Posts Tagged ‘Percy Jackson e os Olimpianos

18
nov
10

A Pirâmide Vermelha – Nova Série de Rick Riordan

 

Aeeee demorei tanto para postar, mas pelo menos chego com uma novidade que eu esperava tão ansiosamente.

Acabo de adquirir o meu exemplar da mais nova série de Rick Riordan. Famoso pela coleção “Percy Jackson e os Olimpianos”, o professor norte-americano de história, desta vez traz aventuras envolvendo a mitologia egípcia. No início deste ano li o primeiro capítulo do primeiro livro e achei muito interessante. Agora é só esperar para ver.

Sinopse

Os irmãos Carter e Sadie Kane vivem separados desde a morte da mãe. Sadie é  criada em Londres pelos avós, e Carter viaja o mundo com o pai, o Dr. Julius  Kane, um famoso egiptologista. Levados pelo pai ao British Museum, os irmãos descobrem que os deuses do Egito estão despertando. Para piorar, Set, o deus  mais cruel, tem vigiado os Kane. A fim de detê-lo, os irmãos embarcam em uma  perigosa jornada – uma busca que revelará a verdade sobre sua família e sua ligação com uma ordem secreta do tempo dos faraós.


30
ago
10

Percy Jackson e os Olimpianos – O Último Olimpiano

O quinto livro da série “Percy Jackson e os Olimpianos”, “O Último Olimpiano” do autor americano, Rick Riordan, encerra a série de aventuras vividas por heróis (semideuses), humanos, deuses do Olimpo, sátiros e outros seres da mitologia grega.

Como eu adoro qualquer tipo de mitologia, quando vi o lançamento do primeiro livro da coleção, corri para comprar e me encantei pela história. No entanto, a todo momento, eu tinha que sacudir a cabeça, afinal parecia estar lendo “Harry Potter” a la grega. Eu não gosto de comparações, acredito que hoje em dia uma boa história sempre inspira outras. Para mim, “Harry Potter” está no topo da literatura infanto-juvenil. Acredito que levará muitos e muitos anos para que algum dia surja na literatura algo tão bom, criativo, encantador, mágico e inspirador quanto HP. E Riordan por ser um professor de inglês que lecionou durante quase duas décadas para jovens, bem sabe do que eles gostam e como criar histórias incríveis. Prova disso são as duas séries (“Percy Jackson” e “The 39 Clues”) que ele lançou e são fenômenos de venda em todo o mundo. Além da nova série quentinha que chegou ao mercado estadunidense sobre a mitologia egípcia.

Porém, por mais interessante que seja as aventuras vividas pelo semideus Percy, as comparações com HP são inevitáveis. O garoto protagonista, filho de Poseidon, é apaixonante. Diferente de Harry, ele não é órfão, mas desconhece o pai e existe em seu destino uma cruel profecia em que ele precisaria enfrentar a fúria de um Titã poderoso que poderia destruir não apenas o Monte Olimpo e o mundo mitológico grego, mas também toda a humanidade (coincidência?). Percy tem dois fies companheiros, Annabeth – uma inteligentíssima, corajosa e orgulhosa meio sangue, filha da deusa Atena e Grover – um sátiro engraçado, atrapalhado e imaturo (coincidência de novo?). Jackson precisa enfrentar desafios que muitos heróis gregos tiveram que enfrentar anteriormente e, ele sozinho, dá conta do recado.

No último livro da coleção eu praticamente me senti relendo “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Lógico que a história central, a temática, os monstros e as batalhas não são iguais, mas as particularidades são extremamente próximas. Para quem acompanha a série, vai perceber que “O Último Olimpiano” é eletrizante, praticamente é uma luta e ação atrás da outra. Quem costuma tomar fôlego e ler rápido, termina este livro em dois dias, no máximo, porque a curiosidade para saber como vai terminar o livro impera. Para quem gosta de histórias infanto-juvenis, independente de ser parecida com outra, também vai se divertir com Percy e sua turma.

Em alguns momentos os acontecimentos são previsíveis. Como em “O Príncipe Mestiço” de HP quando tomamos conhecimento do passado e história da família de Lord Voldemort, acabamos sabendo um pouco mais da história do vilão, Luke, e até tentamos simpatizar com ele, diante de sua história triste, o que acaba motivando toda a sua revolta. Em outros momentos dá canseira de tantas guerras e batalhas. O final não poderia ser diferente e ao término do livro, Riordan convence o leitor de que na balança, Percy acaba sendo aprovado e recomendado.

08
maio
10

Percy Jackson e os Olimpianos – A Batalha do Labirinto

“A Batalha do Labirinto” é o quarto de cinco livros que compõe a série “Percy Jackson e os Olimpianos”, escrito por Rick Riordan, um autor americano de muito sucesso no momento. O livro já começa literalmente quente, pois por mais que não queira e por mais que faça de tudo para não se meter em confusões, as confusões sempre procuram Percy e o encontram, como se o garoto fosse um para-raio de encrencas.

Sem querer destruir mais uma escola, principalmente a Good High School, a escola onde Paul Blofis, o namorado de Sally, mãe de Percy, lecionava. Percy vai durantes as férias de verão visitar o lugar, pois este seria a sua futura escola. No entanto, Percy começa a ser perseguido por líderes de torcida demoníacas, as mitológicas empousas. Mas para surpresa do garoto, acaba encontrando na escola Rachel Elizabeth Dare, a humana que conseguia enxergar através da Névoa que já aparecera na história anteriormente.

Na tentativa louca de sobreviver ao ataque, Percy luta contra as emposas e no meio da confusão que eles armaram, acabaram colocando fogo na sala de música da Good. E mais uma vez Percy receberia o crédito pelo acontecido. Por mais que Rachel tentasse ajudá-lo, ele no fundo sabia que não adiantaria muito.

Ao fugir da escola Percy encontra a leal amiga Annabeth e juntos eles voltam para o Acampamento Meio Sangue. Quando chegam, o garoto percebe algo estranho no ar e um novo visitante estava hospedado no Acampamento, Quintus, o novo instrutor de esgrima, com o seu adorável cão infernal. Ao tentar atacar o animal, Annabeth o impede e o alerta de que realmente algo estranho estava acontecendo no acampamento: o Labirinto que fora projetado por Dédalo como parte do castelo do Rei Minos, fora descoberto e uma de suas inúmeras entradas e saídas estava localizada no meio do acampamento e isso seria uma vitória e tanto para Luke, Cronos e seus comparsas, caso eles localizassem essa entrada e saída, pois assim conseguiriam destruir o acampamento sem precisar invadi-lo por fora.

Annabeth e Percy acabam encontrando a entrada do labirinto, meio por acaso. Quando retornaram do Labirinto, perceberam que pouco tempo havia se passado na realidade do acampamento, no entanto, para eles parecia ter passado um tempo bastante longo. Concluíram que o tempo no Labirinto não passava com a mesma velocidade que o tempo do lado de fora e isso poderia significar um problema. Pois eles precisariam ser rápidos para evitar que Luke e Cronos conseguissem o que almejavam.

Com o retorno de Annabeth e Percy, Quíron decide convocar uma nova missão. Desta vez os escolhidos deveriam localizar Dédalo antes de Luke, pois o objetivo do garoto era encontrar Dédalo para poder pegar o fio de Ariadne, capaz de tornar mais fácil e rápido se locomover dentro do Labirinto. Com isso, ele poderia facilmente encontrar a entrada para o Acampamento.

A missão deveria ser cumprida por Percy, Annabeth, Tyson e Grover. Grover tinha suas próprias razões para aceitar a missão, ele queria mais do que tudo na vida encontrar o deus que havia desaparecido, Pã. Essa seria mais uma tentativa de localizar Pã e ele tinha a intuição que agora estava cada vez mais perto de concretizar o seu objetivo.

Como não poderia deixar de ser, o grupo enfrenta diversos desafios e obstáculos. Combatem feras mitológicas, resgatam um prisioneiro que seria de muita ajuda para eles, descobrem uma maneira de se locomover no Labirinto com mais facilidade, mas também passam por apertos ao encontrarem com deuses que tinham grandes motivações para atrasar a missão deles.

Durante essa missão, Percy continua tento pesadelos, desta vez ele tem visto muito em seus sonhos, Nico di Angelo, o filho do deus Hades que pode estar ligado diretamente a uma profecia que determinaria o fim do Olimpo ou a permanência da existência dele. Ao se locomoverem pelo Labirinto, o grupo acaba encontrando Nico em um rancho e com a ajuda de Percy, o garoto consegue convocar a irmã morta. Ela era a forte motivação de Nico por sentir tanto ódio de Percy. O garoto achava que Percy era o culpado pela morte da irmã. Mas o seu espírito lhe aconselha e defende Percy. Após isso, Nico fica um pouco mais aberto para entender e enxergar melhor os fatos. No entanto, continua sendo fortemente influenciado por um fantasma nada bonzinho que tem seus próprios planos e objetivos.

Grover em meio a essa busca louca por Dédalo, acaba sentindo uma presença forte de Pã e diz que não poderia continuar na missão de Percy, teria ele mesmo que ir atrás da sua missão. Mas Percy não deixaria o amigo sozinho na sua busca. Juntos eles decidem dividir o grupo e Grover ganharia a companhia de Tyson na busca de Pã e Percy teria a companhia de Annabeth para localizarem Dédalo e ajudar a salvar o acampamento. Ao ficarem sozinhos e em meio a confusões digna de deuses, Percy e Annabeth enfim dão o primeiro beijo, selando um verdadeiro amor entre heróis.

Após passar um tempo na ilha de Calypso, Percy retorna ao acampamento. Fora tido como morto, mas ao retornar acaba sabendo que ninguém tinha notícias de Grover e Tyson e também ninguém sabia do destino de Quintus que desaparecera deixando para trás o cão infernal.

Percy e Annabeth teriam que dar continuidade à missão. Como eles não dariam conta de enfrentar todos os desafios sozinhos, Percy decide conquistar uma ajudinha extra, para isso ele vai atrás de Rachel, afinal a garota era capaz de enxergar através da Névoa e isso poderia ser muito útil para eles. E de fato a garota se mostrara muito útil ao conseguir enxergar melhor os caminhos do Labirinto. E assim, Percy e Annabeth enfim encontram o laboratório de Dédalo, mas para surpresa deles, quando o encontraram, viram que Dédalo era na verdade Quintus, o instrutor que desaparecera do Acampamento. Mas o estrago já estava feito: Dédalo já havia entregue o fio de Ariadne para Luke.

Rachel, Percy, Annabeth e Nico fogem juntos nas asas de Dédalo. Eles encontram uma passagem para o reino dos Titãs e para desespero e agonia de todos, eles presenciam uma cena bizarra: Cronos renasce, mas no corpo de Luke. Enfrentam o poderoso titã e quem salva a todos é o jovem filho de Hades.

Eles fogem mais uma vez e encontram com Grover e Tyson. Juntos eles finalmente encontram Pã e esse encontro não fora nada agradável, afinal o deus da natureza decidira por algo nada agradável para o jovem sátiro. Esse encontro fora também bem revelador para Rachel, pois seu pai estava envolvido em ações que não eram boas para o futuro da humanidade e a garota ao olhar para Pã se sentia muito culpada e envergonhada, mas ela de fato não deveria se sentir assim.

O grupo, sem Rachel, retorna ao Acampamento e comunicam a todos que Luke estava de posse do fio de Ariadne e o garoto utiliza o fio para liderar um ataque surpresa (será mesmo?) ao acampamento. Grover tenta contar a todos os sátiros que Pã fora encontrado, mas morrera e todos se colocam contra ele, dizendo que o que ele dizia era uma mentira e uma blasfêmia. Mas a verdade é que o jovem sátiro tinha razão.

O livro termina com uma visita um tanto especial e reveladora para Percy durante o seu aniversário. O deus Poseidon vai visitar o filho, presenteando-o com algo ligado a ele diretamente. Por fim, Nico aparece e revela ao novo aliado como Percy poderia derrotar o titã Cronos.

20
abr
10

Em fase de crescimento

Matéria publicada no jornal A Tarde no Caderno 2, no dia 03 de Abril de 2010. Matéria na capa e nas páginas 4 e 5.

 

Em fase de crescimento

 

Infanto juvenil Incerteza e descaminhos marcam a literatura feita para crianças e adolescentes, 200 anos depois de Hans Christian Andersen inaugurar o gênero.

 

Emanuella Sombra

A infância pobre deu ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen a oportunidade de falar sobre os contrastes da sociedade em que vivia. Sua primeira obra infantil, lançada entre os anos de 1835 e 1842, foram seis volumes de contos para crianças, público que ele acolheu até 1872. Foram 156 histórias, confrontos entre poderosos e desprotegidos, fortes e fracos, ricos e pobres. Algumas se tornaram célebres, como “Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia” e “Os Sapatinhos Vermelhos”.

“A partir de Andersen se criou um novo espaço de produção, escrever para criança, ter um mercado específico para este público, afirma Regina Dalcastagré, especialista em narrativa brasileira contemporânea e professora da Universidade de Brasília (UnB). Passados mais de 200 anos de seu nascimento, falar em literatura infanto-juvenil no Brasil é tratar de um público leitor expressivo e de um mercado que, embora em crescimento, ainda é restrito.

Mesmo correspondendo à faixa etária que mais lê, crianças e adolescentes têm acesso a poucos títulos adequados a sua idade. Seja a contos de fadas reeditados, clássicos adaptados para uma linguagem específica ou romances contemporâneos. A qualidade do que é lido oscila, e os personagens representadas não respeitam a diversidade dos leitores. “Por outro lado, as paródias dos filmes e até de outros livros vêm contribuindo para que as crianças conheçam os clássicos, e isso é positivo”.

 

 

Literatura

 

Mercado Quantidade e qualidade ainda são problemas do gênero infanto-juvenil.

 

Poucos livros para enorme público consumidor

 

Emanuella Sombra

 

Muito antes de as brasileiras Lygia Bojuga e Ana Maria Machado ganharem o prêmio Hans Christian Andersen de literatura, considerado o Nobel na categoria infanto-juvenil, nascia o escritor homenageado. Mais precisamente, no dia 2 de abril de 1805. considerado por muitos o precursor de uma linguagem direcionada para crianças e adolescentes, o autor de “O Patinho Feio” e “A roupa nova do imperador” inaugurou um gênero. Mais que isso, uma data.

Por causa de Christian Andersen, 2 de abril tornou-se o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil. Coincidência ou não, é na primeira fase da vida que o leitor brasileiro mais se dedica às páginas de ficção. Última pesquisa divulgada pelo Instituto Pró-Livro, “Retratos de leitura no Brasil”, revela que 50% dos considerados leitores – entrevistados que disseram ter lido pelo menos uma obra nos últimos três meses – estão em idade escolar.

Mais que isso: leram títulos indicados pelo professor e tem em Monteiro Lobato o escritor mais admirado, à frente de nomes como Graciliano Ramos, Luís Fernando Veríssimo e Clarisse Lispector. O resultado da pesquisa supõe um mercado editorial que atende a este público, tanto em variedade como em qualidade dos lançamentos. Mas os números dizem o contrário. Nas prateleiras das livrarias e lojas virtuais, livros para crianças e adolescentes são uma minoria.

 

De um total de 51 mil títulos lançados no País, apenas 6 mil eram destinadas ao público infanto-juvenil

 

Poucos títulos

 

Outra pesquisa, encomendada pela Câmara Brasileira do Livro à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), reserva à literatura infanto-juvenil uma fatia modesta no universo de títulos lançados no mercado. De acordo com “Produção e venda no setor editorial brasileiro”, publicada em 2009, apenas 12,5 da distribuição de obras do ano anterior correspondiam às literaturas infantil ou juvenil. Significa dizer que, de um total de 51 mil títulos, apenas 6 mil eram infanto-juvenis. “Nos últimos dez anos o crescimento do mercado editorial infanto-juvenil é inegável. O governo começou a comprar literatura assim como já vinha fazendo com os didáticos”, contraria Ceciliany Alves, editora de literatura e projetos especiais da FTD. De fato, ela tem razão. Mesmo pequeno, o percentual de publicações do gênero cresceu 23% entre os anos de 2007 e 2008. somente a FTD entra com aproximadamente 50 títulos lançados por ano, 70% deles escritos por autores nacionais.

 

Leitora de “novidades” como “Harry Potter” e de clássicos como Andersen, Tatiana Belinky defende a escolha pela qualidade

 

Segundo a editora, paralelo aos best sellers, clássicos continuam tendo boa aceitação. “Se as crianças ficam numa fila para comprar “Harry Potter” (da escritora J. K. Rowling), isso é fruto de um mercado editorial, de um processo de formação que se desenvolve na escola”. O selo “Grandes Clássicos para jovens leitores”, lançado pela FTD este ano, reflete sua opinião. “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, e “O Mágico de Oz”, de L. Frank Baum, são dois dos lançamentos.

 

Sem diversidade

 

Diante de um público de leitores em formação expressivo, resta a pergunta: o que eles estão lendo? Resultado de uma tese de mestrado da Universidade de Brasileira (UnB), um estudo avaliou que tipo de romances infanto-juvenis são escolhidos pelo governo federal para habitar as bibliotecas das escolas públicas.

O resultado coincidiu em suspeitas anteriores. Apesar de bons títulos selecionados, os livros não respeitam a diversidade sociocultural do País.

Especialista em narrativa brasileira contemporânea e professora da UnB, Regina Dalcastagné considera que, mesmo nos clássicos da literatura nacional, passagens com afirmações preconceituosas e relações do gênero “complicados” põe em xeque a utilidade pedagógica das narrativas. “Em Monteiro Lobato, por exemplo, a Tia Anastácia é apresentada como ‘negra de estimação’. A Emília faz uma apresentação dela em que a coloca como uma negra de alma branca”.

 

 

Racismo

 

Para a pesquisadora, ícones da literatura mundial também reproduzem visões de mundo preconceituosas. “Alguns livros legitimam comportamentos que não são positivos para ninguém, e a criança pode não perceber isso. Hoje mesmo eu estava lendo “Timtim” (série de quadrinhos do belga Georges Prosper Remi) com meu filho e há um episódio em que o protagonista vai ao Congo. Lá ele é tido como Deus, enquanto os nativos são burros, abobalhados. É muito racista”.

Leitora de “novidades” como o próprio “Harry Potter” e amante de clássicos como Andersen, aos 91 anos, a escritora Tatiana Belinky defende a escolha pela qualidade, independentemente da pedagogia utilizada. “Há muita coisa boa no mercado e há muita coisa medíocre. Gosto daqueles que têm senso de humor, ética, emoção, que estimulam não só a leitura, mas o pensamento”. Nascida na Rússia, veio para o Brasil aos dez anos, onde escreveu os clássicos “Coral dos Bichos” e “Limeriques”.

Aqui, passou a admirar escritores como José de Alencar e Machado de Assis, mas critica o emprego destes na idade escolar. Também aqueles que reduzem o vocabulário e simplificam as idéias ao falar com os pequenos. “Quando o livro quer ser muito infanto-juvenil ele se prejudica, nivela por baixo. Ou quando é didático demais, moralista. Literatura e poesia são formas de liberdade, não foram feitas para educar. Dar possibilidade à criança, expor ela aos livros, é a melhor opção.

 

Séculos V ao XV

 

Violência e ensinamentos edificantes

 

A Idade Média é marcada por valores baseados na hierarquia social. A lei do mais forte e a transmissão de ensinamentos edificantes são retratados nos contos de fadas, em que a violência com mulheres e crianças é constante. Coleção de lendas originárias do Oriente Médio e do Sul da Ásia, “As Mil e Umas Noites” é narrada a partir da rainha Sherazade, que, para não ser morta, a cada noite conta uma história maravilhosa ao rei Xariar, que, costumava matar suas noivas após desposá-las.

 

 

Séculos XV e XVI

 

Um pequeno adulto

 

É durante o Renascimento que a produção de valores da nova classe dominante, a burguesia, ganha força. A visão de mundo deixa de ser teocêntrica (a religião como centro) e as narrativas das antigas tradições orais são reescritas e adaptadas com intenções pedagógicas. A criança é concebida como um adulto em miniatura, é afastada do convívio familiar e introduzida nos colégios. Em seus “Ensaios”, Montaigne analisa as instituições, as opiniões e os costumes de época.

 

 

Séculos XVII e XVIII

 

A infância é um valor

 

No fim do século XVII se efetiva uma produção literária com características infanto-juvenis. A infância é valorizada e a criança é vista como um bem precioso. A literatura prepara os jovens para o convívio social e lhes proporciona valores éticos e intelectuais. As “Fábulas de La Fontaine” – carregadas de ironia e ensinamentos morais – contam histórias de animais a partir de uma linguagem simples e atraente. “As aventuras de Robinson Crusoé”, de Daniel Defoe, simboliza a luta do homem contra a natureza: Crusoé é um náufrago que passa 28 anos sozinho até encontrar a personagem Sexta-Feira.

 

 

Século XIX

 

Mais humano

 

A linha fantástico maravilhosa produz narrativas de fundo folclórico e surrealista por meio de livros como “Alice no País das Maravilhas” e “Alice através do espelho”, de Lewis Carroll. Os contos dos Irmãos Grimm” dão um sentido mais humanitário e menos violento às histórias da época medieval, transmitindo sempre uma “moral da história”. Os princípios da fraternidade e da generosidade humana são destacados por Hans Christian Andersen, pioneiro no texto adaptado para crianças.

 

 

Século XX

 

Desafiando convenções

 

A produção infanto-juvenil reencontra as fábulas em clássicos como “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint- Exupéry, e desafia o estilo de vida burguês, com “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J. D. Salinger. O livro chegou a ser acusado de incitar o lado diabólico das pessoas depois que o assassino de John Lennon confessou ter se inspirado na obra para cometer o crime. No Brasil, Monteiro Lobato rompe com as convenções estereotipadas dos livros voltados às crianças.

 

 

Século XXI

 

Em vários volumes

 

Entram em cena os best sellers narrados em vários volumes, como a saga do bruxo “Harry Potter”, da escritora inglesa J. K. Rowling, que preserva os valores de fábulas clássicas, como a coragem e a integridade. Todos os sete volumes são adaptados para o cinema. A romancista Stephenie Meyer, com títulos voltados ao público juvenil, investe num enredo que mistura vampiros, inseguranças da adolescência e amores impossíveis. O primeiro volume, “Crepúsculo”, é a gênese da saga “Twilight”, febre entre adolescentes de todo Ocidente e também adaptada para o cinema.

 

 

Entrevista

 

Leda Cláudia da Silva

 

Personagens são homens broncos de classe média

 

Emanuella Sombra

 

Mestre em literatura infanto-juvenil pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Literatura Brasileira, Leda Cláudia da Silva concluiu em 2008 um estudo ousado: a partir de 53 títulos, descobrir quem são as personagens dos livros infantis e juvenis escritos por autores nacionais. Mais especificamente, quem são os mocinhos, heróis e bandidos que habitam as obras selecionadas pelo Governo Federal para ocupar as prateleiras das escolas públicas. O resultado foram várias radiografias semelhantes, que resultam num único estereótipo.

 

O que é a sua pesquisa?

 

Inicialmente eu peguei a lista de 300 obras do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), de 2005, e fiz um recorte. Estudei apenas as narrativas literárias brasileiras, especificamente contos produzidos a partir dos anos 70. cheguei a 53 livros e 149 personagens. Meu objetivo era analisar estes personagens.

 

E o que a senhora concluiu?

 

Observei algo que a gente tinha noção mais ainda não havia comprovado em pesquisa: a maioria dos personagens são adultos, homens brancos e de classe média. Coincidentemente, grande parte das obras foi publicada em 2005 (a lista do PNBE foi composta naquele ano para os livros serem adquiridos e distribuídos em 2006). Havia coisas de extrema qualidade no texto e na forma, e coisas muito ruins. De maneira geral, foi uma seleção boa em termos de enredo e tratamento gráfico, mas o personagem tinha um perfil que continua sendo reproduzido, inclusive com relação ao gênero. Os femininos estão num espaço privado, dentro do círculo familiar, das relações amorosas, enquanto os masculinos se envolvem em histórias de aventura e de conquista.

 

A senhora pesquisou o ano de 2005. de lá para cá, é possível dizer se houve mudanças?

 

Eu não saberia dizer. Como todo ano existe uma nova seleção, eles procuram o que há de novo. Há clássicos mas há uma grande quantidade de obras atuais.

 

A partir da sua pesquisa é possível dizer que não há diversidade de personagens. Eles obedecem um padrão social e racial.

 

Proporcionalmente não há, mas é possível encontrar títulos bons como “Amanhecer Esmeralda”, de Ferréz, em que o personagem principal é uma menina negra e pobre. Mas ainda é muito pouco.

 

Em termos de qualidade, o que mais lhe chamou atenção?

 

Monteiro Lobato e Roger Melo (vencedor do prêmio suíço Espace – enfants e do brasileiro Jabuti, em 2002 e indicado ao dinamarquês Hans Christian Andersen deste ano) são os que mais aparecem. O governo está dando uma peneirada muito boa, esta questão das personagens é específica e não se resolve de uma hora para outra. Em se tratando de temática, um livro que achei interessante foi o de Sandra Branco, “Porque meninos tem pés grandes e meninas tem pés pequenos”, que desconstroi estereótipos.

 

Percy Jackson volta sério e divertido

Logo que entreou no cinema, o primeiro capítulo da série “Percy Jackson e os Olimpianos” despertou comparações com “Harry Potter”. O lançamento de “A Batalha do Labirinto”, quarto livro da série, afasta ainda mais as duas obras. Rick Riordan, criador do garoto que descobre que a mitologia grega é real e que seu pai é um deles, é mais direto, sem parecer mecânico. Escreve com agilidade e economia. Sua trama tem mistérios e temas sérios, como em Harry, mas o tratamento é menos carregado. O sarcasmo de Percy e a coleção de seres fantásticos divertem, sem nunca cansar.

 

Suzy Lee lança novo livro sem palavras

É difícil encontrar palavras para falar dos livros de Suzy Lee. Até porque ela não costuma usá-las. Em “Espelho”, que acaba de ser lançado pela Cosac Naify, uma garota descobre as possibilidades lúdicas do seu próprio reflexo. Em páginas espelhadas, a garota dana e faz poses, em um processo sutil de descoberta de si mesma. A descoberta também é um dos temas de sua obra-prima, “Onda”, lançado pela mesma editora, que mostra uma garota brincando à beira-mar. Nos dois livros, Lee extrai de situações cotidianas força e beleza, que envolvem leitor e personagem.

 

O vasto catálogo de Cosac Naify

“Onde vivem os monstros”, de Maurice Sendak, e “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, são dois dos mais de 200 títulos infanto-juvenis da editora, entre autores nacionais e estrangeiros.

7,2% é o percentual da participação de títulos do gênero infanto-juvenil no número de exemplares distribuídos no mercado literário brasileiro de 2008.

6.409 é o número de títulos do gênero lançados em 2008, representando crescimento de 23,3% no segmento editorial para jovens e adolescentes. Em 2007, foram publicados 5.202 títulos.

 

Brigando feito gente grande

No ranking da Veja dos mais vendidos na categoria ficção (atualizado no site da revista no dia 2 de abril), infanto-juvenis competem em pé de igualdade com “adultos”. Rick Riordan aparece em segundo lugar com “O Ladrão de Raios, em quarto, com “O Mar de Monstros”, e em sexto, com “A Batalha do Labirinto”. A autora da saga “Crepúsculo”, Stephenie Meyer aparece em quinto, com “Amanhecer”, e em décimo, com “Eclipse”. Duas edições de “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, da Zahar e da Cosac Naify, aparecem em nona e décima-nona colocações.

 

16
mar
10

Percy Jackson e os Olimpianos – A Maldição do Titã

O terceiro livro da série “Percy Jackson e os Olimpianos”, “A Maldição do Titã” nos mostra o porque Percy vem sendo o herói favorito as sucessão do posto que ficou anos sendo de Harry Potter. Não apenas por Percy ser um semi-deus, mas por se tratar de elementos e histórias da mitologia grega, mas também por todas as provações, aventuras malucas e fascinantes a que está submetido o herdeiro de Poseidon.

Após a vitória em “O Mar de Monstros”, o Acampamento Meio-Sangue viu reviver Thalia, a filha de Zeus que havia morrido 7 anos antes ao defender Annabeth e Luke, sendo transformada em um carvalho que protegia o acampamento.

Antes das férias de inverno Annabeth, Percy e Thalia se encontraram após meses sem se verem. A mãe de Percy os estava levando até Bar Harbor para o castelo Westover Hall. Segundo Percy o local era todo de pedras negras, com torres e janelas estreitas e erguia-se sobre um penhasco escarpado, coberto de neve, que dava vista para uma grande floresta gelada de um dos lados e para o oceano cinzento e agitado do outro.

Quando entraram no castelo, Percy sentira algo estranho, levando imediatamente a mão ao bolso onde ficava Contracorrente, a sua caneta esferográfica que se transformava em uma espada e percebera que Thalia sentira o mesmo que ele, pois esfregava o bracelete de prata, seu item mágico favorito. Isso era sinal de que uma batalha estava vindo, pois ambos sentiram ao mesmo tempo.

Os garotos ouviram uma música longe e passos que iam na direção deles. Era uma mulher e um homem. A mulher perguntou o que eles estavam fazendo ali. O homem resmungara que não era permitida a entrada de visitantes no baile e expulsou eles. Percy notara que seus olhos eram de cores diferentes, um castanho e outro azul.

Thalia deu um passo a frente e estalou os dedos. O som fora agudo e alto. Percy sentira uma rajada de vento surgir na mão da garota e atravessar a sala como uma onda. E disse que não eram viajantes e sim que eles freqüentavam a escola. O homem de olhos de cores diferentes, Dr. Espinheiro, perguntou a Sra. Tengiz se ela conhecia os alunos. A mulher, como se estivesse hipnotizada dissera que conhecia os alunos.

Grover aparecera e conduziu as crianças apressadamente pelo saguão, na direção da música. Percy quis saber o que fora aquilo que Thalia havia feito e ela dissera que era a Névoa, que Quíron havia ensinado a ela.

Percy perguntou a Grover qual era a emergência e Grover diz que encontrou dois meio-sangues. O que deixou as crianças perplexas, pois encontrar um já é bastante raro. Grover explica que eles são irmãos, um garoto com 10 anos e uma garota com 12 anos. Grover diz que ainda não sabe quem são os pais, mas são fortes. O sátiro comenta ainda que havia um monstro, o vice-diretor, Dr. Espinheiro, e eles não tinham muito tempo para pegar as crianças.

Grover apontou para as arquibancadas e mostrou duas crianças, Bianca e Nico di Angelo. Ambos tinham cabelos escuros e sedosos e pele morena. Annabeth quer saber se Grover já contara a eles e o sátiro diz que ainda não. E explica que isso poderia coloca-lo ainda mais em perigo, pois quando eles se dão conta de quem são. O cheiro deles se torna mais forte e isso atrai os monstros.

Quando eles decidem ir pegar os garotos percebem que o vice-diretor estava parado junto aos irmãos di Angelo e olhava de forma fria para os garotos o que fez Percy supor que a Névoa de Thalia não havia enganado Sr. Espinheiro e, assim, eles desconfiava de quem se tratava as crianças.

Thalia também nota e pede que todos finjam não estar interessados nas crianças e sugere que eles ajam com naturalidade enquanto dançam. Thalia formou um par com Grover e Percy com Annabeth. Annabeth estava muito feliz com o retorno de Thalia. Percy notara que ela ficara mais alta que ele desde o último verão e ficou um pouco incomodado com isso. No meio da dança ele quer saber como estava a vida dela na escola nova. E ele fica desapontado por perceber que ela gostava tanto da nova escola. Era a primeira vez que ela freqüentava uma escola em Nova York. E, assim, ele tinha esperanças de que a visse mais vezes. Ela e Thalia estavam matriculadas em um internato no Brooklyn, pois era bem perto do Acampamento e Quíron poderia interferir sempre que eles precisassem de ajuda. As perspectivas e expectativas de Percy foram perdidas pois o colégio que elas estudavam era só para meninas e ele freqüentava a MS – 54, em Manhattan e mal conseguia ver Annabeth.

No meio da conversa Annabeth congelara e disse que os meninos di Angelo sumiram. Ela saíra correndo no meio da multidão para procurar Thalia e Grover. Com isso, Percy acabou se perdendo também de Annabeth. Percy notara que o Dr. Espinheiro estava saindo apressado por uma porta na extremidade oposta do ginásio e levava as crianças pela nuca. Percy tirou Contracorrente do bolso e correu atrás de Espinheiro.

Percy abriu uma porta e estava de volta ao saguão principal da entrada, mas não via o Dr. Espinheiro, porém os irmãos di Angelo estavam lá paralisados de terror. Percy se dirigiu a eles com calma dizendo que não ia machucar eles. Os garotos nada responderam, mas emanaram terror no olhar. Quando Percy percebeu o olhar de Bianca arregalado não era pra ele, mas para o que estava atrás dele. No entanto, era tarde demais.

Algo explodira no seu ombro quando ele dera meia volta e o atirou contra a parede. Percy tentou se soltar, mas o seu casaco e sua camisa estavam espetados na parede por uma espécie de espinho que havia arranhado a sua pele no seu ombro e queimava. Percy sabia que era veneno. Mas não sabia que tipo de monstro era Espinheiro, mas sabia que ele era rápido. O monstro estava conduzindo os três para fora da escola. Como Grover havia estabelecido e criado uma conexão empática com Percy no último verão, o garoto tentou fazer o mesmo. Visualizou o rosto do amigo sátiro e pediu socorro.

As crianças viram Espinheiro falando ao celular. Percy achava que o monstro trabalhava para Luke. Mas o monstro disse que trabalhava para o General e que a Grande Comoção estava em andamento, a comoção de monstros e que o mais pavoroso deles estava acordando agora. Monstros que não são vistos há milhares de anos ressurgiriam e irão causar morte e destruição do tipo que os mortais nunca viram. E em breve eles teriam o monstro mais importante de todos que irá provocar a queda do Olimpo. Percy e os demais foram atirados ao chão por Annabeth que estava usando o seu boné da invisibilidade, o que deixou Espinheiro um pouco atordoado, pois uma saraivada de mísseis zuniu acima da cabeça deles, o que deu tempo a Grover e Thalia de avançar para trás com Thalia brandindo Aegis, seu escudo mágico, um presente de seu pai, Zeus, que fora presente de Atena.

Espinheiro avançou contra Thalia e Percy pode ver como ele atacava: ele tinha uma cauda rija, semelhante à de um escorpião que se erguia com espinhos na ponta. Espinheiro estava com muita raiva e começou a rugir, se transformando. Ele foi crescendo, se transformando naquilo que ele realmente era: rosto humano com corpo de um imenso leão, ele era um Manticore.

Para surpresa de todos, do meio da floresta vinha uma saraivada de flechas pratos que destruía os espinhos lançados pelo manticore. Percy não acreditava no que via, pois nem mesmo os filhos de Apolo no acampamento eram capazes de atirar com aquela precisão. Então ele viu arqueiros saindo do bosque. Eram garotas, todas com aparência e tamanho de terem idades entre 12 e 14 anos. Eram as Caçadoras.

A líder do grupo, para Percy parecia ter 12 ou 13 anos. Tinha cabelos castanhos avermelhados presos num rabo de cavalo e olhos estranhos, de um amarelo prateado como a lua, porém tinha um rosto lindo, de tirar o fôlego, mas tinha uma expressão implacável e perigosa. Annabeth pulara sobre as costas do monstro apontando sua faca para a juba do mandicore no exato momento que a líder das Caçadoras dera permissão a Zoe Doce-Amarga para matar o monstro. Porém o monstro soltara no precipício com Annabeth ainda agarrada às suas costas. O que deixara Percy arrasado, ele queria salvar a amiga e a líder das Caçadoras, a deusa Ártemis, disse a Percy que Annabeth estava além de qualquer ajuda.

No meio de tantos acontecimentos e revelações, os garotos nem se lembraram de Bianca e Nico. Mas Bianca marcou presença e perguntou quem eles eram. Zoe perguntou quem eles eram, quem eram os pais de Bianca e Nico e revelou que um dos pais deles era um deus ou deusa. Ártemis não deixa Percy procurar por Annabeth porque ela se fora, desaparecera, e acreditava que alguma magia estava em ação, mas ela não sabia exatamente como nem porque que Annabeth desaparecera.

Percy explica para Bianca que o manticore não será o último monstro que eles irão encontrar e diz a ela que eles precisam ir para o Acampamento Meio-Sangue, explica para a garota o que é o local e como funciona. Nico fica empolgado, mas Bianca não demonstrava sentir a mesma empolgação. Zoe rapidamente apresentou à garota uma outra opção: ir com Ártemis, se juntar às Caçadoras. As que se juntam a ela nunca crescem, não se apaixonam pelos garotos e não se tornam inseguras. Ártemis chama Percy e pergunta exatamente o que Espinheiro dissera. Percy conta e Ártemis fica pálida quando Percy revela sobre o mais terrível dos monstros que ressurgirá para destruir o Olimpo. Ela sabia de quem se tratava e torcia para que estivesse errada.

Ela decide que é muito perigoso ir com as outras Caçadoras e resolve ir sozinha. Pede a Percy que leve as Caçadoras até o Acampamento Meio-Sangue para que elas fiquem em segurança. Zoe novamente fala com Bianca sobre a outra alternativa ao invés de ir para o acampamento. Se ela optar por se juntar às Caçadoras, torna-se imortal, seguirá a deusa Ártemis sendo sua criada, companheira e irmã de armas. Uma vez que jurem lealdade a Ártemis tornam-se imortais, a menos que tombem em uma batalha ou quebrem o voto de renunciar ao amor romântico para sempre, de nunca crescer e nunca se casar, ser eternamente uma donzela. Todos que honram a deusa podem se filiar, meio-sangues, ninfas e até mesmo mortais.

Percy quer levar Bianca para o acampamento mas Ártemis a seduz dizendo que se Bianca a acompanhar, ela se tornará livre das responsabilidades, inclusive de Nico. Bianca então escolhe se juntar a Ártemis e as Caçadoras, fez o juramento e o comprometimento com a deusa da caça. Ártemis disse a Percy que ele precisava levar os demais em segurança para o acampamento e, para isso, eles pegariam uma carona com o irmão gêmeo irresponsável dela: Apolo.

Percy vira os irmãos conversando adiante e pela expressão abatida do garoto, imaginava que ela estava explicando a sua decisão e não deixou de pensar em quanto ela fora egoísta ao abandonar o garoto daquela maneira.

Do céu surgira um Maserati Spyder conversível vermelho incrível e de dentro do carro surgiu o motorista sorridente, parecendo ter 17 ou 18 anos, de cabelos claros e com uma beleza esportiva, era mais alto que Luke e mais divertido, usava jeans, sapatos do tipo mocassim e camiseta sem mangas. Era Apolo, o deus-sol. Thalia ficou impressionada.

Ele cumprimentara Ártemis e ela lhe pedira que ele levasse as Caçadoras para o Acampamento Meio-Sangue, pois ela precisava partir para uma caçada sozinha. Além de ele ter que dar também uma carona aos meio-sangues.

Ao todo seriam umas 20 pessoas para serem transportadas, o que representava um problema, pois o Maserati fora feito para acomodar duas pessoas no máximo. No entanto, Apolo pegou a chave do carro e apertou o botão do alarme e o carro fora substituído por uma daquelas vãs de teto arredondado como as que se usa para fazer transporte escolar.

Apolo diz que Thalia está prestes a completar 16 anos e, com isso, ela teria idade suficiente para dirigir, e oferece o carro para a garota. Ela rejeita, mas ele não aceitaria um não como resposta, o que deixa todos os ocupantes da vã apreensivos e Percy sentiu uma pontinha de inveja. Thalia estava nervosa e tensa, seu rosto estava branco como giz e goteja suor na sua testa. Percy notara que havia algo errado. Então Thalia imbicou o carro rumo ao oceano. Todos entraram em pânico, até mesmo Apolo parecia estar preocupado.

Abaixo deles estava a cidade Nova Inglaterra, coberta de neve, mas enquanto Percy observava, a neve derretia nas árvores, nos tetos e nos gramados. Fumaça saia pelos telhados, árvores pegavam fogo. A cidade estava sendo incendiada pelo fogo do carro. Percy gritara para que ela subisse o carro e quando Thalia subiu, pela janela de trás Percy pode ver que os incêndios na cidade estavam sendo apagados pela súbita rajada de frio.

Logo perto estava Long Island, onde ficava o Acampamento Meio-Sangue. Apolo grita para ela frear a van que foi quicando pela superfície, junto com algumas canoas emborcadas, metade queimada, do acampamento. Quando chegaram ao acampamento, Nico ficou maravilhado e Percy disse que o apresentaria a Quíron.

Percy jamais havia estado no acampamento no inverno e ficou surpreso por estar coberto de neve, outra coisa que ele notou foi que estava vazio. Quíron e Sr. D. receberam as crianças. Percy e Thalia contaram tudo o que houve no resgate dos meio-sangues, o ataque do monstro, o sumiço de Annabeth, Ártemis e as Caçadoras. Quíron, após a conclusão do relato dos meninos, determinou que começasse já uma busca por Annabeth.

Thalia e Percy, ao mesmo tempo, disseram querer participar. Mas o Sr. D. disse com veemência que não permitiria e ainda disse que as chances de Annabeth estar morta eram muito grandes. Percy enfrentara Dionísio e, quando provavelmente o diretor, estivera prestes a destruir o garoto, Nico apareceu tagarela e distraiu Sr. D., provavelmente salvando Percy.

Quíron pedira que Percy e Thalia fossem até a Casa Grande comunicar aos campistas que no dia seguinte ao anoitecer, eles teriam o jogo de captura da bandeira. Uma tradicional disputa amigável e amistosa que ocorria sempre que as Caçadoras os visitavam.

Thalia prontamente puxara Percy, afinal o garoto tinha Ares como inimigo mortal, não precisava ter Dionísio como outro inimigo. Ao chegar no chalé de Poseidon, Percy notara que havia algo novo no local. No fundo do chalé havia uma grande bacia de rocha marítima cinza, com uma torneira semelhante à cabeça de um peixe esculpido na pedra. De sua boca jorrava um fluxo aquático, uma fonte de água salgada que escorria para a bacia. Não havia bilhete nem nada na bacia, mas o garoto sabia que só podia ser um presente do pai. Ele agradece e quando a superfície ondulou, ele notou no fundo da bacia, moedas, que reluziam – uma dúzia mais ou menos de dracmas de ouro e notou que a fonte servia para ele manter contato com a família.

Percy jogou uma moeda e pediu a Íris, a deusa do Arco-Íris que aceitasse a sua oferenda e pediu que ela lhe mostrasse Tyson. O garoto aparecera e Percy chamara o seu nome. Percy e Tyson conversaram sobre a estadia do ciclope nas moradas de Poseidon e sobre o ofício que Tyson estava aprendendo. Tyson conta para o irmão que uma guerra nos mares e oceanos se anuncia. Velhos espíritos marinhos estavam criando problemas e estavam protegendo o Princesa Andrômeda de Luke.

Na hora do jantar Percy se sentiu muito infeliz e solitário, afinal as regras do acampamento determinavam que todos os companheiros de chalé tinham que comer juntos na mesma mesa e o único companheiro de Percy, Tyson, estava muito longe. Após o jantar, Percy fora para o chalé. Ele estava exausto, o que significou que ele dormira rápido. Mas também teve um pesadelo bem estranho, no seu sonho Annabeth procurava por Espinheiro e vira Luke precisando de ajuda. Meio desconfiada ela ajuda Luke, que traiçoeiro como sempre, a abandona quando ela precisava de ajuda e diz que a ajuda dela estava a caminho, que tudo fazia parte do plano, mas enquanto a ajuda não chegasse ela deveria se esforçar para não morrer. Percy acordara assustado e agoniado e concluiu que Annabeth, onde quer que estivesse, corria perigo e que o culpado disso era Luke.

No dia seguinte, Percy contara a Grover o seu pesadelo e ele revela sem querer que Zoe tivera também um sonho. Ela acordara de madrugada e se dirigira à Casa Grande para falar com Quíron e ela parecia estar em pânico. Grover revelara que estava acampado do lado de fora do chalé de Ártemis e a seguiu, se escondendo num arbusto do lado de fora da Casa Grande e viu que ela ficara transtornada quando Argos (o chefe de segurança do Acampamento que raramente aparecia, a menos que alguma coisa séria estivesse acontecendo) não a deixara entrar.

Zoe revelara que Ártemis estava em apuros e precisava das Caçadoras. Zoe disse que precisava de permissão para deixar o acampamento imediatamente. Quíron não concedeu a autorização. Grover conta que o que deu a entender é que Zoe acreditava que Ártemis fora levada, seqüestrada e, por isso, estava desaparecida. Grover diz que uma deusa imortal pode ser seqüestrada, pois já acontecera antes com Perséfone, a deusa da primavera.

Percy decide ir conversar com Zoe e Grover chama atenção de Percy de que talvez as Caçadoras não tenham aparecido do nada, talvez elas estivessem vigiando eles e mostra a Percy um folheto que ele encontrara na mochila de Annabeth, um folheto em que havia fotos de jovens donzelas envolvidas em atividades de caças, perseguindo monstros, atirando flechas, o que Grover conclui que talvez Annabeth estivesse pensando em se juntar a elas.

Percy não recebe bem a suposição de Grover, sentiu vontade de estrangular as Caçadoras. Percy percebera que todos no acampamento estavam envolvidos em atividades e a Casa Grande estava deserta. Se dirigiu ao sótão da casa em busca do Oráculo, uma velha senhora com um vestido tingido à moda hippie. Mas o oráculo nada lhe respondera.

Durante a noite, após o jantar, a captura da bandeira estava prestes a acontecer e Percy estava disposto a derrotar as Caçadoras. Percy conseguira roubar a bandeira do grupo das Caçadoras, mas Zoe também conseguira roubar a do grupo de Thalia e Percy. Cada um corria para a sua margem com as bandeiras do grupo rival enquanto os outros membros dos grupos se enfrentavam para defender os que portavam as bandeiras.

Percy se esforçara, mas Zoe corria como um guepardo. E não teve jeito, as Caçadoras venceram, pela qüinquagésima vez consecutiva, anunciara Quíron. Thalia irrompeu cheia de raiva para Percy, achando que ele tinha destruído a chance deles ganharem, e como filha de Zeus, deus dos raios, empurrou Percy e um choque percorreu todo o corpo do garoto, lançando-o cerca de três metros, na água. Thalia ficou sem graça e pediu desculpas, mas Percy não quis nem saber e revidou. Como filho de Poseidon, deus das águas, Percy, cheio de raiva, provocou que uma onda se formasse, se erguesse do riacho e explodiu na cara de Thalia, encharcando-a da cabeça aos pés. Ainda com raiva, Percy se levantou e disse a Thalia que também não teve intenção.

O clima esquenta, Thalia chama Percy de Cabeça de Alga, como Annabeth às vezes o chamava, mas ele não se importava que a amiga o chamasse assim, mas não Thalia. Ele revida chamando-a de Cara de Pinheiro. Percy erguera Contracorrente, mas Thalia fora mais rápida e um feixe de raios desceu do céu e atingiu sua lança como a de um pára-raios e explodiu no peito de Percy. O garoto, bastante irritado, se levantou do chão e convocou todo o riacho a se erguer. Milhares de litros de água se elevaram ao ar, formando uma maciça nuvem afunilada e gelada. Percy esteve prestes a lançar em cima de Thalia quando viu algo no bosque que o fez perder toda a raiva e a concentração e deixou a água voltar para o riacho. O Oráculo se aproximava, estava envolto em uma névoa verde e Quíron estava extremamente nervoso, pois o Oráculo nunca deixara o sótão antes.

O Oráculo mandou que Zoe se aproximasse e perguntasse o queria saber. Ela queria saber o que era preciso fazer para ajudar a deusa dela. A boca do Oráculo se abriu deixando sair uma névoa verde e uma imagem aparecera: a imagem de uma montanha e Ártemis em pé no pico árido, ela estava envolta em correntes, agrilhoada às pedras. Estava de joelhos, as mãos erguidas como se para defender-se de algo que a atacava e parecia sentir dor.

Percy queria estar lá fora do acampamento procurando por Annabeth, assim como Grover também queria estar lá fora procurando por Pã, o deus da natureza que estava desaparecido há dois mil anos. E com a Grande Comoção se aproximando, ele tinha esperanças que não apenas monstros ressurgissem.

Thalia não estava falando com Percy e pede a Grover que mande o garoto descer, pois Dionísio estava convocando um conselho com os líderes dos chalés para discutir a profecia e isso incluía Percy. Segundo a profecia do Oráculo, cinco teriam que juntos ir resgatar Ártemis, campistas e Caçadoras, mas Zoe queria ir apenas com as Caçadoras. Mas Thalia bate de frente com ela.

Dali há uma semana seria o solstício de inverno, dia de uma reunião anual entre os deuses, em que eles discutiam e definiam ações contra os lacaios de Cronos e Ártemis tinha de estar presente, pois ela era uma das mais ativas nas discussões do conselho. Se ela não estiver presente, os deuses não decidirão nada, o que significava perder um ano de preparativos para a guerra.

Além de encontrarem Ártemis, os cinco citados na profecia teriam também que caçar o monstro que Ártemis estava atrás. Mas ninguém sabia quem ou o que ele poderia ser. Quíron tinha algumas suspeitas: Tífon, uma verdadeira desgraça do Olimpo; Keto, o monstro marinho, no entanto, se fosse algum desses dois que estivessem se agitando, todos saberiam, pois são monstros marinhos do tamanho de arranha-céus. Quíron temia e acreditava que o monstro em questão fosse mais esquivo e poderoso.

Ainda segundo a profecia do Oráculo, os que fossem em busca de Ártemis passariam e enfrentariam um grande perigo e, ao que parece, pelo menos dois irão morrer: um na terra ressecada irá se perder, pode ser alusão a um deserto; a maldição do Titã um deve sustentar; e pela mão do pai um deve morrer.

Zoe escolhe as três Caçadoras que irão na missão: ela, Febe – por ser a melhor rastreadora e Bianca, mesmo ela sendo tão inexperiente e, nesta situação, ela seria posta à prova. Quíron agora colocaria em questão os dois campistas que deveriam ir. Grover se oferece e é defendido por Thalia que destaca que Grover domina os sentidos de um sátiro e a mágica das flores, além de saber tocar uma canção de rastreador, o que Zoe via com bons olhos, e Percy não fazia idéia do que se tratava.

Quanto ao outro campista, Thalia prontamente se ofereceu. Mas Percy protestou que também gostaria de rir. Grover percebera a confusão e oferecera o seu lugar para Percy ir, mas Zoe protestou dizendo que não enfrentaria a jornada ao lado de um garoto e Quíron disse que a missão era de busca a Ártemis, então as Caçadoras deveriam escolher os companheiros de viagem. Percy, resignado, fora para o chalé e não apareceu para jantar, o que fez Grover procurar por ele e pedir desculpas, prometendo que procuraria Annabeth por ele. Quíron também aparecera e lhe diz que nem Thalia nem PErcy seriam os nomes que ele indicaria para ir nessa viagem. Thalia por ser impetuosa demais, agia sem pensar e era muito segura de si. E Percy porque era muito parecido com ela, com a diferença de que ele era menos seguro de si do que ela, o que isso podia representar tanto algo bom quanto algo ruim. E eles dois juntos representariam, certamente, um perigo. Quíron fala para Percy ligar para a mãe avisando que no dia seguinte ele estaria indo para casa.

Percy oferece o dracma a Íris e pede que ela estabeleça uma conexão com a sua mãe. Percy vê a mãe conversando animadamente com um homem e quando ele vai para o banheiro, o garoto aproveita e se comunica com ela. Conta para Sally as novidades, mas basicamente o assunto gira em torno de Annabeth e, para sua surpresa, sua mãe lhe diz para ele procurar por Annabeth, pois era isso o que ela faria se fosse Percy que desaparecesse.

Percy teve novamente o sonho com Annabeth. Ela estava cada vez mais fraca segurando as pedras. Viu também Ártemis, seu vestido estava rasgado e esfarrapado. Seu rosto e seus braços estavam cortados em vários pontos e ela vertia icor, o sangue dourado dos deuses.

Luke e mais alguém de voz cortante escondido nas sombras ameaçavam Ártemis e Annabeth. Ártemis estava sendo ameaçada e Annabeth torturada. Ártemis pede que soltem as mãos dela e Luke com sua espada Mordecostas, cortou as algemas que prendiam as mãos da deusa. Ela correu, tomou o peso das pedras dos ombros de Annabeth e ela caiu no chão tremendo enquanto Ártemis cambaleava tentando suportar o peso das pedras.

Após Ártemis tomar o lugar de Annabeth, o homem manda Luke matar Annabeth. Mas Luke diz que a garota ainda poderia ser útil, como isca para mais adiante. Ele acreditava que eles iriam atrás dela. O General, friamente, determina que Luke poderia mantê-la viva até o solstício de inverno, pois se o sacrifício transcorrer conforme o planejado, a vida dela, como a de todos os outros mortais, não teria nenhum significado.

Quando o General anuncia para Ártemis que as Caçadoras estavam indo à sua procura e que ele estava trabalhando para tornar as buscas delas mais desafiadoras, Percy acorda. Ouvira umas batidas na porta do chalé. Quando abrira vira um pégaso negro que falara em sua cabeça, na sua mente. Era Blackjack.

Por ser filho de Poseidon que criava cavalos de espuma do mar, Percy podia entender a maior parte dos animais eqüestres e eles também podiam entender o garoto. E, em alguns casos, como no de Blackjack, eles mais ou menos adotavam Percy. Já que no último verão Percy e os amigos salvaram o pégaso negro, Blackjack, do navio e das mãos de Luke. Com isso, Blackjack era grato a Percy.

Blackjack fora dar um recado a Percy. Um amigo marinho estava precisando da ajuda do garoto. Sempre que Percy estava próximo à praia, os cavalos-marinhos pediam a ele que os ajudasse com seus problemas: baleias encalhadas, golfinhos presos em redes de pesca e sereias com as unhas quebradas.

Percy pegara na Cômoda o boné mágico dos Yankees de Annabeth e enfiara no bolso, pois tinha a sensação de que não voltaria ao chalé por muito tempo. Ele monta em Blackjack e vão em direção à praia. No mar Percy podia se mover praticamente como quisesse debaixo da água. Determinava que as correntes oceânicas mudassem à volta dele, podia respirar debaixo d’água e as roupas dele nunca se molhavam, a menos que ele quisesse. A pressão não era desconfortável para ele.

Percy conseguira salvar uma criatura estranha, meio vaca, meio serpente, meio peixe que estava presa sob uma rede. Quando voltara ao acampamento montado em Blackjack vira Nico se abaixando escondido observando alguma coisa. Achando estranho e tendo ficado curioso, Percy soltara de Blackjack próximo a Nico e colocara o boné da invisibilidade de Annabeth. Notara que Nico estava dando uma de Grover e estava espiando as Caçadoras. Percy começara a ouvir o diálogo de Zoe com Bianca. Soube que Fede estava doente, de cama, pois a camisa que os irmãos Stoll (do chalé de Hermes fizeram uma brincadeira boba de borrifar sangue de centauro na parte interna na blusa) deram a ela agiu como ácido, impossibilitando que a Caçadora pudesse acompanhar as outras. Bianca diz que a profecia determinava que eles viajassem em cinco, mas Zoe diz que não daria tempo de escolher outra Caçadora e não queria a companhia de Percy.

Elas começaram a ir em direção a Casa Grande quando Percy tirou o boné e conversou com Nico. Ele pretendia seguir a irmã, mas Percy o alertou dos perigos. Como ele tinha em mãos o boné de Annabeth, Nico pede a Percy que as siga em segredo e de forma invisível, prometendo que não irá deletar ele. Pede, em contrapartida, que o garoto mantenha a sua irmã, Bianca, em segurança. Percy acha tudo uma loucura, mas sabia que tinha de procurar por Annabeth e promete a Nico que vai tentar.

Enquanto o grupo seguia para uma vã, Percy seguia o grupo montado em Blackjack. Quando eles pararam no Edifício Chrysler, eles notaram que alguma coisa se enroscara na perna do garoto e nas patas de Blackjack. Ouviram a voz de Sr. D. perguntando se eles iriam a algum lugar. Enquanto isso a vã branca do acampamento estava desaparecendo e logo estaria fora do campo de visão deles.

Percy pergunta porque Dionísio o odiava tanto e ele responde que era porque o garoto é um herói e ele acredita que os heróis nunca mudam. Eles acusam os deuses de serem fúteis, mas os heróis fazem o que querem, usam quem precisam usar e traem todos à sua volta, por isso ele não tem amor pelos heróis, pois são um bando de egoístas ingratos.

Então Dionísio deixa ele partir dizendo que a profecia disse que dois morreriam e ele torcia para que um deles fosse o garoto. Quando os viajantes chegaram à Washington, Percy liberara Blackjack que estava exausto e começara a seguir a vã que parara. Percy notara que há uma quadra, um seda preto parara e dele descera um homem falando ao celular e Percy percebera que era Espinheiro. Ele estava seguindo a vã já há algum pedaço do caminho e ele agora a pé seguia o grupo de Thalia e Zoe.

O coração de Percy disparava. Ele estava seguindo o manticore e pensando que se ele sobrevivera à queda, significava que o sonho dele estava certo e fazia sentido. Annabeth deveria estar viva também, mas sendo mantida como prisioneira. Percy vira que seus amigos entraram no Museu Nacional Aeroespacial. Mas Espinheiro não entrara. Ele atravessara a rua e entrara no Museu de História Natural. Em uma sala escrito Fechado para Evento Privado, ele entrara e Percy vira uma imensa sala redonda com um balcão que seguia em círculo no segundo nível. Havia pelo menos uma dúzia de sentinelas, as víboras de Cécia, mulheres que possuíam dois troncos de serpentes no lugar das pernas.

De pé entre duas dessas mulheres-cobras estava Luke, com uma aparência péssima, com a cara pálida e o cabelo de louro estava quase cinza, como se ele tivesse envelhecido dez anos em apenas alguns meses. Perto de Luke, sentado em uma cadeira, estava o General, mas Percy não conseguia vê-lo.

Percy ficara observando o que acontecia. O general e Luke queriam saber quantos eram e Espinheiro respondeu que eram quatro. O General dissera que mandara uma surpresinha para os garotos e quando se levantou, Percy pôde vê-lo pela primeira vez. Era alto e musculoso, com pele morena clara e cabelo escuro penteado para trás com gel. Tinha um rosto brutal, ombros imensos e mãos que poderiam quebrar um mastro ao meio. Seus olhos eram como pedra.

O general estava irritado com Espinheiro, dizendo que ele era incompetente. Pois o enviara para capturar o filho de um dos três deuses mais velhos e ele levara para o general a magricela da filha de Atena. O general plantara uns dentes de dinossauro e regara, fazendo brotar 12 monstros que destruiria todos os seus amigos. Percy correu, mas foi perseguido por um dos monstros e Luke tinha certeza que se tratava de Percy, mesmo ele usando o boné da invisibilidade. Se espremendo, Percy conseguira escapar pela porta antes dela ser fechada e correu.

Percy correu para o Museu Aeroespacial e tirou o boné da invisibilidade. Ele precisava achar Grover e Thalia e literalmente esbarrou com Thalia. Seu fôlego contou para eles que o General enviara um monstro para destrai-los e que havia criado 12 guerreiros – esqueletos que rapidamente estaria ali. Zoe não acredita em Percy e acha que o garoto estava mentindo.

Eles estavam discutindo, Zoe não queria que Percy fosse, Thalia dizia que Percy não deveria estar ali, mas já que estava deveria ir com eles. No meio da discussão eles ouviram um rugido. O animal era do tamanho de uma picape, tinha garras prateadas e pelo dourado cintilante, o Leão de Nemeia. Ele tinha a pele de aço. Percy e os amigos começaram a atacar e a se defender do leão, mas nada era capaz de machucá-lo. Percy notara que a sua boca era vulnerável, não tendo qualquer tipo de proteção de aço. Mas ele se movimentara rápido demais. Ele gritou para Zoe mirar na boca do leão.

Percy correra para a loja do museu e pegara um monte de comida espacial. O leão estava pronto para atacar Thalia quando Percy atirou em sua boca comida espacial e ele engasgara. Quando ele rugiu, Percy jogou mais comida espacial para dentro da boca do leão e gritou para que as Caçadoras atirassem flechas. Assim que o leão abriu a boca engasgado, as flechas perfuraram a boca do monstro. Ele debateu-se com violência, girou e caiu para trás. Ficando, por fim, imóvel.

Ele começou a se dissolver como acontecia com os monstros e no seu lugar ficaria apenas uma pele de leão, zoe mandara que Percy pegasse, como espólio de guerra. Enquanto isso, alarmes disparavam por todo o museu, as pessoas corriam de um lado para o outro. Seguranças também e ninguém sabia o que tinha acontecido. Quando Percy pegara a pele do leão se transformara em um casaco.

Grover chama todos para irem embora, pois os seguranças não ficariam confusos por muito mais tempo, ele fizera uma pequena canção de confusão para que desse tempo deles fugirem. Através das paredes de vidro, Percy podia ver um grupo de homens atravessando o gramado. Homens cinza em trajes de camuflagem cinza. Percy manda os amigos irem pois eles estavam atrás dele. Mas Zoe protesta dizendo que agora ele fazia parte da busca a Ártemis. Ela não tinha como mudar o destino, era como um quinto membro.

Eles estavam sendo perseguidos por um helicóptero que conhecia a vã deles. Era um helicóptero militar. Alguns humanos mercenários estavam lutando ao lado de Cronos e do General. Eles não podiam ver muito atrás da Névoa, mas podiam ser tão ruins ou piores do que os monstros, os humanos mercenários e inescrupulosos.

Eles abandonaram a vã em um estacionamento, compraram tíquetes e entraram em um trem. Viram que o helicóptero estava circulando o estacionamento, mas não foram atrás deles. Quando o trem chegou ao fim da linha, eles desceram e estavam quase congelando. Então dividiram uma fogueira com um mendigo em um subúrbio de Washington. O mendigo perguntara para eles se não queriam ir para o oeste e apontou um trem de carga que estava levando carros. Eles viraram para agradecer, mas o mendigo sumira, levando a fogueira com ele.

Dentro do trem Percy fora se sentar perto de Thalia e contara a ela o que o General dissera sobre querer isolá-la do grupo para que ela enfrentasse o monstro de um pra um. Ela nem se abalou e dissera com bravura que gostaria de ser usada como isca. Thalia diz ainda que eles estavam indo para São Francisco, que era pra onde Ártemis estava indo. Percy se lembrara de algo que Annabeth lhe dissera sobre não poder ir morar em São Francisco com o pai e perguntou o que havia de tão ruim lá.

Thalia lhe revela que em São Francisco, a Névoa é muito espessa por causa da proximidade da Montanha do Desespero, a magia dos Titãs ainda estava por lá e isso atraia uma imensa quantidade de monstros. E explica pra Percy porque ela odeia tanto Zoe. Revela que uma vez quase se juntara às Caçadoras, mas quando Zoe revelou que a garota precisaria abandonar Luke, ela desistiu e teve uma briga com Zoe que lhe disse que ela se arrependeria algum dia, pois Luke um dia decepcionaria a garota.

Percy diz que Zoe estava certa e Thalia retruca dizendo que Zoe não estava certa. Expulsou Percy de dentro do carro em que eles estavam e revelou ao garoto quando ele saiu que Annabeth também queria se juntar as Caçadoras e pede para Percy pensar no parque.

Quando Percy estava sentado em outro carro pensando em Annabeth e com medo de dormir e ter outro pesadelo, o mesmo mendigo aparecera ao lado dele e, com isso, Percy acaba descobrindo que o mendigo Fred, é Apolo disfarçado. O deus Apolo revela a Percy que Ártemis está oculta dele e ele não está gostando nada disso. E também não sabia onde estava Annabeth. Dá uma dica a Percy: que procure por Nereu, o velho do mar, quando chegarem em São Francisco, caso eles não encontrem o monstro antes.

Apolo fora embora e antes mesmo que Percy desse conta, ele já estava dormindo e mais uma vez teve um sonho misterioso. Sonhara com uma garota que ele não conhecia. No sonho a garota lhe dava um grampo longo e branco do seu cabelo e diz que fora presente de sua mãe, Pleione, filha dos oceanos. O grampo virara uma espada nas mãos de Percy e o ajudaria a matar o monstro Ládon. O nome da espada era Anaklusmos, Contracorrente em grego antigo. Percy ao acordar pegara a sua Contracorrente e tinha certeza de que se as duas espadas tinham a mesma lâmina, apesar de terem formas diferentes. Percy tinha outra certeza: a garota que ele vira no sonho era Zoe Doce-Amarga.

Percy conversara com Bianca enquanto Zoe e Grover iam comprar comida. Ele percebera que gostara de conversar com ela, muito mais do que com Zoe. Ela conta a ele um pouco da sua história. Mas foram interrompidos pela chegada da comida. Quando eles chegaram ao limite da cidade dois guerreiros-esqueletos apareceram e quando eles tentaram escapar, mais dois surgiram de trás dos garotos, os cercando. Eles estavam vestidos com uniformes azul da polícia estadual do Novo México portando armas de fogo.

Grover desmaiara falando algo sobre a Natureza. Enquanto isso os guerreiros-esqueletos começaram a falar pelo celular. Percy não entendia o que eles falavam, mas percebeu que como o total de guerreiros eram 12, eles provavelmente se dividiram para procurá-los e o que falava ao celular estava chamando os demais e em pouco tempo os 12 guerreiros estavam reunidos para tentar acabar com os garotos.

Ao pensar em Annabeth e no pouco tempo que tinham, Percy atacara o primeiro esqueleto, se desviando das balas que eram disparadas contra ele. Quando algumas o atingiram, ele notou que não estava ferido, pois o casaco de Nemeia funcionara como um colete à prova de balas.

Percy cortara um esqueleto ao meio, mas rapidamente ele fora remontado. Não havia como detê-los. Um deles irrompeu para Bianca que sacou sua faca de caça e esfaqueou o guerreiro no peito, o que o fez irromper todo em chamas, deixando uma pilha de cinzas e um distintivo da polícia no chão.

Os outros três guerreiros-esqueletos ficaram atentos à Bianca e sua faca. Grover em meio a sua agonia murmurou que havia um presente. Então o maio porco que Percy já vira na vida alcançou ruidosamente a estrada. Era um javali, com um focinho cor-de-rosa e presas do tamanho de canoas. O pelo marrom de suas costas estava eriçado e seus olhos eram selvagens e raivosos. Ele avançou para os três guerreiros-esqueletos que saíram voando por sobre as árvores e foram bater de encontro às encostas da montanha, onde se fizeram em pedacinhos. O porco voltou-se para eles e Grover gritou que não era para ninguém matá-lo.

Grover diz que ele é um presente, uma benção da natureza. O javali queria matar eles, pois era selvagem. Percy e Thalia estavam na mira da fera e correram. Encontraram a encosta, subiram e viram um caminho. Para a sorte deles, os cascos do javali não foram feitos para aquele tipo de terreno. Eles viram um túnel coberto à frente deles e entraram, saindo do outro lado. E viram que estavam na extremidade da ponte e adiante, a montanha despencava por uns 20 metros em um desfiladeiro cheio de neve.

O javali estava atrás deles e Thalia estava ficando verde de medo. Percy agarrara Thalia e se lançara de lado pela extremidade da ponte, para a encosta da montanha. Eles deslizaram em cima de Aegis, o escudo de Thalia, como se fosse um snowboard, descendo em disparada, sobre as pedras, lama e neve. O javali, por outro lado, despencou em queda livre no desfiladeiro com um poderoso guincho e aterrissou num monte de neve. Percy descobrira porque Thalia ficara verde e tão nervosa na vã de Apolo: ela tinha medo de altura. A filha de Zeus, o senhor dos céus, tinha medo de altura. Isso era demais para Percy. Mas ele prometera não contar a ninguém.

O javali ainda estava preso na neve. Grover surgiu dizendo que ele seria a carona deles para o oeste, pois ele era muito veloz. Grover parecia não estar tendo noção do perigo. Sem dar ouvidos a Percy, se jogou nas costas do Javali e começou a tocar sua flauta com uma melodia animada e jogou uma maçã na frente do nariz do javali. Thalia ao ver a cena, soltou atrás de Grover, Zoe e Bianca fizeram o mesmo. Percy não estava acreditando no que eles estavam fazendo. Até que Zoe disse a ele que quando o javali surgiu ela sentira um vento tão forte como nunca mais ela pensou que fosse sentir aquela presença. A presença de Pã, o senhor da natureza. Por isso Grover dizia que o javali era uma benção. Um presente da natureza. De alguma forma, Pã se manifestara para eles, para ajudá-los.

Cavalgar o javali era bem desconfortável, quando o animal parou, Grover anunciou que ali era o mais longe que o javali iria. Eles precisavam descer enquanto ele se alimentava. À frente deles havia uma estrada de duas pistas. Do outro lado da estrada havia um grupo de construções pequeno demais para ser uma cidade. O que Percy pensara que eram morros, na verdade eram montanhas de carros e aparelhos velhos e outras sucatas de metal. Era um ferro-velho que parecia não ter fim. Zoe anunciara que a próxima parada era Lãs Vegas. Percy estava se preparando para protestar, pois ele havia estado na cidade com Grover e Annabeth e as experiências foram péssimas. Mas antes dele poder dizer alguma coisa, Bianca veementemente disse que eles não deveriam ir para lá.

Percy se lembrara de que Bianca dissera a ele que ela e Nico ficaram algum tempo em um hotel e ele olhara pra Grover e teve a sensação de ele estava pensando a mesma coisa que ele. Então Percy perguntara para Bianca se o nome do hotel que ela ficara era Hotel e Cassino Lótus.

A garota arregalara os olhos e perguntara como Percy sabia disso. Percy contara ao grupo que há dois anos ele, Grover e Annabeth ficaram presos lá. O propósito do lugar é que você nunca queira sair de lá. Eles ficaram cerca de uma hora, mas quando saíram, cinco dias havia se passado. Ele faz o tempo acelerar. Bianca e Nico ficaram lá por aproximadamente uns 70 anos, até que um homem aparecera e os resgatara. Mas Bianca diz não saber quem era esse homem.

Eles estavam acampados no ferro-velho e durante a noite ouviram um barulho de carro. Quando foram ver, era uma limusine cadavérica. Quando o carro parara uma espada espetara a garganta de Percy e um homem grande com um corte de cabelo militar vestindo uma jaqueta de motoqueiro de couro preto, jeans preto também, camiseta justa branca e botas de combate e óculos de sol fechados nas laterais ocultavam os seus olhos, surgiu perguntando (meio que afirmando) que agora Percy não era tão rápido. Percy sabia quem era por trás daquelas órbitas ocas cheias de chamas, Ares, o deus da guerra, que anunciara que alguém gostaria de ver o garoto.

Ares manda os amigos de Percy irem para a taqueria enquanto ele ia ver o que lhe aguardava dentro do carro de Ares. Ao entrar no carro, Percy viu Afrodite, a deusa do amor. E com sua visão, o garoto esquecera seu nome, onde estava e até mesmo como falar frases completas. Afrodite estava usando um vestido de cetim vermelho com os cabelos caindo em cascatas de cachos. Ela tinha o rosto mais lindo que o garoto já vira, com maquiagem perfeita, olhos deslumbrantes e um sorriso capaz de iluminar o lado escuro da lua.

Ela perguntara para Percy se ele sabia porque estava ali. Ele diz que é porque Ártemis fora capturada. Ela diz que esse é o motivo dos outros estarem nesta busca, não ele. Ela diz que Annabeth está em perigo e ele diz que sabia disso e que precisava ajudá-la. Afrodite diz que a razão de Percy estar lá fora era porque ela providenciara isso, pois a camiseta envenenada que os irmãos Stoll deram a Febe, o encontro com blackjack para ajudá-lo a fugir do acampamento, tudo isso fora obra dela.

Afrodite achava um saco e um tédio isso das Caçadoras procurarem por Ártemis, mas já a busca do amor verdadeiro, poderia realmente salvar a vida de alguém, Annabeth. Percy não entende o que a deusa diz. Afrodite diz ainda que Annabeth estava prestes a se tornar uma Caçadora e só Percy poderia evitar isso. Ela considerava isso muito romântico. Ela revela ao garoto que as Caçadoras eram inimigas dele e que a busca de Ártemis e do monstro não eram importantes. O que importava era ele encontrar e salvar Annabeth. Ele pergunta a deusa se ela sabia onde estava a garota e ela disse que não. Mas que Percy deveria seguir o seu coração.

Afrodite dá um conselho a Percy. Manda que ele tenha cuidado no território do marido dela, que não pegasse nada, pois ele é extremamente meticuloso em relação as suas quinquilharias e entulhos. Percy não sabia de quem ela estava falando, se era de Hefesto. Mas ele não teve sua dúvida esclarecida, pois Ares abrira a porta do carro e arrancara o garoto lá de dentro.

Ficar perto de Ares sempre deixava Percy com raiva e imprudente. Irritado, ele perguntou para o deu da guerra porque ele não o matava. Ares diz que adoraria matá-lo, mas que corre no Olimpo o boato de que ele pode começar a maior guerra da história e ele não queria destruir isso ou pôr tudo a perder. Além disso tudo, ainda existia o fato de Afrodite pensar que o garoto era uma espécie de galã de novela ou alguma coisa do gênero e ele não queria ficar mal diante da deusa.

Quando Ares estalou o dedo, tudo desaparecera, o carro, o ferro-velho e toda a cidade de Gila Clauw. Restando apenas ele e os amigos em pé no meio do ferro-velho, com montanhas de sucata de metal se estendendo em todas as direções.

Bianca quis saber o que Afrodite queria. Percy tenta enrolar os amigos dizendo que ela queria alertar a ele que não pegasse nada do ferro-velho do marido. Zoe não acredita e, desconfiada, diz para Percy tomar cuidado, pois a deusa do amor tem desencaminhado muitos heróis. Thalia diz para Percy não confiar em Afrodite, concordando com Zoe.

Eles estavam quase conseguindo atravessar o ferro-velho quando ouviram um barulho e ao se virarem notaram que uma montanha de metal se movia, erguendo-se. Um gigante de bronze, com uma armadura grega de batalha completa surgira do meio do ferro-velho. Era incrivelmente alto que reluzia perversamente ao luar. Zoe disse que o nome dele era Talo, uma das criações de Hefesto.

Zoe perguntou quem pegar alguma coisa no ferro-velho. Bianca pareceu culpada, mas antes que alguém pudesse explicar algo, o gigante defeituoso Talo foi em direção a eles fazendo o chão tremer e Grover gritou para eles correrem. Percy descobrira o que Bianca pegara: uma pequena figura de metal, a estátua de um deus que ela pegara para seu irmão Nico, a única estátua que ele ainda não tinha. Percy pediu para ela deixar no chão, mas mesmo assim o gigante não deixara eles em paz.

Percy comenta que deve existir algo que desestruture o gigante, algo dentro dele. Ele estava decidido a procurar e encontrar. Mas Bianca, sentindo-se culpara pelo aparecimento do gigante, pegou a imagem em metal em miniatura do deus, entrou a Percy e pediu que ele desse ao seu irmão, caso ela não sobreviva e sai em direção ao gigante. Enquanto isso os outros tentam destraí-lo e algo pára dentro de Talo, caindo em cima de fios de energia elétrica, fazendo com ele se despedaçasse. Os garotos procuraram por Bianca desesperadamente dentro dos escombros que restaram de Talo, mas não encontraram nada. Grover diz que não adianta, pois a profecia dizia que um ia se perder na terra ressecada e realmente aconteceu como deveria ser. Eles estavam no deserto e Bianca di Angelo se fora.

Na extremidade do depósito de lixo eles encontraram um caminhão de reboque que estava com o tanque cheio e eles pegaram emprestado. Thalita dirigiu e o tempo estava muito bom o que parecia a Percy um insulto, logo após eles terem perdido uma amiga. Percy queria acreditar que Bianca ainda estava viva, mas tinha o pressentimento de que ela se fora para sempre.

Quando a gasolina do caminhão terminou, eles notaram que a estrada também chegara ao fim. No horizonte só se via o deserto. Eles seguiram o rio por meia hora antes de encontrarem uma descida mais fácil até a água. Percy dividiu uma canoa com Zoe e ao chegar na água ele vira duas náias olhando para ele.

Percy pedira para elas ajudarem a eles e prontamente, por baixo da água, elas começaram a empurrar as canoas em que eles estavam. Zoe gruniu que odiava as náiades. Como resposta um jato de água a atingiu no rosto.

Zoe estava muito abalada pela perda de Bianca, pois no fundo ela acreditava que poderia treinar a meio-sangue poderosa para ser a futura tenente, para atuar no lugar dela, afinal, como ela mesma dissera a Percy, nada dura para sempre. Ao tira Contracorrente do bolso, Percy notara que Zoe olhara para a espada e Percy dissera que ela havia feito. Ela confirmara e perguntou como ele sabia. Percy conta então o sonho que havia tido e Zoe contara a ele que a sua mãe, Pleione, a deusa das águas, tivera cinco filhas, as Hespérides. Elas eram as garotas do Ocidente, com uma macieira de ouro e um dragão, Ládon, que as guardava. Agora são apenas quatro irmãs, pois ela fora exilada, esquecida e apagada como se nunca tivesse existido.

As náiades pararam de empurrar as canoas. O ponto máximo em que elas podiam ajudá-los havia chegado ao fim, pois na frente deles estava a barragem de Hoover, um dos monumentos favoritos de Annabeth e ela não estava ali, por ironia, para ver. Eles estavam se dirigindo à entrada do centro de visitantes da barragem quando Percy e Grover ouviram um mugido. Percy mandou que eles fossem na frente, sem ele, Há uns dez metros abaixo, no lago, Percy vira Bessie, a vaca-serpente que ele salvara. Ela tinha uma voz de urgência, como se avisasse a ele alguma coisa. Ela estava deixando claro que queria que ele fosse com ela e que ele se apressasse.

Percy olhou para a estrada da barragem, no sentido leste e vira dois homens caminhando lentamente na direção dele, os guerreiros-esqueletos. Uma van apareceu e de dentro dela saíram mais guerreiros. Percy estava cercado. Ele subiu correndo as escadas e partiu com tudo pela entrada do museu, para procurar os amigos, mas não via ninguém. Decide entrar no elevador, mas sabia que estava sendo seguido. Ouviu um som atrás dele, um chiado, ele tirou Contracorrente do bolso e atacou o que estava atrás dele, mas era uma garota mortal e não conseguiu ser atingida ou machucada pela espada. Se apresentou como Rachel Elizabeth Dare e mandou que Percy entrasse no banheiro. Foi quando ele ouviu os tinidos dos ossos dos guerreiros-esqueletos passarem. A garota os despistou e Percy teve, assim, tempo para fugir.

Encontrara os amigos e diz que eles precisavam partir. Eles não tinham como fugir. Grover então fez uma verdadeira guerra de burritos e os garotos que estavam no local gostaram da idéia, fazendo o mesmo e dando muita risada bem divertidos.

Percy pedira para Thalia rezar para Zeus, para o pai dela. Ela diz que ele nunca a respondeu, mas mesmo assim Percy implora para que ela reze ao menos essa vez, pois ele acreditava que as estátuas podiam dar alguma sorte para eles.

A mulher no elevador que dissera a Percy que sempre havia uma saída, ele achou que fora Atena, a mãe de Annabeth. Thalia fechava os olhos para pedir ajuda ao pai e Percy fizera a sua própria prece à mãe de Annabeth. Enquanto isso os esqueletos se aproximavam e Percy percebera que uma sombra caíra sobre ele, pensou que era a sombra da morte, mas eram sombras de asas. Os anjos de bronze carregaram eles, Hank levara Thalia e Percy e Chuck levara Zoe e Grover e voaram acima da represa e do rio, deixando para trás os guerreiros-esqueletos.

Os anjos deixaram os garotos em São Francisco e eles enfim haviam chegado à Costa Leste, onde provavelmente Ártemis estava. Em um porto eles pararam para procurar Nereu, como aconselhara Apolo. Zoe diz para Percy para pararem no porto, pois Nereu devia estar por ali, afinal ele nunca se afastava muito da água e gostava de tomar sol durante o dia e que ele tinha um cheiro diferente.

Percy, no fim do píer, vira um cara que parecia ter um milhão de anos e estava desmaiado num trecho onde o sol batia. Vestia pijama e um roupão de banho felpudo. Era gordo, com uma barba branca que havia se tornado amarela, e se parecia com Papai Noel, supondo-se que Papai Noel tivesse sido arrancado da cama e arrastado por um monte de esterco. Ele cheirava mal, mas era um fedor marinho, uma mistura de alga quente, peixe morto e maresia. Se o oceano tinha um lado feio, ali estava.

Percy pulara para cima dele, mas de velho ele não tinha nada. Ele parecera que estava agarrando Percy, não o contrário. Os dedos dele apertavam o garoto como aço. Percy agarrara Nereu e disse que era um meio-sangue e queria informações. Agarrados eles caíram na água e mergulharam na Baía de São Francisco. O oceano enchera Percy com uma força extra. Mas Nereu também tinha uns truques guardados. Ele mudou de forma e transformara-se em uma foca preta e luzidia, o que tornou bem difícil para Percy o segurar, mas como ele era filho de Poseidon, agarrou Nereu de modo firme. Este mudou de forma novamente, transformando-se em uma baleia assassina, depois uma enguia, até que desistiu e Percy disse que não se afogaria, pois era filho de Poseidon.

Resignado e sem fôlego, ele subira no cais. Nisso, os amigos de Percy chegaram. Percy queria fazer três perguntas para Nereu, mas ele disse que a regra era uma pergunta por captura. Ele estava dividido entre perguntar por Annabeth, Zoey queria saber onde estava Ártemis, mas Quíron queria saber na verdade o que considerava o mais importante: saber onde encontrar o monstro.

Então Percy perguntou onde eles poderiam encontrar o monstro terrível que pode exterminar os deuses, o que Ártemis estava caçando. Nereu, maldoso, apontou para a água aos pés de Percy. Rapidamente Nereu se tornara um peixinho dourado e se jogara na água. Thalia arregalou os olhos e perguntou o que era aquilo. Quando Percy olhou para baixo viu Bessie, sua amiga vaca-serpente, nadando perto do cais. Ela mugiu e Grover isso que o animal dissera que o nome dele não era Bessie. Grover entendia o que os animais falavam e diz que na verdade o nome dele é Ofiotauro, touro serpente em grego.

Ele que Percy é o seu protetor e que ele estava fugindo de pessoas más, que elas estavam por perto. Zoe diz que a Guerra dos Titãs é uma história que o pai dela contara a ela há milhares de anos e esta é a besta que eles estavam procurando. Percy não consegue acreditar que Bessie, tão fofinho, fosse capaz de destruir o mundo.

Zoe diz que o erro deles estava justamente em achar que eles encontrariam um monstro imenso e perigoso. Mas o Ofiotauro não ameaçava os deuses dessa forma, por isso ele precisava ser sacrificado. No entanto, o garoto não queria crer que alguém fosse capaz de sacrificar e machucar uma criatura como aquela, pois era inofensivo.

Zoe diz que existe um poder terrível em matar a inocência. As Parcas fizeram uma profecia éons atrás, quando essa criatura havia nascido e disseram que quem matasse o Ofiotauro e oferecesse suas entranhas ao fogo em sacrifício teria o poder de destruir os deuses. Agora depois de três mil anos, o Ofiotauro renascera.

Quando Thalia sentou no cais e esticou a mão para tocar Bessie, ele estremecera. Thalia dissera que Luke não hesitaria em matar Bessie, pois o poder de derrubar o Olimpo era colossal. Uma voz surgiu atrás de Thalia dizendo que era o poder que Thalia desencadearia. A voz era de Espinheiro e Bessie choramingou e submergiu. Ao lado de Espinheiro havia dois seguranças, dois mercenários.

O manticore diz que senhor Cronos trouxe Thalia de volta a vida para ela sacrificar o Ofiotauro, para ela em seguida levar suas entranhas ao fogo sagrado da montanha e, assim, ela conquistaria o poder ilimitado e em seu décimo sexto aniversário ela derrubará o Olimpo. Para todo mundo aquilo fazia um desagradável sentido. Ela esteva lá há dois dias de completar 16 anos e era filha de um dos Três Grandes.

Percy não sabia se se sentia aliviado, horrorizado ou decepcionado, afinal ele não era o garoto da profecia. O manticore dizia que Thalia sabia que era a escolha certa para ela. Pois Luke, que era amigo dela, reconhecerá isso e se juntará a ele. Coloca veneno na cabeça da garota, dizendo que Zeus a abandonara e, assim, ela teria um poder superior ao dele. Estimula à menina que ela esmague os olimpianos sob os pés dela, como eles merecem. Manda ela chamar a besta, pois ela irá até a garota, Percy pede para Thalia não entrar nessa, pede para Grover dizer a Bessie para mergulhar ainda mais fundo e fique lá embaixo. Assim Grover fez.

Tudo parecia estar perdido para eles. Eles não conseguiriam lutar com o manticore. Percy então tentou estabelecer contato com o Acampamento Meio-Sangue, mas quem recebeu a mensagem fora o Sr. D. que demonstrou pouco se importar com as crianças. Percy vencera o orgulho e pedira, por favor, que Dionísio mandasse ajuda e ele em pessoa ajuda as crianças, livrando-as dos perigos.

Zoe precisava ir para casa com eles e precisavam chegar antes do pôr-do-sol. Percy pediu ajuda ao pai, que levasse Grover e o Ofiotauro em segurança para o acampamento, protegendo-os no mar. Após terem solucionado o problema que envolvia Grover e Bessie, eles tinham que resolver outro: como iriam chegar até o jardim das irmãs de Zoe.

Thalia pensou que alguém poderia ajuda-los: o pai de Annabeth, o professor Chase. O pai de Annabeth tinha os cabelos claros como os dela e olhos intensos castanhos. Parecia ser bonito, mas estava a dias sem se barbear. Para quem tinha se mudado há pouco tempo a casa estava bem bagunçada. A casa toda cheirava a cookies com gotas de chocolate recém-assados. E da cozinha vinha uma música de jazz. Parecia uma casa bagunçada e feliz.

Duas crianças, Bobby e Mathew surgiram na sala brigando, filhos do Dr. Frederick Chase. A madrasta de Annabeth apareceu na sala de estar enxugando as mãos em um pano de prato. Percy achou ela uma bela mulher oriental com cabelos de mechas vermelhas preso em um coque. Ela perguntou se eles estavam com fome e disse que levaria para eles cookies, sanduíches e refrigerantes. Simpática, a madrasta de Annabeth dissera que ouvira muito falar de Percy e disse que era um prazer conhece-lo.

O pai de Annabeth, professor de história militar começou a conversar sobre a Terceira Batalha de Ypress com Zoe quando Thalia chamou a atenção dele para o fato de que Annabeth estava correndo perigo. Após contarem tudo o que estava acontecendo, Zoe disse ao professor que eles precisavam de um transporte até o Monte Tamalpais e para já. Ele lhes dera o carro dele para que pudessem se locomover e eles teriam que ser rápidos, pos só tinham uma hora para salvar Annabeth.

Quando estavam chegando ao Monte Tamalpais, Thalia quis saber porque tudo cheirava a eucalipto? Zoe explica que se ela tivesse um hálito de dragão também gostaria de mastigar folhas de eucalipto. O Princesa Andrômeda, o demoníaco cruzeiro de Luke, estava ancorado na praia. E Zoe presumiu que eles teriam a companhia do exército de Cronos.

Thalia mandou que Zoe parasse o carro imediatamente e mandou que todos descessem correndo. Foi por pouco. O carro explodira. Thalia então recitou um trecho da profecia do Oráculo: “E, pela mão do pai, um irá sucumbir” e pensou alto num murmúrio que o próprio pai queria destruí-la. Mas os outros achavam que aquilo não fora um raio de Zeus.

Zoe havia sumido, mas apareceu pedindo a todos que fizessem silêncio para não acordar Ládon. Percy tenta alertar Thalia de que o raio que atingira o carro fora arte de Cronos e não de Zeus. O malévolo estava tentando enganar a garota e jogá-la contra o próprio pai, para ela ficar com raiva e eles conseguissem manipulá-la.

Quando chegaram ao jardim viram como era lindo, Percy estava inebriado pelo cheiro da maçã da imortalidade e queria pegar uma, mas Ládon, o dragão estava enroscado na árvore. Além disso, ele tinha muitas cabeças. Quatro jovens apareceram, elas se pareciam muito com Zoe. Todas usavam quítones gregos brancos. Os cabelos eram negros e sedosos. Percy achava estranho nunca ter percebido e notado como Zoe era bonita até ter visto as suas irmãs. Elas eram muito parecidas com Zoe, lindas, porém provavelmente muito perigosas. Zoe pede passagem para as irmãs para que pudessem salvar Ártemis e Annabeth. Mas elas não permitiram e ainda por cima acordaram Ládon.

Quando o dragão acordou e bocejou as suas cem cabeças o hálito dele ao chegar até Percy o queimou como ácido, os olhos de Percy arderam, a pele se arrepiou e o cabelo ficou eriçado. Zoe foi em direção ao dragão e começara a falar com ele de forma tranqüilizadora. Mas ele investiu contra Zoe. No entanto, dois mil anos de treinamento mantiveram-na viva. Zoe gritou para todos eles correrem, passou por eles correndo e eles a seguiram montanha acima.

No topo das montanhas eles viram as Ruínas do Monte Otris, a fortaleza da montanha dos titãs e isso era um mau sinal. Ela podia mudar de lugar e estar ali era um sinal ruim porque essa montanha é a montanha de Atlas, onde ele costumava segurar o céu. Eles viram Ártemis com as penas presas à pedra por correntes de bronze celestial. E ela estava segurando o teto do mundo, não o teto da caverna como Percy pensou ter visto nos seus sonhos.

Quando Zoe corre em sua direção, Ártemis avisara que era uma armadilha e que eles deveriam partir agora. Zoe chorava e uma voz estrondosa falava às costas deles, era o General, com Luke ao seu lado e meia dúzia de víboras carregando o sarcófago de ouro de Cronos. Annabeth estava ao lado de Luke com uma mordaça na boca e Luke mantinha a ponta de uma espada à sua garganta.

Com os olhos Annabeth mandava uma mensagem para Percy fugir. O general chama Zoe de traidora, provocando-a. Ártemis pede para que ela não lhe dê ouvidos e não o enfrente. O general é na verdade Atlas, o general dos titãs e terror dos deuses. Ele é o pai de Zoe.

Percy percebe como era horrível a semelhança familiar. Atlas tinha a mesma expressão régia de Zoe, o mesmo olhar frio e orgulhoso que às vezes ela exibia quando estava com raiva. Percy olhara para Annabeth e notara que o seu cabelo louro areia estava cinza. E Thalia parecendo ler os pensamentos de Percy dissera que ela ficara assim de segurar o céu, pois o peso devia tê-la matado.

Percy queria saber porque Ártemis não podia simplesmente soltar o céu. E Atlas faz deboche com o garoto. Dizendo que ele sabe muito pouco das coisas. E explica o porque para Percy.

Percy notara que Luke estava péssimo e se não o odiasse tanto, teria sentido pena dele. Luke tenta mais uma vez persuadir Thalia a se juntar a ele, pois se ela não fizer as coisas desse modo, ele (o General) vai usar o outro método. Percy não sabia do que o seu inimigo falava, mas percebera que ele realmente estava em perigo e a vida dele dependia de Thalia se juntar à sua causa. Thalia olhou para Luke e disse que não o conhecia mais.

Percy gritou para os amigos e juntos eles atacaram. Thalita fora direto para Luke, mas apesar da sua aparência de doente, Luke era rápido com a espada. Percy fora direto para o titã Atlas que jogara o garoto de um lado para o outro e acabara voando pelo ar, batendo em um muro negro. Percy percebera que não podia contra Atlas e lembrou de um trecho da profecia do Oráculo que dizia que a maldição do titã um deveria suportar e então pediu a Ártemis que passasse o céu para ele. Ela recusou e diz que Annabeth agüentou.

Percy pegou Contracorrente, cortou as correntes que prendiam Ártemis, se apoiou em um joelho e segurou o céu. Ele teve a sensação de estar sendo esmagado por mil caminhões. Cada músculo do corpo dele parecia estar em fogo e tinha a sensação de que os seus ossos estavam se dissolvendo.

Enquanto isso os demais lutavam. Atlas quase matara Ártemis, mas Zoe fora em sua defesa e quando Atlas se preparava para o golpe final, Ártemis o empurrara para longe, ou seja, para perto de Percy que se desviou dele e ele deixou que o peso do céu caísse sobre as costas de Atlas, que irritado e frustrado gritara que não era possível ele ter que assumir o antigo fardo.

Thalia acuara Luke na beira do precipício. Mas eles ainda lutavam perto do caixão de ouro. Thalia tinha lágrimas nos olhos. Luke investiu contra Thalia e ela o atingiu com o escudo. A espada de Luke voou de suas mãos e retiniu nas pedras. Thalia encostou a ponta da lança em sua garganta. Atrás dela, Annabeth aproximou-se tropeçando e pediu que Thalia não o matasse. Thalia disse que ele era um traidor. Mas Annabeth sugeriu que eles o levassem de volta, para o Olimpo, ele será útil. Thalia chutou Luke e ele perdera o equilíbrio, caindo no precipício. A queda fora de pelo menos quinze metros e ele estava imóvel. Thalia chorava. Ártemis estava com o rosto tomado pela dor e trazia Zoe nos braços. Ela estava respirando, com os olhos abertos, mas a ferida estava envenenada. A mordida de Ládon envenenara Zoe.

Ártemis disse que eles precisavam encontrar Néctar e Ambrósia para Zoe. Tudo parecia perdido para eles, por causa do exército de Cronos. Mas eles ouviram um barulho. O dr. Chase gritava que eles, os monstros, deviam ficar longe da filha dele e suas metralhadoras ganharam vida, afastando os monstros. Ele voava em um biplano e Annabeth, incrédula, não conseguia acreditar no que estava vendo.

Uma carruagem de prata surgiu no céu, puxada por lindos cervos e pousaram bem ao lado deles. Ártemis mandara que todos subissem e depois ela assumiu as rédeas. Eles aterrissaram em Crissy Field depois do cair da noite. E Annabeth correra para abraçar o pai.

Não havia remédio para Zoe e mais uma vez a profecia do Oráculo se concretizara: nas mãos do pai um sucumbiu. E Ártemis chorava ao perder a melhor das suas assistentes. Ártemis comunicou que precisava ir para o Olimpo imediatamente. Foi embora no trenó e três pégasos desceram através da neblina, dois cavalos alados, Guodo e Porkpie, e um completamente negro, Blackjack. Annabeth diz a Percy que sabia, sentia que Luke não havia morrido. Diz que ele está em apuros, pois estava sob o feitiço de Cronos.

Thalia que havia dormido nas costas de Porkpie acordara e apontara na direção de Manhattan, dizendo que o solstício de inverno começara, bem como o Conselho dos deuses. Os pégasos levaram as crianças para o Monte Olimpo, no secreto sexcentésimo andar do Empire State Building.

Quando eles entraram, viram doze enormes tronos formando um U em torno de uma fogueira. Todos os assentos estavam ocupados. Os meninos viram que Bessie e Grover também estavam presentes. Viram Zeus, Poseidon, Hera, Hefesto, Apolo, Ártemis, Hermes, Dionísio, Ares, Demeter, Atena e Afrodite. Eles estavam votando sobre o que fazer com Thalia, Percy e Bessie.

Ártemis anunciara que teria uma nova tenente, se ela aceitasse. Assim convida Thalia para se juntar a elas e a garota aceita. Deixando, assim, o cumprimento da profecia para Percy, que ainda tinha apenas 14 anos.

Poseidon fora falar com Percy e ele dissera ao filho que esperava que ele não o decepcionasse. Percy disse que não o decepcionaria e diz que Luke já prometera muitas coisas e que ele não estava morto e que agora estava mais forte do que nunca e que o caixão de ouro com os restos de Cronos ainda estava com ele e ganhando forças.

Atena se aproximara de Percy e falara com ele sobre defeitos fatais. Ele se lembrara que falara sobre isso com Annabeth, onde ela confessara que o seu era o orgulho. Atena diz a ele que mesmo ele não conhecendo o seu defeito fatal, Cronos conhecia, pois ele sabia estudar os inimigos. Assim, o garoto ficara sabendo por Atena que o seu defeito fatal era a sua lealdade. Primeiro sua mãe fora tirada dele, depois Grover e agora Annabeth. Cronos usara os seus amigos e as pessoas que ele amava como isca para atraí-lo para as suas armadilhas. A deusa diz ao garoto que ele não sabe a hora de recuar diante de uma situação sem saída. Para salvar um amigo ele sacrificaria o mundo e para o herói da profecia, isso era muito perigoso. Completa dizendo que não aprovava a amizade dele com a filha dela, pois acreditava que não era bom para nenhum dos dois e aconselha ao garoto começar a questionar a lealdade dele. A partir daquele momento, Percy vira que ter a deusa como inimiga era muito pior do que ter Ares, Dionísio ou até mesmo Poseidon.

Essa conversa com Atena abalar muito o garoto. Ele ficou arrasado por a deusa ter dito que não aprovava a amizade dele com a filha dela. Annabeth aparecera ao lado dele e ele pegara a mão dela para uma dança.

Percy conseguira se afastar da festa e encontrou uma fonte tranqüila em um jardim e enviou uma mensagem de Íris para o seu meio-irmão, Tyson, debaixo do mar. Contou para ele as suas aventuras e sobre Bessie. Ele dissera a Percy que faria uma visita no próximo verão para consertar o escudo que ele fizera e dera ao irmão. Percy ficou muito feliz e animado com a idéia de receber a visita de Tyson. Em seguida pegou seu último dracma de ouro e enviou outra mensagem de Íris para Sally, sua mãe.

Ele contara tudo a Sally e ele ficara aliviada quando soube que Annabeth estava bem, Percy estava feliz por saber que sua mãe estava feliz com o novo namorado, Paul Blofis, e ele se lembrou do que a mãe passara ao lado do ex-padrasto, Gabe Ugliano.

Ao retornarem ao acampamento, Percy e Annabeth contaram as novidades a Quíron que pareceu muito preocupado quando se referiu a profecia. Ele ainda tinha esperanças de que não se tratava de Percy o filho da profecia, pois caso seja, a segunda guerra dos titãs está quase em cima deles, já que o primeiro golpe de Cronos será no Acampamento Meio-Sangue, já que os deuses usam os heróis como ferramentas. Quando se destrói, as ferramentas, os deuses ficam incompletos.

Coube a Percy contar a Nico sobre a morte de Bianca. Ele chama o garoto para dar um passeio. Ele recebera a notícia em silêncio e Percy entregou a ele a estatueta de um deus que Bianca encontrara no ferro-velho. Nico cobrara a promessa de Percy de que cuidaria de Bianca e disse que o odiava. Jogara o boneco no chão e disse que os seus pesadelos estavam corretos. Ele repetia que a irmã estava morta e que ele está nos Campos de Asfodelos, de pé diante dos juízes agora mesmo, sendo avaliada. Ele sentia isso.

Percy virara-se e vira quatro guerreiros-esqueletos sorrindo para ele. Percy não sabia como eles tinham entrado no acampamento. Nico começou a gritar, dizendo que Percy estava tentando matar ele, pois havia trazido aquelas coisas. Eles começaram a lutar com Percy e sem entender como Nico fizera para matar os guerreiros, Percy vira a estátua do deus, vira que se tratava de Hades, o senhor dos mortos. Nico saíra correndo e Percy com a ajuda de Grover e Annabeth procurara o garoto em todo o acampamento, mas não o encontrara.

Percy e Annabeth se deram conta de que Nico é filho de Hades. Até Hades tinha quebrado o juramento e isso era muito sério. Mas Percy acreditava que Hades não havia quebrado o juramento, afinal Bianca e Nico ficaram décadas presos no Cassino Lótus. Eles nasceram antes que o juramento fosse feito.

Eles se deram conta de que a profecia poderia não dizer respeito a Percy e poderia dizer respeito a Nico. Eles ficaram nervosos pensando se Luke puser as mãos no garoto que agora odiava Percy e queria vê-lo morto. Grover estava eufórico dizendo que teria tomado muito café, muito mesmo e Pã, o senhor da natureza, havia falado com ele na cabeça dele, dizendo que o esperava.

E assim terminou o terceiro livro da maravilhosa série de Rick Riordan. O quarto livro, “A Batalha do Labirinto” já foi lançado no Brasil e em breve o resumo estará no Universo Literário para aqueles que são fãs das aventuras de Percy, Annabeth, Grover e dos deuses do olimpo.

14
mar
10

Percy Jackson e os Olimpianos – O Mar de Monstros

O segundo livro da coleção “Percy Jackson e os Olimpianos,” M”ar de Monstros”, traz novas e irresistíveis aventuras do garoto que descobriu a pouco tempo ser um herói, um semideus, filho do deus grego, senhor dos mares, Poseidon e seus inseparáveis amigos, Annabeth, outra semideusa, filha de deusa Atena e Grover, um sátiro, ser da mitologia grega que se disfarça de adolescente (um tanto desengonçado) quando está no mundo dos mortais.

Grover e Annabeth foram os melhores amigos de Percy no último ano e o acompanharam na sua primeira aventura para salvar o mundo. Percy sonha com Grover e fica intrigado, pois não o via desde o último mês de julho, já que o jovem sátiro partira sozinho em uma perigosa missão – da qual nenhum sátiro voltara. No sonho de Percy, Grover estava correndo sérios perigos. Ao acordar, o garoto nota uma sombra se movendo rapidamente pelo vidro da janela do seu quarto.

Pela primeira vez tudo ia bem na vida de Percy, principalmente no quesito escola. Pela primeira vez ele conseguiu passar um ano sem ser expulso por uma escola. Só faltava um dia para o ano letivo terminar, mas ele não fazia idéia de que uma série de confusões e problemas estava prestes a começar assim que saísse de casa.

Quando Percy estava tomando café e mencionou arrumar as coisas para ir para o Acampamento dos Meio-Sangue, a sua mãe lhe disse que Quíron, havia enviado uma mensagem para ela dizendo que não era seguro para Percy ir para o local naquele momento. Percy argumenta que ali é o local mais seguro no mundo para ele. Sua mãe retruca dizendo que costumava ser, mas estava acontecendo alguns problemas. Entretanto não quis contar do que se tratava, não antes do anoitecer, quando eles estariam juntos novamente para conversar sobre isso.

Na escola, Percy tinha um amigo chamado Tyson. Um garoto sem-teto que fora abandonado pelos pais quando era muito pequeno, provavelmente por ser tão diferente. Tinha um metro e noventa de altura e o físico do Abominável Homem das Neves, porém era muito sensível e tinha medo de praticamente tudo. As crianças da escola descobriram que apesar de todo aquele tamanho, Tyson era bobo e sentiam prazer em atormentá-lo. Percy era seu único amigo.

Matt Sloan, um garoto irritante e pé no saco apareceu durante a aula de educação física acompanhado de alguns garotos bem estranhos que estavam visitando a escola, mas que estudariam lá no próximo ano. Eles se dividem em times para uma partida de um jogo.

Tayson comenta que os novos amigos de Sloan tinham um cheiro engraçado e Percy foi atingido por uma bola violentamente na barriga. Ao ponto dele cair sentado, o que levou o outro time a dar muitas gargalhadas. Percy sentiu as vistas turvas e não conseguia acreditar que alguém fosse capaz de lançar uma bola com aquela força toda. Tyson gritou para o amigo se abaixar e foi por pouco. Ele viu uma bola zunindo pelo seu ouvido.

Um dos visitantes se referiu a Percy por Perseu Jackson. O modo como a criatura havia chamado o nome de Percy lhe deu um fio na espinha e ele se deu conta de que ninguém o chamava de Perseu, só quem conhecia a sua verdadeira identidade, sejam eles amigos ou inimigos. Com um estalo Percy se lembrou de Tyson lhe dizendo que eles tinham um cheiro gozado. Só podia ser monstros. Foi quando ele notou que os visitantes estavam ficando maiores, não eram mais garotos e sim gigantes de dois metros e meio de altura, com olhos selvagens, dentes pontudos e braços peludos tatuados com cobras, dançarinas havaianas e corações.

As crianças ficaram enlouquecidas no ginásio, correndo de um lado para o outro tentando fugir e se protegendo dos ataques dos monstros. Percy pede aos monstros para deixar as crianças irem embora, mas eles dizem que não deixariam seus petiscos fugirem.

Várias bolas com fogo ao redor, de bronze, o tamanho de bolas de canhão foram atiradas contra Percy e as outras crianças, destruindo o ginásio da escola. Percy tenta chamar a atenção do treinador Nunley, mas os mortais muitas vezes eram atingidos por uma força mágica chamada “A Névoa” que disfarçava aos seus olhos a verdadeira aparência dos monstros (lestrigões) e dos deuses. Desta forma, os humanos tendem a ver apenas o que conseguem compreender. Diante disso, o treinador ao ouvir o garoto lhe chamando, apenas ergueu os olhos, sonolento, e pareceu não ter visto nada de anormal.

Percy procurou Contracorrente, sua espada mágica que tinha forma de uma caneta à vista dos humanos, no bolso da calça para se defender do ataque de monstros, mas se lembrou que não estava de calças e sim com o uniforme de educação física, estando portanto, completamente indefeso.

Tyson parte em defesa do amigo e Percy se desespera achando que Tyson iria morrer. Mas o grandão consegue segurar o ataque das bolas flamejantes dos monstros, jogando de volta para eles, atingindo-os bem no peito, fazendo com que os gigantes se desintegrassem.

Percy não acreditava que após o ataque o amigo estivesse são e salvo, sem ter qualquer tipo de queimadura nas mãos e achou isso muito estranho. Quando a situação estava ficando feia para Percy e Tyson, eis que surge Annabeth para ajudá-los e avisa que Percy precisa encontrar-se com ela quando toda essa confusão no ginásio terminar. Sem ter muito tempo para explicar o motivo do seu aparecimento repentino, ela colocara o boné de beisebol dos Yankees, um presente mágico da sua mãe, a deusa Atena, que lhe dava o poder de desaparecer e sumiu.

O ginásio estava uma catástrofe, todo destruído e com chamas para todos os lados. O diretor surge e o infame do Matt Sloan acusa Percy de ter feito aquilo no ginásio. E o professor confirma a acusação feita pelo garoto. Percy sabia que ninguém jamais acreditaria nele, então chama Tyson para ir com ele e foge do ginásio. Em um beco ali perto, Annabeth estava esperando por Percy. A garota quer saber onde o amigo encontrara Tyson.

Percy olha novamente para as mãos de Tyson e se diz surpreso por ele não estar com as mãos queimadas. Annabeth resmunga que é claro que ele não está com as mãos queimadas e que na verdade ela estava surpresa é que os lestrigões tenham tido coragem de atacar eles com Tyson por perto.

Percy quer saber o que são os lestrigões e Annabeth responde que são monstros, uma raça de monstros gigantes canibais que vivem no extremo norte e que é incomum se ver eles tão ao sul.

O filho do deus do mar conta o sonho estranho que teve com Grover e Annabeth lhe diz que está acontecendo um problemão no acampamento e que eles precisam ir para lá naquele mesmo momento. Diz a Percy que monstros a perseguiram por todo o caminho desde a Virgínia, tentando detê-la. Ela pergunta quantos ataques ele sofreu e Percy responde que nenhum o ano todo. Annabeth acha estranho, mas quando olha para Tyson, entende.

Eles estavam fugindo da polícia e precisavam ser rápidos, pois as sirenes estavam perto. Annabeth tirou uma moeda de ouro do bolso, um dracma, a moeda corrente do Monte Olimpo. Tinha a efígie de Zeus gravada de um lado e o edifício Empire State do outro e gritou: “Pare, Carruagem da Danação”. Então atirou a moeda na rua e o dracma afundou e desapareceu e no lugar onde a moeda desapareceu, um líquido vermelho com sangue começou a borbulhar irrompendo um carro daquele lado. Era um táxi cinza-escuro.

Dentro do táxi havia três senhoras sentadas no banco da frente: Vespa, Ira e Tempestade. Elas só tinham um olho para as três, o que deixou Percy em pânico. Na confusão pela briga pelo olho, as três lutam dentro do carro e o olho acaba voando para o colo de Percy que o repele e terminada a confusão pela disputa, eles conseguem chegar ao acampamento. As irmãs dão a Percy quatro números: 30, 31, 75 e 12, mas não explica para que serviam e o que significavam.

Quando saíram do táxi, eles viram que na Colina Meio-Sangue havia um grupo de campistas e eles estavam sob ataque. Uma batalha violenta estava acontecendo na colina. Dois touros estavam atacando os guerreiros filhos de Ares sob a liderança de Clarisse.

O que preocupou Percy não eram os touros em si, mas o fato de que as fronteiras mágicas do acampamento não permitiam que monstros passassem além da árvore de Thalia, mas mesmo assim os touros de metal estavam fazendo isso.

Annabeth chama Percy para ajudar Clarisse e ela diz também que eles iriam precisar de Tyson. Percy imediatamente pegou a espada de bronze Anaklusmos, ou como era mais conhecida, Contracorrente. A luta começa para Percy. Ele defende e ajuda Clarisse e quando ele é atacado, Tyson parte para cima dos touros e defende o amigo. O “garoto” destrói os dois touros.

Annabeth diz a Percy que deixou Tyson cruzar a fronteira para salva-lo, caso contrário ele teria morrido. Percy não entende o que Annabeth quis dizer com deixar ele cruzar a fronteira. Annabeth pergunta a Percy se ele já olhara para Tyson com atenção. Para o rosto dele e manda o garoto ignorar a Névoa e realmente olhar para Tyson.

Percy se esforçou para focalizar o nariz do amigo e os olhos. Então viu que ele tinha apenas um olho bem no meio da testa e se tocou que Tyson era na verdade um ciclope. Um bebê ciclope, pela aparência, por isso ele não se queimou quando aparou as bolas de fogo, pois os ciclopes são imunes ao fogo.

Annabeth explica a Percy que Tyson é um dos órfãos sem-teto. Diz que eles são erros, são filhos de espíritos da natureza e de deuses. Diz que ninguém os quer e são jogados de lado, crescendo nas ruas, sozinhos. Annabeth diz que eles precisam leva-lo até Quíron e deixar que ele decida o que fazer.

Percy e Annabeth ficam sabendo através de Clarisse que Quíron foi destituído do cargo de diretor de atividades do acampamento desde que a árvore de Thalia foi envenenada. Quem estava ocupando o seu cargo agora era Tântalo.

Thalia, Luke e Annabeth estavam sendo levados para o acampamento por Grover. Estavam sendo perseguidos por monstros e a garota resolveu mandar os amigos entrarem no acampamento em segurança enquanto ela montava resistência ali. Mas Thalia acabou sendo morta e Zeus, seu pai, apiedou-se pela garota e transformou-a em um pinheiro, para que o seu espírito reforçasse as fronteiras mágicas do acampamento, protegendo todos eles dos monstros.

Percy explica para Tyson como funciona o acampamento e ele fica curioso querendo saber o que era cada coisa do lugar. Explica também que os “Três Grandes”, – Zeus, Poseidon e Hades fizeram um pacto depois da Segunda Guerra Mundial para não ter mais filhos com mortais, pois essas crianças são mais fortes que os meio-sangues normais e imprevisíveis demais, já que quando ficavam zangados, tendiam a causar problemas. E o pacto foi quebrado duas vezes. Por Zeus, ao gerar Thalia e por Poseidon, ao gerar Percy.

Quíron recebe as crianças com muito carinho e, Tyson, deslumbrado, chama o centauro de pônei. Quíron parece não se incomodar e explica aos garotos que o veneno utilizado contra o pinheiro de Thalia é algo do Mundo Inferior e deve ter vindo de algum monstro da profundeza dos abismos de Tártaro.

Percy acreditava que o verdadeiro culpado era Cronos, que como é imortal, mesmo após ser derrotado nas últimas aventuras de Percy, ainda estava vivo lá embaixo no Tártaro sofrendo a dor eterna, faminto por retornar e se vingar do Olimpo.

Quíron explica aos meninos que o vale inteiro estava sentindo o choque do veneno e as fronteiras mágicas estavam se deteriorando. Como conseqüência, as fronteiras mágicas e o próprio acampamento estavam morrendo. Apenas uma fonte de magia seria forte o bastante para anular o veneno, mas ela foi perdida séculos atrás, o velocino.

Tântalo se apresenta às crianças do acampamento que ainda não o conheciam. Percy descobre que Tântalo é um espírito dos Campos de Punição. O ser ficava em pé na lagoa com a árvore frutífera logo acima, mas não podia comer nem beber. O que significava que ele não podia nem comer nem beber como castigo por algo muito sério que ele fizera. Mas Percy ainda não sabia o que era.

Eles começaram a discutir o que fazer com Tyson e onde ele dormiria, o que para surpresa de todos, ao que todos não esperavam, foi vista uma luz verde brilhante de um tridente acima da cabeça do ciclope. Poseidon o reclamou como filho da mesma forma como no ano anterior reclamara Percy como filho. Tântalo caiu na gargalhada ao descobrir que o ciclope e Percy eram meio-irmãos. Agora Percy teria um companheiro de chalé. Tântalo, para surpresa e apreensão de todos, restabelece no acampamento as corridas de biga que estavam suspensas, pois jovens morreram e ficaram mutilados.

Os campistas ficam animados criando e construindo as bigas dos seus chalés. A corrida é lançada e os pombos demoníacos começam a atacar os expectadores que estavam na arquibancada assistindo a corrida. Percy, Annabeth e Tyson começaram a atacar os pombos para defender o acampamento. Tem uma idéia, vão até o chalé de Quíron e pegam o rádio do antigo diretor de atividades, colocam uma música bem alta, o que acaba surtindo o efeito desejado: afastando todos os pombos.

Tântalo diz que os culpados da confusão foram Percy, Annabeth e Tyson, mandando eles para o castigo e deu a vitória da corrida pra Clarisse que em momento algum parou de correr com sua biga para defender os campistas que estavam sendo atacados. Percy mais uma vez sonha com Grover que conta ao garoto que ele precisava ajudá-lo, ele estava preso em uma caverna, em uma ilha, no mar.

Grover conta ao semi-deus que os sátiros jamais voltam de sua missão porque o Polifemo, o ciclope, se diz um pastor, mas é uma armadilha, depois ele come os sátiros. Grover diz que a conexão empática que ele estabeleceu com Percy estava funcionando e as emoções deles estavam ligadas. O que significava que se Grover morresse, Percy ou também morreria ou viveria anos em estado vegetativo. Diz que só está vivo ainda porque enganou o ciclope, fingindo ser uma mulher que usa perfume de carneiro para agradar ao ciclope e estava vestido de noiva pois prometera casar com Polifemo. A sorte dele era que o ciclope não enxergava muito bem.

Grover estava no Mar de Monstros, mas não sabia explicar exatamente onde ficava. Annabeth conversa com Percy e lhe pergunta se ele se lembra o que as Irmãs Cinzentas do táxi disseram que sabia onde estava aquilo que Percy procurava e mencionaram Jasão. Elas na verdade disseram a Jasão onde encontrar o Velocino de Ouro. O velocino leva para quem o possui prosperidade à terra, os animais param de adoecer, as plantas crescem melhor, as colheitas são fartas, nunca são atingidos por pragas, cura doenças, fortalece a natureza e limpa a poluição.

O velocino poderia curar a árvore de Thalia e deixar as fronteiras do Acampamento Meio-Sangue muito mais fortes. Porém o velocino está desaparecido há séculos e centenas de heróis já buscaram por ele e não tiveram sorte. Percy acredita que Grover encontrou o velocino e eles teriam que salva-lo.

Annabeth está apreensiva, pois eles teriam que enfrentar Polifemo, o pior dos ciclopes e só existia uma ilha onde ele pode estar: o Mar de Monstros. O mar onde todos os heróis atravessam em suas aventuras. Costumava ficar no Mediterrâneo, mas como tudo muda, ele também muda de lugar quando muda o centro de poder do Ocidente. Então agora o Mar de Monstros fica na Costa Leste dos Estados Unidos, logo a noroeste da Flórida, o Triângulo das Bermudas.

Percy, por ser filho do deus do mar, considerava que não deveria ser muito difícil encontrar a ilha. Mas eles precisavam falar com Tântalo, para que ele aprovasse uma missão e tinham certeza que ele diria não, pois o novo diretor não perderia a chance de negar o pedido. Eles então decidem contar a todos durante a noite na fogueira. E, com todos pressionando, ele não poderia dizer não.

Á noite eles revelam que sabem onde está o Velocino de Ouro e que ele é a esperança para salvar o acampamento. E que inclusive tinha as coordenadas de navegação para chegar ao Mar de Monstros: 30, 31, 75 e 12 – 30º – 31 minutos norte/ 75º – 12 minutos Oeste.

Os campistas pressionaram, como os garotos previram, para que Tântalo liberasse uma missão. Ele parecia não estar se importando muito com que o acampamento fosse salvo. E concordo em liberar que uma missão acontecesse. Mas nada saiu como Percy havia planejado. Tântalo determina que Clarisse liderasse a missão e fosse se consultar com o Oráculo na Casa Grande e que escolhesse dois companheiros de missão.

Percy, arrasado, sai do acampamento e ouve uma pessoa falar com ele: Hermes, o deus dos ladrões, dos mensageiros e dos viajantes. E também o pai de Luke, o campista que tentou matar Percy no ano anterior. Hermes diz a Percy que ele deveria ir à missão e oferece ao garoto dois presentes: uma garrafa que funcionava como uma bússola e destampando-a vai se libertar os ventos dos quatro cantos da Terra para despachá-lo mais depressa em seu caminho. A tampa deveria ser desenroscada só um pouquinho, pois os ventos são sempre inquietos e se todos os ventos escaparem de uma vez…

O segundo presente era um pequeno frasco de plástico cheio de pastilhas de vitaminas que eram poderosas. Hermes aconselha ao garoto, o seu primo, que não tome uma delas a não ser que precise muito, muito mesmo. Ele explica que está ajudando ao garoto para que ele possa salvar muitas pessoas nesta missão, não apenas o amigo dele, Grover.

Hermes diz que Percy teria um prazo mais curto do que imaginava para completar sua missão e os amigos dele deveriam estar chegando mais ou menos agora. Percy ouviu Tyson e Annabeth chamando o seu nome ao longe. Hermes entrega três malas para Percy (três sacos de viagem amarelos) a prova d’água e que Percy deveria pedir ajuda a Poseidon para chegar até ao navio que parecia um cruzeiro que estava brilhando ao longe.

Hermes diz que Percy tem que decidir ir para uma missão em cinco minutos, pois as harpias chegarão para comê-lo. Os garotos montam em três cavalos marinhos enviados por Podeison e vão em direção ao navio. Assim que chegaram, Tyson sente novamente um cheiro estranho. Os meninos vasculham o navio inteiro e não encontram ninguém.

Enfim descansaram, dormiram e no dia seguinte ao acordarem com um apito do navio ouviram uma voz no alto-falante. Os garotos viram pessoas com olhos vidrados no navio como se tivessem hipnotizados. Viram também monstros e se esconderam ao verem Luke. Os meninos ficaram agoniados para descobrir o que Luke estava aprontando. Decidem segui-lo e através dos poderes de Tyson com sua superaudição conta para os meninos o diálogo que está ocorrendo lá dentro. Imitando as vozes de Luke e dos seres sinistros que estão ao lado dele. O que fez Annabeth estremecer por ouvir Tyson imitar as vozes dos outros envolvidos na conversa. Mas Percy manda ele recomeçar a repetir o que estava ouvindo. O que deixou as crianças de cabelo em pé, pois Luke revelava que fora ele quem envenenara a árvore de Thalia.

Mas os seres descobriram, de alguma forma, que os meninos estavam do lado de fora, o que é uma surpresa e tanto para Luke, encontrar os dois primos dele lá fora o espionando. Ele então tenta convencer os dois a juntarem-se ao bando que ele esteve liderando. Com a intenção de destruir o Ocidente para refazer o mundo do zero. Ele gostaria de ter ao seu lado Annabeth, por causa da sua inteligência. Tenta convencer a prima, dizendo que ela merece coisa melhor do que ir atrás de uma missão sem chances para salvar o acampamento. Informa a eles que a Colina Meio-Sangue será invadida por monstros em menos de um mês e os heróis que sobreviverem não terão escolha senão juntar-se a eles ou serem caçados até a extinção.

Luke revela coisas a Percy que só saberia se tivesse um espião no acampamento, com as coordenadas 30, 31, 75, 12. Mais uma vez Luke tenta convencer Annabeth através de recompensa, dizendo que eles tem amigos poderosos, patrocinadores ricos para comprar aquele navio de cruzeiro em que eles estavam e muito mais. Tenta persuadir Percy dizendo que a mãe dele nunca mais precisará trabalhar, disse que ele poderia comprar uma mansão para ela, que ele teria fama, poder e tudo que quiser. E Annabeth poderia realizar o sonho dela de ser arquiteta e construir um monumento para durar mil anos, um templo para os senhores da nova era.

Com a recusa dos meninos, Luke manda os ciclopes que agora o obedecem, levar os garotos para alimentar os dragões. Mas as crianças conseguem fugir para os botes salva-vidas que estavam pendurados ao lado do navio com a ajuda os ventos da garrafa térmica dada por Hermes. Percy nota que o seu senso de direção e orientação ficava perfeito no mar, por causa do seu pai, Poseidon. Eles conseguem escapar e vão em direção ao caminho indicado por Annabeth e Percy notou que a amiga estava levando-o para um esconderijo meio-sangue e perguntou, pasmo, se fora ela quem tinha feito aquele lugar. Ela respondeu que fora feito por ela, Thalia e Luke. Eles eram fugitivos se escondendo de monstros, sobrevivendo sozinhos antes que Grover os encontrasse e tentasse leva-los para a Colina Meio- Sangue. Annabeth fora cuidada e protegida por Luke e Thalia. Toda vez que a amiga falava do tempo que passara ao lado de Thalia e Luke, Percy se sentia desconfortável, enciumado.

Eles saem do acampamento para verificar um fato muito estranho: perto de onde estavam escondidos, Tyson encontrara uma loja de conveniências Donuts Monstro e foram surpreendidos por um ataque de uma hidra de sete cabeças que expelia jatos de uma substância que parecia um ácido, pois derretia tudo o que tocava. Percy, instantaneamente, pegou contra-corrente e cortou uma cabeça da Hidra, mas quando Annabeth gritou para ele não fazer isso, já era tarde, duas cabeças brotaram no lugar daquela que fora cortada. E, assim mais uma loja Donuts Monstro foi aberta em algum lugar.

Eles se espalham e começam a fugir novamente até que ouviram um som estranho e ouvira uma voz conhecida que vinha do rio mandando a tripulação preparar os canhões. E Percy houve um barulho passar por ele e viu que as balas de canhão atingiram a hidra que explodira em muitos pedaçinhos. Eles então vão para o navio de Clarisse. Era o navio mais estranho que eles já tinham visto. Navegava baixo como um submarino e o convés era revestido de ferro. E os marinheiros eram zumbis, soldados mortos.

Clarisse comunica aos meninos que eles estão muito encrencados e que Tântalo os expulsou por toda a eternidade. Clarisse não quer a ajuda dos meninos e disse que dessa vez é a oportunidade dela de se tornar heroína e eles não “roubariam” a chance dela. Ela revela sem querer que deixou para trás dois amigos que faziam parte de sua permissão de ir acompanhada na missão.

Percy tenta alertar Clarisse de que Tântalo estava usando-a, pois ele não se importa com o acampamento e adoraria vê-lo destruído e estava armando para ela fracassar. Mas ela não lhe dá ouvidos e eles se dirigem para o Mar de Monstros. O motor do navio estava gemendo, mas mesmo assim eles aumentaram a velocidade, o que fez com que ele recebesse muita pressão. Com isso, o motor do navio não iria agüentar por mais muito tempo.

Quando chegaram ao Mar de Monstros eles se vêem sem saída, ou enfrentavam Caríbdis, que suga o mar e depois cospe de volta ou enfrentava Squila, um ser que vivia em uma caverna e suas cabeças de serpente descem e começam a arrancar os marinheiros do navio.

Clarisse decide enfrentar Caríbdis, o que provoca a explosão do navio e em seguida eles foram atacados por Squila que, inclusive pega Percy pela mochila, mas ele consegue se soltar no momento em que o navio estava explodindo, cai no mar desmaiado e é acordado por Annabeth. Percy fica triste pensando na morte de Tyson, pois o ciclope bebê fora para perto do motor tenta fazer com que ele funcionasse por mais tempo e, certamente, morrera na explosão do navio. Percy e Annabeth entram em um bote e a garota revela a Percy a profecia que Quíron havia dito para ela. Diz que os deuses estão preocupados com alguma coisa que Percy irá fazer quando ficar um pouco mais velho, quando completar 16 anos. Ela conta a ele que não sabe a profecia completa, mas que a profecia diz que um filho meio-sangue dos três grandes (Poseidon, Zeus, Hades), o próximo a viver até os dezesseis anos, será uma arma perigosa, pois ele irá decidir o destino do Olimpo, irá tomar uma decisão que poderá salvar a Era dos deuses ou destruí-la.

Sendo por isso que Cronos não matara Percy no último verão. Afinal, o garoto poderia ser muito útil para ele, se conseguisse ele como aliado, os deuses teriam sérios problemas. Quando Quíron soube de Thalia, imaginou que a profecia se referisse a ela e por isso estava tão desesperado para leva-la ao acampamento em segurança. Não existe ninguém vivo que se encaixe na definição de meio-sangue (meio humano e meio-deus), a não ser ele.

Annabeth diz que os deuses não matam ele porque provavelmente têm medo de ofender Poseidon. Alguns deuses estavam observando Percy para saber que tipo de herói ele iria se tornar.

Em meio as revelações eles avistam terra firme e foram levados para C.C. Foram bem tratados e Percy desconfiou que poderia ser uma armadilha. Viram uma mulher linda tecendo um tecido. Ela manda as suas funcionárias levarem a garota, pois ela precisava conversar com Percy. Ela mostra no tear como o menino ficaria mais bonito se aceitasse se transformar no seu verdadeiro eu. Percy se surpreende em como ficaria bonito e decide aceitar tomar o milk-shake de morango oferecido por C.C. e quando fez isso sentiu um calor escaldante por dentro, como se a mistura estivesse fervendo dentro dele. Percy viu que tudo estava crescendo ao seu redor, ou melhor, ele estava encolhendo. Percy viu que se transformara em um porquinho da Índia. Foi colocado em uma gaiola junto com outros tantos porquinhos da Índia.

Annabeth aparecera de repente e C.C. revela seu verdadeiro eu. Diz que por ela ser filha de Atena, deusa da sabedoria, não era muito diferente dela, Circe, a feiticeira. Chama a garota para aprender as artes da feitiçaria com ela, mas Annabeth não aceita e viu no que Circe havia transformado o amigo. Toma uma das vitaminas de Hermes e ficou imune ao ataque da feiticeira.

Tanto Percy quando os outros homens transformados em porquinhos da Índia, tomaram as vitaminas de Hermes e voltaram ao normal. Eles fogem no barco Vingança da Rainha Ana que obedecia a todos os comandos de Percy. O garoto estava muito cansado e decidiu dormir, mas teve um sono muito perturbado por sonhos estranhos. Desta vez ele sonhou com uma garota que ele não conhecia, bem diferente de Annabeth. Quando ela viu o sarcófago onde estava Cronos a menina se desesperou e acabou sendo engolida por uma explosão de luz dourada.

Eles notam terra, mas eles estavam se aproximando da ilha das sereias. Annabeth pede que Percy lhe faça um favor, pois eles estavam ao alcance do canto das sereias. Mas Annabeth queria ouvi-las já que elas contavam a verdade sobre o que as pessoas desejavam. Contam coisas a respeito das pessoas que nem elas mesmo percebiam. Ela pede a Percy que não a desamarre, não importa o que aconteça, o que ela implore, pois a vontade dela será correr para a amurada e se jogar.

Percy pegou duas grandes bolas de cera de vela, amassou-as e colocou nos ouvidos. Percy vê Annabeth se debater, implorar para que ela o soltasse, mas ele fingia que não via, quando se distraiu e olhou para a amiga, não a viu e percebeu que ela cortara a corda e se jogara no mar. Percy se jogara atrás dela e viu a amiga ser jogada pela correnteza e ser arrastada em direção a duas presas de pedras afiadas como navalhas.

Quando o nevoeiro passou, Percy viu as sereias. Ele as descreve como abutres do tamanho de pessoas com plumagem preta enlameadas, garras cinzentas e pescoço rosado e enrugado. Percy não conseguia ouvi-las por causa da proteção. Mas Annabeth não estava vendo as sereias da mesma forma que ele. Reconheceu a família de Annabeth pelas fotos que ela lhe mostrara. Viu o mundo da forma como Annabeth estava sonhando que ele se transformasse, o que provava que ela ficara mexida com o que Luke havia lhe proposto.

Percy viu que as sereias estavam se preparando para devorar mais uma vítima: Annabeth. Ele puxara a garota de volta das ondas, nisso eles acabaram afundando e ela parou de se debater e seus olhos ficaram confusos. O que Percy compreendeu: debaixo d’água o som não se propagava, quebrando o encanto da música das sereias. Mas tinha outro problema: debaixo d’água Annabeth não conseguia respirar. Percy tinha que manter a garota viva e respirando, para isso imaginou bolhas do mar e as trouxe para eles. Ele e Annabeth adentraram em uma bolha, apenas as pernas dela continuavam mergulhadas na água.

Annabeth soluçou e conseguiu respirar, soluçou, soluços de partir o coração. Ela encostou a cabeça no ombro de Percy e ele a abraçou. Eles voltaram ao navio e perceberam que estavam longe das sereias e estavam em segurança. Percy perguntara a Annabetho que fora aquilo que ela vira. Annabeth disse que era a Húbris dela; o orgulho, insolência, achar que a pessoa pode fazer as coisas melhor do que qualquer um, inclusive os deuses.

Percy pensou no sonho com a menina e o sarcófago dourado. Ele não sabia o que significava, mas tinha a sensação de que estava deixando alguma coisa passar. Alguma coisa com Cronos, que ele planejava.

Enfim eles chegaram ao lar do ciclope. Na ilha do ciclope havia uma ponte de corda em cima de um precipício, o que não era bom sinal. Mas fora isso, o local parecia um cartão-postal do Caribe, com seus campos verdejantes, árvores de frutas tropicais e praias de areia branca. Tanto Annabeth como Percy, mesmo sem poder ver o Velocino, poderiam sentir a sua força. Eles notaram que na base da ravina havia dúzias de carneiros que andavam em círculos. Pareciam bastante pacíficos e eram enormes, do tamanho de hipopótamos. Eles estranharam achar tudo fácil ao verem um caminho de estrada que levava à colina. Foi aí que do nada surgiu um cervo dos arbustos. Eles pensaram que fosse um guardião. Mas na verdade os carneiros eram os guardiões e eles atacaram um cervo e perceberam que não havia como passar pelos carneiros comedores de gente que pareciam piranhas.

Eles encontraram Clarisse amarrada pendurada de cabeça pra baixo acima de um caldeirão de água fervente, viram também Grover vestido com um vestido de noiva. Clarisse acaba entregando Grover, dizendo ao ciclope que a suposta noiva dele é um sátiro. O ciclope então agarrou o vestido de Grover e o arrancou. Embaixo do vestido o verdadeiro sátiro surgiu, com jeans e sua camiseta. Ele gemeu e se abaixou quando o monstro deferiu o primeiro golpe que passou acima de sua cabeça.

Na tentativa de não morrer, Grover diz que se ele fosse comido cru daria uma má digestão daquelas no ciclope. Então sugere que ele seja comido assada com molho de manga e manda o ciclope ir procurar algumas mangas. O ciclope então diz que vai pastorear as ovelhas e iria comer sátiro grelhado com chutney de manga a noite para celebrar o seu casamento. Grover pergunta quem será a noiva e o ciclope olha para Clarisse que fica indignada. Ao sair da caverna, o ciclope fechou o local com uma rocha. Os meninos tentaram mover a rocha por horas, mas ela não se mexia. Eles se dão conta de que mesmo que conseguissem matar o ciclope, tanto Grover quando Clarisse morreriam dentro da caverna, pois eles não teriam como solta-los.

Eles bolam um plano. Percy sobe em um carneiro e, assim, conseguiria adentrar na caverna e a função de Annabeth seria distrair o gigante. Annabeth chama o ciclope de feioso e diz que era Ninguém. O ciclope, com raiva, atira uma rocha na direção da voz da garota. Curiosamente, a rocha que foi atirada era a porta da caverna.

O ciclope foi correndo em direção a voz de Annabeth (Ninguém). Percy sabia que Ninguém era um truque utilizado por Ulisses para enganar o ciclope Polifemo séculos atrás, antes que ele acertasse o olho do ciclope com uma grande estaca quente. Annabeth tinha certeza que Polifemo guardaria rancor daquele nome e estava estava certa. Percy percebera que o ciclope estava enlouquecido e fora de si que nem reparara que a voz de Ninguém era feminina e nada parecida com a voz do primeiro Ninguém (Ulisses).

Dentro da caverna, Percy começou a procurar Grover e Clarisse. Ao encontrá-los Grover correu e lhe deu um forte abraço e Percy com contracorrente cortou a corda que prendia Clarisse e, ela a contragosto, agradeceu.

Percy ouviu uma explosão na caverna e em seguida ouviu um grito que fez ele se arrepiar, pensando que talvez fosse tarde demais, pois era Annabeth gritando. O ciclope entrou gritando que havia apanhado Ninguém e ao sacudir o punho, um boné de beisebol saiu voando para o chão e lá estava Annabeth pendurada pelas pernas de cabeça para baixo.

Eles se unem para atacar o ciclope e partem para colocar em ação o plano de ataque Macedônia. Todos eles treinaram esse plano no acampamento meio-sangue no ano anterior. O plano consistia em dar a volta e se aproximar, um de cada lado, atacando o ciclope pelos flancos enquanto Percy atrairia sua atenção na frente. O que provavelmente significaria que todos eles iriam morrer. Percy pegou contracorrente e chamou atenção do ciclope e disse que era para ele deixar a amiga dele em paz, pois ele era Ninguém, não ela. O ciclope largou Annabeth no chão que caiu de cabeça nas pedras, ficando imóvel como uma boneca de pano e investiu com tudo para cima de Percy. Grover atacou pela direita, Clarisse pela esquerda e Percy atacou com contracorrente.

Percy pede a Grover que pegasse Annabeth que correu, pegou o boné da invisibilidade da garota e a levantou do chão enquanto Clarisse e Percy distraiam Polifemo. Clarisse fora muito valente. Percy com o canto dos olhos notou que Grover estava carregando Annabeth pela ponte de corda. Os meninos correram atrás de Grover e o ciclope corria atrás deles, mas ele estava todo cortado e mancava por causa dos muitos ferimentos que os meninos tinham feito nele.

Grover tinha colocado Annabeth no chão, Percy pede para Clarisse correr mais rápido e grita para o amigo pegar a faca de Annabeth. Grover começou a cortar a corda, eles correram e se jogaram em terra firme, aterrissando ao lado de Grover e com um único golpe, Percy cortou os fios restantes com a sua espada.

A ponte despencou no precipício e o ciclope uivou, mas de prazer, pois aterrissou ao lado dos garotos e gritava de felicidade, dizendo que Ninguém havia fracassado. Percy estava com muita raiva e, sem pensar, atacou com tudo o ciclope, no meio da sua barriga. O ciclope se ajoelhou urrando de dor. O garoto sem dó nem piedade atingiu Polifemo no nariz com outro golpe de espada. Percy estava possesso, cortou, chutou e bateu até que se deu conta de que Polifemo estava estatelado de costas no chão, atordoado e gemendo. Percy estava sentado em cima dele, com a espada pronta para cegá-lo de uma vez. Mas Percy não deu ouvido aos amigos que lhe disseram que um ciclope era traiçoeiro.

Percy pensou em Tyson e que talvez Polifemo pudesse ser filho de Poseidon também e ele não conseguia matá-lo a sangue frio. Percy diz a ele que eles só queriam levar o Velocino de Ouro. Polifemo diz que eles podiam levá-lo. Mas o ciclope honrou os seres da sua espécie. Agiu como um traiçoeiro e deu um golpe em Percy, jogando-o na beira do penhasco. Ele zombou do garoto dizendo que eles nunca levariam o velocino e que comeria Percy.

Percy viu que morreria ali, devorado pelo ciclope. Quando milagrosamente ouviu algo passar zunindo por cima da sua cabeça. Uma pedra do tamanho de uma bola de basquete passou por ele e foi parar na garganta de Polifemo. O ciclope engasgou e cambaleou para trás, mas não tinha para onde ele cambalear e acabou escorregando e a beirada do penhasco desmoronou e o ciclope caiu no abismo. Quando Percy viu quem o salvara ficou muito surpreso: Tyson, o seu meio-irmão.

Tyson contara aos meninos que Arco-Íris, o cavalo marinho, encontrara-o afundando sob os destroços do Birmingham e o puxara para um lugar seguro. Tyson sentiu o cheiro de carneiro, montado em Arco-Íris e acabou encontrando a ilha. Tyson era o único que poderia ir buscar o Velocino, pois ele tinha o mesmo cheiro que Polifemo e o rebanho não o devoraria.

Tyson jogou o Velocino para Percy e ele rapidamente cobriu Annabeth e rezou para que ela ficasse boa. Assim, rapidamente, a cor voltou ao rosto da garota e o corte que ela tinha na testa começou a se fechar. Tyson levou os carneiros para o mais longe possível para que os garotos pudessem fugir para a praia.

Quando eles já estavam quase alcançando o barco ouviram um tremendo rugido e viram Polifemo arranhado e esfolado, mas muito vivo andando na direção deles com uma pedra em cada mão. O ciclope estava indo diretamente para Tyson, chamando-o de traidor da espécie. Percy não foi para o barco com os amigos, permaneceu na praia junto com o seu maio-irmão para enfrentarem juntos o ciclope.

Polifemo atacou Tyson e Percy com uma árvore. Percy se segurou na árvore e caiu com os dois pés com tudo no olho do ciclope que ululou de dor. Clarisse começou a irritar Polifemo que se retou e jogou uma pedra na direção dela, mas acertou o casco do Vingança da Rainha Ana e o navio afundou bem depressa.

Percy alertado por Tyson embaixo d’água, pois como eram filhos de Poseidon, podiam se comunicar embaixo da água e chamam Arco-Íris. Ele apareceu com alguns amigos e se moveram com muita velocidade para o meio dos destroços e cada um estava levando Grover, Annabeth e Clarisse. Arco-Íris levou Clarisse e Tyson e o que carregava Annabeth levou Percy também.

Os cavalos marinhos levaram eles para longe do Mar de Monstros e Percy olhou para trás vendo que Polifemo estava gritando vitorioso dizendo que havia afogado Ninguém. Eles estavam chegando perto de Miami, mas os cavalos-marinhos não podiam ir mais longe, mais perto da praia, pois havia seres humanos demais, poluição demais e eles teriam que nadar até a praia sozinhos. Quando eles chegaram na praia, Annabeth comprara um jornal e notara que passaram-se 10 dias desde que partiram, o tempo passava de um jeito diferente em lugares monstruosos.

Grover desperta a atenção das crianças de que pelo tempo a árvore de Thalia já deveria estar morta. E eles precisavam levar o Velocino para o Acampamento naquela mesma noite, sem falta. Percy perguntou a Clarisse o que o Oráculo havia lhe dito. Percy interpretou a mensagem, pegou o dinheiro com Tyson que Hermes havia lhe dado, chamou um táxi, pegou o Velocino e deu a Clarisse. Mandou que a menina entrasse no táxi e fosse para o aeroporto, pois ela não precisava voltar para casa sozinho, voando em um avião e levando o Velocino.

Após a saída de Clarisse, Percy sentiu uma ponta de espada na sua garganta. Era Luke que tinha ao seu lado os seus homens-urso que seguravam Annabeth e Grover pela gola das camisas e o terceiro tentava agarrar Tyson, que resistia.

Luke perguntou a Percy onde estava o Velocino e Percy diz que não estava ali com eles, que fora despachado na frente, com Clarisse. Luke manda um dos seus capangas preparar o seu corcel pois ele precisava ir correndo ao aeroporto de Miami. Luke o tempo todo estava usando os meninos, fazendo com que eles se arriscassem, pegassem o Velocino para que depois ele tomasse deles sem ter o menor trabalho de ter que ir enfrentar Polifemo.

Percy chama Luke de traidor e joga na direção dele o único dracma de ouro que ele tinha no bolso. Como era de se esperar, ele se esquivou e a moeda voou para dentro do repuxo de água com as cores do arco-íris. Silenciosamente Percy rezou para que a deusa aceitasse a sua oferenda. Atrás de Luke a fonte começou a tremeluzir, só que ele precisava que todos estivessem olhando para ele, para isso puxou e destampou contracorrente. Percy faz Luke confessar que fora ele quem envenenara Thalia. Ele confessa que usou peçonha da velha Píton, diretamente das profundezas do Tártaro. Ele diz também que Quíron nada teve a ver com isso. Vai além, revela que ele iria curar Cronos com o Velocino que ele roubaria de Percy para destruir os deuses.

Luke perguntou a Percy porque ele ficara perguntando essas coisas se ele já sabia. Percy então revela todo o seu plano: para que todo o público pudesse ouvir. Luke quando olha para trás engasgou e recuou, cambaleando. Acima da piscina, tremeluzindo na névoa do arco-íris, estava uma visão em mensagem de Íris de Dionísio, Tântalo e o acampamento inteiro no pavilhão-refeitório. Todos estavam sentados, perplexos e em silêncio assistindo. Dionísio demite Tântalo, mandando-o de volta para o Mundo Inferior. Senhor D. readmitira Quíron para o cargo de diretor de atividades do acampamento.

Percy chama Luke para um duelo para que seus amigos ganhassem tempo de bolar um plano para conseguir escapar. Percy está perdendo feio o duelo, foi ferido e quando Luke ia providenciar a sua morte, eis que surge Quíron com os seus parentes pelo céu. Alguns centauros estavam armados com arcos, alguns com bastões de beisebol e outros com pistolas de paintball.

Quíron foi em direção a Annabeth e Grover, os pegou, colocando-os nas suas costas. Outro apareceu para pegar Percy e mais um para pegar Tyson. Eles conseguem escapar ilesos, mais uma vez. Ao ficar sozinho com Percy, Quíron fala com ele sobre a profecia. Ele diz que ninguém nem sabe, com certeza, se a profecia se refere a ele. Quíron fala com o garoto sobre a importância de um herói. Diz que uma arma dos imortais não pode machucar os humanos, bem como uma arma dos humanos não pode machucar os imortais. Mas o que são meio-sangue, meio deus e meio humano pode ser machucado por ambas as armas, assim como pode influenciar ambos. E por isso é que os heróis são especiais.

Mesmo que Percy não seja a criança citada na profecia, depois do que acontecera naquele dia, Cronos não mais evitará a morte de Percy, pois já entendeu que o garoto não se juntará a ele. Revela ainda que conhece muito bem Cronos, pois ele é o seu pai.

Quando Clarisse pendurou o Velocino de Ouro no galho mais baixo da árvore de Thalia, o luar pareceu clarear, tudo entrou em foco mais nítido, aos poucos as agulhas do pinheiro começaram a esverdear, perdendo o tom marrom. Todos ficaram felizes. A mágica do Velocino penetrara na árvore, enchendo-a com uma força nova e expelindo o veneno. Clarisse recebeu todas as homenagens e honrarias pela conquista do Velocino e Percy e Annabeth pareciam que nem existiam.

Com o retorno de Quíron todos acreditaram que as corridas de Biga seriam novamente interrompidas, mas ele manteve a tradicional corrida e Percy desta vez correria ao lado de Annabeth. Quando estava no estábulo, ajeitando algumas coisas que estavam ainda pendentes, Percy foi surpreendido com a visita de Hermes. Eles conversam sobre o acontecido e sobre Luke. Hermes faz Percy refletir sobre a sua relação com o seu pai, Poseidon. E aproveita e entrega ao primo uma carta escrita por seu tio Poseidon. Na carta endereçada a Percy havia apenas uma palavra: “Prepare-se”.

Annabeth e Percy venceram a corrida de Bigas e disseram para todos ouvirem que quem tinha ajudado eles a vencerem em tudo, não apenas na corrida, fora Tyson. Sem ele, eles não teriam conseguido nada, inclusive não conseguiriam até mesmo levar para o acampamento o Velocino.

Tyson revela a Percy que Poseidon se comunicara com Tyson através de um sonho, chamando-o para um estágio embaixo d’água. Percy sentiu um leve ciúme. Tyson disse que queria aprender novas coisas, fazer armas para o acampamento pois eles precisariam. Afinal Luke estava lá fora reunindo um exército, reconstituindo Cronos e estava tramando algo.

Tudo parecia estar normal no acampamento. Até que Percy foi acordado de supetão. Todos no acampamento estavam agoniados e agitados, pois algo acontecera na árvore de Thalia. E Percy ficou louco, pois quem estava tomando conta do Velocino da árvore de Thalia era Annabeth.

Ele montou em Quíron e foram correndo em direção a árvore de Thalia. Percy fica preocupado ao ver uma garota desmaiada. Ele achou que era Annabeth, mas viu que a sua amiga estava debruçada sobre outra garota que estava deitada. Percy correu em direção a elas e todos estavam de olhos arregalados sem entender e sem acreditar no que viam. Percy notou que a árvore de Thalia estava normal.

Quando se abaixou para ver como estava a garota, ao tocar nela percebeu imediatamente que se tratava de uma garota meio-sangue e diz para os amigos que ela precisava de ambrosia. Percy nunca havia visto a garota antes, mas achava o rosto dela conhecido, só não se lembrava de onde. Quando carregou a garota notou que ela estava se mexendo e acordando. Ele então perguntou o seu nome, mas ele já sabia de quem se tratava, antes mesmo dela responder que se chamava Thalia.

Então Percy entendera tudo. Desde o envenenamento da árvore, ata a busca do Velocino. Fora tudo planejado, arquitetado nos mínimos detalhes por Cronos. Ele fez tudo de caso pensado, para ter mais uma forma e uma chance de controlar o destino da profecia e Percy se deu conta de estar carregando aquela que estava destinada a ser a sua melhor amiga ou sua pior inimiga.

O que será da relação entre Percy e Thalia só saberemos no próximo volume da série, “A Maldição do Titã”. Bem como muitas outras respostas serão nos dada e também muitas outras dúvidas e questões serão levantadas. Será que Cronos conseguirá se reerguer e o mal triunfará sobre o bem? Luke mudou realmente de lado? Vamos aguardar pra conferir quais as novas aventuras que Percy viverá com seus amigos e inimigos.

Eu ouvi uma conversa (ou melhor, li uns boatos na internet) de que há um projeto de criação de uma versão do livro para o cinema do segundo livro da série. Se for verdade, ótimo. Se não for, uma pena, como já aconteceu anteriormente com alguns livros em série que fizeram muito sucesso de venda e público, mas quando adaptado para o cinema se perdeu totalmente, a exemplos de “A Bússola de Ouro”, “Desventuras em Série”, “As Crônicas de Nárnia”, dentre outros.

12
mar
10

Rick Riordan

 

O escritor Rick Riordan nasceu em 1964 em San Antonio, no Texas, onde mora atualmente com a esposa e dois filhos.

Por 15 anos lecionou inglês e história em escolas públicas e particulares em São Francisco.

Publicou uma série de mistérios para adultos, “Tres Navarre”, bastante premiada e atualmente está vendo o mercado literário elogiar muito a sua recente produção, a série infanto-juvenil “Percy Jackson e os Olimpianos”,  que surgiu pela sua paixão pela história da mitologia grega e também por conta de um de seus filhos ter dislexia. Ele decidiu criar uma história em que um garoto também possuía dislexia e mesmo assim é possível ser um herói.

Seus alunos sempre o questionavam porque não escrevia as histórias que ele contava em sala de aula em livros e, assim, surgiu a série Percy Jackson. Como Riordan também é apaixonado pela mitologia egípcia decidiu escrever também uma série de livros infanto-juvenis (“As Crônicas de Kane”) narrando as aventuras de um casal de irmãos que viverá os mistérios, segredos e fascínios do mundo egípcio.

 

Algumas de suas obras:

 

“Percy Jackson e os Olimpianos”:

“Tres Navarre”:

Série “The 39 Clues” – O primeiro foi escrito por ele, no entanto, os demais serão escritos por outros autores

  • Book 8: Sem título ainda – Gordon Korman
  • Book 9: Sem título ainda – Linda Sue Park
  • Book 10: Sem título ainda – Margaret Peterson Haddix

 




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

Blog Stats

  • 1,442,532 hits

No Twitter

RSS Ocasional

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.
março 2017
S T Q Q S S D
« abr    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Páginas

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 72 outros seguidores

Mais Avaliados