Archive for the 'Saint-Exupéry' Category

19
mar
10

A volta do Pequeno Príncipe

Matéria publicada na Revista Época

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI73090-15220,00.html

Uma boa dica para quem acredita, assim como Saint-Exupéry, que os contos de fada nunca morrem e são essenciais para se ter uma vida leve e feliz!

 

15/05/2009 – 15:18 – Atualizado em 18/05/2009 – 12:13

 

A volta do Pequeno Príncipe

 

 

Livro inédito de Saint-Exupéry revela a paixão do escritor por uma mulher casada no último ano de sua vida e mostra que o escritor tinha muito em comum com seu personagem mais famoso

 

Reportagem: Mariana Lucena; Edição: Luís Antônio Giron

 

A volta
“Contos de fadas são a única verdade da vida”, diz o escritor Saint-Exupéry

 

Enquanto o mundo lembrava em mais 80 milhões de exemplares – e em 160 línguas – o amor entre o principezinho de um planeta distante e a sua rosa, uma outra paixão que perpassava esta história ficou esquecida. Recentemente essa história foi contada em O amor do Pequeno Príncipe (Nova Fronteira). O livro é uma compilação de cartas enviadas pelo autor de O Pequeno Príncipe, Saint-Exupéry, e uma mulher por quem se apaixonou logo antes de morrer. O episódio só se tornou público em novembro de 2007, por ocasião da venda de diversos documentos do autor que faziam parte da coleção do Museu de Cartas e Manuscritos, em Paris.

As cartas que o escritor e aviador escreveu à sua amada mostram que muito havia em comum entre o autor e seu personagem. As comparações são feitas pelo próprio Exupéry, que assina suas mensagens ilustradas como O Pequeno Príncipe. A correspondência revela um homem que, assim como seu personagem, é sensível, reflexivo e um pouco deprimido quando está distante do objeto de seu amor.

Dela pouco se sabe. Tudo o que se pôde ter certeza a respeito de sua identidade é que era uma jovem de 23 anos, nascida no leste da França, casada e oficial da Cruz Vermelha. Exupéry a conheceu no trem, em março de 1943, quando ia da cidade de Oran a Argel, na Argélia, a serviço da aeronáutica francesa. Foi amor à primeira vista. Os documentos sugerem que, de então até sua morte, eles mantiveram um relacionamento. Mas indicam também que esta foi uma paixão que o fez sofrer.

Em um dos trechos do livro ele até a acusa de matar o Pequeno Príncipe. “Não há Pequeno Príncipe hoje e não haverá nunca mais. O Pequeno Príncipe morreu. Ou então tornou-se muito cético”. Hoje as palavras parecem proféticas. Poucos dias depois, em 31 de julho de 1944, o escritor desapareceu a bordo de seu avião no Mediterrâneo. Nunca pôde ver o Pequeno Príncipe publicado em seu país Natal… nem ver sua amada misteriosa novamente.

O livro saiu do acervo museu francês e foi direto para a lista de best-sellers. No Brasil, estava entre os mais vendidos já na primeira semana. O segredo desta volta de sucesso do Pequeno Príncipe (se é que algum dia ele chegou a partir) é o talento inexplicável de Saint-Exupéry, que transbordou de paixão cada linha de sua obra. Um escritor que sabia muito bem uma lição importante que registrou neste novo livro: “Os contos de fada são assim. Uma manhã, a gente acorda e diz: ‘era só um conto de fadas…’ E a gente sorri de si mesmo. Mas, no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida.”

Título: O amor do Pequeno Príncipe – Cartas a uma desconhecida
Autor: Antoine de Saint-Exupéry 
Editora: Nova Fronteira
Preço: R$ 24,90

 

20
out
09

O pequeno príncipe

o_pequeno_principe

Publicado em 1943 nos Estados Unidos, traduzido para 170 línguas e dialetos, o livro francês mais vendido, além de inspirar produções para cinema, teatro e musicais, “O pequeno príncipe”, no mercado editorial é classificado como um livro infantil, por se tratar de uma história vivida por uma criança, com menção à infância e pelas mensagens serem transmitidas por uma criança. Mas acredito que seja um livro melhor aproveitado e compreendido, em sua totalidade e essência, por jovens e adultos.

O autor, Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry, ou como é mais conhecido mundialmente, Santi-Exupéry, conta a história de um pequeno príncipe que mora em um minúsculo planeta. O narrador fez um pouso forçado no deserto do Saara e enquanto estava consertando o seu avião encontra-se com o pequeno príncipe que lhe faz um pedido um tanto original: para o narrador lhe desenhar um carneiro, pois os carneiros comem arbustos, ele comeria os baobás que eram um problema em seu planeta. Imediatamente o pequeno príncipe se vê diante de um dilema: carneiros também comem plantas e ele tinha, em seu planeta, uma flor muito especial por quem ele dedicava um amor muito grande.

Antes de chegar à Terra, o pequeno príncipe visitou muitos planetas e relata todas as suas aventuras e experiências. Ele esperava que na Terra fosse conhecer muitos lugares e fazer muitos amigos. Um dos novos amigos ilustres do pequeno príncipe foi a raposa que lhe transmitiu conhecimentos e mensagens muito importantes a respeito do ser humano e também sobre a responsabilidade de alguém para com o outro (“Tu te tornar eternamente responsável por aquilo que cativas”).

São muitas as interpretações das passagens do livro e isso acontece porque cada leitor interpreta conforme o seu conhecimento de mundo e sentimentos. E a cada releitura descobrimos e refletimos de formas diferentes. A única certeza que é comum a todos os leitores é que não se trata de um livro supérfluo. E mesmo adultos, nunca devemos perder a doçura, a curiosidade e sinceridade do nosso lado criança, mesmo diante das adversidades e preocupações diárias das nossas vidas.

Leia e releia o livro quantas vezes a vida lhe permitir, para mim é um livro atemporal e

Nos faz refletir, assim como o narrador sobre a importância das pequenas coisas do dia-a-dia que muitas vezes nos passa despercebidas, como admirar o pôr-do-sol, contemplar uma flor e apreciar as estrelas.

Encerro o post com uma mensagem da raposa: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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