Posts Tagged ‘Bella

29
jun
10

‘Crepúsculo’: ‘Amanhecer’ deve ter cenas de sexo

Bom, que fique mais quente e que “Amanhecer” seja menos chato.

E, caso eu não esteja doida, há um pequeno errinho na matéria no nome do filme que estréia essa semana não? Seria “Eclipse”, certo?

‘Crepúsculo’: ‘Amanhecer’ deve ter cenas de sexo

Roteirista promete sequências quentes para o casal Bella e Edward

O casal Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson) (Divulgação)

O tempo dos vampiros santinhos pode ter ficado para trás na saga cinematográfica Crepúsculo. Em entrevista à revista People, a roteirista da série, Melissa Rosenberg, anunciou que Amanhecer, filme que estreia nesta quarta-feira, em todo o mundo.

“Sim, vocês verão sexo”, disse Melissa . “É dessa forma que o relacionamento de Edward (Robert Pattinson) e Bella (Kristen Stewart) se desenvolve no livro, e será igual no filme. Então, terá mais gente nua em Amanhecer que nos outros longas.”

Os mais animadinhos, porém, não esperem cenas de sexo explícito. “O filme respeitará a classificação etária dos outros, mas será mais quente”, garante a roteirista.

Fonte:  http://migre.me/SZM2

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A revista Veja desta semana tem uma matéria bem legal sobre o terceiro filme, “Eclipse” da saga “Twilight” que estreia amanhã nos cinemas. Eu gostei da matéria principalmente porque dá grande valor não apenas a personagem Jacob Black, mas ao próprio ator Taylor Lautner.

Vou transpor um trechinho: “Taylor Lautner, porém, tem mais do que um tanquinho formidável. Quase demitido quando o segundo filme começou a ser rodado – tinha então 16 anos, e os produtores duvidavam que ele fosse capaz de segurar o peso crescente do seu personagem na história -, ele brigou pelo personagem e agora é o que a série tem de melhor. Jacob é, com e sem trocadilho, uma presença muito mais viva e palpitante do que Edward. Tem mesmo sangue correndo nas veias, e até a depressiva Bella é capaz de farejar essa vitalidade. Não só David Slade e, finalmente, também os executivos por trás de Crepúsculo perceberam que Lautner irradia carisma. Em uma reportagem recente, todos os agentes de elenco ouvidos pela revista Entertainment Weekly opinaram que é ele, não Kristen nem Pattison, o astro que a série lançou – e seu cachê, a tradução concreta dessas expectativas, já está em 7,5 milhões de dólares e subindo. Em algum lugar, pelo menos, um lobisomem vai levar a melhor sobre os vampiros”.

Por isso eu sou team Jacob hehehe

ohhh eles ficam muito mais bonitinhos juntos snif…

12
mar
10

Para alegria dos fãs, primeiro trailer de “Eclipse” é divulgado

Nota publicada no jornal Correio no caderno Variedades, na página 15, do dia 12 de Março de 2010,

 

Foi divulgado ontem o primeiro trailer de “Eclipse”, terceiro filme da saga “Crepúsculo”, que tem estréia mundial no dia 30 de junho. A continuação de “Lua Nova” (2009), que arrecadou mais de US$ 700 milhões, traz novamente o triângulo amoroso entre Bella (Kristen Stewart), o vampiro Edward (Robert Pattison) e o lobisomem Jacob (Taylor Lautner). Além do coração dividido, a jovem terá que se preocupar com a vampira Victoria (Bryce Dallas Howard), que continua perseguindo-a.

 

23
dez
09

Divulgada a primeira imagem do longa-metragem ‘Eclipse’

Divulgada a primeira imagem do longa-metragem ‘Eclipse

23.12.2009 – 14h56

Redação CORREIO | Foto: Divulgação

A primeira imagem do filme ‘Eclipse’, terceiro longa da série ‘Crepúsculo’ foi divulgada na noite desta terça-feira (22). A foto mostra o vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson) junto com a namorada Bella Swan (Kristen Stewart) em um campo florido. O filme, dirigido por David Slate, deve estrear nos EUA no final de junho de 2010.

Na imagem, casal Edward e Bella vivem o romance entre eles

(As informações são do G1)

http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=45226&mdl=49

27
nov
09

Lua Nova desperta a esperada euforia nos fãs, mas decepciona

Como estudante de jornalismo, apoio a liberdade de imprensa e com a propagação de blogs na internet, todos podem falar o que quer e acho isso um peso e duas medidas. Mas não concordo com muito do que foi dito nesta matéria.

Eu não vi ainda o filme, mas duvido muito que Kristen Stewart esteja tão mal assim no filme. Ela não é uma garota tão conhecida e com tanta bagagem como Dakota Fanning, por exemplo.  Mas dizer que a garota é inexpressiva, pra mim, é demais.

A coisa mais natural do mundo é um livro, ou uma coleção deles, fazer o maior sucesso e quando ganha uma adaptação para o cinema não ser tão bom, mas fazer sucesso na sétima arte por causa dos fãs dos livros… pra mim já é demais. “A Bússola de Ouro”, primeiro livro da coleção Fronteiras do Universo de Philip Pullman é uma obra fantástica. A coleção foi publicada no início dos anos 90 e só em 2007 ganhou uma adaptação para o cinema do primeiro livro, e quado vi me decepcionei.  Mas me decepcionei por uma série de fatores, não por atuação de um ou outro ator, até porque o elenco do filme é muito bom.

Todo mundo que viu “Lua Nova” me disse que o filme é muito melhor que “Crepúsculo” em termos de técnica, efeitos visuais, efeitos especiais, maquiagem dos atores etc. Será mesmo que é tão ruim quanto essa jornalista descreve? Não sei não… Vou assistir e conferir…

Como diz Noblat:  “Médico acha que é Deus e jornalista tem certeza”. Como aluna da faculdade de comunicação da Universidade Federal da Bahia, digo que ele está certíssimo, pois na faculdade em que estudo há muitos pseudointelectuais que se acham o suprassumo da sabedoria. Prefiro os humildes e que escrevem o que realmente pensam, não somente utilizar o seu papel de formador de opinião para criticar e esculhambar alguma coisa… Quando se é crítico de cinema, de literatura ou crítico cultural como um todo, deve-se ter cuidado com o que se diz e realmente com o que se vai criticar. Principalmente quando se é algo voltado para o público infanto-juvenil. Nem sempre eles encaram e entendem as argumentações como os adultos…

Pronto! Falei! Posso até ser criticada por isso. Mas aqui é um espaço democrático. Não recebo sempre elogios. E as críticas construitivas são sempre muito bem vidas.

Matéria publicada no Caderno 2 do jornal A Tarde, na página 3, no dia 21 de novembro de 2009.

Lua Nova desperta a esperada euforia nos fãs, mas decepciona

Maria Santossa

Gritinhos histéricos, suspiros e sessão lotada marcaram a estreia de “Lua Nova”, segundo filme da saga “Crepúsculo”, em Salvador, na madrugada de ontem. Os fanáticos teens (sobretudo garotas), aparentemente alheios ao quanto o filme deixa a desejar, se derreteram toda vez que Edward (Robert Pattison) surgiu, tirou a camisa ou se declarou a Bella (Kristen Stewart).

Escrita pela dona de casa norte-americana Stephenie Meyer, a serie de quatro livros sobre o amor de uma humana por um vampiro – ambos adolescentes (quer dizer, ele tem 17 há 109 anos) – virou best-seller, com mais de 80 milhões de livros vendidos desde 2005. Nesta segunda parte da história, um incidente na casa dos Cullens leva Edward a terminar o relacionamento e a abandonar Bella, que encontra forças na amizade (ou seria no amor?) de Jacob.

Ao lado de Taylor Lautner (Jacob), a atriz Kristen Stewart (Bella) fica ainda mais inexpressiva

Surpresa

O personagem de Taylor Lautner, inclusive, ganhou – literalmente – corpo na trama. Criticado pela falta de carisma após o primeiro filme (“Crepúsculo”, 2008), ele é a surpresa do elenco principal. Perto dele, Stewart ficou ainda mais inexpressiva. As sobrancelhas semicerradas, os olhos fixos no chão e a boca entreaberta acompanharam a garota em diversas cenas. Como a trama está mais arrastada, os atores receberam um foco dramático. Azar deste foco pousar justamente em atuações medíocres e sorte do enredo, que, de tão envolvente, não desanda.

Orçado em US$ 50 milhões, “Lua Nova” deve ser sucesso de bilheteria mais por causa dos inúmeros fãs da série do que pela qualidade técnica. Nem mesmo a substituição da diretora Catherine Hardwicke por Chris Weitz (de “A Bússola de Ouro”) injetou apuro e sofisticação.

A maquiagem amadora e os efeitos nada especiais melhoraram, mas não tanto. O brilho da pela vampiresca ao sol está mais verossímil e a fotografia foi mais bem cuidada; a transformação de garotos em lobos gigantes, no entanto, é risível.

Há quem diga que o interesse no pretenso romance (na vida real) de Kristen e Pattison e o polêmico posicionamento do Vaticano, que considerou o longa “um desvio moral”, possa atrair o público a ponto de o filme bater os mais de US$ 383 milhões arrecadados no longa anterior. Os mais críticos e espertos, no entanto, devem se preparar e esperar menos de “Eclipse”, o terceiro longa da série, previsto para junho do ano que vem.

27
nov
09

Bella entre o vampiro e o lobisomem

Matéria publicada no jornal Correio no caderno Vida, na página 28, do dia 20 de novembro de 2009.

Bella entre o vampiro e o lobisomem

Hagamenon Brito

hagamenon.brito@redebahia.com.br

Amores impossíveis são muito românticos e, alguma vezes, trágicos. Não por acaso, a escritora americana Stephenie Meyer abre as portas de “Lua Nova” (seis milhões de exemplares vendidos), romance que dá continuação a “Crepúsculo”, com uma citação imortal de “Romeu e Julieta”, do bardo inglês William Shakerpeare: “Estas alegorias violentas têm fins violentos, falecendo no triunfo, como fogo e pólvora que num beijo se consomem.

Como os desafortunados amantes de Shakespeare, Edward Cullen (Robert Pattison) e Bella Swan (Kristen Stewart) desafiam o abismo de seu relacionamento. Ele é um vampiro eternamente com 17 anos, enquanto ela é uma garota prestes a completar 18 anos e capaz de fazer tudo para ficar com seu amado (inclusive, deixando-se morder e virando vampira, se ele concordar).

Em “Lua Nova”, o esperado filme dirigido por Chris Weisz (“A Bússola de Ouro”), Edward deixa Bella e ela busca consolo no ombro amigo do malhado Jacob Black (Taylor Lautner), que pertence a uma família de lobisomens, criaturas inimigas dos vampiros.

Dito assim, os não-iniciados podem pensar que estamos falando de um filme de terror. Nada a ver. Em literatura ou em cinema, a saga “Crepúsculo” é uma febre mundial entre garotas adolescentes (e agora, com o filme investindo ainda mais em ação, quer conquistar também os garotos). Stephenie Meyer conseguiu transformar vampiros e lobisomens em ídolos teens.

Embalado por canções de Thom York (que compôs Hearing damage especialmente para a trilha sonora), Death Cab for Cutie, The Killers, Muse, Ok Go e Black Rebel Motorcycle Club, “Lua Nova” já estréia fazendo barulho. Nos EUA, as vendas antecipadas de ingressos desbancaram grandes produções como o terceiro episódio de “Guerra nas Estrelas”, “Harry Potter e o enigma do príncipe” e “Batman – O cavaleiro das trevas”. No Brasil, foram vendidos mais de 290 mil ingressos.

Na noite de pré-estreia de “Lua Nova” em Los Angeles, segunda-feira, o galã Robert Pattison comparou o sucesso da franquia à histeria pelos Beatles nos anos 60: “Eu acredito que poucos seres humanos vão um dia experimentar esse amor que sentimos nos eventos de “Crepúsculo””.

Devido a tanto sucesso, o lançamento do longa-metragem “Lua Nova” foi cercado de grandes cuidados. Por medo da pirataria (ou talvez de possíveis críticas negativas), as habituais cabines – sessões fechadas para a imprensa antes da estreia de um filme – foram abolidas.

E nem bem chegou “Lua Nova”, já se sabe que o terceiro filme da saga, “Eclipse”, estreará nos cinemas em 30 de junho de 2010 e “Amanhecer”, o último livro da série, pode se desdobrar em dois longas. Com certeza, os milhões de fãs querem sorver essa magia pop até a sua última gota.

Hoje, no saguão do UCI Multiplex Iguatemi, às 18h, vai acontecer um concurso de cosplayers (pessoas que se vestem como os personagens) e os melhores fantasiados ganharão brindes como iPods, camisas, livros, DVDs e Cds.

27
nov
09

Kristen Stewart e Taylor Lautner elogiam fãs brasileiros: “são muito calorosos”

Kristen Stewart e Taylor Lautner elogiam fãs brasileiros: “são muito calorosos”

Astros de “Lua Nova” participam de coletiva em São Paulo; atriz acredita que Bella deveria ficar com Jacob

01/11/2009 – 13:58 (atualizada em 01/11/2009 14:52)

Paula Sato

Kristen e Taylor mostram cumplicidade e simpatia aos jornalistas

Kristen Stewart e Taylor Lautner, os astros de “Lua Nova”, participaram de uma coletiva de imprensa para divulgar o novo filme da saga “Crepúsculo” neste domingo, 1º, em um hotel de São Paulo. Os atores conversaram com os jornalistas por meia hora, mas evitaram falar sobre assuntos pessoais.

Um pouco antes de a dupla entrar na sala em que aconteceria a entrevista, os organizadores avisaram que Kristen e Taylor não responderiam a perguntas sobre a vida pessoal e nem sobre “Eclipse”. Mesmo assim, o clima da coletiva foi de simpatia e cumplicidade. Taylor e Kristen sorriram, fizeram piadas e sorriram o tempo todo para os repórteres. Entre si, trocavam olhares e comentários fora do microfone, demonstrando terem se tornado grandes amigos durante as filmagens de “Lua Nova”. Kristen vestia vestido e paletó pretos. Já Taylor jogou um blazer cinza por cima da camiseta branca.

Com centenas de garotas gritando na porta do hotel onde aconteceu o evento, foi impossível não citar o assédio das adolescentes. “Os fãs são muito apaixonados em todos os lugares do mundo. Aqui no Brasil, inclusive. Umas 200 pessoas passaram a noite na frente do nosso hotel, é uma loucura. Mas nós adoramos receber tanto carinho”, afirmou Taylor, que aos 17 anos já sabe como ser carismático. Kristen também falou sobre os admiradores. “Os fãs brasileiros não são apenas entusiasmados e loucos. Fiquei muito impressionada com como eles são muito simpáticos e calorosos”, disse a atriz.

Kristen e Taylor também contaram que se surpreenderam com o tamanho de São Paulo, mas que não tiveram muito tempo para passear pela cidade. “Ontem nós jantamos em uma churrascaria. Eu sempre adorei churrasco brasileiro. Foi a coisa mais legal que fiz no Brasil”, contou o ator.

Mas, como o motivo da conversa era falar sobre “Lua Nova”, os atores também disseram que há dois dias assistiram à primeira versão do filme e que estão muito contentes com o resultado. “Eu estava muito ansioso para ver os efeitos especiais. Quando eu filmava, tinha fios ligados a mim, e depois eles transformaram meu corpo em um lobo. Ficou impressionante, vocês vão adorar”, disse Taylor. Kristen também se surpreendeu com o visual dos lobisomens. “Eles são muito emotivos. Em vez de gerar tudo em CG, usaram os olhos do Taylor no lobo que representa Jacob, ficou demais”, afirmou a atriz.

Taylor Lautner também afirmou que sua cena preferida de “Lua Nova” é quando Jacob vai atrás de Bella após uma briga. “Ele jogava pedrinhas na janela dela e depois eu tinha que dar um pulo para dentro do quarto. Eu passei semanas ensaiando isso e foi uma das últimas coisas que eu gravei. Na hora, só precisei de dois takes e todos ficaram impressionados”, disse. Kristen concordou que essa cena é muito boa. “Eles têm uma briga e uma hora depois de Jacob dizer para ela sair de sua vida, ele vai até o quarto dela, diz duas palavras e tudo fica bem”, afirma.

Em “Lua Nova”, Edward (Robert Pattinson) abandona Bella (Kristen Stewart), que acaba se aproximando de Jacob (Taylor Lautner). Obviamente, o assunto do triângulo amoroso veio à tona e Taylor não soube responder o que faria no lugar de Bella. “Jacob e Edward são opostos, é uma decisão que você deve tomar sobre o tipo de cara que gosta. Mas se eu fosse a Bella, se tivesse com o coração partido como ela, não sei o que faria. Acho que pensaria que não era pra ser”, afirmou. Kristen, rindo, brincou com o colega. “Se a garota está com o coração partido, esse é mesmo o conselho a se dar”, disse aos risos. Bem humorado, Taylor também brincou. “Ok, ok, não sei a resposta, mas vou pensar um pouco e talvez mais tarde eu responda”.

Mais séria, Kristen também deu sua opinião sobre a situação de Bella e foi polêmica: para ela, a personagem não deveria terminar com Edward. “Jacob é o cara certo para ela ficar. Ele é perfeito para Bella, ao lado dele ela consegue ser quem realmente é, ela se diverte, perde todos os medos. Mas nem sempre as garotas fazem a escolha certa e ela tem algo com Edward que não consegue controlar, os dois são almas gêmeas. E no fim, em ‘Amanhecer’, você percebe que tinha de ser daquele jeito, que Jacob deveria ser o melhor amigo e não o namorado dela”, diz. Sem comentar os boatos de que namoraria Robert Pattinson, Kristen ainda afirmou que o amor de Bella por Edward é muito maior do que o que ela é capaz de sentir na vida real. “Mas não é porque eu sou incapaz de amar. É só que o que ela sente é maior do que o sentimento que qualquer um nesta sala é capaz de sentir”, disse, confirmando que é fã dos livros de Stephanie Meyer.

Kristen Stewart e Taylor Lautner viajam neste domingo, 1º, para o México para continuar a divulgação de “Lua Nova”, que estreia no dia 20 de novembro.

http://www.abril.com.br/noticias/diversao/kristen-stewart-taylor-lautner-elogiam-fas-brasileiros-sao-muito-calorosos-509626.shtml

27
nov
09

Descabeladamente romântico

Matéria publicada na revista Veja do dia 18 de novembro de 2009.

Descabeladamente romântico

“Lua Nova”, o segundo filme da saga “Crepúsculo”, quer atrair agora também os garotos, com lobisomens superpoderosos e cenas de ação. Mas, para manter fiéis as meninas que a-do-ram a série, reforça ainda mais o drama de amor adolescente entre o vampiro cavalheiresco Edward e a adolescente casta Bella.

Jarônimo Teixeira, de Los Angeles

Corações partidos: Bella (Kristen) desesperada com a perda de seu vampiro, é socorrida pelo lobisomem Jacob (Lautner): tentativas de suicídio e muitos peitorais nus, apesar do frio

Como tantos adolescentes do ensino médio, os enamorados Edward (Robert Pattison) e Bella (Kristen Stewart) estão mais interessados no seu ti-ti-ti íntimo do que naquilo que os professores tentam ensinar. O professor de literatura, irritado com a desatenção de Edward, pede que ele reproduza a fala de Romeu, de Shakespeare, pouco antes do suicídio – e Edward o surpreende. Conhece o trecho de cor e o recita com sentimento: “A morte, que sugou o mel do teu hálito, não teve poder contra tua beleza”. “Foi esquisito fazer aquela cena”, disse o ator inglês Robert Pattison, de 23 anos, a VEJA. “Toda a sala, cheia de extras, olhava para mim. Errei e tive de recomeçar várias vezes”. Dificilmente essa será a sequência mais lembrava de “Lua Nova” (The Twilight Saga: New Moon, Estados Unidos, 2009), a continuação de “Crepúsculo”, que estreia no país na próxima sexta-feira. As garotas – público primordial dos filmes baseados nos best-sellers de Stephenie Meyer – vão suspirar diante do inefável Pattison. Um novo imã para seus olhares é o pedaçudo Taylor Lautner (que interpreta o lobisomem Jacob), exibindo seus peitorais malhados. No esforço de incrementar o apelo para os rapazes, há mais sequências de ação e muita computação gráfica. A citação de “Romeu e Julieta”, porém, dá o tom do filme, em tudo fiel ao espírito do livro original. Stephenie Meyer, mórmon praticante, dispensa o ardor sexual do jovem casal criado por Shakespeare – mas, nos quatro romances que já venderam mais de 80 milhões de exemplares ao redor do mundo, não tem pudor de retratar, com as tintas mais encarnadas, o drama desesperado que é o amor adolescente.

Dirigido por Catherine Hardwicke, “Crepúsculo”, o primeiro filme, trazia o início do amor entre o vampiro Edward, virtualmente imortal, dotado de força e velocidade sobre-humanas e capaz de ler mentes, e a humana Bella, uma desajeitada garota que se muda do ensolarado Arizona para o frio estado de Washington (as locações não são lá: no primeiro filme, foram no Oregon; em “Lua Nova”, em Vancouver, no Canadá). Com o orçamento relativamente modesto de 40 milhões de dólares, o filme teve bilheteria mundial de 350 milhões de dólares e projetou Kristen e Pattison como o casal mais queridinho do cinema (sim, eles namoraram fora das telas, mas agora estão aparentemente dando um tempo). “Lua Nova” é sobre rompimento e dor. No seu aniversário de 18 anos (a atriz tem 19), Bella começa a se angustiar com o fato de que está envelhecendo, enquanto seu namorado, que tem 108 anos, estacionou na aparência de 17. Edward, cioso dos perigos que a companhia dos vampiros traz à amada, acaba se afastando de Bella, na tentativa de protegê-la. Ele tem sede do sangue de Bella, mas contém-se: não quer transformá-la no monstro que ele mesmo julga ser. Essa abstinência tem sido interpretada como uma pregação da contenção sexual para os jovens, muito de acordo com o ideário religioso da autora. A menina entra em desespero, até encontrar consolo na companhia do lobão Jacob.

Edward – quase um deus, mas acessível para a prosaica Bella – inflama a imaginação das fãs. Depois de “Crepúsculo”, fotos de Pattison ganharam as paredes dos quartos de adolescentes e pré-adolescentes de todo o mundo. “Nunca imaginei algo assim. No meu tempo de escola, eu não era nem de longe o garoto mais desejado da classe”, diz o encabulado ator de cabelos desgrenhados, enquanto seus dedos de unhas um tanto sujas atarraxam e desatarraxam ansiosamente a tampa de uma garrafa de água mineral.

Com Edward ausente em grande parte da história, tudo indica que chegou a hora de Taylor Lautner, 17 anos. Sua participação no primeiro filme era pouco mais do que uma ponta. Em “Lua Nova”, o papel cresceu – e Lautner também: ameaçado de ser substituído, o ator franzino malhou e engoliu meses de dieta proteica. “Eu tinha de comer a cada duas horas. Não era agradável”, diz ele. Seu torso esculpido tornou-se um recurso dramático primordial para o novo filme. “Era meio esquisito trabalhar o tempo todo sem camisa no frio de Vancouver, onde todo mundo anda encasacado”, diz o ator. Lautner está namorando a cantora country Taylor Swift (mais um casal dos sonhos…), que recentemente lhe mandou um recadinho carinhoso no monólogo de abertura do programa cômico Saturday Night Life (para em seguida estrelar uma hilária paródia de “Crepúsculo”, com Frankensteins no lugar de vampiros).

Nas entrevistas que o elenco concedeu em Los Angeles, todos se fecharam ferreamente contra “perguntas pessoais”. “Kristen é uma ótima atriz”, diz Pattison quando lhe perguntam sobre a química que os dois demonstram na tela. Dá-se como certo que a situação entre ambos é o inverso daquela representada no filme: teria sido Kristen a responsável pelo fim do namoro. Na entrevista, a atriz filosofou sobre a tristeza mortal de Bella ao ser abandonada pelo namorado hematófago: “A dor de Bella ao perder Edward, embora metaforicamente represente algo muito real, é colocada em um mundo com o qual não temos como nos relacionar. Eu acho que a história se sustenta sem os aspectos míticos, tem uma dinâmica sólida entre os personagens, mas… Eu me perdi totalmente. O que você perguntou mesmo?”

Os aspectos míticos e a dinâmica dos personagens são o de menos: o enredo é descabeladamente romântico. O torturado Edward dá o fora em Bella e, ato contínuo, Bella perde-se, alucinada, na floresta, até desabar entre as árvores. Edward, exilado em um Rio de Janeiro de fancaria, recebe a notícia equívoca de que alguém morreu, logo conclui que foi Bella – e parte para tentar o suicídio (muito difícil de conseguir entre os vampiros). Até os lobisomens são hipertrofiados: no lugar da criatura tradicional, meio canina, meio humana, são lobos enormes – do tamanho de um cavalo. Tudo isso é um tanto indigesto para o público maduro. Mas “Lua Nova” deve abocanhar a bilheteria com dentões enormes – de vampiro ou lobisomem, agora tanto faz.

Apavorante ou pavoroso?

Europeus – E, portanto, malvados

Os vampiros imaginados por Stephenie Meyer são diferentes daqueles consagrados em clássicos como “Drácula”, de Bram Stoker. Expostos ao sol, não viram cinza, mas brilham. Não são necessariamente maus – podem escolher o caminho do bem, como fizeram Edward e sua família. Em “Lua Nova”, porém, surgem personagens mais clássicos: nas ruas sinuosas de Volterra, na região italiana da Toscana (substituída, nas locações, pela cidade próxima de Montepulciano), vive o clã dos Volturi, a realeza do mundo doa vampiros. Fazem parte desse núcleo dos dois atores mais experientes do elenco: o galês Michael Sheen, 40 anos, que interpretou o primeiro ministro britânico Tony Blair em três produções, e a americana Dakota Fanning, que, apesar dos tenros 15 anos, acumula uma filmografia respeitabilíssima. Os Volturi representam a visão mais tradicional desses monstros: europeus, aristocráticos, sofisticados e muito perversos. Mas, com suas perucas compridas e o figurino cheio de fru-frus, o bando resulta mais pavoroso do que apavorante. Sheen tem uma filha de 10 anos que, leitora apaixonada de Stephenie Meyer, exultou ao saber que o pai iria trabalhar em “Lua Nova”. Dakota, que cursa o ensino médio, faz parte do público típico dos livros. “Li todos os quatro livros em uma semana. E depois fiquei triste por ter acabado tão rápido”, diz, com seu sorriso ainda infantil, de dentes pequenos. É o seu primeiro papel de vilã – ela interpreta Jane, uma vampira que tem o poder de, apenas com o olhar, submeter suas vítimas a uma dor excruciante. Seus grandes olhos claros aparecem ocultos por lentes de contato, de um vermelho bizarro. “Dakota fica assustadora com as lentes vermelhar. Já eu fico parecendo um coelho”, afirma Sheen, com seu humor britanicamente autoderrisório.




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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