Posts Tagged ‘J. K. Rowling

21
nov
10

Tentada, sexto livro da série House of Night

 

“Tentada”, sexto volume da série “House of Night” das autoras mãe, P.C. Cast, e filha, Kristin Cast, chegou ao Brasil em agosto e, como era de se esperar, deu continuidade ao sucesso em críticas e aprovação dos jovens leitores. E este mês já está previsto o lançamento do sétimo volume, “Queimada”.

O que sempre me chamou atenção em relação a essa série, além da combinação que deu muito certo entre vampirismo e bruxaria, é a rapidez com que as traduções estão sendo feitas. Por que geralmente os livros estrangeiros demoram muito tempo para serem lançados no mercado nacional, mesmo quando já foram todos lançados lá fora. E no caso de “House of Night”, chega-se a ter dois ou três lançamentos no mesmo ano. O que deixa os leitores satisfeitos quando estão envolvidos na história e ávidos para saber o que acontecerá em seguida nas aventuras das personagens que habitam o seu imaginário.

A personagem central da história, Zoey, está cada vez mais envolvida com o anjo caído e vilão, Kalona. E passará a ter que enfrentá-lo inclusive em seus sonhos, já que o bonitão tem poderes suficientes para invadí-los. Mas, como sempre, ela tem seus amigos leais para ajudá-la sempre que a situação aperta.

E por falar em situação que aperta, Stevie Rae é quem mais se envolve em confusões e quase perde a vida mais uma vez, por conta de um dos nojentos Haven Morkers, criaturas esquisitas e nefastas que foram geradas pelo fruto dos estupros cometidos por Kalona contra as mulheres do povo da avó de Zoey.

“Tentada” está na média em comparação aos demais volumes. Para quem já vem sendo envolvido pela trama, ele consegue prender a atenção do leitor, no entanto, o considerei com uma narrativa muito lenta, cheia de momentos que se repetem (como no caso dos sonhos de Zoey com Kalona) de forma desnecessária, além de uma perda, que para mim, será irreparável ao longo da história. Até entendo o por que, mas como gosto da personagem, achei que as autoras poderiam ter prolongado a existência dela um pouco mais.

Não tem como não comparar a série com Harry Potter. Inclusive eu não gosto de fazer comparações, pois por mais que os autores, hoje em dia, sigam uma receita que dá certo, eu ainda prefiro focar nas peculiaridades e evitar as comparações. No entanto, a medida que os livros vão sendo lançados, a história vai ficando mais pesada e violenta, mostrando um certo amadurecimento das personagens e do próprio enredo, como aconteceu em HP. A medida que os livros iam sendo escritos, J. K Rowling trabalhava o psicológico das personagens, não apenas por elas estarem ficando mais velhas, mas também pelo próprio rumo que os fatos iam tomando. E, assim como em HP, não duvido nada que o nono e último livro de “House of Night” seja bem mais voltado para um público mais maduro. O que é problemático, nesta história, já que os livros são lançados no Brasil com muito maior rapidez do que os de HP foram. O que proporcionou que as crianças e adolescentes que acompanhavam a série pudessem crescer e amadurecer junto as persongens, e isso não acontece com esta série, afinal com dois a três lançamentos por ano, os leitores continuam praticamente os mesmos.

Para quem começou a acompanhar a série e gosta, não há jeito, vai continuar lendo, até por que a coleção é interessante, apesar de não ter um que de excepcional ou que traga algo absolutamente novo. No entanto, é garantia de uma leitura leve, gostosa, com diálogos engraçados e tiradas, muitas vezes, hilárias, além de personagens interessantes.

Na balança todos os livros da serie conseguem ser bem recomendados e garantem momentos de diversão para os leitores.

16
jul
10

Mundo Mágico de Harry Potter reúne fãs de todo o mundo em Orlando

Tudo que envolve o nome Harry Potter se torna um sucesso. Isso é um fato e impressiona sempre! O que só reforça a genialidade de J. K. Rowling. A mágica da histórias, das personagens e da própria autora ultrapassa a literatura, o cinema, os fan fics, produtos de marketing e até mesmo os sonhos de crianças e jovens do mundo todo.

E a Universal Orlando, um dos lugares muito especiais que enlouquece as crianças, um verdadeiro mundo de sonhos que deixa até mesmo os adultos maravilhados e encantados, ganhou uma peça muito importante que promete até mesmo aumentar a competitividade com a Disney: o Mundo Mágico de Harry Potter.

Inaugurado em junho deste ano, ele promete ser o carro chefe da Universal Orlando, aumentar o volume de turistas e encantar e apaixonar pessoas de toda parte do mundo. Viva a Harry Potter, a melhor história de fantasia de todo os tempos!

16/07/2010 07h00 – Atualizado em 16/07/2010 07h00

Mundo Mágico de Harry Potter reúne fãs de todo o mundo em Orlando


Parque aposta na venda de varinhas e cerveja amanteigada.
Uma vassoura Nimbus pode ser comprada por US$ 250.

Brooks Barnes e Catharine Skipp Do ‘New York Times’

Primeiro, Harry Potter ajudou a rejuvenecer o mercado editorial. Depois, ele causou um boom nas produções cinematográficas. Agora, será que o menino mago poderá usar sua popularidade para dar uma carona às empresas de turismo da Flórida, que chegam a movimentar US$ 31 milhões?

Para a Univerdal Orlando, as expectativas são enormes. E a julgar pelo dia de inauguração do parque temático do bruxinho, justificadas.

Até as 9h, quando os portões do parque se abrem, já havia se formado uma fila com espera de seis horas, só para entrar pela portas do Mundo Mágico de Harry Potter, uma área de 20 acres. E os fãs já estavam preparados para esperar.

As irmãs Blythe e Paige Passantino estavam entre a multidão que se reuniu antes do amanhecer, na esperança de estar entre os primeiros a mergulhar na experiência. “Foi muito melhor do que eu poderia ter imaginado”, disse Paige, de 18 anos.

A recessão tem perseguido os parques temáticos em todo os EUA. Mas a Universal Orlando – composta por Islands of Adventure, Universal Studios Florida, três hotéis e um distrito de compras – tem sofrido mais do que a maioria. Anos de pouco investimento deixaram a empresa cada vez mais incapaz de competir com a Disney, que domina o mercado com quatro grandes parques. Até o SeaWorld tem puxado à frente.

A NBC Universal, co-proprietária da Universal Orlando com o Blackstone Group, espera que o Mundo Mágico de Harry Potter, construído a um custo estimado de US$ 265 milhões, aumente a participação anual em mais de 10%.

O potencial de lucros com lembrancinhas é enorme. Os itens incluem varinhas de azevinho e pena de Phoenix – comprados em Olivaras, tal como nos livros e filmes. A vassoura Nimbus também pode ser comprada ao preço de US$ 250.

Além disso, a Warner está contando com o parque temático para ajudar a manter a franquia Harry Potter vibrante. “É possível que haja uma geração de crianças que irão experimentar Harry Potter pela primeira vez neste parque”, disse Diane Nelson, presidente da DC Entertainment e executiva da Warner, que gere a marca Harry Potter.

A Universal lutava pelos direitos de um parque temático de Harry Potter desde 2002, quando os executivos da Universal Creative apresentaram ideias para a Warner em um estúdio em Hollywood. Warner e JK Rowling acertaram com a Universal, após um flerte com a Disney, em parte porque queriam manter um controle maior do negócio.

JK Rowling e os diretores de arte dos filmes da franquia estão profundamente envolvidos com a criação do Mundo Mágico. A Universal teve de refazer, por exemplo, parte da base de pedra do castelo de Hogwarts, onde Harry Potter e seus amigos frequentam a escola, porque a equipe Warner achou que não era realista. Além disso, JK Rowling provou pessoalmente potencias receitas de cerveja amanteigada.

Fonte: http://migre.me/Xwu2

29
jun
10

‘Harry Potter e as Relíquias da Morte’ tem trailer liberado

Vi hoje pela manhã no site da Editora Abril a notícia de que ontem a Warner Brothers liberou o trailer oficial da primeira parte do último filme de Harry Potter e fui atrás do trailer para ver como ficou. Muito legal!

Uma série de livros que marcou gerações de crianças (e também adolescentes, porque não?) que sonharam com os bruxinhos Harry, Hermione, Ron, Gina e toda sua turma. Crianças que desejaram estudar em Hogwarts, ter Dumbledore como mentor e amigo, que quiseram dar um bom sopapo em Draco e tiveram pesadelos com Voldemort.

Em novembro estreia a primeira parte do sétimo filme baseado no também sétimo e último livro, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, da autora britânica J. K. Rowling.

Assim como no livro, no longa vamos encontrar a batalha final entre o bem e o mal, representados pelo lado de Harry Potter e seus aliados e Lord Voldemort e seus seguidores. Não sei dizer em que parte do livro a primeira metade do filme termina, mas a data prevista para a segunda metade estrear é 15 de julho de 2011. Pondo um ponto final na saga do bruxinho mais amado e conhecido em todo mundo. Será? Claro que não! Enquanto os jovens lerem os livros de Rowling, Harry e sua turma sempre estarão vivos. Afinal a literatura, a ficção e a imaginação é atemporal e imortal.

Não gosto de ler nas críticas especializadas em livros em sites, revistas e jornais quando o crítico comenta: “este livro está cotado para ser o novo Harry Potter”. Nenhum livro está cotado para ser o novo Harry Potter. HP é simplesmente HP e quem quer que seja o novo herói é outro herói. Isso para mim, essa comparação é só mais uma forma que o crítico encontra para dizer que a meninada vai gostar, que tem ação, aventura, um herói, um vilão, amigos leais, uma tentativa de despertar a curiosidade na criançada e, principalmente, por HP ser um fenômeno na literatura. Mas não necessariamente esse tipo de comportamento, esse tipo de crítica pode  funcionar.

Vamos a um exemplo claro. Novamente vou citar minha querida amiga blogueira Sandra: http://apenasumavez.wordpress.com ela me parece gostar de Harry Potter e detestou Percy Jackson. Onde quer que eu tenha lido algo sobre os livros de Rick Riordan, o autor do saga do herói filho do deus grego Poseidon, se fazia clara alusão que esses livros eram considerados os substitutos de HP, que Percy veio para ficar e ocupar o posto que antes era de Harry no coração de pequenos e grandinhos. Agora perguntem a Sandra se ela concorda com isso. Eu gosto e simpatizo com Percy, mas não o vejo como substituto de ninguém. Eu o vejo como mais uma opção de diversão para a criançada, apenas isso.

Portanto, não concordo com essas afirmações. Simplesmente não gosto disso e me reservo ao direito de não gostar e de dizer, pronto, falei.

Agora vamos ao trailer

01
jun
10

Dia Mundial da Criança

Hoje, primeiro de junho, é o Dia Mundial da Criança e em homenagem a esses pequenos seres que enchem as nossas vidas de alegrias, encantos, diversão e esperança, selecionei algumas crianças adoráveis, especiais, pentelhas, maravilhosas, mágicas e encantadoras do universo literário.

1 – O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

Ele é doce, inocente, puro e já emocionou muitas e muitas gerações de pequenos e grandes seres humanos. Assim como ele, devemos ser “responsáveis por aquilo que cativamos”.

2 – Zezé (Meu pé de Laranja Lima – José Mauro de Vasconcelos)

Qual leitor não riu das trapalhadas e travessuras do pequenino Zezé de José Mauro de Vasconcelos? Qual leitor não chorou e se emocionou com as dores e sofrimentos precoces do pequeno dono do pé de laranja-lima mais conhecido do Brasil? Zezé é aquele menino que a gente tem vontade de pegar no colo, acalentar e encher de beijos.

3 – Tistu (O Menino do Dedo Verde – Maurice Druon)

O doce menino que no final se torna aquilo que todos desconfiávamos desde o começo do livro: um anjo. Seu mágico dedo verde fez brotar não apenas plantas e flores para alegrar toda uma cidade, cultivou bons sentimentos em todos aqueles que conheceram a sua história simples e bonita.

4 – Lyra (A Bússola de Ouro – Philip Pullman)

Ela é mentirosa, sabichona, brinca com os moleques da rua, sobe em telhados, engana um urso de armadura, não gosta de tomar banho, mas mesmo assim faz todo leitor se apaixonar por ela e seu fofo Daemon, Pantalaimon.

5 – Artemis Fowl (Eoin Colfer)

O menino prodígio do crime é um anti-herói maquiavélico, seqüestrador de fadas e ladrão de ouro. No entanto, é divertido, inteligente e vive cheio de aventuras. Mexe com o imaginário infantil e prova que com amor e paciência, até os piores podem um dia se tornar bons.

6 – Harry Potter (J. K. Rowling)

Ele é o bruxinho mais amado nos cinco continentes. Quem nunca quis entrar nos livros de J. K. Rowling para ajudá-lo a superar todos os desafios a que fora submetido? Qual criança nunca sonhou estudar em Hogwarts, ter uma varinha e enfrentar os bruxos do mal ao lado do garoto que perdeu os pais pelo imenso amor que eles tinham por ele?

7 – Lucy (As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis)

Ela é um docinho, meiga, boa menina, comportada, corajosa e não mente de jeito nenhum. Uma criança assim, além de conquistar uma legião de adoradores, só podia ser mesmo destinada a ser uma princesa.

8 – Percy Jackson (Rick Riordan)

Para quem tem como pai Poseidon, o deus dos mares, ele não precisa de grandes apresentações. Um herói que carrega o peso de uma profecia, tem amigos leais, uma mãe apaixonada e vive se metendo em confusões. Ele e Contracorrente, sua espada mágica, vem conquistando muitos de fãs ao redor do mundo.

9 – Sunny Baudelaire (Desventuras em Sperie – Lemony Snicket)

Ela tem dois anos, mas dentes muito poderosos. Não fala muito bem, mas se expressa como ninguém com os seus irmãos Violet e Klaus. Uma das órfãs mais queridas da literatura. Fofa, engraçada, determinada e uma grande mestre cuca, para que mais?

10 – Emília (O Sítio do Pica Pau Amarelo – Monteiro Lobato)

Uma boneca de pano que ganha vida e com ela muitas qualidades e defeitos humanos. Ela é atrevida, desaforada, mandona, mas a boneca dos sonhos de toda menina. Até eu queria ter tido uma Emília para chamar de amiga.

É claro que outras personagens crianças mereciam e deveriam estar nesta lista, tais como Alice (“Alice no País das Maravilhas”), Charlie (“A Fantástica Fábrica de Chocolate”), Dorothy (“O Mágico de Oz”), Will (“A Faca Sutil”), Maggie (“Coração de Tinta”), Colin (“Colin Cosmo e os Supernaturalistas”), Nim (“As Aventuras de Nim”), Bruno (“O Menino do Pijama Listrado”) e tantos outros. As histórias são muitas, as personagens inesquecíveis, os autores maravilhosos. Mas convenhamos, esses dez são mesmo nota 10!

20
abr
10

Em fase de crescimento

Matéria publicada no jornal A Tarde no Caderno 2, no dia 03 de Abril de 2010. Matéria na capa e nas páginas 4 e 5.

 

Em fase de crescimento

 

Infanto juvenil Incerteza e descaminhos marcam a literatura feita para crianças e adolescentes, 200 anos depois de Hans Christian Andersen inaugurar o gênero.

 

Emanuella Sombra

A infância pobre deu ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen a oportunidade de falar sobre os contrastes da sociedade em que vivia. Sua primeira obra infantil, lançada entre os anos de 1835 e 1842, foram seis volumes de contos para crianças, público que ele acolheu até 1872. Foram 156 histórias, confrontos entre poderosos e desprotegidos, fortes e fracos, ricos e pobres. Algumas se tornaram célebres, como “Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia” e “Os Sapatinhos Vermelhos”.

“A partir de Andersen se criou um novo espaço de produção, escrever para criança, ter um mercado específico para este público, afirma Regina Dalcastagré, especialista em narrativa brasileira contemporânea e professora da Universidade de Brasília (UnB). Passados mais de 200 anos de seu nascimento, falar em literatura infanto-juvenil no Brasil é tratar de um público leitor expressivo e de um mercado que, embora em crescimento, ainda é restrito.

Mesmo correspondendo à faixa etária que mais lê, crianças e adolescentes têm acesso a poucos títulos adequados a sua idade. Seja a contos de fadas reeditados, clássicos adaptados para uma linguagem específica ou romances contemporâneos. A qualidade do que é lido oscila, e os personagens representadas não respeitam a diversidade dos leitores. “Por outro lado, as paródias dos filmes e até de outros livros vêm contribuindo para que as crianças conheçam os clássicos, e isso é positivo”.

 

 

Literatura

 

Mercado Quantidade e qualidade ainda são problemas do gênero infanto-juvenil.

 

Poucos livros para enorme público consumidor

 

Emanuella Sombra

 

Muito antes de as brasileiras Lygia Bojuga e Ana Maria Machado ganharem o prêmio Hans Christian Andersen de literatura, considerado o Nobel na categoria infanto-juvenil, nascia o escritor homenageado. Mais precisamente, no dia 2 de abril de 1805. considerado por muitos o precursor de uma linguagem direcionada para crianças e adolescentes, o autor de “O Patinho Feio” e “A roupa nova do imperador” inaugurou um gênero. Mais que isso, uma data.

Por causa de Christian Andersen, 2 de abril tornou-se o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil. Coincidência ou não, é na primeira fase da vida que o leitor brasileiro mais se dedica às páginas de ficção. Última pesquisa divulgada pelo Instituto Pró-Livro, “Retratos de leitura no Brasil”, revela que 50% dos considerados leitores – entrevistados que disseram ter lido pelo menos uma obra nos últimos três meses – estão em idade escolar.

Mais que isso: leram títulos indicados pelo professor e tem em Monteiro Lobato o escritor mais admirado, à frente de nomes como Graciliano Ramos, Luís Fernando Veríssimo e Clarisse Lispector. O resultado da pesquisa supõe um mercado editorial que atende a este público, tanto em variedade como em qualidade dos lançamentos. Mas os números dizem o contrário. Nas prateleiras das livrarias e lojas virtuais, livros para crianças e adolescentes são uma minoria.

 

De um total de 51 mil títulos lançados no País, apenas 6 mil eram destinadas ao público infanto-juvenil

 

Poucos títulos

 

Outra pesquisa, encomendada pela Câmara Brasileira do Livro à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), reserva à literatura infanto-juvenil uma fatia modesta no universo de títulos lançados no mercado. De acordo com “Produção e venda no setor editorial brasileiro”, publicada em 2009, apenas 12,5 da distribuição de obras do ano anterior correspondiam às literaturas infantil ou juvenil. Significa dizer que, de um total de 51 mil títulos, apenas 6 mil eram infanto-juvenis. “Nos últimos dez anos o crescimento do mercado editorial infanto-juvenil é inegável. O governo começou a comprar literatura assim como já vinha fazendo com os didáticos”, contraria Ceciliany Alves, editora de literatura e projetos especiais da FTD. De fato, ela tem razão. Mesmo pequeno, o percentual de publicações do gênero cresceu 23% entre os anos de 2007 e 2008. somente a FTD entra com aproximadamente 50 títulos lançados por ano, 70% deles escritos por autores nacionais.

 

Leitora de “novidades” como “Harry Potter” e de clássicos como Andersen, Tatiana Belinky defende a escolha pela qualidade

 

Segundo a editora, paralelo aos best sellers, clássicos continuam tendo boa aceitação. “Se as crianças ficam numa fila para comprar “Harry Potter” (da escritora J. K. Rowling), isso é fruto de um mercado editorial, de um processo de formação que se desenvolve na escola”. O selo “Grandes Clássicos para jovens leitores”, lançado pela FTD este ano, reflete sua opinião. “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, e “O Mágico de Oz”, de L. Frank Baum, são dois dos lançamentos.

 

Sem diversidade

 

Diante de um público de leitores em formação expressivo, resta a pergunta: o que eles estão lendo? Resultado de uma tese de mestrado da Universidade de Brasileira (UnB), um estudo avaliou que tipo de romances infanto-juvenis são escolhidos pelo governo federal para habitar as bibliotecas das escolas públicas.

O resultado coincidiu em suspeitas anteriores. Apesar de bons títulos selecionados, os livros não respeitam a diversidade sociocultural do País.

Especialista em narrativa brasileira contemporânea e professora da UnB, Regina Dalcastagné considera que, mesmo nos clássicos da literatura nacional, passagens com afirmações preconceituosas e relações do gênero “complicados” põe em xeque a utilidade pedagógica das narrativas. “Em Monteiro Lobato, por exemplo, a Tia Anastácia é apresentada como ‘negra de estimação’. A Emília faz uma apresentação dela em que a coloca como uma negra de alma branca”.

 

 

Racismo

 

Para a pesquisadora, ícones da literatura mundial também reproduzem visões de mundo preconceituosas. “Alguns livros legitimam comportamentos que não são positivos para ninguém, e a criança pode não perceber isso. Hoje mesmo eu estava lendo “Timtim” (série de quadrinhos do belga Georges Prosper Remi) com meu filho e há um episódio em que o protagonista vai ao Congo. Lá ele é tido como Deus, enquanto os nativos são burros, abobalhados. É muito racista”.

Leitora de “novidades” como o próprio “Harry Potter” e amante de clássicos como Andersen, aos 91 anos, a escritora Tatiana Belinky defende a escolha pela qualidade, independentemente da pedagogia utilizada. “Há muita coisa boa no mercado e há muita coisa medíocre. Gosto daqueles que têm senso de humor, ética, emoção, que estimulam não só a leitura, mas o pensamento”. Nascida na Rússia, veio para o Brasil aos dez anos, onde escreveu os clássicos “Coral dos Bichos” e “Limeriques”.

Aqui, passou a admirar escritores como José de Alencar e Machado de Assis, mas critica o emprego destes na idade escolar. Também aqueles que reduzem o vocabulário e simplificam as idéias ao falar com os pequenos. “Quando o livro quer ser muito infanto-juvenil ele se prejudica, nivela por baixo. Ou quando é didático demais, moralista. Literatura e poesia são formas de liberdade, não foram feitas para educar. Dar possibilidade à criança, expor ela aos livros, é a melhor opção.

 

Séculos V ao XV

 

Violência e ensinamentos edificantes

 

A Idade Média é marcada por valores baseados na hierarquia social. A lei do mais forte e a transmissão de ensinamentos edificantes são retratados nos contos de fadas, em que a violência com mulheres e crianças é constante. Coleção de lendas originárias do Oriente Médio e do Sul da Ásia, “As Mil e Umas Noites” é narrada a partir da rainha Sherazade, que, para não ser morta, a cada noite conta uma história maravilhosa ao rei Xariar, que, costumava matar suas noivas após desposá-las.

 

 

Séculos XV e XVI

 

Um pequeno adulto

 

É durante o Renascimento que a produção de valores da nova classe dominante, a burguesia, ganha força. A visão de mundo deixa de ser teocêntrica (a religião como centro) e as narrativas das antigas tradições orais são reescritas e adaptadas com intenções pedagógicas. A criança é concebida como um adulto em miniatura, é afastada do convívio familiar e introduzida nos colégios. Em seus “Ensaios”, Montaigne analisa as instituições, as opiniões e os costumes de época.

 

 

Séculos XVII e XVIII

 

A infância é um valor

 

No fim do século XVII se efetiva uma produção literária com características infanto-juvenis. A infância é valorizada e a criança é vista como um bem precioso. A literatura prepara os jovens para o convívio social e lhes proporciona valores éticos e intelectuais. As “Fábulas de La Fontaine” – carregadas de ironia e ensinamentos morais – contam histórias de animais a partir de uma linguagem simples e atraente. “As aventuras de Robinson Crusoé”, de Daniel Defoe, simboliza a luta do homem contra a natureza: Crusoé é um náufrago que passa 28 anos sozinho até encontrar a personagem Sexta-Feira.

 

 

Século XIX

 

Mais humano

 

A linha fantástico maravilhosa produz narrativas de fundo folclórico e surrealista por meio de livros como “Alice no País das Maravilhas” e “Alice através do espelho”, de Lewis Carroll. Os contos dos Irmãos Grimm” dão um sentido mais humanitário e menos violento às histórias da época medieval, transmitindo sempre uma “moral da história”. Os princípios da fraternidade e da generosidade humana são destacados por Hans Christian Andersen, pioneiro no texto adaptado para crianças.

 

 

Século XX

 

Desafiando convenções

 

A produção infanto-juvenil reencontra as fábulas em clássicos como “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint- Exupéry, e desafia o estilo de vida burguês, com “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J. D. Salinger. O livro chegou a ser acusado de incitar o lado diabólico das pessoas depois que o assassino de John Lennon confessou ter se inspirado na obra para cometer o crime. No Brasil, Monteiro Lobato rompe com as convenções estereotipadas dos livros voltados às crianças.

 

 

Século XXI

 

Em vários volumes

 

Entram em cena os best sellers narrados em vários volumes, como a saga do bruxo “Harry Potter”, da escritora inglesa J. K. Rowling, que preserva os valores de fábulas clássicas, como a coragem e a integridade. Todos os sete volumes são adaptados para o cinema. A romancista Stephenie Meyer, com títulos voltados ao público juvenil, investe num enredo que mistura vampiros, inseguranças da adolescência e amores impossíveis. O primeiro volume, “Crepúsculo”, é a gênese da saga “Twilight”, febre entre adolescentes de todo Ocidente e também adaptada para o cinema.

 

 

Entrevista

 

Leda Cláudia da Silva

 

Personagens são homens broncos de classe média

 

Emanuella Sombra

 

Mestre em literatura infanto-juvenil pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Literatura Brasileira, Leda Cláudia da Silva concluiu em 2008 um estudo ousado: a partir de 53 títulos, descobrir quem são as personagens dos livros infantis e juvenis escritos por autores nacionais. Mais especificamente, quem são os mocinhos, heróis e bandidos que habitam as obras selecionadas pelo Governo Federal para ocupar as prateleiras das escolas públicas. O resultado foram várias radiografias semelhantes, que resultam num único estereótipo.

 

O que é a sua pesquisa?

 

Inicialmente eu peguei a lista de 300 obras do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), de 2005, e fiz um recorte. Estudei apenas as narrativas literárias brasileiras, especificamente contos produzidos a partir dos anos 70. cheguei a 53 livros e 149 personagens. Meu objetivo era analisar estes personagens.

 

E o que a senhora concluiu?

 

Observei algo que a gente tinha noção mais ainda não havia comprovado em pesquisa: a maioria dos personagens são adultos, homens brancos e de classe média. Coincidentemente, grande parte das obras foi publicada em 2005 (a lista do PNBE foi composta naquele ano para os livros serem adquiridos e distribuídos em 2006). Havia coisas de extrema qualidade no texto e na forma, e coisas muito ruins. De maneira geral, foi uma seleção boa em termos de enredo e tratamento gráfico, mas o personagem tinha um perfil que continua sendo reproduzido, inclusive com relação ao gênero. Os femininos estão num espaço privado, dentro do círculo familiar, das relações amorosas, enquanto os masculinos se envolvem em histórias de aventura e de conquista.

 

A senhora pesquisou o ano de 2005. de lá para cá, é possível dizer se houve mudanças?

 

Eu não saberia dizer. Como todo ano existe uma nova seleção, eles procuram o que há de novo. Há clássicos mas há uma grande quantidade de obras atuais.

 

A partir da sua pesquisa é possível dizer que não há diversidade de personagens. Eles obedecem um padrão social e racial.

 

Proporcionalmente não há, mas é possível encontrar títulos bons como “Amanhecer Esmeralda”, de Ferréz, em que o personagem principal é uma menina negra e pobre. Mas ainda é muito pouco.

 

Em termos de qualidade, o que mais lhe chamou atenção?

 

Monteiro Lobato e Roger Melo (vencedor do prêmio suíço Espace – enfants e do brasileiro Jabuti, em 2002 e indicado ao dinamarquês Hans Christian Andersen deste ano) são os que mais aparecem. O governo está dando uma peneirada muito boa, esta questão das personagens é específica e não se resolve de uma hora para outra. Em se tratando de temática, um livro que achei interessante foi o de Sandra Branco, “Porque meninos tem pés grandes e meninas tem pés pequenos”, que desconstroi estereótipos.

 

Percy Jackson volta sério e divertido

Logo que entreou no cinema, o primeiro capítulo da série “Percy Jackson e os Olimpianos” despertou comparações com “Harry Potter”. O lançamento de “A Batalha do Labirinto”, quarto livro da série, afasta ainda mais as duas obras. Rick Riordan, criador do garoto que descobre que a mitologia grega é real e que seu pai é um deles, é mais direto, sem parecer mecânico. Escreve com agilidade e economia. Sua trama tem mistérios e temas sérios, como em Harry, mas o tratamento é menos carregado. O sarcasmo de Percy e a coleção de seres fantásticos divertem, sem nunca cansar.

 

Suzy Lee lança novo livro sem palavras

É difícil encontrar palavras para falar dos livros de Suzy Lee. Até porque ela não costuma usá-las. Em “Espelho”, que acaba de ser lançado pela Cosac Naify, uma garota descobre as possibilidades lúdicas do seu próprio reflexo. Em páginas espelhadas, a garota dana e faz poses, em um processo sutil de descoberta de si mesma. A descoberta também é um dos temas de sua obra-prima, “Onda”, lançado pela mesma editora, que mostra uma garota brincando à beira-mar. Nos dois livros, Lee extrai de situações cotidianas força e beleza, que envolvem leitor e personagem.

 

O vasto catálogo de Cosac Naify

“Onde vivem os monstros”, de Maurice Sendak, e “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, são dois dos mais de 200 títulos infanto-juvenis da editora, entre autores nacionais e estrangeiros.

7,2% é o percentual da participação de títulos do gênero infanto-juvenil no número de exemplares distribuídos no mercado literário brasileiro de 2008.

6.409 é o número de títulos do gênero lançados em 2008, representando crescimento de 23,3% no segmento editorial para jovens e adolescentes. Em 2007, foram publicados 5.202 títulos.

 

Brigando feito gente grande

No ranking da Veja dos mais vendidos na categoria ficção (atualizado no site da revista no dia 2 de abril), infanto-juvenis competem em pé de igualdade com “adultos”. Rick Riordan aparece em segundo lugar com “O Ladrão de Raios, em quarto, com “O Mar de Monstros”, e em sexto, com “A Batalha do Labirinto”. A autora da saga “Crepúsculo”, Stephenie Meyer aparece em quinto, com “Amanhecer”, e em décimo, com “Eclipse”. Duas edições de “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, da Zahar e da Cosac Naify, aparecem em nona e décima-nona colocações.

 

07
abr
10

Roteiro do último filme de Harry Potter é esquecido em pub

Matéria publicada no jornal Correio no caderno Vida, na página 22, no dia 6 de Abril de 2010.

 

Roteiro do último filme de Harry Potter é esquecido em pub

 

O roteiro da primeira parte de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, último filme da saga do bruxinho adolescente, foi descoberto em um pub do vilarejo de Kings Langley, localizado nos arredores de Londres. De acordo com notícia publicada pelo jornal The Sun, o local costuma ser freqüentado por Daniel Radcliffe, protagonista dos longa-metragens baseados no livro de J.K. Rowling. A publicação devolveu à Warner Bros o roteiro. O estúdio agradeceu e afirmou que pretende investigar internamente para descobrir quem esqueceu no pub. Fontes declararam que a equipe de filmagem teve uma boa noite de bebedeira. A primeira parte de “Harry Potter e as Relíquias da Morte” chega aos cinemas ainda este ano. A segunda está agendada para estrear em meados de 2011.

 

Radcliffe está entre os suspeitos

07
mar
10

Filho das Águas

Matéria publicada no jornal Correio no caderno Vida, na página 29 do dia 27 de fevereiro de 2010.

Filho das Águas

Explorando o filão de Harry Potter, Percy Jackson é novo herói teen.

Doris Miranda

doris.miranda@redebahia.com.br

Harry Potter que se cuide. Após anos sem concorrência, o bruxinho inglês tem agora, no destemido pré-adolescente Percy Jackson, um rival no coração dos fãs. Primeira criação literária do ex-professor americano Rick Riordan, 45 anos, a partir de uma história contada para seus próprios filhos, o menino é herdeiro de Poseidon, deus dos mares.

Por isso, e como todo herói que se preze, ele enfrenta rivais de peso como o Minotauro, a Medusa ou as Fúrias. Justamente por recontar a mitologia grega com sabor pop, a série Percy Jackson e os Olimpianos é um sucesso.

São 9 milhões de exemplares vendido no mundo. Só no Brasil, já são mais de 130 mil, resultado da apuração dos três primeiros títulos da saga.

O quarto e penúltimo volume, “A Batalha do Labirinto”, acaba de chegar às livrarias e já figura na lista dos mais vendidos da revista Veja junto com os outros três. Na relação desta semana eles estão assim: “O Ladrão de Raios” ocupa o 3º lugar; “O Mar de Monstros”, o 6º; “A Maldição do Titã”, o 8º; e “A Batalha do Labirinto”, o 4º.

Herdeiro de Poseidon, o destemido Percy Jackson (Logan Lerman, no cinema) tem poder sobre as águas

No cinema – Como J.K. Rowling oui Stephenie Meyer, autoras de Harry Potter e Crepúsculo, respectivamente, Riordan agora conta com o poder de Hollywood para faturar mais. Isso porque “A Batalha do Labirinto” saiu simultaneamente com a versão cinematográfica de “Percy Jackson – O Ladrão de Raios”, longa-metragem de Chris Columbus que conta a história do livro homônimo.

Descrito como tantos outros meninos de Nova York, Percy tem alguns diferenciais. Para os mortais, ele tem dificuldade de aprendizado e é hiperativo. No mundo mitológico, a segunda característica – tão normal a semideuses – representa habilidade extrema na batalha. Some-se a isso o poder absoluto dele sobre as águas, um presente de seu pai, o deu dos mares.

Em “A Batalha do Labirinto”, Percy tem que encontrar o fio de Ariadne para conseguir lutar contra Cronos, o primeiro Titã, dentro do labirinto de Dédalo. Por isso, novamente se junta à amiga Anabeth, filha da deusa Atena, com quem parte para os domínios do rei Minos de Creta, onde pode resolver seus problemas.

Penetrar no universo criado por Riordan é vê-lo sacudir a poeira da mitologia de uma forma muito inteligente. Ele pode até ser comparado a J.K. Rowling, coisa que atura com muita freqüência, mas é inegável que deu novo fôlego às sagas infanto-juvenis.

Sua obra ganha muitos pontos – e resta grande serviço aos novos leitores – ao inserir a mitologia grega no mundo de hoje. E o faz com humor, o que é melhor. Seu Monte Olimpo, por exemplo, está localizado no Empire State Building, em Nova York, e o submundo de Hades sob a placa de Hollywood. O transporte de Hermes, deus da comunicação, é nada menos que um All Star com asas.

Nova Saga – Com Percy Jackson já consagrado, Rick Riordan começa a fala sobre sobre a próxima série, “The Kane Chronicles, cujo primeiro volume será lançado em maio, nos Estados Unidos. Especialista em antigas mitologias, ele se volta para a fascinante história egípcia.

Os protagonistas dessa vez são Carter Kane, 14 anos, e sua irmã, Sadie, 12 anos, descendentes de mágicos egípcios, que lutam para preservar a humanidade de deuses rebeldes.

“Nas minhas aulas, tinha apenas uma coisa que era mais popular que a Grécia Antiga: o Egito Antigo”, afirma Rick Riordan, que ensinou estudos sociais e inglês durante 15 anos. Era só uma questão de tempo começar uma saga nessa linha.

Ficha:

Livro “Percy Jackson e os Olimpianos – A Batalha do Labirinto”

Autor Rick Riordan

Tradução Raquel Zampil

Editora Intrínseca

Preço R$ 30 (392 páginas)

Mitologia grega em ritmo de muita aventura

Tal como fez nos dois primeiros filmes da série Harry Potter, o cineasta Chris Columbus construiu uma obra fidelíssima à versão literária de “Percy Jackson e o Ladrão de Raios”, baseado no primeiro livro da série Percy Jackson e os Olimpianos. Tão fiel que Columbus não se deu ao trabalho de ousar. No filme, em exibição nos cinemas, tudo é literal na trama que apresenta o semideus Percy Jackson (o belo Logan Lerman, 18 anos), filho de Poseidon (Kevin McKidd) e que vai ao inferno para salvar a humanidade da fúria dos deuses.

A questão é que, mesmo com a competente adaptação, o filme podia render mais. Principalmente para quem devorou os livros de Rick Riordan. Faltam ritmo e tensão num roteiro esquemático demais. Muitos pontos, porém, para o elenco bacana: Sean Bean (Zeus), Pierce Brosnan (o centauro Quíron), Uma Thurman (uma deliciosa Medusa) e Brandon T. Jackson (na pele do divertido sátiro Groover).

Uma Thurman interpreta Medusa no filme sobre Percy Jackson




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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