adoraria matá-lo, mas que corre no Olimpo o boato de que ele pode começar a maior guerra da história e ele não queria destruir isso ou pôr tudo a perder. Além disso tudo, ainda existia o fato de Afrodite pensar que o garoto era uma espécie de galã de novela ou alguma coisa do gênero e ele não queria ficar mal diante da deusa.

Quando Ares estalou o dedo, tudo desaparecera, o carro, o ferro-velho e toda a cidade de Gila Clauw. Restando apenas ele e os amigos em pé no meio do ferro-velho, com montanhas de sucata de metal se estendendo em todas as direções.

Bianca quis saber o que Afrodite queria. Percy tenta enrolar os amigos dizendo que ela queria alertar a ele que não pegasse nada do ferro-velho do marido. Zoe não acredita e, desconfiada, diz para Percy tomar cuidado, pois a deusa do amor tem desencaminhado muitos heróis. Thalia diz para Percy não confiar em Afrodite, concordando com Zoe.

Eles estavam quase conseguindo atravessar o ferro-velho quando ouviram um barulho e ao se virarem notaram que uma montanha de metal se movia, erguendo-se. Um gigante de bronze, com uma armadura grega de batalha completa surgira do meio do ferro-velho. Era incrivelmente alto que reluzia perversamente ao luar. Zoe disse que o nome dele era Talo, uma das criações de Hefesto.

Zoe perguntou quem pegar alguma coisa no ferro-velho. Bianca pareceu culpada, mas antes que alguém pudesse explicar algo, o gigante defeituoso Talo foi em direção a eles fazendo o chão tremer e Grover gritou para eles correrem. Percy descobrira o que Bianca pegara: uma pequena figura de metal, a estátua de um deus que ela pegara para seu irmão Nico, a única estátua que ele ainda não tinha. Percy pediu para ela deixar no chão, mas mesmo assim o gigante não deixara eles em paz.

Percy comenta que deve existir algo que desestruture o gigante, algo dentro dele. Ele estava decidido a procurar e encontrar. Mas Bianca, sentindo-se culpara pelo aparecimento do gigante, pegou a imagem em metal em miniatura do deus, entrou a Percy e pediu que ele desse ao seu irmão, caso ela não sobreviva e sai em direção ao gigante. Enquanto isso os outros tentam destraí-lo e algo pára dentro de Talo, caindo em cima de fios de energia elétrica, fazendo com ele se despedaçasse. Os garotos procuraram por Bianca desesperadamente dentro dos escombros que restaram de Talo, mas não encontraram nada. Grover diz que não adianta, pois a profecia dizia que um ia se perder na terra ressecada e realmente aconteceu como deveria ser. Eles estavam no deserto e Bianca di Angelo se fora.

Na extremidade do depósito de lixo eles encontraram um caminhão de reboque que estava com o tanque cheio e eles pegaram emprestado. Thalita dirigiu e o tempo estava muito bom o que parecia a Percy um insulto, logo após eles terem perdido uma amiga. Percy queria acreditar que Bianca ainda estava viva, mas tinha o pressentimento de que ela se fora para sempre.

Quando a gasolina do caminhão terminou, eles notaram que a estrada também chegara ao fim. No horizonte só se via o deserto. Eles seguiram o rio por meia hora antes de encontrarem uma descida mais fácil até a água. Percy dividiu uma canoa com Zoe e ao chegar na água ele vira duas náias olhando para ele.

Percy pedira para elas ajudarem a eles e prontamente, por baixo da água, elas começaram a empurrar as canoas em que eles estavam. Zoe gruniu que odiava as náiades. Como resposta um jato de água a atingiu no rosto.

Zoe estava muito abalada pela perda de Bianca, pois no fundo ela acreditava que poderia treinar a meio-sangue poderosa para ser a futura tenente, para atuar no lugar dela, afinal, como ela mesma dissera a Percy, nada dura para sempre. Ao tira Contracorrente do bolso, Percy notara que Zoe olhara para a espada e Percy dissera que ela havia feito. Ela confirmara e perguntou como ele sabia. Percy conta então o sonho que havia tido e Zoe contara a ele que a sua mãe, Pleione, a deusa das águas, tivera cinco filhas, as Hespérides. Elas eram as garotas do Ocidente, com uma macieira de ouro e um dragão, Ládon, que as guardava. Agora são apenas quatro irmãs, pois ela fora exilada, esquecida e apagada como se nunca tivesse existido.

As náiades pararam de empurrar as canoas. O ponto máximo em que elas podiam ajudá-los havia chegado ao fim, pois na frente deles estava a barragem de Hoover, um dos monumentos favoritos de Annabeth e ela não estava ali, por ironia, para ver. Eles estavam se dirigindo à entrada do centro de visitantes da barragem quando Percy e Grover ouviram um mugido. Percy mandou que eles fossem na frente, sem ele, Há uns dez metros abaixo, no lago, Percy vira Bessie, a vaca-serpente que ele salvara. Ela tinha uma voz de urgência, como se avisasse a ele alguma coisa. Ela estava deixando claro que queria que ele fosse com ela e que ele se apressasse.

Percy olhou para a estrada da barragem, no sentido leste e vira dois homens caminhando lentamente na direção dele, os guerreiros-esqueletos. Uma van apareceu e de dentro dela saíram mais guerreiros. Percy estava cercado. Ele subiu correndo as escadas e partiu com tudo pela entrada do museu, para procurar os amigos, mas não via ninguém. Decide entrar no elevador, mas sabia que estava sendo seguido. Ouviu um som atrás dele, um chiado, ele tirou Contracorrente do bolso e atacou o que estava atrás dele, mas era uma garota mortal e não conseguiu ser atingida ou machucada pela espada. Se apresentou como Rachel Elizabeth Dare e mandou que Percy entrasse no banheiro. Foi quando ele ouviu os tinidos dos ossos dos guerreiros-esqueletos passarem. A garota os despistou e Percy teve, assim, tempo para fugir.

Encontrara os amigos e diz que eles precisavam partir. Eles não tinham como fugir. Grover então fez uma verdadeira guerra de burritos e os garotos que estavam no local gostaram da idéia, fazendo o mesmo e dando muita risada bem divertidos.

Percy pedira para Thalia rezar para Zeus, para o pai dela. Ela diz que ele nunca a respondeu, mas mesmo assim Percy implora para que ela reze ao menos essa vez, pois ele acreditava que as estátuas podiam dar alguma sorte para eles.

A mulher no elevador que dissera a Percy que sempre havia uma saída, ele achou que fora Atena, a mãe de Annabeth. Thalia fechava os olhos para pedir ajuda ao pai e Percy fizera a sua própria prece à mãe de Annabeth. Enquanto isso os esqueletos se aproximavam e Percy percebera que uma sombra caíra sobre ele, pensou que era a sombra da morte, mas eram sombras de asas. Os anjos de bronze carregaram eles, Hank levara Thalia e Percy e Chuck levara Zoe e Grover e voaram acima da represa e do rio, deixando para trás os guerreiros-esqueletos.

Os anjos deixaram os garotos em São Francisco e eles enfim haviam chegado à Costa Leste, onde provavelmente Ártemis estava. Em um porto eles pararam para procurar Nereu, como aconselhara Apolo. Zoe diz para Percy para pararem no porto, pois Nereu devia estar por ali, afinal ele nunca se afastava muito da água e gostava de tomar sol durante o dia e que ele tinha um cheiro diferente.

Percy, no fim do píer, vira um cara que parecia ter um milhão de anos e estava desmaiado num trecho onde o sol batia. Vestia pijama e um roupão de banho felpudo. Era gordo, com uma barba branca que havia se tornado amarela, e se parecia com Papai Noel, supondo-se que Papai Noel tivesse sido arrancado da cama e arrastado por um monte de esterco. Ele cheirava mal, mas era um fedor marinho, uma mistura de alga quente, peixe morto e maresia. Se o oceano tinha um lado feio, ali estava.

Percy pulara para cima dele, mas de velho ele não tinha nada. Ele parecera que estava agarrando Percy, não o contrário. Os dedos dele apertavam o garoto como aço. Percy agarrara Nereu e disse que era um meio-sangue e queria informações. Agarrados eles caíram na água e mergulharam na Baía de São Francisco. O oceano enchera Percy com uma força extra. Mas Nereu também tinha uns truques guardados. Ele mudou de forma e transformara-se em uma foca preta e luzidia, o que tornou bem difícil para Percy o segurar, mas como ele era filho de Poseidon, agarrou Nereu de modo firme. Este mudou de forma novamente, transformando-se em uma baleia assassina, depois uma enguia, até que desistiu e Percy disse que não se afogaria, pois era filho de Poseidon.

Resignado e sem fôlego, ele subira no cais. Nisso, os amigos de Percy chegaram. Percy queria fazer três perguntas para Nereu, mas ele disse que a regra era uma pergunta por captura. Ele estava dividido entre perguntar por Annabeth, Zoey queria saber onde estava Ártemis, mas Quíron queria saber na verdade o que considerava o mais importante: saber onde encontrar o monstro.

Então Percy perguntou onde eles poderiam encontrar o monstro terrível que pode exterminar os deuses, o que Ártemis estava caçando. Nereu, maldoso, apontou para a água aos pés de Percy. Rapidamente Nereu se tornara um peixinho dourado e se jogara na água. Thalia arregalou os olhos e perguntou o que era aquilo. Quando Percy olhou para baixo viu Bessie, sua amiga vaca-serpente, nadando perto do cais. Ela mugiu e Grover isso que o animal dissera que o nome dele não era Bessie. Grover entendia o que os animais falavam e diz que na verdade o nome dele é Ofiotauro, touro serpente em grego.

Ele que Percy é o seu protetor e que ele estava fugindo de pessoas más, que elas estavam por perto. Zoe diz que a Guerra dos Titãs é uma história que o pai dela contara a ela há milhares de anos e esta é a besta que eles estavam procurando. Percy não consegue acreditar que Bessie, tão fofinho, fosse capaz de destruir o mundo.

Zoe diz que o erro deles estava justamente em achar que eles encontrariam um monstro imenso e perigoso. Mas o Ofiotauro não ameaçava os deuses dessa forma, por isso ele precisava ser sacrificado. No entanto, o garoto não queria crer que alguém fosse capaz de sacrificar e machucar uma criatura como aquela, pois era inofensivo.

Zoe diz que existe um poder terrível em matar a inocência. As Parcas fizeram uma profecia éons atrás, quando essa criatura havia nascido e disseram que quem matasse o Ofiotauro e oferecesse suas entranhas ao fogo em sacrifício teria o poder de destruir os deuses. Agora depois de três mil anos, o Ofiotauro renascera.

Quando Thalia sentou no cais e esticou a mão para tocar Bessie, ele estremecera. Thalia dissera que Luke não hesitaria em matar Bessie, pois o poder de derrubar o Olimpo era colossal. Uma voz surgiu atrás de Thalia dizendo que era o poder que Thalia desencadearia. A voz era de Espinheiro e Bessie choramingou e submergiu. Ao lado de Espinheiro havia dois seguranças, dois mercenários.

O manticore diz que senhor Cronos trouxe Thalia de volta a vida para ela sacrificar o Ofiotauro, para ela em seguida levar suas entranhas ao fogo sagrado da montanha e, assim, ela conquistaria o poder ilimitado e em seu décimo sexto aniversário ela derrubará o Olimpo. Para todo mundo aquilo fazia um desagradável sentido. Ela esteva lá há dois dias de completar 16 anos e era filha de um dos Três Grandes.

Percy não sabia se se sentia aliviado, horrorizado ou decepcionado, afinal ele não era o garoto da profecia. O manticore dizia que Thalia sabia que era a escolha certa para ela. Pois Luke, que era amigo dela, reconhecerá isso e se juntará a ele. Coloca veneno na cabeça da garota, dizendo que Zeus a abandonara e, assim, ela teria um poder superior ao dele. Estimula à menina que ela esmague os olimpianos sob os pés dela, como eles merecem. Manda ela chamar a besta, pois ela irá até a garota, Percy pede para Thalia não entrar nessa, pede para Grover dizer a Bessie para mergulhar ainda mais fundo e fique lá embaixo. Assim Grover fez.

Tudo parecia estar perdido para eles. Eles não conseguiriam lutar com o manticore. Percy então tentou estabelecer contato com o Acampamento Meio-Sangue, mas quem recebeu a mensagem fora o Sr. D. que demonstrou pouco se importar com as crianças. Percy vencera o orgulho e pedira, por favor, que Dionísio mandasse ajuda e ele em pessoa ajuda as crianças, livrando-as dos perigos.

Zoe precisava ir para casa com eles e precisavam chegar antes do pôr-do-sol. Percy pediu ajuda ao pai, que levasse Grover e o Ofiotauro em segurança para o acampamento, protegendo-os no mar. Após terem solucionado o problema que envolvia Grover e Bessie, eles tinham que resolver outro: como iriam chegar até o jardim das irmãs de Zoe.

Thalia pensou que alguém poderia ajuda-los: o pai de Annabeth, o professor Chase. O pai de Annabeth tinha os cabelos claros como os dela e olhos intensos castanhos. Parecia ser bonito, mas estava a dias sem se barbear. Para quem tinha se mudado há pouco tempo a casa estava bem bagunçada. A casa toda cheirava a cookies com gotas de chocolate recém-assados. E da cozinha vinha uma música de jazz. Parecia uma casa bagunçada e feliz.

Duas crianças, Bobby e Mathew surgiram na sala brigando, filhos do Dr. Frederick Chase. A madrasta de Annabeth apareceu na sala de estar enxugando as mãos em um pano de prato. Percy achou ela uma bela mulher oriental com cabelos de mechas vermelhas preso em um coque. Ela perguntou se eles estavam com fome e disse que levaria para eles cookies, sanduíches e refrigerantes. Simpática, a madrasta de Annabeth dissera que ouvira muito falar de Percy e disse que era um prazer conhece-lo.

O pai de Annabeth, professor de história militar começou a conversar sobre a Terceira Batalha de Ypress com Zoe quando Thalia chamou a atenção dele para o fato de que Annabeth estava correndo perigo. Após contarem tudo o que estava acontecendo, Zoe disse ao professor que eles precisavam de um transporte até o Monte Tamalpais e para já. Ele lhes dera o carro dele para que pudessem se locomover e eles teriam que ser rápidos, pos só tinham uma hora para salvar Annabeth.

Quando estavam chegando ao Monte Tamalpais, Thalia quis saber porque tudo cheirava a eucalipto? Zoe explica que se ela tivesse um hálito de dragão também gostaria de mastigar folhas de eucalipto. O Princesa Andrômeda, o demoníaco cruzeiro de Luke, estava ancorado na praia. E Zoe presumiu que eles teriam a companhia do exército de Cronos.

Thalia mandou que Zoe parasse o carro imediatamente e mandou que todos descessem correndo. Foi por pouco. O carro explodira. Thalia então recitou um trecho da profecia do Oráculo: “E, pela mão do pai, um irá sucumbir” e pensou alto num murmúrio que o próprio pai queria destruí-la. Mas os outros achavam que aquilo não fora um raio de Zeus.

Zoe havia sumido, mas apareceu pedindo a todos que fizessem silêncio para não acordar Ládon. Percy tenta alertar Thalia de que o raio que atingira o carro fora arte de Cronos e não de Zeus. O malévolo estava tentando enganar a garota e jogá-la contra o próprio pai, para ela ficar com raiva e eles conseguissem manipulá-la.

Quando chegaram ao jardim viram como era lindo, Percy estava inebriado pelo cheiro da maçã da imortalidade e queria pegar uma, mas Ládon, o dragão estava enroscado na árvore. Além disso, ele tinha muitas cabeças. Quatro jovens apareceram, elas se pareciam muito com Zoe. Todas usavam quítones gregos brancos. Os cabelos eram negros e sedosos. Percy achava estranho nunca ter percebido e notado como Zoe era bonita até ter visto as suas irmãs. Elas eram muito parecidas com Zoe, lindas, porém provavelmente muito perigosas. Zoe pede passagem para as irmãs para que pudessem salvar Ártemis e Annabeth. Mas elas não permitiram e ainda por cima acordaram Ládon.

Quando o dragão acordou e bocejou as suas cem cabeças o hálito dele ao chegar até Percy o queimou como ácido, os olhos de Percy arderam, a pele se arrepiou e o cabelo ficou eriçado. Zoe foi em direção ao dragão e começara a falar com ele de forma tranqüilizadora. Mas ele investiu contra Zoe. No entanto, dois mil anos de treinamento mantiveram-na viva. Zoe gritou para todos eles correrem, passou por eles correndo e eles a seguiram montanha acima.

No topo das montanhas eles viram as Ruínas do Monte Otris, a fortaleza da montanha dos titãs e isso era um mau sinal. Ela podia mudar de lugar e estar ali era um sinal ruim porque essa montanha é a montanha de Atlas, onde ele costumava segurar o céu. Eles viram Ártemis com as penas presas à pedra por correntes de bronze celestial. E ela estava segurando o teto do mundo, não o teto da caverna como Percy pensou ter visto nos seus sonhos.

Quando Zoe corre em sua direção, Ártemis avisara que era uma armadilha e que eles deveriam partir agora. Zoe chorava e uma voz estrondosa falava às costas deles, era o General, com Luke ao seu lado e meia dúzia de víboras carregando o sarcófago de ouro de Cronos. Annabeth estava ao lado de Luke com uma mordaça na boca e Luke mantinha a ponta de uma espada à sua garganta.

Com os olhos Annabeth mandava uma mensagem para Percy fugir. O general chama Zoe de traidora, provocando-a. Ártemis pede para que ela não lhe dê ouvidos e não o enfrente. O general é na verdade Atlas, o general dos titãs e terror dos deuses. Ele é o pai de Zoe.

Percy percebe como era horrível a semelhança familiar. Atlas tinha a mesma expressão régia de Zoe, o mesmo olhar frio e orgulhoso que às vezes ela exibia quando estava com raiva. Percy olhara para Annabeth e notara que o seu cabelo louro areia estava cinza. E Thalia parecendo ler os pensamentos de Percy dissera que ela ficara assim de segurar o céu, pois o peso devia tê-la matado.

Percy queria saber porque Ártemis não podia simplesmente soltar o céu. E Atlas faz deboche com o garoto. Dizendo que ele sabe muito pouco das coisas. E explica o porque para Percy.

Percy notara que Luke estava péssimo e se não o odiasse tanto, teria sentido pena dele. Luke tenta mais uma vez persuadir Thalia a se juntar a ele, pois se ela não fizer as coisas desse modo, ele (o General) vai usar o outro método. Percy não sabia do que o seu inimigo falava, mas percebera que ele realmente estava em perigo e a vida dele dependia de Thalia se juntar à sua causa. Thalia olhou para Luke e disse que não o conhecia mais.

Percy gritou para os amigos e juntos eles atacaram. Thalita fora direto para Luke, mas apesar da sua aparência de doente, Luke era rápido com a espada. Percy fora direto para o titã Atlas que jogara o garoto de um lado para o outro e acabara voando pelo ar, batendo em um muro negro. Percy percebera que não podia contra Atlas e lembrou de um trecho da profecia do Oráculo que dizia que a maldição do titã um deveria suportar e então pediu a Ártemis que passasse o céu para ele. Ela recusou e diz que Annabeth agüentou.

Percy pegou Contracorrente, cortou as correntes que prendiam Ártemis, se apoiou em um joelho e segurou o céu. Ele teve a sensação de estar sendo esmagado por mil caminhões. Cada músculo do corpo dele parecia estar em fogo e tinha a sensação de que os seus ossos estavam se dissolvendo.

Enquanto isso os demais lutavam. Atlas quase matara Ártemis, mas Zoe fora em sua defesa e quando Atlas se preparava para o golpe final, Ártemis o empurrara para longe, ou seja, para perto de Percy que se desviou dele e ele deixou que o peso do céu caísse sobre as costas de Atlas, que irritado e frustrado gritara que não era possível ele ter que assumir o antigo fardo.

Thalia acuara Luke na beira do precipício. Mas eles ainda lutavam perto do caixão de ouro. Thalia tinha lágrimas nos olhos. Luke investiu contra Thalia e ela o atingiu com o escudo. A espada de Luke voou de suas mãos e retiniu nas pedras. Thalia encostou a ponta da lança em sua garganta. Atrás dela, Annabeth aproximou-se tropeçando e pediu que Thalia não o matasse. Thalia disse que ele era um traidor. Mas Annabeth sugeriu que eles o levassem de volta, para o Olimpo, ele será útil. Thalia chutou Luke e ele perdera o equilíbrio, caindo no precipício. A queda fora de pelo menos quinze metros e ele estava imóvel. Thalia chorava. Ártemis estava com o rosto tomado pela dor e trazia Zoe nos braços. Ela estava respirando, com os olhos abertos, mas a ferida estava envenenada. A mordida de Ládon envenenara Zoe.

Ártemis disse que eles precisavam encontrar Néctar e Ambrósia para Zoe. Tudo parecia perdido para eles, por causa do exército de Cronos. Mas eles ouviram um barulho. O dr. Chase gritava que eles, os monstros, deviam ficar longe da filha dele e suas metralhadoras ganharam vida, afastando os monstros. Ele voava em um biplano e Annabeth, incrédula, não conseguia acreditar no que estava vendo.

Uma carruagem de prata surgiu no céu, puxada por lindos cervos e pousaram bem ao lado deles. Ártemis mandara que todos subissem e depois ela assumiu as rédeas. Eles aterrissaram em Crissy Field depois do cair da noite. E Annabeth correra para abraçar o pai.

Não havia remédio para Zoe e mais uma vez a profecia do Oráculo se concretizara: nas mãos do pai um sucumbiu. E Ártemis chorava ao perder a melhor das suas assistentes. Ártemis comunicou que precisava ir para o Olimpo imediatamente. Foi embora no trenó e três pégasos desceram através da neblina, dois cavalos alados, Guodo e Porkpie, e um completamente negro, Blackjack. Annabeth diz a Percy que sabia, sentia que Luke não havia morrido. Diz que ele está em apuros, pois estava sob o feitiço de Cronos.

Thalia que havia dormido nas costas de Porkpie acordara e apontara na direção de Manhattan, dizendo que o solstício de inverno começara, bem como o Conselho dos deuses. Os pégasos levaram as crianças para o Monte Olimpo, no secreto sexcentésimo andar do Empire State Building.

Quando eles entraram, viram doze enormes tronos formando um U em torno de uma fogueira. Todos os assentos estavam ocupados. Os meninos viram que Bessie e Grover também estavam presentes. Viram Zeus, Poseidon, Hera, Hefesto, Apolo, Ártemis, Hermes, Dionísio, Ares, Demeter, Atena e Afrodite. Eles estavam votando sobre o que fazer com Thalia, Percy e Bessie.

Ártemis anunciara que teria uma nova tenente, se ela aceitasse. Assim convida Thalia para se juntar a elas e a garota aceita. Deixando, assim, o cumprimento da profecia para Percy, que ainda tinha apenas 14 anos.

Poseidon fora falar com Percy e ele dissera ao filho que esperava que ele não o decepcionasse. Percy disse que não o decepcionaria e diz que Luke já prometera muitas coisas e que ele não estava morto e que agora estava mais forte do que nunca e que o caixão de ouro com os restos de Cronos ainda estava com ele e ganhando forças.

Atena se aproximara de Percy e falara com ele sobre defeitos fatais. Ele se lembrara que falara sobre isso com Annabeth, onde ela confessara que o seu era o orgulho. Atena diz a ele que mesmo ele não conhecendo o seu defeito fatal, Cronos conhecia, pois ele sabia estudar os inimigos. Assim, o garoto ficara sabendo por Atena que o seu defeito fatal era a sua lealdade. Primeiro sua mãe fora tirada dele, depois Grover e agora Annabeth. Cronos usara os seus amigos e as pessoas que ele amava como isca para atraí-lo para as suas armadilhas. A deusa diz ao garoto que ele não sabe a hora de recuar diante de uma situação sem saída. Para salvar um amigo ele sacrificaria o mundo e para o herói da profecia, isso era muito perigoso. Completa dizendo que não aprovava a amizade dele com a filha dela, pois acreditava que não era bom para nenhum dos dois e aconselha ao garoto começar a questionar a lealdade dele. A partir daquele momento, Percy vira que ter a deusa como inimiga era muito pior do que ter Ares, Dionísio ou até mesmo Poseidon.

Essa conversa com Atena abalar muito o garoto. Ele ficou arrasado por a deusa ter dito que não aprovava a amizade dele com a filha dela. Annabeth aparecera ao lado dele e ele pegara a mão dela para uma dança.

Percy conseguira se afastar da festa e encontrou uma fonte tranqüila em um jardim e enviou uma mensagem de Íris para o seu meio-irmão, Tyson, debaixo do mar. Contou para ele as suas aventuras e sobre Bessie. Ele dissera a Percy que faria uma visita no próximo verão para consertar o escudo que ele fizera e dera ao irmão. Percy ficou muito feliz e animado com a idéia de receber a visita de Tyson. Em seguida pegou seu último dracma de ouro e enviou outra mensagem de Íris para Sally, sua mãe.

Ele contara tudo a Sally e ele ficara aliviada quando soube que Annabeth estava bem, Percy estava feliz por saber que sua mãe estava feliz com o novo namorado, Paul Blofis, e ele se lembrou do que a mãe passara ao lado do ex-padrasto, Gabe Ugliano.

Ao retornarem ao acampamento, Percy e Annabeth contaram as novidades a Quíron que pareceu muito preocupado quando se referiu a profecia. Ele ainda tinha esperanças de que não se tratava de Percy o filho da profecia, pois caso seja, a segunda guerra dos titãs está quase em cima deles, já que o primeiro golpe de Cronos será no Acampamento Meio-Sangue, já que os deuses usam os heróis como ferramentas. Quando se destrói, as ferramentas, os deuses ficam incompletos.

Coube a Percy contar a Nico sobre a morte de Bianca. Ele chama o garoto para dar um passeio. Ele recebera a notícia em silêncio e Percy entregou a ele a estatueta de um deus que Bianca encontrara no ferro-velho. Nico cobrara a promessa de Percy de que cuidaria de Bianca e disse que o odiava. Jogara o boneco no chão e disse que os seus pesadelos estavam corretos. Ele repetia que a irmã estava morta e que ele está nos Campos de Asfodelos, de pé diante dos juízes agora mesmo, sendo avaliada. Ele sentia isso.

Percy virara-se e vira quatro guerreiros-esqueletos sorrindo para ele. Percy não sabia como eles tinham entrado no acampamento. Nico começou a gritar, dizendo que Percy estava tentando matar ele, pois havia trazido aquelas coisas. Eles começaram a lutar com Percy e sem entender como Nico fizera para matar os guerreiros, Percy vira a estátua do deus, vira que se tratava de Hades, o senhor dos mortos. Nico saíra correndo e Percy com a ajuda de Grover e Annabeth procurara o garoto em todo o acampamento, mas não o encontrara.

Percy e Annabeth se deram conta de que Nico é filho de Hades. Até Hades tinha quebrado o juramento e isso era muito sério. Mas Percy acreditava que Hades não havia quebrado o juramento, afinal Bianca e Nico ficaram décadas presos no Cassino Lótus. Eles nasceram antes que o juramento fosse feito.

Eles se deram conta de que a profecia poderia não dizer respeito a Percy e poderia dizer respeito a Nico. Eles ficaram nervosos pensando se Luke puser as mãos no garoto que agora odiava Percy e queria vê-lo morto. Grover estava eufórico dizendo que teria tomado muito café, muito mesmo e Pã, o senhor da natureza, havia falado com ele na cabeça dele, dizendo que o esperava.

E assim terminou o terceiro livro da maravilhosa série de Rick Riordan. O quarto livro, “A Batalha do Labirinto” já foi lançado no Brasil e em breve o resumo estará no Universo Literário para aqueles que são fãs das aventuras de Percy, Annabeth, Grover e dos deuses do olimpo.

14
mar
10

Percy Jackson e os Olimpianos – O Mar de Monstros

O segundo livro da coleção “Percy Jackson e os Olimpianos,” M”ar de Monstros”, traz novas e irresistíveis aventuras do garoto que descobriu a pouco tempo ser um herói, um semideus, filho do deus grego, senhor dos mares, Poseidon e seus inseparáveis amigos, Annabeth, outra semideusa, filha de deusa Atena e Grover, um sátiro, ser da mitologia grega que se disfarça de adolescente (um tanto desengonçado) quando está no mundo dos mortais.

Grover e Annabeth foram os melhores amigos de Percy no último ano e o acompanharam na sua primeira aventura para salvar o mundo. Percy sonha com Grover e fica intrigado, pois não o via desde o último mês de julho, já que o jovem sátiro partira sozinho em uma perigosa missão – da qual nenhum sátiro voltara. No sonho de Percy, Grover estava correndo sérios perigos. Ao acordar, o garoto nota uma sombra se movendo rapidamente pelo vidro da janela do seu quarto.

Pela primeira vez tudo ia bem na vida de Percy, principalmente no quesito escola. Pela primeira vez ele conseguiu passar um ano sem ser expulso por uma escola. Só faltava um dia para o ano letivo terminar, mas ele não fazia idéia de que uma série de confusões e problemas estava prestes a começar assim que saísse de casa.

Quando Percy estava tomando café e mencionou arrumar as coisas para ir para o Acampamento dos Meio-Sangue, a sua mãe lhe disse que Quíron, havia enviado uma mensagem para ela dizendo que não era seguro para Percy ir para o local naquele momento. Percy argumenta que ali é o local mais seguro no mundo para ele. Sua mãe retruca dizendo que costumava ser, mas estava acontecendo alguns problemas. Entretanto não quis contar do que se tratava, não antes do anoitecer, quando eles estariam juntos novamente para conversar sobre isso.

Na escola, Percy tinha um amigo chamado Tyson. Um garoto sem-teto que fora abandonado pelos pais quando era muito pequeno, provavelmente por ser tão diferente. Tinha um metro e noventa de altura e o físico do Abominável Homem das Neves, porém era muito sensível e tinha medo de praticamente tudo. As crianças da escola descobriram que apesar de todo aquele tamanho, Tyson era bobo e sentiam prazer em atormentá-lo. Percy era seu único amigo.

Matt Sloan, um garoto irritante e pé no saco apareceu durante a aula de educação física acompanhado de alguns garotos bem estranhos que estavam visitando a escola, mas que estudariam lá no próximo ano. Eles se dividem em times para uma partida de um jogo.

Tayson comenta que os novos amigos de Sloan tinham um cheiro engraçado e Percy foi atingido por uma bola violentamente na barriga. Ao ponto dele cair sentado, o que levou o outro time a dar muitas gargalhadas. Percy sentiu as vistas turvas e não conseguia acreditar que alguém fosse capaz de lançar uma bola com aquela força toda. Tyson gritou para o amigo se abaixar e foi por pouco. Ele viu uma bola zunindo pelo seu ouvido.

Um dos visitantes se referiu a Percy por Perseu Jackson. O modo como a criatura havia chamado o nome de Percy lhe deu um fio na espinha e ele se deu conta de que ninguém o chamava de Perseu, só quem conhecia a sua verdadeira identidade, sejam eles amigos ou inimigos. Com um estalo Percy se lembrou de Tyson lhe dizendo que eles tinham um cheiro gozado. Só podia ser monstros. Foi quando ele notou que os visitantes estavam ficando maiores, não eram mais garotos e sim gigantes de dois metros e meio de altura, com olhos selvagens, dentes pontudos e braços peludos tatuados com cobras, dançarinas havaianas e corações.

As crianças ficaram enlouquecidas no ginásio, correndo de um lado para o outro tentando fugir e se protegendo dos ataques dos monstros. Percy pede aos monstros para deixar as crianças irem embora, mas eles dizem que não deixariam seus petiscos fugirem.

Várias bolas com fogo ao redor, de bronze, o tamanho de bolas de canhão foram atiradas contra Percy e as outras crianças, destruindo o ginásio da escola. Percy tenta chamar a atenção do treinador Nunley, mas os mortais muitas vezes eram atingidos por uma força mágica chamada “A Névoa” que disfarçava aos seus olhos a verdadeira aparência dos monstros (lestrigões) e dos deuses. Desta forma, os humanos tendem a ver apenas o que conseguem compreender. Diante disso, o treinador ao ouvir o garoto lhe chamando, apenas ergueu os olhos, sonolento, e pareceu não ter visto nada de anormal.

Percy procurou Contracorrente, sua espada mágica que tinha forma de uma caneta à vista dos humanos, no bolso da calça para se defender do ataque de monstros, mas se lembrou que não estava de calças e sim com o uniforme de educação física, estando portanto, completamente indefeso.

Tyson parte em defesa do amigo e Percy se desespera achando que Tyson iria morrer. Mas o grandão consegue segurar o ataque das bolas flamejantes dos monstros, jogando de volta para eles, atingindo-os bem no peito, fazendo com que os gigantes se desintegrassem.

Percy não acreditava que após o ataque o amigo estivesse são e salvo, sem ter qualquer tipo de queimadura nas mãos e achou isso muito estranho. Quando a situação estava ficando feia para Percy e Tyson, eis que surge Annabeth para ajudá-los e avisa que Percy precisa encontrar-se com ela quando toda essa confusão no ginásio terminar. Sem ter muito tempo para explicar o motivo do seu aparecimento repentino, ela colocara o boné de beisebol dos Yankees, um presente mágico da sua mãe, a deusa Atena, que lhe dava o poder de desaparecer e sumiu.

O ginásio estava uma catástrofe, todo destruído e com chamas para todos os lados. O diretor surge e o infame do Matt Sloan acusa Percy de ter feito aquilo no ginásio. E o professor confirma a acusação feita pelo garoto. Percy sabia que ninguém jamais acreditaria nele, então chama Tyson para ir com ele e foge do ginásio. Em um beco ali perto, Annabeth estava esperando por Percy. A garota quer saber onde o amigo encontrara Tyson.

Percy olha novamente para as mãos de Tyson e se diz surpreso por ele não estar com as mãos queimadas. Annabeth resmunga que é claro que ele não está com as mãos queimadas e que na verdade ela estava surpresa é que os lestrigões tenham tido coragem de atacar eles com Tyson por perto.

Percy quer saber o que são os lestrigões e Annabeth responde que são monstros, uma raça de monstros gigantes canibais que vivem no extremo norte e que é incomum se ver eles tão ao sul.

O filho do deus do mar conta o sonho estranho que teve com Grover e Annabeth lhe diz que está acontecendo um problemão no acampamento e que eles precisam ir para lá naquele mesmo momento. Diz a Percy que monstros a perseguiram por todo o caminho desde a Virgínia, tentando detê-la. Ela pergunta quantos ataques ele sofreu e Percy responde que nenhum o ano todo. Annabeth acha estranho, mas quando olha para Tyson, entende.

Eles estavam fugindo da polícia e precisavam ser rápidos, pois as sirenes estavam perto. Annabeth tirou uma moeda de ouro do bolso, um dracma, a moeda corrente do Monte Olimpo. Tinha a efígie de Zeus gravada de um lado e o edifício Empire State do outro e gritou: “Pare, Carruagem da Danação”. Então atirou a moeda na rua e o dracma afundou e desapareceu e no lugar onde a moeda desapareceu, um líquido vermelho com sangue começou a borbulhar irrompendo um carro daquele lado. Era um táxi cinza-escuro.

Dentro do táxi havia três senhoras sentadas no banco da frente: Vespa, Ira e Tempestade. Elas só tinham um olho para as três, o que deixou Percy em pânico. Na confusão pela briga pelo olho, as três lutam dentro do carro e o olho acaba voando para o colo de Percy que o repele e terminada a confusão pela disputa, eles conseguem chegar ao acampamento. As irmãs dão a Percy quatro números: 30, 31, 75 e 12, mas não explica para que serviam e o que significavam.

Quando saíram do táxi, eles viram que na Colina Meio-Sangue havia um grupo de campistas e eles estavam sob ataque. Uma batalha violenta estava acontecendo na colina. Dois touros estavam atacando os guerreiros filhos de Ares sob a liderança de Clarisse.

O que preocupou Percy não eram os touros em si, mas o fato de que as fronteiras mágicas do acampamento não permitiam que monstros passassem além da árvore de Thalia, mas mesmo assim os touros de metal estavam fazendo isso.

Annabeth chama Percy para ajudar Clarisse e ela diz também que eles iriam precisar de Tyson. Percy imediatamente pegou a espada de bronze Anaklusmos, ou como era mais conhecida, Contracorrente. A luta começa para Percy. Ele defende e ajuda Clarisse e quando ele é atacado, Tyson parte para cima dos touros e defende o amigo. O “garoto” destrói os dois touros.

Annabeth diz a Percy que deixou Tyson cruzar a fronteira para salva-lo, caso contrário ele teria morrido. Percy não entende o que Annabeth quis dizer com deixar ele cruzar a fronteira. Annabeth pergunta a Percy se ele já olhara para Tyson com atenção. Para o rosto dele e manda o garoto ignorar a Névoa e realmente olhar para Tyson.

Percy se esforçou para focalizar o nariz do amigo e os olhos. Então viu que ele tinha apenas um olho bem no meio da testa e se tocou que Tyson era na verdade um ciclope. Um bebê ciclope, pela aparência, por isso ele não se queimou quando aparou as bolas de fogo, pois os ciclopes são imunes ao fogo.

Annabeth explica a Percy que Tyson é um dos órfãos sem-teto. Diz que eles são erros, são filhos de espíritos da natureza e de deuses. Diz que ninguém os quer e são jogados de lado, crescendo nas ruas, sozinhos. Annabeth diz que eles precisam leva-lo até Quíron e deixar que ele decida o que fazer.

Percy e Annabeth ficam sabendo através de Clarisse que Quíron foi destituído do cargo de diretor de atividades do acampamento desde que a árvore de Thalia foi envenenada. Quem estava ocupando o seu cargo agora era Tântalo.

Thalia, Luke e Annabeth estavam sendo levados para o acampamento por Grover. Estavam sendo perseguidos por monstros e a garota resolveu mandar os amigos entrarem no acampamento em segurança enquanto ela montava resistência ali. Mas Thalia acabou sendo morta e Zeus, seu pai, apiedou-se pela garota e transformou-a em um pinheiro, para que o seu espírito reforçasse as fronteiras mágicas do acampamento, protegendo todos eles dos monstros.

Percy explica para Tyson como funciona o acampamento e ele fica curioso querendo saber o que era cada coisa do lugar. Explica também que os “Três Grandes”, – Zeus, Poseidon e Hades fizeram um pacto depois da Segunda Guerra Mundial para não ter mais filhos com mortais, pois essas crianças são mais fortes que os meio-sangues normais e imprevisíveis demais, já que quando ficavam zangados, tendiam a causar problemas. E o pacto foi quebrado duas vezes. Por Zeus, ao gerar Thalia e por Poseidon, ao gerar Percy.

Quíron recebe as crianças com muito carinho e, Tyson, deslumbrado, chama o centauro de pônei. Quíron parece não se incomodar e explica aos garotos que o veneno utilizado contra o pinheiro de Thalia é algo do Mundo Inferior e deve ter vindo de algum monstro da profundeza dos abismos de Tártaro.

Percy acreditava que o verdadeiro culpado era Cronos, que como é imortal, mesmo após ser derrotado nas últimas aventuras de Percy, ainda estava vivo lá embaixo no Tártaro sofrendo a dor eterna, faminto por retornar e se vingar do Olimpo.

Quíron explica aos meninos que o vale inteiro estava sentindo o choque do veneno e as fronteiras mágicas estavam se deteriorando. Como conseqüência, as fronteiras mágicas e o próprio acampamento estavam morrendo. Apenas uma fonte de magia seria forte o bastante para anular o veneno, mas ela foi perdida séculos atrás, o velocino.

Tântalo se apresenta às crianças do acampamento que ainda não o conheciam. Percy descobre que Tântalo é um espírito dos Campos de Punição. O ser ficava em pé na lagoa com a árvore frutífera logo acima, mas não podia comer nem beber. O que significava que ele não podia nem comer nem beber como castigo por algo muito sério que ele fizera. Mas Percy ainda não sabia o que era.

Eles começaram a discutir o que fazer com Tyson e onde ele dormiria, o que para surpresa de todos, ao que todos não esperavam, foi vista uma luz verde brilhante de um tridente acima da cabeça do ciclope. Poseidon o reclamou como filho da mesma forma como no ano anterior reclamara Percy como filho. Tântalo caiu na gargalhada ao descobrir que o ciclope e Percy eram meio-irmãos. Agora Percy teria um companheiro de chalé. Tântalo, para surpresa e apreensão de todos, restabelece no acampamento as corridas de biga que estavam suspensas, pois jovens morreram e ficaram mutilados.

Os campistas ficam animados criando e construindo as bigas dos seus chalés. A corrida é lançada e os pombos demoníacos começam a atacar os expectadores que estavam na arquibancada assistindo a corrida. Percy, Annabeth e Tyson começaram a atacar os pombos para defender o acampamento. Tem uma idéia, vão até o chalé de Quíron e pegam o rádio do antigo diretor de atividades, colocam uma música bem alta, o que acaba surtindo o efeito desejado: afastando todos os pombos.

Tântalo diz que os culpados da confusão foram Percy, Annabeth e Tyson, mandando eles para o castigo e deu a vitória da corrida pra Clarisse que em momento algum parou de correr com sua biga para defender os campistas que estavam sendo atacados. Percy mais uma vez sonha com Grover que conta ao garoto que ele precisava ajudá-lo, ele estava preso em uma caverna, em uma ilha, no mar.

Grover conta ao semi-deus que os sátiros jamais voltam de sua missão porque o Polifemo, o ciclope, se diz um pastor, mas é uma armadilha, depois ele come os sátiros. Grover diz que a conexão empática que ele estabeleceu com Percy estava funcionando e as emoções deles estavam ligadas. O que significava que se Grover morresse, Percy ou também morreria ou viveria anos em estado vegetativo. Diz que só está vivo ainda porque enganou o ciclope, fingindo ser uma mulher que usa perfume de carneiro para agradar ao ciclope e estava vestido de noiva pois prometera casar com Polifemo. A sorte dele era que o ciclope não enxergava muito bem.

Grover estava no Mar de Monstros, mas não sabia explicar exatamente onde ficava. Annabeth conversa com Percy e lhe pergunta se ele se lembra o que as Irmãs Cinzentas do táxi disseram que sabia onde estava aquilo que Percy procurava e mencionaram Jasão. Elas na verdade disseram a Jasão onde encontrar o Velocino de Ouro. O velocino leva para quem o possui prosperidade à terra, os animais param de adoecer, as plantas crescem melhor, as colheitas são fartas, nunca são atingidos por pragas, cura doenças, fortalece a natureza e limpa a poluição.

O velocino poderia curar a árvore de Thalia e deixar as fronteiras do Acampamento Meio-Sangue muito mais fortes. Porém o velocino está desaparecido há séculos e centenas de heróis já buscaram por ele e não tiveram sorte. Percy acredita que Grover encontrou o velocino e eles teriam que salva-lo.

Annabeth está apreensiva, pois eles teriam que enfrentar Polifemo, o pior dos ciclopes e só existia uma ilha onde ele pode estar: o Mar de Monstros. O mar onde todos os heróis atravessam em suas aventuras. Costumava ficar no Mediterrâneo, mas como tudo muda, ele também muda de lugar quando muda o centro de poder do Ocidente. Então agora o Mar de Monstros fica na Costa Leste dos Estados Unidos, logo a noroeste da Flórida, o Triângulo das Bermudas.

Percy, por ser filho do deus do mar, considerava que não deveria ser muito difícil encontrar a ilha. Mas eles precisavam falar com Tântalo, para que ele aprovasse uma missão e tinham certeza que ele diria não, pois o novo diretor não perderia a chance de negar o pedido. Eles então decidem contar a todos durante a noite na fogueira. E, com todos pressionando, ele não poderia dizer não.

Á noite eles revelam que sabem onde está o Velocino de Ouro e que ele é a esperança para salvar o acampamento. E que inclusive tinha as coordenadas de navegação para chegar ao Mar de Monstros: 30, 31, 75 e 12 – 30º – 31 minutos norte/ 75º – 12 minutos Oeste.

Os campistas pressionaram, como os garotos previram, para que Tântalo liberasse uma missão. Ele parecia não estar se importando muito com que o acampamento fosse salvo. E concordo em liberar que uma missão acontecesse. Mas nada saiu como Percy havia planejado. Tântalo determina que Clarisse liderasse a missão e fosse se consultar com o Oráculo na Casa Grande e que escolhesse dois companheiros de missão.

Percy, arrasado, sai do acampamento e ouve uma pessoa falar com ele: Hermes, o deus dos ladrões, dos mensageiros e dos viajantes. E também o pai de Luke, o campista que tentou matar Percy no ano anterior. Hermes diz a Percy que ele deveria ir à missão e oferece ao garoto dois presentes: uma garrafa que funcionava como uma bússola e destampando-a vai se libertar os ventos dos quatro cantos da Terra para despachá-lo mais depressa em seu caminho. A tampa deveria ser desenroscada só um pouquinho, pois os ventos são sempre inquietos e se todos os ventos escaparem de uma vez…

O segundo presente era um pequeno frasco de plástico cheio de pastilhas de vitaminas que eram poderosas. Hermes aconselha ao garoto, o seu primo, que não tome uma delas a não ser que precise muito, muito mesmo. Ele explica que está ajudando ao garoto para que ele possa salvar muitas pessoas nesta missão, não apenas o amigo dele, Grover.

Hermes diz que Percy teria um prazo mais curto do que imaginava para completar sua missão e os amigos dele deveriam estar chegando mais ou menos agora. Percy ouviu Tyson e Annabeth chamando o seu nome ao longe. Hermes entrega três malas para Percy (três sacos de viagem amarelos) a prova d’água e que Percy deveria pedir ajuda a Poseidon para chegar até ao navio que parecia um cruzeiro que estava brilhando ao longe.

Hermes diz que Percy tem que decidir ir para uma missão em cinco minutos, pois as harpias chegarão para comê-lo. Os garotos montam em três cavalos marinhos enviados por Podeison e vão em direção ao navio. Assim que chegaram, Tyson sente novamente um cheiro estranho. Os meninos vasculham o navio inteiro e não encontram ninguém.

Enfim descansaram, dormiram e no dia seguinte ao acordarem com um apito do navio ouviram uma voz no alto-falante. Os garotos viram pessoas com olhos vidrados no navio como se tivessem hipnotizados. Viram também monstros e se esconderam ao verem Luke. Os meninos ficaram agoniados para descobrir o que Luke estava aprontando. Decidem segui-lo e através dos poderes de Tyson com sua superaudição conta para os meninos o diálogo que está ocorrendo lá dentro. Imitando as vozes de Luke e dos seres sinistros que estão ao lado dele. O que fez Annabeth estremecer por ouvir Tyson imitar as vozes dos outros envolvidos na conversa. Mas Percy manda ele recomeçar a repetir o que estava ouvindo. O que deixou as crianças de cabelo em pé, pois Luke revelava que fora ele quem envenenara a árvore de Thalia.

Mas os seres descobriram, de alguma forma, que os meninos estavam do lado de fora, o que é uma surpresa e tanto para Luke, encontrar os dois primos dele lá fora o espionando. Ele então tenta convencer os dois a juntarem-se ao bando que ele esteve liderando. Com a intenção de destruir o Ocidente para refazer o mundo do zero. Ele gostaria de ter ao seu lado Annabeth, por causa da sua inteligência. Tenta convencer a prima, dizendo que ela merece coisa melhor do que ir atrás de uma missão sem chances para salvar o acampamento. Informa a eles que a Colina Meio-Sangue será invadida por monstros em menos de um mês e os heróis que sobreviverem não terão escolha senão juntar-se a eles ou serem caçados até a extinção.

Luke revela coisas a Percy que só saberia se tivesse um espião no acampamento, com as coordenadas 30, 31, 75, 12. Mais uma vez Luke tenta convencer Annabeth através de recompensa, dizendo que eles tem amigos poderosos, patrocinadores ricos para comprar aquele navio de cruzeiro em que eles estavam e muito mais. Tenta persuadir Percy dizendo que a mãe dele nunca mais precisará trabalhar, disse que ele poderia comprar uma mansão para ela, que ele teria fama, poder e tudo que quiser. E Annabeth poderia realizar o sonho dela de ser arquiteta e construir um monumento para durar mil anos, um templo para os senhores da nova era.

Com a recusa dos meninos, Luke manda os ciclopes que agora o obedecem, levar os garotos para alimentar os dragões. Mas as crianças conseguem fugir para os botes salva-vidas que estavam pendurados ao lado do navio com a ajuda os ventos da garrafa térmica dada por Hermes. Percy nota que o seu senso de direção e orientação ficava perfeito no mar, por causa do seu pai, Poseidon. Eles conseguem escapar e vão em direção ao caminho indicado por Annabeth e Percy notou que a amiga estava levando-o para um esconderijo meio-sangue e perguntou, pasmo, se fora ela quem tinha feito aquele lugar. Ela respondeu que fora feito por ela, Thalia e Luke. Eles eram fugitivos se escondendo de monstros, sobrevivendo sozinhos antes que Grover os encontrasse e tentasse leva-los para a Colina Meio- Sangue. Annabeth fora cuidada e protegida por Luke e Thalia. Toda vez que a amiga falava do tempo que passara ao lado de Thalia e Luke, Percy se sentia desconfortável, enciumado.

Eles saem do acampamento para verificar um fato muito estranho: perto de onde estavam escondidos, Tyson encontrara uma loja de conveniências Donuts Monstro e foram surpreendidos por um ataque de uma hidra de sete cabeças que expelia jatos de uma substância que parecia um ácido, pois derretia tudo o que tocava. Percy, instantaneamente, pegou contra-corrente e cortou uma cabeça da Hidra, mas quando Annabeth gritou para ele não fazer isso, já era tarde, duas cabeças brotaram no lugar daquela que fora cortada. E, assim mais uma loja Donuts Monstro foi aberta em algum lugar.

Eles se espalham e começam a fugir novamente até que ouviram um som estranho e ouvira uma voz conhecida que vinha do rio mandando a tripulação preparar os canhões. E Percy houve um barulho passar por ele e viu que as balas de canhão atingiram a hidra que explodira em muitos pedaçinhos. Eles então vão para o navio de Clarisse. Era o navio mais estranho que eles já tinham visto. Navegava baixo como um submarino e o convés era revestido de ferro. E os marinheiros eram zumbis, soldados mortos.

Clarisse comunica aos meninos que eles estão muito encrencados e que Tântalo os expulsou por toda a eternidade. Clarisse não quer a ajuda dos meninos e disse que dessa vez é a oportunidade dela de se tornar heroína e eles não “roubariam” a chance dela. Ela revela sem querer que deixou para trás dois amigos que faziam parte de sua permissão de ir acompanhada na missão.

Percy tenta alertar Clarisse de que Tântalo estava usando-a, pois ele não se importa com o acampamento e adoraria vê-lo destruído e estava armando para ela fracassar. Mas ela não lhe dá ouvidos e eles se dirigem para o Mar de Monstros. O motor do navio estava gemendo, mas mesmo assim eles aumentaram a velocidade, o que fez com que ele recebesse muita pressão. Com isso, o motor do navio não iria agüentar por mais muito tempo.

Quando chegaram ao Mar de Monstros eles se vêem sem saída, ou enfrentavam Caríbdis, que suga o mar e depois cospe de volta ou enfrentava Squila, um ser que vivia em uma caverna e suas cabeças de serpente descem e começam a arrancar os marinheiros do navio.

Clarisse decide enfrentar Caríbdis, o que provoca a explosão do navio e em seguida eles foram atacados por Squila que, inclusive pega Percy pela mochila, mas ele consegue se soltar no momento em que o navio estava explodindo, cai no mar desmaiado e é acordado por Annabeth. Percy fica triste pensando na morte de Tyson, pois o ciclope bebê fora para perto do motor tenta fazer com que ele funcionasse por mais tempo e, certamente, morrera na explosão do navio. Percy e Annabeth entram em um bote e a garota revela a Percy a profecia que Quíron havia dito para ela. Diz que os deuses estão preocupados com alguma coisa que Percy irá fazer quando ficar um pouco mais velho, quando completar 16 anos. Ela conta a ele que não sabe a profecia completa, mas que a profecia diz que um filho meio-sangue dos três grandes (Poseidon, Zeus, Hades), o próximo a viver até os dezesseis anos, será uma arma perigosa, pois ele irá decidir o destino do Olimpo, irá tomar uma decisão que poderá salvar a Era dos deuses ou destruí-la.

Sendo por isso que Cronos não matara Percy no último verão. Afinal, o garoto poderia ser muito útil para ele, se conseguisse ele como aliado, os deuses teriam sérios problemas. Quando Quíron soube de Thalia, imaginou que a profecia se referisse a ela e por isso estava tão desesperado para leva-la ao acampamento em segurança. Não existe ninguém vivo que se encaixe na definição de meio-sangue (meio humano e meio-deus), a não ser ele.

Annabeth diz que os deuses não matam ele porque provavelmente têm medo de ofender Poseidon. Alguns deuses estavam observando Percy para saber que tipo de herói ele iria se tornar.

Em meio as revelações eles avistam terra firme e foram levados para C.C. Foram bem tratados e Percy desconfiou que poderia ser uma armadilha. Viram uma mulher linda tecendo um tecido. Ela manda as suas funcionárias levarem a garota, pois ela precisava conversar com Percy. Ela mostra no tear como o menino ficaria mais bonito se aceitasse se transformar no seu verdadeiro eu. Percy se surpreende em como ficaria bonito e decide aceitar tomar o milk-shake de morango oferecido por C.C. e quando fez isso sentiu um calor escaldante por dentro, como se a mistura estivesse fervendo dentro dele. Percy viu que tudo estava crescendo ao seu redor, ou melhor, ele estava encolhendo. Percy viu que se transformara em um porquinho da Índia. Foi colocado em uma gaiola junto com outros tantos porquinhos da Índia.

Annabeth aparecera de repente e C.C. revela seu verdadeiro eu. Diz que por ela ser filha de Atena, deusa da sabedoria, não era muito diferente dela, Circe, a feiticeira. Chama a garota para aprender as artes da feitiçaria com ela, mas Annabeth não aceita e viu no que Circe havia transformado o amigo. Toma uma das vitaminas de Hermes e ficou imune ao ataque da feiticeira.

Tanto Percy quando os outros homens transformados em porquinhos da Índia, tomaram as vitaminas de Hermes e voltaram ao normal. Eles fogem no barco Vingança da Rainha Ana que obedecia a todos os comandos de Percy. O garoto estava muito cansado e decidiu dormir, mas teve um sono muito perturbado por sonhos estranhos. Desta vez ele sonhou com uma garota que ele não conhecia, bem diferente de Annabeth. Quando ela viu o sarcófago onde estava Cronos a menina se desesperou e acabou sendo engolida por uma explosão de luz dourada.

Eles notam terra, mas eles estavam se aproximando da ilha das sereias. Annabeth pede que Percy lhe faça um favor, pois eles estavam ao alcance do canto das sereias. Mas Annabeth queria ouvi-las já que elas contavam a verdade sobre o que as pessoas desejavam. Contam coisas a respeito das pessoas que nem elas mesmo percebiam. Ela pede a Percy que não a desamarre, não importa o que aconteça, o que ela implore, pois a vontade dela será correr para a amurada e se jogar.

Percy pegou duas grandes bolas de cera de vela, amassou-as e colocou nos ouvidos. Percy vê Annabeth se debater, implorar para que ela o soltasse, mas ele fingia que não via, quando se distraiu e olhou para a amiga, não a viu e percebeu que ela cortara a corda e se jogara no mar. Percy se jogara atrás dela e viu a amiga ser jogada pela correnteza e ser arrastada em direção a duas presas de pedras afiadas como navalhas.

Quando o nevoeiro passou, Percy viu as sereias. Ele as descreve como abutres do tamanho de pessoas com plumagem preta enlameadas, garras cinzentas e pescoço rosado e enrugado. Percy não conseguia ouvi-las por causa da proteção. Mas Annabeth não estava vendo as sereias da mesma forma que ele. Reconheceu a família de Annabeth pelas fotos que ela lhe mostrara. Viu o mundo da forma como Annabeth estava sonhando que ele se transformasse, o que provava que ela ficara mexida com o que Luke havia lhe proposto.

Percy viu que as sereias estavam se preparando para devorar mais uma vítima: Annabeth. Ele puxara a garota de volta das ondas, nisso eles acabaram afundando e ela parou de se debater e seus olhos ficaram confusos. O que Percy compreendeu: debaixo d’água o som não se propagava, quebrando o encanto da música das sereias. Mas tinha outro problema: debaixo d’água Annabeth não conseguia respirar. Percy tinha que manter a garota viva e respirando, para isso imaginou bolhas do mar e as trouxe para eles. Ele e Annabeth adentraram em uma bolha, apenas as pernas dela continuavam mergulhadas na água.

Annabeth soluçou e conseguiu respirar, soluçou, soluços de partir o coração. Ela encostou a cabeça no ombro de Percy e ele a abraçou. Eles voltaram ao navio e perceberam que estavam longe das sereias e estavam em segurança. Percy perguntara a Annabetho que fora aquilo que ela vira. Annabeth disse que era a Húbris dela; o orgulho, insolência, achar que a pessoa pode fazer as coisas melhor do que qualquer um, inclusive os deuses.

Percy pensou no sonho com a menina e o sarcófago dourado. Ele não sabia o que significava, mas tinha a sensação de que estava deixando alguma coisa passar. Alguma coisa com Cronos, que ele planejava.

Enfim eles chegaram ao lar do ciclope. Na ilha do ciclope havia uma ponte de corda em cima de um precipício, o que não era bom sinal. Mas fora isso, o local parecia um cartão-postal do Caribe, com seus campos verdejantes, árvores de frutas tropicais e praias de areia branca. Tanto Annabeth como Percy, mesmo sem poder ver o Velocino, poderiam sentir a sua força. Eles notaram que na base da ravina havia dúzias de carneiros que andavam em círculos. Pareciam bastante pacíficos e eram enormes, do tamanho de hipopótamos. Eles estranharam achar tudo fácil ao verem um caminho de estrada que levava à colina. Foi aí que do nada surgiu um cervo dos arbustos. Eles pensaram que fosse um guardião. Mas na verdade os carneiros eram os guardiões e eles atacaram um cervo e perceberam que não havia como passar pelos carneiros comedores de gente que pareciam piranhas.

Eles encontraram Clarisse amarrada pendurada de cabeça pra baixo acima de um caldeirão de água fervente, viram também Grover vestido com um vestido de noiva. Clarisse acaba entregando Grover, dizendo ao ciclope que a suposta noiva dele é um sátiro. O ciclope então agarrou o vestido de Grover e o arrancou. Embaixo do vestido o verdadeiro sátiro surgiu, com jeans e sua camiseta. Ele gemeu e se abaixou quando o monstro deferiu o primeiro golpe que passou acima de sua cabeça.

Na tentativa de não morrer, Grover diz que se ele fosse comido cru daria uma má digestão daquelas no ciclope. Então sugere que ele seja comido assada com molho de manga e manda o ciclope ir procurar algumas mangas. O ciclope então diz que vai pastorear as ovelhas e iria comer sátiro grelhado com chutney de manga a noite para celebrar o seu casamento. Grover pergunta quem será a noiva e o ciclope olha para Clarisse que fica indignada. Ao sair da caverna, o ciclope fechou o local com uma rocha. Os meninos tentaram mover a rocha por horas, mas ela não se mexia. Eles se dão conta de que mesmo que conseguissem matar o ciclope, tanto Grover quando Clarisse morreriam dentro da caverna, pois eles não teriam como solta-los.

Eles bolam um plano. Percy sobe em um carneiro e, assim, conseguiria adentrar na caverna e a função de Annabeth seria distrair o gigante. Annabeth chama o ciclope de feioso e diz que era Ninguém. O ciclope, com raiva, atira uma rocha na direção da voz da garota. Curiosamente, a rocha que foi atirada era a porta da caverna.

O ciclope foi correndo em direção a voz de Annabeth (Ninguém). Percy sabia que Ninguém era um truque utilizado por Ulisses para enganar o ciclope Polifemo séculos atrás, antes que ele acertasse o olho do ciclope com uma grande estaca quente. Annabeth tinha certeza que Polifemo guardaria rancor daquele nome e estava estava certa. Percy percebera que o ciclope estava enlouquecido e fora de si que nem reparara que a voz de Ninguém era feminina e nada parecida com a voz do primeiro Ninguém (Ulisses).

Dentro da caverna, Percy começou a procurar Grover e Clarisse. Ao encontrá-los Grover correu e lhe deu um forte abraço e Percy com contracorrente cortou a corda que prendia Clarisse e, ela a contragosto, agradeceu.

Percy ouviu uma explosão na caverna e em seguida ouviu um grito que fez ele se arrepiar, pensando que talvez fosse tarde demais, pois era Annabeth gritando. O ciclope entrou gritando que havia apanhado Ninguém e ao sacudir o punho, um boné de beisebol saiu voando para o chão e lá estava Annabeth pendurada pelas pernas de cabeça para baixo.

Eles se unem para atacar o ciclope e partem para colocar em ação o plano de ataque Macedônia. Todos eles treinaram esse plano no acampamento meio-sangue no ano anterior. O plano consistia em dar a volta e se aproximar, um de cada lado, atacando o ciclope pelos flancos enquanto Percy atrairia sua atenção na frente. O que provavelmente significaria que todos eles iriam morrer. Percy pegou contracorrente e chamou atenção do ciclope e disse que era para ele deixar a amiga dele em paz, pois ele era Ninguém, não ela. O ciclope largou Annabeth no chão que caiu de cabeça nas pedras, ficando imóvel como uma boneca de pano e investiu com tudo para cima de Percy. Grover atacou pela direita, Clarisse pela esquerda e Percy atacou com contracorrente.

Percy pede a Grover que pegasse Annabeth que correu, pegou o boné da invisibilidade da garota e a levantou do chão enquanto Clarisse e Percy distraiam Polifemo. Clarisse fora muito valente. Percy com o canto dos olhos notou que Grover estava carregando Annabeth pela ponte de corda. Os meninos correram atrás de Grover e o ciclope corria atrás deles, mas ele estava todo cortado e mancava por causa dos muitos ferimentos que os meninos tinham feito nele.

Grover tinha colocado Annabeth no chão, Percy pede para Clarisse correr mais rápido e grita para o amigo pegar a faca de Annabeth. Grover começou a cortar a corda, eles correram e se jogaram em terra firme, aterrissando ao lado de Grover e com um único golpe, Percy cortou os fios restantes com a sua espada.

A ponte despencou no precipício e o ciclope uivou, mas de prazer, pois aterrissou ao lado dos garotos e gritava de felicidade, dizendo que Ninguém havia fracassado. Percy estava com muita raiva e, sem pensar, atacou com tudo o ciclope, no meio da sua barriga. O ciclope se ajoelhou urrando de dor. O garoto sem dó nem piedade atingiu Polifemo no nariz com outro golpe de espada. Percy estava possesso, cortou, chutou e bateu até que se deu conta de que Polifemo estava estatelado de costas no chão, atordoado e gemendo. Percy estava sentado em cima dele, com a espada pronta para cegá-lo de uma vez. Mas Percy não deu ouvido aos amigos que lhe disseram que um ciclope era traiçoeiro.

Percy pensou em Tyson e que talvez Polifemo pudesse ser filho de Poseidon também e ele não conseguia matá-lo a sangue frio. Percy diz a ele que eles só queriam levar o Velocino de Ouro. Polifemo diz que eles podiam levá-lo. Mas o ciclope honrou os seres da sua espécie. Agiu como um traiçoeiro e deu um golpe em Percy, jogando-o na beira do penhasco. Ele zombou do garoto dizendo que eles nunca levariam o velocino e que comeria Percy.

Percy viu que morreria ali, devorado pelo ciclope. Quando milagrosamente ouviu algo passar zunindo por cima da sua cabeça. Uma pedra do tamanho de uma bola de basquete passou por ele e foi parar na garganta de Polifemo. O ciclope engasgou e cambaleou para trás, mas não tinha para onde ele cambalear e acabou escorregando e a beirada do penhasco desmoronou e o ciclope caiu no abismo. Quando Percy viu quem o salvara ficou muito surpreso: Tyson, o seu meio-irmão.

Tyson contara aos meninos que Arco-Íris, o cavalo marinho, encontrara-o afundando sob os destroços do Birmingham e o puxara para um lugar seguro. Tyson sentiu o cheiro de carneiro, montado em Arco-Íris e acabou encontrando a ilha. Tyson era o único que poderia ir buscar o Velocino, pois ele tinha o mesmo cheiro que Polifemo e o rebanho não o devoraria.

Tyson jogou o Velocino para Percy e ele rapidamente cobriu Annabeth e rezou para que ela ficasse boa. Assim, rapidamente, a cor voltou ao rosto da garota e o corte que ela tinha na testa começou a se fechar. Tyson levou os carneiros para o mais longe possível para que os garotos pudessem fugir para a praia.

Quando eles já estavam quase alcançando o barco ouviram um tremendo rugido e viram Polifemo arranhado e esfolado, mas muito vivo andando na direção deles com uma pedra em cada mão. O ciclope estava indo diretamente para Tyson, chamando-o de traidor da espécie. Percy não foi para o barco com os amigos, permaneceu na praia junto com o seu maio-irmão para enfrentarem juntos o ciclope.

Polifemo atacou Tyson e Percy com uma árvore. Percy se segurou na árvore e caiu com os dois pés com tudo no olho do ciclope que ululou de dor. Clarisse começou a irritar Polifemo que se retou e jogou uma pedra na direção dela, mas acertou o casco do Vingança da Rainha Ana e o navio afundou bem depressa.

Percy alertado por Tyson embaixo d’água, pois como eram filhos de Poseidon, podiam se comunicar embaixo da água e chamam Arco-Íris. Ele apareceu com alguns amigos e se moveram com muita velocidade para o meio dos destroços e cada um estava levando Grover, Annabeth e Clarisse. Arco-Íris levou Clarisse e Tyson e o que carregava Annabeth levou Percy também.

Os cavalos marinhos levaram eles para longe do Mar de Monstros e Percy olhou para trás vendo que Polifemo estava gritando vitorioso dizendo que havia afogado Ninguém. Eles estavam chegando perto de Miami, mas os cavalos-marinhos não podiam ir mais longe, mais perto da praia, pois havia seres humanos demais, poluição demais e eles teriam que nadar até a praia sozinhos. Quando eles chegaram na praia, Annabeth comprara um jornal e notara que passaram-se 10 dias desde que partiram, o tempo passava de um jeito diferente em lugares monstruosos.

Grover desperta a atenção das crianças de que pelo tempo a árvore de Thalia já deveria estar morta. E eles precisavam levar o Velocino para o Acampamento naquela mesma noite, sem falta. Percy perguntou a Clarisse o que o Oráculo havia lhe dito. Percy interpretou a mensagem, pegou o dinheiro com Tyson que Hermes havia lhe dado, chamou um táxi, pegou o Velocino e deu a Clarisse. Mandou que a menina entrasse no táxi e fosse para o aeroporto, pois ela não precisava voltar para casa sozinho, voando em um avião e levando o Velocino.

Após a saída de Clarisse, Percy sentiu uma ponta de espada na sua garganta. Era Luke que tinha ao seu lado os seus homens-urso que seguravam Annabeth e Grover pela gola das camisas e o terceiro tentava agarrar Tyson, que resistia.

Luke perguntou a Percy onde estava o Velocino e Percy diz que não estava ali com eles, que fora despachado na frente, com Clarisse. Luke manda um dos seus capangas preparar o seu corcel pois ele precisava ir correndo ao aeroporto de Miami. Luke o tempo todo estava usando os meninos, fazendo com que eles se arriscassem, pegassem o Velocino para que depois ele tomasse deles sem ter o menor trabalho de ter que ir enfrentar Polifemo.

Percy chama Luke de traidor e joga na direção dele o único dracma de ouro que ele tinha no bolso. Como era de se esperar, ele se esquivou e a moeda voou para dentro do repuxo de água com as cores do arco-íris. Silenciosamente Percy rezou para que a deusa aceitasse a sua oferenda. Atrás de Luke a fonte começou a tremeluzir, só que ele precisava que todos estivessem olhando para ele, para isso puxou e destampou contracorrente. Percy faz Luke confessar que fora ele quem envenenara Thalia. Ele confessa que usou peçonha da velha Píton, diretamente das profundezas do Tártaro. Ele diz também que Quíron nada teve a ver com isso. Vai além, revela que ele iria curar Cronos com o Velocino que ele roubaria de Percy para destruir os deuses.

Luke perguntou a Percy porque ele ficara perguntando essas coisas se ele já sabia. Percy então revela todo o seu plano: para que todo o público pudesse ouvir. Luke quando olha para trás engasgou e recuou, cambaleando. Acima da piscina, tremeluzindo na névoa do arco-íris, estava uma visão em mensagem de Íris de Dionísio, Tântalo e o acampamento inteiro no pavilhão-refeitório. Todos estavam sentados, perplexos e em silêncio assistindo. Dionísio demite Tântalo, mandando-o de volta para o Mundo Inferior. Senhor D. readmitira Quíron para o cargo de diretor de atividades do acampamento.

Percy chama Luke para um duelo para que seus amigos ganhassem tempo de bolar um plano para conseguir escapar. Percy está perdendo feio o duelo, foi ferido e quando Luke ia providenciar a sua morte, eis que surge Quíron com os seus parentes pelo céu. Alguns centauros estavam armados com arcos, alguns com bastões de beisebol e outros com pistolas de paintball.

Quíron foi em direção a Annabeth e Grover, os pegou, colocando-os nas suas costas. Outro apareceu para pegar Percy e mais um para pegar Tyson. Eles conseguem escapar ilesos, mais uma vez. Ao ficar sozinho com Percy, Quíron fala com ele sobre a profecia. Ele diz que ninguém nem sabe, com certeza, se a profecia se refere a ele. Quíron fala com o garoto sobre a importância de um herói. Diz que uma arma dos imortais não pode machucar os humanos, bem como uma arma dos humanos não pode machucar os imortais. Mas o que são meio-sangue, meio deus e meio humano pode ser machucado por ambas as armas, assim como pode influenciar ambos. E por isso é que os heróis são especiais.

Mesmo que Percy não seja a criança citada na profecia, depois do que acontecera naquele dia, Cronos não mais evitará a morte de Percy, pois já entendeu que o garoto não se juntará a ele. Revela ainda que conhece muito bem Cronos, pois ele é o seu pai.

Quando Clarisse pendurou o Velocino de Ouro no galho mais baixo da árvore de Thalia, o luar pareceu clarear, tudo entrou em foco mais nítido, aos poucos as agulhas do pinheiro começaram a esverdear, perdendo o tom marrom. Todos ficaram felizes. A mágica do Velocino penetrara na árvore, enchendo-a com uma força nova e expelindo o veneno. Clarisse recebeu todas as homenagens e honrarias pela conquista do Velocino e Percy e Annabeth pareciam que nem existiam.

Com o retorno de Quíron todos acreditaram que as corridas de Biga seriam novamente interrompidas, mas ele manteve a tradicional corrida e Percy desta vez correria ao lado de Annabeth. Quando estava no estábulo, ajeitando algumas coisas que estavam ainda pendentes, Percy foi surpreendido com a visita de Hermes. Eles conversam sobre o acontecido e sobre Luke. Hermes faz Percy refletir sobre a sua relação com o seu pai, Poseidon. E aproveita e entrega ao primo uma carta escrita por seu tio Poseidon. Na carta endereçada a Percy havia apenas uma palavra: “Prepare-se”.

Annabeth e Percy venceram a corrida de Bigas e disseram para todos ouvirem que quem tinha ajudado eles a vencerem em tudo, não apenas na corrida, fora Tyson. Sem ele, eles não teriam conseguido nada, inclusive não conseguiriam até mesmo levar para o acampamento o Velocino.

Tyson revela a Percy que Poseidon se comunicara com Tyson através de um sonho, chamando-o para um estágio embaixo d’água. Percy sentiu um leve ciúme. Tyson disse que queria aprender novas coisas, fazer armas para o acampamento pois eles precisariam. Afinal Luke estava lá fora reunindo um exército, reconstituindo Cronos e estava tramando algo.

Tudo parecia estar normal no acampamento. Até que Percy foi acordado de supetão. Todos no acampamento estavam agoniados e agitados, pois algo acontecera na árvore de Thalia. E Percy ficou louco, pois quem estava tomando conta do Velocino da árvore de Thalia era Annabeth.

Ele montou em Quíron e foram correndo em direção a árvore de Thalia. Percy fica preocupado ao ver uma garota desmaiada. Ele achou que era Annabeth, mas viu que a sua amiga estava debruçada sobre outra garota que estava deitada. Percy correu em direção a elas e todos estavam de olhos arregalados sem entender e sem acreditar no que viam. Percy notou que a árvore de Thalia estava normal.

Quando se abaixou para ver como estava a garota, ao tocar nela percebeu imediatamente que se tratava de uma garota meio-sangue e diz para os amigos que ela precisava de ambrosia. Percy nunca havia visto a garota antes, mas achava o rosto dela conhecido, só não se lembrava de onde. Quando carregou a garota notou que ela estava se mexendo e acordando. Ele então perguntou o seu nome, mas ele já sabia de quem se tratava, antes mesmo dela responder que se chamava Thalia.

Então Percy entendera tudo. Desde o envenenamento da árvore, ata a busca do Velocino. Fora tudo planejado, arquitetado nos mínimos detalhes por Cronos. Ele fez tudo de caso pensado, para ter mais uma forma e uma chance de controlar o destino da profecia e Percy se deu conta de estar carregando aquela que estava destinada a ser a sua melhor amiga ou sua pior inimiga.

O que será da relação entre Percy e Thalia só saberemos no próximo volume da série, “A Maldição do Titã”. Bem como muitas outras respostas serão nos dada e também muitas outras dúvidas e questões serão levantadas. Será que Cronos conseguirá se reerguer e o mal triunfará sobre o bem? Luke mudou realmente de lado? Vamos aguardar pra conferir quais as novas aventuras que Percy viverá com seus amigos e inimigos.

Eu ouvi uma conversa (ou melhor, li uns boatos na internet) de que há um projeto de criação de uma versão do livro para o cinema do segundo livro da série. Se for verdade, ótimo. Se não for, uma pena, como já aconteceu anteriormente com alguns livros em série que fizeram muito sucesso de venda e público, mas quando adaptado para o cinema se perdeu totalmente, a exemplos de “A Bússola de Ouro”, “Desventuras em Série”, “As Crônicas de Nárnia”, dentre outros.

07
mar
10

Filho das Águas

Matéria publicada no jornal Correio no caderno Vida, na página 29 do dia 27 de fevereiro de 2010.

Filho das Águas

Explorando o filão de Harry Potter, Percy Jackson é novo herói teen.

Doris Miranda

doris.miranda@redebahia.com.br

Harry Potter que se cuide. Após anos sem concorrência, o bruxinho inglês tem agora, no destemido pré-adolescente Percy Jackson, um rival no coração dos fãs. Primeira criação literária do ex-professor americano Rick Riordan, 45 anos, a partir de uma história contada para seus próprios filhos, o menino é herdeiro de Poseidon, deus dos mares.

Por isso, e como todo herói que se preze, ele enfrenta rivais de peso como o Minotauro, a Medusa ou as Fúrias. Justamente por recontar a mitologia grega com sabor pop, a série Percy Jackson e os Olimpianos é um sucesso.

São 9 milhões de exemplares vendido no mundo. Só no Brasil, já são mais de 130 mil, resultado da apuração dos três primeiros títulos da saga.

O quarto e penúltimo volume, “A Batalha do Labirinto”, acaba de chegar às livrarias e já figura na lista dos mais vendidos da revista Veja junto com os outros três. Na relação desta semana eles estão assim: “O Ladrão de Raios” ocupa o 3º lugar; “O Mar de Monstros”, o 6º; “A Maldição do Titã”, o 8º; e “A Batalha do Labirinto”, o 4º.

Herdeiro de Poseidon, o destemido Percy Jackson (Logan Lerman, no cinema) tem poder sobre as águas

No cinema – Como J.K. Rowling oui Stephenie Meyer, autoras de Harry Potter e Crepúsculo, respectivamente, Riordan agora conta com o poder de Hollywood para faturar mais. Isso porque “A Batalha do Labirinto” saiu simultaneamente com a versão cinematográfica de “Percy Jackson – O Ladrão de Raios”, longa-metragem de Chris Columbus que conta a história do livro homônimo.

Descrito como tantos outros meninos de Nova York, Percy tem alguns diferenciais. Para os mortais, ele tem dificuldade de aprendizado e é hiperativo. No mundo mitológico, a segunda característica – tão normal a semideuses – representa habilidade extrema na batalha. Some-se a isso o poder absoluto dele sobre as águas, um presente de seu pai, o deu dos mares.

Em “A Batalha do Labirinto”, Percy tem que encontrar o fio de Ariadne para conseguir lutar contra Cronos, o primeiro Titã, dentro do labirinto de Dédalo. Por isso, novamente se junta à amiga Anabeth, filha da deusa Atena, com quem parte para os domínios do rei Minos de Creta, onde pode resolver seus problemas.

Penetrar no universo criado por Riordan é vê-lo sacudir a poeira da mitologia de uma forma muito inteligente. Ele pode até ser comparado a J.K. Rowling, coisa que atura com muita freqüência, mas é inegável que deu novo fôlego às sagas infanto-juvenis.

Sua obra ganha muitos pontos – e resta grande serviço aos novos leitores – ao inserir a mitologia grega no mundo de hoje. E o faz com humor, o que é melhor. Seu Monte Olimpo, por exemplo, está localizado no Empire State Building, em Nova York, e o submundo de Hades sob a placa de Hollywood. O transporte de Hermes, deus da comunicação, é nada menos que um All Star com asas.

Nova Saga – Com Percy Jackson já consagrado, Rick Riordan começa a fala sobre sobre a próxima série, “The Kane Chronicles, cujo primeiro volume será lançado em maio, nos Estados Unidos. Especialista em antigas mitologias, ele se volta para a fascinante história egípcia.

Os protagonistas dessa vez são Carter Kane, 14 anos, e sua irmã, Sadie, 12 anos, descendentes de mágicos egípcios, que lutam para preservar a humanidade de deuses rebeldes.

“Nas minhas aulas, tinha apenas uma coisa que era mais popular que a Grécia Antiga: o Egito Antigo”, afirma Rick Riordan, que ensinou estudos sociais e inglês durante 15 anos. Era só uma questão de tempo começar uma saga nessa linha.

Ficha:

Livro “Percy Jackson e os Olimpianos – A Batalha do Labirinto”

Autor Rick Riordan

Tradução Raquel Zampil

Editora Intrínseca

Preço R$ 30 (392 páginas)

Mitologia grega em ritmo de muita aventura

Tal como fez nos dois primeiros filmes da série Harry Potter, o cineasta Chris Columbus construiu uma obra fidelíssima à versão literária de “Percy Jackson e o Ladrão de Raios”, baseado no primeiro livro da série Percy Jackson e os Olimpianos. Tão fiel que Columbus não se deu ao trabalho de ousar. No filme, em exibição nos cinemas, tudo é literal na trama que apresenta o semideus Percy Jackson (o belo Logan Lerman, 18 anos), filho de Poseidon (Kevin McKidd) e que vai ao inferno para salvar a humanidade da fúria dos deuses.

A questão é que, mesmo com a competente adaptação, o filme podia render mais. Principalmente para quem devorou os livros de Rick Riordan. Faltam ritmo e tensão num roteiro esquemático demais. Muitos pontos, porém, para o elenco bacana: Sean Bean (Zeus), Pierce Brosnan (o centauro Quíron), Uma Thurman (uma deliciosa Medusa) e Brandon T. Jackson (na pele do divertido sátiro Groover).

Uma Thurman interpreta Medusa no filme sobre Percy Jackson

05
mar
10

Pierce Brosnan e Uma Thurman estrelarão filme sobre mitologia grega

Pierce Brosnan e Uma Thurman estrelarão filme sobre mitologia grega

Ele será o centauro Quíron e ela, a perigosa Medusa.
Projeto traz seres míticos para os dias atuais.

26/03/09 – 09h32 – Atualizado em 26/03/09 – 09h32

Pierce Brosnan e Uma Thurman se unirão para interpretar figuras da mitologia grega no filme “Percy Jackson”, informou na quarta-feira (25) a revista “The Hollywood Reporter”.

Brosnan e Thurman serão o centauro Quíron e a perigosa Medusa, respectivamente, enquanto Sean Bean (“O senhor dos anéis”), será Zeus, Kevin McKidd (“O melhor amigo da noiva”) fará Poseidón e Melina Kanakaredes (“15 minutos”) interpretará Atena.

O filme, dirigido por Chris Columbus (“Esqueceram de mim” e “Harry Potter e a pedra filosofal”), é baseado no romance infantil “The lighting thief”, de Rick Riordan, na qual o filho de Poseidón metade homem metade deus, Percy, viaja aos Estados Unidos dos dias de hoje para impedir uma guerra entre deuses.

A ideia do estúdio é transformar a produção em uma série estilo “Harry Potter”.

O filme será rodado em Vancouver, no Canadá, e está previsto para chegar aos cinemas em fevereiro de 2010.

A atriz Uma Thurman (Foto: Divulgação)

 

http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1059326-7086,00-PIERCE+BROSNAN+E+UMA+THURMAN+ESTRELARAO+FILME+SOBRE+MITOLOGIA+GREGA.html

04
mar
10

Percy Jackson e os Olimpianos – O ladrão de Raios

Desde o término da série de livros “Harry Potter”, todos se perguntavam quem seria o responsável pela criação do sucessor do bruxinho, já que muitas séries fizeram sucesso, mas jamais com a mesma magnitude que a escrita por J. K. Rowling. Mas aparentemente, parece que o mundo enfim descobriu um sucessor. Sucesso de vendas e críticas, ganhando um inclusive adaptação para o cinema baseado no primeiro livro, a série escrita pelo americano Rick Riordan promete.

Ela tem um quê especial, haja vista a infinidade de histórias de aventuras para crianças e adolescentes que encontramos nas estantes das livrarias de qualquer cidade. Com uma temática original e divertida, já começa instigando o leitor ao perguntar o que aconteceria se os deuses gregos ainda estivessem vivos no mundo atual e com as mesmas características e vícios da Mitologia.

Perseu, mais conhecido como Percy Jackson é um garoto-problema e não se ajusta a nenhuma escola, por ser considerado, pelos professores e diretores, indisciplinado e hiperativo, mas o garoto é na verdade disléxico, o que realmente dificulta a aprendizagem de qualquer criança. Com 12 anos ele já tem um grande currículo, está prestes a ser expulso da sétima escola.

Os problemas de Percy não estão restritos à escola. Sua vida familiar é um grande problema. Sem conhecer e nem ao menos saber quem é o pai, vive com a mãe e um padrasto que é um ser desprezível e o odeia.

Sem nenhuma razão aparente, Percy começa a ser perseguido e atacado por feras mitológicas e algumas entidades da mitologia grega, como as Fúrias, Parcas e o Monitauro. Ele descobre que é um herói, filho de um deus grego e, diante desta descoberta, passa por provações e perseguições que arrancam o fôlego do jovem leitor.

Na história de Riordan, os deuses e deusas do Olimpo continuam vivos, envolvem-se e apaixonam-se pelos seres humanos mortais e têem filhos, que são meio-humanos e meio-deuses. Eles vivem aventuras modernas que nos faz lembrar das histórias dos heróis da Grécia Antiga.

Entre batalhas com monstros mitológicos e outros deuses que são inimigos do seu pai, Percy entra em um acampamento que funciona como uma escola criada para educar e aperfeiçoar os poderes dos meio-sangue. Assim como Harry Potter viveu em Hogwart, Percy, na nova escola, conhece pessoas, que como ele, enfrentam problemas sobre a sua real identidade, faz inimigos e também amigos leais.

Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é considerado o principal suspeito. Para evitar uma batalha digna de deuses, Percy e seus amigos Annabeth e Grover terão além de tentar recuperar o artefato e descobrir quem o roubou, entender e revelar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

Quem já leu os livros de Harry Potter em muitos momentos consegue identificar pontos em comum nas aventuras de Percy Jackson. Ambos tratam de universos de fantasia, em que meninos descobrem ter poderes especiais, problemas familiares, uma escola especial para esses jovens heróis (e vilões) e a aventura girar em torno de um garoto especial que tem um amigo e uma amiga como aliados leais. Não considero, em hipóteses alguma, isso como plágio. A história dele é extremamente criativa e interessante. Ele apenas utilizou uma receita que deu certo anteriormente para continuar entretendo crianças e jovens. Além de tudo as crianças e adolescentes aprenderão um pouco mais sobre história geral, pois as lendas mitológicas foram perfeitamente preservadas por Riordan, apenas sendo adaptadas para a era moderna.

Logo no início do livro Percy, o narrador, alerta aos leitores que ser um meio-sangue é perigoso e assustador. Perseu Jackson tem como melhor amigo um garoto magrelo que chorava quando ficava frustrado chamado Grover. Percy acreditava que Grover já devia ter repetido de ano várias vezes, pois tinha espinhas e uma barba rala começando a nascer no queixo. Além disso era aleijado, pois tinha um atestado que o dispensava das aulas de Educação Física pelo resto da vida, já que possuía algum tipo de doença muscular nas pernas. Ele andava de um jeito engraçado, como se cada passo doesse.

Percy tinha uma professora de matemática da Geórgia que sempre usava um casaco de couro preto, apesar de ter cinqüenta anos de idade. Ela tinha chegado no meio do ano, quando a última professora deles de matemática teve um colapso nervoso e ela demonstrava claramente não gostar de Percy.

No último mês de maio quando a turma de Percy estava no sexto ano fez uma excursão à Manhattan. Eram 28 crianças alucinadas e dois professores em um ônibus escolar amarelo indo para o Metropolitan Museum of Art, a fim de observar velharias gregas e romanas.

O professor Brunner, de latim, estava guiando a excursão. É um sujeito de meia-idade em uma cadeira de rodas motorizada. Possuí cabelo ralo, uma barba desalinhadas e usa um casaco surrado de tweed que sempre cheirava a café. As aulas dele eram as que Percy mais gostava e achava legal, pois ele contava histórias e piadas.

No museu, o Sr. Brunner mostrou uma das figuras e perguntou a Percy o que representava e Percy dissera que era Cronos comendo os filhos. Cronos era o deus Titã e como não confiava nos filhos, que eram deuses, os comeu. Porém a sua esposa escondeu o bebê Zeus e deu uma pedra para ele comer no lugar. Depois quando Zeus cresceu ele enganara o pai Cronos, fazendo-o vomitar seus irmãos e irmãs e houve uma grande briga entre os deuses e os titãs, com a vitória dos deuses.

O que aconteceu foi que Zeus deu a Cronos uma mistura de mostarda e vinho, o que fez vomitar as outras cinco crianças, que sendo imortais, estavam vivendo e crescendo sem serem digeridas no estômago do Titã. Os deuses derrotaram o pai deles, cortando-no em pedaços com sua própria foice e espalharam os restos no Tártaro, a parte mais escura do Mundo Inferior.

Percy e Grover tinham uma colega, Nancy Bobofit que vivia hostilizando Grover. Ela deixara “cair” sem querer um sanduíche no colo de Grover e Percy se descontrolou. Ouviu uma onda no ouvido e não se lembrava de ter tocado na garota, mas quando deu por si ela estava sentada com o traseiro no chafariz berrando que Percy a havia empurrado.

A Sra. Dodds aparecera ao lado de Percy e quando olhou para ele parecia que havia fogo nos olhos dela. Ela exigiu que o garoto fosse até ela, mas Grover se mete e diz que a culpa era dele. Ele a Sra. Dodds entraram no museu e Percy quando olhou para trás vira Grover Underwood olhando nervoso e pálido para o professor Brunner como se quisesse que ele reparasse no que estava acontecendo, mas o professor estava absorto no seu romance.

A professora quando estava sozinha com Percy começou a agir de forma estranha. Os olhos dela começaram a brilhar como carvão de churrasco. Os dedos se esticaram, transformando-se em garras. O casaco se fundiu em grandes asas de couro. Percy percebera que ela não era humana. Era uma bruxa má e enrugada com a boca repleta de presas amarelas.

As coisas ficaram ainda mais confusas quando o Sr. Brunner aparecera e jogara para Percy uma caneta. E quando ele a pegou não era mais uma caneta e sim uma espada de bronze. Quando a Sra. Dodds investiu contra Percy, ele se defendeu com a espada e ela virara um castelo de areia com um cheiro de enxofre. De repente a espada sumira e ele segurava uma caneta e não tinha mais ninguém ao lado dele.

Percy pensara que tinha imaginado tudo aquilo. Quando ele retornou, Nancy disse que esperava que a Sra. Kerr tivesse dado um jeito nele. Percy perguntara de quem ela estava falando e procurou Grover para saber sobre a senhora Dodds e ele respondeu que não sabia de quem ele estava falando. Então devolveu a caneta para o Sr. Brunner e novamente ouviu que na escola nunca houve uma senhora chamada Dodds.

Percy não se conformava em nunca ter existido uma Sra. Dodds e perguntava as pessoas sempre que surgia uma oportunidade. Grover não conseguia enganá-lo, ele sempre hesitava quando Percy dizia o nome da professora.

Mais uma vez o garoto ultrapassara todos os limites e ao término do ano letivo ele teria que procurar uma nova escola, pois na que ele estava, eles não o queriam mais lá, afinal Percy tinha alcançado a gota d’água ao afrontar o professor de inglês, o Sr. Nicoll. Tudo isso porque achava que Percy era preguiçoso e não gostava de estudar, mas o problema do garoto era outro: dislexia.

Percy estava estudando e ficava frustrado, pois sentia muita dificuldade. Então pensou em procurar ajuda do Sr. Brunner. Mas ao chegar ao gabinete dos professores ele fora à sala do professor e viu que estava entreaberta e do corredor ele pôde ouvir uma conversa entre o professor favorito e Grover, seu melhor amigo.

Grover dizia que estava preocupado com Percy e destacou com horror que uma Benevolente havia estado dentro da escola, o que provava que eles sabiam. Grover dizia que Percy a vira e que seria bom ele saber. Mas o Sr. Brunner não queria apressar as coisas e achava melhor Percy desfrutar um pouco mais da sua ignorância.

Percy deixara escapar o livro da mãe, caindo ao chão com um baque surdo e rapidamente ele foi embora do lugar, com medo de que o vissem.

Após os exames finais, Percy voltaria para casa para ficar com a mãe e, para sua surpresa, Grover havia comprado uma passagem de ônibus para Manhattan. Ou seja, ele estaria no mesmo ônibus que o garoto. Durante a viagem, Percy notara que Grover olhava nervoso para o corredor, observando os outros passageiros. Ele notou que Grover sempre agia com esse modo nervoso e inquieto quando eles saíam da escola, como se esperasse que algo ruim fosse acontecer. Percy antigamente achava que ele se comportava assim com medo de que alguém o provocasse. Mas no ônibus não havia ninguém que pudesse atormentá-lo. Não agüentando ver essa cena, perguntou ao amigo se ele estava procurando pelas benevolentes.

Ele confessa a Grover que ouvira a conversa dele com o professor. Grover tenta mentir, mas Percy não acredita. Resignado, Grover entrega a Percy um cartão dizendo que se ele precisasse, procurasse por ele.

Então o ônibus quebra no meio de uma área rural. Todos descem do veículo e Percy nota que havia uma banca de frutas com coisas muito boas. Frutas muito bonitas e suculentas. Viu também que não havia fregueses, apenas três velhas senhoras sentadas em cadeiras de balanço tricotando o maior par de meias que Percy vira na vida. As três senhoras pareciam muito velhas, com o rosto pálido e enrugado como fruta seca, de cabelos prateados presos para trás com um lenço branco, de braços ossudos espetados para fora dos vestidos de algodão pálido.

O que pareceu mais estranho para Percy é que elas olhavam diretamente para ele. Grover também notara e perguntara a Grover o que ele vira exatamente. Ele dissera que elas eram muito piores do que a Sra. Dodds, as Parcas. O garoto conta que viu uma delas cortando um fio e Grover empalidecera, pois isso significava que alguém iria morrer e pede ao amigo que o deixe acompanha-lo até em casa, mas quando Grover vai ao sanitário, Percy aproveita e vai embora.

Ao chegar na rodoviária, além de dispensar Grover, Percy pegara um táxi e fora para casa. Esperava encontrar Sally Jackson, sua mãe, após um tempo sem vê-la e estava com saudade. Para o garoto, ela era a melhor pessoa do mundo e tivera uma vida difícil, o que só reforçava a teoria dele de que as melhores pessoas são as mais azaradas. Além de tudo engravidara do pai de Percy, mas ele não se casara com ela. Ela contara a ele que ele era rico e influente, mas o namoro deles era um segredo. Então um dia ele zarpou pelo Atlântico em alguma jornada importante e nunca mais voltara. Sally dissera que o pai dele estava perdido no mar, não morto, mas perdido. Sally acabara se casando com Gabe Ugliano, um imbecil de marca maior. Percy o chamava de Gabe, o Cheiroso, quando era criança, pois ele fedia a pizza embolorada. Ele tratava muito mal a mãe de Percy.

Assim que Percy chegara em casa dera de cara com Gabe Cheiroso na sala de estar jogando pôquer com seus cupinchas. Sua mãe não estava em casa, mas após um tempo ela chegara, o abraçara apertado e dera a ele um monte de doces que ela dizia ser amostras grátis da loja em que trabalhava, a doceria Grande Estação Central.

Ela queria saber como foram as aulas e o período em que passaram distantes. Percy queria contar a mãe sobre a Sra. Dodds, mas achava que ela ia pensar que ele estava louco. Muito menos sobre as três velhas da estrada. Mas a mãe percebera que Percy não estava contando tudo.

Comunicou a ele que eles iriam passar três noites em um chalé na praia Montauk, o que deixara o garoto muito feliz. E ela lhe diz que assim que chegarem a Montauk ela queria saber o que ele esquecera de contar a ela.

Percy ia para o chalé em Long Island desde que era bebê e ele adorava simplesmente o local. Eles chegaram ao pôr-do-sol, passearam pela praia, deram salgadinhos de milho às gaivotas e mascaram juntos jujubas azuis, caramelos azuis e todos os outros doces do pacote de amostras grátis que Sally levara para Percy.

Ela conta ao filho que o seu pai era gentil, alto, bonito e forte. O cabelo preto e os olhos verdes de Percy são do pai. Ela conta ainda que ele não chegara a conhecer o garoto, pois eles só ficaram juntos por um verão, bem naquela praia e naquele chalé. Percy quer saber se ela o mandará para outro internato e porque ela não o quer por perto. Ela responde que isso não é verdade, pois ela precisa mandar ele para bem longe para o próprio bem dele. Percy se lembrara que desde que fora bem pequeno ele sempre estava se metendo em encrencas nas escolas que estudava e sempre em situações perigosas.

Ela diz que as pessoas avisaram a ele que manter o garoto com ela era um erro. Havia uma outra opção para que ele vivesse em segurança: o lugar onde o pai dele queria que ele fosse enviado, mas isso significava que ele o perderia para sempre e ela não queria isso. O lugar era um acampamento de verão.

Percy fora dormir e tivera um pesadelo, quando acordou viu que havia uma tempestade. Sua mãe acordara assustado e dissera que lá vinha um furacão. Grover dissera algo em grego antigo e Percy, abismado, notara que entendera perfeitamente o que ele dissera, sobre ter algo atrás dele. Percy se assombrara ainda mais por notar que Grover onde deveria estar as suas pernas havia pelos e onde deveria ter pés haviam cascos.

A mãe pergunta novamente o que acontecera e Percy conta. Desesperada a mãe pegara a bolsa e mandou que os dois entrassem no carro rapidamente. No carro eles fogem desesperadamente e Percy tenta entender de onde Grover e Sally se conhecem, mas Grover explica que eles não se conheciam, mas Percy fora convencido por Grover que apesar de Grover estar de olho nele durante o ano, era de fato seu amigo.

Percy, ainda atônito, quer saber o que Grover era, pois apesar de se fantasiar de um garoto, ele definitivamente não era humano. Grover diz que ele é um Sátiro e que os mitos de Sr. Brunner não eram mitos e que a Névoa, um tipo de feitiço que encobre a aparência real dos seres aos olhos humanos, apesar de ter sido posta sob os olhos de Percy ainda assim ele vira a Benevolente. A mãe de Percy diz que estava levando eles para o lugar que ela lhe falara, o acampamento de verão. E enquanto isso ela dirigia como uma louca, fugindo desesperadamente de algo que Percy ainda não vira e não sabia o que era.

De repente houve um clarão ofuscante e o carro explodira. Estava sem o teto e a porta do motorista estava emperrada presa na lama. Ele estava bem, Sally também, mas Grover estava meio desmaiado e inconsciente.

No meio do clarão de relâmpago, através do pára-brisa traseiro salpicado de lama, Percy vira um adulto andando pesadamente na direção deles. O ser era enorme, como um jogador de futebol americano.

Quando Sally vira mandara Percy sair do carro. Ela mandara o garoto ir para a colina onde havia um pinheiro gigante. Lá era o limite da propriedade e quando ele chegasse veria uma grande casa de fazenda no fundo do vale. Pede para ele correr até lá e chamar ajudar. Percy se nega e diz que ajudaria tanto ela quanto Grover que necessitava ser carregado. Sally insiste dizendo que o ser não queria a eles e sim ao garoto e, por isso ele deveria correr e se salvar.

Percy e Sally carregaram Grover e o monstro os seguia cada vez mais de perto. Percy, pela primeira vez, tivera uma visão clara do monstro: ele tinha mais de dois metros, os braços e pernas pareciam ter saído da revista Músculos. No focinho do monstro havia um reluzente anel de bronze, ele tinha também olhos pretos cruéis e chifres pretos com pontas. Percy reconheceu o monstro e ele não acreditava que podia ser real, era o Minotauro, o filho de Pasífae. Apesar de forte e musculoso, ele tinha péssima visão e audição e se orientava pelo cheiro.

O Minotauro ataca Percy que desvia na hora em que seria atingido, sobrevivendo. Sally começa a chamar atenção do monstro para que Percy pudesse ter uma chance de fugir e, como previsto, o monstro corre em direção a Sally, pegando-a pelo pescoço e rugindo de forma furiosa. Ele apertara o pescoço de Sally e ela se dissolvera na frente do filho e simplesmente se fora.

Percy ficara louco de raiva e queria vingança. O Minotauro avançara para cima dele, Percy pulara na cabeça do monstro, segura nos seus chifres e o Minotauro jogara ele longe. Quando Percy saíra no chão notou que segurava o chifre do monstro, do tamanho de uma faca. Quando o monstro o atacou de novo, Percy desviara e enfiara o chifre na lateral do seu corpo, logo abaixo da caixa toráxica. Com agonia, o Minotauro – homem-touro – urrou, debateu-se, rasgou o peito com as garras e começou a desintegrar-se, como areia se esfarelando, do mesmo modo que a Sra. Dodds.

Percy estava fraco, assustado e tremia de tristeza, pois acabara de ver a mãe se desvanecer. Ele queria se deitar e chorar, mas tinha que ajudar Grover. Ainda chorando e chamando pela mãe, Percy ergue Grover e foi com ele até ao acampamento. A última lembrança do garoto é ter desmaiado em uma varanda de madeira.

Ele vira também um homem barbudo e uma menina de cabelos loiros encaracolados como o de uma princesa, chamada Annabeth. Percy se lembrava de estar deitado em uma cama macia, sendo alimentado com colheradas de alguma coisa que tinha gosto de pipoca com manteiga, mas que na verdade parecia pudim.

Quando Percy acordou novamente a menina tinha ido embora e notara que um sujeito loiro e forte, como um surfista, estava no canto do quarto vigiando ele. Notou também que ele tinha olhos azuis nas bochechas, na testa e nas costas das mãos.

Após finalmente ter acordado de fato vira Grover ao seu lado lhe dizendo que ele lhe salvara e vida e lhe dera em agradecimento uma caixa de sapatos. Dentro havia um chifre de touro branco-e-preto com a ponta salpicada de sangue seco. Ele enfim se dera conta de que não havia sido um sonho, realmente ele matara o Minotauro.

Percy estava triste com a perda da mãe e Grover se sentia um fracassado, o pior sátiro do mundo. Ele estava se sentido abandonado, vazio e enlouquecia só de pensar em ter de viver com Gabe Cheiroso. Preferia viver nas ruas, fingir ter 17 anos e se alistar no exército, a ter que viver com o padrasto.

Após a recuperação de Percy, Grover pede que ele o acompanhe, pois Quíron e Sr. D. estavam esperando por eles. No caminho Percy notara as crianças no acampamento e alguns cavalos alados, o que o fez crer que ainda estava tendo alucinações. Na varanda havia dois homens sentados frente a frente jogando carteado e a garota de cabelos loiros que o alimentara também estava ali.

O homem de frente para ele era pequeno, mas gorducho. Tinha nariz vermelho, grandes olhos chorosos e cabelo cacheado tão preto que era quase roxo. Parecia um querubim. Usava uma camisa havaiana com estampa de tigre, era o Sr. D., o diretor do acampamento.

Grover manda Percy ser educado com o diretor do acampamento. Comenta que a menina que estava com eles era Annabeth Chase, uma campista que estava lá há mais tempo que quase todo mundo. O outro homem que estava ali era Quíron que Percy já conhecia como o professor Sr. Brunner.

O Sr. D. se mostrou não muito simpático com Percy. Quíron pede a Annabeth para acompanhar Percy e instala-lo no Chalé 11, por enquanto. Annabeth fora descrita como uma menina de cabelo loiro cacheado com um intenso bronzeado, podendo se passar por uma garota típica da Califórnia, a não ser pelos olhos que eram cinzentos como nuvens de tempestade.

Enquanto eles conversaram, o Sr. D. acenou e uma taça apareceu sobre a mesa e encheu-se de vinho tinto. Mas Quíron agira rápido e dissera ao Sr. D. que ele deveria se lembrar das restrições dele. Resignado, o Sr. D. transformara a taça de vinho em uma lata de Diet Coke. Quíron contara de forma esclarecedora para Percy que o Sr. D. irritara o pai dele tempos atrás quando sentira-se atraído por uma ninfa dos bosques que tinha sido declarada inacessível.

Sr. D. reclamou que o seu pai adorava castigá-lo. Na primeira vez ele recebera como castigo a proibição por dez anos. Na segunda vez ele não conseguira ficar longe e como castigo foi mandado para a Colina Meio Sangue. Revela que o seu pai é Zeus e ele é Dionísio, o deus do vinho.

Ele fora embora convocando Grover para uma conversa sobre o desempenho imperfeito dele nessa missão. Grover fica suando de tão nervoso. E, diante disso, Percy queria saber se o amigo ficaria bem. Quíron explica que Dionísio não estava realmente zangado, mas apenas detestava esse trabalho e que ele tinha que esperar um século para voltar ao Olimpo. Segundo Quíron, o Monte Olimpo é um palácio que mudava de lugar, assim como os deuses. E que agora ele estava nos EUA, como já esteve na Inglaterra, na Alemanha, na França e na Espanha.

Percy continua preocupado com Grover e pergunta se ele vai ter problemas. Quíron diz que não cabe a ele julgar, que quem irá decidir será Dionísio e o Conselho dos Anciãos de Casco Fendido. E esta era a segunda chance do jovem sátiro. Após uma operação má sucedida cinco anos atrás. Grover é muito jovem, tem apenas 28 anos e os sátiros amadurecem no dobro do tempo dos seres humanos.

Quíron mostrara o acampamento para Percy e mostrou a ele os chalés. Havia 12 deles e estavam dispostos em U, dois na frente e cinco enfileirados de cada lado. Em cada um havia um número de latão acima da porta (os ímpares do lado esquerdo e os pares do lado direito), eram totalmente diferentes um do outro.

O número 9 tinha chaminés como uma minúscula fábrica. O número 4 tinha tomateiros nas paredes e uma cobertura feita de grama de verdade. O 7 parecia feito de um ouro sólido que reluzia tanto à luz do sol que era quase impossível de se olhar.

O par de chalés à cabeceira do campo, números 1 e 2, pareciam mausoléus casadinhos, grandes caixas de mármore branco com colunas pesadas na frente. O chalé 1, de Zeus, era o maior e mais magnífico dos doze. As portas de bronze polido cintilavam como um holograma, de tal modo que, vistas de ângulos diferentes, raios pareciam atravessa-las. O chalé 2, de Hera, era de certo modo mais gracioso, com colunas mais finas encimadas com romãs e flores. As paredes eram entalhadas com imagens de pavões.

O chalé número 3, de Poseidon, não era alto e imponente como o chalé 1, mas comprido, baixo e sólido. As paredes externas eram de pedras cinzentas rústicas salpicadas de pedaços de conchas e coral, como se as paredes tivessem sido cortadas diretamente do fundo do oceano.

O número 5 era vermelho vivo, uma pintura muito mal feita, como se a cor tivesse sido jogada a esmo com baldes e mãos. O telhado era forrado de arame farpado. Uma cabeça de javali empalhada estava pendurada acima da porta e seus olhos pareciam seguir Percy. Dentro ele pode ver um bando de meninos e meninas mal-encarados, disputando queda-de-braço. A criança mais barulhenta era uma menina de talvez treze anos e olhara para Percy com um olhar maldoso e de desprezo que o fez lembrar de Nancy Bobofit.

Quíron pedira a Annabeth que levasse Percy para o chalé 11. quando Percy vira o chalé, notou que era o que mais parecia um chalé comum de acampamento de verão, a soleira estava desgastada, a pintura marrom estava descascando e acima do vão da porta havia um daqueles símbolos de médico, um bastão alado com duas serpentes enroscadas nele, um caduceu. Percy notara que o chalé estava abarrotado de gente, meninos e meninas, em muito maior número que os beliches e tinha também sacos de dormir espalhados por todo piso.

Annabeth levou Percy para o chalé 11. Ao chegar ao local, a garota disse aos meninos que Percy era um indeterminado. Um garoto um pouco mais velho que o restante deu um passo à frente e deu as boas vindas à Percy. O garoto parecia ter 19 anos e demonstrava ser muito legal. Era alto, musculoso, com cabelo cor de areia aparado bem curto e tinha um sorriso amigável. Percy notou que ele usava um colar de couro com cinco contas de argila em cores diferentes. Mas ele também tinha algo perturbador em sua aparência: uma grossa cicatriz branca que corria desde logo abaixo do olho direito até o queixo, como um antigo corte de faca. Este garoto era Luke. Ele seria o conselheiro de Percy.

Luke explicou que por enquanto seria o conselheiro de Percy porque como ele era indeterminado, Quíron e Sr. D. não sabem em que chalé acomoda-lo, por isso ele foi encaminhado para o chalé 11. este recebe todos os recém-chegados, todos os visitantes, pois Hermes, o patrono deles, é o deus dos viajantes e também o deus dos ladrões.

Percy sai do chalé com Annabeth e ela lhe explicou algumas coisas sobre a vida dos heróis, deuses e monstros. Diz ao garoto que os monstros não possuem alma como os seres humanos e por isso não são mortos de fato. Eles são banidos por algum tempo, mas em algum outro momento eles vão se reconstruir. Ela diz que a Sra. Dodds, a Fúria ou Benevolente, como alguns chamam, são torturadoras de Hades. Explica que a comida e a bebida que foram dadas a ele enquanto se recuperava da luta com o Minotauro fora ambrosia e néctar. Elas curaram ele e teria matado um garoto normal, teria transformado o sangue dele em fogo e seus ossos em areia.

Clarisse, a menina grandona do chalé feio vermelho ia na direção de Percy e Annabeth. Clarisse é filha de Ares, o deus da guerra e diz a Percy que eles tem uma cerimônia de iniciação para os novatos, levando o garoto com ela. Agarrou Percy pelo pescoço e o estava arrastando em direção a um edifício de blocos de concreto que ele percebera se tratar de um banheiro.

Inutilmente, Percy chutava e dava murros no ar. Ela o levara para o banheiro feminino. Ajoelhou Percy no chão em frente a um vaso sanitário fedido. Ele fizera esforço para manter a cabeça erguida. Quando olhou para a água imunda começou a dizer mentalmente que não ia enfiar a cabeça naquilo. Então ele sentiu uma pressão violenta na boca do estômago, os canos começaram a roncar e estremecer. A água pulou para fora do vaso, formou um arco por cima da cabeça de Percy e Clarisse começou a berrar. A água explodiu para cima de Clarisse novamente no rosto com tanta força que a fez cair de bunda no chão. A água continuou jorrando em cima dela igual a um jato de mangueira de incêndio empurrando-a para trás, para dentro de um boxe de chuveiro.

A garota se debatia, esbaforida. Quando os amigos dela começaram a ir em direção a ela outros vasos sanitários explodiram e mais jorros de água de privada afastaram também as outras garotas, que rodopiavam como pedaços de lixo sendo removidas com jatos de água. Assim que eles foram jogados para fora, Percy sentira a pressão nas entranhas se aliviar e a água parara de jorrar.

Nem Annabeth tinha sido poupada. Estava toda molhada e pingando. Ela olhava para Percy em estado de choque. Percy se dera conta de que estava sentado num único ponto seco em todo o recinto. Annabeth tentara perguntar como ele havia feito aquilo, mas rapidamente Percy disse que não sabia.

Ao sair com Annabeth vira a cena deplorável de Clarisse e seus amigos, todos imundos e sentados em poças de lama com um monte de garotos compostos ao redor deles olhando a cena. Clarisse emanava raiva e ódio e jurou a Percy vingança. Annabeth olhava abismada para Percy e disse a ele que queria ele no time dela para capturar a bandeira.

Percy estava olhando para o lago quando notara a presença de duas garotas adolescentes sentadas de pernas cruzadas na base do píer, cerca de seis metros abaixo. Vestia jeans e camisetas verdes cintilantes. Tinha cabelos castanhos. Percy vira que enquanto elas sorriam e acenavam para ele, como se ele fosse um amigo há muito perdido, havia peixinhos passando por entre elas. Percy, sem saber o que fazer, acenava de volta. Annabeth mandou Percy não as encorajar, pois as Náiades eram flertadoras incontroláveis.

Percy fica meio surtado com todas as novidades sobre a existência desses seres, dos deuses e diz que quer voltar para casa. Annabeth lhe diz que ali é o único lugar seguro para pessoas como eles: semideuses ou meio-sangues.

Percy quer saber quem é o pai de Annabeth. Ela lhe diz que ele é um professor de História Americana e que ela não o vê desde muito pequena. A mãe dela é Atena, a deusa da sabedoria e da guerra. Por isso ela ficava no chalé número 6. ela explica que é campista o ano inteiro e mostrou um colar de couro com cinco contas de argila de cores diferentes, igualzinho ao de Luke. Ela diz que está lá desde que tinha 7 anos de idade e todo mês de agosto, no último dia da sessão de verão, eles ganhavam uma conta por sobrevivência mais um ano.

Annabeth diz que sente que algo errado está acontecendo no Olimpo, algo muito importante, mas ela não sabe o que é, pois quando esteve lá tudo parecia normaç. Explica ainda que para até lá basta ir pela Ferrovia de Long Island e desce na Estação Penn. O Olimpo fica no seiscentésimo andar no Empire State Building. Ela conta que após a visita o tempo ficara esquisito, como se os deuses tivessem começado a brigar. Ela ouvira trechos das conversas dos sátiros e concluíra que algo havia sido roubado e que se não for devolvido até o solstício de verão haverá problemas. Ela diz que Atena por se entender com qualquer um com exceção de Ares e tinha uma rivalidade com Poseidon. Então ela achava que os dois podiam trabalhar juntos e pensavam que Percy sabia alguma coisa sobre esse objeto que fora roubado.

Percy volta ao chalé 11 e pergunta a Luke se o seu pai era Hermes e o garoto diz que sim. Hermes, o mensageiro com asas aos pés. Qualquer um que use as estradas, mensageiros, médicos, viajantes, mercadores, ladrões são bem aceitos por Hermes.

Na hora do jantar Percy notara que havia mesas dispostas e que as crianças sentavam-se sempre conforme o chalé em que dormiam. Não era permitido que os filhos de Hermes sentassem na mesma mesa que o de Atena, por exemplo.

Percy enchera o prato e estava prestes a dar uma grande garfada quando notou que todos se levantaram e levaram os pratos para o fogo no centro do pavilhão. Ao chegar perto ele notou que todos estavam pegando algo do prato e jogando no fogo o morango mais maduro, o pão mais quente e mais amanteigado, a fatia mais suculenta de carne. Luke diz a Percy que se trata de oferendas queimadas para os deuses, pois eles gostam do cheiro.

Em poucos dias Percy se acostumara com a sua nova rotina. Todas as manhãs ele estudava grego com Annabeth e no resto do dia ele alternava atividades ao ar livre, procurando alguma coisa em que ele fosse bom. Quíron tentou lhe ensinar arco e flecha, mas Percy não levava jeito. Corrida também não era seu forte. Lutas? Clarisse sempre acabava com ele. A única coisa em que ele era realmente bom era em canoagem.

Percy sabia que os campistas mais velhos e os conselheiros o observavam, tentando concluir quem era o seu pai, mas não estava sendo fácil para eles, pois Percy não era forte como os garotos de Ares, nem tão bom em arco e flecha quanto os garotos de Apolo. Não tinha a perícia de Hefesto com metais nem o jeito de Dionísio com as vinhas. Luke disse que Percy podia ser filho de Hermes, uma espécie de pau para toda obra.

Três dias após chegar ao acampamento, Percy tivera a sua primeira aula de esgrima. E Luke seria o seu instrutor. De algum modo, Percy teve os seus sentidos aguçados e via os ataques de Luke chegando e os rebatia. Percy conseguira desarmar Luke para surpresa deste e de todos que assistiam ao combate.

No dia seguinte Percy encontrara-se com Grover e perguntara a ele sobre os chalés vazios. Grover lhe diz que o número 8, prateado, pertence a Ártemis. A deusa jurou ser virgem para sempre. Portanto não havia filhos para habita-lo. Era um chalé honorário, pois se ela não tivesse um ficaria zangada.

Percy queria saber dos outros três que ficaram no fim. Grover diz que o de número 2 é o de Hera, também uma coisa honorária, pois ela é a deusa do casamento, no entanto não sairia por ai tendo casos com mortais.

Os três grandes são Zeus, Poseidon e Hades, os três irmãos poderosos filhos de Cronos. Depois da batalha com os titãs, eles tomaram o mundo do pai e tiraram na sorte a decisão de quem ficava com o que. Zeus ficou com o céu. Poseidon com o mar e Hades com o Mundo Inferior.

Percy nota que Hades não tem um chalé no acampamento e Grover completa dizendo que ele também não tem um trono no Olimpo. Assim, o garoto quer saber porque os chalés de Zeus e Poseidon estão vazios, já que nos mitos eles tiveram zilhões de filhos. Grover lhe explica que há cerca de sessenta anos, depois da Segunda Guerra Mundia, os Três Grandes combinaram que não iriam procriar mais nenhum herói, pois os filhos deles eram poderosos demais e estavam interferindo muito no curso dos eventos humanos, causando muitas carnificinas. Grover diz que a Segunda Guerra Mundial foi basicamente uma luta entre os filhos de Zeus e Poseidon de um lado e os filhos de Hades do outro. O lado vencedor, Zeus e Poseidon, obrigou Hades a fazer um juramento junto com eles: nada de casos com mulheres mortais. Todos juraram sobre o rio Styx. Esse era o juramento mais sério que se podia fazer.

Percy queria saber se os irmãos mantiveram a palavra de não terem filhos e Grover responde que há 17 anos, Zeus retornou aos maus hábitos. Ele não conseguira resistir a uma estrela de TV que tinha um penteado alto e armado, estilo anos 80 e do relacionamento nasceu um bebê, uma garota chamada Thalia. Zeus se safou por ser imortal mas causou um destino terrível para sua filha. Grover diz ainda que os filhos dos Três Grandes são mais poderosos que os outros meio-sangues. Eles tem uma aura forte, um odor que atrai monstros. Quando Hades descobriu a respeito da criança não ficou nada feliz com a quebra do juramento feita por Zeus e libertou os piores monstros de Tártaro para atormentar Thalia. Um sátiro fora designado para ser o guardião dela quando completou doze anos, mas não havia nada que pudesse fazer. Ele tentou escoltá-la para o Acampamento Meio Sangue juntamente com outros meio-sangues com quem ela fizera amizade. Eles quase conseguiram. Chegaram até o topo da colina, mas atrás deles vinham as três Benevolentes e um bando de cães infernais. Eles estavam quase sendo alcançados quando Thalia disse ao sátiro que levasse os outros dois meio-sangues para um local seguro enquanto ela tentava conter os monstros. Mas a garota estava ferida e cansada. Assim, Thalia enfrentou sozinha os monstros no topo da Colina e eram muitos conta ela sozinha. Desata maneira, ela não resistiu e morreu. Zeus se apiedou dela, transformando-a em um pinheiro do topo da Colina. O espírito dela ajuda a proteger as fronteiras do vale e é por isso que a colina chama-se Colina Meio-Sangue.

Grover achava que Percy era filho de deuses menores como Hermes ou Nêmesis, a deusa da vingança. Após o jantar era a hora da captura da bandeira e os campistas estavam bem ansiosos. Annabeth estava de um lado da disputa e Clarisse do outro. Annabeth portava um estandarte de seda, cinza e com a pintura de uma coruja em cima de uma oliveira. Clarisse com um estandarte vermelho berrante, com pintura de uma lança sanguinolenta e com uma cabeça de javali.

Luje dissera a Percy que quase sempre Ares e Atena lideravam as disputas das equipes. Hermes estaria ao lado de Atena para roubar a bandeira de Ares e Percy estaria ao lado deles. Além de Hermes, Atena teve também o apoio de Apolo. Já Ares tinha o apoio de todos os outros. Dionísio, Demeter, Afrodite e Hefesto.

Percy notara que os campistas de Dionísio eram na verdade bons atletas, os de Demeter tinham ligeira vantagem em habilidades na natureza e atividades ao ar livre, mas não eram muito agressivos. Os filhos de Afrodite na maioria das vezes esperavam sentados todas as atividades acabarem e iam conferir seus reflexos no lago, penteavam os cabelos e fofocavam. Os de Hefesto não eram bonitos, mas eram grandes e corpulentos de tanto trabalhar na oficina de metais o dia todo. Quíron anunciou que todos os heróis connheciam as regras que consistiam em: – O limite era o riacho

– A floresta toda valia

– Todos os itens mágicos eram permitidos

– A bandeira deve ser ostentada de modo destacado, mas não pode ser amarrada ou amordaçada

– Não é permitido matar nem aleijar

Quíron serviria como juiz e médico do campo de batalhas.

A Percy coube a tarefa de patrulhar a fronteira. Ele tinha que ficar próximo ao riacho, mantendo os vermelhos longe. Percy estava esperando que algo acontecesse, mas estava tudo tranqüilo, até que do outro lado do regato, a vegetação rasteira explodiu e cinco guerreiros de Ares saíram gritando e berrando da escuridão, dentre eles Clarisse. Eles atacaram Percy, cercando o garoto e Clarisse investiu contra ele com a sua lança elétrica. Outro golpeou Percy no peito e ele caíra. Eles não queria pegar a bandeira, queriam se vingar do garoto. Um deles desferiu um golpe de espada no braço dele, fazendo-o sangrar e o empurrou para o regato. Percy caíra espalhando água para todo lado, com isso, achou que estava acabado, mas a água pareceu despertar todos os sentidos dele. Quando os filhos de Ares entraram no regato para pegá-lo, Percy ficara de pé e atacara todos os rivais. Um por um foram tomando uma surra atrás da outra. Clarisse avançou contra ele e Percy partiu a vara dela como se fosse um graveto, jogando-a para fora do regato. Ele ouvira os gritos de Luke carregando a bandeira vermelha de Ares.

O jogo terminara e a equipe de Percy vencera. Percy ouve uma voz atrás dele e viu Annabeth deixar de ficar invisível e ficou com muita raiva dizendo que ela armou para cima dele, pois ela sabia que Clarisse iria atrás dele e Luke poderia ir capturar a bandeira. Annabeth diz que estava pronta para entrar na batalha junto com ele, mas não houve necessidade. Concomitante a isso ela olhou para o braço ferido dele e notou que o sangue se fora, no lugar do rasgo enorme havia uma longa cicatriz branca e estava desaparecendo. Enquanto Percy olhava ela se transformava em uma cicatriz pequena e sumira.

Annabeth mandou que Percy saísse as água e logo que ele saíra do regato se sentiu imediatamente cansando e teria desmaiado se Annabeth não o tivesse segurado. Ela gemeu dizendo que isso não era bom, pois ela pensara que podia ser Zeus. Quando ele estava prestes a perguntar o que ela queria dizer, ouviu um rosnado canino e um uivo cortando a floresta.

Quíron perguntou pelo arco dele e Annabeth sacou a espada. Sobre as pedras, logo acima deles havia um cão preto do tamanho de um rinoceronte, com olhos vermelhos e presas que pareciam punhais olhando diretamente para Percy.

Annabeth mandara Percy correr. O cão pulou para cima dele e ele sentira os dentes e as garras dele afiadas rangendo a armadura dele. Mas um amontoado de flechas brotou no pescoço do cão. O monstro caíra morto aos pés de Percy. O garoto sabia que estava gravemente ferido.

Annabeth disse que o monstro era um cão infernal dos Campos de Punição. Quíron dissera que alguém de dentro do acampamento o convocara. Annabeth quando vira que Percy estava ferido mandou que ele entrasse rápido na água e pediu que Quíron visse o que iria acontecer. Percy assim que entrou na água se sentiu melhor e os cortes no peito dele começaram a fechar. E todos os campistas olhando abismados. Mas eles não olhavam para as feridas de Percy que cicatrizavam. Eles olhavam para algo acima da cabeça dele. Quando ele olhou para cima viu que o sinal já estava desaparecendo, mas conseguiu ver o holograma de luz verde girando e cintilando, uma lança de três pontas: um tridente. Quíron anunciara que Percy agora estava determinado, o seu pai é Poseidon, o Senhor dos Terremotos, o portador das tempestades, o pai dos cavalos, o deus do mar. Todos os campistas começaram a se ajoelhar, até mesmo os do chalé de Ares.

Na manhã seguinte, Quíron mudou Percy para o chalé 3. E ele não tinha que dividi-lo com ninguém, tinha espaço a vontade para as coisas dele e teria sua própria mesa para o jantar. Apesar de tudo isso, Percy não se sentia feliz.

Um dia a noite quando Percy entrara no chalé 3 ele percebera que alguém estava ressentido com ele, pois encontrara um jornal jogado porta adentro que trazia uma matéria sobre o desaparecimento dele e da mãe e um depoimento de Gabe Ugliano dizendo que Percy era uma criança problemática e a polícia não dispensara a idéia de que ele podia ser suspeito dos casos, ou seja, a polícia estava procurando por ele.

Quando dormiu, Percy teve o seu pior pesadelo. Era uma praia e ele vira dois homens brigando. Ambos usavam túnicas gregas esvoaçantes, uma azul e outra verde. Eles lutavam, chutavam e davam cabeçadas e a cada vez que se tocavam caíram raios, o céu escurecia e os ventos sopravam. O de túnica azul mandava o de verde devolver. Mas Percy não sabia do que se tratava. Ele ouvira risadas que vinham de algum lugar embaixo da terra e uma voz profunda e maligna dizia para Percy ir para baixo e as trevas o engoliram. Quando acordou ouvira um cacos batendo na porta. Era Grover avisando que o Sr. D. queria vê-lo.

Ao chegar na varanda da Casa Grande, Sr. D. dissera a Percy que estava pensando em transformá-lo em um golfinho e mandá-lo de volta para seu pai. E comunica que estava indo ao Olimpo para uma reunião de emergência. Quíron manda Percy e Grover sentarem. Pergunta se Percy aceitaria uma missão. Percy menciona o sonho e concluíra que Zeus e Poseidon estavam brigando por algo que fora roubado.

Quíron diz que eles dois estavam  tendo a pior disputa em séculos. Estavam lutando por uma coisa valiosa que fora roubada, um relâmpago. Um cilindro de bronze celestial de alto grau,  com sessenta centímetros de comprimento, arrematado em ambos os lados com explosivos de nível deífico. O raio mestre de Zeus, o símbolo do seu poder, conforme o qual todos os outros raios são moldados. A primeira arma feita pelos ciclopes para a guerra contra os titãs, que decepou o cume do Monte Etna e arremessou Cronos para fora do seu trono. O raio-mestre que acumula potência suficiente para fazer as bombas de hidrogênio dos mortais parecerem fogos de artifício.

Zeus pensa que Percy roubara o raio. Um deus não pode usurpar diretamente o símbolo de poder de outro deus, isso é proibido pela mais antiga das leis divinas. Mas Zeus acredita que seu irmão convencera um herói humano a pegá-lo.

As forjas dos ciclopes ficam embaixo do oceano, o que dá a Poseidon alguma influência sobre os fabricantes dos raios do seu irmão. Zeus acredita que Poseidon pegou o raio-mestre e está agora mandando os ciclopes construírem secretamente um arsenal de cópias ilegais, que poderiam ser usados para derrubar Zeus do seu trono. Mas Zeus não sabia qual herói Poseidon usaria para roubar o raio. Agora que Poseidon declarou abertamente que Percy é filho dele, Zeus acredita que encontrou o seu ladrão.

Zeus exigiu que Poseidon devolva o raio até o solstício de verão, no dia 21 de junho, dali há 10 dias.

Quíron diz que se eles dois (Zeus e Poseidon) entrarem em guerra o mundo entraria em caos. Os olimpianos seriam forçados a escolher lados entre os dois. Com isso, haveria destruição, carnificina, milhões de mortos. A civilização ocidental seria transformada em um campo de batalhas tão grande que faria a Guerra de Tróia parecer uma luta de balões de água. Percy teria de encontrar o raio e devolvê-lo a Zeus como uma oferenda de paz.

Para saber com quem está o raio, Percy teria que procurar o conselho do Oráculo. Assim, ele fora para o sótão e lá viu que estava atulhado de sucatas de heróis gregos. E junto à janela vira uma múmia sentada em uma banqueta de madeira de três pernas. Era um corpo feminino, ressecado até ficar só a casca. Usava um vestido de verão estampado com uma porção de colares de cantos e uma bandana por cima de longos cabelos pretos.

Uma névoa verde jorrou da garganta da múmia, serpenteando pelo chão em anéis grossos, sibilando como vinte mil cobras e ouviu uma voz dentro da sua cabeça e ele perguntou qual era o seu destino. O oráculo diz a Percy que ele deveria ir para o oeste e iria enfrentar o deus que se tornou desleal. Ele irá encontrar o que fora roubado e o verá ser devolvido em segurança, mas será traído por aquele que chamara de amigo. E no fim irá fracassar em salvar aquilo que mais importa.

A audiência com o Oráculo estava encerrada e Percy fora se encontrar com Quíron, mas o garoto não revelara a Quíron tudo o que o Oráculo lhe dissera.

Quíron explica a Percy que se Zeus e Poseidon se enfrentassem em uma guerra ficariam fracos e quem ganharia com isso era alguém que guarda um ressentimento, que está infeliz com a parte que lhe coube desde que o mundo foi dividido eras atrás, cujo reinado se tornará poderoso com a morte de milhões. Alguém que odeia os irmãos por forçá-lo a um juramento de não ter filhos e que ambos quebraram. E só podia ser referência a Hades, o deus dos mortos.

Quíron, Grover e Percy chegam a conclusão que como um cão infernal conseguiu entrar na floresta, sendo que eles só podem ser convocados dos campos da punição e tendo que ser convocados por alguém de dentro do acampamento, Hades então tinha um espião ali. E como ele sabia que Poseidon precisava de Percy para limpar seu nome, Hades gostaria muito de matar Percy antes que ele pudesse aceitar a missão. Percy precisaria ir ao Mundo Inferior e encontrar o raio-mestre e revelar a verdade.

Percy lembrou que a mãe provavelmente estava no Mundo Inferior. Mesmo os deuses como Poseidon e Zeus não poderiam eles mesmos recuperar o objeto, já que um deus não pode entrar no território de um outro deus, a não ser que sejam convidados, mas os heróis tem certos privilégios, podem ir a qualquer lugar, desafiar qualquer um, desde que sejam corajosos e fortes o bastante para fazê-lo.

Quíron dissera que Percy tinha o direito de levar dois parceiros. Um seria Grover, afinal Percy o escolhera. E outro já havia se apresentado como acompanhante voluntário: Annabeth.

Quíron disse que eles não tinham tempo a perder e deveriam arrumar as malas. Os dracmas de ouro eram as moedas dos deuses. Eram grandes como biscoitos gigantes, tinham imagens de diversos deuses gregos estampados de um lado e o Edifício Empire State do outro. Os dracmas dos mortais antigos eram de prata. Quíron deu dracmas para Percy levar na sua missão porque achava que poderiam vir a calhar para transações não-mortais, além de lhe emprestar 100 dólares em dinheiro mortal. Quíron deu ainda a ele e Annabeth um cantil de néctar e um saco hermético cheio de quadradinhos de ambrosia, para usar somente em emergência se eles fossem gravemente feridos, pois eram alimentos dos deuses. Curariam eles de qualquer ferimento, mas era letal para os mortais e em excesso, poderia deixar um meio-sangue com muita febre e uma overdose, fazendo com que eles pegassem fogo, literalmente.

Annabeth estava levando com ela o seu boné mágico dos Yankees que fora um presente de sua mãe pelo seu décimo segundo aniversário. Grover estava vestido como humano com seus pés falsos e calças. Usava uma touca verde estilo rastafári, porque, quando chovia, seu cabelo encaracolado se achatava, deixando aparecer a ponta dos chifres.

Quíron estava esperando por eles na sua cadeira de rodas e ao lado dele estava Argos, o chefe de segurança do acampamento. Ele tinha olhos espalhados por todo o corpo para jamais ser pego de surpresa.

Luke ia correndo em direção a eles com um par de tênis de basquete nas mãos. Ele deu a Percy e a palavra “Maia” fazendo aparecer asas brancas de ave dos calcanhares do tênis. Contara que fora presente do seu pai Hermes que fora muito útil a ele na sua missão.

Percy percebera que não poderia usar aquele tênis pela mesma razão de não poder entrar em um avião. O ar era o espaço de domínio de Zeus, com certeza ele mataria Percy. Assim, o garoto dera o par de tênis a Grover.

Percy estava um pouco triste. Gostaria de ter recebido um presente especial de seu pai para poder usar na missão. Então, para sua surpresa, Quíron dera ao garoto uma caneta esferográfica comum, tinta preta com tampa removível. E disse ao garoto que fora um presente de Poseidon, que ele guardara durante anos sem saber que era para Percy, a criança que ele estava esperando. Ele diz que a profecia agora estava clara para ele, Percy era o escolhido.

Quando Percy tirara a tampa, a caneta ficara mais comprida e pesada na mão dele. E em poucos segundos ele estava segurando uma reluzente espada de bronze com lâmina de fio duplo, cabo envolvido em couro e uma guarda chata rebitada com pinos de ouro. Era a primeira arma que realmente parecia equilibrada em sua mãe. Quíron diz a Percy que a espada chama-se Anaklusmos, Contracorrente em grego.

Ele avisa a Percy para usar somente em casos de emergência. E que ela não feriria mortais. Manda Percy ter cuidado, pois ele como semideus poderia ser morto tanto por armas celestiais como por armas normais, sendo, portanto, duas vezes mais vulnerável.

Percy não precisava se preocupar em perder a caneta, pois ela era sempre encontrada, apareceria no bolso dele. Percy estava preocupado que um mortal viesse ele puxando a espada, mas Quíron disse para ele não se preocupar, pois a Névoa era algo poderoso. Sempre que elementos divinos ou monstruosos se misturavam com o mundo mortal, eles geravam a Névoa, que tolda a visão dos seres humanos. Os meio-sangues sempre verão as coisas como elas são, mas os seres humanos verão de maneira diferente.

Eles estavam na vã e até o momento tudo ia bem. Annabeth chamava Percy de cabeça de alga e o garoto achava que ela o odiava. Ela diz que não odeia ele, mas não era para eles se darem bem, pois os pais deles eram rivais.

Argos deixou ele na Estação Greyhound no Upper East Side não longe do apartamento em que ele vivia com a mãe e Gabe Cheiroso. Grover explica para Percy porque a mãe dele se casara com aquela pessoa tão desagradável, pois ele lera as emoções de Percy, afinal os sátiros podiam fazer isso. Ele diz que Sally se casara com Gebe, por Percy. O cheiro de Gabe era tão repulsivamente humano que mascarava a presença de qualquer semideus. Gabe esteve encobrindo o cheiro de Percy por anos. Se Gabe não morasse com ele, provavelmente Percy teria sido encontrado por monstros muito tempo atrás. Sally ficara com ele para proteger o filho. Ela era uma senhora esperta e devia muito amar o garoto para aturar aquele cara.

Percy não se importava em recuperar o relâmpago de Zeus, em salvar o mundo ou mesmo em ajudar seu pai a sair de uma encrenca. Ele só se preocupava com a sua mãe. Eles finalmente embarcaram no ônibus. Mas tanto Grover quanto Annabeth pareciam nervosos. Os três notam que uma senhora acabara de embarcar no ônibus, era a Sra. Dodds. Atrás delas subiram mais duas senhoras. Um trio de avós demoníacas: as Fúrias, os três piores monstros do Mundo Inferior.

Quando as Fúrias se levantaram, Annabeth pediu que Percy usasse o seu boné. Mandou que ele ficasse invisível e seguisse pelo corredor. Percy vira que elas começaram a se transformar. Os corpos haviam murchado e tinham o aspecto de um couro marrom sobre formas de bruxas, com asas de morcego e mãos e pés como garras de gárgula. Suas bolsas viraram chicotes chamejantes.

Percy vira as Fúrias cercando e ameaçando Annabeth e Grover. Tomou uma atitude drástica interferindo na direção do ônibus provocando um caos no trânsito. Quando o ônibus se chocou contra árvores e tanto o motorista quando os passageiros saíram do veículo, Percy tirara o boné da invisibilidade e chamou as Fúrias. As três avançaram para cima do garoto. Percy eliminara duas das Fúrias e Annabeth grita para eles saírem do ônibus, quando eles saíram as janelas do ônibus explodiram enquanto os passageiros que estavam do lado de fora corriam para se abrigar. Eles correram para dentro dos bosques, pois a Sra. Dodds estava chamando reforços.

Após andarem um bocado eles encontraram um posto de gasolina fechado e uma loja aberta. No letreiro dizia “Empório de Anões de Jardim da Tia Eme”, nem Percy nem Annabeth conseguiram ler, pois ambos eram disléxicos. Quem traduziu fora Grover.

Percy e Annabeth estavam com fome e queriam entrar na loja, mas para Grover era um local um tanto esquisito. Grover implora para que eles não entrassem, pois ele sentia cheiro de monstro.

Grover notara que no terreno da frente era uma verdadeira floresta de estátuas: animais de cimento, crianças de cimento, até um sátiro de cimento tocando flautas que deixara Grover arrepiado pois pareciam estarem olhando para ele.

A porta se abriu e dela surgiu uma mulher alta que parecia ser do Oriente Médio, pois estava usando um longo vestido preto que escondia tudo menos as mãos, e mesmo sua cabeça estava totalmente coberta por um véu.

Ela se apresenta como tia Eme e manda que eles fossem direto para os fundos do armazém pois ali havia um lugar para eles fazerem uma refeição.

Após comerem, Percy se sentira um pouco sonolento e percebera que Eme sabia o nome deles três e eles não haviam se apresentado. Ao ver as estátuas de pessoas, animais e sátiros, Percy pergunta a senhora como ela fazia as estátuas. Ela diz que tinha duas irmãs para ajuda-la no negócio mas elas faleceram. Annabeth ao ouvir isso parara de comer. Percy estava com muito sono e o estômago cheio o deixara ainda mais sonolento. Annabeth chama Percy para ir embora com uma voz tensa.

Eme pediu que antes deles irem, tirarem uma foto para que ela pudesse usar como molde para suas estátuas. Annabeth não queria, mas Percy insiste. No entanto, ela não tinha nenhuma câmera nas mãos. Annabeth olha para Percy e o chama. Algum instinto advertiu o garoto a dar ouvidos a Annabeth. Ela gritou para que os outros dois não olhassem para Eme. Quando a senhora tirou o véu Percy vira suas mãos enrugarem e ouviu muitos chiados, sons de pequenas serpentes, logo acima dele, de onde deveria ser a cabeça de tia Eme. Grover gritou para eles correrem.

Percy olhara pra o lado e uma daquelas bolas de vidro em que as pessoas colocam no jardim, uma esfera espelhada, vira o reflexo de tia Eme. Ele vira que os cabelos se mexiam, se contorcendo como serpentes. Daí ele se tocara que tia Eme era na verdade tia M. M de Medusa e tentara se lembrar como ela morrera nas histórias dos mitos. Ela fora atacada por Perseu, o xará de Percy.

Medusa dizia a Percy que Atena fizera isso com ela, transformara a bela mulher que ela era nisto que era atualmente. Medusa dizia que iria transformar Annabeth em estátua e depois a esmagaria até virar pó, pois era filha de sua inimiga. Annabeth diz a Percy que ele precisava cortar a cabeça dela, pois ela é má e também uma ameaça. Mandou que ele olhasse para a Medusa por um espelho, nunca diretamente.

Ela investia contra Percy que cortou a sua cabeça para fora com Contracorrente. Annabeth se aproximou, pegou o véu negro e enrolou a cabeça que não se desintegrara e era como um troféu de guerra. Annabeth diz a Percy para não desenrolar pois ela ainda poderia petrifica-lo. Percy, irônico, diz que eles deveriam agradecer a Atena por esse monstro. Irritada, Annabeth rebate que a culpa não era de Atena e sim de Poseidon. Pois Medusa era namorada de Poseidon e em um ato desrespeitoso eles foram pegos namorando no templo de Atena. Foi isso que a mãe de Annabeth a transformara em um monstro. Medusa e suas irmãs, que a ajudaram a entrar no templo, se transformaram nas três Górgonas.

Percy encaixotou a cabeça da Medusa e preencheu uma guia de remessa para os deuses do Monte Olimpo, assinando o nome dele. Grover advertiu a Percy que os deuses não iriam gostar e o achariam impertinente. Annabeth parecia achar que Percy tinha um talento especial para chatear os deuses. Eles acamparam no bosque a cem metros da entrada principal em uma clareira pantanosa. Eles dormiram em turno, um sempre tinha de ficar de guarda.

Grover diz a Percy que o ser humano está destruindo o planeta com tanta poluição e confessa que estava tentando conseguir uma licença de buscador para ver se encontrava o deus Pan, o deus dos lugares selvagens. Conta que ele desapareceu há dois mil anos. Para os sátiros Pan é o seu senhor e mestre, o protetor deles e dos lugares selvagens da Terra. Eles não acreditam que Pan tenha morrido. Os sátiros mais valentes se empenham durante a vida para encontrar Pan e desperta-lo do seu sono. Ele revela ainda que nenhum buscador voltara com vida.

Grover conta que ele e Annabeth estão desconfiando que há algo de muito estranho nessa missão. No ônibus as Benevolentes não foram tão agressivas como costumam ser e perguntaram a Grover e Annabeth onde estava. Mas não era uma referência clara a Percy, parecia ser referência a um objeto.

Quando dormiu, Percy mais uma vez teve pesadelos. Desta vez sonhou estar em uma caverna escura à beira de um enorme abismo e ouvia novamente a voz vinda das trevas. Dizendo a ele que ele fora enganado e propõe a ele uma troca. Percy deveria dar a ele o que ele queria e o daria também o que ele queria, mostrando em seguida a imagem da mãe dele. A troca seria a mãe de Percy pelo raio.

Quando acordou, Percy notara que Grover estava com um poodle cor-de-rosa no colo. E percebe que Grover podia falar com o cachorro Gladiola, a passagem deles para o Oeste. Eles iriam de trem da estação de Amtrack para o oeste ao meio dia.

Eles estavam há dois dias no trem, nada ocorrera, mas Percy não conseguia relaxar, ainda mais porque sua foto estava estampada em todos os jornais. Em um ele aprecia com um olhar de louco segurando contracorrente que parecia um taco de beisebol.

Percy, no trem, contara a Annabeth o seu sonho e ela concluiu que não devia ser Hades, porque ele sempre estava sentado em seu trono e nunca ria. Diz que Percy não podia ficar negociando a sua mãe. Irritado com isso, Percy pergunta o que ela faria se fosse o pai dela. Ela responde que o deixaria apodrecer, pois o pai dela sempre a detestou, desde o dia em que ela nascera. Diz que ele nunca a quis.

Quando a ganhou, pediu a Atena que ela a levasse de volta e a criasse no Olimpo, porque estava muito ocupado com o trabalho dele. Atena não ficara contente com isso e disse a ele que os heróis têm de ser criados por seu parente mortal. Conta que ela aparecera na porta do pai em um berço de ouro, levado do Olimpo por Zéfiro, o Vento Ocidental. Quando ela tinha cinco anos ele se casara e esquecera totalmente de Atena. Arranjou uma esposa mortal normal e teve dois filhos mortais normais e tentou fazer de conta que ela não existia. Conta que a madrasta dela a tratava como se ela fosse uma aberração. Ela não era querida e, com isso, fugira quando tinha sete anos. Disse que Atena a protegera e a guiou em direção à ajuda. Fez amigos inesperados que cuidaram dela. Ela contou que sonhara se tornar uma arquiteta e Atena espera que seus filhos criem coisas.

Eles saíram do trem e Percy queria falar sobre Hades. Pergunta se ele não tem chapéu como o de Annabeth. Ela diz que ele tem o Elmo das Trevas, o símbolo do seu poder, pois ela já o vira junto ao assento dele durante a assembléia do solstício de inverno, a única ocasião em que ele tem permissão de visitar o Olimpo, sendo o dia mais escuro do ano. O Elmo permite que Hades se transformasse em trevas, podendo se fundir com as sombras ou passar através de paredes. Não pode ser tocado nem visto nem ouvido. E pode irradiar um medo tão intenso que é capaz de enlouquecer uma pessoa, ou fazer o coração dela parar de bater. E diz ainda que é por isso que todas as criaturas racionais tem medo do escuro.

Percy estava em perigo novamente. Uma senhora gorda com um chihuahua no colo mostrara a sua verdadeira face. O chihuahua era na verdade Quimera, um monstro enorme com cabeça de leão, com uma juba untada de sangue e o corpo e os cascos de um bode gigante e uma serpente no lugar da cauda. Losangos de três metros de comprimento brotavam do traseiro peludo. A senhora revela que se chama Equidna, a mão de monstros e fora mandada por Zeus para pôr Percy à prova com uma das proles dela.

Quimera avançou para cima de Percy. Ele correra para junto da família e do guarda que esperavam um caminho para saírem do edifício em que estavam. Eles estavam doidos tentando abrir à força as portas da saída de emergência. Percy tirara a tampa da espada e chamou o monstro. Ele atacara Percy. A cauda que era uma serpente injetara veneno na panturrilha do garoto e ele sentira que estava morrendo.

Então ele decide se jogar no rio Mississipi pedindo ajuda ao pai. Quando estava na água percebera que conseguira respirar na água. Não estava mais nem sentindo o veneno no seu coração.

Percy ouvira a voz de uma mulher mandando que ele pegasse a sua espada que estava enfiada na lama. Então ele vira uma mulher da cor da água, um fantasma na corrente, flutuando logo acima da espada. Tinha longos cabelos ondulantes e olhos verdes como os dele.

Ele pensa que é Sally. Ela diz ser uma mensageira e manda o garoto ir para uma praia em Santa Monica, que era a vontade do pai dele e diz para ele tomar cuidado com os presentes e que o pai dele acreditava nele.

Percy sai do rio e acaba encontrando com Grover e Annabeth e conta a eles tudo o que acontecera. Inclusive o encontro com a mensageira. No caminho ouvem um repórter dizendo que o menino que causou a explosão no prédio era o mesmo Percy Jackson e tudo indica que ele estava indo para oeste.

Grover diz que eles precisam sair da cidade. Eles voltam à estação ferroviária sem serem vistos e embarcam no trem no momento em que ele estava saindo para Denver. Annabeth queria entrar em contato com Quíron para contar sobre a mensageira. Eles encontraram o lugar perfeito – um lava-jato. Eles usaram uma mensagem de Íris, deusa do arco-íris que transmite mensagens aos deuses. Percy entregara a ela um dracma e Annabeth pede a deusa que aceite a oferta deles. Jogou o dracma, ele desapareceu em um tremeluzir dourado e ela disse: Colina Meio-Sangue.

Quando a conexão fora formada eles viram Luke e ele diz que eles estão tendo problemas com os campistas. De alguma forma a guerra entre Zeus e Poseidon vazara e os campistas estavam tomando partido. As coisas estavam ficando como na Guerra de Tróia. Afrodite, Ares e Apolo estavam apoiando Poseidon e Atena apoiando Zeus. Percy contara tudo a Luke, inclusive os sonhos que ele andava tendo.

Luke diz a Percy que fora Hades que roubara o raio de Zeus, pois ele tinha o Elmo das Trevas e solta o veneno dizendo que para roubar o Raio-Mestre a pessoa precisava ficar invisível e depois ainda disse que não estava tentando acusar Annabeth, pois a conhecia desde que ela era uma criança.

Todos estavam morrendo de fome e foram até a um restaurante. Uma motocicleta do tamanho de um filhote de elefante havia encostado no meio-fio. O farol da motocicleta brilhava em vermelho. Tinha labaredas pintadas sobre o tanque de gasolina e um coldre de cada lado, com espingardas de caça. O assento era de couro. O cara da moto poderia fazer lutadores profissionais saírem correndo. Vestia uma camiseta justa vermelha, que ressaltava os músculos, jeans pretos e um casaco comprido de couro preto com um facão de caça preso à coxa. Usava óculos escuros vermelhos, presos na nuca e tinha a cara mais cruel, mais brutal que Percy já tinha visto. Boa pinta, mas mau. Tinha cabelo preto como petróleo aparado à máquina e o rosto era marcado por cicatrizes de muitas brigas. Era Ares, o deus da guerra. No lugar dos seus olhos havia apenas fogo, órbitas vazias brilhando com mini-explosões nucleares.

Ares pede a Percy um favor. Ele largou o seu escudo em um parque aquático abandonado quando estava em um encontro com sua namorada e eles foram interrompidos. Acabou deixando o escudo para trás. Em troca ele arranjaria uma carona para Percy e os outros poderem ir para o oeste. E contaria a ele algo sobre Sally. Ares manda Percy procurar o escudo dele no túnel do amor em Delancy.

Percy estava sentindo muita raiva de Ares. Quando ele se foi, o garoto percebera que o deus da guerra deveria adorar bagunçar as emoções das pessoas, pois toda a sua raiva fora embora. Grover diz a Percy que a namorada de Ares é Afrodite, a deusa do amor, que é casada com Hefesto. O caso de Ares e Afrodite era uma fofoca velha, de três mil anos.

O marido de Afrodite, Hefesto, o ferreiro, ficou aleijado quando era bebê, pois fora atirado de cima do Monte Olimpo por Zeus. Não é bonito, mas é habilidoso com as mãos. Hefesto sabe do caso e tenta sempre pegar os dois juntos para constrangê-los.

Os garotos estavam no parque aquático abandonado e havia lá um barco abandonado no fundo da piscina e no assento da esquerda estava o escudo de Ares. Percy chama Annabeth para descer com ele. Ao lado do escudo havia um lenço feminino de seda. Percy pegara o lenço, tinha um brilho rosado e um perfume indescritível. Percy estava quase passando o lenço no rosto quando Annabeth o arrancou da mão do garoto e enfiou em seu bolso. Mandou Percy ficar longe da magia do amor.

Quando Percy pegou o escudo, ele viu que estavam em uma encrenca, pois a mãe dele arrebentara algo que o conectava ao paraíso. Era uma armadilha. Lá em cima na borda da piscina, as estátuas de cupido armavam os arcos e eles dispararam flechas uns contra os outros atravessando a piscina e formavam uma rede. Era uma armadilha de Hefesto que iria transmitir a imagem deles ao vivo para o Olimpo. Annabeth se sentia uma idiota. Quando eles estavam quase conseguindo sair, a fileira de espelhos se abriu como escotilhas e milhares de aranhas de metal estava indo na direção deles.

Annabeth estava paralisada de medo e gritando. Percy começara a pensar em água, mar, rio e a água explodiu para fora dos canos varrendo as aranhas para longe. Ele puxou Annabeth para o barco no banco ao lado do dele, botou o cinto de segurança bem no momento em que uma onda gigante atingiu o barco.

O barco disparou como um foguete para dentro das trevas, eles passaram por figuras de Romeu e Julieta. Eles estavam fora do túnel e Percy gritara para Annabeth soltar o cinto de segurança dela, prendeu o escudo de Ares no braço e pularam.

Grover surgiu por trás deles com os tênis voadores e reduziu a velocidade da queda deles. Percy estava se sentindo enganado por Ares e odiava ser enganado. Disse que precisava ter uma conversinha com ele. O deus da guerra esperava por eles no estacionamento do restaurante que tinha os encontrado anteriormente. Apontou para um caminhão deles até Los Angeles, com uma parada em Las Vegas.

Ares deu a Percy uma mochila de náilon azul. Dentro havia roupas limpas para todos eles, vinte dólares em dinheiro, uma bolsa cheia de dracmas de ouro e uma embalagem de biscoito oreo recheado.

Ares conta a Percy que a mãe dele não estava morta, estava sendo mantida prisioneira. Ele diz que ela estava sendo uma refém, para que pudessem controlar Percy. Eles tiveram que comer para entrar no caminhão, senão perderiam a carona. Annabeth pedira desculpas a Percy pelo medo dela com as aranhas. Isso por causa da história de Aracne. Ele fora transformado em aranha por desafiar sua mãe para uma competição de tecelagem. Os filhos de Aracne tem se vingado dos filhos de Atena desde então. Ela simplesmente odeia aranhas.

Grover conta a Percy que ele era o sátiro que estava na missão de levar Thalia e os outros dois meio-sangues ao acampamento. Ele falhara e o outros dois eram Luke e Annabeth. Annabeth tinha sete anos, Thalia, 12 e Luke, 14. Eles também fugiram de casa e era excelentes combatentes de monstros, mesmo sem serem treinados.

Grover disse que sabia que Hades estava atrás de Thalia, mas ele não podia simplesmente abandonar Luke a Annabeth. Grover se sente culpado pela morte de Annabeth. E o Conselho dos Anciãos de Casco Fendido também disse isso. Percy conseguira dormir e teve outro pesadelo. Estava novamente na caverna escura, com os espíritos dos mortos flutuando à volta dele. Uma coisa monstruosa falava e outra voz que ele quase reconheceu também. A voz conhecida de Percy dizia que ele próprio poderia ter levado o que roubara diretamente para ele.

Percy acordara e Grover diz a ele que o caminhão dos contrabandistas de animais no qual eles pegaram carona parara. Como Grover falava com animais, entendia todas as informações que os bichos que estavam dentro das jaulas no caminhão dizia e Percy percebera que ele também entendia, mas só a Zebra. E se lembrou que Annabeth dissera sobre Poseidon criar cavalos. Percy quebrara o cadeado da jaula da zebra e percebera que soltara um animal selvagem em plena Las Vegas.

Soltaram os demais animais e viram um Hotel Cassino Lótus. O porteiro perguntou se eles não queriam entrar e se sentar. Eles aceitaram. Quando entraram, ficaram assombrados pois no saguão havia todo tipo de jogos eletrônicos que se pode imaginar e estava cheio de crianças jogando. Um mensageiro deu a eles a chave de um quarto e deu a cada um deles um cartão de crédito de plástico verde e disse que a conta deles já fora paga. O quarto deles era no último andar, número 4001. Percy achou que ele devia estar confundindo eles com crianças milionárias. Quando subiram o elevador e conferiram o quarto, era uma suíte com três dormitórios separados por um bar cheio de doces, refrigerantes e salgadinhos. O quarto era um espetáculo. Tudo de luxo e que agradaria qualquer criança.

Eles tomaram banho, trocaram de roupa, comeram e com o cartão GranaLótus de plástico verde decidiram que era hora do recreio. Percy se divertiu como nunca na vida dele: pulou de bungee-jump, andou no toboágua, jogou lasertag e atirador de elite do FBI em realidade virtual. Os outros também estavam se divertindo muito.

Percy só notara que havia algo errado quando conversara com um garoto que falava gírias muito antigas e quando perguntou em que ano estavam e ele respondera 1977. Ele dissera que estava ali apenas há duas semanas.

Conversou com outro garoto que dissera que o ano em que estavam era 1985, outro, 1993. E todos alegavam que não estavam ali há muito tempo, alguns dias e algumas semanas, no máximo. Percy então reflete há quanto tempo ele realmente estava ali, parecia ser apenas algumas horas, mas seria mesmo? Então se lembrou porque estavam ali. Eles deveriam ir para Los Angeles e encontrar a entrada para o Mundo Inferior. Ele teve dificuldades para lembrar até mesmo o nome da mãe dele, Sally Jackson. Ele precisava encontra-la antes de Hades  desencadear a Terceira Guerra Mundial.

Ele tenta fazer Annabeth cair na real. Diz que quando se entra no Hoyel Cassino Lótus não tem como sair, nem querer sair, desejando ficar ali para sempre. Ele consegue fazer com que ela volte a real falando sobre aranhas. Assim, os dois arrastaram Grover para longe.

Eles foram andando em direção à porta e quando fizeram isso, o cheiro de comida e os sons dos jogos pareceram ficar ainda mais convidativos. Então saíram correndo do lugar. Quando Percy pegou o jornal mais próximo, leu que era 20 de junho, ou seja, eles passaram cinco dias no Cassino Lótus. Restavam a eles só um dia para o solstício de verão, um dia para eles completarem a missão.

Annabeth deu a idéia de eles pegarem um táxi de Las Vegas para Los Angeles. Deu o cartão de débito de cassinos e quando o motorista passou o cartão GranaLótus, o símbolo do infinito apareceu ao lado do cifrão. O motorista ficou estarrecido e chamou Annabeth de sua alteza. Annabeth pediu que o motorista de táxi os deixasse no píer Santa Monica. No táxi eles conversaram sobre o sonho de Percy e acham que algo está estranho. Eles concluíram que o ladrão ou escondeu o raio ou o perdeu.

O medo deles é que se chegassem lá sem o raio (caso o raio não esteja mesmo lá) eles não teriam tempo para corrigir o erro e o prazo do solstício passaria e a guerra começaria. Ao por-do-sol, o táxi os deixou na praia de Santa Monica.

Percy entrara sozinho na água poluída e sentiu algo roçando a sua perna. Havia um tubarão-sombreiro de um metro e meio de comprimento se esfregando nele. Percy agarrara a barbatana do animal e ele saiu puxando o garoto.

Percy vira algo reluzindo na escuridão e uma voz de mulher como a de sua mãe chamou o nome dele. Ela estava montada em um cavalo marinho. Percy reconheceu a mulher como aquele que falara com ele no rio Mississipi. Ela diz que é uma nereida, um espírito do mar, diz que é prima das náiades, da água doce. Ela conta que serve na corte de Poseidon, dando a Percy um presente: três pérolas brancas brilhantes. Ela diz que tem conhecimento da jornada do garoto aos domínios de Hades. Poucos mortais fizeram isso e sobreviveram. Orfeu, que possuía grande talento musical; Hércules, que tinha grande força; Houdini, que podia escapar até mesmo das profundezas do Tártaro. Ela diz que quando ele estiver em apuros, pegue uma destas pérolas e esmague uma delas a seus pés. Manda que ele faça tudo o que o coração dele mandar, ou então perderá tudo, pois Hades se alimenta de dúvidas e desesperança. E o enganará se puder, o fará desconfiar de seu próprio julgamento.

Quando ele voltou e chegou em direção à arrebentação, as roupas dele secaram instantaneamente. Contou aos amigos o que acontecera e mostrou as pérolas a eles. Annabeth alerta a ele que nenhum presente vem sem preço. Haveria um preço e diz para ele aguardar.

Eles pegaram um ônibus para West Hollywood com um pouco dos trocados que sobraram na mochila de Ares. Eles procuraram o Estúdio de Gravação M.A.C. – Morto ao chegar. Era o endereço que constava no Empório dos Anões de Jardim da Tia Eme. Eles forra acurralados por uma gangue de garotos ricos. Entraram em uma loja de camas: Palácio das Camas d’Água do Crosta.

Grover e Annabeth foram presos por cordas nas camas que Crosta praticamente os obrigara a deitar. Percy pergunta se o nome de Crosta é mesmo esse e ele diz que se chama Procrusto, o esticador. O gigante que tentara matar Teseu com excesso de hospitalidade a caminho de Atenas.

As cordas estavam literalmente esticando Annabeth e Grover. Annabeth estava ficando pálida e Grover fazia sons gorgolejantes, como um ganso estrangulado. Percy fingira ser amigo do gigante e pede que ele mostre uma das camas, para ver como funcionava os serviços dela. Quando Crosta sentou, Percy estalou os dedos e falou a palavra “Ergo”. As cordas saltaram em volta de Crosta e o achataram contra o colchão.

Cortou as cordas com contracorrente das camas em que os amigos estavam presos. No quadro de avisos da loja, Percy vira o endereço dos Estúdios de Gravação M.A.C. e ficava perto dali, a apenas uma quadra. Eles chegaram ao Estúdio e viram o saguão iluminado e cheio de gente mesmo após a meia-noite. Atrás do balcão da segurança estava sentado um guarda de aparência agressiva com óculos escuros e um fone de ouvido. O nome que constava no crachá dele era Caronte. Ele pergunta aos garotos como eles morreram e eles respondem que morreram afogados em uma grande banheira.

Os meninos deram três dracmas a Caronte que achou estranho. Olhou melhor para eles e percebeu que eles não estavam mortos e eram filhos de deuses. Percy dera todo o dinheiro que pegara na loja de Crosta e dera ao segurança. Ele aceitou o suborno e falou para os três seguirem ele. Entraram no elevador, fechou as portas e enfiou um cartão-chave em uma fenda no painel do elevador e eles começaram a descer. Quando Percy piscara o olho, percebera que eles não estavam mais dentro do elevador e sim em uma barcaça de madeira. Caronte usara uma vara para mover eles ao longo do rio escuro, cheio de óleo, com ossos, peixes mortos e outros coisas estranhas girando na superfície.

Annabeth reconhecera o rio em que estavam, o rio Styx, mas estava muito poluído. Caronte diz que há milhares de anos os seres humanos quando atravessam jogam de tudo nele: esperanças, sonhos, desejos que jamais se tornam realidade. Um modo irresponsável de tratar o lixo deles. De algum lugar por perto nas sombras ouvia-se um uivo de um grande animal.

A entrada para o Mundo Inferior parecia uma mistura de segurança de aeroporto com a auto-estrada de New Jersey. Os uivos do animal faminto eram agora mais altos, mas Percy não conseguia ver de onde vinham. O cão de três cabeças, Cérbero, que deveria guardar a porta de Hades, não estava em lugar nenhum.

Quando eles chegaram perto viram Cérbero. Não tinham notado antes porque ele era meio transparente, como os mortos. Quando Percy o vira notara que era um rottweiler. Ele sempre imaginara Cérbero como um grande mastim preto. Era um rottweiler de raça pura, mas duas vezes o tamanho de um mamute, ser quase invisível e ter três cabeças.

Cérbero conseguia farejar pessoas vivas. Percy tirara da mochila um pedaço de madeira que ele pegara na loja de Crosta e tentou brincar com o animal. Ele atirou o bastão para as sombras, mas caiu no rio Styx e o cão olhou com olhos frios cheios de ódio.

Annabeth apareceu com uma bola de borracha vermelha do tamanho de um grapefruit e mandou que ele se sentasse. Cérbero lambeu os três pares de lábios, sacudiu o traseiro e sentou. Annabeth atirou a bola para ele e mandou que ele soltasse. Disse aos garotos que fossem embora enquanto ela distraía o cão. Enquanto o monstro estava distraído, Annabeth marchou energicamente para baixo da barriga dele e juntou-se aos outros dois.

Quando eles estavam passando pelo detector de metais um alarme disparou. Eles saíram correndo e se esconderam enquanto os ghouls (espíritos da segurança) passaram correndo, berrando por ajuda das Fúrias.

Eles se arrastaram seguindo a fila de recém chegados que serpenteava desde os portões principais em direção a uma grande tenda negra com uma faixa que dizia: Julgamentos para o Elísio e para da Danação Eterna.

Os campos de punição incandescia e fumegavam a distância, era uma vastidão desértica e rochosa com rios de lava e campos minados, e quilômetros de arame farpado separando as diferentes áreas de tortura. Percy viu pessoas sendo perseguidas por cães infernais, queimados na fogueira, forçadas a correr nuas por plantações de cactos ou ouvir música de ópera.

A fila que vinha do lado direito do pavilhão dos julgamentos era muito melhor. Dava em um pequeno vale cercado de muros – uma comunidade com portões, que parecia ser a única parte feliz do Mundo Inferior. Além do portão de segurança havia belas casas de todos os períodos da história, vilas romanas, castelos medievais e mansões vitorianas. Flores de prata e ouro floresciam nos campos. A grama ondulava nas cores do arco-íris. Dava para ouvir os risos e sentir o cheiro de churrasco. Era Elísio, o lugar para onde iam os heróis. Percy percebera que havia poucas pessoas no Elísio.

Eles deixaram o pavilhão dos julgamentos e se aprofundaram mais nos Campos de Asfódelos. Os tênis de Grover começaram a bater as asas como loucos. Levitaram do chão e começaram a arrastá-lo para longe de Percy e Annabeth. Grover tentou desamarrar os tênis, mas não conseguiu, os garotos corriam atrás dele como loucos.

Grover entrou em um tipo de túnel lateral. O túnel ficou mais escuro e frio. Eles estavam no lugar que Percy vira no sonho dele. Um dos tênis saiu do pé de Grover e ele perdeu um pouco da velocidade. Estavam a três metros da borda do abismo quando Percy e Annabeth o pegaram e o puxaram de volta ladeira acima. Eles estavam na entrada de Tártaro.

Eles viram um jardim com cogumelos multicoloridos, arbustos venenosos e plantas luminosas fantasmagóricas cresciam sem a luz do sol. Gemas preciosas supriam a falta de flores, pilhas de rubis grandes como o punho de uma criança, aglomerados de diamantes brutos. Havia estátuas de jardim da Medusa – crianças, sátiros e centauros petrificados. No centro do jardim havia um pomar de romãzeiras, suas flores alaranjadas brilhando como néon no escuro, era o jardim de Perséfone. Uma mordida de um alimento do Mundo Inferior e nunca mais podia sair dele.

Percy notara que subitamente a sua mochila pesava uma tonelada, como se tivesse pedras dentro. Eles chegaram à casa de Hades. Quando entraram viram que o seu trono estava ocupado. Era o terceiro deus que Percy conhecia, mas o primeiro que realmente o impressionava como deus.

Ele tinha pelo menos três metros de altura e usava mantos de seda preta e uma coroa de ouro trançado. Sua pele era branca como a de um albino, tinha cabelos compridos até o ombro e era preto. Não era corpulento como Ares, mas irradiava força e o seu trono era de ossos humanos.

A aura de Hades estava afetando Percy assim como acontecera com Ares. O senhor dos mortos lembrava a Percy retratos que ele tinha visto de Adolf Hitler ou Napoleão ou dos líderes terroristas que controlam os homens-bomba.

Percy vira um trono menor, vazio, ao lado do de Hades e desejou que a rainha Perséfone estivesse ali, pois ela podia acalmar os humores do marido. Mas como era verão ela estaria acima do mundo de luz com sua mãe, Demeter, a deusa da agricultura.

Percy pede a Hades que lhe devolva o raio-mestre para que ele pudesse devolver ao Olimpo para evitar uma guerra. Hades diz que Percy está cometendo uma farsa. Nem ele nem os amigos entendem. Hades diz que ele não queria essa guerra, pois não precisava mais expandir o reino dele, pois estava inchado só neste último século e, devido a isso, teve que criar diversas subdivisões.

Percy acusa Hades de ter roubado o raio. Ele acusa Percy de ter roubado tanto o raio-mestre de Zeus como o seu elmo. Diz que não denunciou a ninguém que o elmo dele fora roubado porque não tinha ilusões de que alguém no Olimpo fizesse justiça à ele ou que lhe dê alguma ajuda. Não podia permitir que vazasse a notícia de que a arma mais poderosa dele estivesse desaparecida.

Hades exige de Percy que ele lhe devolva o elmo que lhe pertence naquele exato momento ou senão ele abrirá a terra e mandará os mortos se despejarem de volta ao mundo dele. E, com isso, transformará a terra deles em um pesadelo. E diz a Percy que o esqueleto dele liderará o exército de Hades para fora do Mundo Inferior.

Percy se encheu de ódio, pois a coisa que mais o deixava zangado era ser acusado de algo que ele não fizera. E diz que Hades é tão mau quanto Zeus. Hades exige que Percy devolva o que lhe pertence. Percy diz que não tem o elmo, mas que havia ido lá para buscar o raio-mestre. O deus do mundo inferior retruca que Percy já tinha o que procurava e que foi para lá com ele e manda que o garoto abra a mochila.

Percy lembra que subitamente a mochila dele tinha ficado muito pesada e quando abriu o zíper dentro havia um cilindro de metal de sessenta centímetros de comprimento, com uma ponta de cada lado, zumbindo de energia. Hades queria o raio de Zeus para usar como barganha. Percy estava sem fala. Ele não tinha idéia de como o raio-mestre fora parar na mochila. Assim, ele percebe que fora usado. Alguém fizera Zeus, Podeison e Hades quererem a caveira um do outro.

Percy se liga que recebera a mochila de Ares e ele diz que houve um engano. Hades soltou uma bolo de fogo dourado da palma da mão e lá estava Sally, congelada em uma chuva de ouro, exatamente como no momento em que o Minotauro começou a aperta-la até a morte. Ele diz que a tomou porque sabia que Percy iria barganhar com ele. Exige que Percy devolva o elmo e, assim, talvez ele deixe a mãe dele ir, pois ela não estava morta, ainda.

Percy dera uma pérola a cada amigo e uma ele segurou. Olhou para a imagem da mãe e disse que voltaria para buscá-la e prometeu ao tio Hades que encontraria o elmo dele e lhe devolveria. Eles esmagaram as pérolas aos pés e fragmentos de pérola explodiram em luz verde e uma rajada de ar fresco de mar. Eles fora encapsulados em uma esfera branca leitosa que começava a flutuar para fora do chão.

Eles explodiram na superfície, no meio da baía de Santa Monica. Eles notaram que Los Angeles estava em chamas, nuvens de fumaça subiam por toda a cidade. Tinha havido um terremoto e a culpa era de Hades. Percy tinha que chegar até a praia. Levar o raio de Zeus para o Olimpo e ter uma conversinha com o deus que o enganara.

O barco da Guarda Costeira os recolheu e os deixou no píer de Santa Monica. Percy diz aos amigos que a profecia estava certa. O deus que se tornou desleal não era Hades, ele não queria a guerra entre os Três Grandes. E Percy fora usado para Poseidon ser culpado por dois roubos. E ao pôr-do-sol daquele dia haveria uma guerra tríplice.

Os garotos pararam bruscamente olhando para a praia. Ares estava ali. Percy estava cheio de ódio e disse ao primo que ele o enganara, que ele roubara o elmo e o raio-mestre. Ares diz que não roubara, mas um outro herói sim e reclama que Percy está impedindo o esforço de guerra. Na estratégia de Ares, Percy precisava morrer no Mundo Inferior, para o Velho Alga do Mar ficar furioso com Hades por tê-lo matado. Assim como o Hálito de Cadáver deveria ter ficado com o raio-mestre de Zeus e, por conseqüência, Zeus ficaria furioso com ele. Ele diz que Hades ainda estava procurando pelo elmo das trevas que estava no guidão da moto dele.

Ares diz a Percy que a mochila que ele deu a Percy é a bainha do raio-mestre, assim como a espada de Percy que sempre volta para o bolso dele. Mas Ares modificou a mágica, para que o raio só retornasse à bainha depois que ele chegasse ao Mundo Inferior.

Percy diz ao primo que ele está mentindo, que não fora ele que ordenara o roubo. Alguém mais enviara um herói para roubar os dois itens. Então quando Zeus mandou Ares caçá-lo, ele pegou o ladrão. Mas não o entregou a Zeus, pois alguma coisa o convenceu a deixa-lo ir. Ele guardara os itens até que outro herói pudesse ir e completar a entrega. Aquela coisa no abismo estava dando ordens a Ares.

Ares diz que não pode deixar Percy vivo para entregar o raio ao Olimpo. Então estalou os dedos e a área explodiu aos pés dele, surgindo um javali feroz que olhava com ódio para Percy. Percy correra para entrar na água e mandou que Ares o enfrentasse ele mesmo.

O javali investira contra Percy e ele invocou o poder das águas que levou o javali mar adentro. Percy diz a Ares para enfrentá-lo. Se Percy ganhasse, o elmo e o raio seriam dele e Ares teria que ir embora. Por outro lado, se perdesse, Ares poderia transforma-lo no que quisesse.

A batalha entre os dois começa e quando Percy é atingido com um chute no peito que o fez voar muito longe, Annabeth avisa que havia viaturas da polícia ali olhando para eles. Havia cinco viaturas e uma fileira de policiais abaixados atrás delas com pistolas apontadas para eles.

Ares enviou uma bola de fogo que atingiu as viaturas e dispersou os policiais e os curiosos dali. Percy elaborou uma estratégia, começou a convocar ondas e quando Ares

atacou, ele contra-atacou com muita água, o que deixou o deus meio confuso. Então Percy atingiu o calcanhar dele com a sua espada e o Icor, o sangue dourado dos deuses, jorrou de um talho profundo.

Ares se aproximou de Percy e lhe disse que ele fizera um inimigo, que a cada vez que ele erguesse a sua lâmina em uma batalha, a cada vez que ele esperasse sucesso, sentirá a maldição dele. O corpo de Ares começara a brilhar e Annabeth mandara Percy não olhar, pois se olhasse o seu corpo se desintegraria em cinzas. Com isso, o elmo fora deixado para trás.

As Fúrias apareceram e disseram que viram tudo, que realmente não havia sido Percy. Ele jogou o elmo para elas e pediu que elas contassem tudo a Hades, para que ele cancelasse a guerra. Em seguida eles foram embora.

Eles pegam o avião e, com a benção dos deuses, chegaram em segurança ao aeroporto de La Guardiã. Percy sabia que a última parte da missão ele teria que cumprir sozinho e convenceu os dois amigos a voltarem para o acampamento. Pegou um táxi e parou em frente ao edifício Empire State. Conversou com o porteiro e, sozinho no elevador, enfiou o cartão-chave na fenda. Surgindo no seu lugar um botão vermelho que dizia 600 (seiscentésimo andar).

Quando chegou ao local, Percy se assustara, pois estava em um estreito caminho de pedra no meio do ar. Abaixo dele estava Manhattan e diante dele havia degraus de mármore branco que subiam em espiral pelo meio de uma nuvem até o céu.

A viagem dele pelo Olimpo foi deslumbrante. Passou por algumas ninfas das florestas, passou por mercados, musas que afinavam seus instrumentos, sátiros, náiades e um bando de adolescentes com boa aparência.

Quando Percy chegou ao salão notou que havia doze tronos construídos para seres do tamanho de Hades, estavam arrumados em U invertido, exatamente como os chalés do Acampamento Meio-Sangue. Os tronos estavam vazios com exceção de dois no fim: Zeus e Poseidon.

Zeus, o senhor dos deuses, usava um terno risca-de-giz azul escuro. Tinha a barba bem aparada, cinza-mármore e preta. Seu rosto era orgulhoso, bel e severo. Os olhos tinham o tom cinzento da chuva.

Poseidon estava sentado ao lado de Zeus. Eram irmãos, mas bem diferentes. Poseidon usava sandálias de couro, bermudas cáqui e uma camisa marca Tommy Bahama toda estampada de coqueiros e papagaios. Sua pele tinha um bronzeado escuro e as mãos eram marcadas de cicatrizes como a de um velho pescador. O cabelo era preto como o de Percy. Seu rosto tinha o mesmo ar taciturno que sempre fizera Percy ser rotulado de rebelde. Os olhos dele eram verde-mar, como os de Percy que estavam rodeados de rugas que diziam a Percy que o pai sorria muito. Percy contara aos dois deuses toda a história e colocou aos pés de Zeus o cilindro de metal que estava em sua mochila.

Percy conta ao pai e ao tio que Ares não agira sozinho, havia alguém por trás disso e era algo relacionado a Tártaro, não a Hades. Zeus e Poseidon discutiram em grego e Percy só conseguiu pegar a palavra Pai. Percy sabia que era algo relacionado a Cronos, o rei dos Titãs.

Poseidon conta a Percy que na Primeira Guerra Mundial, Zeus cortara o pai deles, Cronos, em mil pedaços, exatamente como Cronos fizera com o seu próprio pai, Uranos. Zeus lançou os restos de Cronos no mais escuro abismo de Tártaro, mais os Titãs não podem morrer. O que resta dele ainda vive de algum modo hediondo, ainda consciente em seu sofrimento eterno, ainda com fome de poder.

Poseidon explica que de tempos em tempos, no decorrer das eras, Cronos se agita, entra nos pesadelos dos homens e exala pensamentos malignos. Desperta monstros inquietos das profundesas.

Percy acha que ele está se curando e vai voltar. Poseidon segura o seu tridente, reduz o seu tamanho, assumindo a estatura de um homem normal e diz ao garoto que a mãe dele voltara. Hades havia pago a sua dívida. Poseidon diz a Percy que quando ele chegar em casa e encontrar um pacote, terá que tomar uma decisão importante.

Quando chegou em casa, fora recebido pela mãe, que muito emocionada, chorava e o abraçava. Ela não se lembrava do Minotauro e nem de mais nada. Gabe havia batido nela e Percy estava louco de raiva. Quando entrou no quarto vira o pacote que ele mandara aos deuses e perguntou a mãe se ela queria se livrar de Gabe. Ela responde que quer se livrar dele sim.

Percy queria começar o seu jardim de estátuas bem ali no meio da sala. Mas ele não fez isso. Foi embora para o Acampamento Meio-Sangue e a mãe lhe prometera se livrar de Gabe. Ao chegar ao acampamento eles foram recebidos como heróis e Grover ganhou a sua licença tão sonhada de buscador.

Em uma carta de Sally para Percy ela conta que usou a cabeça da Medusa e ganhou muito dinheiro com a escultura de Gabe e que tinha jogado fora a cabeça da Medusa. Grover fora se despedir de Percy. Ele iria em busca de Pan.

Percy ganhara o seu próprio colar de couro e a conta era preta com um tridente verde-mar cintilante dentro no centro. Essa conta comemorava o primeiro filho do deus do mar no acampamento e a missão que ele assumiu para a parte mais escura do Mundo Inferior para impedir uma guerra.

Percy iria ficar com a mãe durante o ano e ao se despedir do acampamento decidira ir até a arena onde eles treinaram lutas com as espadas. Viu que Luke estava lá lutando como louco contra bonecos.

Percy nota que a espada de Luke tinha algo de estanho. A lâmina era feita de dois tipos de metal – um fio de bronze e outro de aço. Luke diz que é nova, Malvada. O que significa que a espada tem um lado de bronze celestial e outro de aço temperado, servindo tanto para mortais como para imortais.

Desde que Percy voltara da missão, Luke estava distante, e agora chamara o garoto para irem até a floresta. A princípio Percy sentira algo estranho e queria recusar, estava hesitante.

Luke estava amargo e ressentido com alguma coisa. Ele estalou os dedos e um pequeno fogo queimou um buraco no chão aos pés de Percy e de lá saiu se arrastando um escorpião do tamanho da mão de Percy. O garoto se lembrou da profecia. O amigo que o traira era Luke.

Luke diz que viu muita coisa lá fora e pergunta se Percy não sentiu os monstros ficando mais fortes. Reclama que os heróis não passam de peão dos deuses. Ele disse que Percya ia morrer e o garoto viu o escorpião se arrastando para cima da perna das calças dele.

Percy descobre que o servo de Cronos é Luke. Ele que roubara o raio-mestre e o elmo. Fora Luke quem invocara o cão infernal para o acampamento também. Luke dissera que o senhor dele o estava esperando. Traçou um arco com a espada e desapareceu numa onda de escuridão.

O escorpião picara Percy. Os ouvidos dele latejaram e a visão ficou embaçada. Ele precisava ir para a água – no regato ele mergulhou a mão, mas nada aconteceu. O veneno era forte demais e a visão dele começou a escurecer. As pernas dele pareciam feitas de chumbo e a testa queimava. Foi cambaleando para o acampamento.

Deram Néctar a Percy. Percy contara tudo a Quíron e Annabeth. A garota conta a Percy que naquele ano iria para a casa do pai. Ela promete que quando ela voltar ao acampamento no verão seguinte caçariam Luke. Diz que vai pedir uma missão e se não tiverem aprovação, iriam sair escondidos e fazer isso do mesmo jeito. Um plano digno de Atena.

Apertaram as mãos e Percy fora com Argos para o chalé três arrumar suas coisas. Ficaria com a mãe e no próximo verão estaria de volta ao Acampamento Meio-Sangue.

A série que é composta de seis volumes, o quarto livro, lançado no Brasil, no início deste mês. É garantia de momentos de diversão para as crianças e adolescentes, além de acréscimo na cultura geral, haja vista que devemos baixar o chapéu para uma das mais importantes e ricas culturas da humanidade.

O primeiro filme da série já foi lançado e o elenco é bem legal!




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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