Posts Tagged ‘Eoin Colfer

01
jun
10

Dia Mundial da Criança

Hoje, primeiro de junho, é o Dia Mundial da Criança e em homenagem a esses pequenos seres que enchem as nossas vidas de alegrias, encantos, diversão e esperança, selecionei algumas crianças adoráveis, especiais, pentelhas, maravilhosas, mágicas e encantadoras do universo literário.

1 – O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

Ele é doce, inocente, puro e já emocionou muitas e muitas gerações de pequenos e grandes seres humanos. Assim como ele, devemos ser “responsáveis por aquilo que cativamos”.

2 – Zezé (Meu pé de Laranja Lima – José Mauro de Vasconcelos)

Qual leitor não riu das trapalhadas e travessuras do pequenino Zezé de José Mauro de Vasconcelos? Qual leitor não chorou e se emocionou com as dores e sofrimentos precoces do pequeno dono do pé de laranja-lima mais conhecido do Brasil? Zezé é aquele menino que a gente tem vontade de pegar no colo, acalentar e encher de beijos.

3 – Tistu (O Menino do Dedo Verde – Maurice Druon)

O doce menino que no final se torna aquilo que todos desconfiávamos desde o começo do livro: um anjo. Seu mágico dedo verde fez brotar não apenas plantas e flores para alegrar toda uma cidade, cultivou bons sentimentos em todos aqueles que conheceram a sua história simples e bonita.

4 – Lyra (A Bússola de Ouro – Philip Pullman)

Ela é mentirosa, sabichona, brinca com os moleques da rua, sobe em telhados, engana um urso de armadura, não gosta de tomar banho, mas mesmo assim faz todo leitor se apaixonar por ela e seu fofo Daemon, Pantalaimon.

5 – Artemis Fowl (Eoin Colfer)

O menino prodígio do crime é um anti-herói maquiavélico, seqüestrador de fadas e ladrão de ouro. No entanto, é divertido, inteligente e vive cheio de aventuras. Mexe com o imaginário infantil e prova que com amor e paciência, até os piores podem um dia se tornar bons.

6 – Harry Potter (J. K. Rowling)

Ele é o bruxinho mais amado nos cinco continentes. Quem nunca quis entrar nos livros de J. K. Rowling para ajudá-lo a superar todos os desafios a que fora submetido? Qual criança nunca sonhou estudar em Hogwarts, ter uma varinha e enfrentar os bruxos do mal ao lado do garoto que perdeu os pais pelo imenso amor que eles tinham por ele?

7 – Lucy (As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis)

Ela é um docinho, meiga, boa menina, comportada, corajosa e não mente de jeito nenhum. Uma criança assim, além de conquistar uma legião de adoradores, só podia ser mesmo destinada a ser uma princesa.

8 – Percy Jackson (Rick Riordan)

Para quem tem como pai Poseidon, o deus dos mares, ele não precisa de grandes apresentações. Um herói que carrega o peso de uma profecia, tem amigos leais, uma mãe apaixonada e vive se metendo em confusões. Ele e Contracorrente, sua espada mágica, vem conquistando muitos de fãs ao redor do mundo.

9 – Sunny Baudelaire (Desventuras em Sperie – Lemony Snicket)

Ela tem dois anos, mas dentes muito poderosos. Não fala muito bem, mas se expressa como ninguém com os seus irmãos Violet e Klaus. Uma das órfãs mais queridas da literatura. Fofa, engraçada, determinada e uma grande mestre cuca, para que mais?

10 – Emília (O Sítio do Pica Pau Amarelo – Monteiro Lobato)

Uma boneca de pano que ganha vida e com ela muitas qualidades e defeitos humanos. Ela é atrevida, desaforada, mandona, mas a boneca dos sonhos de toda menina. Até eu queria ter tido uma Emília para chamar de amiga.

É claro que outras personagens crianças mereciam e deveriam estar nesta lista, tais como Alice (“Alice no País das Maravilhas”), Charlie (“A Fantástica Fábrica de Chocolate”), Dorothy (“O Mágico de Oz”), Will (“A Faca Sutil”), Maggie (“Coração de Tinta”), Colin (“Colin Cosmo e os Supernaturalistas”), Nim (“As Aventuras de Nim”), Bruno (“O Menino do Pijama Listrado”) e tantos outros. As histórias são muitas, as personagens inesquecíveis, os autores maravilhosos. Mas convenhamos, esses dez são mesmo nota 10!

19
nov
09

Eoin Colfer

Eoin Colfer nasceu e foi criado em Wexfor, na Irlanda. Começou a escrever peças teatrais ainda jovens e as “vítimas” para atuação de seus personagens eram seus colegas de turma.

Recebeu apoio da família para continuar escrevendo e continuou a faze-lo depois de adulto, tornando-se professor e autor de livros infanto-juvenis.

 

Seu primeiro romance, “Benny and Omar”, fez tanto sucesso e obteve tanta aceitação pelo público e crítica que tornou-se rapidamente um best seller na Irlanda. Em seguida publicou “Artemis Fowl – O menino prodígio do crime” que lhe agraciou com um sucesso instantâneo, não apenas no seu país, mas em todo o mundo. O que lhe garantiu prêmios como WHSmith de livro infantil do ano na categoria  “Escolha Popular” e o British Book Awards também como melhor livro infantil do ano.

Suas obras:

 

  • “Artemis Fowl – O menino prodígio do crime”
  • “Artemis Fowl – Uma aventura no Ártico”
  • “Artemis Fowl – O código eterno”
  • “Artemis Fowl – A vingança de Opala”
  • “Artemis Fowl – A colônia perdida”
  • “Artemis Fowl – O paradoxo do tempo”
  • “Arquivo Artemis Fowl”
  • “Colin Cosmo e os Supernaturalistas”
  • “A lista dos desejos”
  • “Pânico no Navio”
  • “Pânico na Biblioteca”
  • “Aviador”
18
nov
09

Artemis Fowl – O Paradoxo do Tempo

 

Entre todos os livros que compõem a série Artemis Fowl, “O Paradoxo do tempo” é, para mim, o mais empolgante. Era, talvez o livro mais esperado da série, haja vista quantos anos, nós, leitores, aguardamos ansiosamente pelo sexto (e anunciado) último livro da série. Creio que esperei demais dele e não me decepcionei. Na minha opinião, os livros foram se superando a cada novo lançamento e a cada nova história criada por Eoin Colfer. O livro não é bom, é simplesmente ótimo! Colfer, para mim, é um gênio e um fenômeno da literatura infanto-juvenil. Mas, inacreditavelmente, essa série não é tanto conhecida pelo Brasil. Emprestei os quatro primeiros volumes para um primo adolescente recentemente e ele ficou simplesmente alucinado, sem conseguir parar de ler e, ao mesmo tempo, surpreso por nunca ter sequer ouvido falar na série. Não entendo porque esse tipo de coisa acontece no Brasil. Livros que nem sempre são tão bons estão na boca do povo, em matérias de revistas e jornais, enquanto outros que encantam a crianças e adultos, simplesmente não recebem um mínimo de atenção e sequer uma matéria com crítica, seja positiva ou negativa. Recomendo e sei que muitos que leram gostaram. E os que não conhecem a série, não percam tempo.

Não é a toa que a coleção é um sucesso mundial, publicada em 42 países e presença frequente e constante na lista dos mais vendidos de grande jornais e revistas em várias partes do mundo.

O menino prodígio do crime, não é mais um menino, passaram-se três anos após a última aventura de Artemis no “A Colônia Perdida” e ele vive uma vida pacífica, tendo o pai de volta ao lar, a mãe restabelecida mentalmente pela presença do marido e a grande novidade: é o irmãos mais velho de dois garotinhos (gêmeos). Ele passa os dias ensinando os irmãozinhos como se comportar de forma adequada e educada. Isso é bem estranho para os leitores que estão acostumados com o seu jeito inescrupuloso de tirar vantagem de tudo e sempre elaborando planos mirabolantes.

Mas então o inesperado modifica novamente a rotina “perfeita” do garoto. Sua mãe fica doente, misteriosamente doente. Os médicos, a princípio não conseguem identificar o seu problema de saúde, mas a doença é fatal. O que deixa o garoto transtornado e ele vê sua vida de pernas para o ar. Mas persistente, ele não se dá por vencido e não medirá esforços para salvar sua mãe e, por consequência, sua família.

Como médico algum consegue identificar o problema da sua mãe, nem receitar remédios para que ela melhore, Arty vai apelar para seus amigos do Povo das Fadas, para ver se eles conseguem descobrir o que está havendo. Com isso, ele descobre que a doença da sua mãe realmente é séria e grave, mais até do que ele imaginava. Ela contraiu uma doença que no passado se toranara uma epidemia que destruiu metade da população das fadas, porque ela não permitia ser curada através de magia. A única esperança de cura e restabelecimento da sua mãe é o fluído cerebral de uma espécie de lêmure (sifaka sedoso). Tudo estaria tranquilo até então. Mas o grande problema surge: esses lêmures estão extintos, graças ao próprio Artemis, que quando mais novo, através de acordo inescrupuloso, provocou a extinção dos animais.

Artemis fica chocado e pede aos seus velhos amigos que o ajudem a voltar no tempo para salvar os lêmures. Ele então viaja no tempo para resgatar o animal e levá-lo em segurança para o presente para tentar salvar a mãe. Mas ele não se deu conta de que terá que enfrentar um perigoso e difícil adversário: ele mesmo aos doze anos.

Para quem está acostumado com o jeito peculiar de Colfer: ação e aventura, “O Paradoxo do Tempo” tem tudo isso e um pouco mais: romance. Sim! Isso mesmo! Afinal Arty não é mais um menino, ele cresceu e a relação entre ele e Holly se torna mais que amizade. Um amor impossível entre espécies… Mas se tratando de Artemis… nada é impossível. Para os leitores que acompanham as aventuras de Arty e que cresceram junto com ele, é um livro que além de muita diversão garantida, tem um plus: emociona.

 

 

O sucesso de Artemis Fowl é tanto que uma edição em forma de HQ foi lançada no ano passado como adaptação do primeiro livro e é simplesmente muito legal, muito bem feita e, para os fãs da série, é mais diversão. Dizem por ai que haverá adaptação dos livros para o cinema, mas acho pouco provável. Nunca vi nada em jornais, em revistas nem na net que confirme o boato, infelizmente. Torço para que um dia produzam, mas acho que não passa boato mesmo…

 

18
nov
09

Artemis Fowl – A colônia perdida

 

“Artemis Fowl – A Colônia Perdida” é o quinto livro das aventuras entre alguns humanos e algumas criaturas mágicas. Artemis já não é mais um menino, o garoto está com 15 anos. Eu sempre admirei os livros de Eoin Colfer por serem super carregados de aventuras e ação. Mas a primeira leitura desde volume me deixou um pouco incomodada, achei um pouquinho chato, mas a medida que fui avançando na leitura o livro vai ficando melhor e a história mais interessante. Achei um pouco chato porque não encontrei de cara os personagens já conhecidos e com os quais já estava familiarizada. Ao invés disso o livro se inicia falando sobre um ser denominado Demônio Nº 1 que sofre preconceito pelos demais, sendo por diversas vezes destratado, hostilizado e menosprezado por todos os demais demônios que não o encorajavam a se tornar um feiticeiro.

Então o leitor descobre mais características destes novos personagens. Esses seres não possuem poderes mágicos como os demais seres fantásticos, porém alguns demônios tinham o poder da feitiçaria, apesar de não se metamorfosearem e não serem guerreiros, como os demais demônios.

Em seguida é que Artemis aparece na história. Desta vez ele vai tentar ajudar o Povo das Fadas a salvar uma de suas espécies: os Demônios.

Antes ele agia em benefício próprio, pensando acima de tudo no seu umbigo, após algumas aventuras ao lado dos seres encantados, ele passa a agir pensando mais no benefício dos outros, justificando os seus atos como crime em benefício de terceiros.

Artemis recolhe alguns dados do computador de Potrus e acaba descobrindo que uma ilha chamada Hybras, onde residem uns seres completamente novos para ele, os Demônios, está prestes a se perder no tempo e no espaço.

Concomitante a isso, uma garota de 12 anos, Minerva Paradizzo, filha de um francês cirurgião plástico, descobre um novo projeto para que faça com que ela ganha um Prêmio Nobel: Os Demônios. Para o leitor, parece um feedback, é impossível não achá-la parecida com Artemis no primeiro livro. Irritante e com o objetivo de tirar tudo da vida em seu próprio benefício, sem pensar em momento algum no outro. E não apenas o leitor percebe isso, o próprio Artemis, que agora já é um adolescente, sente uma leve atração pela garota.

Artemis então tenta entrar em contato com um demônio, ao mesmo tempo em que Minerva faz o mesmo. Mas eles erram a localização exata por alguns minutos e metros da materialização do demônio. O leitor fica ansioso para saber o que vai acontecer e ao estilo de “Alice no País das Maravilhas” nos sentimos como se tivéssemos tomado chá de cogumelo. Uma loucura e uma viagem muito criativa do autor o lance da viagem no tempo e a âncora que nos sustenta e puxa de volta para o tempo em que vivemos.

Na Cidade do Porto, no Mundo das Fadas, Potrus, que agora está em um novo emprego, relata que um demônio fez contato com um ser humano. Ao investigarem o fato, descobrem e não se surpreendem com isso, que o demônio havia sido Artemis.

A partir daí o livro começa a ficar agitado e ao estilo de Artemis Fowl. Recheado de perseguições, mistérios, ação e mais planos mirabolantes geniais. Entre eles o seqüestro espetacular de um demônio realizado por Minerva, em que Artemis fica bobo olhando tudo acontecer e admirado por ter encontrado uma mente tão genial quanto a dele.

Artemis e Holly, mais uma vez formam a dupla dinâmica e fazem de tudo para resgatar o demônio das mãos da garota. E com isso, quem ganha é o leitor, pois mais uma vez os acontecimentos sequencias de ações são incríveis. As coisas começam a dar errado para Minerva e ela acaba seqüestrada, mas Artemis, encantando pela menina, elabora um plano ao seu estilo genial, para salvar tanto a menina, quanto Nº 1 e Hydras.

 

16
nov
09

Artemis Fowl – Uma Aventura no Ártico

2 - uma aventura no artico

 

Dando continuidade nas aventuras de Artemis Fowl, o segurança brutamontes Butler, a elfa Holly Short, o centauro Potrus, o comandante da LEPrecon Julius Raiz e o anão Palha Escavator, “Artemis Fowl – Uma Aventura no Ártico” é mais um grande sucesso do autor Eoin Colfer.

Artemis agora está com 13 anos e ainda mais genial. Ao descobrir pistas do paradeiro do seu pai, o garoto não mede esforços para encontrá-lo, ou pelo menos saber o que aconteceu de fato. Para isso se envolve com a máfia Russa, entretanto, apenas um plano mirabolante não vai ser o suficiente para ele conseguir o que quer e também para salvar a sua vida. Precisará contar com a ajuda preciosa e eficiente dos seus arquiinimigos, o Povo das Fadas.

Carregado de ação e um leve suspense, o segundo volume da série Artemis Fowl, apresenta ao leitor uma personagem que vai atazanar o juízo e a vida tanto dos humanos quanto do Povo das Fadas, a duende malvada, gananciosa e tirana, Opala Koboi.

Após o resgate de Holly, muito ouro foi perdido e ao retornarem para seu mundo, os seres fantásticos sofrem a conseqüência do ocorrido. O prestígio de Raiz caiu bastante e para completar a sua melhor capitã, Holly, só se metia em confusões. Porém, ela descobre que a gangue de Goblins B’wa Kell está super organizada e com armas que são proibidas por lei, já que precisavam de uma energia rara para funcionar e de difícil acesso. Diante da descoberta, surge a questão: quem poderia estar contrabandeado energia de fonte humana para os goblins poderem utilizar essas armas? O primeiro nome que veio à cabeça deles? Adivinhem? Artemis Fowl.

Mas na verdade, o menino tinha outras preocupações em mente e tinha pouco tempo para tramar suas investidas, já que sua mãe havia melhorado um pouco, tomando, assim, bastante tempo da atenção de Artemis.

O garoto descobre que há possibilidade de seu pai estar vivo ao receber um pedido de resgate do seu pai, pelos mesmos russos mafiosos que haviam explodido o navio do Sr. Fowl. Mas como de bobo Artemis não tem nada, ele imagina que após o pagamento do resgate, os russos matariam tanto ela, quanto o pai, quanto Butler.

Como Artemis estava ocupado com suas preocupações familiares, outro ser teria que estar por trás do contrabando de energia para os goblins. Quem seria então era a pergunta que todos fazem. A grande culpada era a duende Opala Koboi. Maquiavélica, ela possui um laboratório que aprimorou todas as armas da LEP, com a intenção de aniquilar o armamento da Liga de Elite da Polícia. Mas para isso ela precisava de um aliado dentro da própria Liga. Descobrimos posteriormente que se trata de Porrete, um oficial que, frustrado, por não ter conseguido ocupar o lugar que ele tinha como certo, após o fracasso do resgate de Holly, de Julius Raiz. Diante da não realização dos seus objetivos, ele resolve se vingar de todos, com o sonho de dominar o mundo das fadas e depois dos humanos ou homens da lama, como eles se referiam. Mas o que ele não sabia era quem de fato era Opala Koboi.

O Povo das Fadas, após descobrir que Artemis não tinha envolvimento nenhum com o contrabando, e após tomar conhecimento pelo que passava o menino, eles entram em um acordo e realizam uma troca de favores. Artemis ajudaria o Povo a descobrir quem estava por trás do plano maquiavélico e eles, por outro lado, ajudariam no resgate do pai do garoto.

Apesar dos esforços e das investigações, eles nada conseguiram descobrir sobre o autor da operação maquiavélica. Porém no momento em que o comandante e a capitão Holly saem para a superfície, explode uma revolta. Ou seja, Koboi esperou o momento exato para colocar seu plano em prática. Com o ataque dos goblins, apenas Encrenca encontra-se na ativa e no comando para tentar controlar os revoltosos, já que Potrus havia sido derrotado e estava temporariamente fora de combate. Porrete põe em prática a sua parte do plano e acusa Encrenca de traidor, afirmando que ele havia armado e arquitetado tudo, inclusive desligando as armas da LEP, deixando com que eles ficassem a mercê do ataque dos goblins.

Fora do submundo, Raiz e Holly também são atingidos pela inutilização das suas armas e tentam entrar em contato com Potrus para saber o que estava acontecendo, mas sem sucesso. Potrus acaba descobrindo que Artemis esquecera seu laptop e envia um e-mail informando sobre os últimos acontecimentos.

A vitória dos maquiavélicos Opala e Porrete está bem perto, já que os goblins estão munidos de armas poderosas e a LEP não tem como se defender. A solução para os problemas do Povo das Fadas era alguém conseguir invadir os laboratório de Opala, a esperança então estava nas mãos do ladrão anão Palha Escavator, um velho amigo que tinha sido dado como morto no final do primeiro livro.

O suspense está voltado para três questões: estaria de fato o pai de Artemis vivo? Conseguiria ele se salvar e resgatar o pai? Quem sairia vencedor no Povo das Fadas, Opala ou a turma da LEP?

Vale a pena ler e descobrir. Novamente o leitor não consegue parar de ler. É uma ação atrás da outra em um ritmo bastante acelerado, garantindo momentos bem divertidos para os jovens leitores e os mais crescidinhos também.

 

artemis fowl 2

16
nov
09

Artemis Fowl – O Menino Prodígio do Crime

1 - o menino prodígio do crime

“Artemis Fowl – O Menino Prodígio do Crime” é o primeiro volume da série Artemis Fowl, escrito pelo autor irlandês Eoin Colfer. A série é para crianças e jovens, mas abarca uma grande leva de fãs adultos. O que mais chama atenção na história é o fato de que o personagem principal é marcado pela figura do anti-herói. Um misto de gêneros, tais como o policial, magia, fantasia, conto de fadas, tecnologia e muita ação, que agrada tanto a meninas, como principalmente aos meninos. Os acontecimentos são sequencias com muita velocidade, com ação atrás de ação, diálogos rápidos e curtos, cheio de tiradas inteligentes e engraçadas. Quando li a série não conseguia parar. A escrita de Colfer é de tirar o fôlego e o leitor que ler toda a história de uma só vez.

No primeiro volume conhecemos o jovem, pessimista, mal-humorado, racional e frio Artemis Fowl, único herdeiro da fortuna da família Fowl. Família esta, lendária e composta de personagens do submundo e bastante conhecida pela sua na arte da trapaça. Com apenas 12 anos, Artemis já possui o maior QI da Europa e uma ética própria (ou falta de ética, como queira chamar) utilizando a sua vasta inteligência para fins não muito nobres, sendo considerado um gênio do crime mesmo com sua tenra idade.

O pai de Artemis misteriosamente desaparecera, deixando uma esposa que ficou alienada desde então e um filho que resolve assumir a responsabilidade de resgatar a fortuna da família. Para isso, bola um plano que pode acabar mergulhando o planeta em uma guerra entre espécies.

Isso porque utilizando tecnologia de ponta e seus dons criminosos, ele acaba descobrindo no Vietnã uma fada decadente que se vende por bebida e a chantageia exigindo um livro, o Livro das Fadas, que contém segredos sobre os seres desta espécie que são conhecidos por terem muito ouro. A fada não dá muita importância ao fato porque o livro está escrito em gnomês, o idioma ancestral das fadas, e o humano jamais conseguiria decifrar as mensagens que ele contém. Isso porque ela não conhecia a fama e os dons do persistente Artemis Fowl.

De volta a mansão dos Fowl, o garoto não descansa, trabalha incansavelmente dia e noite com a ajuda de seu supercomputador para decifrar os códigos e traduzir os textos do livro. Dando início a uma série de acontecimentos que vão abalar estruturas.

Após conseguir decifrar o código e tomar conhecimento dos segredos das fadas, o menino monta um plano para roubar a fortuna imensa e, muito bem protegida, em ouro do “povo de baixo”. Para isso, ele conta com a ajuda de seu fiel amigo e guarda-costas, o brutamontes Domovoi Butler. Alto e forte que pode matar uma pessoa facilmente sem usar armas. Então, seqüestra uma fada, a Capitão Holly Short que faz parte da tropa de reconhecimento da equipe da Liga de Elite da Polícia (LEP), LEPrecon, enquanto ela fazia o processo de renovação de magia.

O que é uma surpresa para o garoto é que ele não sabia que a elfa Holly fazia parte da LEP, o que ocasiona do seqüestro uma série de fatos que vai marcar e afetar tanto o povo das fadas quanto a espécie humana. Enquanto Artemis só pensa no ouro exigido pelo resgate, o povo das fadas tenta resgatar com segurança a capitã.

Nesse meio tempo personagens importantes e interessantíssimas são acrescentadas na história, garantindo momentos de muita ação, emoção e risos. Entre eles Juliet Butler, irmã de Butler, o segurança de Artemis, treinada na mesma academia do irmão; o rabugento e estressado Comandante da LEPrecon Julius Raiz; Potrus, um centauro completamente paranóico e o ser mais inteligente do povo das fadas; Palha Escavator, um anão hilário, completamente peludo, cleptomaníaco e o maior ladrão de todos os tempos do povo das fadas.

Após descobrir a identidade de Holly, Artemis rouba os seus aparelhos eletrônicos de policial e tenta atacar o povo das fadas com eles. Quando as negociações do seqüestro são iniciadas, uma verdadeira batalha se dá entre os seres das duas espécies. Mas as aventuras envolvendo ambas está apenas começando. Os demais livros que compõem a série são maravilhosos e é garantia de momentos muito divertidos e descontraídos para os jovens leitores. Muito bom!

 artemis fowl 1




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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