Posts Tagged ‘Percy Jackson

29
jun
10

‘Harry Potter e as Relíquias da Morte’ tem trailer liberado

Vi hoje pela manhã no site da Editora Abril a notícia de que ontem a Warner Brothers liberou o trailer oficial da primeira parte do último filme de Harry Potter e fui atrás do trailer para ver como ficou. Muito legal!

Uma série de livros que marcou gerações de crianças (e também adolescentes, porque não?) que sonharam com os bruxinhos Harry, Hermione, Ron, Gina e toda sua turma. Crianças que desejaram estudar em Hogwarts, ter Dumbledore como mentor e amigo, que quiseram dar um bom sopapo em Draco e tiveram pesadelos com Voldemort.

Em novembro estreia a primeira parte do sétimo filme baseado no também sétimo e último livro, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, da autora britânica J. K. Rowling.

Assim como no livro, no longa vamos encontrar a batalha final entre o bem e o mal, representados pelo lado de Harry Potter e seus aliados e Lord Voldemort e seus seguidores. Não sei dizer em que parte do livro a primeira metade do filme termina, mas a data prevista para a segunda metade estrear é 15 de julho de 2011. Pondo um ponto final na saga do bruxinho mais amado e conhecido em todo mundo. Será? Claro que não! Enquanto os jovens lerem os livros de Rowling, Harry e sua turma sempre estarão vivos. Afinal a literatura, a ficção e a imaginação é atemporal e imortal.

Não gosto de ler nas críticas especializadas em livros em sites, revistas e jornais quando o crítico comenta: “este livro está cotado para ser o novo Harry Potter”. Nenhum livro está cotado para ser o novo Harry Potter. HP é simplesmente HP e quem quer que seja o novo herói é outro herói. Isso para mim, essa comparação é só mais uma forma que o crítico encontra para dizer que a meninada vai gostar, que tem ação, aventura, um herói, um vilão, amigos leais, uma tentativa de despertar a curiosidade na criançada e, principalmente, por HP ser um fenômeno na literatura. Mas não necessariamente esse tipo de comportamento, esse tipo de crítica pode  funcionar.

Vamos a um exemplo claro. Novamente vou citar minha querida amiga blogueira Sandra: http://apenasumavez.wordpress.com ela me parece gostar de Harry Potter e detestou Percy Jackson. Onde quer que eu tenha lido algo sobre os livros de Rick Riordan, o autor do saga do herói filho do deus grego Poseidon, se fazia clara alusão que esses livros eram considerados os substitutos de HP, que Percy veio para ficar e ocupar o posto que antes era de Harry no coração de pequenos e grandinhos. Agora perguntem a Sandra se ela concorda com isso. Eu gosto e simpatizo com Percy, mas não o vejo como substituto de ninguém. Eu o vejo como mais uma opção de diversão para a criançada, apenas isso.

Portanto, não concordo com essas afirmações. Simplesmente não gosto disso e me reservo ao direito de não gostar e de dizer, pronto, falei.

Agora vamos ao trailer

01
jun
10

Dia Mundial da Criança

Hoje, primeiro de junho, é o Dia Mundial da Criança e em homenagem a esses pequenos seres que enchem as nossas vidas de alegrias, encantos, diversão e esperança, selecionei algumas crianças adoráveis, especiais, pentelhas, maravilhosas, mágicas e encantadoras do universo literário.

1 – O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

Ele é doce, inocente, puro e já emocionou muitas e muitas gerações de pequenos e grandes seres humanos. Assim como ele, devemos ser “responsáveis por aquilo que cativamos”.

2 – Zezé (Meu pé de Laranja Lima – José Mauro de Vasconcelos)

Qual leitor não riu das trapalhadas e travessuras do pequenino Zezé de José Mauro de Vasconcelos? Qual leitor não chorou e se emocionou com as dores e sofrimentos precoces do pequeno dono do pé de laranja-lima mais conhecido do Brasil? Zezé é aquele menino que a gente tem vontade de pegar no colo, acalentar e encher de beijos.

3 – Tistu (O Menino do Dedo Verde – Maurice Druon)

O doce menino que no final se torna aquilo que todos desconfiávamos desde o começo do livro: um anjo. Seu mágico dedo verde fez brotar não apenas plantas e flores para alegrar toda uma cidade, cultivou bons sentimentos em todos aqueles que conheceram a sua história simples e bonita.

4 – Lyra (A Bússola de Ouro – Philip Pullman)

Ela é mentirosa, sabichona, brinca com os moleques da rua, sobe em telhados, engana um urso de armadura, não gosta de tomar banho, mas mesmo assim faz todo leitor se apaixonar por ela e seu fofo Daemon, Pantalaimon.

5 – Artemis Fowl (Eoin Colfer)

O menino prodígio do crime é um anti-herói maquiavélico, seqüestrador de fadas e ladrão de ouro. No entanto, é divertido, inteligente e vive cheio de aventuras. Mexe com o imaginário infantil e prova que com amor e paciência, até os piores podem um dia se tornar bons.

6 – Harry Potter (J. K. Rowling)

Ele é o bruxinho mais amado nos cinco continentes. Quem nunca quis entrar nos livros de J. K. Rowling para ajudá-lo a superar todos os desafios a que fora submetido? Qual criança nunca sonhou estudar em Hogwarts, ter uma varinha e enfrentar os bruxos do mal ao lado do garoto que perdeu os pais pelo imenso amor que eles tinham por ele?

7 – Lucy (As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis)

Ela é um docinho, meiga, boa menina, comportada, corajosa e não mente de jeito nenhum. Uma criança assim, além de conquistar uma legião de adoradores, só podia ser mesmo destinada a ser uma princesa.

8 – Percy Jackson (Rick Riordan)

Para quem tem como pai Poseidon, o deus dos mares, ele não precisa de grandes apresentações. Um herói que carrega o peso de uma profecia, tem amigos leais, uma mãe apaixonada e vive se metendo em confusões. Ele e Contracorrente, sua espada mágica, vem conquistando muitos de fãs ao redor do mundo.

9 – Sunny Baudelaire (Desventuras em Sperie – Lemony Snicket)

Ela tem dois anos, mas dentes muito poderosos. Não fala muito bem, mas se expressa como ninguém com os seus irmãos Violet e Klaus. Uma das órfãs mais queridas da literatura. Fofa, engraçada, determinada e uma grande mestre cuca, para que mais?

10 – Emília (O Sítio do Pica Pau Amarelo – Monteiro Lobato)

Uma boneca de pano que ganha vida e com ela muitas qualidades e defeitos humanos. Ela é atrevida, desaforada, mandona, mas a boneca dos sonhos de toda menina. Até eu queria ter tido uma Emília para chamar de amiga.

É claro que outras personagens crianças mereciam e deveriam estar nesta lista, tais como Alice (“Alice no País das Maravilhas”), Charlie (“A Fantástica Fábrica de Chocolate”), Dorothy (“O Mágico de Oz”), Will (“A Faca Sutil”), Maggie (“Coração de Tinta”), Colin (“Colin Cosmo e os Supernaturalistas”), Nim (“As Aventuras de Nim”), Bruno (“O Menino do Pijama Listrado”) e tantos outros. As histórias são muitas, as personagens inesquecíveis, os autores maravilhosos. Mas convenhamos, esses dez são mesmo nota 10!

26
abr
10

Uma Nota Errada

Não dá para deixar de confessar que é legal a escrita de Gordon Korman, mas gostei muito mais do primeiro livro da série, “O Labirinto dos Ossos”, escrito por Rick Riordan. Rick tem um humor muito mais aguçado, dá aos personagens uma pitada de humor e situações engraçadas muito mais interessantes do que Korman. A personagem Dan, tem tiradas fantásticas e hilárias no primeiro livro, o que não percebi acontecer com relativa freqüência no segundo livro.

Senti falta da presença misteriosa do advogado Sr. McIntyre, de maior presença e envolvimento dos outros integrantes da família Cahill. Todos aparecem, mas são aparições curtas e pouco significativas (com exceção de Jonah Wizard) quando se comparar ao primeiro livro. Não percebi as perseguições eufóricas que Riordan nos apresentou em “O Labirinto dos Ossos”. Se não fosse a corrida de barcos em Veneza que começou no clã de Janus, pouco teria de substancial nas aventuras de Amy, Dan e Nellie.

Existe ação, não vou dizer que não há. Mas nada comparado ao primeiro volume da série. Estou julgando como leitora e admiradora da série, não como alguém que se propõe a fazer uma análise minuciosa dos livros. Até porque a proposta inicial de Rick Riordan foi lançar a primeiro livro e “passar a bola” adiante na história com a escrita de outros autores, isso sem contar um fato essencial: eu jamais li alguma obra de Gordon Korman. Portanto, não conheço seus textos e sua escrita.

Vai ver o objetivo da série seja mesmo focar a atenção nos protagonistas Amy e Dan e centralizar pouco nos demais membros da família Cahill. Não sei, realmente não tenho conhecimento de todos os detalhes da série, a proposta de cada autor designado e do próprio idealizador do projeto, Rick Riordan.

Não me decepcionei com “Uma Nota Errada”. Apenas esperei mais do livro, diante do que foi apresentado ao leitor no primeiro volume. Vamos ver como serão os demais livros, espero sinceramente que seja melhor do que esse e ao mesmo nível que “O Labirinto dos Ossos”.

Nesta nova aventura, Amy, Dan, Nellie e Saladin vão atravessar a Europa e chegarão à Áustria atrás da segunda pista dos 39 fornecidas pelo jogo mortal proposto por Grace. No início do livro, o primeiro problema é apresentado para os irmãos e sua baby-sitter: o gato Saladin se recusa a comer qualquer coisa que não seja Salmão e faz uma greve de fome, preocupando a todos, porque eles não tinham mais dinheiro para comprar um peixe caro como esse.

Os Cahill e Nellie estão a bordo do mais lerdo trem da Europa, a caminho de Viena, na Áustria, para descobrir a segunda pista sobre Wolfgang Amadeus Mozart. Desde que encontraram a primeira pista em Paris, Dan não deixara de tentar decifrar uma suposta mensagem na partitura de uma das músicas de Mozart. No entanto, por mais que ele olhasse e tentasse decifrá-la, não conseguia sair do lugar. Enquanto eles discutiam sobre a decifração da partitura de Mozart, nem imaginavam que os Holt estavam os seguindo e embarcaram no mesmo trem que as crianças. De vagão em vagão eles buscavam Dan e Amy.

Amy foi a primeira a avistar os seus parentes brutamontes e Nellie toma a decisão de protegê-los tentando atrasar os Holt dando uma de francesa maluca. No entanto, Hamilton, o filho de Eisenhower Holt, percebe e reconhece que ela não é nenhuma turista e sim a baby-sitter dos Cahill. Enquanto Nellie despistava os Holt, Dan e Amy decidem guardar a segunda pista no bagageiro, juntamente com o gato Saladin.

Como o plano de Nellie não deu muito certo, os Holt conseguiram encontrar os garotos e os agrediu, exigindo a segunda pista. Amy conta para eles que estava no compartimento de bagagens. Quando o Sr. Holt abre o compartimento, Saladin pula para fora, juntamente com vários pedaços de papel. A partitura havia sido destruída pelo gato, o que irritou profundamente os Holt e decepcionou completamente os jovens Cahill. Mas Dan declarara para Amy que ele de tanto olhar desesperadamente para a partitura desde a França em busca de alguma pista, ele decorara a partitura e desenhara outra igualzinha para Amy que ficara muito feliz pelo dom do irmão de ter uma ótima memória fotográfica. Desta vez eles deixaram a partitura muito bem guardada e longe de Saladin.

Quando os jovens Cahill saíram da estação ferroviária Westbahnof, em Viena, não sabiam que estavam sendo espionados pelos Kabra. No hotel, Dan sentou-se com seu laptop e procurou no google informações sobre Mozart e ficou horrorizado com a quantidade de sites que apareceram que falavam sobre o compositor. Em um dos sites ele e Amy encontraram a música KV617, uma das últimas que Mozart compôs antes de morrer e com a música viram a partitura. Dan percebe que é mais ou menos a mesma partitura. Na versão da internet faltavam algumas linhas. Eles desconfiaram que estas linhas que sobravam seria a pista.

Amy e Dan vão visitar a casa de Mozart na rua Domgasse que se tornara uma atração turística muito freqüentada. Após uma visita por todo o lugar, eles nada encontraram que pudesse os ajudar. Quando o tour acabou, para alívio de Dan que achara aquele programa um tédio, Amy viu que havia uma biblioteca no porão, uma biblioteca sobre Mozart. Mas não encontraram nada lá que pudesse os ajudar sobre a pista. No entanto, descobriram que Maria Anna “Nannerl” Mozart, a irmão mais velha de Mozart, era tão talentosa quanto o irmão, mas nunca recebeu tanta instrução nem exposição porque era mulher. O diário original dela estava na biblioteca. Amy preencheu depressa um formulário de solicitação e entrou para a bibliotecária idosa. Mas não seria possível ela lhes entregar o diário, pois com muito assombro, ela avisa a eles que o diário havia sido roubado.

Quando Amy e Dan voltaram para o hotel para se encontrar com Nellie e Saladin estavam desolados, de mãos vazias e frustrados, pois não havia mais esperanças para conseguirem a pista a tempo, pois quem roubara o diário estava a frente deles na busca da pista e para desvendar o caminho para a terceira pista.

Enquanto eles contava para Nellie o que acontecera na biblioteca da casa de Mozart, viram na televisão uma entrevista dada pelo pop-star Jonah Wizard. Notaram que ele estava dando a entrevista em frente a casa de Mozart, onde Dan e Amy estavam faz pouco tempo. O garoto estava chamando atenção de todo mundo e os meninos notaram que o pai dele não estava ao lado dele, mexendo como sempre no seu blackberry. Amy e Dan desconfiaram que tudo fora armado. Enquanto Jonah dava entrevista, desviando a atenção das pessoas, o seu pai teria tempo e tranqüilidade para roubar o diário.

Nellie, Amy e Dan bolam um plano para invadirem o quarto do hotel em que Jonah estava hospedado enquanto ele ia para uma festa de lançamento do seu DVD com o seu pai. Nellie se finge de faxineira do hotel para que os garotos pudessem ter acesso ao quarto de Jonah. No entanto, ela acaba errando o número do quarto onde o garoto estava hospedado e acabou tendo que atuar de verdade como faxineira, enquanto Amy e Dan desciam para o quarto correto de Jonah para procurarem o diário.

Amy e Dan vão para o quarto de Jonah e procuram pelo o diário, acabam encontrando um boneco que representava Jonah e viram que o boneco dava um golpe e ao dar o golpe um código saia. Amy achou que era um código secreto para que eles pudessem ter pistas sobre a segunda pista. Mas Dan explica para a irmã que aquele código é o que dava acesso a uma área de um site de Jonah na internet. Os meninos acabaram encontrando o diário em cima do lustre. Decidem colocar a cadeira em cima da mesa e Dan sobe na cadeira para alcançar o diário. Nellie, no outro quarto, acaba se envolvendo em uma enrascada, pois um dos seguranças do hotel aparece no quarto em que ela estava “trabalhando” e diz que ela não era funcionária do hotel, pois ela estava usando piercing e lá era proibido esse tipo de acessório. Nellie então dá a desculpa que é fã número 1 de Jonah Wizard e os seguranças acabam detendo-a. Enquanto o segurança lhe diz que ela teria que responder algumas perguntas, eles ouvem um estrondo vindo do quarto de Jonah. O segurança então chama pelo rádio vários outros seguranças, mandando que todos fossem para o quarto de Jonah.

No quarto do pop-star, Dan, em cima da cadeira, em cima da mesa, acaba tomando um tombo e caindo no chão, fazendo um barulho que chamara atenção de várias pessoas no hotel. Nellie se desespera ao pensar que os garotos estariam em apuros também e torce para que eles estejam bem e tenha conseguido pegar o diário.

Amy e Dan conseguiram pegar o diário, mas o problema agora era como eles iriam fugir. Sem ter como escapar dos seguranças, a única saída para eles era se jogar da janela para cair em cima do toldo do hotel. Por outro lado, Nellie teve que tirar uma foto e recebeu uma bronca pelo comportamento que teve. O que deixou a garota bastante apreensiva, pois ela estava em um país estranho e bem longe de casa.

Amy e Dan voltam para o quarto do hotel em que estavam hospedados e pouco depois de entrarem ouviram umas batidas na porta. Foram correndo pensando se tratar de Nellie, mas para a surpresa deles era a prima Irina, ex integrante da KGB russa. Irina pede o que os meninos roubaram do quarto de Jonah e em troca ela usaria o seu prestígio para liberar Nellie, que segundo ela fora presa pela invasão do hotel. Amy estava disposta a entregar o diário, já que Irina poderia ajudar Nellie. Mas Dan tem uma idéia melhor, resolve enganar a prima dizendo que o buscaram no quarto de Jonah fora um boneco do cantor que quando dava um golpe dava um código secreto. Irina, rapidamente, pega o boneco e vai embora. Amy ficou horrorizada, sem acreditar que o irmão fosse capaz de fazer uma loucura dessas, achou que ele havia perdido o juízo, mas Dan se sentia muito feliz por ter conseguido enganar a prima.

Pouco tempo depois, novamente bateram à porta. Para surpresa dos meninos, era Nellie. Os dois disseram que Irina realmente tinha influência para liberar Nellie da cadeia tão rápido. A baby-sitter deles dizem que ela não fora presa, apenas teve que responder algumas perguntas no hotel e teve que tirar uma foto. Dan fica chateado por ter sido enganado, quando na verdade ele achou que estava enganando Irina.

Quando Jonah e o seu pai voltaram da festa, encontraram uma equipe de funcionários do hotel limpando a bagunça do quarto. Os dois foram correndo direto para o lustre para verificar se o diário ainda estava ali. Mas para desespero deles, não estava. Jonah cobra explicações da equipe de segurança do hotel e eles mostram a foto de Nellie, dizendo que ela era uma fã louca dele e podia estar envolvida nesse acontecimento. Ele demora, mas reconhece a baby-sitter dos seus primos Amy e Dan e fica com muita raiva.

Atrás de qualquer pista que o diário possa dar, os meninos acabam não encontrando nada. Mas notam que algumas páginas do diário estavam faltando e sentiam que alguma dica estava ali, mas nada mais podiam fazer. Os três jovens e o gato vão para a cidade de Salzburgo, atrás de mais uma dica que pudesse os levar à segunda pista. Pois quando Amy tocara no piano do hotel a música da partitura que Dan desenhara para ela, uma mulher encostou em Amy e começou a cantar e diz a garota que aquele música não era de Mozart e sim de um outro cantor e que a música chamava-se “O lugar onde eu nasci”. Imediatamente Amy percebe que essa fora uma mensagem secreta trocada entr Mozart e Franklin e vão para a cidade onde Mozart nascera.

Quando eles estavam cidade já, do nada um pedestre atravessou na frente do carro em que eles estavam. Nellie já queria buzinar para reclamar do pedestre nem um pingo cuidadoso, mas Amy a detera, pois era Alistair Oh, o tio coreano deles. Amy então sugere que eles deveriam seguir o tio.

Os meninos viram que Alistair entrara em uma igreja, a arquibadia de São Pedro. Na igreja eles viram que os restos mortais de Nannerl Mozart estavam lá. Os meninos encontraram o mausoléu em que Nannerl estava enterrada e foram para as Catacumbas de Salzburgo. Amy percebera que ao redor deles, pelo menos metade do cômodo estava cheia de grandes barris velhos, empilhados até o teto e viram uma única folha de papel escondida, que parecia um pergaminho. Amy nota que é uma fórmula, mas como estava em alemão, eles não sabiam do que se tratava e tiveram a idéia de levar o papel para Nellie para que ele pudesse traduzir para eles.

Dan e Amy conseguem sair dos túneis e quando viram a luz do sol perceberam 40 pares de olhos assustados olhando para eles. Os monges beneditinos da arquibadia de São Pedro olhavam para os meninos de queixos caídos e como se os meninos não existissem de fato. Notaram o pergaminho que Amy carregava e com um grito, todos começaram a correr atrás das crianças com raiva.

Dentro do carro, Nellie viu os monges perseguindo as crianças, abriu a porta do carro para eles com pressa e quase sem conseguir se livrar dos monges, as crianças entraram no corro e conseguiram fugir. Amy conta para Nellie que eles acharam uma pista. Nellie pegou o pergaminho para traduzir e, horrorizada e com os olhos arregaçados, conta aos meninos que não se trata de pista alguma, era a receita de Bénédictine. Uma receita antiqüíssima, conhecida só pelos irmãos beneditinos há séculos. Por isso, os monges estavam correndo atrás deles, pois achava que os meninos tinham roubado a receita. Amy se sente mal e diz que eles precisavam devolver.

Nellie conta que levou Saladin para o veterinário, para ver se ele estava com pulga, pois o gato não parava de se coçar. Mas na verdade era um rastreador que fora colocada na coleira dele. Algum dos adversários dos meninos utilizaram o gato para monitorar as crianças.

Os meninos então voltaram a seguira o tio Alistair e viram que ele entrara em outra casa de Mozart e viram que o tio estava sentado de boca aberta em uma cadeira. A princípio pensaram que ele estava morto, mas como já era velho, deveria ter ficado cansado e imaginaram que ele estava dormindo. Amy e Dan pegaram a bengala do tio e sentiram que ela era muito leve. Desconfiaram e quando pegaram a parte de baixo perceberam que era um fundo falso. Pegaram um papel que estava escondido em um fundo falso da bengala e colocaram no seu lugar o rastreador que estava no gato. No papel que estava na bengala de Alistair, Nellie percebera que estava escrito em italiano e ela não entendia italiano. Mas sabia que havia algo sobre a cidade de Veneza no papel e tinha uma data: 1770. Mozart deveria ter 14 anos nesta época e ele se apresentara com essa idade por toda a Itália. O pai dele o levara para uma turnê pelo país. Então eles viajaram de carro de Viena para Veneza.

Eles começaram a seguir uma vã e viram que a vã estava seguindo uma limusine prateada. Então eles começaram a seguir a limusine. Viram que havia um estacionamento onde a limusine parou e eles estacionaram também. Viram que quem saíra da limusine fora Jonah e perceberam que ele estava se disfarçando para, nitidamente, não ser reconhecido. O que era um tanto estranho para um garoto que sempre fez questão de aparecer e ser reconhecido.

Todos entraram em uma balsa e perceberam que os meios de transporte na cidade eram a barco, balsa, gôndola ou a pé. A cidade era toda acima d’água. Os meninos continuaram seguindo Jonah e o seu pai. Viram que eles entraram em uma loja de cds e do nada eles sumira. Os meninos foram atrás enquanto Nellie ficou de lado de fora com Saladin.

Em uma das estantes de cds, Dan encontrou uma obra de Mozart e quando Amy colocou o cd em um aparelho de som e quando chegaram na última música o chão sumiu embaixo dos pés deles. Amy e Dan caíram por um túnel de metal. As laterais eram espelhadas e refletiam seus rostos cheios de pavor. Eles caíra em almofadas macias com enchimento de isopor.

Dan achou que eles tinham ido parar em outra casa de Mozart. Mas Amy diz que não podia ser. Viram obras de arte raras no local e livros que ela nunca ouvira falar. O piano do lugar começou a tocar um ragtime animado e Amy entendeu que ali era uma das bases secretas dos quatro clãs da família Cahill (Janus, Tomas, Ekatrina ou Lucian).a li era a base de Janus.

Eles estavam explorando o lugar quando ouviram barulhos de pessoas. Viram que o clã de Janus tinha uma seção dedicada ao seu músico mais famoso: Mozart. Viram Jonah e perceberam que ele estava trás de parte do diário de Maria Anna Mozart. Amy então pegou um tubo de tinta vermelha e correu em direção a um quadro com o retrato de George Washington e gritou que ou eles davam o papel que estavam escondendo ou o quadro seria destruído, todo pintado de vermelho.

Um homem gritou para que o quadro não fosse destruído e entregou aos meninos o papel que eles queriam. Com o papel em mãos, os meninos correram, mas foram perseguidos por todo clã de Janus. Conseguiram escapar por uma escada de metal e pegaram um barco. Dan começou a pilotar o barco fugindo dos barcos dos membros do clã de Janus, com Jonah na cola deles. Dan pegou os papéis e escondeu-os em uma almofada à prova d’água que estava no barco. A perseguição não parava e Dan sempre conseguia escapar de Jonah. Eles viram que havia mais a frente um engarrafamento de barcos e estariam perdidos, mas notaram também uma pequena embarcação de passeio atracado parcialmente escondida embaixo da ponte. Dan aproveitou para esconder lá, no Royal Saladin, a almofada, para o caso de serem pegos.

Parecia que Dan havia conseguido despistar os demais barcos que o perseguiam e quando recomeçara a se movimentar uma outra embarcação, um iate high-tech estava indo com tudo na direção deles. A lancha bateu com força no casco de aço do iate e se estraçalhou feito um brinquedo de madeira, então tudo ficou escuro para as crianças.

Quando eles despertaram, estavam salvos, mas em um aposento minúsculo mas bem luxuoso. Estavam no iate dos Kabra, que apareceram e exigiram das crianças os papéis que eles roubaram de Jonah, pois eles viram que Jonah estava perseguindo eles. Mas os garotos não tinham mais os papéis. Natalie então chama o marinheiro e manda que ele expulse as crianças do iate.

Enquanto isso, Nellie estava desesperada, mais do que nunca, preocupadíssima com a demora do desaparecimento das crianças. Então os viu todos molhados. Mas eles estavam mesmo preocupados com os papéis que eles deixaram no almofada no Royal Saladin, não com o frio que estavam sentindo.

Correram em direção à embarcação e perceberam que lá estava ocorrendo um casamento. Mas conseguiram resgatar a almofada e os documentos. O próximo passo para desvendar a segunda pista, aparentemente, estava em Fidelio Racco, um primo dos Cahill. Ele não era nenhum Mozart, mas tinha o seu valor. Amy e Dan foram até a galeria que Racco montara um dia. Eles foram até a casa de Racco e pagaram 20 euros para poder entrar.

Eles percorreram um corredor com móveis finos que terminava em um aposento circular. No centro, iluminado por uma luz azul, havia um cravo de mogno lustroso e era o instrumento que Mozart tocou em sua apresentação na casa de Racco em 1770.

Eles sentiam que a próxima pista estava perto, mas uma arma fora encostada na cabeça de Amy. Era Natalie Kabra. Ian entrou começou a tocar o cravo, conforme o que ele achou que o significado da mensagem no papel que os meninos roubaram do clã de Janus. Amy começou a decifrar a pista, mas quando tentou ajudar Ian para que não acontecesse o pior, já não dera mais tempo. No exato instante em que Ian apertou uma tecla, a tecla da armadilha, o cravo de Mozart explodiu jogando Amy e Ian longe. Na queda Ian bateu a cabeça no chão e ficou inconsciente. Dan então tratou de controla Natalie e acabou pegando a arma dela e atirando nela o dardo de sono que ela queria utilizar nos meninos.

Amy mesmo com o cravo destruído começou a tocar a partitura que Dan desenhara e o chão começara a tremer. Porém nada desabou, apenas uma nova abertura apareceu no chão. Apareceram espadas reluzentes, espadas de samurais. Perceberam que a próxima pista tinha a ver com Tungstênio, a matéria prima que tinha na liga de aço das espadas dos samurais.

Dan e Amy foram encontrar Nellie e contaram todas as aventuras. Dan mandou que todos fizessem as malas pois o próximo destino seria Tóquio, pois era de lá que vinham aquelas espadas.

Quem colocara o rastreador no gato Saladin para monitorar os garotos fora o advogado de Grace, o sr. William McIntyre. Mas para sua surpresa, o que encontrou não foram as crianças e sim Alistair Oh.

Encontrou-se com o homem vestido todo de preto, o misterioso homem que sempre estava espreita, e dissera a ele que os meninos encontraram o rastreador e que talvez eles fossem mais espertos do que Grace imaginava. E naquele mesmo momento em que eles conversavam, um avião rumava para o Oriente. E assim termina o segundo livro da série “The 39 Clues”.

Espero que a próxima aventura dos jovens Cahill no Japão façam jus à essa cultura milenar esplêndida e muito interessante. Desejo que o livro seja tão bom quando o primeiro, “O Labirinto dos Ossos” e melhor do que “Uma Nota Errada”.

24
abr
10

O Labirinto dos Ossos

Após a série de sucesso teen “Percy Jackson”, o autor Rick Riordan, inova mais uma vez na literatura infanto-juvenil. Desta vez a nova série “The 39 Clues” (As 39 Pistas) traz dez livros com misto de ação, mistério e história, além de ser inovada também no quesito autoria. Ao invés dos dez livros serem escritos por Riordan, outros autores contribuirão com a trama. O autor de “Percy Jackson” só escreve o primeiro livro. O que é algo bem interessante, pois o leitor poderá ter em uma mesma trama, autores com estilos diferentes, garantindo bons momentos de diversão.

A trama dos livros gira em torno de uma lendária família, os Cahill, que dividiu-se em clãs. Dois jovens órfãos, Amy e Dan terão que provar ser de fibra e muito espertos para vencerem uma perigosa competição. E, nós leitores, temos que provar sermos bastante pacientes para esperarmos os demais livros serem traduzidos, pois bate uma grande ansiedade para sabermos o que acontecerá em seguida.

O livro começa relatando que Grace Cahill, enferma que tinha como companhia durante todo o período em que esteve doente o gato Saladin, cinco minutos antes de morrer, mudara o seu testamento. William McIntyre, advogado dela, a entregara uma versão alternativa que havia sido seu segredo por sete anos. Com essa atitude, Grace estava prestes a desencadear acontecimentos que talvez causassem o fim de civilização humana.

William era um homem alto de pele enrugada. Seu nariz era pontudo feito um relógio de sol que sempre lançava uma sombra sobre um lado do rosto. Ele tinha sido o conselheiro de Grace, seu confidente mais íntimo, durante metade da vida dela. Eles haviam compartilhado muitos segredos ao longo dos anos. Mas nenhuma fora tão perigoso como aquele.

Eles conversaram enigmaticamente sobre algumas crianças serem muito novas mas que agora devem ter idade suficiente, sendo a única chance para alguma coisa, pois se elas falhassem, 500 anos de trabalho seriam jogados fora e o mundo irá acabar.

Grace estava morrendo e ainda havia tanto a se fazer, tantas coisas que ela nunca havia contado às crianças. Assim que Grace morrera, William McIntyre foi até a janela e fechou as cortinas. A porta se abriu atrás dele mas ele estava absorto na assinatura de Grace Cahill, em seu novo testamento que acabava de se tornar o documento mais importante da história daquela família.

Uma voz brusca surgira atrás dele. William dissera a ele que chegara a hora e pede que ele não deixe as crianças suspeitarem de nada. E o homem garantiu que eles não suspeitariam.

Dan Cahill achava que tinha a irmã mais chata do planeta. E isso foi antes dela botar fogo em 2 milhões de dólares. Dan estava empolgado para ir para o enterro da avó, pois pretendia fazer um dacalque do túmulo depois que todos tivessem ido embora, pois adorava colecionar coisas. Colecionava cards de beisebol, autógrafos de malfeitores famosos, armas da Guerra Civil Americana, moedas raras e os gessos que tinha usado desde o jardim de infância. No momento, o que Dan mais gostava de colecionar eram inscrições de túmulos decalcadas com carvão. Ele acreditava que sua avó não se importaria em ele decalcar do túmulo dela, pois havia sido uma avó legal quando era viva. E tendo o decalque do túmulo de Grace em sua coleção, ele sentia que talvez não sentisse tanto que ela tinha ido embora para sempre.

Amy nunca comprava briga com adultos. Tinha cabelo comprido castanho-avermelhado, diferente do de Dan, que era loiro escuro. Os irmãos, por outro lado, tinham olhos verdes como jade.

Amy tinha 14 anos e Dan 11. Geralmente Amy usava uma calça jeans e alguma camiseta velha porque não gostava que prestassem atenção nela. Mas no enterro da avó estava de vestido preto. Dan também estava vestido de modo especial: de terno e gravata que ele estava detestando, por ser incômodo.

Beatrice, a tia-avó deles, queria demitir a baby-sitter deles, Nellie, pois ela quase deixara eles botarem fogo no prédio vizinho. A cada duas semanas, Beatrice demitia a baby-sitter e contratava uma nova. Beatrice não morava com eles, pois morava no outro lado da cidade, o que agradava muito as crianças.

Nellie tinha durado mais que a maioria. Dan gostava dela porque ela fazia waffles incríveis e geralmente escutava ipod em volume de lesão cerebral. Dan ia sentir falta dela quando fosse demitida.

Por mais que Dan tentasse não ficar sentimentalóide, ele estava triste com a perda da avó. Ela sempre tinha sido a pessoa mais legal do mundo com eles. Tratava os dois como pessoas de verdade, não como crianças. Ela tinha sido uma das únicas pessoas que se importavam de verdade com eles.

A mansão da família parecia escura e sombria em sua colina, como o castelo de um lorde. Dan adorava aquele lugar, com seus bilhões de cômodos chaminés e mosaicos de vidro nas janelas.

Todo inverno Grace convidava parentes do mundo inteiro para uma semana de férias. A mansão se enchia de Cahill chineses, Cahill ingleses, Cahill sul-africanos e Cahill venezuelanos. A maioria nem usava o nome Cahill, mas Grace garantia que eram todos parentes.

Amy tinha medo de multidões e sempre que a mansão ficava cheia, ela se escondia na biblioteca com Saladin, o gato.

Perto da sepultura de Grace havia umas 400 pessoas. Dan tinha certeza que as pessoas ali só queriam a fortuna da avó.

Dan não gostava claramente da família Holt. Madison e Reagan, as gêmeas usavam no enterro agasalhos esportivos roxos combinando, rabos de cavalo loiros e sorrisos tortos. Elas tinham 11 anos, a mesma idade de Dan. O pit bull da família, Arnold, corria em volta das pernas dos donos e latia.

O irmão mais velho das gêmeas era Hamilton, o pai Eisenhower e a mãe, Mary-Todd. Todos da família Holt eram valentões. Eles tinham mãos carnudas, pescoços grossos e rostos que pareciam os dos bonecos Comandos em Ação. Até a mãe tinha cara de quem devia fazer barba e fumar charuto.

Outra família também mexia com os ânimos dos garotos: os Kabra. Ian e Natalie tinham cabelos pretos e sedosos e a pele cor de canela.

Dan reconheceu mais alguns parentes: Alistair Oh, o velho coreano da bengala com ponta de diamante.

A russa Irina Spasky, que tinha um tique no olho e por isso era chamada de Spasmos pelas costas.

Os trigêmeos Starling: Ned, Ted e Sinead, que pareciam jogadores de hóquei.

Até mesmo Jonah Wizard, o garoto da TV estava ali. Ele se vestia da mesma forma que aparecia na TV, com um monte de correntes e pulseiras de prata, jeans rasgados e uma regata preta.

Depois do enterro, um sujeito de terno cinza-carvão subiu no palanque, era William McIntyre, advogado e executor do testamento de madame Cahill. Alguns convites foram distribuídos juntamente com a programação. Amy e Dan receberam um. McIntyre diz que os convites não foram feitos ao acaso. Apenas alguns membros da família Cahill foram escolhidos pois tem mais chances de serem beneficiários do testamento de Grace Cahill. Os que receberam o convite deveriam ir ao salão principal.

Ao atravessar a entrada principal da mansão, Dan observou o brasão de pedra acima da porta. Um grande O rodeado por quatro desenhos menores – um dragão, um urso, um lobo e um par de cobras enroladas em volta de uma espada. O brasão sempre tinha fascinado Dan, embora ele não soubesse o seu significado.

No salão principal havia umas 40 pessoas ao todo. O sr. McIntyre tirou um documento de uma pasta de couro marrom e leu o testamento deixado por Grace, que dizia que divide todos os bens dela entre os que aceitarem o desafio, mas também para os que não aceitarem.

Um projetor no teto começou a funcionar e a imagem de Grace surgira. Ela diz que os escolhidos, obviamente, fazem parte da família Cahill, mas muitos não se davam conta de como é grande a importância dessa família. Ela diz que os Cahill tiveram maior impacto na civilização do que qualquer outra família na história.

Grace diz que cada um dos escolhidos tinha potencial para conseguir alcançar o objetivo. Alguns poderiam decidir formar uma equipe com outras pessoas que foram escolhidas. Outros talvez prefiram enfrentá-lo sozinhas. Mas ela acredita que a maioria vai recusar o desafio e fugir com o rabo entre as pernas. Apenas uma equipe conseguirá, e cada um deve sacrificar sua parte na herança para participar.

Ela diz que para os que aceitarem, seria fornecida a primeira das 39 pistas. Essas pistas levarão a um segredo que, se descoberto, fará deles os seres humanos mais poderosos e influentes do planeta, concretizando o destino da família Cahill.

Sr. McIntyre diz que aqueles que se recusarem ao desafio poderia receber o que estava embaixo da cadeira de cada um. Quarenta pessoas remexeram embaixo de suas cadeiras e lá havia um pedaço de papel verde com as palavras Banco Real da Escócia, um comprovante de banco que só será ativado se e quando cada um deles renunciarem ao direito de participar do desafio. Teriam que fazer uma escolha, ou receberiam um milhão de dólares ou poderiam escolher uma pista que talvez os levasse ao tesouro mais importante do mundo e os tornaria incrivelmente poderosos. Eles tinham cinco minutos para decidir.

Amy Cahill achava que tinha o irmão caçula mais chato do planeta. E isso foi antes de ele quase matá-la. Amy estava em choque, segurando o envelope que valia um milhão de dólares. Ela achava que não herdara grande coisa da avó. Ela queria apenas alguma coisa que ela pudesse se lembrar de Grace. Ela estava perdida com todo aquele mistério sobre o desafio e um segredo perigoso.

Amy odiava multidões. Ela sentia como se todos estivessem olhando para ela, só esperando que fizesse papel de boba. Naquele exato momento, tudo o que ela queria era correr para a biblioteca de Grace, fechar a porta e se aconchegar com um livro ao lado de Saladin, o gato de Grace, da raça Mau Egípcio.

Ela lembrou quando estava com a avó sentadas na grande cama de Grace e ela lhe mostrara um mapa da África desenhado à mão e contara histórias das aventuras que vivera quando era uma jovem exploradora. Ela acreditava que tinha vivido muitas aventuras, mas que Amy viveria outras muito maiores das que ela vivera.

Dan estava fazendo mil planos para comprar um monte de coisas que interessavam a um garoto da idade dele. Amy diz que se eles pegassem o dinheiro era para guardarem para a faculdade, pois a tia Beatrice só tomava conta deles por causa de Grace.

Após a morte dos pais, a garota desejara que Grace os adotassem, mas ela nunca fizera isso e pressionara Beatrice para que se tornasse a responsável legal por eles. Durante sete anos, os irmãos ficaram à mercê de Beatrice, morando em um apartamento minúsculo com uma série consecutiva de baby-sitter. A tia-avó pagava tudo, mas não pagava muito. Eles tinham o suficiente para comer a cada seis meses ganhavam roupas novas, mas nada além disso, nenhum presente de aniversário, nenhum agrado especial, nem mesadas.

Eles estudavam em uma escola pública e Amy nunca tinha dinheiro sobrando para comprar livros. Usava a biblioteca pública ou às vezes ficava no sebo de livros em Boylston, onde os funcionários a conheciam. Já Dan ganhava um dinheirinho por sua conta com seu pequeno comércio de cards colecionáveis, mas não era muito.

Os garotos passavam os finais de semana com a avó na mansão e ela sempre os tratava com atenção exclusiva, como se os dois fossem as pessoas mais importantes do mundo. Amy perguntava porque não podiam ficar com Grace o tempo todo e ela dizia com um sorriso triste que havia motivos e um dia ela entenderia.

Com o dinheiro eles poderiam ter uma maiôs independência de Beatrice, talvez comprar um apartamento maior, livros sempre que quisesse e até mesmo ir para a faculdade. Amy estava desesperada para entrar na faculdade e estudar história e arqueologia. Sua mãe talvez teria gostado disso. Ela não sabia porque ela sabia muito pouco sobre os pais e não entenderia porque e o irmão tinha o nome de solteiro da mãe, Cahill, já que o sobrenome do pai deles era Trent.

Os pais de Amy e Dan morreram em um incêndio e ela mal lembrava do rosto deles ou sobre qualquer coisa a respeito deles.

Na sala em que estavam, todos discutiam. Ficara óbvio que eles só queriam a herança de Grace e nem se importavam com ela. Amy ouviu uma voz atrás dela dizendo que o desafio seria recusado por ela e Dan. Quando se virou para olhar, viu que se tratava de Ian e sua irmã irritante, Natalie Kabra. Ian dissera que ficaria triste se alguma coisa acontecesse com ela e Dan, além do fato deles precisarem mesmo do dinheiro. De forma cruel, Natalie fingindo surpresa, humilhou os garotos dizendo que às vezes se esquecia que eles eram pobres e como era estranho eles serem parentes.

De uma forma bem estranha e querendo sempre humilhar e deixar os meninos para baico, os Kabra queriam convence-los a pegar o dinheiro e não aceitar o desafio. Amy entende isso como se eles estivessem os ameaçando e que realmente não quisessem que eles se envolvessem.

Amy e Dan ficaram especulando sobre qual seria o desafio. Será que era o tesouro uma tumba egípcia perdida ou ouro de piratas?

Então Beatrice surgira pegando eles pelos braços dizendo que não iria permitir que eles fizessem alguma besteira e ainda continuaria com a custódia deles. Ou seja, pegaria o dinheiro dos garotos.

Sr. McIntyre dissera que chegara a hora. A mente de Amy estava a mil. Ela sempre soube que os Cahill eram importantes. Muitos eram ricos e estavam espalhados no mundo todo. Mas não sabia que eles eram responsáveis pela formação da civilização como dissera o sr. McIntyre.

Ele dissera ainda que todas as conquistas da família Cahill até agora não são nada em comparação com o desafio que está diante deles neste momento. É chagada a hora deles descobrirem o maior segredo dos Cahill, de se tornarem os membros mais poderosos da família em toda a história ou pelos menos, morrerem tentando.

Amy tinha que aceitar o desafio, pois a tia Beatrice daria um jeito de roubar os dois milhões de dólares deles.

Sr. McIntyre diz que apenas um ou uma equipe vai encontrar o tesouro. Ele diz que não podia dizer mais nada pois não sabia até onde a busca iria os levar. Só podia indicar o começo da jornada, monitorar os avanços deles e oferecer uma pequena orientação.

Vários levantaram e decidiram pelo dinheiro, inclusive Beatrice.

Ian e Natalie Kabra aceitaram o desafio e eles formariam uma equipe de dois. Sr. McIntyre pegou os papéis deles que valiam um milhão de dólares e queimou e deu a eles um envelope pardo lacrado com cera vermelha. Diz que eles não poderiam lê-la até que ele desse as instruções e seriam a Equipe 1.

A família Holt inteira aceitou o desafio e formariam outra equipe.

Alistair Oh aceitou o desafio e seria ele mesmo uma equipe, a Equipe 3.

Os trigêmeos Starling correram para frente e formariam a Equipe 4.

Irina Spaky, sozinha, formaria a Equipe 5.

Jonah Wizard também aceita e forma a Equipe 6.

Só sobrara Amy e Dan para decidirem na sala. Tia Beatrice olha feio para eles. Amy estava muito indecisa, não se sentia corajosa, até ouvir a voz de Grace em sua cabeça dizendo que sabia que Amy o deixaria orgulhosa. Amy olhava para Dan e por mais chato que ele fosse, eles sempre conseguiram se comunicar só pelo olhar, e ela sabia que o irmão estava pensando em ficar com o milhão. E com olhares eles conversaram e discutiram se deveriam ou não aceitar, parecendo telepatia. Amy aceita o desafio, juntamente com Dan.

Dan desde pequeno sonhara em fazer algo que deixasse os pais orgulhosos e essa competição para se tornar o maior Cahill de todos os tempos parecia a chance perfeita. Além disso, ele adorava tesouros.

A sala estava vazia agora, exceto pelas sete equipes e pelo Sr. McIntyre.

Os envelopes foram abertos e a primeira das 39 pistas dizia que eles precisavam procurar uma pessoa para descobrir o que aparecia. Um Richard S_____ , sem o resto do sobrenome.

O sr. McIntyre diz que as 39 pistas são os grandes passos que levam à meta final. Elas são as mesmas para todas as equipes. E essa é a primeira e a única que será tão simples. Dicas e segredos foram escondidos para eles encontrarem, ou seja, pistas para as pistas. Quando na sala só ficaram Dan, Amy e William, ele disse que Grace ficaria feliz por eles terem aceito o desafio e deu um aviso a eles: todos os Cahill pertencem a um dos quatro clãs principais: Ekaterina, Janus, Tomas e Lucian.

Amy e Dan não sabiam de qual clã eles faziam parte. William diz que existe outra parte interessada a respeito da qual eles precisam saber. Não é um dos quatro clãs da família Cahill, mas um grupo que pode tornar a busca deles mais difícil. Diz para eles tomarem cuidado com eles, com o Madrigal.

Amy saiu correndo para a biblioteca de Grace atrás de pistas e Dan correu atrás da irmã. Amy começou a vasculhar os livros da biblioteca. Dan queria ajudar, mas não sabia o que devia procurar, enquanto a irmã buscava informações nos livros, ele começou a mexer em um globo e notara que abaixo do oceano Pacífico havia a assinatura de Grace, com o ano de 1964. Amy explica a ele que a avó era cartógrafa, fazia mapas e era exploradora. E ela mesma fizera aquele globo.

Amy pergunta a Dan quais lugares ela havia explorado. E quem responde é Alistair Oh que estava parado na soleira da porta, dizendo que ela havia explorado todos os continentes. Aos 25 anos ele falava seis línguas fluentemente, sabia manejar uma lança, um boomerangue e um rifle com a mesma habilidade e se orientava em quase toda grande cidade do mundo.

Amy pergunta o que Alistair queria. Ele propõe uma aliança. Dan ficara desconfiado e queria saber porque ele queria uma aliança com duas crianças. Ele diz que é porque os dois tem inteligência e juventude, um jeito novo de ver as coisas e ele, de outro lado, tinha recursos e idade. Os meninos não iam poder viajar pelo mundo sozinhos.

Amy diz a ele que cada equipe deveria atuar sozinha, pois só uma vencerá.

Amy diz que esse desafio poderá durar semanas ou até mesmo meses e eles poderia colaborar um com o outro. Afinal eles eram uma família.

Dan então pede que Alistair ajude a eles, dê uma dica de quem seja Richard S______. Onde eles deveriam procurar.

Alistair diz que Grace era uma mulher de segredos e ela adorava livros e achava estranho ter tão poucos livros ali.

Amy pergunta se ele achava que ele tinha uma biblioteca secreta e Alistair deu de ombros e sugeriu que eles se separassem e procurassem.

Dan notara que na parede acima da estante de livros havia um brasão de gesso igual ao que havia acima da parte da frente da mansão, um “C” enfeitado com quatro insígnias menores ao redor – um dragão, um urso, um lobo e um par de cobras enroladas em volta de uma espada. Ele nunca notara que os brasões menores tinham cada um uma letra gravada no meio – E, T, J, L.

Dan começou a escalar a estante, derrubando livros e cacarecos. Alcançou o brasão e percebeu o que precisava fazer. As letras estavam manchadas, mais escuras que o resto da pedra, como se tivesse sido tocadas muitas vezes.

Ele pergunta lá de cima para Amy quais era mesmo aqueles quatro clãs. Ela responde e descobrem que o símbolo do clã Ekatrina era um dragão, do Tomas, um urso, do Lucian, as cobras e de Janus, o lobo.

Dan apertou o E e a estante inteira se dobrou para fora e onde antes estava a estante havia agora uma escadaria escura, era uma passagem secreta. Dan, de forma um pouco medrosa, diz que as damas deveriam ir primeiro e abriu a passagem para Amy ir na frente e entrar na passagem secreta antes dele e Alistair.

Amy fora na frente, desceu as escadas e ficou boquiaberta ao ver tantos livros. Era livro que não acabava mais. E ela achava que a biblioteca pública em Copley Square era a melhor do mundo, mas aquela era ainda melhor.

As estantes eram de madeira escura, e os livros eram encadernados em couro e muito antigos, com títulos dourados nas lombadas. Havia mapas e fólios imensos espalhados em grandes mesas. Encostados numa das paredes, viam-se uma fileira de arquivos de carvalho e um computador enorme com três monitores separados, parecendo os que se usam na NASA. Amy ficara louca e empolgada com o lugar, pois era incrível. Eles procuraram freneticamente por uma pista sobre Richard S_______.

Lá as crianças encontraram Saladin. Amy ficara muito feliz em encontrar o pequeno felino. Para ela, ele tinha o pelo mais bonito do mundo, prateado com manchas, como um leopardo-das-neves em miniatura. Ele estava sentado em cima de uma caixa. Dan o levantara e eles viram uma caixa de mogno polido com as iniciais douradas G. C. gravadas na tampa. O coração de Amy disparara, pois ela reconheceu a caixa de jóias de Grace. Quando Amy abriu lá estavam as jóias de Grace que a garota tanto adorava desde que era criança.

Dan chamara Amy e Alistair para ver algo. Era um mapa gigante preso na parede, coberto de alfinetes. Os alfinetes eram de cinco cores diferentes: vermelho, azul, amarelo, verde e branco. Todas as grandes cidades do mundo pareciam ter pelo menos um. Todas as grandes cidades do mundo pareciam ter pelo menos um. Algumas estavam marcadas só com alfinetes vermelhos, algumas só com verde ou azul, outros com várias cores.

Amy tivera um estalo e correra para a fileira de estantes. Quando chegou à letra F encontrou o que queria: um livro minúsculo, muito surrado que chega estava se despedaçando. O título estava apagado, mas ela ainda conseguiu ler: ALMANAQUE DO POBRE RICHARD, para o ano de 1739, por Richard Saunders. Fora escrito sob um pseudônimo, sendo o verdadeiro autor Benjamin Franklin.

Ela revirou uma página do Almanaque do Pobre Richard e percebeu que havia notas rabiscadas nas margens com várias caligrafias diferentes. Amy perdera o fôlego pois reconhecera uma linha escrita em uma letra elegante em tinta roxa no pé de uma página. Ela já tinha visto aquela mesma letra em cartas antigas, tesouros que Grace lhe mostrara de vez em quando. A anotação dizia apenas “Sigam Franklin, primeira pista. Labirinto de Ossos”. Era a letra da mãe deles.

Várias gerações fizeram anotações naquele livro. Havia anotações da letra de Grace, o pai de Alistair, Gordon, de Jamil Cahill, o pai de Grace.

Alistair chama as crianças para irem embora do local. Então eles sentiram um cheiro acre no ar. Havia uma fumaça branca engrossando junto ao teto descia devagar numa névoa mortal. Era fogo. Eles tentaram subir as escadas.

Amy ficara paralisada de medo. Ela morria de medo de fogo, pois lhe trazia lembranças horríveis do passado, afinal seus pais morreram em um incêndio. Ela só despertou do pânico quando Dan dissera que eles precisavam encontrar Saladin. Como ela não deixaria nada acontecer ao gato, começou a procurá-lo. Mas os olhos deles ardiam por causa da fumaça, eles mal conseguiam respirar. A porta não se mexia, então começaram a procurar desesperadamente uma alavanca.

Amy pegara a caixa de jóias da avó e Dan estava tossindo muito, chiando atrás dela. Ele tinha asma, mas fazia meses que não sofria um ataque. Ela pensou que se Grace havia construído um aposento secreto como aquele, ela nunca faria uma única saída.

O colar favorito de Grace tinha o desenho de um dragão e o tapete oriental do local havia um desfile de dragões tecidos em seda. Todos voavam na mesma direção, como se estivessem indicando um caminho. Ela pediu que Dan a seguisse e eles seguiram os dragões e deram de frente a uma grade de ventilação com cerca de um metro quadrado. Não era muito grande, mas talvez fosse o suficiente. Amy chutou a grade com os pés e só na terceira tentativa ela caiu e revelou um túnel de pedra que conduzia para cima. Ela empurrou o irmão para cima e percebeu que ele carregava Saladin. O gato dava patadas, unhadas, rosnadas, mas Dan o segurava com força.

Eles subiram para um túnel escuro e após um tempo se arrastando, Dan parou de avançar e o garoto dissera que estava bloqueado. Ambos empurraram uma placa de pedra lisa que estava bloqueando o caminho, quando finalmente abriu, pulando por uma tampa, a luz do sol apareceu e eles rastejaram para fora, sentindo o ar livre e desabaram na grama.

Eles notaram que a mansão da família na colina era um inferno em chamas. Labaredas dançavam pelas janelas e lambiam as laterais da casa. Uma parte do telhado desabou, cuspindo uma bola de fogo no céu. Os garotos estavam arrasados.

Amy vira na estradinha de terra uma pessoa caída, um homem, o Sr. McIntyre. Mas também havia outra pessoa por perto, a uns 500 metros de distância, meio escondido entre as árvores, havia um homem de preto de pé, imóvel. Era alto e magro, com cabelos grisalhos e segurava um binóculo. Amy percebera que ele estava olhando para eles.

Para surpresa deles, viram também Alistair Oh, coberto de fuligem e fumaça correndo da entrada principal da mansão e foi, cambaleante, para a sua BMW, carregando o livro Almanaque do Pobre Richard que roubara das crianças.

Os meninos foram correndo ajudar o senhor McIntyre, fuçou os bolsos dele a procura do seu celular e ligaram para o 911.

Dan sempre quisera andar num carro de polícia, mas não daquele jeito. Ele estava sentado no banco de trás da viatura com Saladin no colo e seu peito ainda doía por causa da fumaça.

Os detetives da polícia não deram muitas respostas, parecia um incêndio premeditado e o fogo se espalhou com muita rapidez para ser um acidente.

Os irmãos discutiam como conseguiriam arranjar um adulto para poderem viajar para procurar as pistas para o tesouro. Eles precisavam de alguém que os deixasse fazer o que quisessem sem fazer muitas perguntas. Algum adulto o bastante para parecer que está tomando conta deles, mas não tão rigoroso que vá tornar-se um obstáculo. Alguém que seja inflexível.

Quando chegaram na porta do prédio em que moravam, a policial perguntou se tinha alguém em casa, alguém que tomasse conta deles. Eles responderam que Nellie Gomez estava lá, era a baby-sitter deles. A menção ao nome de Nellie dera um tipo de estalo neles. Subiram correndo as escadas com o gato e a caixa de jóias.

Ao chegarem em casa, Amy diz a Nellie que precisavam ter uma conversa com ela. Fizeram a proposta a ela que poderia lhe render bastante dinheiro. Agora os garotos ganharam total atenção dela, pois três palavras sempre funcionavam com ela: homens, comida e dinheiro.

Ela levantou com sua camiseta rasgada da bandeira da Inglaterra, jeans desbotado e sapatos plásticos cor-de-rosa. Seu cabelo parecia um monte de palha molhada – metade preto e metade loiro. Amy explica o esquema como seria. Uma viagem em que ela seria a acompanhante deles. Ela estranha o fato de tia Beatrice não estar pedindo isso e sim eles. Os meninos retrucam dizendo que a tia havia quebrado o pescoço, não todo, mas um pedaço do pescoço e dizem que é uma coisa que a família deles fazem, tipo uma caça ao tesouro e eles visitam vários lugares, podendo até mesmo durar meses. Conheceriam lugares exóticos, cheios de homens e comida. Ela não precisaria ficar com eles o tempo todo, só para as coisas de adultos, como comprar passagens de avião e se hospedar em hotéis e coisas assim. Com isso, ela teria muito tempo livre.

Então Nellie quis saber sobre o pagamento. Amy abriu a caixa de jóias da avó e virou tudo na mesa, pulando pulseiras de pérola, anéis de diamante e brincos de esmeralda. O queixo de Nellie caíra e pergunta a eles se haviam roubado aquilo tudo. As crianças respondem que era da avó deles e ela queria que eles fizessem aquela viagem, confirmando isso no testamento dela.

Nellie ao olhar para as jóias, pegou o celular e ligou para o pai avisando que pegara um trabalho extra para os Cahill e que iria viajar, talvez por meses. O pai dela ficara furioso e ela fingira que a ligação caíra para poder desligar e fechar o acordo com os jovens Cahill.

Dan tinha que seguir as ordens de Amy, levando uma única mala. Ele passara os olhos pelo quarto inteiro tentando decidir o que levar de suas coleções. Acabou pegando o laptop que comprara do professor de informática e jogara na sua sacola preta, juntamente com três camisetas extras, calças, cuecas, uma escova de dentes, seu inalador para a asma e seu passaporte.

Não sobrara quase espaço para levar mais nada. Mas ele queria levar pelo menos mais uma coisa: o seu álbum de fotografias com uma única foto de seus pais, Arthur e Hope, que sobrara do incêndio.

Dan e Amy discutem sobre a venda das jóias de Grace. Eles sabiam que não receberiam o valor que elas realmente valiam e decide vender as suas coleções, pois eles precisavam comprar passagens para três pessoas, além de hospedagem e alimentação.

Amy conta ao irmão que no dia seguinte eles começariam as buscas pelas pistas. As anotações da mãe deles dizia para eles seguirem Franklin. Eles iriam para a Filadélfia que fora para onde Franklin havia ido aos 17 anos.

Concomitantemente a isso, Irina Spasky, em Copley Square, se encontrara com Ian e Natalie Kabra. Ambos concordaram que a segunda pista não estava em Boston. Eles eram ambos do clã Lucian, assim como Benjamin Franklin e achavam que deveriam agir juntos (será mesmo?).

Eles discutem uma forma de tirar Dan e Amy de circulação, pois eram a maior ameaça deles todos, mesmo eles não se dando conta ainda. Eles acharam que precisavam eliminá-los e rapidamente. Ian e Natalie deixaram nas mãos de Irina a tarefa dela bolar uma armadilha parta tirar de circulação Amy e Dan.

Quando Nellie saiu da locadora de carros entregou para os meninos um pacote que estava no balcão da locadora endereçada a eles. Era do Sr. McIntyre. Eles ficaram desconfiados e chegaram a pensar que era uma bomba. Amy decide abrir e havia um cilindro de metal que parecia uma lanterna com uma lâmpada de vidro roxo. Amarrado ao objeto havia um bilhete em letras toscas, como se a pessoa que tivesse escrito estivesse com pressa, falando para as crianças encontrarem com ele no Independence Hall naquele dia às 8 da noite e agradeceu por eles chamarem a ambulância para eles.

As crianças ficaram esperando com Saladin em uma gaiolinha de transporte, enquanto Nellie ia buscar o carro.

Amy ficara desconfiada, pois o próprio Sr. McIntyre dissera a eles para não confiarem em ninguém. Ela achava que podia ser um truque e podia ser perigoso. Mas decidem ir. Antes de partirem de Boston, Amy comprar uns livros sobre Franklin e a Filadélfia no sebo dos amigos dela. Dan dissera que 39 era um número legal. É 13 vezes 3, também a soma de cinco números primos seguidos: 3, 5, 7, 11, 13. Além disso, se se somar as primeiras três potências de 3 dá 39.

Amy ficara surpresa, mas rapidamente imaginara que pelo pai dela ter sido professor de matemática, ele, pelo visto, herdara todo o jeito de Arthur para números. Já ela achava muito difícil decorar um simples número de telefone.

Dan queria saber o que era aquele objeto que o Sr. McIntyre mandara para eles.

Eles estavam na Interestadual 95, rumando para o centro da cidade, quando Amy, por acaso, olhou para trás e sentiu uma coceira na nuca, como se estivesse sendo observada. E, de fato, ela estava. Amy comenta com os outros passageiros do carro que eles estavam sendo seguidos. Havia um mercedes cinza, os Starling estavam há cinco carros atrás. E eles precisavam despistá-los. Nellie girou o volante para a direita e o carro deu uma guinada, cortando três pistas de trânsito. Todos ficaram apavorados, incluindo Saladin. Quando eles estavam prestes a se espatifar nos tamboretes de proteção, Nellie conseguiu subir por uma rampa de saída. Enfim eles conseguiram despistar os parentes que os seguiam. Eles pararam na Library Company da Filadélfia, um grande prédio de tijolos vermelhos bem no centro da cidade. Amy e Dan pediram que Nellie esperasse no carro com Saladin.

Amy diz ao irmão que Franklin fundara aquele lugar e havia um monte de livros do acervo pessoal dele. Dan queria saber o que Franklin tinha feito de tão importante assim. Amy lhe diz que ele descobrira que o relâmpago e a eletricidade eram a mesma coisa. Ele inventara o pará-raios para proteger os prédios e fez experiências com pilhas. Ele era um cientista, inventou várias coisas e, mais tarde, ajudou a escrever a Declaração de Independência e a Constituição dos Estados Unidos. Foi embaixador na Inglaterra e na França. Era um homem brilhante e fora famoso no mundo inteiro.

Amy adorava bibliotecárias e bibliotecários e não ficava nem um pouco tímido ao lado deles. Ela disse a eles que estava fazendo um trabalho de férias sobre Benjamin Franklin e precisava usar documentos históricos. Assim, todos se desdobraram para ajudá-la.

Os dois tiveram que usar luvas de látex e se sentaram numa sala de leitura com temperatura controlada enquanto os funcionários levaram livros antigos para eles olharem. Mas não encontravam nada que os ajudasse. Depois passaram a olhar as cartas de Franklin que ele escreveu para os amigos e parentes, pois havia morado na Europa por muito tempo.

Dan estava fazendo uma pesquisa no computador e diz à irmã que encontrara uma lanterna igualzinha à que o Sr. McIntyre enviara para eles. Se tratava na verdade de um leitor de luz negra.

A bibliotecária explica que serve para revelar mensagens secretas, mas nenhum dos documentos existentes na biblioteca havia mensagens secretas. Amy sentira um aperto no coração, pois achava que eles tinham perdido tempo ali e ela ainda não sabia o que estava procurando.

A bibliotecária diz aos meninos que alguns dos manuscritos mais famosos de Benjamin estavam em exposição durante todo o mês no Instituto Franklin que ficava no Museu de Ciências na rua 20.

Eles correram de volta para o carro e rapidamente chegaram ao Instituto Franklin. Pediram que Nellie ficasse mais uma vez no carro com Saladin.

O museu era enorme e Amy congelara quando vira um homem alto e grisalho atravessando o corredor na galeria ao lado, indo em direção ao balcão de informações e estava vestindo um terno preto. Amy manda o irmão correr. Ela achava que ele estava atrás deles para os pegar e achava que ele estava esperando pelos meninos para dar o bote assim que eles saíssem.

Amy começara a olhar para os lados procurando uma saída, até que se dera conta de que na parede bem ao seu lado havia documentos de pergaminhos amarelo, eram as cartas de Franklin. Dan procurou na mochila a pequena lanterna de luz negra. Eles procuraram documentos por documento e encontraram uma carta escrita por Franklin em Paris, em 1785, para alguém chamado Jay. Havia linhas nas entrelinhas, uma mensagem secreta de Benjamin Franklin. Embaixo havia um brasão com duas cobras enroladas em uma espada, o símbolo dos Lucian.

Amy se vira cercada pelos Starling e agradece, à pista dada pelos meninos. Ameaçam os garotos dizendo que queria uma vantagem de 30 minutos. Amy avisa que tem um homem vigiando eles, que os Starling não deveriam sair pela porta principal. Mas eles disseram que não acreditavam neles. Sinead pegara o celular e tirava uma foto da pista e foram embora.

Um barulhão de explosão assustara a todos. O prédio inteiro tremeu e os dois irmãos caíram no chão. Eles correram em direção à saída e fumaça e pó pairavam no ar. Brilharam luzes de emergência dos alarmes de incêndio. Uma pilha de entulho bloqueava a saída da galeria Franklin, como se parte do teto tivesse desmoronado. No chão, junto aos pés de Amy, jaziam o leitor de luz negra estilhaçada que fora tomada dos meninos pelos Starling e o celular de Sinead. Mas não havia nenhum sinal dos irmãos Starling.

Nellie estava histérica por uma bomba de verdade ter estourado perto deles. Achou que eles estivessem brincando. O assunto era sério. Alguém tentara matar os garotos. Ela queria levar as crianças de volta para casa, para a tia deles, mas os meninos protestaram violentamente.

Amy precisava levar Saladin e quando estavam na metade da escada do Independence Hall, William McIntyre estava encostado no prédio, meio escondido atrás de uma roseira. Ele conta aos meninos que os Starling vão sobreviver, mas estavam em estado grave e iriam ficar internados durante meses, o que queria dizer que ficariam de fora da busca.

Sr. McIntyre dissera que estava preocupado com o jeito como as outras equipes estavam tentando atingir a eles, parecendo que tinha decidido tira-los de circulação. Os meninos pensaram em desistir da disputa, mas o Sr. McIntyre diz que é tarde demais, pois a tia Beatrice estava furiosa e inclusive estava querendo contratar um detetive particular para seguir as pistas das crianças e procurar por eles.

Enquanto ela não entregar eles oficialmente para o Serviço Social, teria problemas com a lei se algo acontecesse com eles. Se voltarem para Boston, ambos seriam mandados para lares adotivos e provavelmente nem sejam colocados juntos.

Os meninos decidem continuar na disputa, mas Amy pede que o Sr. McIntyre cuide de Saladin, pois eles não teriam como cuidar do bicinho por enquanto, afinal era muito perigoso. Nem o gato nem o Sr. McIntyre pareceram satisfeitos com a decisão dos garotos.

Quando eles estavam voltando para o carro, Amy disse para o irmão que eles estavam indo para Paris, pois quando Franklin já estava bem velhinho, fora embaixador dos EUA em Paris. Todos os franceses o trataram como se ele fosse uma estrela de rock. A mensagem secreta dizia que ele estava indo embora de Paris, e a data da carta era de 1785. Amy tinha certeza que esse fora o ano em que ele deixara a França, regressando para os EUA. Então, ele deixara alguma coisa para trás em Paris. Alguma coisa que dividira o clã dele. Quando chegaram ao carro, Nellie dissera a eles que acabara de receber uma mensagem do Serviço Social de Boston. Ela ainda não dissera nada a eles, mas estava esperando uma explicação de verdade.

Amy pede mais alguns dias, pois eles precisava ir a Paris. Ela aceita mas os faz prometer que após Paris eles voltariam para casa. Dan falara para a irmã que o dinheiro que eles tinham dava para três passagens para Paris, mas não para a volta. Mas eles não podiam contar isso para Nellie, ainda.

Alistair Oh tinha acabado de sair da alfândega quando seus inimigos Ian Kabra e Natalie Kabra o espreitava. Natalie estava armada. Segurava uma boneca que na verdade era uma arma.

Os irmãos exigem que o tio Alistair os entregasse o Alamanque do Pobre Richard. Os irmãos começam a discutir sobre qual dos dois dava às ordens. Alistair Oh notara que cinco metros os separavam de um guarda. Ele conseguira chamar a atenção do guarda falando alto que esquecera de declarar as frutas frescas na alfândega. O guarda pede que Alistair o acompanhe. O seu plano dera certo. Conseguira se livrar dos sobrinhos. Os garotos ficam cheios de ódio e prometem se ver novamente.

Quando saiu do aeroporto, Alistair estava arrastando as malas em direção ao ponto de táxi, quando uma vã roxa parou na sarjeta. A parte lateral deslizou e se abriu. Um soco enorme foi desferido no rosto de Alistair e ele não vira mais nada.

Na alfândega, os meninos descobriram que Nellie falava francês, pois sua mãe dava aulas de francês e o pai dela é da Cidade do México. Portanto, ela era trilingue.

No Aeroporto Charles de Gaulle eles encontraram o primo deles, Jonah Wizard que, para variar, estava rodeado de paparazzi dando autógrafos. Nellie ficara maluca ao perceber que os garotos conheciam Jonah. Amy e Dan então contam que eles são primos.

Jonah promete dar uma carona para os Cahill e para Nellie em sua limusine. No carro, Nellie acaba achando Jonah um chato e ele propõe uma troca de apoio entre eles. Mas os meninos não acreditam muito nisso após o ocorrido com Alistair Oh. Os garotos recusam a proposta e Amy estava prestes a inventar uma desculpa qualquer quando olhou de relance pela janela e viu uma coisa que gelou o seu sangue. Viu Irina Spasky carregando o livro Almanaque do Pobre Richard. Amy imediatamente pedira que o carro fosse parado pois o hotel deles estava bem ali (a primeira desculpa que Amy pensara, para poder descer do carro). O hotel tinha um aspecto um tanto indecente, chamado Maison dês Gardons.

Eles saem do carro e Amy pede que Nellie reserve um quarto para eles no hotel enquanto ela e o irmão iam resolver um problema. Imediatamente eles partem em seguida para seguir a russa que estava de posse do livro que Amy encontrara.

Eles seguem a russa por várias ruas, dentro de um metrô, até que ela entrou num portão de ferro forjado. Ela andou até um grande prédio de mármore que parecia uma embaixada ou algo assim. Dan se escondera atrás de uma coluna e ficou observando enquanto Irina digitava um código de segurança e entrava no prédio. No portão havia uma placa que dizia se tratar do Instituto de Diplomacia Internacional.

Na placa havia o brasão dos Lucian. Ali deveria funcionar a base secreta deles, pois Paris era historicamente o território dos Lucian.

Dan queria entrar, mas Amy lembra a ele que eles precisariam de um código de segurança. Mas Dan tinha o código: 5910, pois gravara quando Irina digitara.

Eles entraram e observaram o local. Dan roubara alguns objetos criados por Franklin e colocara na mochila, com muitos protestos da irmã. Mas ela sabia que por mais que protestasse, após o irmão pegar algo não devolveria.

Eles estavam tentando sair do local, mas acabaram vendo que Irina estava conferindo algo no Almanaque do Pobre Richard e pegara um bloco de papel e estava fazendo anotações. Os meninos viram o que ela estava fazendo e anotavam um endereço: rua des Jardins, 23.

Eles ouviram a voz de alguém no corredor e fugiram, mas foram vistos e perseguidos. Após quase serem capturados, eles conseguem fugir dos guardas do local. Dan dissera a irmã que eles também precisavam montar o próprio quartel-general secreto deles. Mas Amy o chamara para a realidade dizendo que eles não tinham quase dinheiro nenhum.

Antes de voltar para o hotel eles decidem ir até a Rua des Jardins, 23. Eles precisam descobrir o que havia lá.

Uma vã de sorvete que, misteriosamente, se encontrava em diversos locais onde os outros competidores estiveram, estava os Holt. Para Eisenhower, os Cahill estavam começando a dar nos nervos dele. Além de tudo, para ele, os meninos lembravam muito os pais deles, Arthur e Hope. E ele os conhecera muito bem, e, assim teriam muitas contas a acertar com Amy e Dan.

Amy ficara se perguntando como Irina Spasky teria tomado o livro de tio Alistair e porque ela estaria interessada na ilha de Santi-Louis. Parecia ser uma armadinha, mas era a única pista que Amy tinha.

Os meninos foram procurar pela rua des Jardins, 23. mas no local não havia nenhum prédio no número 23. em vez disso, havia um minúsculo cemitério, rodeado por uma cerca de ferro enferrujado.

Nos fundos, erguia-se um mausoléu de mármore. Na frente, uma dúzia de lápides castigadas pelo tempo, inclinadas em várias direções, como dentes tortos.

Amy quando adentrou o lugar estava com uma sensação estranha de que aquele lugar não deveria ter nenhuma conexão com Franklin.

Eles se aproximaram do mausoléu e lá havia uma placa de mármore no chão em frente à porta. Amy tomara um susto pois notara que a inscrição era muito mais nova que o resto do cemitério, parecia recém-entalhada. Na placa estava os nomes de Dan e Amy e uma frase em francês que eles não entendiam o que queria dizer. Amy sentira que era uma armadilha, mas Dan dera um passo à frente e o chão desabou. A placa de mármore despencou no vazio e Dan caiu junto. Quando Amy correu em socorro do irmão, o chão terminou de desmoronar e Amy também caiu na escuridão. Eles notaram que não fora um acidente e sim uma armadilha criada por Irina.

Eles precisavam sair dali, mas não tinha como. Era um buraco sem saída. Não havia túneis, e a profundidade do lugar era mais de três metros. Sem contar que era um milagre eles não tem quebrado nenhum osso na queda. De repente uma luz veio de cima e ofuscou a visão de Amy e Dan. Os Holt estavam sorrindo para eles lá de cima. Desesperados, eles pedem ajuda. Mas os Holt não estavam dispostos a ajudar a eles. Eisenhower pergunta às crianças se lá era o labirinto dos ossos que eles estavam procurando e diz que viu no Almanaque que eles tinham que seguir o labirinto de ossos e também uma outra pista em uma outra página do livro que os garotos não sabiam: “coordenadas no quadrado”.

As crianças queriam saber como eles roubaram o livro da mão de Irina e Eisenhower diz que eles não roubaram o livro de Irina e sim de Alistair e Irina sim tinha roubado deles. Ele acha que o livro está com as crianças. Os meninos dizem que não estão com o livro, mas pedem rapidamente que os parentes os ajude.

Os Holt acabam confessando que não entendem como eles conseguiram escapar do incêndio e da bomba. Concluindo, chama os meninos de patéticos.

Dan fica exasperado ao descobrir que foram eles que colocaram fogo na mansão de Grace e detonaram aquela bomba no museu.

Eles confessam que fizeram isso para atrasar os garotos. Dam e Amy pedem que os Holt os ajude. Então ouviram um barulho e o chão começou a tremer. Um ronco forte como o de um grande motor foi ouvido por todos. Na direção da rua os Holt viram e percebem, perplexos, o que aconteceria.

Eisenhower olhou feio para as crianças e reclamou que eles criaram uma emboscada. Mas Amy e Dan não sabiam do que ele estava falando. Eisenhower então comunica que havia um caminhão bloqueando o portão com uma betoneira. E os funcionários tinham pás.

Lá embaixo no buraco, os irmãos começaram a se desesperar, pois imaginavam que eles iriam encher o buraco de cimento. Dan começara a pular dentro do buraco pedindo ao Sr. Holt que os tirasse de lá. Reagan, uma das gêmeas, se apieda dos primos e pede ao pai que pense em ajudar os meninos.

A agonia predominava dentro do buraco, fazendo com que os meninos continuassem pedindo ajuda. O Sr. Holt tirou o casaco, a jaqueta do agasalho e o colocou dentro do buraco e mandou que os meninos segurassem na manga. Rapidamente eles foram tirados do buraco, mas a betoneira havia bloqueado os portões do cemitério e seis brutamontes de macacão e capacete de segurança estavam enfileirados na cerca, carregando pás como se estivessem pontos para lutar.

O Sr. Holt convocou toda a família e eles lutaram contra os homens, que eram na verdade os seguranças da base dos Lucian. Dan ao ver a batalha e o quebra-pau na sua frente, não pensou duas vezes, abriu a mochila e tirou sua esfera prateada piscante roubada da base dos Lucian. Com a sua péssima pontaria jogou a esfera. Era para atacar os seguranças, mas acabou explodindo aos pés do Sr. Holt com um clarão amarelo ofuscante. O som fora como o de uma marreta acertando o maior tambor do mundo. Quando Amy recuperou os sentidos, viu a família Holt e os seguranças caídos no chão, nocauteados.

Dan diz que era uma granada de concussão. Então eles correm e escalam uma cerca. Quando dois brutamontes tentaram pular atrás deles, Amy pegara a pilha de Franklin que Dan também roubara da base dos Lucian e ela encostara os fios na cerca e os homens gritaram de surpresa. Voaram faíscas azuis das barras de metal, saindo fumaça das mãos dos brutamontes e eles caíram para trás, atordoados. Eles correram de volta para o hotel e contaram para Nellie o ocorrido, acabando de uma vez por todas com todas as mentiras.

Nellie, para a surpresa deles, não ficara brava, muito pelo contrário, os abraçara e estava ao lado deles, os apoiando. Amy decidira, mesmo a contragosto, fazer umas pesquisas, utilizando o laptop de Dan, pois ela não gostava de computadores. Ela descobrira que o labirinto dos ossos poderia ser uma das catacumbas, labirintos subterrâneos. Afinal, Paris é repleta de cavernas e túneis e são cheios de ossos, provenientes dos cemitérios. No século XVII, os cemitérios estavam lotados demais, por isso eles decidiram desenterrar um monte de corpos antigos (ossos na verdade) e transferi-los para as catacumbas em 1785, que foi também o último ano em que Benjamin Franklin esteve em Paris. O que significava que ele escondera alguma coisa lá embaixo.

O problema é que as catacumbas são enormes e eles não sabiam nem por onde começar a procurar. Havia uma entrada pública em frente à estação de metrô Denfert-Rochereau, sendo a única entrada pública, o que significava que todas as outras equipes também irão para lá.

Não fazia nem dois minutos que eles tinham saído da estação de metrô Denfert-Rochereau quando avistaram o tio Alistair. Nellie com raiva pelo velho ter traído e enganado as crianças, de uma surra nele com a sua bolsa. Alistair pagara um lanche para os meninos e disse a eles que os Holt roubara o livro dele e disse que há diversas maneiras de descobrir as pistas de forma diferente que as crianças, assim como provavelmente os outros competidores também encontrar as suas maneiras de encontrar as pistas.

Alistair continuava insistindo para que ele e as crianças formassem uma aliança. Ele achava, bem como todos os demais competidores, que as crianças tinham acesso à informações privilegiadas, por serem os preferidos de Grace. Mas isso não era verdade.

Ele propõe que as crianças se juntem a ele e ele daria aos meninos informações sobre os pais deles (jogo sujo, hein?). Ele diz que na verdade Arthur não era apenas um professor de matemática e poderia inclusive contar a eles mais coisas sobre a noite em que Arthur e Hope morreram.

De repente Alistair interrompeu a conversa e seus olhos fixaram-se em alguma coisa do outro lado da rua. Há uns cem metros adiante da rua, Ian e Natalie Kabra estavam abrindo caminho na multidão, andando depressa em direção à entrada das catacumbas. Alistair promete às crianças que iria detê-los pelo tempo que pudesse conseguir, para que eles pudessem descer.

Eles desceram o túnel e na entrada havia um aviso dizendo: “Parem mortais. Este é um império de morte”. O lugar era sinistro. Havia ossos humanos empilhados nas paredes feito lenha, do chão até um ponto mais alto que a cabeça de Amy. Os restos mortais eram amarelos e marrons. Havia milhões de ossos e esta era só uma pequena parte. Os ossos eram muito recentes, de 1804 e eles precisavam achar a parte mais antiga.

Eles viraram um corredor estreito e depararam com um portão de metal. Amy abriu o portão com um rangido e as datas estavam ficando mais antigos, mas não tinha luz elétrica. Eles tiveram que usar uma lanterna.

Amy achara a data de 1785. Dan perguntava porque umas caveiras estavam numeradas. Havia 16 caveiras incrustadas na pilha de ossos, dispostos em quatro linhas e quatro colunas. Três das caveiras não tinham número. O resto tinha. Elas formavam coordenadas em um quadrado. Dan decorara os números e as seqüencias. Eles precisavam sair dali para encontrar a verdadeira pista de Franklin. O que Franklin criara, o quadrado mágico funcionava como um sudoku. Dan explica que eram coordenadas. Os números que faltavam mostravam a localização exata da próxima pista.

Aplausos ecoaram pela sala. Atrás deles estavam os Kabra. Eles dizem que convenceram Irina a armar para as crianças para tirar eles de circulação. Eles queriam copiar os números e cair fora.

Amy ameaçou que se eles fizessem alguma coisa ela desarrumaria as caveiras e os números. Alistair derrubara Natalie e gritara para que as crianças corressem. Os meninos acabaram se embrenhando ainda mais fundo nas catacumbas. Correram por um tempo que pareceu-lhes horas, sem nada além da luzinha da lanterna do chaveiro de Nellie para os guiar. Mas a luz se apagou de vez.

Amy diz que ouvira um barulho. Era um trem. Eles deviam estar perto de uma estação de metrô. Tateando no escuro eles encontraram uma porta de metal. E começaram a procurar uma alavanca.

Uma escotilha se abriu e uma forte luz elétrica os cegou. Era o vão do metrô. Vários trens passaram depressa, um atrás do outro. Ele teriam que rastejar até o trilho, correr até a escada e subir até a plataforma.

Eles cronometraram o tempo de um trem e o seguinte. Eles tinham menos de cinco minutos, pois deveriam ser trilhos de trens expressos. Eles realmente teriam que correr e ser muito rápidos.

Eles se arrastaram nos trilhos, todos conseguiram, exceto Dan que estava preso pela mochila que se prenderam em um dos trilhos. Ele tirara a mochila dos ombros e tentou abri-la para pegar a foto dos pais que estava lá dentro. Mas não conseguia e o trem vinha com tudo. Nellie estava na plataforma estendendo a mão para pegá-lo. Vários passageiros faziam o mesmo, implorando que ele segurasse as mãos deles. Dan quando subira estava chorando como um bebê, pela perda da foto dos pais, mas não contara a irmã o porque de todo aquele choro.

Eles saíram da estação e foram para um café. Enquanto comiam e descansavam, Dan dissera que os números que faltavam eram 12, 5, 14. Eles pensavam que poderia se tratar de um endereço.

Foram para a Biblioteca Americana em Paris e sentaram na mesa de uma sala de conferência, examinando reproduções de documentos de Franklin. Havia uma lista de compras. Dan lera em voz alta os itens e quando ele lera “solução de ferro”, Amy sentira um estalo. Solução de ferro é um tipo de solução química usada na metalurgia e impressão.

Amy desdobrara um enorme documento amarelo que na verdade era um mapa antigo de Paris. Colocou o dedo com orgulho num ponto do mapa e apontou para a Igreja Saint-Pierre de Montmartre. E disse que era para lá que eles deveriam ir.

Quando chegaram lá, foram para um cemitério e estavam um pouco perdidos pois não sabiam o que procurar. Um trovão ecoou no céu e com o clarão do relâmpago, Dan, fã de lápides, notara algo que um mortal comum não notaria. Havia serpentes entrelaçadas na lápide de mármore. O brasão dos Lucian. Eles teriam que encarar o túmulo. No depósito de ferramentas do outro lado da igreja, pegaram emprestado uma pá grande, duas pás menores de jardinagem e uma lanterna que realmente funcionava.

A cova foi ficando mais funda com o tempo e a pá de Dan batera em uma pedra. Ele tirou a tampa de cima e achou uma placa de mármore de 1,5 metro de comprimento por 1 metro de largura.

Eles desceram pelo buraco e viram que as paredes estavam pintadas com murais desbotados. Cada figura estava pintada em tamanho maior que o natural. Na extrema esquerda havia um homem magro, de aspecto cruel e cabelo escuro. Ele tinha uma adaga quase escondida na manga. Letras pretas desbotadas aos seus pés o identificavam como “L. Cahill”. Do lado dele havia uma moça de cabelo curto e olhos inteligentes. Ela tinha na mão um mecanismo antigo com engrenagens de bronze – como um instrumento de navegação ou um relógio. A inscrição sob a barra de seu vestido marrom era “K. Cahill”. À sua direita estava um sujeito enorme de pescoço grosso e sobrancelhas peludas. Ele tinha uma espada ao seu lado. O homem cerrava os maxilares e os punhos, como se estivesse se preparando para bater com a cabeça num muro de tijolos. A inscrição dizia “T. Cahill”. Na extrema direita, havia uma mulher de vestido dourado. Seu cabelo ruivo estava preso numa trança que caía por cima do ombro. Ela segurava uma pequena harpa, como uma daquelas harpas irlandesas que Dan tinha visto no desfile do Dia de São Patrício, lá em Boston. Em sua inscrição se lia “J. Cahill”.

Nellie queria saber quem eram eles. Amy e Dan presumiram que L era de Lucian. A pessoa da figura fora o primeiro do clã Lucian.

K talvez fosse de Katrina ou Katherine, talvez do clã Ekatherina.

O T de Tomas. Ele se parecia muito com o Sr. Holt e os demais Holt.

J de Jane que fora a primeira do clã Janus. Ela tinha os olhos de Jonah Wizard.

Os quatro pareciam irmãos e irmãs. Amy apontara para a base do pedestal. Parecia uma partitura de música. Havia notas, pautas e estrofes gravadas na pedra. Havia algo chacoalhando dentro do vaso. Dan não agüentou a curiosidade e abriu a tampa. Nada de ruim acontecera. Dan tirou de dentro do vaso um cilindro de vidro tampado com uma rolha, embrulhado em um papel. As letras estavam embaralhadas, como um anagrama. Dan pegou um pedaço de papel e começara a escrever a mensagem que formou a segunda mensagem: “Se carregas isto, encarrego a ti. Liberta a verdade contida aqui”. Era a segunda grande pista das 39.

De repente, uma luz inundou a sala e ao pé da escada estava Jonah Wizard e seu pai, para variar, filmando tudo com uma câmera de vídeo. Amy mandara o primo chegar para trás, senão quebraria o vaso. Quando eles conseguiram sair do local, em segurança, correram para dentro da igreja. Comeram e deram de cara com o tio Alistair ao lado de Irina Spasky juntos.

Nellie gritou para as crianças se abaixarem e uma caixa de sorvete passara voando por cima de suas cabeças. E acertou Alistair e Irina como um bloco de cimento e derrubou ambos no chão.

Uma confusão fora armada no local. Todos os participantes estavam ali perseguindo Amy e Dan, querendo tomar deles a segunda grande pista. Os meninos subiram as escadas para a torre da igreja. Subiram até o campanário e no canto havia um sino de bronze do tamanho de um armário.

Amy se pendurara no sino e fora para o parapeito da janela. Ela mal conseguia se segurar por causa da chuva. Ela conseguira chegar ao topo. Ela queria alcançar um velho pára-raios apontando para o céu. Na base dele havia um anel de metal, como um minúsculo aro de basquete, e embaixo disso um fio terra, como o que Franklin remendara em seus primeiros experimentos. Amy enrolou o fio ao redor do pulso, então tirou o frasco do bolso. Com cuidado ela encaixou o frasco do anel de metal e o encaixe foi perfeito.

Então ela se afastou um pouco e o céu explodiu. Choveram faíscas por todo lado, chiando nas telhas molhadas. O líquido verde dentro do cilindro não era mais turvo e lamacento. Parecia ser feito de pura luz verde aprisionada num vidro. Ela tirou o frasco do anel de ferro e o guardou de volta no bolso.

Quando conseguiu voltar, ela desceu para o campanário, mas viu que Dan estava caído no chão, amarrado e amordaçado. De pé, parado ao lado dele, de uniforme militar preto estava Ian Kabra.

Ian dizia que se ela não entregasse para ele o cilindro não daria o antídoto do veneno que colocara em Dan. Na verdade, Dan não estava envenenado. Mas Amy não sabia e dera o cilindro para o primo e quando ele desamarrou Dan, o garoto dissera que não fora realmente envenenado, e que o que Amy segurava sim deveria ser o veneno. Dan ficara arrasado. Mas Amy dissera que a verdadeira pista estava no bolso de Dan, aquele papel que ele traduzira a mensagem.

Quando pegou o papel, no verso onde tinha a primeira dica que receberam, Dan percebera que as letras estavam embaralhadas. Na verdade o que se queria dizer era: “Segredo: Solução de Ferro”. Essa é a primeira peça do quebra-cabeça.

Uma figura conhecida estava descendo a rua: um homem magro, meio careca, de terno cinza, carregando uma mala de pano. Era o Sr. McIntyre.

Elees conversam e o Sr. McIntyre se oferece a Amy para vender o colar de Grace que ela estava usando. Mas ela recusa veementemente.

Ele entregou para os meninos o gato Saladin. Disse que eles não conseguiram se entender. Nellie decide não voltar para Boston e continuar ao lado dos meninos e propõe a eles que lhe paguem com o tesouro que eles iriam encontrar.

No canto direito, embaixo da última estrofe da partitura, Dan conseguira identificar três letras rabiscadas em tinta preta apagada: W. A. M.

Amy diz a Nellie e Dan que eles tinham que se apressar pois tinham que chegar a Viena, na Áustria. Pois fora lá que Wolfang Amadeus Mozart vivera (o W. A. M. da partitura).

William McIntyre se encontrara com uma pessoa na Torre Eiffel. O homem de preto dissera a William que os meninos não confiaram nele. O homem sugere que eles vigiem os garotos mais de perto e disse que na próxima vez não poderia ocorrer erros.

Ou seja, ainda muito suspense ainda está por vir.

A seqüência de “O Labirinto de Ossos”, “Uma Nota Errada” já foi lançada. Em breve trago o resumo para o blog.

A novidade boa sobre “The 39 Clues” é que desde o ano de 2008 os direitos de filmagem da série foi comprado pelo estúdio DreamWorks e há uma grande possibilidade de Steven Spielberg ser o diretor do projeto. Vamos aguardar para ver o que vai acontecer. Mas torço para que o filme seja bom, pois o livro merece que seja.

23
abr
10

No subterrâneo da fantasia

Não estou ansiosa para assistir “Alice no País das Maravilhas” e confesso que estou ficando desanimada diante de tantas críticas negativas que tenho lido a respeito do filme. Mas, de longe, essa matéria a seguir da revista Veja dessa semana, foi a mais cruel, e ouso dizer, talvez a mais injusta.

A repórter inclusive chega a sugerir que o diretor Tim Burton confundiu as duas rainhas – a de Copas, de “Alice no País das Maravilhas” com a Vermelha, de “Alice Através do Espelho”. Como se fosse possível um diretor do gabarito de Tim Burton confundir duas personagens de livros diferentes. De fato quem diz o bordão “Cortem-lhe a cabeça” é a Rainha de Copas, não a Rainha Vermelha, como esta acaba falando com freqüência no filme.

Tim Burton declarou em mais de uma entrevista que ele não estava preocupado em ser fiel ao livro. O foco dele seria nas personagens. Tanto é que a própria personagem principal, Alice, não é mais uma criança e sim uma adolescente.

No próprio trailer do filme eu pude perceber que Alice retorna ao País das Maravilhas. Tim Burton não quis simplesmente mudar deliberadamente a idade de Alice. O próprio Chapeleiro Maluco não é igual ao livro. Bem como diversas situações no País das Maravilhas.

A repórter critica ainda que no filme há lutas, guerras, o bem contra o mal e argumenta que no livro não existe luta entre o bem e o mal. Mais uma vez eu digo que o diretor não estava querendo fazer de “Alice no País das Maravilhas” uma produção fiel ao livro como aconteceu em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” que ele também dirigiu e foi de fato uma adaptação do livro.

Quando Lewis Carroll escreveu as aventuras de Alice o que as crianças gostavam de ler (ainda não consigo classificar Alice como um livro infanto-juvenil) não era o mesmo do que as crianças e jovens de hoje querem ler. Muito menos ver nas salas de cinema. As crianças de hoje querem sim batalhas entre seres fantásticos, se fosse o contrário como justificar o sucesso de “Harry Potter” e “Percy Jackson”? Tim Burton pode ter errado em um ou mais pontos, mas na minha opinião, ele não errou neste. Ele apenas modernizou a história. Mas só poderei ter mais opiniões após assistir ao filme.

Revistas  »  Edição 2161 / 21 de abril de 2010

Cinema

No subterrâneo da fantasia

 

“Alice no País das Maravilhas” parecia ser uma escolha lógica para o diretor Tim Burton. Mas sua versão do clássico do escritor Lewis Carroll é ao mesmo tempo feérica e tímida

Isabela Boscov

http://veja.abril.com.br/210410/subterraneo-fantasia-p-130.shtml

Fotos divulgação

ALICE NÃO MORA MAIS AQUI
Mia Wasikowska, no papel da Alice crescidinha: a atriz australiana seria uma ótima escolha para a personagem – se esta houvesse sobrevivido à revisão do diretor

Aventuras de Alice no País das Maravilhas, o título com que o clássico infantil de Lewis Carroll ficou conhecido desde sua primeira publicação em português, em 1865 (logo em seguida ao lançamento da edição original inglesa), tem algo de enganoso. Uma tradução mais exata – embora talvez menos convidativa – para Alice in Wonderland seria Alice na Terra dos Assombros. Pois assombros, de fato, é só o que a pequena Alice encontra a partir do momento em que cai na toca de um coelho branco (não é à toa que ele chama a sua atenção; o coelho veste uma casaca) e, no fundo dela, se descobre em um mundo cuja lógica, se é que ela existe, em nada se parece com a lógica deste mundo. Como em um delírio de febre, Alice estica ao comer um biscoito, e então encolhe ao provar uma beberagem. Depara com uma lagarta que fuma um narguilé e com um gato cujo sorriso fixo continua pairando no ar mesmo depois que ele se vai. Dá braçadas em uma lagoa feita de suas próprias lágrimas. Comemora seu desaniversário e participa de um chá da tarde com um chapeleiro que, como bem descreve seu nome, é maluco. E é convocada a testemunhar em um julgamento sobre um roubo de tortas na corte da irascível Rainha de Copas, que tem cartas de baralho no lugar de lacaios e cuja ordem mais frequente – aliás, a única que ela sabe dar – é “cortem-lhe a cabeça!”. Tudo muito curioso, mas não propriamente maravilhoso: todos esses personagens tentam provocar, hostilizar ou ridicularizar Alice – com sucesso. Ou seja, Alice não consegue ficar à vontade nem no mundo que tem de habitar, nem no mundo criado por sua imaginação (no desfecho, esclarece-se que tudo não passou de um sonho). Não surpreende, assim, que essa seja uma das histórias prediletas de Tim Burton, o diretor de Edward Mãos de Tesoura, Ed Wood e A Fantástica Fábrica de Chocolate: Burton construiu toda uma carreira sobre as dores e frustrações causadas pelos sentimentos de inadequação – os de seus personagens e também os seus. Surpreende, entretanto, que sendo Alice uma escolha tão, bem, lógica para o diretor, ele tenha demorado tanto tempo para realizar sua adaptação. Tempo demais, na verdade.

 

Tudo em Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, Estados Unidos, 2010), que estreia no país na próxima sexta-feira, tem aquele travo das ideias que foram analisadas, racionalizadas e buriladas até que a última centelha de vida fosse apagada delas. A imaginação visual de Burton, sua maior assinatura e melhor recomendação, atinge aqui um pico febril. Cada cena é uma explosão de cores, mas elas frequentemente adquirem tons biliosos. O 3D, formato para o qual o filme foi convertido depois de ter sido rodado no 2D convencional, é usado de maneira agressiva, quase vulgar. Nenhum personagem é poupado de fazer sua aparição. Vários, porém, são apresentados e logo depois largados no meio do caminho. Outros são adulterados sem que se identifique uma boa razão para tal: a Rainha de Copas, por exemplo, mantém sua personalidade, mas é chamada aqui de Rainha Vermelha, uma personagem bem diferente e que só existe em Através do Espelho, a sequência de País das Maravilhas publicada em 1871. O motivo parece ser a necessidade de contrapô-la à meiga Rainha Branca, que no filme é sua irmã e rival – Vermelha (Helena Bonham Carter) usurpou o trono de Branca (Anne Hathaway), e Alice é quem vai ter de comandar as forças do bem em uma guerra para derrubar a tirana e seus asseclas maléficos. Forças do bem? Guerra? A certa altura, Alice no País das Maravilhas, ícone da literatura vitoriana e manifesto em favor do nonsense promulgado em uma era que se inebriara do racionalismo, sai de vez do seu curso e vira uma fantasia medieval com batalhas, espadas e armaduras. Vira, enfim, uma tentativa desanimada, sem alma nem convicção, de emular sucessos da fantasia como O Senhor dos Anéis e Harry Potter e de, como neles, galvanizar o público em torno de um protagonista incumbido de uma missão messiânica. 

MALUCO BELEZA
O Chapeleiro Maluco vivido por Johnny Depp é um rebelde melancólico,- inconformado mas impotente para se erguer sozinho contra a tirania da Rainha Vermelha. No livro de Lewis Carroll, ele tem lá suas diferenças com a monarquia, mas está longe de ser esse anarquista manso: quando está sentado à sua absurda mesa de chá, é também ele um déspota – e se mostra sempre rude com Alice

 

Se há dois sintomas claros de que esta Alice passou por um processo de desnaturação, porém, eles estão, primeiro, na figura triste em que o originalmente insolente Chapeleiro Maluco se transformou: quando Johnny Depp está em cena, com lentes que deixam seus olhos repletos de melancolia do tamanho de dois pires, o filme transpira o que de fato gostaria de ser – mais uma história em que Depp assume o lugar de alter ego trágico do diretor, e em que garotas perdidas em um labirinto de silogismos provavelmente não teriam muito que fazer. O segundo e mais grave sintoma está na alteração ostensiva da protagonista, de uma menina de 10 anos para uma jovem de 19, indignada com a ideia de ter de se casar com um aristocrata tolo e sem queixo. Muito da polêmica que a obra de Lewis Carroll acumulou no decorrer de sua trajetória vem da paixão (até onde se sabe platônica, mas nem por isso menos imprópria) que o escritor alimentou por sua musa, a menina Alice Liddell, que ele conheceu quando ela tinha 4 anos (veja o quadro abaixo). É compreensível e aceitável que Burton queira passar ao largo de qualquer rastro deixado por essas sugestões de pedofilia. Mas, na ânsia de se afastar delas, o diretor e a roteirista Linda Woolverton se jogam em uma outra armadilha: transformam o enredo em uma história de superação e de celebração do girl power – uma história, aliás, muito confusa. 

Alice, agora uma protofeminista, se recusa a usar espartilho, numa liberação de sua silhueta reminiscente das queimas de sutiãs dos anos 60. Mas é também uma destilação dos mais tradicionais ideais de feminilidade: é maternal, compassiva e redentora. Quando chega a essa última etapa, aliás, adeus às formas exuberantes da australiana Mia Wasikowska, que terminam bem comprimidas sob uma armadura de metal. Mia, conhecida pela série In Treatment, mostra ser uma atriz de bom senso inato, capaz de fazer sempre a escolha mais sólida em cada situação em que é lançada. É provável que fosse uma excelente Alice – se algo de Alice houvesse restado nesta versão ao mesmo tempo tão feérica e tão tímida de Tim Burton. 

CORTEM O CABEÇÃO
Interpretada por Helena Bonham Carter, a Rainha Vermelha é a grande vilã do filme, em oposição à etérea Rainha Branca. Nos livros originais, porém, não há vilões nem mocinhos, e as duas supostas rivais até tomam chá juntas. O bordão que a Rainha Vermelha repete ao longo do filme – “cortem-lhe a cabeça” – na verdade pertence a uma terceira monarca, a Rainha de Copas, essa sim uma desvairada autocrata

 

Um clássico insolente

Lewis Carroll/Getty Images

A PEQUENA MUSA
Alice Liddell com roupas de mendiga, em foto do próprio Lewis Carroll (à esq.): o escritor disse que nunca esqueceria o dia em que conheceu a menina

“Esse foi um dia para não esquecer”, registra o diário do reverendo inglês Charles Dodgson (1832-1898) em 25 de abril de 1856. Foi nesse dia que o professor de matemática de Oxford conheceu as três filhas do reitor Henry Liddell. Gago e tímido, Dodgson adorava crianças – sentimento cuja extensão (ou cuja gravidade) até hoje suscita debates entre biógrafos e estudiosos. Parece ter se apaixonado por Alice Liddell, que ainda não contava 4 anos naquele primeiro dia inesquecível. Nos anos seguintes, Dodgson comporia histórias fantasiosas para as irmãs Liddell. A própria Alice insistiu para que ele escrevesse os contos em que ela aparecia como protagonista. Daí surgiu Aventuras de Alice Debaixo da Terra, caderno manuscrito ilustrado pelo próprio Dodgson e presenteado a sua musa no Natal de 1864 (quando o autor já andava afastado da família Liddell, possivelmente por ter proposto um matrimônio indesejado à pré-pubescente Alice). Uma versão expandida seria publicada no ano seguinte, assinada pelo pseudônimo literário do autor, Lewis Carroll, e já com o título definitivo: Aventuras de Alice no País das Maravilhas. Em 1871, Através do Espelho, novo livro protagonizado por Alice, seria o best-seller de Natal na Inglaterra. Essas duas obras estão entre as mais extravagantes já escritas para o público infantil – e Alice no País das Maravilhas, o filme, reproduz essa extravagância só na superfície iridescente, jamais no espírito.

Em um tempo em que os livros para crianças eram moralizantes, Carroll ousou apresentar uma fantasia que ridicularizava a compostura exigida às pobres crianças vitorianas. “Fale só quando falarem com você”, diz a sentenciosa Rainha Vermelha de Através do Espelho (que no filme é fundida – ou confundida – com a despótica Rainha de Copas). Alice observa que, se essa regra fosse seguida por todos igualmente, a conversa deixaria de existir. O livro exalta essa esperteza que os adultos tantas vezes tomam por insolência. Sem tal qualidade, Alice não sobreviveria ao País das Maravilhas e ao estranho mundo do outro lado do espelho. Esses são, afinal, universos de pesadelo, povoados por criaturas esquisitas que vivem aprisionadas em paradoxos lógicos e argumentos circulares. Um exemplo tão divertido quanto tenebroso é a hora do chá que nunca chega ao fim na mesa da Lebre de Março e do Chapeleiro Maluco – aliás, muito diferente do louco manso encarnado por Johnny Depp, o Chapeleiro é uma figura antipática, muito hostil a Alice. “Teria prazer em conhecer aquele coelho tagarela, mas não ambiciono a amizade do chapeleiro”, disse a poeta Christina Rossetti em uma carta para Carroll.

Embora os jogos de palavras e as alusões históricas e literárias dos dois livros de Alice só possam ser plenamente apreciados por gente grande, Carroll ainda é uma leitura fascinante para as crianças. Poucos escritores compreenderam tão profundamente a inadequação que elas sentem diante das regras implacáveis dos adultos. As raízes psicológicas dessa compreensão são talvez sombrias – mas não comprometem a beleza do livro.

Jerônimo Teixeira

 

 

14
mar
10

Percy Jackson e os Olimpianos – O Mar de Monstros

O segundo livro da coleção “Percy Jackson e os Olimpianos,” M”ar de Monstros”, traz novas e irresistíveis aventuras do garoto que descobriu a pouco tempo ser um herói, um semideus, filho do deus grego, senhor dos mares, Poseidon e seus inseparáveis amigos, Annabeth, outra semideusa, filha de deusa Atena e Grover, um sátiro, ser da mitologia grega que se disfarça de adolescente (um tanto desengonçado) quando está no mundo dos mortais.

Grover e Annabeth foram os melhores amigos de Percy no último ano e o acompanharam na sua primeira aventura para salvar o mundo. Percy sonha com Grover e fica intrigado, pois não o via desde o último mês de julho, já que o jovem sátiro partira sozinho em uma perigosa missão – da qual nenhum sátiro voltara. No sonho de Percy, Grover estava correndo sérios perigos. Ao acordar, o garoto nota uma sombra se movendo rapidamente pelo vidro da janela do seu quarto.

Pela primeira vez tudo ia bem na vida de Percy, principalmente no quesito escola. Pela primeira vez ele conseguiu passar um ano sem ser expulso por uma escola. Só faltava um dia para o ano letivo terminar, mas ele não fazia idéia de que uma série de confusões e problemas estava prestes a começar assim que saísse de casa.

Quando Percy estava tomando café e mencionou arrumar as coisas para ir para o Acampamento dos Meio-Sangue, a sua mãe lhe disse que Quíron, havia enviado uma mensagem para ela dizendo que não era seguro para Percy ir para o local naquele momento. Percy argumenta que ali é o local mais seguro no mundo para ele. Sua mãe retruca dizendo que costumava ser, mas estava acontecendo alguns problemas. Entretanto não quis contar do que se tratava, não antes do anoitecer, quando eles estariam juntos novamente para conversar sobre isso.

Na escola, Percy tinha um amigo chamado Tyson. Um garoto sem-teto que fora abandonado pelos pais quando era muito pequeno, provavelmente por ser tão diferente. Tinha um metro e noventa de altura e o físico do Abominável Homem das Neves, porém era muito sensível e tinha medo de praticamente tudo. As crianças da escola descobriram que apesar de todo aquele tamanho, Tyson era bobo e sentiam prazer em atormentá-lo. Percy era seu único amigo.

Matt Sloan, um garoto irritante e pé no saco apareceu durante a aula de educação física acompanhado de alguns garotos bem estranhos que estavam visitando a escola, mas que estudariam lá no próximo ano. Eles se dividem em times para uma partida de um jogo.

Tayson comenta que os novos amigos de Sloan tinham um cheiro engraçado e Percy foi atingido por uma bola violentamente na barriga. Ao ponto dele cair sentado, o que levou o outro time a dar muitas gargalhadas. Percy sentiu as vistas turvas e não conseguia acreditar que alguém fosse capaz de lançar uma bola com aquela força toda. Tyson gritou para o amigo se abaixar e foi por pouco. Ele viu uma bola zunindo pelo seu ouvido.

Um dos visitantes se referiu a Percy por Perseu Jackson. O modo como a criatura havia chamado o nome de Percy lhe deu um fio na espinha e ele se deu conta de que ninguém o chamava de Perseu, só quem conhecia a sua verdadeira identidade, sejam eles amigos ou inimigos. Com um estalo Percy se lembrou de Tyson lhe dizendo que eles tinham um cheiro gozado. Só podia ser monstros. Foi quando ele notou que os visitantes estavam ficando maiores, não eram mais garotos e sim gigantes de dois metros e meio de altura, com olhos selvagens, dentes pontudos e braços peludos tatuados com cobras, dançarinas havaianas e corações.

As crianças ficaram enlouquecidas no ginásio, correndo de um lado para o outro tentando fugir e se protegendo dos ataques dos monstros. Percy pede aos monstros para deixar as crianças irem embora, mas eles dizem que não deixariam seus petiscos fugirem.

Várias bolas com fogo ao redor, de bronze, o tamanho de bolas de canhão foram atiradas contra Percy e as outras crianças, destruindo o ginásio da escola. Percy tenta chamar a atenção do treinador Nunley, mas os mortais muitas vezes eram atingidos por uma força mágica chamada “A Névoa” que disfarçava aos seus olhos a verdadeira aparência dos monstros (lestrigões) e dos deuses. Desta forma, os humanos tendem a ver apenas o que conseguem compreender. Diante disso, o treinador ao ouvir o garoto lhe chamando, apenas ergueu os olhos, sonolento, e pareceu não ter visto nada de anormal.

Percy procurou Contracorrente, sua espada mágica que tinha forma de uma caneta à vista dos humanos, no bolso da calça para se defender do ataque de monstros, mas se lembrou que não estava de calças e sim com o uniforme de educação física, estando portanto, completamente indefeso.

Tyson parte em defesa do amigo e Percy se desespera achando que Tyson iria morrer. Mas o grandão consegue segurar o ataque das bolas flamejantes dos monstros, jogando de volta para eles, atingindo-os bem no peito, fazendo com que os gigantes se desintegrassem.

Percy não acreditava que após o ataque o amigo estivesse são e salvo, sem ter qualquer tipo de queimadura nas mãos e achou isso muito estranho. Quando a situação estava ficando feia para Percy e Tyson, eis que surge Annabeth para ajudá-los e avisa que Percy precisa encontrar-se com ela quando toda essa confusão no ginásio terminar. Sem ter muito tempo para explicar o motivo do seu aparecimento repentino, ela colocara o boné de beisebol dos Yankees, um presente mágico da sua mãe, a deusa Atena, que lhe dava o poder de desaparecer e sumiu.

O ginásio estava uma catástrofe, todo destruído e com chamas para todos os lados. O diretor surge e o infame do Matt Sloan acusa Percy de ter feito aquilo no ginásio. E o professor confirma a acusação feita pelo garoto. Percy sabia que ninguém jamais acreditaria nele, então chama Tyson para ir com ele e foge do ginásio. Em um beco ali perto, Annabeth estava esperando por Percy. A garota quer saber onde o amigo encontrara Tyson.

Percy olha novamente para as mãos de Tyson e se diz surpreso por ele não estar com as mãos queimadas. Annabeth resmunga que é claro que ele não está com as mãos queimadas e que na verdade ela estava surpresa é que os lestrigões tenham tido coragem de atacar eles com Tyson por perto.

Percy quer saber o que são os lestrigões e Annabeth responde que são monstros, uma raça de monstros gigantes canibais que vivem no extremo norte e que é incomum se ver eles tão ao sul.

O filho do deus do mar conta o sonho estranho que teve com Grover e Annabeth lhe diz que está acontecendo um problemão no acampamento e que eles precisam ir para lá naquele mesmo momento. Diz a Percy que monstros a perseguiram por todo o caminho desde a Virgínia, tentando detê-la. Ela pergunta quantos ataques ele sofreu e Percy responde que nenhum o ano todo. Annabeth acha estranho, mas quando olha para Tyson, entende.

Eles estavam fugindo da polícia e precisavam ser rápidos, pois as sirenes estavam perto. Annabeth tirou uma moeda de ouro do bolso, um dracma, a moeda corrente do Monte Olimpo. Tinha a efígie de Zeus gravada de um lado e o edifício Empire State do outro e gritou: “Pare, Carruagem da Danação”. Então atirou a moeda na rua e o dracma afundou e desapareceu e no lugar onde a moeda desapareceu, um líquido vermelho com sangue começou a borbulhar irrompendo um carro daquele lado. Era um táxi cinza-escuro.

Dentro do táxi havia três senhoras sentadas no banco da frente: Vespa, Ira e Tempestade. Elas só tinham um olho para as três, o que deixou Percy em pânico. Na confusão pela briga pelo olho, as três lutam dentro do carro e o olho acaba voando para o colo de Percy que o repele e terminada a confusão pela disputa, eles conseguem chegar ao acampamento. As irmãs dão a Percy quatro números: 30, 31, 75 e 12, mas não explica para que serviam e o que significavam.

Quando saíram do táxi, eles viram que na Colina Meio-Sangue havia um grupo de campistas e eles estavam sob ataque. Uma batalha violenta estava acontecendo na colina. Dois touros estavam atacando os guerreiros filhos de Ares sob a liderança de Clarisse.

O que preocupou Percy não eram os touros em si, mas o fato de que as fronteiras mágicas do acampamento não permitiam que monstros passassem além da árvore de Thalia, mas mesmo assim os touros de metal estavam fazendo isso.

Annabeth chama Percy para ajudar Clarisse e ela diz também que eles iriam precisar de Tyson. Percy imediatamente pegou a espada de bronze Anaklusmos, ou como era mais conhecida, Contracorrente. A luta começa para Percy. Ele defende e ajuda Clarisse e quando ele é atacado, Tyson parte para cima dos touros e defende o amigo. O “garoto” destrói os dois touros.

Annabeth diz a Percy que deixou Tyson cruzar a fronteira para salva-lo, caso contrário ele teria morrido. Percy não entende o que Annabeth quis dizer com deixar ele cruzar a fronteira. Annabeth pergunta a Percy se ele já olhara para Tyson com atenção. Para o rosto dele e manda o garoto ignorar a Névoa e realmente olhar para Tyson.

Percy se esforçou para focalizar o nariz do amigo e os olhos. Então viu que ele tinha apenas um olho bem no meio da testa e se tocou que Tyson era na verdade um ciclope. Um bebê ciclope, pela aparência, por isso ele não se queimou quando aparou as bolas de fogo, pois os ciclopes são imunes ao fogo.

Annabeth explica a Percy que Tyson é um dos órfãos sem-teto. Diz que eles são erros, são filhos de espíritos da natureza e de deuses. Diz que ninguém os quer e são jogados de lado, crescendo nas ruas, sozinhos. Annabeth diz que eles precisam leva-lo até Quíron e deixar que ele decida o que fazer.

Percy e Annabeth ficam sabendo através de Clarisse que Quíron foi destituído do cargo de diretor de atividades do acampamento desde que a árvore de Thalia foi envenenada. Quem estava ocupando o seu cargo agora era Tântalo.

Thalia, Luke e Annabeth estavam sendo levados para o acampamento por Grover. Estavam sendo perseguidos por monstros e a garota resolveu mandar os amigos entrarem no acampamento em segurança enquanto ela montava resistência ali. Mas Thalia acabou sendo morta e Zeus, seu pai, apiedou-se pela garota e transformou-a em um pinheiro, para que o seu espírito reforçasse as fronteiras mágicas do acampamento, protegendo todos eles dos monstros.

Percy explica para Tyson como funciona o acampamento e ele fica curioso querendo saber o que era cada coisa do lugar. Explica também que os “Três Grandes”, – Zeus, Poseidon e Hades fizeram um pacto depois da Segunda Guerra Mundial para não ter mais filhos com mortais, pois essas crianças são mais fortes que os meio-sangues normais e imprevisíveis demais, já que quando ficavam zangados, tendiam a causar problemas. E o pacto foi quebrado duas vezes. Por Zeus, ao gerar Thalia e por Poseidon, ao gerar Percy.

Quíron recebe as crianças com muito carinho e, Tyson, deslumbrado, chama o centauro de pônei. Quíron parece não se incomodar e explica aos garotos que o veneno utilizado contra o pinheiro de Thalia é algo do Mundo Inferior e deve ter vindo de algum monstro da profundeza dos abismos de Tártaro.

Percy acreditava que o verdadeiro culpado era Cronos, que como é imortal, mesmo após ser derrotado nas últimas aventuras de Percy, ainda estava vivo lá embaixo no Tártaro sofrendo a dor eterna, faminto por retornar e se vingar do Olimpo.

Quíron explica aos meninos que o vale inteiro estava sentindo o choque do veneno e as fronteiras mágicas estavam se deteriorando. Como conseqüência, as fronteiras mágicas e o próprio acampamento estavam morrendo. Apenas uma fonte de magia seria forte o bastante para anular o veneno, mas ela foi perdida séculos atrás, o velocino.

Tântalo se apresenta às crianças do acampamento que ainda não o conheciam. Percy descobre que Tântalo é um espírito dos Campos de Punição. O ser ficava em pé na lagoa com a árvore frutífera logo acima, mas não podia comer nem beber. O que significava que ele não podia nem comer nem beber como castigo por algo muito sério que ele fizera. Mas Percy ainda não sabia o que era.

Eles começaram a discutir o que fazer com Tyson e onde ele dormiria, o que para surpresa de todos, ao que todos não esperavam, foi vista uma luz verde brilhante de um tridente acima da cabeça do ciclope. Poseidon o reclamou como filho da mesma forma como no ano anterior reclamara Percy como filho. Tântalo caiu na gargalhada ao descobrir que o ciclope e Percy eram meio-irmãos. Agora Percy teria um companheiro de chalé. Tântalo, para surpresa e apreensão de todos, restabelece no acampamento as corridas de biga que estavam suspensas, pois jovens morreram e ficaram mutilados.

Os campistas ficam animados criando e construindo as bigas dos seus chalés. A corrida é lançada e os pombos demoníacos começam a atacar os expectadores que estavam na arquibancada assistindo a corrida. Percy, Annabeth e Tyson começaram a atacar os pombos para defender o acampamento. Tem uma idéia, vão até o chalé de Quíron e pegam o rádio do antigo diretor de atividades, colocam uma música bem alta, o que acaba surtindo o efeito desejado: afastando todos os pombos.

Tântalo diz que os culpados da confusão foram Percy, Annabeth e Tyson, mandando eles para o castigo e deu a vitória da corrida pra Clarisse que em momento algum parou de correr com sua biga para defender os campistas que estavam sendo atacados. Percy mais uma vez sonha com Grover que conta ao garoto que ele precisava ajudá-lo, ele estava preso em uma caverna, em uma ilha, no mar.

Grover conta ao semi-deus que os sátiros jamais voltam de sua missão porque o Polifemo, o ciclope, se diz um pastor, mas é uma armadilha, depois ele come os sátiros. Grover diz que a conexão empática que ele estabeleceu com Percy estava funcionando e as emoções deles estavam ligadas. O que significava que se Grover morresse, Percy ou também morreria ou viveria anos em estado vegetativo. Diz que só está vivo ainda porque enganou o ciclope, fingindo ser uma mulher que usa perfume de carneiro para agradar ao ciclope e estava vestido de noiva pois prometera casar com Polifemo. A sorte dele era que o ciclope não enxergava muito bem.

Grover estava no Mar de Monstros, mas não sabia explicar exatamente onde ficava. Annabeth conversa com Percy e lhe pergunta se ele se lembra o que as Irmãs Cinzentas do táxi disseram que sabia onde estava aquilo que Percy procurava e mencionaram Jasão. Elas na verdade disseram a Jasão onde encontrar o Velocino de Ouro. O velocino leva para quem o possui prosperidade à terra, os animais param de adoecer, as plantas crescem melhor, as colheitas são fartas, nunca são atingidos por pragas, cura doenças, fortalece a natureza e limpa a poluição.

O velocino poderia curar a árvore de Thalia e deixar as fronteiras do Acampamento Meio-Sangue muito mais fortes. Porém o velocino está desaparecido há séculos e centenas de heróis já buscaram por ele e não tiveram sorte. Percy acredita que Grover encontrou o velocino e eles teriam que salva-lo.

Annabeth está apreensiva, pois eles teriam que enfrentar Polifemo, o pior dos ciclopes e só existia uma ilha onde ele pode estar: o Mar de Monstros. O mar onde todos os heróis atravessam em suas aventuras. Costumava ficar no Mediterrâneo, mas como tudo muda, ele também muda de lugar quando muda o centro de poder do Ocidente. Então agora o Mar de Monstros fica na Costa Leste dos Estados Unidos, logo a noroeste da Flórida, o Triângulo das Bermudas.

Percy, por ser filho do deus do mar, considerava que não deveria ser muito difícil encontrar a ilha. Mas eles precisavam falar com Tântalo, para que ele aprovasse uma missão e tinham certeza que ele diria não, pois o novo diretor não perderia a chance de negar o pedido. Eles então decidem contar a todos durante a noite na fogueira. E, com todos pressionando, ele não poderia dizer não.

Á noite eles revelam que sabem onde está o Velocino de Ouro e que ele é a esperança para salvar o acampamento. E que inclusive tinha as coordenadas de navegação para chegar ao Mar de Monstros: 30, 31, 75 e 12 – 30º – 31 minutos norte/ 75º – 12 minutos Oeste.

Os campistas pressionaram, como os garotos previram, para que Tântalo liberasse uma missão. Ele parecia não estar se importando muito com que o acampamento fosse salvo. E concordo em liberar que uma missão acontecesse. Mas nada saiu como Percy havia planejado. Tântalo determina que Clarisse liderasse a missão e fosse se consultar com o Oráculo na Casa Grande e que escolhesse dois companheiros de missão.

Percy, arrasado, sai do acampamento e ouve uma pessoa falar com ele: Hermes, o deus dos ladrões, dos mensageiros e dos viajantes. E também o pai de Luke, o campista que tentou matar Percy no ano anterior. Hermes diz a Percy que ele deveria ir à missão e oferece ao garoto dois presentes: uma garrafa que funcionava como uma bússola e destampando-a vai se libertar os ventos dos quatro cantos da Terra para despachá-lo mais depressa em seu caminho. A tampa deveria ser desenroscada só um pouquinho, pois os ventos são sempre inquietos e se todos os ventos escaparem de uma vez…

O segundo presente era um pequeno frasco de plástico cheio de pastilhas de vitaminas que eram poderosas. Hermes aconselha ao garoto, o seu primo, que não tome uma delas a não ser que precise muito, muito mesmo. Ele explica que está ajudando ao garoto para que ele possa salvar muitas pessoas nesta missão, não apenas o amigo dele, Grover.

Hermes diz que Percy teria um prazo mais curto do que imaginava para completar sua missão e os amigos dele deveriam estar chegando mais ou menos agora. Percy ouviu Tyson e Annabeth chamando o seu nome ao longe. Hermes entrega três malas para Percy (três sacos de viagem amarelos) a prova d’água e que Percy deveria pedir ajuda a Poseidon para chegar até ao navio que parecia um cruzeiro que estava brilhando ao longe.

Hermes diz que Percy tem que decidir ir para uma missão em cinco minutos, pois as harpias chegarão para comê-lo. Os garotos montam em três cavalos marinhos enviados por Podeison e vão em direção ao navio. Assim que chegaram, Tyson sente novamente um cheiro estranho. Os meninos vasculham o navio inteiro e não encontram ninguém.

Enfim descansaram, dormiram e no dia seguinte ao acordarem com um apito do navio ouviram uma voz no alto-falante. Os garotos viram pessoas com olhos vidrados no navio como se tivessem hipnotizados. Viram também monstros e se esconderam ao verem Luke. Os meninos ficaram agoniados para descobrir o que Luke estava aprontando. Decidem segui-lo e através dos poderes de Tyson com sua superaudição conta para os meninos o diálogo que está ocorrendo lá dentro. Imitando as vozes de Luke e dos seres sinistros que estão ao lado dele. O que fez Annabeth estremecer por ouvir Tyson imitar as vozes dos outros envolvidos na conversa. Mas Percy manda ele recomeçar a repetir o que estava ouvindo. O que deixou as crianças de cabelo em pé, pois Luke revelava que fora ele quem envenenara a árvore de Thalia.

Mas os seres descobriram, de alguma forma, que os meninos estavam do lado de fora, o que é uma surpresa e tanto para Luke, encontrar os dois primos dele lá fora o espionando. Ele então tenta convencer os dois a juntarem-se ao bando que ele esteve liderando. Com a intenção de destruir o Ocidente para refazer o mundo do zero. Ele gostaria de ter ao seu lado Annabeth, por causa da sua inteligência. Tenta convencer a prima, dizendo que ela merece coisa melhor do que ir atrás de uma missão sem chances para salvar o acampamento. Informa a eles que a Colina Meio-Sangue será invadida por monstros em menos de um mês e os heróis que sobreviverem não terão escolha senão juntar-se a eles ou serem caçados até a extinção.

Luke revela coisas a Percy que só saberia se tivesse um espião no acampamento, com as coordenadas 30, 31, 75, 12. Mais uma vez Luke tenta convencer Annabeth através de recompensa, dizendo que eles tem amigos poderosos, patrocinadores ricos para comprar aquele navio de cruzeiro em que eles estavam e muito mais. Tenta persuadir Percy dizendo que a mãe dele nunca mais precisará trabalhar, disse que ele poderia comprar uma mansão para ela, que ele teria fama, poder e tudo que quiser. E Annabeth poderia realizar o sonho dela de ser arquiteta e construir um monumento para durar mil anos, um templo para os senhores da nova era.

Com a recusa dos meninos, Luke manda os ciclopes que agora o obedecem, levar os garotos para alimentar os dragões. Mas as crianças conseguem fugir para os botes salva-vidas que estavam pendurados ao lado do navio com a ajuda os ventos da garrafa térmica dada por Hermes. Percy nota que o seu senso de direção e orientação ficava perfeito no mar, por causa do seu pai, Poseidon. Eles conseguem escapar e vão em direção ao caminho indicado por Annabeth e Percy notou que a amiga estava levando-o para um esconderijo meio-sangue e perguntou, pasmo, se fora ela quem tinha feito aquele lugar. Ela respondeu que fora feito por ela, Thalia e Luke. Eles eram fugitivos se escondendo de monstros, sobrevivendo sozinhos antes que Grover os encontrasse e tentasse leva-los para a Colina Meio- Sangue. Annabeth fora cuidada e protegida por Luke e Thalia. Toda vez que a amiga falava do tempo que passara ao lado de Thalia e Luke, Percy se sentia desconfortável, enciumado.

Eles saem do acampamento para verificar um fato muito estranho: perto de onde estavam escondidos, Tyson encontrara uma loja de conveniências Donuts Monstro e foram surpreendidos por um ataque de uma hidra de sete cabeças que expelia jatos de uma substância que parecia um ácido, pois derretia tudo o que tocava. Percy, instantaneamente, pegou contra-corrente e cortou uma cabeça da Hidra, mas quando Annabeth gritou para ele não fazer isso, já era tarde, duas cabeças brotaram no lugar daquela que fora cortada. E, assim mais uma loja Donuts Monstro foi aberta em algum lugar.

Eles se espalham e começam a fugir novamente até que ouviram um som estranho e ouvira uma voz conhecida que vinha do rio mandando a tripulação preparar os canhões. E Percy houve um barulho passar por ele e viu que as balas de canhão atingiram a hidra que explodira em muitos pedaçinhos. Eles então vão para o navio de Clarisse. Era o navio mais estranho que eles já tinham visto. Navegava baixo como um submarino e o convés era revestido de ferro. E os marinheiros eram zumbis, soldados mortos.

Clarisse comunica aos meninos que eles estão muito encrencados e que Tântalo os expulsou por toda a eternidade. Clarisse não quer a ajuda dos meninos e disse que dessa vez é a oportunidade dela de se tornar heroína e eles não “roubariam” a chance dela. Ela revela sem querer que deixou para trás dois amigos que faziam parte de sua permissão de ir acompanhada na missão.

Percy tenta alertar Clarisse de que Tântalo estava usando-a, pois ele não se importa com o acampamento e adoraria vê-lo destruído e estava armando para ela fracassar. Mas ela não lhe dá ouvidos e eles se dirigem para o Mar de Monstros. O motor do navio estava gemendo, mas mesmo assim eles aumentaram a velocidade, o que fez com que ele recebesse muita pressão. Com isso, o motor do navio não iria agüentar por mais muito tempo.

Quando chegaram ao Mar de Monstros eles se vêem sem saída, ou enfrentavam Caríbdis, que suga o mar e depois cospe de volta ou enfrentava Squila, um ser que vivia em uma caverna e suas cabeças de serpente descem e começam a arrancar os marinheiros do navio.

Clarisse decide enfrentar Caríbdis, o que provoca a explosão do navio e em seguida eles foram atacados por Squila que, inclusive pega Percy pela mochila, mas ele consegue se soltar no momento em que o navio estava explodindo, cai no mar desmaiado e é acordado por Annabeth. Percy fica triste pensando na morte de Tyson, pois o ciclope bebê fora para perto do motor tenta fazer com que ele funcionasse por mais tempo e, certamente, morrera na explosão do navio. Percy e Annabeth entram em um bote e a garota revela a Percy a profecia que Quíron havia dito para ela. Diz que os deuses estão preocupados com alguma coisa que Percy irá fazer quando ficar um pouco mais velho, quando completar 16 anos. Ela conta a ele que não sabe a profecia completa, mas que a profecia diz que um filho meio-sangue dos três grandes (Poseidon, Zeus, Hades), o próximo a viver até os dezesseis anos, será uma arma perigosa, pois ele irá decidir o destino do Olimpo, irá tomar uma decisão que poderá salvar a Era dos deuses ou destruí-la.

Sendo por isso que Cronos não matara Percy no último verão. Afinal, o garoto poderia ser muito útil para ele, se conseguisse ele como aliado, os deuses teriam sérios problemas. Quando Quíron soube de Thalia, imaginou que a profecia se referisse a ela e por isso estava tão desesperado para leva-la ao acampamento em segurança. Não existe ninguém vivo que se encaixe na definição de meio-sangue (meio humano e meio-deus), a não ser ele.

Annabeth diz que os deuses não matam ele porque provavelmente têm medo de ofender Poseidon. Alguns deuses estavam observando Percy para saber que tipo de herói ele iria se tornar.

Em meio as revelações eles avistam terra firme e foram levados para C.C. Foram bem tratados e Percy desconfiou que poderia ser uma armadilha. Viram uma mulher linda tecendo um tecido. Ela manda as suas funcionárias levarem a garota, pois ela precisava conversar com Percy. Ela mostra no tear como o menino ficaria mais bonito se aceitasse se transformar no seu verdadeiro eu. Percy se surpreende em como ficaria bonito e decide aceitar tomar o milk-shake de morango oferecido por C.C. e quando fez isso sentiu um calor escaldante por dentro, como se a mistura estivesse fervendo dentro dele. Percy viu que tudo estava crescendo ao seu redor, ou melhor, ele estava encolhendo. Percy viu que se transformara em um porquinho da Índia. Foi colocado em uma gaiola junto com outros tantos porquinhos da Índia.

Annabeth aparecera de repente e C.C. revela seu verdadeiro eu. Diz que por ela ser filha de Atena, deusa da sabedoria, não era muito diferente dela, Circe, a feiticeira. Chama a garota para aprender as artes da feitiçaria com ela, mas Annabeth não aceita e viu no que Circe havia transformado o amigo. Toma uma das vitaminas de Hermes e ficou imune ao ataque da feiticeira.

Tanto Percy quando os outros homens transformados em porquinhos da Índia, tomaram as vitaminas de Hermes e voltaram ao normal. Eles fogem no barco Vingança da Rainha Ana que obedecia a todos os comandos de Percy. O garoto estava muito cansado e decidiu dormir, mas teve um sono muito perturbado por sonhos estranhos. Desta vez ele sonhou com uma garota que ele não conhecia, bem diferente de Annabeth. Quando ela viu o sarcófago onde estava Cronos a menina se desesperou e acabou sendo engolida por uma explosão de luz dourada.

Eles notam terra, mas eles estavam se aproximando da ilha das sereias. Annabeth pede que Percy lhe faça um favor, pois eles estavam ao alcance do canto das sereias. Mas Annabeth queria ouvi-las já que elas contavam a verdade sobre o que as pessoas desejavam. Contam coisas a respeito das pessoas que nem elas mesmo percebiam. Ela pede a Percy que não a desamarre, não importa o que aconteça, o que ela implore, pois a vontade dela será correr para a amurada e se jogar.

Percy pegou duas grandes bolas de cera de vela, amassou-as e colocou nos ouvidos. Percy vê Annabeth se debater, implorar para que ela o soltasse, mas ele fingia que não via, quando se distraiu e olhou para a amiga, não a viu e percebeu que ela cortara a corda e se jogara no mar. Percy se jogara atrás dela e viu a amiga ser jogada pela correnteza e ser arrastada em direção a duas presas de pedras afiadas como navalhas.

Quando o nevoeiro passou, Percy viu as sereias. Ele as descreve como abutres do tamanho de pessoas com plumagem preta enlameadas, garras cinzentas e pescoço rosado e enrugado. Percy não conseguia ouvi-las por causa da proteção. Mas Annabeth não estava vendo as sereias da mesma forma que ele. Reconheceu a família de Annabeth pelas fotos que ela lhe mostrara. Viu o mundo da forma como Annabeth estava sonhando que ele se transformasse, o que provava que ela ficara mexida com o que Luke havia lhe proposto.

Percy viu que as sereias estavam se preparando para devorar mais uma vítima: Annabeth. Ele puxara a garota de volta das ondas, nisso eles acabaram afundando e ela parou de se debater e seus olhos ficaram confusos. O que Percy compreendeu: debaixo d’água o som não se propagava, quebrando o encanto da música das sereias. Mas tinha outro problema: debaixo d’água Annabeth não conseguia respirar. Percy tinha que manter a garota viva e respirando, para isso imaginou bolhas do mar e as trouxe para eles. Ele e Annabeth adentraram em uma bolha, apenas as pernas dela continuavam mergulhadas na água.

Annabeth soluçou e conseguiu respirar, soluçou, soluços de partir o coração. Ela encostou a cabeça no ombro de Percy e ele a abraçou. Eles voltaram ao navio e perceberam que estavam longe das sereias e estavam em segurança. Percy perguntara a Annabetho que fora aquilo que ela vira. Annabeth disse que era a Húbris dela; o orgulho, insolência, achar que a pessoa pode fazer as coisas melhor do que qualquer um, inclusive os deuses.

Percy pensou no sonho com a menina e o sarcófago dourado. Ele não sabia o que significava, mas tinha a sensação de que estava deixando alguma coisa passar. Alguma coisa com Cronos, que ele planejava.

Enfim eles chegaram ao lar do ciclope. Na ilha do ciclope havia uma ponte de corda em cima de um precipício, o que não era bom sinal. Mas fora isso, o local parecia um cartão-postal do Caribe, com seus campos verdejantes, árvores de frutas tropicais e praias de areia branca. Tanto Annabeth como Percy, mesmo sem poder ver o Velocino, poderiam sentir a sua força. Eles notaram que na base da ravina havia dúzias de carneiros que andavam em círculos. Pareciam bastante pacíficos e eram enormes, do tamanho de hipopótamos. Eles estranharam achar tudo fácil ao verem um caminho de estrada que levava à colina. Foi aí que do nada surgiu um cervo dos arbustos. Eles pensaram que fosse um guardião. Mas na verdade os carneiros eram os guardiões e eles atacaram um cervo e perceberam que não havia como passar pelos carneiros comedores de gente que pareciam piranhas.

Eles encontraram Clarisse amarrada pendurada de cabeça pra baixo acima de um caldeirão de água fervente, viram também Grover vestido com um vestido de noiva. Clarisse acaba entregando Grover, dizendo ao ciclope que a suposta noiva dele é um sátiro. O ciclope então agarrou o vestido de Grover e o arrancou. Embaixo do vestido o verdadeiro sátiro surgiu, com jeans e sua camiseta. Ele gemeu e se abaixou quando o monstro deferiu o primeiro golpe que passou acima de sua cabeça.

Na tentativa de não morrer, Grover diz que se ele fosse comido cru daria uma má digestão daquelas no ciclope. Então sugere que ele seja comido assada com molho de manga e manda o ciclope ir procurar algumas mangas. O ciclope então diz que vai pastorear as ovelhas e iria comer sátiro grelhado com chutney de manga a noite para celebrar o seu casamento. Grover pergunta quem será a noiva e o ciclope olha para Clarisse que fica indignada. Ao sair da caverna, o ciclope fechou o local com uma rocha. Os meninos tentaram mover a rocha por horas, mas ela não se mexia. Eles se dão conta de que mesmo que conseguissem matar o ciclope, tanto Grover quando Clarisse morreriam dentro da caverna, pois eles não teriam como solta-los.

Eles bolam um plano. Percy sobe em um carneiro e, assim, conseguiria adentrar na caverna e a função de Annabeth seria distrair o gigante. Annabeth chama o ciclope de feioso e diz que era Ninguém. O ciclope, com raiva, atira uma rocha na direção da voz da garota. Curiosamente, a rocha que foi atirada era a porta da caverna.

O ciclope foi correndo em direção a voz de Annabeth (Ninguém). Percy sabia que Ninguém era um truque utilizado por Ulisses para enganar o ciclope Polifemo séculos atrás, antes que ele acertasse o olho do ciclope com uma grande estaca quente. Annabeth tinha certeza que Polifemo guardaria rancor daquele nome e estava estava certa. Percy percebera que o ciclope estava enlouquecido e fora de si que nem reparara que a voz de Ninguém era feminina e nada parecida com a voz do primeiro Ninguém (Ulisses).

Dentro da caverna, Percy começou a procurar Grover e Clarisse. Ao encontrá-los Grover correu e lhe deu um forte abraço e Percy com contracorrente cortou a corda que prendia Clarisse e, ela a contragosto, agradeceu.

Percy ouviu uma explosão na caverna e em seguida ouviu um grito que fez ele se arrepiar, pensando que talvez fosse tarde demais, pois era Annabeth gritando. O ciclope entrou gritando que havia apanhado Ninguém e ao sacudir o punho, um boné de beisebol saiu voando para o chão e lá estava Annabeth pendurada pelas pernas de cabeça para baixo.

Eles se unem para atacar o ciclope e partem para colocar em ação o plano de ataque Macedônia. Todos eles treinaram esse plano no acampamento meio-sangue no ano anterior. O plano consistia em dar a volta e se aproximar, um de cada lado, atacando o ciclope pelos flancos enquanto Percy atrairia sua atenção na frente. O que provavelmente significaria que todos eles iriam morrer. Percy pegou contracorrente e chamou atenção do ciclope e disse que era para ele deixar a amiga dele em paz, pois ele era Ninguém, não ela. O ciclope largou Annabeth no chão que caiu de cabeça nas pedras, ficando imóvel como uma boneca de pano e investiu com tudo para cima de Percy. Grover atacou pela direita, Clarisse pela esquerda e Percy atacou com contracorrente.

Percy pede a Grover que pegasse Annabeth que correu, pegou o boné da invisibilidade da garota e a levantou do chão enquanto Clarisse e Percy distraiam Polifemo. Clarisse fora muito valente. Percy com o canto dos olhos notou que Grover estava carregando Annabeth pela ponte de corda. Os meninos correram atrás de Grover e o ciclope corria atrás deles, mas ele estava todo cortado e mancava por causa dos muitos ferimentos que os meninos tinham feito nele.

Grover tinha colocado Annabeth no chão, Percy pede para Clarisse correr mais rápido e grita para o amigo pegar a faca de Annabeth. Grover começou a cortar a corda, eles correram e se jogaram em terra firme, aterrissando ao lado de Grover e com um único golpe, Percy cortou os fios restantes com a sua espada.

A ponte despencou no precipício e o ciclope uivou, mas de prazer, pois aterrissou ao lado dos garotos e gritava de felicidade, dizendo que Ninguém havia fracassado. Percy estava com muita raiva e, sem pensar, atacou com tudo o ciclope, no meio da sua barriga. O ciclope se ajoelhou urrando de dor. O garoto sem dó nem piedade atingiu Polifemo no nariz com outro golpe de espada. Percy estava possesso, cortou, chutou e bateu até que se deu conta de que Polifemo estava estatelado de costas no chão, atordoado e gemendo. Percy estava sentado em cima dele, com a espada pronta para cegá-lo de uma vez. Mas Percy não deu ouvido aos amigos que lhe disseram que um ciclope era traiçoeiro.

Percy pensou em Tyson e que talvez Polifemo pudesse ser filho de Poseidon também e ele não conseguia matá-lo a sangue frio. Percy diz a ele que eles só queriam levar o Velocino de Ouro. Polifemo diz que eles podiam levá-lo. Mas o ciclope honrou os seres da sua espécie. Agiu como um traiçoeiro e deu um golpe em Percy, jogando-o na beira do penhasco. Ele zombou do garoto dizendo que eles nunca levariam o velocino e que comeria Percy.

Percy viu que morreria ali, devorado pelo ciclope. Quando milagrosamente ouviu algo passar zunindo por cima da sua cabeça. Uma pedra do tamanho de uma bola de basquete passou por ele e foi parar na garganta de Polifemo. O ciclope engasgou e cambaleou para trás, mas não tinha para onde ele cambalear e acabou escorregando e a beirada do penhasco desmoronou e o ciclope caiu no abismo. Quando Percy viu quem o salvara ficou muito surpreso: Tyson, o seu meio-irmão.

Tyson contara aos meninos que Arco-Íris, o cavalo marinho, encontrara-o afundando sob os destroços do Birmingham e o puxara para um lugar seguro. Tyson sentiu o cheiro de carneiro, montado em Arco-Íris e acabou encontrando a ilha. Tyson era o único que poderia ir buscar o Velocino, pois ele tinha o mesmo cheiro que Polifemo e o rebanho não o devoraria.

Tyson jogou o Velocino para Percy e ele rapidamente cobriu Annabeth e rezou para que ela ficasse boa. Assim, rapidamente, a cor voltou ao rosto da garota e o corte que ela tinha na testa começou a se fechar. Tyson levou os carneiros para o mais longe possível para que os garotos pudessem fugir para a praia.

Quando eles já estavam quase alcançando o barco ouviram um tremendo rugido e viram Polifemo arranhado e esfolado, mas muito vivo andando na direção deles com uma pedra em cada mão. O ciclope estava indo diretamente para Tyson, chamando-o de traidor da espécie. Percy não foi para o barco com os amigos, permaneceu na praia junto com o seu maio-irmão para enfrentarem juntos o ciclope.

Polifemo atacou Tyson e Percy com uma árvore. Percy se segurou na árvore e caiu com os dois pés com tudo no olho do ciclope que ululou de dor. Clarisse começou a irritar Polifemo que se retou e jogou uma pedra na direção dela, mas acertou o casco do Vingança da Rainha Ana e o navio afundou bem depressa.

Percy alertado por Tyson embaixo d’água, pois como eram filhos de Poseidon, podiam se comunicar embaixo da água e chamam Arco-Íris. Ele apareceu com alguns amigos e se moveram com muita velocidade para o meio dos destroços e cada um estava levando Grover, Annabeth e Clarisse. Arco-Íris levou Clarisse e Tyson e o que carregava Annabeth levou Percy também.

Os cavalos marinhos levaram eles para longe do Mar de Monstros e Percy olhou para trás vendo que Polifemo estava gritando vitorioso dizendo que havia afogado Ninguém. Eles estavam chegando perto de Miami, mas os cavalos-marinhos não podiam ir mais longe, mais perto da praia, pois havia seres humanos demais, poluição demais e eles teriam que nadar até a praia sozinhos. Quando eles chegaram na praia, Annabeth comprara um jornal e notara que passaram-se 10 dias desde que partiram, o tempo passava de um jeito diferente em lugares monstruosos.

Grover desperta a atenção das crianças de que pelo tempo a árvore de Thalia já deveria estar morta. E eles precisavam levar o Velocino para o Acampamento naquela mesma noite, sem falta. Percy perguntou a Clarisse o que o Oráculo havia lhe dito. Percy interpretou a mensagem, pegou o dinheiro com Tyson que Hermes havia lhe dado, chamou um táxi, pegou o Velocino e deu a Clarisse. Mandou que a menina entrasse no táxi e fosse para o aeroporto, pois ela não precisava voltar para casa sozinho, voando em um avião e levando o Velocino.

Após a saída de Clarisse, Percy sentiu uma ponta de espada na sua garganta. Era Luke que tinha ao seu lado os seus homens-urso que seguravam Annabeth e Grover pela gola das camisas e o terceiro tentava agarrar Tyson, que resistia.

Luke perguntou a Percy onde estava o Velocino e Percy diz que não estava ali com eles, que fora despachado na frente, com Clarisse. Luke manda um dos seus capangas preparar o seu corcel pois ele precisava ir correndo ao aeroporto de Miami. Luke o tempo todo estava usando os meninos, fazendo com que eles se arriscassem, pegassem o Velocino para que depois ele tomasse deles sem ter o menor trabalho de ter que ir enfrentar Polifemo.

Percy chama Luke de traidor e joga na direção dele o único dracma de ouro que ele tinha no bolso. Como era de se esperar, ele se esquivou e a moeda voou para dentro do repuxo de água com as cores do arco-íris. Silenciosamente Percy rezou para que a deusa aceitasse a sua oferenda. Atrás de Luke a fonte começou a tremeluzir, só que ele precisava que todos estivessem olhando para ele, para isso puxou e destampou contracorrente. Percy faz Luke confessar que fora ele quem envenenara Thalia. Ele confessa que usou peçonha da velha Píton, diretamente das profundezas do Tártaro. Ele diz também que Quíron nada teve a ver com isso. Vai além, revela que ele iria curar Cronos com o Velocino que ele roubaria de Percy para destruir os deuses.

Luke perguntou a Percy porque ele ficara perguntando essas coisas se ele já sabia. Percy então revela todo o seu plano: para que todo o público pudesse ouvir. Luke quando olha para trás engasgou e recuou, cambaleando. Acima da piscina, tremeluzindo na névoa do arco-íris, estava uma visão em mensagem de Íris de Dionísio, Tântalo e o acampamento inteiro no pavilhão-refeitório. Todos estavam sentados, perplexos e em silêncio assistindo. Dionísio demite Tântalo, mandando-o de volta para o Mundo Inferior. Senhor D. readmitira Quíron para o cargo de diretor de atividades do acampamento.

Percy chama Luke para um duelo para que seus amigos ganhassem tempo de bolar um plano para conseguir escapar. Percy está perdendo feio o duelo, foi ferido e quando Luke ia providenciar a sua morte, eis que surge Quíron com os seus parentes pelo céu. Alguns centauros estavam armados com arcos, alguns com bastões de beisebol e outros com pistolas de paintball.

Quíron foi em direção a Annabeth e Grover, os pegou, colocando-os nas suas costas. Outro apareceu para pegar Percy e mais um para pegar Tyson. Eles conseguem escapar ilesos, mais uma vez. Ao ficar sozinho com Percy, Quíron fala com ele sobre a profecia. Ele diz que ninguém nem sabe, com certeza, se a profecia se refere a ele. Quíron fala com o garoto sobre a importância de um herói. Diz que uma arma dos imortais não pode machucar os humanos, bem como uma arma dos humanos não pode machucar os imortais. Mas o que são meio-sangue, meio deus e meio humano pode ser machucado por ambas as armas, assim como pode influenciar ambos. E por isso é que os heróis são especiais.

Mesmo que Percy não seja a criança citada na profecia, depois do que acontecera naquele dia, Cronos não mais evitará a morte de Percy, pois já entendeu que o garoto não se juntará a ele. Revela ainda que conhece muito bem Cronos, pois ele é o seu pai.

Quando Clarisse pendurou o Velocino de Ouro no galho mais baixo da árvore de Thalia, o luar pareceu clarear, tudo entrou em foco mais nítido, aos poucos as agulhas do pinheiro começaram a esverdear, perdendo o tom marrom. Todos ficaram felizes. A mágica do Velocino penetrara na árvore, enchendo-a com uma força nova e expelindo o veneno. Clarisse recebeu todas as homenagens e honrarias pela conquista do Velocino e Percy e Annabeth pareciam que nem existiam.

Com o retorno de Quíron todos acreditaram que as corridas de Biga seriam novamente interrompidas, mas ele manteve a tradicional corrida e Percy desta vez correria ao lado de Annabeth. Quando estava no estábulo, ajeitando algumas coisas que estavam ainda pendentes, Percy foi surpreendido com a visita de Hermes. Eles conversam sobre o acontecido e sobre Luke. Hermes faz Percy refletir sobre a sua relação com o seu pai, Poseidon. E aproveita e entrega ao primo uma carta escrita por seu tio Poseidon. Na carta endereçada a Percy havia apenas uma palavra: “Prepare-se”.

Annabeth e Percy venceram a corrida de Bigas e disseram para todos ouvirem que quem tinha ajudado eles a vencerem em tudo, não apenas na corrida, fora Tyson. Sem ele, eles não teriam conseguido nada, inclusive não conseguiriam até mesmo levar para o acampamento o Velocino.

Tyson revela a Percy que Poseidon se comunicara com Tyson através de um sonho, chamando-o para um estágio embaixo d’água. Percy sentiu um leve ciúme. Tyson disse que queria aprender novas coisas, fazer armas para o acampamento pois eles precisariam. Afinal Luke estava lá fora reunindo um exército, reconstituindo Cronos e estava tramando algo.

Tudo parecia estar normal no acampamento. Até que Percy foi acordado de supetão. Todos no acampamento estavam agoniados e agitados, pois algo acontecera na árvore de Thalia. E Percy ficou louco, pois quem estava tomando conta do Velocino da árvore de Thalia era Annabeth.

Ele montou em Quíron e foram correndo em direção a árvore de Thalia. Percy fica preocupado ao ver uma garota desmaiada. Ele achou que era Annabeth, mas viu que a sua amiga estava debruçada sobre outra garota que estava deitada. Percy correu em direção a elas e todos estavam de olhos arregalados sem entender e sem acreditar no que viam. Percy notou que a árvore de Thalia estava normal.

Quando se abaixou para ver como estava a garota, ao tocar nela percebeu imediatamente que se tratava de uma garota meio-sangue e diz para os amigos que ela precisava de ambrosia. Percy nunca havia visto a garota antes, mas achava o rosto dela conhecido, só não se lembrava de onde. Quando carregou a garota notou que ela estava se mexendo e acordando. Ele então perguntou o seu nome, mas ele já sabia de quem se tratava, antes mesmo dela responder que se chamava Thalia.

Então Percy entendera tudo. Desde o envenenamento da árvore, ata a busca do Velocino. Fora tudo planejado, arquitetado nos mínimos detalhes por Cronos. Ele fez tudo de caso pensado, para ter mais uma forma e uma chance de controlar o destino da profecia e Percy se deu conta de estar carregando aquela que estava destinada a ser a sua melhor amiga ou sua pior inimiga.

O que será da relação entre Percy e Thalia só saberemos no próximo volume da série, “A Maldição do Titã”. Bem como muitas outras respostas serão nos dada e também muitas outras dúvidas e questões serão levantadas. Será que Cronos conseguirá se reerguer e o mal triunfará sobre o bem? Luke mudou realmente de lado? Vamos aguardar pra conferir quais as novas aventuras que Percy viverá com seus amigos e inimigos.

Eu ouvi uma conversa (ou melhor, li uns boatos na internet) de que há um projeto de criação de uma versão do livro para o cinema do segundo livro da série. Se for verdade, ótimo. Se não for, uma pena, como já aconteceu anteriormente com alguns livros em série que fizeram muito sucesso de venda e público, mas quando adaptado para o cinema se perdeu totalmente, a exemplos de “A Bússola de Ouro”, “Desventuras em Série”, “As Crônicas de Nárnia”, dentre outros.

12
mar
10

Rick Riordan

 

O escritor Rick Riordan nasceu em 1964 em San Antonio, no Texas, onde mora atualmente com a esposa e dois filhos.

Por 15 anos lecionou inglês e história em escolas públicas e particulares em São Francisco.

Publicou uma série de mistérios para adultos, “Tres Navarre”, bastante premiada e atualmente está vendo o mercado literário elogiar muito a sua recente produção, a série infanto-juvenil “Percy Jackson e os Olimpianos”,  que surgiu pela sua paixão pela história da mitologia grega e também por conta de um de seus filhos ter dislexia. Ele decidiu criar uma história em que um garoto também possuía dislexia e mesmo assim é possível ser um herói.

Seus alunos sempre o questionavam porque não escrevia as histórias que ele contava em sala de aula em livros e, assim, surgiu a série Percy Jackson. Como Riordan também é apaixonado pela mitologia egípcia decidiu escrever também uma série de livros infanto-juvenis (“As Crônicas de Kane”) narrando as aventuras de um casal de irmãos que viverá os mistérios, segredos e fascínios do mundo egípcio.

 

Algumas de suas obras:

 

“Percy Jackson e os Olimpianos”:

“Tres Navarre”:

Série “The 39 Clues” – O primeiro foi escrito por ele, no entanto, os demais serão escritos por outros autores

  • Book 8: Sem título ainda – Gordon Korman
  • Book 9: Sem título ainda – Linda Sue Park
  • Book 10: Sem título ainda – Margaret Peterson Haddix

 




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

Blog Stats

  • 1,449,188 hits

No Twitter

RSS Ocasional

  • Ocorreu um erro. É provável que o feed esteja indisponível. Tente mais tarde.
abril 2017
S T Q Q S S D
« abr    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Páginas

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 74 outros seguidores

Mais Avaliados