Archive for the 'Rick Riordan' Category

18
nov
10

A Pirâmide Vermelha – Nova Série de Rick Riordan

 

Aeeee demorei tanto para postar, mas pelo menos chego com uma novidade que eu esperava tão ansiosamente.

Acabo de adquirir o meu exemplar da mais nova série de Rick Riordan. Famoso pela coleção “Percy Jackson e os Olimpianos”, o professor norte-americano de história, desta vez traz aventuras envolvendo a mitologia egípcia. No início deste ano li o primeiro capítulo do primeiro livro e achei muito interessante. Agora é só esperar para ver.

Sinopse

Os irmãos Carter e Sadie Kane vivem separados desde a morte da mãe. Sadie é  criada em Londres pelos avós, e Carter viaja o mundo com o pai, o Dr. Julius  Kane, um famoso egiptologista. Levados pelo pai ao British Museum, os irmãos descobrem que os deuses do Egito estão despertando. Para piorar, Set, o deus  mais cruel, tem vigiado os Kane. A fim de detê-lo, os irmãos embarcam em uma  perigosa jornada – uma busca que revelará a verdade sobre sua família e sua ligação com uma ordem secreta do tempo dos faraós.


30
ago
10

Percy Jackson e os Olimpianos – O Último Olimpiano

O quinto livro da série “Percy Jackson e os Olimpianos”, “O Último Olimpiano” do autor americano, Rick Riordan, encerra a série de aventuras vividas por heróis (semideuses), humanos, deuses do Olimpo, sátiros e outros seres da mitologia grega.

Como eu adoro qualquer tipo de mitologia, quando vi o lançamento do primeiro livro da coleção, corri para comprar e me encantei pela história. No entanto, a todo momento, eu tinha que sacudir a cabeça, afinal parecia estar lendo “Harry Potter” a la grega. Eu não gosto de comparações, acredito que hoje em dia uma boa história sempre inspira outras. Para mim, “Harry Potter” está no topo da literatura infanto-juvenil. Acredito que levará muitos e muitos anos para que algum dia surja na literatura algo tão bom, criativo, encantador, mágico e inspirador quanto HP. E Riordan por ser um professor de inglês que lecionou durante quase duas décadas para jovens, bem sabe do que eles gostam e como criar histórias incríveis. Prova disso são as duas séries (“Percy Jackson” e “The 39 Clues”) que ele lançou e são fenômenos de venda em todo o mundo. Além da nova série quentinha que chegou ao mercado estadunidense sobre a mitologia egípcia.

Porém, por mais interessante que seja as aventuras vividas pelo semideus Percy, as comparações com HP são inevitáveis. O garoto protagonista, filho de Poseidon, é apaixonante. Diferente de Harry, ele não é órfão, mas desconhece o pai e existe em seu destino uma cruel profecia em que ele precisaria enfrentar a fúria de um Titã poderoso que poderia destruir não apenas o Monte Olimpo e o mundo mitológico grego, mas também toda a humanidade (coincidência?). Percy tem dois fies companheiros, Annabeth – uma inteligentíssima, corajosa e orgulhosa meio sangue, filha da deusa Atena e Grover – um sátiro engraçado, atrapalhado e imaturo (coincidência de novo?). Jackson precisa enfrentar desafios que muitos heróis gregos tiveram que enfrentar anteriormente e, ele sozinho, dá conta do recado.

No último livro da coleção eu praticamente me senti relendo “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Lógico que a história central, a temática, os monstros e as batalhas não são iguais, mas as particularidades são extremamente próximas. Para quem acompanha a série, vai perceber que “O Último Olimpiano” é eletrizante, praticamente é uma luta e ação atrás da outra. Quem costuma tomar fôlego e ler rápido, termina este livro em dois dias, no máximo, porque a curiosidade para saber como vai terminar o livro impera. Para quem gosta de histórias infanto-juvenis, independente de ser parecida com outra, também vai se divertir com Percy e sua turma.

Em alguns momentos os acontecimentos são previsíveis. Como em “O Príncipe Mestiço” de HP quando tomamos conhecimento do passado e história da família de Lord Voldemort, acabamos sabendo um pouco mais da história do vilão, Luke, e até tentamos simpatizar com ele, diante de sua história triste, o que acaba motivando toda a sua revolta. Em outros momentos dá canseira de tantas guerras e batalhas. O final não poderia ser diferente e ao término do livro, Riordan convence o leitor de que na balança, Percy acaba sendo aprovado e recomendado.

08
maio
10

Percy Jackson e os Olimpianos – A Batalha do Labirinto

“A Batalha do Labirinto” é o quarto de cinco livros que compõe a série “Percy Jackson e os Olimpianos”, escrito por Rick Riordan, um autor americano de muito sucesso no momento. O livro já começa literalmente quente, pois por mais que não queira e por mais que faça de tudo para não se meter em confusões, as confusões sempre procuram Percy e o encontram, como se o garoto fosse um para-raio de encrencas.

Sem querer destruir mais uma escola, principalmente a Good High School, a escola onde Paul Blofis, o namorado de Sally, mãe de Percy, lecionava. Percy vai durantes as férias de verão visitar o lugar, pois este seria a sua futura escola. No entanto, Percy começa a ser perseguido por líderes de torcida demoníacas, as mitológicas empousas. Mas para surpresa do garoto, acaba encontrando na escola Rachel Elizabeth Dare, a humana que conseguia enxergar através da Névoa que já aparecera na história anteriormente.

Na tentativa louca de sobreviver ao ataque, Percy luta contra as emposas e no meio da confusão que eles armaram, acabaram colocando fogo na sala de música da Good. E mais uma vez Percy receberia o crédito pelo acontecido. Por mais que Rachel tentasse ajudá-lo, ele no fundo sabia que não adiantaria muito.

Ao fugir da escola Percy encontra a leal amiga Annabeth e juntos eles voltam para o Acampamento Meio Sangue. Quando chegam, o garoto percebe algo estranho no ar e um novo visitante estava hospedado no Acampamento, Quintus, o novo instrutor de esgrima, com o seu adorável cão infernal. Ao tentar atacar o animal, Annabeth o impede e o alerta de que realmente algo estranho estava acontecendo no acampamento: o Labirinto que fora projetado por Dédalo como parte do castelo do Rei Minos, fora descoberto e uma de suas inúmeras entradas e saídas estava localizada no meio do acampamento e isso seria uma vitória e tanto para Luke, Cronos e seus comparsas, caso eles localizassem essa entrada e saída, pois assim conseguiriam destruir o acampamento sem precisar invadi-lo por fora.

Annabeth e Percy acabam encontrando a entrada do labirinto, meio por acaso. Quando retornaram do Labirinto, perceberam que pouco tempo havia se passado na realidade do acampamento, no entanto, para eles parecia ter passado um tempo bastante longo. Concluíram que o tempo no Labirinto não passava com a mesma velocidade que o tempo do lado de fora e isso poderia significar um problema. Pois eles precisariam ser rápidos para evitar que Luke e Cronos conseguissem o que almejavam.

Com o retorno de Annabeth e Percy, Quíron decide convocar uma nova missão. Desta vez os escolhidos deveriam localizar Dédalo antes de Luke, pois o objetivo do garoto era encontrar Dédalo para poder pegar o fio de Ariadne, capaz de tornar mais fácil e rápido se locomover dentro do Labirinto. Com isso, ele poderia facilmente encontrar a entrada para o Acampamento.

A missão deveria ser cumprida por Percy, Annabeth, Tyson e Grover. Grover tinha suas próprias razões para aceitar a missão, ele queria mais do que tudo na vida encontrar o deus que havia desaparecido, Pã. Essa seria mais uma tentativa de localizar Pã e ele tinha a intuição que agora estava cada vez mais perto de concretizar o seu objetivo.

Como não poderia deixar de ser, o grupo enfrenta diversos desafios e obstáculos. Combatem feras mitológicas, resgatam um prisioneiro que seria de muita ajuda para eles, descobrem uma maneira de se locomover no Labirinto com mais facilidade, mas também passam por apertos ao encontrarem com deuses que tinham grandes motivações para atrasar a missão deles.

Durante essa missão, Percy continua tento pesadelos, desta vez ele tem visto muito em seus sonhos, Nico di Angelo, o filho do deus Hades que pode estar ligado diretamente a uma profecia que determinaria o fim do Olimpo ou a permanência da existência dele. Ao se locomoverem pelo Labirinto, o grupo acaba encontrando Nico em um rancho e com a ajuda de Percy, o garoto consegue convocar a irmã morta. Ela era a forte motivação de Nico por sentir tanto ódio de Percy. O garoto achava que Percy era o culpado pela morte da irmã. Mas o seu espírito lhe aconselha e defende Percy. Após isso, Nico fica um pouco mais aberto para entender e enxergar melhor os fatos. No entanto, continua sendo fortemente influenciado por um fantasma nada bonzinho que tem seus próprios planos e objetivos.

Grover em meio a essa busca louca por Dédalo, acaba sentindo uma presença forte de Pã e diz que não poderia continuar na missão de Percy, teria ele mesmo que ir atrás da sua missão. Mas Percy não deixaria o amigo sozinho na sua busca. Juntos eles decidem dividir o grupo e Grover ganharia a companhia de Tyson na busca de Pã e Percy teria a companhia de Annabeth para localizarem Dédalo e ajudar a salvar o acampamento. Ao ficarem sozinhos e em meio a confusões digna de deuses, Percy e Annabeth enfim dão o primeiro beijo, selando um verdadeiro amor entre heróis.

Após passar um tempo na ilha de Calypso, Percy retorna ao acampamento. Fora tido como morto, mas ao retornar acaba sabendo que ninguém tinha notícias de Grover e Tyson e também ninguém sabia do destino de Quintus que desaparecera deixando para trás o cão infernal.

Percy e Annabeth teriam que dar continuidade à missão. Como eles não dariam conta de enfrentar todos os desafios sozinhos, Percy decide conquistar uma ajudinha extra, para isso ele vai atrás de Rachel, afinal a garota era capaz de enxergar através da Névoa e isso poderia ser muito útil para eles. E de fato a garota se mostrara muito útil ao conseguir enxergar melhor os caminhos do Labirinto. E assim, Percy e Annabeth enfim encontram o laboratório de Dédalo, mas para surpresa deles, quando o encontraram, viram que Dédalo era na verdade Quintus, o instrutor que desaparecera do Acampamento. Mas o estrago já estava feito: Dédalo já havia entregue o fio de Ariadne para Luke.

Rachel, Percy, Annabeth e Nico fogem juntos nas asas de Dédalo. Eles encontram uma passagem para o reino dos Titãs e para desespero e agonia de todos, eles presenciam uma cena bizarra: Cronos renasce, mas no corpo de Luke. Enfrentam o poderoso titã e quem salva a todos é o jovem filho de Hades.

Eles fogem mais uma vez e encontram com Grover e Tyson. Juntos eles finalmente encontram Pã e esse encontro não fora nada agradável, afinal o deus da natureza decidira por algo nada agradável para o jovem sátiro. Esse encontro fora também bem revelador para Rachel, pois seu pai estava envolvido em ações que não eram boas para o futuro da humanidade e a garota ao olhar para Pã se sentia muito culpada e envergonhada, mas ela de fato não deveria se sentir assim.

O grupo, sem Rachel, retorna ao Acampamento e comunicam a todos que Luke estava de posse do fio de Ariadne e o garoto utiliza o fio para liderar um ataque surpresa (será mesmo?) ao acampamento. Grover tenta contar a todos os sátiros que Pã fora encontrado, mas morrera e todos se colocam contra ele, dizendo que o que ele dizia era uma mentira e uma blasfêmia. Mas a verdade é que o jovem sátiro tinha razão.

O livro termina com uma visita um tanto especial e reveladora para Percy durante o seu aniversário. O deus Poseidon vai visitar o filho, presenteando-o com algo ligado a ele diretamente. Por fim, Nico aparece e revela ao novo aliado como Percy poderia derrotar o titã Cronos.

07
maio
10

Como Se Faz Um Novo Harry Potter

Apesar de adorar a saga “Percy Jackson e os Olimpianos” eu não assisti a adaptação do primeiro livro para o cinema. Primeiro porque eu só encontrei sessões dubladas, segundo porque me faltou tempo mesmo. Geralmente gosto das adaptações de livros infanto-juvenis que fizeram sucesso, mas em alguns casos elas destroem a obra e o imaginário do jovem leitor. Como foi o caso do péssimo filme “A Bússola de Ouro”. Já comecei odiando até mesmo a troca do título. Pois a primeira versão do livro lançada no Brasil se chamava “A Bússola Dourada” e por conta da versão feita para o cinema, uma nova edição fora feita para o livro e o título foi trocado para o mesmo do nome do filme. Além dele concordo com os outros exemplos dados pela jornalista na matéria.

Enfim, vou locar “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” para ver no que deu. Afinal o livro é ótimo e adoro todos os volumes.

Matéria extraída da Isto É online: http://migreme.net/81k

 

Como Se Faz Um Novo Harry Potter

O personagem Percy Jackson, um garoto descendente de deuses gregos e herói de cinco best sellers, promete repetir o sucesso do bruxo milionário

Natália Rangel

 

O MENINO DA VEZ
O ator Logan Lerman interpreta o semideus Percy Jackson na versão cinematográfica do livro “O Ladrão de Raios”, de Rick Riordan, que tem estreia mundial prevista para 12 de fevereiro
 

 

Neste ano em que a saga do bruxo Harry Potter chega ao seu último capítulo com a estreia do filme “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, adaptação do sétimo livro da autora inglesa J.K. Rowling, um novo herói da literatura infanto-juvenil contemporânea prepara-se para seguir o mesmo caminho e protagonizar nas telas uma longa temporada de aventuras fantásticas, desafios sobre-humanos e poderes extragalácticos. O personagem que promete duelar, ou somar forças, com o britânico Potter chama-se Percy Jackson. Ele é um garoto americano que encarna um semideus dotado de superpoderes e ganhou vida pelas mãos do professor de história e escritor texano Rick Riordan em cinco livros, todos lançados nos últimos seis anos nos EUA e que se tornaram febre mundial – no total já foram vendidos sete milhões de exemplares. Agora, para corroborar o êxito dessa série de best-sellers, o primeiro filme da saga, intitulado “Percy Jackson & Os Olimpianos: O Ladrão de Raios”, chega aos cinemas no dia 12 de fevereiro, numa produção assinada por ninguém menos que o expert em franquias cinematográficas, o diretor Chris Columbus (responsável pelas duas primeiras adaptações dos livros de Harry Potter). O jovem ator Logan Lerman interpreta Percy e já vem sendo comparado ao astro Daniel Radcliffe, que imortalizou o pequeno bruxo. Percy Jackson e Harry Potter comandam sagas distintas, mas os ingredientes que compõem a fórmula mágica do entretenimento adolescente – que também agradam aos adultos – são semelhantes.

 

TIME OLIMPIANO
Os amigos inseparáveis Grover, Percy e Annabeth no filme “O Ladrão de Raios”: o trio de heróis terá de enfrentar as forças do mal

Há dois garotos e uma garota envolvidos numa aterrorizante disputa entre as forças do bem e do mal, ao mesmo tempo que enfrentam as próprias limitações e inseguranças de crianças diante de assuntos adultos. O trio inseparável dessa vez reúne Percy, Annabeth (Alexandra Daddario) e Grover (Brandon Jackson). Nessa nova franquia, a bruxaria e a fantasia são substituídas pela mitologia grega e seus poderosos personagens. Os heróis, vilões, sábios, símbolos da magia e do poder, tudo isso está lá, só que com novos nomes. E também existe um colégio onde esses jovens dotados de poderes especiais são recrutados para estudar. Em vez da grande escola de magia de Hogwarts, presente em todas as histórias de Harry Potter, temos um Acampamento de Meio Sangue para Semideuses, onde os filhos gerados entre os imortais do Olimpo e os humanos são treinados e protegidos da fúria de monstros horrendos. E, como em toda a escola para adolescentes, há rixas entre grupos e disputa para ver quem é o mais poderoso. Para os fãs, as semelhanças entre os personagens param por aí, já que as tramas criadas por Rick Riordan têm fundamento histórico. “Harry Potter é pura fantasia e em Percy há referências a personagens mitológicos.

 

Para quem gosta de mitologia, é incrível perceber as relações, e quem não conhece diverte-se lendo mesmo assim”, diz a mineira Mirna Lima, 21 anos, integrante do fã-clube Percy Jackson Br, de Belo Horizonte. Além disso, o Olimpo das histórias de Riordan localiza-se bem próximo ao Empire State Building, pairando sobre o céu de Nova York. No primeiro livro, o narrador explica que os deuses gregos sempre habitam os centros vitais do mundo e, segundo o autor, o foco do poder e da força nos tempos modernos é o Ocidente, mais especificamente os EUA. Era pelo menos no que ele acreditava quando redigiu a história em 2004. Estudioso de mitologia, Riordan criou Percy Jackson tendo em mente o seu filho como primeiro leitor. Ao entrar para a escola, o garoto foi diagnosticado com dislexia e déficit de atenção e o pai passou a narrar-lhe histórias para ajudá-lo a lidar melhor com as dificuldades no aprendizado. A primeira aventura que imaginou mostra Percy com seus colegas de classe numa visita ao Museu de Arte Moderna, em Nova York, e é nesse local que ele recebe o primeiro sinal de que vilões mitológicos estão em seu encalço.Assim inicia-se “O Ladrão de Raios”, que dá a largada para uma grande e milionária saga. No Brasil já existem 15 fãs-clubes dedicados ao garoto semideus, surgidos na trilha do sucesso dos livros. As três primeiras aventuras da série foram lançadas no País pela Editora Intrínseca e a quarta, “A Batalha do Labirinto”, chega às livrarias no início de fevereiro, com tiragem inicial de 60 mil exemplares. O enredo novamente lida com narrativas mitológicas. Era assim em “O Mar de Monstros”, quando Percy passa pela mesma prova de Jasão, herói grego da Tessália, e precisa resgatar o velo de ouro para proteger a si mesmo e a seus colegas do Acampamento Meio Sangue. Com a chegada do herói adolescente aos cinemas, a legião de fanáticos só tende a aumentar. Percy Jackson não é bruxo, mas guarda truques e mistérios para agradar a gregos e troianos.

 

 

QUANDO A RECEITA NÃO FUNCIONA
Filmes que adotaram fórmula semelhante à do bruxo de J.K. Rowling, mas não obtiveram o mesmo sucesso

 

AS CRÔNICAS DE SPYDERWICK

A crítica acusou o filme de ser uma cópia piorada de “Harry Potter”. A franquia empacou na estreia do que seria uma trilogia porque deu um prejuízo de aproximadamente US$ 20 milhões aos estúdios

 

A BÚSSOLA DE OURO

A Igreja Católica considerou o filme antirreligioso e uma apologia ao paganismo. Outros críticos apontaram racismo na história. O desempenho financeiro foi um desastre e levou o estúdio New Line, independente há 40 anos, a ser incorporado pela Warner

 

UMA PONTE PARA TERABÍTIA

O trágico desfecho do filme (uma das personagens principais morre) gerou críticas de que a trama era mais apropriada a adultos do que a crianças. O faturamento abaixo das expectativas desmotivou os produtores em investir numa sequência

 

RIORDAN, O CRIADOR DO NOVO HERÓI

Fã do realismo mágico dos escritores Jorge Luis Borges e Gabriel García Márquez, o autor americano Rick Riordan diz que se inspirou neles para criar as tramas da série “Percy Jackson & Os Olimpianos”, que têm a fantasia como chave do enredo. Riordan não gosta que comparem o personagem de seus livros ao consagrado Harry Potter. “Eles são completamente diferentes”, disse ele à ISTOÉ.

ISTOÉ – Como o sr. cria suas histórias?
Rick Riordan – Sempre me imagino lendo um manuscrito em voz alta para os meus alunos. Dar aula me ensinou o que os jovens leitores acham chato e o que consideram engraçado ou interessante.

ISTOÉ – Por que a mitologia?
Riordan – Porque é um assunto fascinante. Eu apenas modernizei os mitos e muito frequentemente os mitos se tornam mais reais para nós do que a própria pessoa.

ISTOÉ – Vivemos criando mitos?
Riordan – Sim, criamos mitos acerca de tudo o que parece ser maior do que a vida – estrelas de cinema, músicos, estrelas de tevê e do esporte.

ISTOÉ – Qual o maior desafio ao trabalhar com a mitologia?
Riordan – O único desafio foi escolher quais mitos usar. Mesmo depois de cinco livros, ainda há muito material.

ISTOÉ – O que acha do fato de adultos também lerem os seus livros?
Riordan – Eu não os escrevo pensando nos adultos, mas se eles gostam, ótimo. Acho que adultos e crianças querem a mesma coisa de uma história – um bom enredo e personagens interessantes.

26
abr
10

Uma Nota Errada

Não dá para deixar de confessar que é legal a escrita de Gordon Korman, mas gostei muito mais do primeiro livro da série, “O Labirinto dos Ossos”, escrito por Rick Riordan. Rick tem um humor muito mais aguçado, dá aos personagens uma pitada de humor e situações engraçadas muito mais interessantes do que Korman. A personagem Dan, tem tiradas fantásticas e hilárias no primeiro livro, o que não percebi acontecer com relativa freqüência no segundo livro.

Senti falta da presença misteriosa do advogado Sr. McIntyre, de maior presença e envolvimento dos outros integrantes da família Cahill. Todos aparecem, mas são aparições curtas e pouco significativas (com exceção de Jonah Wizard) quando se comparar ao primeiro livro. Não percebi as perseguições eufóricas que Riordan nos apresentou em “O Labirinto dos Ossos”. Se não fosse a corrida de barcos em Veneza que começou no clã de Janus, pouco teria de substancial nas aventuras de Amy, Dan e Nellie.

Existe ação, não vou dizer que não há. Mas nada comparado ao primeiro volume da série. Estou julgando como leitora e admiradora da série, não como alguém que se propõe a fazer uma análise minuciosa dos livros. Até porque a proposta inicial de Rick Riordan foi lançar a primeiro livro e “passar a bola” adiante na história com a escrita de outros autores, isso sem contar um fato essencial: eu jamais li alguma obra de Gordon Korman. Portanto, não conheço seus textos e sua escrita.

Vai ver o objetivo da série seja mesmo focar a atenção nos protagonistas Amy e Dan e centralizar pouco nos demais membros da família Cahill. Não sei, realmente não tenho conhecimento de todos os detalhes da série, a proposta de cada autor designado e do próprio idealizador do projeto, Rick Riordan.

Não me decepcionei com “Uma Nota Errada”. Apenas esperei mais do livro, diante do que foi apresentado ao leitor no primeiro volume. Vamos ver como serão os demais livros, espero sinceramente que seja melhor do que esse e ao mesmo nível que “O Labirinto dos Ossos”.

Nesta nova aventura, Amy, Dan, Nellie e Saladin vão atravessar a Europa e chegarão à Áustria atrás da segunda pista dos 39 fornecidas pelo jogo mortal proposto por Grace. No início do livro, o primeiro problema é apresentado para os irmãos e sua baby-sitter: o gato Saladin se recusa a comer qualquer coisa que não seja Salmão e faz uma greve de fome, preocupando a todos, porque eles não tinham mais dinheiro para comprar um peixe caro como esse.

Os Cahill e Nellie estão a bordo do mais lerdo trem da Europa, a caminho de Viena, na Áustria, para descobrir a segunda pista sobre Wolfgang Amadeus Mozart. Desde que encontraram a primeira pista em Paris, Dan não deixara de tentar decifrar uma suposta mensagem na partitura de uma das músicas de Mozart. No entanto, por mais que ele olhasse e tentasse decifrá-la, não conseguia sair do lugar. Enquanto eles discutiam sobre a decifração da partitura de Mozart, nem imaginavam que os Holt estavam os seguindo e embarcaram no mesmo trem que as crianças. De vagão em vagão eles buscavam Dan e Amy.

Amy foi a primeira a avistar os seus parentes brutamontes e Nellie toma a decisão de protegê-los tentando atrasar os Holt dando uma de francesa maluca. No entanto, Hamilton, o filho de Eisenhower Holt, percebe e reconhece que ela não é nenhuma turista e sim a baby-sitter dos Cahill. Enquanto Nellie despistava os Holt, Dan e Amy decidem guardar a segunda pista no bagageiro, juntamente com o gato Saladin.

Como o plano de Nellie não deu muito certo, os Holt conseguiram encontrar os garotos e os agrediu, exigindo a segunda pista. Amy conta para eles que estava no compartimento de bagagens. Quando o Sr. Holt abre o compartimento, Saladin pula para fora, juntamente com vários pedaços de papel. A partitura havia sido destruída pelo gato, o que irritou profundamente os Holt e decepcionou completamente os jovens Cahill. Mas Dan declarara para Amy que ele de tanto olhar desesperadamente para a partitura desde a França em busca de alguma pista, ele decorara a partitura e desenhara outra igualzinha para Amy que ficara muito feliz pelo dom do irmão de ter uma ótima memória fotográfica. Desta vez eles deixaram a partitura muito bem guardada e longe de Saladin.

Quando os jovens Cahill saíram da estação ferroviária Westbahnof, em Viena, não sabiam que estavam sendo espionados pelos Kabra. No hotel, Dan sentou-se com seu laptop e procurou no google informações sobre Mozart e ficou horrorizado com a quantidade de sites que apareceram que falavam sobre o compositor. Em um dos sites ele e Amy encontraram a música KV617, uma das últimas que Mozart compôs antes de morrer e com a música viram a partitura. Dan percebe que é mais ou menos a mesma partitura. Na versão da internet faltavam algumas linhas. Eles desconfiaram que estas linhas que sobravam seria a pista.

Amy e Dan vão visitar a casa de Mozart na rua Domgasse que se tornara uma atração turística muito freqüentada. Após uma visita por todo o lugar, eles nada encontraram que pudesse os ajudar. Quando o tour acabou, para alívio de Dan que achara aquele programa um tédio, Amy viu que havia uma biblioteca no porão, uma biblioteca sobre Mozart. Mas não encontraram nada lá que pudesse os ajudar sobre a pista. No entanto, descobriram que Maria Anna “Nannerl” Mozart, a irmão mais velha de Mozart, era tão talentosa quanto o irmão, mas nunca recebeu tanta instrução nem exposição porque era mulher. O diário original dela estava na biblioteca. Amy preencheu depressa um formulário de solicitação e entrou para a bibliotecária idosa. Mas não seria possível ela lhes entregar o diário, pois com muito assombro, ela avisa a eles que o diário havia sido roubado.

Quando Amy e Dan voltaram para o hotel para se encontrar com Nellie e Saladin estavam desolados, de mãos vazias e frustrados, pois não havia mais esperanças para conseguirem a pista a tempo, pois quem roubara o diário estava a frente deles na busca da pista e para desvendar o caminho para a terceira pista.

Enquanto eles contava para Nellie o que acontecera na biblioteca da casa de Mozart, viram na televisão uma entrevista dada pelo pop-star Jonah Wizard. Notaram que ele estava dando a entrevista em frente a casa de Mozart, onde Dan e Amy estavam faz pouco tempo. O garoto estava chamando atenção de todo mundo e os meninos notaram que o pai dele não estava ao lado dele, mexendo como sempre no seu blackberry. Amy e Dan desconfiaram que tudo fora armado. Enquanto Jonah dava entrevista, desviando a atenção das pessoas, o seu pai teria tempo e tranqüilidade para roubar o diário.

Nellie, Amy e Dan bolam um plano para invadirem o quarto do hotel em que Jonah estava hospedado enquanto ele ia para uma festa de lançamento do seu DVD com o seu pai. Nellie se finge de faxineira do hotel para que os garotos pudessem ter acesso ao quarto de Jonah. No entanto, ela acaba errando o número do quarto onde o garoto estava hospedado e acabou tendo que atuar de verdade como faxineira, enquanto Amy e Dan desciam para o quarto correto de Jonah para procurarem o diário.

Amy e Dan vão para o quarto de Jonah e procuram pelo o diário, acabam encontrando um boneco que representava Jonah e viram que o boneco dava um golpe e ao dar o golpe um código saia. Amy achou que era um código secreto para que eles pudessem ter pistas sobre a segunda pista. Mas Dan explica para a irmã que aquele código é o que dava acesso a uma área de um site de Jonah na internet. Os meninos acabaram encontrando o diário em cima do lustre. Decidem colocar a cadeira em cima da mesa e Dan sobe na cadeira para alcançar o diário. Nellie, no outro quarto, acaba se envolvendo em uma enrascada, pois um dos seguranças do hotel aparece no quarto em que ela estava “trabalhando” e diz que ela não era funcionária do hotel, pois ela estava usando piercing e lá era proibido esse tipo de acessório. Nellie então dá a desculpa que é fã número 1 de Jonah Wizard e os seguranças acabam detendo-a. Enquanto o segurança lhe diz que ela teria que responder algumas perguntas, eles ouvem um estrondo vindo do quarto de Jonah. O segurança então chama pelo rádio vários outros seguranças, mandando que todos fossem para o quarto de Jonah.

No quarto do pop-star, Dan, em cima da cadeira, em cima da mesa, acaba tomando um tombo e caindo no chão, fazendo um barulho que chamara atenção de várias pessoas no hotel. Nellie se desespera ao pensar que os garotos estariam em apuros também e torce para que eles estejam bem e tenha conseguido pegar o diário.

Amy e Dan conseguiram pegar o diário, mas o problema agora era como eles iriam fugir. Sem ter como escapar dos seguranças, a única saída para eles era se jogar da janela para cair em cima do toldo do hotel. Por outro lado, Nellie teve que tirar uma foto e recebeu uma bronca pelo comportamento que teve. O que deixou a garota bastante apreensiva, pois ela estava em um país estranho e bem longe de casa.

Amy e Dan voltam para o quarto do hotel em que estavam hospedados e pouco depois de entrarem ouviram umas batidas na porta. Foram correndo pensando se tratar de Nellie, mas para a surpresa deles era a prima Irina, ex integrante da KGB russa. Irina pede o que os meninos roubaram do quarto de Jonah e em troca ela usaria o seu prestígio para liberar Nellie, que segundo ela fora presa pela invasão do hotel. Amy estava disposta a entregar o diário, já que Irina poderia ajudar Nellie. Mas Dan tem uma idéia melhor, resolve enganar a prima dizendo que o buscaram no quarto de Jonah fora um boneco do cantor que quando dava um golpe dava um código secreto. Irina, rapidamente, pega o boneco e vai embora. Amy ficou horrorizada, sem acreditar que o irmão fosse capaz de fazer uma loucura dessas, achou que ele havia perdido o juízo, mas Dan se sentia muito feliz por ter conseguido enganar a prima.

Pouco tempo depois, novamente bateram à porta. Para surpresa dos meninos, era Nellie. Os dois disseram que Irina realmente tinha influência para liberar Nellie da cadeia tão rápido. A baby-sitter deles dizem que ela não fora presa, apenas teve que responder algumas perguntas no hotel e teve que tirar uma foto. Dan fica chateado por ter sido enganado, quando na verdade ele achou que estava enganando Irina.

Quando Jonah e o seu pai voltaram da festa, encontraram uma equipe de funcionários do hotel limpando a bagunça do quarto. Os dois foram correndo direto para o lustre para verificar se o diário ainda estava ali. Mas para desespero deles, não estava. Jonah cobra explicações da equipe de segurança do hotel e eles mostram a foto de Nellie, dizendo que ela era uma fã louca dele e podia estar envolvida nesse acontecimento. Ele demora, mas reconhece a baby-sitter dos seus primos Amy e Dan e fica com muita raiva.

Atrás de qualquer pista que o diário possa dar, os meninos acabam não encontrando nada. Mas notam que algumas páginas do diário estavam faltando e sentiam que alguma dica estava ali, mas nada mais podiam fazer. Os três jovens e o gato vão para a cidade de Salzburgo, atrás de mais uma dica que pudesse os levar à segunda pista. Pois quando Amy tocara no piano do hotel a música da partitura que Dan desenhara para ela, uma mulher encostou em Amy e começou a cantar e diz a garota que aquele música não era de Mozart e sim de um outro cantor e que a música chamava-se “O lugar onde eu nasci”. Imediatamente Amy percebe que essa fora uma mensagem secreta trocada entr Mozart e Franklin e vão para a cidade onde Mozart nascera.

Quando eles estavam cidade já, do nada um pedestre atravessou na frente do carro em que eles estavam. Nellie já queria buzinar para reclamar do pedestre nem um pingo cuidadoso, mas Amy a detera, pois era Alistair Oh, o tio coreano deles. Amy então sugere que eles deveriam seguir o tio.

Os meninos viram que Alistair entrara em uma igreja, a arquibadia de São Pedro. Na igreja eles viram que os restos mortais de Nannerl Mozart estavam lá. Os meninos encontraram o mausoléu em que Nannerl estava enterrada e foram para as Catacumbas de Salzburgo. Amy percebera que ao redor deles, pelo menos metade do cômodo estava cheia de grandes barris velhos, empilhados até o teto e viram uma única folha de papel escondida, que parecia um pergaminho. Amy nota que é uma fórmula, mas como estava em alemão, eles não sabiam do que se tratava e tiveram a idéia de levar o papel para Nellie para que ele pudesse traduzir para eles.

Dan e Amy conseguem sair dos túneis e quando viram a luz do sol perceberam 40 pares de olhos assustados olhando para eles. Os monges beneditinos da arquibadia de São Pedro olhavam para os meninos de queixos caídos e como se os meninos não existissem de fato. Notaram o pergaminho que Amy carregava e com um grito, todos começaram a correr atrás das crianças com raiva.

Dentro do carro, Nellie viu os monges perseguindo as crianças, abriu a porta do carro para eles com pressa e quase sem conseguir se livrar dos monges, as crianças entraram no corro e conseguiram fugir. Amy conta para Nellie que eles acharam uma pista. Nellie pegou o pergaminho para traduzir e, horrorizada e com os olhos arregaçados, conta aos meninos que não se trata de pista alguma, era a receita de Bénédictine. Uma receita antiqüíssima, conhecida só pelos irmãos beneditinos há séculos. Por isso, os monges estavam correndo atrás deles, pois achava que os meninos tinham roubado a receita. Amy se sente mal e diz que eles precisavam devolver.

Nellie conta que levou Saladin para o veterinário, para ver se ele estava com pulga, pois o gato não parava de se coçar. Mas na verdade era um rastreador que fora colocada na coleira dele. Algum dos adversários dos meninos utilizaram o gato para monitorar as crianças.

Os meninos então voltaram a seguira o tio Alistair e viram que ele entrara em outra casa de Mozart e viram que o tio estava sentado de boca aberta em uma cadeira. A princípio pensaram que ele estava morto, mas como já era velho, deveria ter ficado cansado e imaginaram que ele estava dormindo. Amy e Dan pegaram a bengala do tio e sentiram que ela era muito leve. Desconfiaram e quando pegaram a parte de baixo perceberam que era um fundo falso. Pegaram um papel que estava escondido em um fundo falso da bengala e colocaram no seu lugar o rastreador que estava no gato. No papel que estava na bengala de Alistair, Nellie percebera que estava escrito em italiano e ela não entendia italiano. Mas sabia que havia algo sobre a cidade de Veneza no papel e tinha uma data: 1770. Mozart deveria ter 14 anos nesta época e ele se apresentara com essa idade por toda a Itália. O pai dele o levara para uma turnê pelo país. Então eles viajaram de carro de Viena para Veneza.

Eles começaram a seguir uma vã e viram que a vã estava seguindo uma limusine prateada. Então eles começaram a seguir a limusine. Viram que havia um estacionamento onde a limusine parou e eles estacionaram também. Viram que quem saíra da limusine fora Jonah e perceberam que ele estava se disfarçando para, nitidamente, não ser reconhecido. O que era um tanto estranho para um garoto que sempre fez questão de aparecer e ser reconhecido.

Todos entraram em uma balsa e perceberam que os meios de transporte na cidade eram a barco, balsa, gôndola ou a pé. A cidade era toda acima d’água. Os meninos continuaram seguindo Jonah e o seu pai. Viram que eles entraram em uma loja de cds e do nada eles sumira. Os meninos foram atrás enquanto Nellie ficou de lado de fora com Saladin.

Em uma das estantes de cds, Dan encontrou uma obra de Mozart e quando Amy colocou o cd em um aparelho de som e quando chegaram na última música o chão sumiu embaixo dos pés deles. Amy e Dan caíram por um túnel de metal. As laterais eram espelhadas e refletiam seus rostos cheios de pavor. Eles caíra em almofadas macias com enchimento de isopor.

Dan achou que eles tinham ido parar em outra casa de Mozart. Mas Amy diz que não podia ser. Viram obras de arte raras no local e livros que ela nunca ouvira falar. O piano do lugar começou a tocar um ragtime animado e Amy entendeu que ali era uma das bases secretas dos quatro clãs da família Cahill (Janus, Tomas, Ekatrina ou Lucian).a li era a base de Janus.

Eles estavam explorando o lugar quando ouviram barulhos de pessoas. Viram que o clã de Janus tinha uma seção dedicada ao seu músico mais famoso: Mozart. Viram Jonah e perceberam que ele estava trás de parte do diário de Maria Anna Mozart. Amy então pegou um tubo de tinta vermelha e correu em direção a um quadro com o retrato de George Washington e gritou que ou eles davam o papel que estavam escondendo ou o quadro seria destruído, todo pintado de vermelho.

Um homem gritou para que o quadro não fosse destruído e entregou aos meninos o papel que eles queriam. Com o papel em mãos, os meninos correram, mas foram perseguidos por todo clã de Janus. Conseguiram escapar por uma escada de metal e pegaram um barco. Dan começou a pilotar o barco fugindo dos barcos dos membros do clã de Janus, com Jonah na cola deles. Dan pegou os papéis e escondeu-os em uma almofada à prova d’água que estava no barco. A perseguição não parava e Dan sempre conseguia escapar de Jonah. Eles viram que havia mais a frente um engarrafamento de barcos e estariam perdidos, mas notaram também uma pequena embarcação de passeio atracado parcialmente escondida embaixo da ponte. Dan aproveitou para esconder lá, no Royal Saladin, a almofada, para o caso de serem pegos.

Parecia que Dan havia conseguido despistar os demais barcos que o perseguiam e quando recomeçara a se movimentar uma outra embarcação, um iate high-tech estava indo com tudo na direção deles. A lancha bateu com força no casco de aço do iate e se estraçalhou feito um brinquedo de madeira, então tudo ficou escuro para as crianças.

Quando eles despertaram, estavam salvos, mas em um aposento minúsculo mas bem luxuoso. Estavam no iate dos Kabra, que apareceram e exigiram das crianças os papéis que eles roubaram de Jonah, pois eles viram que Jonah estava perseguindo eles. Mas os garotos não tinham mais os papéis. Natalie então chama o marinheiro e manda que ele expulse as crianças do iate.

Enquanto isso, Nellie estava desesperada, mais do que nunca, preocupadíssima com a demora do desaparecimento das crianças. Então os viu todos molhados. Mas eles estavam mesmo preocupados com os papéis que eles deixaram no almofada no Royal Saladin, não com o frio que estavam sentindo.

Correram em direção à embarcação e perceberam que lá estava ocorrendo um casamento. Mas conseguiram resgatar a almofada e os documentos. O próximo passo para desvendar a segunda pista, aparentemente, estava em Fidelio Racco, um primo dos Cahill. Ele não era nenhum Mozart, mas tinha o seu valor. Amy e Dan foram até a galeria que Racco montara um dia. Eles foram até a casa de Racco e pagaram 20 euros para poder entrar.

Eles percorreram um corredor com móveis finos que terminava em um aposento circular. No centro, iluminado por uma luz azul, havia um cravo de mogno lustroso e era o instrumento que Mozart tocou em sua apresentação na casa de Racco em 1770.

Eles sentiam que a próxima pista estava perto, mas uma arma fora encostada na cabeça de Amy. Era Natalie Kabra. Ian entrou começou a tocar o cravo, conforme o que ele achou que o significado da mensagem no papel que os meninos roubaram do clã de Janus. Amy começou a decifrar a pista, mas quando tentou ajudar Ian para que não acontecesse o pior, já não dera mais tempo. No exato instante em que Ian apertou uma tecla, a tecla da armadilha, o cravo de Mozart explodiu jogando Amy e Ian longe. Na queda Ian bateu a cabeça no chão e ficou inconsciente. Dan então tratou de controla Natalie e acabou pegando a arma dela e atirando nela o dardo de sono que ela queria utilizar nos meninos.

Amy mesmo com o cravo destruído começou a tocar a partitura que Dan desenhara e o chão começara a tremer. Porém nada desabou, apenas uma nova abertura apareceu no chão. Apareceram espadas reluzentes, espadas de samurais. Perceberam que a próxima pista tinha a ver com Tungstênio, a matéria prima que tinha na liga de aço das espadas dos samurais.

Dan e Amy foram encontrar Nellie e contaram todas as aventuras. Dan mandou que todos fizessem as malas pois o próximo destino seria Tóquio, pois era de lá que vinham aquelas espadas.

Quem colocara o rastreador no gato Saladin para monitorar os garotos fora o advogado de Grace, o sr. William McIntyre. Mas para sua surpresa, o que encontrou não foram as crianças e sim Alistair Oh.

Encontrou-se com o homem vestido todo de preto, o misterioso homem que sempre estava espreita, e dissera a ele que os meninos encontraram o rastreador e que talvez eles fossem mais espertos do que Grace imaginava. E naquele mesmo momento em que eles conversavam, um avião rumava para o Oriente. E assim termina o segundo livro da série “The 39 Clues”.

Espero que a próxima aventura dos jovens Cahill no Japão façam jus à essa cultura milenar esplêndida e muito interessante. Desejo que o livro seja tão bom quando o primeiro, “O Labirinto dos Ossos” e melhor do que “Uma Nota Errada”.

24
abr
10

O Labirinto dos Ossos

Após a série de sucesso teen “Percy Jackson”, o autor Rick Riordan, inova mais uma vez na literatura infanto-juvenil. Desta vez a nova série “The 39 Clues” (As 39 Pistas) traz dez livros com misto de ação, mistério e história, além de ser inovada também no quesito autoria. Ao invés dos dez livros serem escritos por Riordan, outros autores contribuirão com a trama. O autor de “Percy Jackson” só escreve o primeiro livro. O que é algo bem interessante, pois o leitor poderá ter em uma mesma trama, autores com estilos diferentes, garantindo bons momentos de diversão.

A trama dos livros gira em torno de uma lendária família, os Cahill, que dividiu-se em clãs. Dois jovens órfãos, Amy e Dan terão que provar ser de fibra e muito espertos para vencerem uma perigosa competição. E, nós leitores, temos que provar sermos bastante pacientes para esperarmos os demais livros serem traduzidos, pois bate uma grande ansiedade para sabermos o que acontecerá em seguida.

O livro começa relatando que Grace Cahill, enferma que tinha como companhia durante todo o período em que esteve doente o gato Saladin, cinco minutos antes de morrer, mudara o seu testamento. William McIntyre, advogado dela, a entregara uma versão alternativa que havia sido seu segredo por sete anos. Com essa atitude, Grace estava prestes a desencadear acontecimentos que talvez causassem o fim de civilização humana.

William era um homem alto de pele enrugada. Seu nariz era pontudo feito um relógio de sol que sempre lançava uma sombra sobre um lado do rosto. Ele tinha sido o conselheiro de Grace, seu confidente mais íntimo, durante metade da vida dela. Eles haviam compartilhado muitos segredos ao longo dos anos. Mas nenhuma fora tão perigoso como aquele.

Eles conversaram enigmaticamente sobre algumas crianças serem muito novas mas que agora devem ter idade suficiente, sendo a única chance para alguma coisa, pois se elas falhassem, 500 anos de trabalho seriam jogados fora e o mundo irá acabar.

Grace estava morrendo e ainda havia tanto a se fazer, tantas coisas que ela nunca havia contado às crianças. Assim que Grace morrera, William McIntyre foi até a janela e fechou as cortinas. A porta se abriu atrás dele mas ele estava absorto na assinatura de Grace Cahill, em seu novo testamento que acabava de se tornar o documento mais importante da história daquela família.

Uma voz brusca surgira atrás dele. William dissera a ele que chegara a hora e pede que ele não deixe as crianças suspeitarem de nada. E o homem garantiu que eles não suspeitariam.

Dan Cahill achava que tinha a irmã mais chata do planeta. E isso foi antes dela botar fogo em 2 milhões de dólares. Dan estava empolgado para ir para o enterro da avó, pois pretendia fazer um dacalque do túmulo depois que todos tivessem ido embora, pois adorava colecionar coisas. Colecionava cards de beisebol, autógrafos de malfeitores famosos, armas da Guerra Civil Americana, moedas raras e os gessos que tinha usado desde o jardim de infância. No momento, o que Dan mais gostava de colecionar eram inscrições de túmulos decalcadas com carvão. Ele acreditava que sua avó não se importaria em ele decalcar do túmulo dela, pois havia sido uma avó legal quando era viva. E tendo o decalque do túmulo de Grace em sua coleção, ele sentia que talvez não sentisse tanto que ela tinha ido embora para sempre.

Amy nunca comprava briga com adultos. Tinha cabelo comprido castanho-avermelhado, diferente do de Dan, que era loiro escuro. Os irmãos, por outro lado, tinham olhos verdes como jade.

Amy tinha 14 anos e Dan 11. Geralmente Amy usava uma calça jeans e alguma camiseta velha porque não gostava que prestassem atenção nela. Mas no enterro da avó estava de vestido preto. Dan também estava vestido de modo especial: de terno e gravata que ele estava detestando, por ser incômodo.

Beatrice, a tia-avó deles, queria demitir a baby-sitter deles, Nellie, pois ela quase deixara eles botarem fogo no prédio vizinho. A cada duas semanas, Beatrice demitia a baby-sitter e contratava uma nova. Beatrice não morava com eles, pois morava no outro lado da cidade, o que agradava muito as crianças.

Nellie tinha durado mais que a maioria. Dan gostava dela porque ela fazia waffles incríveis e geralmente escutava ipod em volume de lesão cerebral. Dan ia sentir falta dela quando fosse demitida.

Por mais que Dan tentasse não ficar sentimentalóide, ele estava triste com a perda da avó. Ela sempre tinha sido a pessoa mais legal do mundo com eles. Tratava os dois como pessoas de verdade, não como crianças. Ela tinha sido uma das únicas pessoas que se importavam de verdade com eles.

A mansão da família parecia escura e sombria em sua colina, como o castelo de um lorde. Dan adorava aquele lugar, com seus bilhões de cômodos chaminés e mosaicos de vidro nas janelas.

Todo inverno Grace convidava parentes do mundo inteiro para uma semana de férias. A mansão se enchia de Cahill chineses, Cahill ingleses, Cahill sul-africanos e Cahill venezuelanos. A maioria nem usava o nome Cahill, mas Grace garantia que eram todos parentes.

Amy tinha medo de multidões e sempre que a mansão ficava cheia, ela se escondia na biblioteca com Saladin, o gato.

Perto da sepultura de Grace havia umas 400 pessoas. Dan tinha certeza que as pessoas ali só queriam a fortuna da avó.

Dan não gostava claramente da família Holt. Madison e Reagan, as gêmeas usavam no enterro agasalhos esportivos roxos combinando, rabos de cavalo loiros e sorrisos tortos. Elas tinham 11 anos, a mesma idade de Dan. O pit bull da família, Arnold, corria em volta das pernas dos donos e latia.

O irmão mais velho das gêmeas era Hamilton, o pai Eisenhower e a mãe, Mary-Todd. Todos da família Holt eram valentões. Eles tinham mãos carnudas, pescoços grossos e rostos que pareciam os dos bonecos Comandos em Ação. Até a mãe tinha cara de quem devia fazer barba e fumar charuto.

Outra família também mexia com os ânimos dos garotos: os Kabra. Ian e Natalie tinham cabelos pretos e sedosos e a pele cor de canela.

Dan reconheceu mais alguns parentes: Alistair Oh, o velho coreano da bengala com ponta de diamante.

A russa Irina Spasky, que tinha um tique no olho e por isso era chamada de Spasmos pelas costas.

Os trigêmeos Starling: Ned, Ted e Sinead, que pareciam jogadores de hóquei.

Até mesmo Jonah Wizard, o garoto da TV estava ali. Ele se vestia da mesma forma que aparecia na TV, com um monte de correntes e pulseiras de prata, jeans rasgados e uma regata preta.

Depois do enterro, um sujeito de terno cinza-carvão subiu no palanque, era William McIntyre, advogado e executor do testamento de madame Cahill. Alguns convites foram distribuídos juntamente com a programação. Amy e Dan receberam um. McIntyre diz que os convites não foram feitos ao acaso. Apenas alguns membros da família Cahill foram escolhidos pois tem mais chances de serem beneficiários do testamento de Grace Cahill. Os que receberam o convite deveriam ir ao salão principal.

Ao atravessar a entrada principal da mansão, Dan observou o brasão de pedra acima da porta. Um grande O rodeado por quatro desenhos menores – um dragão, um urso, um lobo e um par de cobras enroladas em volta de uma espada. O brasão sempre tinha fascinado Dan, embora ele não soubesse o seu significado.

No salão principal havia umas 40 pessoas ao todo. O sr. McIntyre tirou um documento de uma pasta de couro marrom e leu o testamento deixado por Grace, que dizia que divide todos os bens dela entre os que aceitarem o desafio, mas também para os que não aceitarem.

Um projetor no teto começou a funcionar e a imagem de Grace surgira. Ela diz que os escolhidos, obviamente, fazem parte da família Cahill, mas muitos não se davam conta de como é grande a importância dessa família. Ela diz que os Cahill tiveram maior impacto na civilização do que qualquer outra família na história.

Grace diz que cada um dos escolhidos tinha potencial para conseguir alcançar o objetivo. Alguns poderiam decidir formar uma equipe com outras pessoas que foram escolhidas. Outros talvez prefiram enfrentá-lo sozinhas. Mas ela acredita que a maioria vai recusar o desafio e fugir com o rabo entre as pernas. Apenas uma equipe conseguirá, e cada um deve sacrificar sua parte na herança para participar.

Ela diz que para os que aceitarem, seria fornecida a primeira das 39 pistas. Essas pistas levarão a um segredo que, se descoberto, fará deles os seres humanos mais poderosos e influentes do planeta, concretizando o destino da família Cahill.

Sr. McIntyre diz que aqueles que se recusarem ao desafio poderia receber o que estava embaixo da cadeira de cada um. Quarenta pessoas remexeram embaixo de suas cadeiras e lá havia um pedaço de papel verde com as palavras Banco Real da Escócia, um comprovante de banco que só será ativado se e quando cada um deles renunciarem ao direito de participar do desafio. Teriam que fazer uma escolha, ou receberiam um milhão de dólares ou poderiam escolher uma pista que talvez os levasse ao tesouro mais importante do mundo e os tornaria incrivelmente poderosos. Eles tinham cinco minutos para decidir.

Amy Cahill achava que tinha o irmão caçula mais chato do planeta. E isso foi antes de ele quase matá-la. Amy estava em choque, segurando o envelope que valia um milhão de dólares. Ela achava que não herdara grande coisa da avó. Ela queria apenas alguma coisa que ela pudesse se lembrar de Grace. Ela estava perdida com todo aquele mistério sobre o desafio e um segredo perigoso.

Amy odiava multidões. Ela sentia como se todos estivessem olhando para ela, só esperando que fizesse papel de boba. Naquele exato momento, tudo o que ela queria era correr para a biblioteca de Grace, fechar a porta e se aconchegar com um livro ao lado de Saladin, o gato de Grace, da raça Mau Egípcio.

Ela lembrou quando estava com a avó sentadas na grande cama de Grace e ela lhe mostrara um mapa da África desenhado à mão e contara histórias das aventuras que vivera quando era uma jovem exploradora. Ela acreditava que tinha vivido muitas aventuras, mas que Amy viveria outras muito maiores das que ela vivera.

Dan estava fazendo mil planos para comprar um monte de coisas que interessavam a um garoto da idade dele. Amy diz que se eles pegassem o dinheiro era para guardarem para a faculdade, pois a tia Beatrice só tomava conta deles por causa de Grace.

Após a morte dos pais, a garota desejara que Grace os adotassem, mas ela nunca fizera isso e pressionara Beatrice para que se tornasse a responsável legal por eles. Durante sete anos, os irmãos ficaram à mercê de Beatrice, morando em um apartamento minúsculo com uma série consecutiva de baby-sitter. A tia-avó pagava tudo, mas não pagava muito. Eles tinham o suficiente para comer a cada seis meses ganhavam roupas novas, mas nada além disso, nenhum presente de aniversário, nenhum agrado especial, nem mesadas.

Eles estudavam em uma escola pública e Amy nunca tinha dinheiro sobrando para comprar livros. Usava a biblioteca pública ou às vezes ficava no sebo de livros em Boylston, onde os funcionários a conheciam. Já Dan ganhava um dinheirinho por sua conta com seu pequeno comércio de cards colecionáveis, mas não era muito.

Os garotos passavam os finais de semana com a avó na mansão e ela sempre os tratava com atenção exclusiva, como se os dois fossem as pessoas mais importantes do mundo. Amy perguntava porque não podiam ficar com Grace o tempo todo e ela dizia com um sorriso triste que havia motivos e um dia ela entenderia.

Com o dinheiro eles poderiam ter uma maiôs independência de Beatrice, talvez comprar um apartamento maior, livros sempre que quisesse e até mesmo ir para a faculdade. Amy estava desesperada para entrar na faculdade e estudar história e arqueologia. Sua mãe talvez teria gostado disso. Ela não sabia porque ela sabia muito pouco sobre os pais e não entenderia porque e o irmão tinha o nome de solteiro da mãe, Cahill, já que o sobrenome do pai deles era Trent.

Os pais de Amy e Dan morreram em um incêndio e ela mal lembrava do rosto deles ou sobre qualquer coisa a respeito deles.

Na sala em que estavam, todos discutiam. Ficara óbvio que eles só queriam a herança de Grace e nem se importavam com ela. Amy ouviu uma voz atrás dela dizendo que o desafio seria recusado por ela e Dan. Quando se virou para olhar, viu que se tratava de Ian e sua irmã irritante, Natalie Kabra. Ian dissera que ficaria triste se alguma coisa acontecesse com ela e Dan, além do fato deles precisarem mesmo do dinheiro. De forma cruel, Natalie fingindo surpresa, humilhou os garotos dizendo que às vezes se esquecia que eles eram pobres e como era estranho eles serem parentes.

De uma forma bem estranha e querendo sempre humilhar e deixar os meninos para baico, os Kabra queriam convence-los a pegar o dinheiro e não aceitar o desafio. Amy entende isso como se eles estivessem os ameaçando e que realmente não quisessem que eles se envolvessem.

Amy e Dan ficaram especulando sobre qual seria o desafio. Será que era o tesouro uma tumba egípcia perdida ou ouro de piratas?

Então Beatrice surgira pegando eles pelos braços dizendo que não iria permitir que eles fizessem alguma besteira e ainda continuaria com a custódia deles. Ou seja, pegaria o dinheiro dos garotos.

Sr. McIntyre dissera que chegara a hora. A mente de Amy estava a mil. Ela sempre soube que os Cahill eram importantes. Muitos eram ricos e estavam espalhados no mundo todo. Mas não sabia que eles eram responsáveis pela formação da civilização como dissera o sr. McIntyre.

Ele dissera ainda que todas as conquistas da família Cahill até agora não são nada em comparação com o desafio que está diante deles neste momento. É chagada a hora deles descobrirem o maior segredo dos Cahill, de se tornarem os membros mais poderosos da família em toda a história ou pelos menos, morrerem tentando.

Amy tinha que aceitar o desafio, pois a tia Beatrice daria um jeito de roubar os dois milhões de dólares deles.

Sr. McIntyre diz que apenas um ou uma equipe vai encontrar o tesouro. Ele diz que não podia dizer mais nada pois não sabia até onde a busca iria os levar. Só podia indicar o começo da jornada, monitorar os avanços deles e oferecer uma pequena orientação.

Vários levantaram e decidiram pelo dinheiro, inclusive Beatrice.

Ian e Natalie Kabra aceitaram o desafio e eles formariam uma equipe de dois. Sr. McIntyre pegou os papéis deles que valiam um milhão de dólares e queimou e deu a eles um envelope pardo lacrado com cera vermelha. Diz que eles não poderiam lê-la até que ele desse as instruções e seriam a Equipe 1.

A família Holt inteira aceitou o desafio e formariam outra equipe.

Alistair Oh aceitou o desafio e seria ele mesmo uma equipe, a Equipe 3.

Os trigêmeos Starling correram para frente e formariam a Equipe 4.

Irina Spaky, sozinha, formaria a Equipe 5.

Jonah Wizard também aceita e forma a Equipe 6.

Só sobrara Amy e Dan para decidirem na sala. Tia Beatrice olha feio para eles. Amy estava muito indecisa, não se sentia corajosa, até ouvir a voz de Grace em sua cabeça dizendo que sabia que Amy o deixaria orgulhosa. Amy olhava para Dan e por mais chato que ele fosse, eles sempre conseguiram se comunicar só pelo olhar, e ela sabia que o irmão estava pensando em ficar com o milhão. E com olhares eles conversaram e discutiram se deveriam ou não aceitar, parecendo telepatia. Amy aceita o desafio, juntamente com Dan.

Dan desde pequeno sonhara em fazer algo que deixasse os pais orgulhosos e essa competição para se tornar o maior Cahill de todos os tempos parecia a chance perfeita. Além disso, ele adorava tesouros.

A sala estava vazia agora, exceto pelas sete equipes e pelo Sr. McIntyre.

Os envelopes foram abertos e a primeira das 39 pistas dizia que eles precisavam procurar uma pessoa para descobrir o que aparecia. Um Richard S_____ , sem o resto do sobrenome.

O sr. McIntyre diz que as 39 pistas são os grandes passos que levam à meta final. Elas são as mesmas para todas as equipes. E essa é a primeira e a única que será tão simples. Dicas e segredos foram escondidos para eles encontrarem, ou seja, pistas para as pistas. Quando na sala só ficaram Dan, Amy e William, ele disse que Grace ficaria feliz por eles terem aceito o desafio e deu um aviso a eles: todos os Cahill pertencem a um dos quatro clãs principais: Ekaterina, Janus, Tomas e Lucian.

Amy e Dan não sabiam de qual clã eles faziam parte. William diz que existe outra parte interessada a respeito da qual eles precisam saber. Não é um dos quatro clãs da família Cahill, mas um grupo que pode tornar a busca deles mais difícil. Diz para eles tomarem cuidado com eles, com o Madrigal.

Amy saiu correndo para a biblioteca de Grace atrás de pistas e Dan correu atrás da irmã. Amy começou a vasculhar os livros da biblioteca. Dan queria ajudar, mas não sabia o que devia procurar, enquanto a irmã buscava informações nos livros, ele começou a mexer em um globo e notara que abaixo do oceano Pacífico havia a assinatura de Grace, com o ano de 1964. Amy explica a ele que a avó era cartógrafa, fazia mapas e era exploradora. E ela mesma fizera aquele globo.

Amy pergunta a Dan quais lugares ela havia explorado. E quem responde é Alistair Oh que estava parado na soleira da porta, dizendo que ela havia explorado todos os continentes. Aos 25 anos ele falava seis línguas fluentemente, sabia manejar uma lança, um boomerangue e um rifle com a mesma habilidade e se orientava em quase toda grande cidade do mundo.

Amy pergunta o que Alistair queria. Ele propõe uma aliança. Dan ficara desconfiado e queria saber porque ele queria uma aliança com duas crianças. Ele diz que é porque os dois tem inteligência e juventude, um jeito novo de ver as coisas e ele, de outro lado, tinha recursos e idade. Os meninos não iam poder viajar pelo mundo sozinhos.

Amy diz a ele que cada equipe deveria atuar sozinha, pois só uma vencerá.

Amy diz que esse desafio poderá durar semanas ou até mesmo meses e eles poderia colaborar um com o outro. Afinal eles eram uma família.

Dan então pede que Alistair ajude a eles, dê uma dica de quem seja Richard S______. Onde eles deveriam procurar.

Alistair diz que Grace era uma mulher de segredos e ela adorava livros e achava estranho ter tão poucos livros ali.

Amy pergunta se ele achava que ele tinha uma biblioteca secreta e Alistair deu de ombros e sugeriu que eles se separassem e procurassem.

Dan notara que na parede acima da estante de livros havia um brasão de gesso igual ao que havia acima da parte da frente da mansão, um “C” enfeitado com quatro insígnias menores ao redor – um dragão, um urso, um lobo e um par de cobras enroladas em volta de uma espada. Ele nunca notara que os brasões menores tinham cada um uma letra gravada no meio – E, T, J, L.

Dan começou a escalar a estante, derrubando livros e cacarecos. Alcançou o brasão e percebeu o que precisava fazer. As letras estavam manchadas, mais escuras que o resto da pedra, como se tivesse sido tocadas muitas vezes.

Ele pergunta lá de cima para Amy quais era mesmo aqueles quatro clãs. Ela responde e descobrem que o símbolo do clã Ekatrina era um dragão, do Tomas, um urso, do Lucian, as cobras e de Janus, o lobo.

Dan apertou o E e a estante inteira se dobrou para fora e onde antes estava a estante havia agora uma escadaria escura, era uma passagem secreta. Dan, de forma um pouco medrosa, diz que as damas deveriam ir primeiro e abriu a passagem para Amy ir na frente e entrar na passagem secreta antes dele e Alistair.

Amy fora na frente, desceu as escadas e ficou boquiaberta ao ver tantos livros. Era livro que não acabava mais. E ela achava que a biblioteca pública em Copley Square era a melhor do mundo, mas aquela era ainda melhor.

As estantes eram de madeira escura, e os livros eram encadernados em couro e muito antigos, com títulos dourados nas lombadas. Havia mapas e fólios imensos espalhados em grandes mesas. Encostados numa das paredes, viam-se uma fileira de arquivos de carvalho e um computador enorme com três monitores separados, parecendo os que se usam na NASA. Amy ficara louca e empolgada com o lugar, pois era incrível. Eles procuraram freneticamente por uma pista sobre Richard S_______.

Lá as crianças encontraram Saladin. Amy ficara muito feliz em encontrar o pequeno felino. Para ela, ele tinha o pelo mais bonito do mundo, prateado com manchas, como um leopardo-das-neves em miniatura. Ele estava sentado em cima de uma caixa. Dan o levantara e eles viram uma caixa de mogno polido com as iniciais douradas G. C. gravadas na tampa. O coração de Amy disparara, pois ela reconheceu a caixa de jóias de Grace. Quando Amy abriu lá estavam as jóias de Grace que a garota tanto adorava desde que era criança.

Dan chamara Amy e Alistair para ver algo. Era um mapa gigante preso na parede, coberto de alfinetes. Os alfinetes eram de cinco cores diferentes: vermelho, azul, amarelo, verde e branco. Todas as grandes cidades do mundo pareciam ter pelo menos um. Todas as grandes cidades do mundo pareciam ter pelo menos um. Algumas estavam marcadas só com alfinetes vermelhos, algumas só com verde ou azul, outros com várias cores.

Amy tivera um estalo e correra para a fileira de estantes. Quando chegou à letra F encontrou o que queria: um livro minúsculo, muito surrado que chega estava se despedaçando. O título estava apagado, mas ela ainda conseguiu ler: ALMANAQUE DO POBRE RICHARD, para o ano de 1739, por Richard Saunders. Fora escrito sob um pseudônimo, sendo o verdadeiro autor Benjamin Franklin.

Ela revirou uma página do Almanaque do Pobre Richard e percebeu que havia notas rabiscadas nas margens com várias caligrafias diferentes. Amy perdera o fôlego pois reconhecera uma linha escrita em uma letra elegante em tinta roxa no pé de uma página. Ela já tinha visto aquela mesma letra em cartas antigas, tesouros que Grace lhe mostrara de vez em quando. A anotação dizia apenas “Sigam Franklin, primeira pista. Labirinto de Ossos”. Era a letra da mãe deles.

Várias gerações fizeram anotações naquele livro. Havia anotações da letra de Grace, o pai de Alistair, Gordon, de Jamil Cahill, o pai de Grace.

Alistair chama as crianças para irem embora do local. Então eles sentiram um cheiro acre no ar. Havia uma fumaça branca engrossando junto ao teto descia devagar numa névoa mortal. Era fogo. Eles tentaram subir as escadas.

Amy ficara paralisada de medo. Ela morria de medo de fogo, pois lhe trazia lembranças horríveis do passado, afinal seus pais morreram em um incêndio. Ela só despertou do pânico quando Dan dissera que eles precisavam encontrar Saladin. Como ela não deixaria nada acontecer ao gato, começou a procurá-lo. Mas os olhos deles ardiam por causa da fumaça, eles mal conseguiam respirar. A porta não se mexia, então começaram a procurar desesperadamente uma alavanca.

Amy pegara a caixa de jóias da avó e Dan estava tossindo muito, chiando atrás dela. Ele tinha asma, mas fazia meses que não sofria um ataque. Ela pensou que se Grace havia construído um aposento secreto como aquele, ela nunca faria uma única saída.

O colar favorito de Grace tinha o desenho de um dragão e o tapete oriental do local havia um desfile de dragões tecidos em seda. Todos voavam na mesma direção, como se estivessem indicando um caminho. Ela pediu que Dan a seguisse e eles seguiram os dragões e deram de frente a uma grade de ventilação com cerca de um metro quadrado. Não era muito grande, mas talvez fosse o suficiente. Amy chutou a grade com os pés e só na terceira tentativa ela caiu e revelou um túnel de pedra que conduzia para cima. Ela empurrou o irmão para cima e percebeu que ele carregava Saladin. O gato dava patadas, unhadas, rosnadas, mas Dan o segurava com força.

Eles subiram para um túnel escuro e após um tempo se arrastando, Dan parou de avançar e o garoto dissera que estava bloqueado. Ambos empurraram uma placa de pedra lisa que estava bloqueando o caminho, quando finalmente abriu, pulando por uma tampa, a luz do sol apareceu e eles rastejaram para fora, sentindo o ar livre e desabaram na grama.

Eles notaram que a mansão da família na colina era um inferno em chamas. Labaredas dançavam pelas janelas e lambiam as laterais da casa. Uma parte do telhado desabou, cuspindo uma bola de fogo no céu. Os garotos estavam arrasados.

Amy vira na estradinha de terra uma pessoa caída, um homem, o Sr. McIntyre. Mas também havia outra pessoa por perto, a uns 500 metros de distância, meio escondido entre as árvores, havia um homem de preto de pé, imóvel. Era alto e magro, com cabelos grisalhos e segurava um binóculo. Amy percebera que ele estava olhando para eles.

Para surpresa deles, viram também Alistair Oh, coberto de fuligem e fumaça correndo da entrada principal da mansão e foi, cambaleante, para a sua BMW, carregando o livro Almanaque do Pobre Richard que roubara das crianças.

Os meninos foram correndo ajudar o senhor McIntyre, fuçou os bolsos dele a procura do seu celular e ligaram para o 911.

Dan sempre quisera andar num carro de polícia, mas não daquele jeito. Ele estava sentado no banco de trás da viatura com Saladin no colo e seu peito ainda doía por causa da fumaça.

Os detetives da polícia não deram muitas respostas, parecia um incêndio premeditado e o fogo se espalhou com muita rapidez para ser um acidente.

Os irmãos discutiam como conseguiriam arranjar um adulto para poderem viajar para procurar as pistas para o tesouro. Eles precisavam de alguém que os deixasse fazer o que quisessem sem fazer muitas perguntas. Algum adulto o bastante para parecer que está tomando conta deles, mas não tão rigoroso que vá tornar-se um obstáculo. Alguém que seja inflexível.

Quando chegaram na porta do prédio em que moravam, a policial perguntou se tinha alguém em casa, alguém que tomasse conta deles. Eles responderam que Nellie Gomez estava lá, era a baby-sitter deles. A menção ao nome de Nellie dera um tipo de estalo neles. Subiram correndo as escadas com o gato e a caixa de jóias.

Ao chegarem em casa, Amy diz a Nellie que precisavam ter uma conversa com ela. Fizeram a proposta a ela que poderia lhe render bastante dinheiro. Agora os garotos ganharam total atenção dela, pois três palavras sempre funcionavam com ela: homens, comida e dinheiro.

Ela levantou com sua camiseta rasgada da bandeira da Inglaterra, jeans desbotado e sapatos plásticos cor-de-rosa. Seu cabelo parecia um monte de palha molhada – metade preto e metade loiro. Amy explica o esquema como seria. Uma viagem em que ela seria a acompanhante deles. Ela estranha o fato de tia Beatrice não estar pedindo isso e sim eles. Os meninos retrucam dizendo que a tia havia quebrado o pescoço, não todo, mas um pedaço do pescoço e dizem que é uma coisa que a família deles fazem, tipo uma caça ao tesouro e eles visitam vários lugares, podendo até mesmo durar meses. Conheceriam lugares exóticos, cheios de homens e comida. Ela não precisaria ficar com eles o tempo todo, só para as coisas de adultos, como comprar passagens de avião e se hospedar em hotéis e coisas assim. Com isso, ela teria muito tempo livre.

Então Nellie quis saber sobre o pagamento. Amy abriu a caixa de jóias da avó e virou tudo na mesa, pulando pulseiras de pérola, anéis de diamante e brincos de esmeralda. O queixo de Nellie caíra e pergunta a eles se haviam roubado aquilo tudo. As crianças respondem que era da avó deles e ela queria que eles fizessem aquela viagem, confirmando isso no testamento dela.

Nellie ao olhar para as jóias, pegou o celular e ligou para o pai avisando que pegara um trabalho extra para os Cahill e que iria viajar, talvez por meses. O pai dela ficara furioso e ela fingira que a ligação caíra para poder desligar e fechar o acordo com os jovens Cahill.

Dan tinha que seguir as ordens de Amy, levando uma única mala. Ele passara os olhos pelo quarto inteiro tentando decidir o que levar de suas coleções. Acabou pegando o laptop que comprara do professor de informática e jogara na sua sacola preta, juntamente com três camisetas extras, calças, cuecas, uma escova de dentes, seu inalador para a asma e seu passaporte.

Não sobrara quase espaço para levar mais nada. Mas ele queria levar pelo menos mais uma coisa: o seu álbum de fotografias com uma única foto de seus pais, Arthur e Hope, que sobrara do incêndio.

Dan e Amy discutem sobre a venda das jóias de Grace. Eles sabiam que não receberiam o valor que elas realmente valiam e decide vender as suas coleções, pois eles precisavam comprar passagens para três pessoas, além de hospedagem e alimentação.

Amy conta ao irmão que no dia seguinte eles começariam as buscas pelas pistas. As anotações da mãe deles dizia para eles seguirem Franklin. Eles iriam para a Filadélfia que fora para onde Franklin havia ido aos 17 anos.

Concomitantemente a isso, Irina Spasky, em Copley Square, se encontrara com Ian e Natalie Kabra. Ambos concordaram que a segunda pista não estava em Boston. Eles eram ambos do clã Lucian, assim como Benjamin Franklin e achavam que deveriam agir juntos (será mesmo?).

Eles discutem uma forma de tirar Dan e Amy de circulação, pois eram a maior ameaça deles todos, mesmo eles não se dando conta ainda. Eles acharam que precisavam eliminá-los e rapidamente. Ian e Natalie deixaram nas mãos de Irina a tarefa dela bolar uma armadilha parta tirar de circulação Amy e Dan.

Quando Nellie saiu da locadora de carros entregou para os meninos um pacote que estava no balcão da locadora endereçada a eles. Era do Sr. McIntyre. Eles ficaram desconfiados e chegaram a pensar que era uma bomba. Amy decide abrir e havia um cilindro de metal que parecia uma lanterna com uma lâmpada de vidro roxo. Amarrado ao objeto havia um bilhete em letras toscas, como se a pessoa que tivesse escrito estivesse com pressa, falando para as crianças encontrarem com ele no Independence Hall naquele dia às 8 da noite e agradeceu por eles chamarem a ambulância para eles.

As crianças ficaram esperando com Saladin em uma gaiolinha de transporte, enquanto Nellie ia buscar o carro.

Amy ficara desconfiada, pois o próprio Sr. McIntyre dissera a eles para não confiarem em ninguém. Ela achava que podia ser um truque e podia ser perigoso. Mas decidem ir. Antes de partirem de Boston, Amy comprar uns livros sobre Franklin e a Filadélfia no sebo dos amigos dela. Dan dissera que 39 era um número legal. É 13 vezes 3, também a soma de cinco números primos seguidos: 3, 5, 7, 11, 13. Além disso, se se somar as primeiras três potências de 3 dá 39.

Amy ficara surpresa, mas rapidamente imaginara que pelo pai dela ter sido professor de matemática, ele, pelo visto, herdara todo o jeito de Arthur para números. Já ela achava muito difícil decorar um simples número de telefone.

Dan queria saber o que era aquele objeto que o Sr. McIntyre mandara para eles.

Eles estavam na Interestadual 95, rumando para o centro da cidade, quando Amy, por acaso, olhou para trás e sentiu uma coceira na nuca, como se estivesse sendo observada. E, de fato, ela estava. Amy comenta com os outros passageiros do carro que eles estavam sendo seguidos. Havia um mercedes cinza, os Starling estavam há cinco carros atrás. E eles precisavam despistá-los. Nellie girou o volante para a direita e o carro deu uma guinada, cortando três pistas de trânsito. Todos ficaram apavorados, incluindo Saladin. Quando eles estavam prestes a se espatifar nos tamboretes de proteção, Nellie conseguiu subir por uma rampa de saída. Enfim eles conseguiram despistar os parentes que os seguiam. Eles pararam na Library Company da Filadélfia, um grande prédio de tijolos vermelhos bem no centro da cidade. Amy e Dan pediram que Nellie esperasse no carro com Saladin.

Amy diz ao irmão que Franklin fundara aquele lugar e havia um monte de livros do acervo pessoal dele. Dan queria saber o que Franklin tinha feito de tão importante assim. Amy lhe diz que ele descobrira que o relâmpago e a eletricidade eram a mesma coisa. Ele inventara o pará-raios para proteger os prédios e fez experiências com pilhas. Ele era um cientista, inventou várias coisas e, mais tarde, ajudou a escrever a Declaração de Independência e a Constituição dos Estados Unidos. Foi embaixador na Inglaterra e na França. Era um homem brilhante e fora famoso no mundo inteiro.

Amy adorava bibliotecárias e bibliotecários e não ficava nem um pouco tímido ao lado deles. Ela disse a eles que estava fazendo um trabalho de férias sobre Benjamin Franklin e precisava usar documentos históricos. Assim, todos se desdobraram para ajudá-la.

Os dois tiveram que usar luvas de látex e se sentaram numa sala de leitura com temperatura controlada enquanto os funcionários levaram livros antigos para eles olharem. Mas não encontravam nada que os ajudasse. Depois passaram a olhar as cartas de Franklin que ele escreveu para os amigos e parentes, pois havia morado na Europa por muito tempo.

Dan estava fazendo uma pesquisa no computador e diz à irmã que encontrara uma lanterna igualzinha à que o Sr. McIntyre enviara para eles. Se tratava na verdade de um leitor de luz negra.

A bibliotecária explica que serve para revelar mensagens secretas, mas nenhum dos documentos existentes na biblioteca havia mensagens secretas. Amy sentira um aperto no coração, pois achava que eles tinham perdido tempo ali e ela ainda não sabia o que estava procurando.

A bibliotecária diz aos meninos que alguns dos manuscritos mais famosos de Benjamin estavam em exposição durante todo o mês no Instituto Franklin que ficava no Museu de Ciências na rua 20.

Eles correram de volta para o carro e rapidamente chegaram ao Instituto Franklin. Pediram que Nellie ficasse mais uma vez no carro com Saladin.

O museu era enorme e Amy congelara quando vira um homem alto e grisalho atravessando o corredor na galeria ao lado, indo em direção ao balcão de informações e estava vestindo um terno preto. Amy manda o irmão correr. Ela achava que ele estava atrás deles para os pegar e achava que ele estava esperando pelos meninos para dar o bote assim que eles saíssem.

Amy começara a olhar para os lados procurando uma saída, até que se dera conta de que na parede bem ao seu lado havia documentos de pergaminhos amarelo, eram as cartas de Franklin. Dan procurou na mochila a pequena lanterna de luz negra. Eles procuraram documentos por documento e encontraram uma carta escrita por Franklin em Paris, em 1785, para alguém chamado Jay. Havia linhas nas entrelinhas, uma mensagem secreta de Benjamin Franklin. Embaixo havia um brasão com duas cobras enroladas em uma espada, o símbolo dos Lucian.

Amy se vira cercada pelos Starling e agradece, à pista dada pelos meninos. Ameaçam os garotos dizendo que queria uma vantagem de 30 minutos. Amy avisa que tem um homem vigiando eles, que os Starling não deveriam sair pela porta principal. Mas eles disseram que não acreditavam neles. Sinead pegara o celular e tirava uma foto da pista e foram embora.

Um barulhão de explosão assustara a todos. O prédio inteiro tremeu e os dois irmãos caíram no chão. Eles correram em direção à saída e fumaça e pó pairavam no ar. Brilharam luzes de emergência dos alarmes de incêndio. Uma pilha de entulho bloqueava a saída da galeria Franklin, como se parte do teto tivesse desmoronado. No chão, junto aos pés de Amy, jaziam o leitor de luz negra estilhaçada que fora tomada dos meninos pelos Starling e o celular de Sinead. Mas não havia nenhum sinal dos irmãos Starling.

Nellie estava histérica por uma bomba de verdade ter estourado perto deles. Achou que eles estivessem brincando. O assunto era sério. Alguém tentara matar os garotos. Ela queria levar as crianças de volta para casa, para a tia deles, mas os meninos protestaram violentamente.

Amy precisava levar Saladin e quando estavam na metade da escada do Independence Hall, William McIntyre estava encostado no prédio, meio escondido atrás de uma roseira. Ele conta aos meninos que os Starling vão sobreviver, mas estavam em estado grave e iriam ficar internados durante meses, o que queria dizer que ficariam de fora da busca.

Sr. McIntyre dissera que estava preocupado com o jeito como as outras equipes estavam tentando atingir a eles, parecendo que tinha decidido tira-los de circulação. Os meninos pensaram em desistir da disputa, mas o Sr. McIntyre diz que é tarde demais, pois a tia Beatrice estava furiosa e inclusive estava querendo contratar um detetive particular para seguir as pistas das crianças e procurar por eles.

Enquanto ela não entregar eles oficialmente para o Serviço Social, teria problemas com a lei se algo acontecesse com eles. Se voltarem para Boston, ambos seriam mandados para lares adotivos e provavelmente nem sejam colocados juntos.

Os meninos decidem continuar na disputa, mas Amy pede que o Sr. McIntyre cuide de Saladin, pois eles não teriam como cuidar do bicinho por enquanto, afinal era muito perigoso. Nem o gato nem o Sr. McIntyre pareceram satisfeitos com a decisão dos garotos.

Quando eles estavam voltando para o carro, Amy disse para o irmão que eles estavam indo para Paris, pois quando Franklin já estava bem velhinho, fora embaixador dos EUA em Paris. Todos os franceses o trataram como se ele fosse uma estrela de rock. A mensagem secreta dizia que ele estava indo embora de Paris, e a data da carta era de 1785. Amy tinha certeza que esse fora o ano em que ele deixara a França, regressando para os EUA. Então, ele deixara alguma coisa para trás em Paris. Alguma coisa que dividira o clã dele. Quando chegaram ao carro, Nellie dissera a eles que acabara de receber uma mensagem do Serviço Social de Boston. Ela ainda não dissera nada a eles, mas estava esperando uma explicação de verdade.

Amy pede mais alguns dias, pois eles precisava ir a Paris. Ela aceita mas os faz prometer que após Paris eles voltariam para casa. Dan falara para a irmã que o dinheiro que eles tinham dava para três passagens para Paris, mas não para a volta. Mas eles não podiam contar isso para Nellie, ainda.

Alistair Oh tinha acabado de sair da alfândega quando seus inimigos Ian Kabra e Natalie Kabra o espreitava. Natalie estava armada. Segurava uma boneca que na verdade era uma arma.

Os irmãos exigem que o tio Alistair os entregasse o Alamanque do Pobre Richard. Os irmãos começam a discutir sobre qual dos dois dava às ordens. Alistair Oh notara que cinco metros os separavam de um guarda. Ele conseguira chamar a atenção do guarda falando alto que esquecera de declarar as frutas frescas na alfândega. O guarda pede que Alistair o acompanhe. O seu plano dera certo. Conseguira se livrar dos sobrinhos. Os garotos ficam cheios de ódio e prometem se ver novamente.

Quando saiu do aeroporto, Alistair estava arrastando as malas em direção ao ponto de táxi, quando uma vã roxa parou na sarjeta. A parte lateral deslizou e se abriu. Um soco enorme foi desferido no rosto de Alistair e ele não vira mais nada.

Na alfândega, os meninos descobriram que Nellie falava francês, pois sua mãe dava aulas de francês e o pai dela é da Cidade do México. Portanto, ela era trilingue.

No Aeroporto Charles de Gaulle eles encontraram o primo deles, Jonah Wizard que, para variar, estava rodeado de paparazzi dando autógrafos. Nellie ficara maluca ao perceber que os garotos conheciam Jonah. Amy e Dan então contam que eles são primos.

Jonah promete dar uma carona para os Cahill e para Nellie em sua limusine. No carro, Nellie acaba achando Jonah um chato e ele propõe uma troca de apoio entre eles. Mas os meninos não acreditam muito nisso após o ocorrido com Alistair Oh. Os garotos recusam a proposta e Amy estava prestes a inventar uma desculpa qualquer quando olhou de relance pela janela e viu uma coisa que gelou o seu sangue. Viu Irina Spasky carregando o livro Almanaque do Pobre Richard. Amy imediatamente pedira que o carro fosse parado pois o hotel deles estava bem ali (a primeira desculpa que Amy pensara, para poder descer do carro). O hotel tinha um aspecto um tanto indecente, chamado Maison dês Gardons.

Eles saem do carro e Amy pede que Nellie reserve um quarto para eles no hotel enquanto ela e o irmão iam resolver um problema. Imediatamente eles partem em seguida para seguir a russa que estava de posse do livro que Amy encontrara.

Eles seguem a russa por várias ruas, dentro de um metrô, até que ela entrou num portão de ferro forjado. Ela andou até um grande prédio de mármore que parecia uma embaixada ou algo assim. Dan se escondera atrás de uma coluna e ficou observando enquanto Irina digitava um código de segurança e entrava no prédio. No portão havia uma placa que dizia se tratar do Instituto de Diplomacia Internacional.

Na placa havia o brasão dos Lucian. Ali deveria funcionar a base secreta deles, pois Paris era historicamente o território dos Lucian.

Dan queria entrar, mas Amy lembra a ele que eles precisariam de um código de segurança. Mas Dan tinha o código: 5910, pois gravara quando Irina digitara.

Eles entraram e observaram o local. Dan roubara alguns objetos criados por Franklin e colocara na mochila, com muitos protestos da irmã. Mas ela sabia que por mais que protestasse, após o irmão pegar algo não devolveria.

Eles estavam tentando sair do local, mas acabaram vendo que Irina estava conferindo algo no Almanaque do Pobre Richard e pegara um bloco de papel e estava fazendo anotações. Os meninos viram o que ela estava fazendo e anotavam um endereço: rua des Jardins, 23.

Eles ouviram a voz de alguém no corredor e fugiram, mas foram vistos e perseguidos. Após quase serem capturados, eles conseguem fugir dos guardas do local. Dan dissera a irmã que eles também precisavam montar o próprio quartel-general secreto deles. Mas Amy o chamara para a realidade dizendo que eles não tinham quase dinheiro nenhum.

Antes de voltar para o hotel eles decidem ir até a Rua des Jardins, 23. Eles precisam descobrir o que havia lá.

Uma vã de sorvete que, misteriosamente, se encontrava em diversos locais onde os outros competidores estiveram, estava os Holt. Para Eisenhower, os Cahill estavam começando a dar nos nervos dele. Além de tudo, para ele, os meninos lembravam muito os pais deles, Arthur e Hope. E ele os conhecera muito bem, e, assim teriam muitas contas a acertar com Amy e Dan.

Amy ficara se perguntando como Irina Spasky teria tomado o livro de tio Alistair e porque ela estaria interessada na ilha de Santi-Louis. Parecia ser uma armadinha, mas era a única pista que Amy tinha.

Os meninos foram procurar pela rua des Jardins, 23. mas no local não havia nenhum prédio no número 23. em vez disso, havia um minúsculo cemitério, rodeado por uma cerca de ferro enferrujado.

Nos fundos, erguia-se um mausoléu de mármore. Na frente, uma dúzia de lápides castigadas pelo tempo, inclinadas em várias direções, como dentes tortos.

Amy quando adentrou o lugar estava com uma sensação estranha de que aquele lugar não deveria ter nenhuma conexão com Franklin.

Eles se aproximaram do mausoléu e lá havia uma placa de mármore no chão em frente à porta. Amy tomara um susto pois notara que a inscrição era muito mais nova que o resto do cemitério, parecia recém-entalhada. Na placa estava os nomes de Dan e Amy e uma frase em francês que eles não entendiam o que queria dizer. Amy sentira que era uma armadilha, mas Dan dera um passo à frente e o chão desabou. A placa de mármore despencou no vazio e Dan caiu junto. Quando Amy correu em socorro do irmão, o chão terminou de desmoronar e Amy também caiu na escuridão. Eles notaram que não fora um acidente e sim uma armadilha criada por Irina.

Eles precisavam sair dali, mas não tinha como. Era um buraco sem saída. Não havia túneis, e a profundidade do lugar era mais de três metros. Sem contar que era um milagre eles não tem quebrado nenhum osso na queda. De repente uma luz veio de cima e ofuscou a visão de Amy e Dan. Os Holt estavam sorrindo para eles lá de cima. Desesperados, eles pedem ajuda. Mas os Holt não estavam dispostos a ajudar a eles. Eisenhower pergunta às crianças se lá era o labirinto dos ossos que eles estavam procurando e diz que viu no Almanaque que eles tinham que seguir o labirinto de ossos e também uma outra pista em uma outra página do livro que os garotos não sabiam: “coordenadas no quadrado”.

As crianças queriam saber como eles roubaram o livro da mão de Irina e Eisenhower diz que eles não roubaram o livro de Irina e sim de Alistair e Irina sim tinha roubado deles. Ele acha que o livro está com as crianças. Os meninos dizem que não estão com o livro, mas pedem rapidamente que os parentes os ajude.

Os Holt acabam confessando que não entendem como eles conseguiram escapar do incêndio e da bomba. Concluindo, chama os meninos de patéticos.

Dan fica exasperado ao descobrir que foram eles que colocaram fogo na mansão de Grace e detonaram aquela bomba no museu.

Eles confessam que fizeram isso para atrasar os garotos. Dam e Amy pedem que os Holt os ajude. Então ouviram um barulho e o chão começou a tremer. Um ronco forte como o de um grande motor foi ouvido por todos. Na direção da rua os Holt viram e percebem, perplexos, o que aconteceria.

Eisenhower olhou feio para as crianças e reclamou que eles criaram uma emboscada. Mas Amy e Dan não sabiam do que ele estava falando. Eisenhower então comunica que havia um caminhão bloqueando o portão com uma betoneira. E os funcionários tinham pás.

Lá embaixo no buraco, os irmãos começaram a se desesperar, pois imaginavam que eles iriam encher o buraco de cimento. Dan começara a pular dentro do buraco pedindo ao Sr. Holt que os tirasse de lá. Reagan, uma das gêmeas, se apieda dos primos e pede ao pai que pense em ajudar os meninos.

A agonia predominava dentro do buraco, fazendo com que os meninos continuassem pedindo ajuda. O Sr. Holt tirou o casaco, a jaqueta do agasalho e o colocou dentro do buraco e mandou que os meninos segurassem na manga. Rapidamente eles foram tirados do buraco, mas a betoneira havia bloqueado os portões do cemitério e seis brutamontes de macacão e capacete de segurança estavam enfileirados na cerca, carregando pás como se estivessem pontos para lutar.

O Sr. Holt convocou toda a família e eles lutaram contra os homens, que eram na verdade os seguranças da base dos Lucian. Dan ao ver a batalha e o quebra-pau na sua frente, não pensou duas vezes, abriu a mochila e tirou sua esfera prateada piscante roubada da base dos Lucian. Com a sua péssima pontaria jogou a esfera. Era para atacar os seguranças, mas acabou explodindo aos pés do Sr. Holt com um clarão amarelo ofuscante. O som fora como o de uma marreta acertando o maior tambor do mundo. Quando Amy recuperou os sentidos, viu a família Holt e os seguranças caídos no chão, nocauteados.

Dan diz que era uma granada de concussão. Então eles correm e escalam uma cerca. Quando dois brutamontes tentaram pular atrás deles, Amy pegara a pilha de Franklin que Dan também roubara da base dos Lucian e ela encostara os fios na cerca e os homens gritaram de surpresa. Voaram faíscas azuis das barras de metal, saindo fumaça das mãos dos brutamontes e eles caíram para trás, atordoados. Eles correram de volta para o hotel e contaram para Nellie o ocorrido, acabando de uma vez por todas com todas as mentiras.

Nellie, para a surpresa deles, não ficara brava, muito pelo contrário, os abraçara e estava ao lado deles, os apoiando. Amy decidira, mesmo a contragosto, fazer umas pesquisas, utilizando o laptop de Dan, pois ela não gostava de computadores. Ela descobrira que o labirinto dos ossos poderia ser uma das catacumbas, labirintos subterrâneos. Afinal, Paris é repleta de cavernas e túneis e são cheios de ossos, provenientes dos cemitérios. No século XVII, os cemitérios estavam lotados demais, por isso eles decidiram desenterrar um monte de corpos antigos (ossos na verdade) e transferi-los para as catacumbas em 1785, que foi também o último ano em que Benjamin Franklin esteve em Paris. O que significava que ele escondera alguma coisa lá embaixo.

O problema é que as catacumbas são enormes e eles não sabiam nem por onde começar a procurar. Havia uma entrada pública em frente à estação de metrô Denfert-Rochereau, sendo a única entrada pública, o que significava que todas as outras equipes também irão para lá.

Não fazia nem dois minutos que eles tinham saído da estação de metrô Denfert-Rochereau quando avistaram o tio Alistair. Nellie com raiva pelo velho ter traído e enganado as crianças, de uma surra nele com a sua bolsa. Alistair pagara um lanche para os meninos e disse a eles que os Holt roubara o livro dele e disse que há diversas maneiras de descobrir as pistas de forma diferente que as crianças, assim como provavelmente os outros competidores também encontrar as suas maneiras de encontrar as pistas.

Alistair continuava insistindo para que ele e as crianças formassem uma aliança. Ele achava, bem como todos os demais competidores, que as crianças tinham acesso à informações privilegiadas, por serem os preferidos de Grace. Mas isso não era verdade.

Ele propõe que as crianças se juntem a ele e ele daria aos meninos informações sobre os pais deles (jogo sujo, hein?). Ele diz que na verdade Arthur não era apenas um professor de matemática e poderia inclusive contar a eles mais coisas sobre a noite em que Arthur e Hope morreram.

De repente Alistair interrompeu a conversa e seus olhos fixaram-se em alguma coisa do outro lado da rua. Há uns cem metros adiante da rua, Ian e Natalie Kabra estavam abrindo caminho na multidão, andando depressa em direção à entrada das catacumbas. Alistair promete às crianças que iria detê-los pelo tempo que pudesse conseguir, para que eles pudessem descer.

Eles desceram o túnel e na entrada havia um aviso dizendo: “Parem mortais. Este é um império de morte”. O lugar era sinistro. Havia ossos humanos empilhados nas paredes feito lenha, do chão até um ponto mais alto que a cabeça de Amy. Os restos mortais eram amarelos e marrons. Havia milhões de ossos e esta era só uma pequena parte. Os ossos eram muito recentes, de 1804 e eles precisavam achar a parte mais antiga.

Eles viraram um corredor estreito e depararam com um portão de metal. Amy abriu o portão com um rangido e as datas estavam ficando mais antigos, mas não tinha luz elétrica. Eles tiveram que usar uma lanterna.

Amy achara a data de 1785. Dan perguntava porque umas caveiras estavam numeradas. Havia 16 caveiras incrustadas na pilha de ossos, dispostos em quatro linhas e quatro colunas. Três das caveiras não tinham número. O resto tinha. Elas formavam coordenadas em um quadrado. Dan decorara os números e as seqüencias. Eles precisavam sair dali para encontrar a verdadeira pista de Franklin. O que Franklin criara, o quadrado mágico funcionava como um sudoku. Dan explica que eram coordenadas. Os números que faltavam mostravam a localização exata da próxima pista.

Aplausos ecoaram pela sala. Atrás deles estavam os Kabra. Eles dizem que convenceram Irina a armar para as crianças para tirar eles de circulação. Eles queriam copiar os números e cair fora.

Amy ameaçou que se eles fizessem alguma coisa ela desarrumaria as caveiras e os números. Alistair derrubara Natalie e gritara para que as crianças corressem. Os meninos acabaram se embrenhando ainda mais fundo nas catacumbas. Correram por um tempo que pareceu-lhes horas, sem nada além da luzinha da lanterna do chaveiro de Nellie para os guiar. Mas a luz se apagou de vez.

Amy diz que ouvira um barulho. Era um trem. Eles deviam estar perto de uma estação de metrô. Tateando no escuro eles encontraram uma porta de metal. E começaram a procurar uma alavanca.

Uma escotilha se abriu e uma forte luz elétrica os cegou. Era o vão do metrô. Vários trens passaram depressa, um atrás do outro. Ele teriam que rastejar até o trilho, correr até a escada e subir até a plataforma.

Eles cronometraram o tempo de um trem e o seguinte. Eles tinham menos de cinco minutos, pois deveriam ser trilhos de trens expressos. Eles realmente teriam que correr e ser muito rápidos.

Eles se arrastaram nos trilhos, todos conseguiram, exceto Dan que estava preso pela mochila que se prenderam em um dos trilhos. Ele tirara a mochila dos ombros e tentou abri-la para pegar a foto dos pais que estava lá dentro. Mas não conseguia e o trem vinha com tudo. Nellie estava na plataforma estendendo a mão para pegá-lo. Vários passageiros faziam o mesmo, implorando que ele segurasse as mãos deles. Dan quando subira estava chorando como um bebê, pela perda da foto dos pais, mas não contara a irmã o porque de todo aquele choro.

Eles saíram da estação e foram para um café. Enquanto comiam e descansavam, Dan dissera que os números que faltavam eram 12, 5, 14. Eles pensavam que poderia se tratar de um endereço.

Foram para a Biblioteca Americana em Paris e sentaram na mesa de uma sala de conferência, examinando reproduções de documentos de Franklin. Havia uma lista de compras. Dan lera em voz alta os itens e quando ele lera “solução de ferro”, Amy sentira um estalo. Solução de ferro é um tipo de solução química usada na metalurgia e impressão.

Amy desdobrara um enorme documento amarelo que na verdade era um mapa antigo de Paris. Colocou o dedo com orgulho num ponto do mapa e apontou para a Igreja Saint-Pierre de Montmartre. E disse que era para lá que eles deveriam ir.

Quando chegaram lá, foram para um cemitério e estavam um pouco perdidos pois não sabiam o que procurar. Um trovão ecoou no céu e com o clarão do relâmpago, Dan, fã de lápides, notara algo que um mortal comum não notaria. Havia serpentes entrelaçadas na lápide de mármore. O brasão dos Lucian. Eles teriam que encarar o túmulo. No depósito de ferramentas do outro lado da igreja, pegaram emprestado uma pá grande, duas pás menores de jardinagem e uma lanterna que realmente funcionava.

A cova foi ficando mais funda com o tempo e a pá de Dan batera em uma pedra. Ele tirou a tampa de cima e achou uma placa de mármore de 1,5 metro de comprimento por 1 metro de largura.

Eles desceram pelo buraco e viram que as paredes estavam pintadas com murais desbotados. Cada figura estava pintada em tamanho maior que o natural. Na extrema esquerda havia um homem magro, de aspecto cruel e cabelo escuro. Ele tinha uma adaga quase escondida na manga. Letras pretas desbotadas aos seus pés o identificavam como “L. Cahill”. Do lado dele havia uma moça de cabelo curto e olhos inteligentes. Ela tinha na mão um mecanismo antigo com engrenagens de bronze – como um instrumento de navegação ou um relógio. A inscrição sob a barra de seu vestido marrom era “K. Cahill”. À sua direita estava um sujeito enorme de pescoço grosso e sobrancelhas peludas. Ele tinha uma espada ao seu lado. O homem cerrava os maxilares e os punhos, como se estivesse se preparando para bater com a cabeça num muro de tijolos. A inscrição dizia “T. Cahill”. Na extrema direita, havia uma mulher de vestido dourado. Seu cabelo ruivo estava preso numa trança que caía por cima do ombro. Ela segurava uma pequena harpa, como uma daquelas harpas irlandesas que Dan tinha visto no desfile do Dia de São Patrício, lá em Boston. Em sua inscrição se lia “J. Cahill”.

Nellie queria saber quem eram eles. Amy e Dan presumiram que L era de Lucian. A pessoa da figura fora o primeiro do clã Lucian.

K talvez fosse de Katrina ou Katherine, talvez do clã Ekatherina.

O T de Tomas. Ele se parecia muito com o Sr. Holt e os demais Holt.

J de Jane que fora a primeira do clã Janus. Ela tinha os olhos de Jonah Wizard.

Os quatro pareciam irmãos e irmãs. Amy apontara para a base do pedestal. Parecia uma partitura de música. Havia notas, pautas e estrofes gravadas na pedra. Havia algo chacoalhando dentro do vaso. Dan não agüentou a curiosidade e abriu a tampa. Nada de ruim acontecera. Dan tirou de dentro do vaso um cilindro de vidro tampado com uma rolha, embrulhado em um papel. As letras estavam embaralhadas, como um anagrama. Dan pegou um pedaço de papel e começara a escrever a mensagem que formou a segunda mensagem: “Se carregas isto, encarrego a ti. Liberta a verdade contida aqui”. Era a segunda grande pista das 39.

De repente, uma luz inundou a sala e ao pé da escada estava Jonah Wizard e seu pai, para variar, filmando tudo com uma câmera de vídeo. Amy mandara o primo chegar para trás, senão quebraria o vaso. Quando eles conseguiram sair do local, em segurança, correram para dentro da igreja. Comeram e deram de cara com o tio Alistair ao lado de Irina Spasky juntos.

Nellie gritou para as crianças se abaixarem e uma caixa de sorvete passara voando por cima de suas cabeças. E acertou Alistair e Irina como um bloco de cimento e derrubou ambos no chão.

Uma confusão fora armada no local. Todos os participantes estavam ali perseguindo Amy e Dan, querendo tomar deles a segunda grande pista. Os meninos subiram as escadas para a torre da igreja. Subiram até o campanário e no canto havia um sino de bronze do tamanho de um armário.

Amy se pendurara no sino e fora para o parapeito da janela. Ela mal conseguia se segurar por causa da chuva. Ela conseguira chegar ao topo. Ela queria alcançar um velho pára-raios apontando para o céu. Na base dele havia um anel de metal, como um minúsculo aro de basquete, e embaixo disso um fio terra, como o que Franklin remendara em seus primeiros experimentos. Amy enrolou o fio ao redor do pulso, então tirou o frasco do bolso. Com cuidado ela encaixou o frasco do anel de metal e o encaixe foi perfeito.

Então ela se afastou um pouco e o céu explodiu. Choveram faíscas por todo lado, chiando nas telhas molhadas. O líquido verde dentro do cilindro não era mais turvo e lamacento. Parecia ser feito de pura luz verde aprisionada num vidro. Ela tirou o frasco do anel de ferro e o guardou de volta no bolso.

Quando conseguiu voltar, ela desceu para o campanário, mas viu que Dan estava caído no chão, amarrado e amordaçado. De pé, parado ao lado dele, de uniforme militar preto estava Ian Kabra.

Ian dizia que se ela não entregasse para ele o cilindro não daria o antídoto do veneno que colocara em Dan. Na verdade, Dan não estava envenenado. Mas Amy não sabia e dera o cilindro para o primo e quando ele desamarrou Dan, o garoto dissera que não fora realmente envenenado, e que o que Amy segurava sim deveria ser o veneno. Dan ficara arrasado. Mas Amy dissera que a verdadeira pista estava no bolso de Dan, aquele papel que ele traduzira a mensagem.

Quando pegou o papel, no verso onde tinha a primeira dica que receberam, Dan percebera que as letras estavam embaralhadas. Na verdade o que se queria dizer era: “Segredo: Solução de Ferro”. Essa é a primeira peça do quebra-cabeça.

Uma figura conhecida estava descendo a rua: um homem magro, meio careca, de terno cinza, carregando uma mala de pano. Era o Sr. McIntyre.

Elees conversam e o Sr. McIntyre se oferece a Amy para vender o colar de Grace que ela estava usando. Mas ela recusa veementemente.

Ele entregou para os meninos o gato Saladin. Disse que eles não conseguiram se entender. Nellie decide não voltar para Boston e continuar ao lado dos meninos e propõe a eles que lhe paguem com o tesouro que eles iriam encontrar.

No canto direito, embaixo da última estrofe da partitura, Dan conseguira identificar três letras rabiscadas em tinta preta apagada: W. A. M.

Amy diz a Nellie e Dan que eles tinham que se apressar pois tinham que chegar a Viena, na Áustria. Pois fora lá que Wolfang Amadeus Mozart vivera (o W. A. M. da partitura).

William McIntyre se encontrara com uma pessoa na Torre Eiffel. O homem de preto dissera a William que os meninos não confiaram nele. O homem sugere que eles vigiem os garotos mais de perto e disse que na próxima vez não poderia ocorrer erros.

Ou seja, ainda muito suspense ainda está por vir.

A seqüência de “O Labirinto de Ossos”, “Uma Nota Errada” já foi lançada. Em breve trago o resumo para o blog.

A novidade boa sobre “The 39 Clues” é que desde o ano de 2008 os direitos de filmagem da série foi comprado pelo estúdio DreamWorks e há uma grande possibilidade de Steven Spielberg ser o diretor do projeto. Vamos aguardar para ver o que vai acontecer. Mas torço para que o filme seja bom, pois o livro merece que seja.

16
mar
10

Percy Jackson e os Olimpianos – A Maldição do Titã

O terceiro livro da série “Percy Jackson e os Olimpianos”, “A Maldição do Titã” nos mostra o porque Percy vem sendo o herói favorito as sucessão do posto que ficou anos sendo de Harry Potter. Não apenas por Percy ser um semi-deus, mas por se tratar de elementos e histórias da mitologia grega, mas também por todas as provações, aventuras malucas e fascinantes a que está submetido o herdeiro de Poseidon.

Após a vitória em “O Mar de Monstros”, o Acampamento Meio-Sangue viu reviver Thalia, a filha de Zeus que havia morrido 7 anos antes ao defender Annabeth e Luke, sendo transformada em um carvalho que protegia o acampamento.

Antes das férias de inverno Annabeth, Percy e Thalia se encontraram após meses sem se verem. A mãe de Percy os estava levando até Bar Harbor para o castelo Westover Hall. Segundo Percy o local era todo de pedras negras, com torres e janelas estreitas e erguia-se sobre um penhasco escarpado, coberto de neve, que dava vista para uma grande floresta gelada de um dos lados e para o oceano cinzento e agitado do outro.

Quando entraram no castelo, Percy sentira algo estranho, levando imediatamente a mão ao bolso onde ficava Contracorrente, a sua caneta esferográfica que se transformava em uma espada e percebera que Thalia sentira o mesmo que ele, pois esfregava o bracelete de prata, seu item mágico favorito. Isso era sinal de que uma batalha estava vindo, pois ambos sentiram ao mesmo tempo.

Os garotos ouviram uma música longe e passos que iam na direção deles. Era uma mulher e um homem. A mulher perguntou o que eles estavam fazendo ali. O homem resmungara que não era permitida a entrada de visitantes no baile e expulsou eles. Percy notara que seus olhos eram de cores diferentes, um castanho e outro azul.

Thalia deu um passo a frente e estalou os dedos. O som fora agudo e alto. Percy sentira uma rajada de vento surgir na mão da garota e atravessar a sala como uma onda. E disse que não eram viajantes e sim que eles freqüentavam a escola. O homem de olhos de cores diferentes, Dr. Espinheiro, perguntou a Sra. Tengiz se ela conhecia os alunos. A mulher, como se estivesse hipnotizada dissera que conhecia os alunos.

Grover aparecera e conduziu as crianças apressadamente pelo saguão, na direção da música. Percy quis saber o que fora aquilo que Thalia havia feito e ela dissera que era a Névoa, que Quíron havia ensinado a ela.

Percy perguntou a Grover qual era a emergência e Grover diz que encontrou dois meio-sangues. O que deixou as crianças perplexas, pois encontrar um já é bastante raro. Grover explica que eles são irmãos, um garoto com 10 anos e uma garota com 12 anos. Grover diz que ainda não sabe quem são os pais, mas são fortes. O sátiro comenta ainda que havia um monstro, o vice-diretor, Dr. Espinheiro, e eles não tinham muito tempo para pegar as crianças.

Grover apontou para as arquibancadas e mostrou duas crianças, Bianca e Nico di Angelo. Ambos tinham cabelos escuros e sedosos e pele morena. Annabeth quer saber se Grover já contara a eles e o sátiro diz que ainda não. E explica que isso poderia coloca-lo ainda mais em perigo, pois quando eles se dão conta de quem são. O cheiro deles se torna mais forte e isso atrai os monstros.

Quando eles decidem ir pegar os garotos percebem que o vice-diretor estava parado junto aos irmãos di Angelo e olhava de forma fria para os garotos o que fez Percy supor que a Névoa de Thalia não havia enganado Sr. Espinheiro e, assim, eles desconfiava de quem se tratava as crianças.

Thalia também nota e pede que todos finjam não estar interessados nas crianças e sugere que eles ajam com naturalidade enquanto dançam. Thalia formou um par com Grover e Percy com Annabeth. Annabeth estava muito feliz com o retorno de Thalia. Percy notara que ela ficara mais alta que ele desde o último verão e ficou um pouco incomodado com isso. No meio da dança ele quer saber como estava a vida dela na escola nova. E ele fica desapontado por perceber que ela gostava tanto da nova escola. Era a primeira vez que ela freqüentava uma escola em Nova York. E, assim, ele tinha esperanças de que a visse mais vezes. Ela e Thalia estavam matriculadas em um internato no Brooklyn, pois era bem perto do Acampamento e Quíron poderia interferir sempre que eles precisassem de ajuda. As perspectivas e expectativas de Percy foram perdidas pois o colégio que elas estudavam era só para meninas e ele freqüentava a MS – 54, em Manhattan e mal conseguia ver Annabeth.

No meio da conversa Annabeth congelara e disse que os meninos di Angelo sumiram. Ela saíra correndo no meio da multidão para procurar Thalia e Grover. Com isso, Percy acabou se perdendo também de Annabeth. Percy notara que o Dr. Espinheiro estava saindo apressado por uma porta na extremidade oposta do ginásio e levava as crianças pela nuca. Percy tirou Contracorrente do bolso e correu atrás de Espinheiro.

Percy abriu uma porta e estava de volta ao saguão principal da entrada, mas não via o Dr. Espinheiro, porém os irmãos di Angelo estavam lá paralisados de terror. Percy se dirigiu a eles com calma dizendo que não ia machucar eles. Os garotos nada responderam, mas emanaram terror no olhar. Quando Percy percebeu o olhar de Bianca arregalado não era pra ele, mas para o que estava atrás dele. No entanto, era tarde demais.

Algo explodira no seu ombro quando ele dera meia volta e o atirou contra a parede. Percy tentou se soltar, mas o seu casaco e sua camisa estavam espetados na parede por uma espécie de espinho que havia arranhado a sua pele no seu ombro e queimava. Percy sabia que era veneno. Mas não sabia que tipo de monstro era Espinheiro, mas sabia que ele era rápido. O monstro estava conduzindo os três para fora da escola. Como Grover havia estabelecido e criado uma conexão empática com Percy no último verão, o garoto tentou fazer o mesmo. Visualizou o rosto do amigo sátiro e pediu socorro.

As crianças viram Espinheiro falando ao celular. Percy achava que o monstro trabalhava para Luke. Mas o monstro disse que trabalhava para o General e que a Grande Comoção estava em andamento, a comoção de monstros e que o mais pavoroso deles estava acordando agora. Monstros que não são vistos há milhares de anos ressurgiriam e irão causar morte e destruição do tipo que os mortais nunca viram. E em breve eles teriam o monstro mais importante de todos que irá provocar a queda do Olimpo. Percy e os demais foram atirados ao chão por Annabeth que estava usando o seu boné da invisibilidade, o que deixou Espinheiro um pouco atordoado, pois uma saraivada de mísseis zuniu acima da cabeça deles, o que deu tempo a Grover e Thalia de avançar para trás com Thalia brandindo Aegis, seu escudo mágico, um presente de seu pai, Zeus, que fora presente de Atena.

Espinheiro avançou contra Thalia e Percy pode ver como ele atacava: ele tinha uma cauda rija, semelhante à de um escorpião que se erguia com espinhos na ponta. Espinheiro estava com muita raiva e começou a rugir, se transformando. Ele foi crescendo, se transformando naquilo que ele realmente era: rosto humano com corpo de um imenso leão, ele era um Manticore.

Para surpresa de todos, do meio da floresta vinha uma saraivada de flechas pratos que destruía os espinhos lançados pelo manticore. Percy não acreditava no que via, pois nem mesmo os filhos de Apolo no acampamento eram capazes de atirar com aquela precisão. Então ele viu arqueiros saindo do bosque. Eram garotas, todas com aparência e tamanho de terem idades entre 12 e 14 anos. Eram as Caçadoras.

A líder do grupo, para Percy parecia ter 12 ou 13 anos. Tinha cabelos castanhos avermelhados presos num rabo de cavalo e olhos estranhos, de um amarelo prateado como a lua, porém tinha um rosto lindo, de tirar o fôlego, mas tinha uma expressão implacável e perigosa. Annabeth pulara sobre as costas do monstro apontando sua faca para a juba do mandicore no exato momento que a líder das Caçadoras dera permissão a Zoe Doce-Amarga para matar o monstro. Porém o monstro soltara no precipício com Annabeth ainda agarrada às suas costas. O que deixara Percy arrasado, ele queria salvar a amiga e a líder das Caçadoras, a deusa Ártemis, disse a Percy que Annabeth estava além de qualquer ajuda.

No meio de tantos acontecimentos e revelações, os garotos nem se lembraram de Bianca e Nico. Mas Bianca marcou presença e perguntou quem eles eram. Zoe perguntou quem eles eram, quem eram os pais de Bianca e Nico e revelou que um dos pais deles era um deus ou deusa. Ártemis não deixa Percy procurar por Annabeth porque ela se fora, desaparecera, e acreditava que alguma magia estava em ação, mas ela não sabia exatamente como nem porque que Annabeth desaparecera.

Percy explica para Bianca que o manticore não será o último monstro que eles irão encontrar e diz a ela que eles precisam ir para o Acampamento Meio-Sangue, explica para a garota o que é o local e como funciona. Nico fica empolgado, mas Bianca não demonstrava sentir a mesma empolgação. Zoe rapidamente apresentou à garota uma outra opção: ir com Ártemis, se juntar às Caçadoras. As que se juntam a ela nunca crescem, não se apaixonam pelos garotos e não se tornam inseguras. Ártemis chama Percy e pergunta exatamente o que Espinheiro dissera. Percy conta e Ártemis fica pálida quando Percy revela sobre o mais terrível dos monstros que ressurgirá para destruir o Olimpo. Ela sabia de quem se tratava e torcia para que estivesse errada.

Ela decide que é muito perigoso ir com as outras Caçadoras e resolve ir sozinha. Pede a Percy que leve as Caçadoras até o Acampamento Meio-Sangue para que elas fiquem em segurança. Zoe novamente fala com Bianca sobre a outra alternativa ao invés de ir para o acampamento. Se ela optar por se juntar às Caçadoras, torna-se imortal, seguirá a deusa Ártemis sendo sua criada, companheira e irmã de armas. Uma vez que jurem lealdade a Ártemis tornam-se imortais, a menos que tombem em uma batalha ou quebrem o voto de renunciar ao amor romântico para sempre, de nunca crescer e nunca se casar, ser eternamente uma donzela. Todos que honram a deusa podem se filiar, meio-sangues, ninfas e até mesmo mortais.

Percy quer levar Bianca para o acampamento mas Ártemis a seduz dizendo que se Bianca a acompanhar, ela se tornará livre das responsabilidades, inclusive de Nico. Bianca então escolhe se juntar a Ártemis e as Caçadoras, fez o juramento e o comprometimento com a deusa da caça. Ártemis disse a Percy que ele precisava levar os demais em segurança para o acampamento e, para isso, eles pegariam uma carona com o irmão gêmeo irresponsável dela: Apolo.

Percy vira os irmãos conversando adiante e pela expressão abatida do garoto, imaginava que ela estava explicando a sua decisão e não deixou de pensar em quanto ela fora egoísta ao abandonar o garoto daquela maneira.

Do céu surgira um Maserati Spyder conversível vermelho incrível e de dentro do carro surgiu o motorista sorridente, parecendo ter 17 ou 18 anos, de cabelos claros e com uma beleza esportiva, era mais alto que Luke e mais divertido, usava jeans, sapatos do tipo mocassim e camiseta sem mangas. Era Apolo, o deus-sol. Thalia ficou impressionada.

Ele cumprimentara Ártemis e ela lhe pedira que ele levasse as Caçadoras para o Acampamento Meio-Sangue, pois ela precisava partir para uma caçada sozinha. Além de ele ter que dar também uma carona aos meio-sangues.

Ao todo seriam umas 20 pessoas para serem transportadas, o que representava um problema, pois o Maserati fora feito para acomodar duas pessoas no máximo. No entanto, Apolo pegou a chave do carro e apertou o botão do alarme e o carro fora substituído por uma daquelas vãs de teto arredondado como as que se usa para fazer transporte escolar.

Apolo diz que Thalia está prestes a completar 16 anos e, com isso, ela teria idade suficiente para dirigir, e oferece o carro para a garota. Ela rejeita, mas ele não aceitaria um não como resposta, o que deixa todos os ocupantes da vã apreensivos e Percy sentiu uma pontinha de inveja. Thalia estava nervosa e tensa, seu rosto estava branco como giz e goteja suor na sua testa. Percy notara que havia algo errado. Então Thalia imbicou o carro rumo ao oceano. Todos entraram em pânico, até mesmo Apolo parecia estar preocupado.

Abaixo deles estava a cidade Nova Inglaterra, coberta de neve, mas enquanto Percy observava, a neve derretia nas árvores, nos tetos e nos gramados. Fumaça saia pelos telhados, árvores pegavam fogo. A cidade estava sendo incendiada pelo fogo do carro. Percy gritara para que ela subisse o carro e quando Thalia subiu, pela janela de trás Percy pode ver que os incêndios na cidade estavam sendo apagados pela súbita rajada de frio.

Logo perto estava Long Island, onde ficava o Acampamento Meio-Sangue. Apolo grita para ela frear a van que foi quicando pela superfície, junto com algumas canoas emborcadas, metade queimada, do acampamento. Quando chegaram ao acampamento, Nico ficou maravilhado e Percy disse que o apresentaria a Quíron.

Percy jamais havia estado no acampamento no inverno e ficou surpreso por estar coberto de neve, outra coisa que ele notou foi que estava vazio. Quíron e Sr. D. receberam as crianças. Percy e Thalia contaram tudo o que houve no resgate dos meio-sangues, o ataque do monstro, o sumiço de Annabeth, Ártemis e as Caçadoras. Quíron, após a conclusão do relato dos meninos, determinou que começasse já uma busca por Annabeth.

Thalia e Percy, ao mesmo tempo, disseram querer participar. Mas o Sr. D. disse com veemência que não permitiria e ainda disse que as chances de Annabeth estar morta eram muito grandes. Percy enfrentara Dionísio e, quando provavelmente o diretor, estivera prestes a destruir o garoto, Nico apareceu tagarela e distraiu Sr. D., provavelmente salvando Percy.

Quíron pedira que Percy e Thalia fossem até a Casa Grande comunicar aos campistas que no dia seguinte ao anoitecer, eles teriam o jogo de captura da bandeira. Uma tradicional disputa amigável e amistosa que ocorria sempre que as Caçadoras os visitavam.

Thalia prontamente puxara Percy, afinal o garoto tinha Ares como inimigo mortal, não precisava ter Dionísio como outro inimigo. Ao chegar no chalé de Poseidon, Percy notara que havia algo novo no local. No fundo do chalé havia uma grande bacia de rocha marítima cinza, com uma torneira semelhante à cabeça de um peixe esculpido na pedra. De sua boca jorrava um fluxo aquático, uma fonte de água salgada que escorria para a bacia. Não havia bilhete nem nada na bacia, mas o garoto sabia que só podia ser um presente do pai. Ele agradece e quando a superfície ondulou, ele notou no fundo da bacia, moedas, que reluziam – uma dúzia mais ou menos de dracmas de ouro e notou que a fonte servia para ele manter contato com a família.

Percy jogou uma moeda e pediu a Íris, a deusa do Arco-Íris que aceitasse a sua oferenda e pediu que ela lhe mostrasse Tyson. O garoto aparecera e Percy chamara o seu nome. Percy e Tyson conversaram sobre a estadia do ciclope nas moradas de Poseidon e sobre o ofício que Tyson estava aprendendo. Tyson conta para o irmão que uma guerra nos mares e oceanos se anuncia. Velhos espíritos marinhos estavam criando problemas e estavam protegendo o Princesa Andrômeda de Luke.

Na hora do jantar Percy se sentiu muito infeliz e solitário, afinal as regras do acampamento determinavam que todos os companheiros de chalé tinham que comer juntos na mesma mesa e o único companheiro de Percy, Tyson, estava muito longe. Após o jantar, Percy fora para o chalé. Ele estava exausto, o que significou que ele dormira rápido. Mas também teve um pesadelo bem estranho, no seu sonho Annabeth procurava por Espinheiro e vira Luke precisando de ajuda. Meio desconfiada ela ajuda Luke, que traiçoeiro como sempre, a abandona quando ela precisava de ajuda e diz que a ajuda dela estava a caminho, que tudo fazia parte do plano, mas enquanto a ajuda não chegasse ela deveria se esforçar para não morrer. Percy acordara assustado e agoniado e concluiu que Annabeth, onde quer que estivesse, corria perigo e que o culpado disso era Luke.

No dia seguinte, Percy contara a Grover o seu pesadelo e ele revela sem querer que Zoe tivera também um sonho. Ela acordara de madrugada e se dirigira à Casa Grande para falar com Quíron e ela parecia estar em pânico. Grover revelara que estava acampado do lado de fora do chalé de Ártemis e a seguiu, se escondendo num arbusto do lado de fora da Casa Grande e viu que ela ficara transtornada quando Argos (o chefe de segurança do Acampamento que raramente aparecia, a menos que alguma coisa séria estivesse acontecendo) não a deixara entrar.

Zoe revelara que Ártemis estava em apuros e precisava das Caçadoras. Zoe disse que precisava de permissão para deixar o acampamento imediatamente. Quíron não concedeu a autorização. Grover conta que o que deu a entender é que Zoe acreditava que Ártemis fora levada, seqüestrada e, por isso, estava desaparecida. Grover diz que uma deusa imortal pode ser seqüestrada, pois já acontecera antes com Perséfone, a deusa da primavera.

Percy decide ir conversar com Zoe e Grover chama atenção de Percy de que talvez as Caçadoras não tenham aparecido do nada, talvez elas estivessem vigiando eles e mostra a Percy um folheto que ele encontrara na mochila de Annabeth, um folheto em que havia fotos de jovens donzelas envolvidas em atividades de caças, perseguindo monstros, atirando flechas, o que Grover conclui que talvez Annabeth estivesse pensando em se juntar a elas.

Percy não recebe bem a suposição de Grover, sentiu vontade de estrangular as Caçadoras. Percy percebera que todos no acampamento estavam envolvidos em atividades e a Casa Grande estava deserta. Se dirigiu ao sótão da casa em busca do Oráculo, uma velha senhora com um vestido tingido à moda hippie. Mas o oráculo nada lhe respondera.

Durante a noite, após o jantar, a captura da bandeira estava prestes a acontecer e Percy estava disposto a derrotar as Caçadoras. Percy conseguira roubar a bandeira do grupo das Caçadoras, mas Zoe também conseguira roubar a do grupo de Thalia e Percy. Cada um corria para a sua margem com as bandeiras do grupo rival enquanto os outros membros dos grupos se enfrentavam para defender os que portavam as bandeiras.

Percy se esforçara, mas Zoe corria como um guepardo. E não teve jeito, as Caçadoras venceram, pela qüinquagésima vez consecutiva, anunciara Quíron. Thalia irrompeu cheia de raiva para Percy, achando que ele tinha destruído a chance deles ganharem, e como filha de Zeus, deus dos raios, empurrou Percy e um choque percorreu todo o corpo do garoto, lançando-o cerca de três metros, na água. Thalia ficou sem graça e pediu desculpas, mas Percy não quis nem saber e revidou. Como filho de Poseidon, deus das águas, Percy, cheio de raiva, provocou que uma onda se formasse, se erguesse do riacho e explodiu na cara de Thalia, encharcando-a da cabeça aos pés. Ainda com raiva, Percy se levantou e disse a Thalia que também não teve intenção.

O clima esquenta, Thalia chama Percy de Cabeça de Alga, como Annabeth às vezes o chamava, mas ele não se importava que a amiga o chamasse assim, mas não Thalia. Ele revida chamando-a de Cara de Pinheiro. Percy erguera Contracorrente, mas Thalia fora mais rápida e um feixe de raios desceu do céu e atingiu sua lança como a de um pára-raios e explodiu no peito de Percy. O garoto, bastante irritado, se levantou do chão e convocou todo o riacho a se erguer. Milhares de litros de água se elevaram ao ar, formando uma maciça nuvem afunilada e gelada. Percy esteve prestes a lançar em cima de Thalia quando viu algo no bosque que o fez perder toda a raiva e a concentração e deixou a água voltar para o riacho. O Oráculo se aproximava, estava envolto em uma névoa verde e Quíron estava extremamente nervoso, pois o Oráculo nunca deixara o sótão antes.

O Oráculo mandou que Zoe se aproximasse e perguntasse o queria saber. Ela queria saber o que era preciso fazer para ajudar a deusa dela. A boca do Oráculo se abriu deixando sair uma névoa verde e uma imagem aparecera: a imagem de uma montanha e Ártemis em pé no pico árido, ela estava envolta em correntes, agrilhoada às pedras. Estava de joelhos, as mãos erguidas como se para defender-se de algo que a atacava e parecia sentir dor.

Percy queria estar lá fora do acampamento procurando por Annabeth, assim como Grover também queria estar lá fora procurando por Pã, o deus da natureza que estava desaparecido há dois mil anos. E com a Grande Comoção se aproximando, ele tinha esperanças que não apenas monstros ressurgissem.

Thalia não estava falando com Percy e pede a Grover que mande o garoto descer, pois Dionísio estava convocando um conselho com os líderes dos chalés para discutir a profecia e isso incluía Percy. Segundo a profecia do Oráculo, cinco teriam que juntos ir resgatar Ártemis, campistas e Caçadoras, mas Zoe queria ir apenas com as Caçadoras. Mas Thalia bate de frente com ela.

Dali há uma semana seria o solstício de inverno, dia de uma reunião anual entre os deuses, em que eles discutiam e definiam ações contra os lacaios de Cronos e Ártemis tinha de estar presente, pois ela era uma das mais ativas nas discussões do conselho. Se ela não estiver presente, os deuses não decidirão nada, o que significava perder um ano de preparativos para a guerra.

Além de encontrarem Ártemis, os cinco citados na profecia teriam também que caçar o monstro que Ártemis estava atrás. Mas ninguém sabia quem ou o que ele poderia ser. Quíron tinha algumas suspeitas: Tífon, uma verdadeira desgraça do Olimpo; Keto, o monstro marinho, no entanto, se fosse algum desses dois que estivessem se agitando, todos saberiam, pois são monstros marinhos do tamanho de arranha-céus. Quíron temia e acreditava que o monstro em questão fosse mais esquivo e poderoso.

Ainda segundo a profecia do Oráculo, os que fossem em busca de Ártemis passariam e enfrentariam um grande perigo e, ao que parece, pelo menos dois irão morrer: um na terra ressecada irá se perder, pode ser alusão a um deserto; a maldição do Titã um deve sustentar; e pela mão do pai um deve morrer.

Zoe escolhe as três Caçadoras que irão na missão: ela, Febe – por ser a melhor rastreadora e Bianca, mesmo ela sendo tão inexperiente e, nesta situação, ela seria posta à prova. Quíron agora colocaria em questão os dois campistas que deveriam ir. Grover se oferece e é defendido por Thalia que destaca que Grover domina os sentidos de um sátiro e a mágica das flores, além de saber tocar uma canção de rastreador, o que Zoe via com bons olhos, e Percy não fazia idéia do que se tratava.

Quanto ao outro campista, Thalia prontamente se ofereceu. Mas Percy protestou que também gostaria de rir. Grover percebera a confusão e oferecera o seu lugar para Percy ir, mas Zoe protestou dizendo que não enfrentaria a jornada ao lado de um garoto e Quíron disse que a missão era de busca a Ártemis, então as Caçadoras deveriam escolher os companheiros de viagem. Percy, resignado, fora para o chalé e não apareceu para jantar, o que fez Grover procurar por ele e pedir desculpas, prometendo que procuraria Annabeth por ele. Quíron também aparecera e lhe diz que nem Thalia nem PErcy seriam os nomes que ele indicaria para ir nessa viagem. Thalia por ser impetuosa demais, agia sem pensar e era muito segura de si. E Percy porque era muito parecido com ela, com a diferença de que ele era menos seguro de si do que ela, o que isso podia representar tanto algo bom quanto algo ruim. E eles dois juntos representariam, certamente, um perigo. Quíron fala para Percy ligar para a mãe avisando que no dia seguinte ele estaria indo para casa.

Percy oferece o dracma a Íris e pede que ela estabeleça uma conexão com a sua mãe. Percy vê a mãe conversando animadamente com um homem e quando ele vai para o banheiro, o garoto aproveita e se comunica com ela. Conta para Sally as novidades, mas basicamente o assunto gira em torno de Annabeth e, para sua surpresa, sua mãe lhe diz para ele procurar por Annabeth, pois era isso o que ela faria se fosse Percy que desaparecesse.

Percy teve novamente o sonho com Annabeth. Ela estava cada vez mais fraca segurando as pedras. Viu também Ártemis, seu vestido estava rasgado e esfarrapado. Seu rosto e seus braços estavam cortados em vários pontos e ela vertia icor, o sangue dourado dos deuses.

Luke e mais alguém de voz cortante escondido nas sombras ameaçavam Ártemis e Annabeth. Ártemis estava sendo ameaçada e Annabeth torturada. Ártemis pede que soltem as mãos dela e Luke com sua espada Mordecostas, cortou as algemas que prendiam as mãos da deusa. Ela correu, tomou o peso das pedras dos ombros de Annabeth e ela caiu no chão tremendo enquanto Ártemis cambaleava tentando suportar o peso das pedras.

Após Ártemis tomar o lugar de Annabeth, o homem manda Luke matar Annabeth. Mas Luke diz que a garota ainda poderia ser útil, como isca para mais adiante. Ele acreditava que eles iriam atrás dela. O General, friamente, determina que Luke poderia mantê-la viva até o solstício de inverno, pois se o sacrifício transcorrer conforme o planejado, a vida dela, como a de todos os outros mortais, não teria nenhum significado.

Quando o General anuncia para Ártemis que as Caçadoras estavam indo à sua procura e que ele estava trabalhando para tornar as buscas delas mais desafiadoras, Percy acorda. Ouvira umas batidas na porta do chalé. Quando abrira vira um pégaso negro que falara em sua cabeça, na sua mente. Era Blackjack.

Por ser filho de Poseidon que criava cavalos de espuma do mar, Percy podia entender a maior parte dos animais eqüestres e eles também podiam entender o garoto. E, em alguns casos, como no de Blackjack, eles mais ou menos adotavam Percy. Já que no último verão Percy e os amigos salvaram o pégaso negro, Blackjack, do navio e das mãos de Luke. Com isso, Blackjack era grato a Percy.

Blackjack fora dar um recado a Percy. Um amigo marinho estava precisando da ajuda do garoto. Sempre que Percy estava próximo à praia, os cavalos-marinhos pediam a ele que os ajudasse com seus problemas: baleias encalhadas, golfinhos presos em redes de pesca e sereias com as unhas quebradas.

Percy pegara na Cômoda o boné mágico dos Yankees de Annabeth e enfiara no bolso, pois tinha a sensação de que não voltaria ao chalé por muito tempo. Ele monta em Blackjack e vão em direção à praia. No mar Percy podia se mover praticamente como quisesse debaixo da água. Determinava que as correntes oceânicas mudassem à volta dele, podia respirar debaixo d’água e as roupas dele nunca se molhavam, a menos que ele quisesse. A pressão não era desconfortável para ele.

Percy conseguira salvar uma criatura estranha, meio vaca, meio serpente, meio peixe que estava presa sob uma rede. Quando voltara ao acampamento montado em Blackjack vira Nico se abaixando escondido observando alguma coisa. Achando estranho e tendo ficado curioso, Percy soltara de Blackjack próximo a Nico e colocara o boné da invisibilidade de Annabeth. Notara que Nico estava dando uma de Grover e estava espiando as Caçadoras. Percy começara a ouvir o diálogo de Zoe com Bianca. Soube que Fede estava doente, de cama, pois a camisa que os irmãos Stoll (do chalé de Hermes fizeram uma brincadeira boba de borrifar sangue de centauro na parte interna na blusa) deram a ela agiu como ácido, impossibilitando que a Caçadora pudesse acompanhar as outras. Bianca diz que a profecia determinava que eles viajassem em cinco, mas Zoe diz que não daria tempo de escolher outra Caçadora e não queria a companhia de Percy.

Elas começaram a ir em direção a Casa Grande quando Percy tirou o boné e conversou com Nico. Ele pretendia seguir a irmã, mas Percy o alertou dos perigos. Como ele tinha em mãos o boné de Annabeth, Nico pede a Percy que as siga em segredo e de forma invisível, prometendo que não irá deletar ele. Pede, em contrapartida, que o garoto mantenha a sua irmã, Bianca, em segurança. Percy acha tudo uma loucura, mas sabia que tinha de procurar por Annabeth e promete a Nico que vai tentar.

Enquanto o grupo seguia para uma vã, Percy seguia o grupo montado em Blackjack. Quando eles pararam no Edifício Chrysler, eles notaram que alguma coisa se enroscara na perna do garoto e nas patas de Blackjack. Ouviram a voz de Sr. D. perguntando se eles iriam a algum lugar. Enquanto isso a vã branca do acampamento estava desaparecendo e logo estaria fora do campo de visão deles.

Percy pergunta porque Dionísio o odiava tanto e ele responde que era porque o garoto é um herói e ele acredita que os heróis nunca mudam. Eles acusam os deuses de serem fúteis, mas os heróis fazem o que querem, usam quem precisam usar e traem todos à sua volta, por isso ele não tem amor pelos heróis, pois são um bando de egoístas ingratos.

Então Dionísio deixa ele partir dizendo que a profecia disse que dois morreriam e ele torcia para que um deles fosse o garoto. Quando os viajantes chegaram à Washington, Percy liberara Blackjack que estava exausto e começara a seguir a vã que parara. Percy notara que há uma quadra, um seda preto parara e dele descera um homem falando ao celular e Percy percebera que era Espinheiro. Ele estava seguindo a vã já há algum pedaço do caminho e ele agora a pé seguia o grupo de Thalia e Zoe.

O coração de Percy disparava. Ele estava seguindo o manticore e pensando que se ele sobrevivera à queda, significava que o sonho dele estava certo e fazia sentido. Annabeth deveria estar viva também, mas sendo mantida como prisioneira. Percy vira que seus amigos entraram no Museu Nacional Aeroespacial. Mas Espinheiro não entrara. Ele atravessara a rua e entrara no Museu de História Natural. Em uma sala escrito Fechado para Evento Privado, ele entrara e Percy vira uma imensa sala redonda com um balcão que seguia em círculo no segundo nível. Havia pelo menos uma dúzia de sentinelas, as víboras de Cécia, mulheres que possuíam dois troncos de serpentes no lugar das pernas.

De pé entre duas dessas mulheres-cobras estava Luke, com uma aparência péssima, com a cara pálida e o cabelo de louro estava quase cinza, como se ele tivesse envelhecido dez anos em apenas alguns meses. Perto de Luke, sentado em uma cadeira, estava o General, mas Percy não conseguia vê-lo.

Percy ficara observando o que acontecia. O general e Luke queriam saber quantos eram e Espinheiro respondeu que eram quatro. O General dissera que mandara uma surpresinha para os garotos e quando se levantou, Percy pôde vê-lo pela primeira vez. Era alto e musculoso, com pele morena clara e cabelo escuro penteado para trás com gel. Tinha um rosto brutal, ombros imensos e mãos que poderiam quebrar um mastro ao meio. Seus olhos eram como pedra.

O general estava irritado com Espinheiro, dizendo que ele era incompetente. Pois o enviara para capturar o filho de um dos três deuses mais velhos e ele levara para o general a magricela da filha de Atena. O general plantara uns dentes de dinossauro e regara, fazendo brotar 12 monstros que destruiria todos os seus amigos. Percy correu, mas foi perseguido por um dos monstros e Luke tinha certeza que se tratava de Percy, mesmo ele usando o boné da invisibilidade. Se espremendo, Percy conseguira escapar pela porta antes dela ser fechada e correu.

Percy correu para o Museu Aeroespacial e tirou o boné da invisibilidade. Ele precisava achar Grover e Thalia e literalmente esbarrou com Thalia. Seu fôlego contou para eles que o General enviara um monstro para destrai-los e que havia criado 12 guerreiros – esqueletos que rapidamente estaria ali. Zoe não acredita em Percy e acha que o garoto estava mentindo.

Eles estavam discutindo, Zoe não queria que Percy fosse, Thalia dizia que Percy não deveria estar ali, mas já que estava deveria ir com eles. No meio da discussão eles ouviram um rugido. O animal era do tamanho de uma picape, tinha garras prateadas e pelo dourado cintilante, o Leão de Nemeia. Ele tinha a pele de aço. Percy e os amigos começaram a atacar e a se defender do leão, mas nada era capaz de machucá-lo. Percy notara que a sua boca era vulnerável, não tendo qualquer tipo de proteção de aço. Mas ele se movimentara rápido demais. Ele gritou para Zoe mirar na boca do leão.

Percy correra para a loja do museu e pegara um monte de comida espacial. O leão estava pronto para atacar Thalia quando Percy atirou em sua boca comida espacial e ele engasgara. Quando ele rugiu, Percy jogou mais comida espacial para dentro da boca do leão e gritou para que as Caçadoras atirassem flechas. Assim que o leão abriu a boca engasgado, as flechas perfuraram a boca do monstro. Ele debateu-se com violência, girou e caiu para trás. Ficando, por fim, imóvel.

Ele começou a se dissolver como acontecia com os monstros e no seu lugar ficaria apenas uma pele de leão, zoe mandara que Percy pegasse, como espólio de guerra. Enquanto isso, alarmes disparavam por todo o museu, as pessoas corriam de um lado para o outro. Seguranças também e ninguém sabia o que tinha acontecido. Quando Percy pegara a pele do leão se transformara em um casaco.

Grover chama todos para irem embora, pois os seguranças não ficariam confusos por muito mais tempo, ele fizera uma pequena canção de confusão para que desse tempo deles fugirem. Através das paredes de vidro, Percy podia ver um grupo de homens atravessando o gramado. Homens cinza em trajes de camuflagem cinza. Percy manda os amigos irem pois eles estavam atrás dele. Mas Zoe protesta dizendo que agora ele fazia parte da busca a Ártemis. Ela não tinha como mudar o destino, era como um quinto membro.

Eles estavam sendo perseguidos por um helicóptero que conhecia a vã deles. Era um helicóptero militar. Alguns humanos mercenários estavam lutando ao lado de Cronos e do General. Eles não podiam ver muito atrás da Névoa, mas podiam ser tão ruins ou piores do que os monstros, os humanos mercenários e inescrupulosos.

Eles abandonaram a vã em um estacionamento, compraram tíquetes e entraram em um trem. Viram que o helicóptero estava circulando o estacionamento, mas não foram atrás deles. Quando o trem chegou ao fim da linha, eles desceram e estavam quase congelando. Então dividiram uma fogueira com um mendigo em um subúrbio de Washington. O mendigo perguntara para eles se não queriam ir para o oeste e apontou um trem de carga que estava levando carros. Eles viraram para agradecer, mas o mendigo sumira, levando a fogueira com ele.

Dentro do trem Percy fora se sentar perto de Thalia e contara a ela o que o General dissera sobre querer isolá-la do grupo para que ela enfrentasse o monstro de um pra um. Ela nem se abalou e dissera com bravura que gostaria de ser usada como isca. Thalia diz ainda que eles estavam indo para São Francisco, que era pra onde Ártemis estava indo. Percy se lembrara de algo que Annabeth lhe dissera sobre não poder ir morar em São Francisco com o pai e perguntou o que havia de tão ruim lá.

Thalia lhe revela que em São Francisco, a Névoa é muito espessa por causa da proximidade da Montanha do Desespero, a magia dos Titãs ainda estava por lá e isso atraia uma imensa quantidade de monstros. E explica pra Percy porque ela odeia tanto Zoe. Revela que uma vez quase se juntara às Caçadoras, mas quando Zoe revelou que a garota precisaria abandonar Luke, ela desistiu e teve uma briga com Zoe que lhe disse que ela se arrependeria algum dia, pois Luke um dia decepcionaria a garota.

Percy diz que Zoe estava certa e Thalia retruca dizendo que Zoe não estava certa. Expulsou Percy de dentro do carro em que eles estavam e revelou ao garoto quando ele saiu que Annabeth também queria se juntar as Caçadoras e pede para Percy pensar no parque.

Quando Percy estava sentado em outro carro pensando em Annabeth e com medo de dormir e ter outro pesadelo, o mesmo mendigo aparecera ao lado dele e, com isso, Percy acaba descobrindo que o mendigo Fred, é Apolo disfarçado. O deus Apolo revela a Percy que Ártemis está oculta dele e ele não está gostando nada disso. E também não sabia onde estava Annabeth. Dá uma dica a Percy: que procure por Nereu, o velho do mar, quando chegarem em São Francisco, caso eles não encontrem o monstro antes.

Apolo fora embora e antes mesmo que Percy desse conta, ele já estava dormindo e mais uma vez teve um sonho misterioso. Sonhara com uma garota que ele não conhecia. No sonho a garota lhe dava um grampo longo e branco do seu cabelo e diz que fora presente de sua mãe, Pleione, filha dos oceanos. O grampo virara uma espada nas mãos de Percy e o ajudaria a matar o monstro Ládon. O nome da espada era Anaklusmos, Contracorrente em grego antigo. Percy ao acordar pegara a sua Contracorrente e tinha certeza de que se as duas espadas tinham a mesma lâmina, apesar de terem formas diferentes. Percy tinha outra certeza: a garota que ele vira no sonho era Zoe Doce-Amarga.

Percy conversara com Bianca enquanto Zoe e Grover iam comprar comida. Ele percebera que gostara de conversar com ela, muito mais do que com Zoe. Ela conta a ele um pouco da sua história. Mas foram interrompidos pela chegada da comida. Quando eles chegaram ao limite da cidade dois guerreiros-esqueletos apareceram e quando eles tentaram escapar, mais dois surgiram de trás dos garotos, os cercando. Eles estavam vestidos com uniformes azul da polícia estadual do Novo México portando armas de fogo.

Grover desmaiara falando algo sobre a Natureza. Enquanto isso os guerreiros-esqueletos começaram a falar pelo celular. Percy não entendia o que eles falavam, mas percebeu que como o total de guerreiros eram 12, eles provavelmente se dividiram para procurá-los e o que falava ao celular estava chamando os demais e em pouco tempo os 12 guerreiros estavam reunidos para tentar acabar com os garotos.

Ao pensar em Annabeth e no pouco tempo que tinham, Percy atacara o primeiro esqueleto, se desviando das balas que eram disparadas contra ele. Quando algumas o atingiram, ele notou que não estava ferido, pois o casaco de Nemeia funcionara como um colete à prova de balas.

Percy cortara um esqueleto ao meio, mas rapidamente ele fora remontado. Não havia como detê-los. Um deles irrompeu para Bianca que sacou sua faca de caça e esfaqueou o guerreiro no peito, o que o fez irromper todo em chamas, deixando uma pilha de cinzas e um distintivo da polícia no chão.

Os outros três guerreiros-esqueletos ficaram atentos à Bianca e sua faca. Grover em meio a sua agonia murmurou que havia um presente. Então o maio porco que Percy já vira na vida alcançou ruidosamente a estrada. Era um javali, com um focinho cor-de-rosa e presas do tamanho de canoas. O pelo marrom de suas costas estava eriçado e seus olhos eram selvagens e raivosos. Ele avançou para os três guerreiros-esqueletos que saíram voando por sobre as árvores e foram bater de encontro às encostas da montanha, onde se fizeram em pedacinhos. O porco voltou-se para eles e Grover gritou que não era para ninguém matá-lo.

Grover diz que ele é um presente, uma benção da natureza. O javali queria matar eles, pois era selvagem. Percy e Thalia estavam na mira da fera e correram. Encontraram a encosta, subiram e viram um caminho. Para a sorte deles, os cascos do javali não foram feitos para aquele tipo de terreno. Eles viram um túnel coberto à frente deles e entraram, saindo do outro lado. E viram que estavam na extremidade da ponte e adiante, a montanha despencava por uns 20 metros em um desfiladeiro cheio de neve.

O javali estava atrás deles e Thalia estava ficando verde de medo. Percy agarrara Thalia e se lançara de lado pela extremidade da ponte, para a encosta da montanha. Eles deslizaram em cima de Aegis, o escudo de Thalia, como se fosse um snowboard, descendo em disparada, sobre as pedras, lama e neve. O javali, por outro lado, despencou em queda livre no desfiladeiro com um poderoso guincho e aterrissou num monte de neve. Percy descobrira porque Thalia ficara verde e tão nervosa na vã de Apolo: ela tinha medo de altura. A filha de Zeus, o senhor dos céus, tinha medo de altura. Isso era demais para Percy. Mas ele prometera não contar a ninguém.

O javali ainda estava preso na neve. Grover surgiu dizendo que ele seria a carona deles para o oeste, pois ele era muito veloz. Grover parecia não estar tendo noção do perigo. Sem dar ouvidos a Percy, se jogou nas costas do Javali e começou a tocar sua flauta com uma melodia animada e jogou uma maçã na frente do nariz do javali. Thalia ao ver a cena, soltou atrás de Grover, Zoe e Bianca fizeram o mesmo. Percy não estava acreditando no que eles estavam fazendo. Até que Zoe disse a ele que quando o javali surgiu ela sentira um vento tão forte como nunca mais ela pensou que fosse sentir aquela presença. A presença de Pã, o senhor da natureza. Por isso Grover dizia que o javali era uma benção. Um presente da natureza. De alguma forma, Pã se manifestara para eles, para ajudá-los.

Cavalgar o javali era bem desconfortável, quando o animal parou, Grover anunciou que ali era o mais longe que o javali iria. Eles precisavam descer enquanto ele se alimentava. À frente deles havia uma estrada de duas pistas. Do outro lado da estrada havia um grupo de construções pequeno demais para ser uma cidade. O que Percy pensara que eram morros, na verdade eram montanhas de carros e aparelhos velhos e outras sucatas de metal. Era um ferro-velho que parecia não ter fim. Zoe anunciara que a próxima parada era Lãs Vegas. Percy estava se preparando para protestar, pois ele havia estado na cidade com Grover e Annabeth e as experiências foram péssimas. Mas antes dele poder dizer alguma coisa, Bianca veementemente disse que eles não deveriam ir para lá.

Percy se lembrara de que Bianca dissera a ele que ela e Nico ficaram algum tempo em um hotel e ele olhara pra Grover e teve a sensação de ele estava pensando a mesma coisa que ele. Então Percy perguntara para Bianca se o nome do hotel que ela ficara era Hotel e Cassino Lótus.

A garota arregalara os olhos e perguntara como Percy sabia disso. Percy contara ao grupo que há dois anos ele, Grover e Annabeth ficaram presos lá. O propósito do lugar é que você nunca queira sair de lá. Eles ficaram cerca de uma hora, mas quando saíram, cinco dias havia se passado. Ele faz o tempo acelerar. Bianca e Nico ficaram lá por aproximadamente uns 70 anos, até que um homem aparecera e os resgatara. Mas Bianca diz não saber quem era esse homem.

Eles estavam acampados no ferro-velho e durante a noite ouviram um barulho de carro. Quando foram ver, era uma limusine cadavérica. Quando o carro parara uma espada espetara a garganta de Percy e um homem grande com um corte de cabelo militar vestindo uma jaqueta de motoqueiro de couro preto, jeans preto também, camiseta justa branca e botas de combate e óculos de sol fechados nas laterais ocultavam os seus olhos, surgiu perguntando (meio que afirmando) que agora Percy não era tão rápido. Percy sabia quem era por trás daquelas órbitas ocas cheias de chamas, Ares, o deus da guerra, que anunciara que alguém gostaria de ver o garoto.

Ares manda os amigos de Percy irem para a taqueria enquanto ele ia ver o que lhe aguardava dentro do carro de Ares. Ao entrar no carro, Percy viu Afrodite, a deusa do amor. E com sua visão, o garoto esquecera seu nome, onde estava e até mesmo como falar frases completas. Afrodite estava usando um vestido de cetim vermelho com os cabelos caindo em cascatas de cachos. Ela tinha o rosto mais lindo que o garoto já vira, com maquiagem perfeita, olhos deslumbrantes e um sorriso capaz de iluminar o lado escuro da lua.

Ela perguntara para Percy se ele sabia porque estava ali. Ele diz que é porque Ártemis fora capturada. Ela diz que esse é o motivo dos outros estarem nesta busca, não ele. Ela diz que Annabeth está em perigo e ele diz que sabia disso e que precisava ajudá-la. Afrodite diz que a razão de Percy estar lá fora era porque ela providenciara isso, pois a camiseta envenenada que os irmãos Stoll deram a Febe, o encontro com blackjack para ajudá-lo a fugir do acampamento, tudo isso fora obra dela.

Afrodite achava um saco e um tédio isso das Caçadoras procurarem por Ártemis, mas já a busca do amor verdadeiro, poderia realmente salvar a vida de alguém, Annabeth. Percy não entende o que a deusa diz. Afrodite diz ainda que Annabeth estava prestes a se tornar uma Caçadora e só Percy poderia evitar isso. Ela considerava isso muito romântico. Ela revela ao garoto que as Caçadoras eram inimigas dele e que a busca de Ártemis e do monstro não eram importantes. O que importava era ele encontrar e salvar Annabeth. Ele pergunta a deusa se ela sabia onde estava a garota e ela disse que não. Mas que Percy deveria seguir o seu coração.

Afrodite dá um conselho a Percy. Manda que ele tenha cuidado no território do marido dela, que não pegasse nada, pois ele é extremamente meticuloso em relação as suas quinquilharias e entulhos. Percy não sabia de quem ela estava falando, se era de Hefesto. Mas ele não teve sua dúvida esclarecida, pois Ares abrira a porta do carro e arrancara o garoto lá de dentro.

Ficar perto de Ares sempre deixava Percy com raiva e imprudente. Irritado, ele perguntou para o deu da guerra porque ele não o matava. Ares diz que adoraria matá-lo, mas que corre no Olimpo o boato de que ele pode começar a maior guerra da história e ele não queria destruir isso ou pôr tudo a perder. Além disso tudo, ainda existia o fato de Afrodite pensar que o garoto era uma espécie de galã de novela ou alguma coisa do gênero e ele não queria ficar mal diante da deusa.

Quando Ares estalou o dedo, tudo desaparecera, o carro, o ferro-velho e toda a cidade de Gila Clauw. Restando apenas ele e os amigos em pé no meio do ferro-velho, com montanhas de sucata de metal se estendendo em todas as direções.

Bianca quis saber o que Afrodite queria. Percy tenta enrolar os amigos dizendo que ela queria alertar a ele que não pegasse nada do ferro-velho do marido. Zoe não acredita e, desconfiada, diz para Percy tomar cuidado, pois a deusa do amor tem desencaminhado muitos heróis. Thalia diz para Percy não confiar em Afrodite, concordando com Zoe.

Eles estavam quase conseguindo atravessar o ferro-velho quando ouviram um barulho e ao se virarem notaram que uma montanha de metal se movia, erguendo-se. Um gigante de bronze, com uma armadura grega de batalha completa surgira do meio do ferro-velho. Era incrivelmente alto que reluzia perversamente ao luar. Zoe disse que o nome dele era Talo, uma das criações de Hefesto.

Zoe perguntou quem pegar alguma coisa no ferro-velho. Bianca pareceu culpada, mas antes que alguém pudesse explicar algo, o gigante defeituoso Talo foi em direção a eles fazendo o chão tremer e Grover gritou para eles correrem. Percy descobrira o que Bianca pegara: uma pequena figura de metal, a estátua de um deus que ela pegara para seu irmão Nico, a única estátua que ele ainda não tinha. Percy pediu para ela deixar no chão, mas mesmo assim o gigante não deixara eles em paz.

Percy comenta que deve existir algo que desestruture o gigante, algo dentro dele. Ele estava decidido a procurar e encontrar. Mas Bianca, sentindo-se culpara pelo aparecimento do gigante, pegou a imagem em metal em miniatura do deus, entrou a Percy e pediu que ele desse ao seu irmão, caso ela não sobreviva e sai em direção ao gigante. Enquanto isso os outros tentam destraí-lo e algo pára dentro de Talo, caindo em cima de fios de energia elétrica, fazendo com ele se despedaçasse. Os garotos procuraram por Bianca desesperadamente dentro dos escombros que restaram de Talo, mas não encontraram nada. Grover diz que não adianta, pois a profecia dizia que um ia se perder na terra ressecada e realmente aconteceu como deveria ser. Eles estavam no deserto e Bianca di Angelo se fora.

Na extremidade do depósito de lixo eles encontraram um caminhão de reboque que estava com o tanque cheio e eles pegaram emprestado. Thalita dirigiu e o tempo estava muito bom o que parecia a Percy um insulto, logo após eles terem perdido uma amiga. Percy queria acreditar que Bianca ainda estava viva, mas tinha o pressentimento de que ela se fora para sempre.

Quando a gasolina do caminhão terminou, eles notaram que a estrada também chegara ao fim. No horizonte só se via o deserto. Eles seguiram o rio por meia hora antes de encontrarem uma descida mais fácil até a água. Percy dividiu uma canoa com Zoe e ao chegar na água ele vira duas náias olhando para ele.

Percy pedira para elas ajudarem a eles e prontamente, por baixo da água, elas começaram a empurrar as canoas em que eles estavam. Zoe gruniu que odiava as náiades. Como resposta um jato de água a atingiu no rosto.

Zoe estava muito abalada pela perda de Bianca, pois no fundo ela acreditava que poderia treinar a meio-sangue poderosa para ser a futura tenente, para atuar no lugar dela, afinal, como ela mesma dissera a Percy, nada dura para sempre. Ao tira Contracorrente do bolso, Percy notara que Zoe olhara para a espada e Percy dissera que ela havia feito. Ela confirmara e perguntou como ele sabia. Percy conta então o sonho que havia tido e Zoe contara a ele que a sua mãe, Pleione, a deusa das águas, tivera cinco filhas, as Hespérides. Elas eram as garotas do Ocidente, com uma macieira de ouro e um dragão, Ládon, que as guardava. Agora são apenas quatro irmãs, pois ela fora exilada, esquecida e apagada como se nunca tivesse existido.

As náiades pararam de empurrar as canoas. O ponto máximo em que elas podiam ajudá-los havia chegado ao fim, pois na frente deles estava a barragem de Hoover, um dos monumentos favoritos de Annabeth e ela não estava ali, por ironia, para ver. Eles estavam se dirigindo à entrada do centro de visitantes da barragem quando Percy e Grover ouviram um mugido. Percy mandou que eles fossem na frente, sem ele, Há uns dez metros abaixo, no lago, Percy vira Bessie, a vaca-serpente que ele salvara. Ela tinha uma voz de urgência, como se avisasse a ele alguma coisa. Ela estava deixando claro que queria que ele fosse com ela e que ele se apressasse.

Percy olhou para a estrada da barragem, no sentido leste e vira dois homens caminhando lentamente na direção dele, os guerreiros-esqueletos. Uma van apareceu e de dentro dela saíram mais guerreiros. Percy estava cercado. Ele subiu correndo as escadas e partiu com tudo pela entrada do museu, para procurar os amigos, mas não via ninguém. Decide entrar no elevador, mas sabia que estava sendo seguido. Ouviu um som atrás dele, um chiado, ele tirou Contracorrente do bolso e atacou o que estava atrás dele, mas era uma garota mortal e não conseguiu ser atingida ou machucada pela espada. Se apresentou como Rachel Elizabeth Dare e mandou que Percy entrasse no banheiro. Foi quando ele ouviu os tinidos dos ossos dos guerreiros-esqueletos passarem. A garota os despistou e Percy teve, assim, tempo para fugir.

Encontrara os amigos e diz que eles precisavam partir. Eles não tinham como fugir. Grover então fez uma verdadeira guerra de burritos e os garotos que estavam no local gostaram da idéia, fazendo o mesmo e dando muita risada bem divertidos.

Percy pedira para Thalia rezar para Zeus, para o pai dela. Ela diz que ele nunca a respondeu, mas mesmo assim Percy implora para que ela reze ao menos essa vez, pois ele acreditava que as estátuas podiam dar alguma sorte para eles.

A mulher no elevador que dissera a Percy que sempre havia uma saída, ele achou que fora Atena, a mãe de Annabeth. Thalia fechava os olhos para pedir ajuda ao pai e Percy fizera a sua própria prece à mãe de Annabeth. Enquanto isso os esqueletos se aproximavam e Percy percebera que uma sombra caíra sobre ele, pensou que era a sombra da morte, mas eram sombras de asas. Os anjos de bronze carregaram eles, Hank levara Thalia e Percy e Chuck levara Zoe e Grover e voaram acima da represa e do rio, deixando para trás os guerreiros-esqueletos.

Os anjos deixaram os garotos em São Francisco e eles enfim haviam chegado à Costa Leste, onde provavelmente Ártemis estava. Em um porto eles pararam para procurar Nereu, como aconselhara Apolo. Zoe diz para Percy para pararem no porto, pois Nereu devia estar por ali, afinal ele nunca se afastava muito da água e gostava de tomar sol durante o dia e que ele tinha um cheiro diferente.

Percy, no fim do píer, vira um cara que parecia ter um milhão de anos e estava desmaiado num trecho onde o sol batia. Vestia pijama e um roupão de banho felpudo. Era gordo, com uma barba branca que havia se tornado amarela, e se parecia com Papai Noel, supondo-se que Papai Noel tivesse sido arrancado da cama e arrastado por um monte de esterco. Ele cheirava mal, mas era um fedor marinho, uma mistura de alga quente, peixe morto e maresia. Se o oceano tinha um lado feio, ali estava.

Percy pulara para cima dele, mas de velho ele não tinha nada. Ele parecera que estava agarrando Percy, não o contrário. Os dedos dele apertavam o garoto como aço. Percy agarrara Nereu e disse que era um meio-sangue e queria informações. Agarrados eles caíram na água e mergulharam na Baía de São Francisco. O oceano enchera Percy com uma força extra. Mas Nereu também tinha uns truques guardados. Ele mudou de forma e transformara-se em uma foca preta e luzidia, o que tornou bem difícil para Percy o segurar, mas como ele era filho de Poseidon, agarrou Nereu de modo firme. Este mudou de forma novamente, transformando-se em uma baleia assassina, depois uma enguia, até que desistiu e Percy disse que não se afogaria, pois era filho de Poseidon.

Resignado e sem fôlego, ele subira no cais. Nisso, os amigos de Percy chegaram. Percy queria fazer três perguntas para Nereu, mas ele disse que a regra era uma pergunta por captura. Ele estava dividido entre perguntar por Annabeth, Zoey queria saber onde estava Ártemis, mas Quíron queria saber na verdade o que considerava o mais importante: saber onde encontrar o monstro.

Então Percy perguntou onde eles poderiam encontrar o monstro terrível que pode exterminar os deuses, o que Ártemis estava caçando. Nereu, maldoso, apontou para a água aos pés de Percy. Rapidamente Nereu se tornara um peixinho dourado e se jogara na água. Thalia arregalou os olhos e perguntou o que era aquilo. Quando Percy olhou para baixo viu Bessie, sua amiga vaca-serpente, nadando perto do cais. Ela mugiu e Grover isso que o animal dissera que o nome dele não era Bessie. Grover entendia o que os animais falavam e diz que na verdade o nome dele é Ofiotauro, touro serpente em grego.

Ele que Percy é o seu protetor e que ele estava fugindo de pessoas más, que elas estavam por perto. Zoe diz que a Guerra dos Titãs é uma história que o pai dela contara a ela há milhares de anos e esta é a besta que eles estavam procurando. Percy não consegue acreditar que Bessie, tão fofinho, fosse capaz de destruir o mundo.

Zoe diz que o erro deles estava justamente em achar que eles encontrariam um monstro imenso e perigoso. Mas o Ofiotauro não ameaçava os deuses dessa forma, por isso ele precisava ser sacrificado. No entanto, o garoto não queria crer que alguém fosse capaz de sacrificar e machucar uma criatura como aquela, pois era inofensivo.

Zoe diz que existe um poder terrível em matar a inocência. As Parcas fizeram uma profecia éons atrás, quando essa criatura havia nascido e disseram que quem matasse o Ofiotauro e oferecesse suas entranhas ao fogo em sacrifício teria o poder de destruir os deuses. Agora depois de três mil anos, o Ofiotauro renascera.

Quando Thalia sentou no cais e esticou a mão para tocar Bessie, ele estremecera. Thalia dissera que Luke não hesitaria em matar Bessie, pois o poder de derrubar o Olimpo era colossal. Uma voz surgiu atrás de Thalia dizendo que era o poder que Thalia desencadearia. A voz era de Espinheiro e Bessie choramingou e submergiu. Ao lado de Espinheiro havia dois seguranças, dois mercenários.

O manticore diz que senhor Cronos trouxe Thalia de volta a vida para ela sacrificar o Ofiotauro, para ela em seguida levar suas entranhas ao fogo sagrado da montanha e, assim, ela conquistaria o poder ilimitado e em seu décimo sexto aniversário ela derrubará o Olimpo. Para todo mundo aquilo fazia um desagradável sentido. Ela esteva lá há dois dias de completar 16 anos e era filha de um dos Três Grandes.

Percy não sabia se se sentia aliviado, horrorizado ou decepcionado, afinal ele não era o garoto da profecia. O manticore dizia que Thalia sabia que era a escolha certa para ela. Pois Luke, que era amigo dela, reconhecerá isso e se juntará a ele. Coloca veneno na cabeça da garota, dizendo que Zeus a abandonara e, assim, ela teria um poder superior ao dele. Estimula à menina que ela esmague os olimpianos sob os pés dela, como eles merecem. Manda ela chamar a besta, pois ela irá até a garota, Percy pede para Thalia não entrar nessa, pede para Grover dizer a Bessie para mergulhar ainda mais fundo e fique lá embaixo. Assim Grover fez.

Tudo parecia estar perdido para eles. Eles não conseguiriam lutar com o manticore. Percy então tentou estabelecer contato com o Acampamento Meio-Sangue, mas quem recebeu a mensagem fora o Sr. D. que demonstrou pouco se importar com as crianças. Percy vencera o orgulho e pedira, por favor, que Dionísio mandasse ajuda e ele em pessoa ajuda as crianças, livrando-as dos perigos.

Zoe precisava ir para casa com eles e precisavam chegar antes do pôr-do-sol. Percy pediu ajuda ao pai, que levasse Grover e o Ofiotauro em segurança para o acampamento, protegendo-os no mar. Após terem solucionado o problema que envolvia Grover e Bessie, eles tinham que resolver outro: como iriam chegar até o jardim das irmãs de Zoe.

Thalia pensou que alguém poderia ajuda-los: o pai de Annabeth, o professor Chase. O pai de Annabeth tinha os cabelos claros como os dela e olhos intensos castanhos. Parecia ser bonito, mas estava a dias sem se barbear. Para quem tinha se mudado há pouco tempo a casa estava bem bagunçada. A casa toda cheirava a cookies com gotas de chocolate recém-assados. E da cozinha vinha uma música de jazz. Parecia uma casa bagunçada e feliz.

Duas crianças, Bobby e Mathew surgiram na sala brigando, filhos do Dr. Frederick Chase. A madrasta de Annabeth apareceu na sala de estar enxugando as mãos em um pano de prato. Percy achou ela uma bela mulher oriental com cabelos de mechas vermelhas preso em um coque. Ela perguntou se eles estavam com fome e disse que levaria para eles cookies, sanduíches e refrigerantes. Simpática, a madrasta de Annabeth dissera que ouvira muito falar de Percy e disse que era um prazer conhece-lo.

O pai de Annabeth, professor de história militar começou a conversar sobre a Terceira Batalha de Ypress com Zoe quando Thalia chamou a atenção dele para o fato de que Annabeth estava correndo perigo. Após contarem tudo o que estava acontecendo, Zoe disse ao professor que eles precisavam de um transporte até o Monte Tamalpais e para já. Ele lhes dera o carro dele para que pudessem se locomover e eles teriam que ser rápidos, pos só tinham uma hora para salvar Annabeth.

Quando estavam chegando ao Monte Tamalpais, Thalia quis saber porque tudo cheirava a eucalipto? Zoe explica que se ela tivesse um hálito de dragão também gostaria de mastigar folhas de eucalipto. O Princesa Andrômeda, o demoníaco cruzeiro de Luke, estava ancorado na praia. E Zoe presumiu que eles teriam a companhia do exército de Cronos.

Thalia mandou que Zoe parasse o carro imediatamente e mandou que todos descessem correndo. Foi por pouco. O carro explodira. Thalia então recitou um trecho da profecia do Oráculo: “E, pela mão do pai, um irá sucumbir” e pensou alto num murmúrio que o próprio pai queria destruí-la. Mas os outros achavam que aquilo não fora um raio de Zeus.

Zoe havia sumido, mas apareceu pedindo a todos que fizessem silêncio para não acordar Ládon. Percy tenta alertar Thalia de que o raio que atingira o carro fora arte de Cronos e não de Zeus. O malévolo estava tentando enganar a garota e jogá-la contra o próprio pai, para ela ficar com raiva e eles conseguissem manipulá-la.

Quando chegaram ao jardim viram como era lindo, Percy estava inebriado pelo cheiro da maçã da imortalidade e queria pegar uma, mas Ládon, o dragão estava enroscado na árvore. Além disso, ele tinha muitas cabeças. Quatro jovens apareceram, elas se pareciam muito com Zoe. Todas usavam quítones gregos brancos. Os cabelos eram negros e sedosos. Percy achava estranho nunca ter percebido e notado como Zoe era bonita até ter visto as suas irmãs. Elas eram muito parecidas com Zoe, lindas, porém provavelmente muito perigosas. Zoe pede passagem para as irmãs para que pudessem salvar Ártemis e Annabeth. Mas elas não permitiram e ainda por cima acordaram Ládon.

Quando o dragão acordou e bocejou as suas cem cabeças o hálito dele ao chegar até Percy o queimou como ácido, os olhos de Percy arderam, a pele se arrepiou e o cabelo ficou eriçado. Zoe foi em direção ao dragão e começara a falar com ele de forma tranqüilizadora. Mas ele investiu contra Zoe. No entanto, dois mil anos de treinamento mantiveram-na viva. Zoe gritou para todos eles correrem, passou por eles correndo e eles a seguiram montanha acima.

No topo das montanhas eles viram as Ruínas do Monte Otris, a fortaleza da montanha dos titãs e isso era um mau sinal. Ela podia mudar de lugar e estar ali era um sinal ruim porque essa montanha é a montanha de Atlas, onde ele costumava segurar o céu. Eles viram Ártemis com as penas presas à pedra por correntes de bronze celestial. E ela estava segurando o teto do mundo, não o teto da caverna como Percy pensou ter visto nos seus sonhos.

Quando Zoe corre em sua direção, Ártemis avisara que era uma armadilha e que eles deveriam partir agora. Zoe chorava e uma voz estrondosa falava às costas deles, era o General, com Luke ao seu lado e meia dúzia de víboras carregando o sarcófago de ouro de Cronos. Annabeth estava ao lado de Luke com uma mordaça na boca e Luke mantinha a ponta de uma espada à sua garganta.

Com os olhos Annabeth mandava uma mensagem para Percy fugir. O general chama Zoe de traidora, provocando-a. Ártemis pede para que ela não lhe dê ouvidos e não o enfrente. O general é na verdade Atlas, o general dos titãs e terror dos deuses. Ele é o pai de Zoe.

Percy percebe como era horrível a semelhança familiar. Atlas tinha a mesma expressão régia de Zoe, o mesmo olhar frio e orgulhoso que às vezes ela exibia quando estava com raiva. Percy olhara para Annabeth e notara que o seu cabelo louro areia estava cinza. E Thalia parecendo ler os pensamentos de Percy dissera que ela ficara assim de segurar o céu, pois o peso devia tê-la matado.

Percy queria saber porque Ártemis não podia simplesmente soltar o céu. E Atlas faz deboche com o garoto. Dizendo que ele sabe muito pouco das coisas. E explica o porque para Percy.

Percy notara que Luke estava péssimo e se não o odiasse tanto, teria sentido pena dele. Luke tenta mais uma vez persuadir Thalia a se juntar a ele, pois se ela não fizer as coisas desse modo, ele (o General) vai usar o outro método. Percy não sabia do que o seu inimigo falava, mas percebera que ele realmente estava em perigo e a vida dele dependia de Thalia se juntar à sua causa. Thalia olhou para Luke e disse que não o conhecia mais.

Percy gritou para os amigos e juntos eles atacaram. Thalita fora direto para Luke, mas apesar da sua aparência de doente, Luke era rápido com a espada. Percy fora direto para o titã Atlas que jogara o garoto de um lado para o outro e acabara voando pelo ar, batendo em um muro negro. Percy percebera que não podia contra Atlas e lembrou de um trecho da profecia do Oráculo que dizia que a maldição do titã um deveria suportar e então pediu a Ártemis que passasse o céu para ele. Ela recusou e diz que Annabeth agüentou.

Percy pegou Contracorrente, cortou as correntes que prendiam Ártemis, se apoiou em um joelho e segurou o céu. Ele teve a sensação de estar sendo esmagado por mil caminhões. Cada músculo do corpo dele parecia estar em fogo e tinha a sensação de que os seus ossos estavam se dissolvendo.

Enquanto isso os demais lutavam. Atlas quase matara Ártemis, mas Zoe fora em sua defesa e quando Atlas se preparava para o golpe final, Ártemis o empurrara para longe, ou seja, para perto de Percy que se desviou dele e ele deixou que o peso do céu caísse sobre as costas de Atlas, que irritado e frustrado gritara que não era possível ele ter que assumir o antigo fardo.

Thalia acuara Luke na beira do precipício. Mas eles ainda lutavam perto do caixão de ouro. Thalia tinha lágrimas nos olhos. Luke investiu contra Thalia e ela o atingiu com o escudo. A espada de Luke voou de suas mãos e retiniu nas pedras. Thalia encostou a ponta da lança em sua garganta. Atrás dela, Annabeth aproximou-se tropeçando e pediu que Thalia não o matasse. Thalia disse que ele era um traidor. Mas Annabeth sugeriu que eles o levassem de volta, para o Olimpo, ele será útil. Thalia chutou Luke e ele perdera o equilíbrio, caindo no precipício. A queda fora de pelo menos quinze metros e ele estava imóvel. Thalia chorava. Ártemis estava com o rosto tomado pela dor e trazia Zoe nos braços. Ela estava respirando, com os olhos abertos, mas a ferida estava envenenada. A mordida de Ládon envenenara Zoe.

Ártemis disse que eles precisavam encontrar Néctar e Ambrósia para Zoe. Tudo parecia perdido para eles, por causa do exército de Cronos. Mas eles ouviram um barulho. O dr. Chase gritava que eles, os monstros, deviam ficar longe da filha dele e suas metralhadoras ganharam vida, afastando os monstros. Ele voava em um biplano e Annabeth, incrédula, não conseguia acreditar no que estava vendo.

Uma carruagem de prata surgiu no céu, puxada por lindos cervos e pousaram bem ao lado deles. Ártemis mandara que todos subissem e depois ela assumiu as rédeas. Eles aterrissaram em Crissy Field depois do cair da noite. E Annabeth correra para abraçar o pai.

Não havia remédio para Zoe e mais uma vez a profecia do Oráculo se concretizara: nas mãos do pai um sucumbiu. E Ártemis chorava ao perder a melhor das suas assistentes. Ártemis comunicou que precisava ir para o Olimpo imediatamente. Foi embora no trenó e três pégasos desceram através da neblina, dois cavalos alados, Guodo e Porkpie, e um completamente negro, Blackjack. Annabeth diz a Percy que sabia, sentia que Luke não havia morrido. Diz que ele está em apuros, pois estava sob o feitiço de Cronos.

Thalia que havia dormido nas costas de Porkpie acordara e apontara na direção de Manhattan, dizendo que o solstício de inverno começara, bem como o Conselho dos deuses. Os pégasos levaram as crianças para o Monte Olimpo, no secreto sexcentésimo andar do Empire State Building.

Quando eles entraram, viram doze enormes tronos formando um U em torno de uma fogueira. Todos os assentos estavam ocupados. Os meninos viram que Bessie e Grover também estavam presentes. Viram Zeus, Poseidon, Hera, Hefesto, Apolo, Ártemis, Hermes, Dionísio, Ares, Demeter, Atena e Afrodite. Eles estavam votando sobre o que fazer com Thalia, Percy e Bessie.

Ártemis anunciara que teria uma nova tenente, se ela aceitasse. Assim convida Thalia para se juntar a elas e a garota aceita. Deixando, assim, o cumprimento da profecia para Percy, que ainda tinha apenas 14 anos.

Poseidon fora falar com Percy e ele dissera ao filho que esperava que ele não o decepcionasse. Percy disse que não o decepcionaria e diz que Luke já prometera muitas coisas e que ele não estava morto e que agora estava mais forte do que nunca e que o caixão de ouro com os restos de Cronos ainda estava com ele e ganhando forças.

Atena se aproximara de Percy e falara com ele sobre defeitos fatais. Ele se lembrara que falara sobre isso com Annabeth, onde ela confessara que o seu era o orgulho. Atena diz a ele que mesmo ele não conhecendo o seu defeito fatal, Cronos conhecia, pois ele sabia estudar os inimigos. Assim, o garoto ficara sabendo por Atena que o seu defeito fatal era a sua lealdade. Primeiro sua mãe fora tirada dele, depois Grover e agora Annabeth. Cronos usara os seus amigos e as pessoas que ele amava como isca para atraí-lo para as suas armadilhas. A deusa diz ao garoto que ele não sabe a hora de recuar diante de uma situação sem saída. Para salvar um amigo ele sacrificaria o mundo e para o herói da profecia, isso era muito perigoso. Completa dizendo que não aprovava a amizade dele com a filha dela, pois acreditava que não era bom para nenhum dos dois e aconselha ao garoto começar a questionar a lealdade dele. A partir daquele momento, Percy vira que ter a deusa como inimiga era muito pior do que ter Ares, Dionísio ou até mesmo Poseidon.

Essa conversa com Atena abalar muito o garoto. Ele ficou arrasado por a deusa ter dito que não aprovava a amizade dele com a filha dela. Annabeth aparecera ao lado dele e ele pegara a mão dela para uma dança.

Percy conseguira se afastar da festa e encontrou uma fonte tranqüila em um jardim e enviou uma mensagem de Íris para o seu meio-irmão, Tyson, debaixo do mar. Contou para ele as suas aventuras e sobre Bessie. Ele dissera a Percy que faria uma visita no próximo verão para consertar o escudo que ele fizera e dera ao irmão. Percy ficou muito feliz e animado com a idéia de receber a visita de Tyson. Em seguida pegou seu último dracma de ouro e enviou outra mensagem de Íris para Sally, sua mãe.

Ele contara tudo a Sally e ele ficara aliviada quando soube que Annabeth estava bem, Percy estava feliz por saber que sua mãe estava feliz com o novo namorado, Paul Blofis, e ele se lembrou do que a mãe passara ao lado do ex-padrasto, Gabe Ugliano.

Ao retornarem ao acampamento, Percy e Annabeth contaram as novidades a Quíron que pareceu muito preocupado quando se referiu a profecia. Ele ainda tinha esperanças de que não se tratava de Percy o filho da profecia, pois caso seja, a segunda guerra dos titãs está quase em cima deles, já que o primeiro golpe de Cronos será no Acampamento Meio-Sangue, já que os deuses usam os heróis como ferramentas. Quando se destrói, as ferramentas, os deuses ficam incompletos.

Coube a Percy contar a Nico sobre a morte de Bianca. Ele chama o garoto para dar um passeio. Ele recebera a notícia em silêncio e Percy entregou a ele a estatueta de um deus que Bianca encontrara no ferro-velho. Nico cobrara a promessa de Percy de que cuidaria de Bianca e disse que o odiava. Jogara o boneco no chão e disse que os seus pesadelos estavam corretos. Ele repetia que a irmã estava morta e que ele está nos Campos de Asfodelos, de pé diante dos juízes agora mesmo, sendo avaliada. Ele sentia isso.

Percy virara-se e vira quatro guerreiros-esqueletos sorrindo para ele. Percy não sabia como eles tinham entrado no acampamento. Nico começou a gritar, dizendo que Percy estava tentando matar ele, pois havia trazido aquelas coisas. Eles começaram a lutar com Percy e sem entender como Nico fizera para matar os guerreiros, Percy vira a estátua do deus, vira que se tratava de Hades, o senhor dos mortos. Nico saíra correndo e Percy com a ajuda de Grover e Annabeth procurara o garoto em todo o acampamento, mas não o encontrara.

Percy e Annabeth se deram conta de que Nico é filho de Hades. Até Hades tinha quebrado o juramento e isso era muito sério. Mas Percy acreditava que Hades não havia quebrado o juramento, afinal Bianca e Nico ficaram décadas presos no Cassino Lótus. Eles nasceram antes que o juramento fosse feito.

Eles se deram conta de que a profecia poderia não dizer respeito a Percy e poderia dizer respeito a Nico. Eles ficaram nervosos pensando se Luke puser as mãos no garoto que agora odiava Percy e queria vê-lo morto. Grover estava eufórico dizendo que teria tomado muito café, muito mesmo e Pã, o senhor da natureza, havia falado com ele na cabeça dele, dizendo que o esperava.

E assim terminou o terceiro livro da maravilhosa série de Rick Riordan. O quarto livro, “A Batalha do Labirinto” já foi lançado no Brasil e em breve o resumo estará no Universo Literário para aqueles que são fãs das aventuras de Percy, Annabeth, Grover e dos deuses do olimpo.




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

Blog Stats

  • 1,442,532 hits

No Twitter

RSS Ocasional

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.
março 2017
S T Q Q S S D
« abr    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Páginas

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 72 outros seguidores

Mais Avaliados