Posts Tagged ‘Minotauro

30
mar
10

‘Coração de tinta’ retrata personagens fantásticos

Matéria publicada no site G1

Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL934963-7084,00-CORACAO+DE+TINTA+RETRATA+PERSONAGENS+FANTASTICOS.html

‘Coração de tinta’ retrata personagens fantásticos

Aventura baseia-se no livro homônimo da autora alemã Cornelia Funke.
História mostra dom de trazer para este mundo personagens dos livros.

25/12/08 – 09h08 – Atualizado em 25/12/08 – 09h08

 

Aventura infanto-juvenil de férias com potencial para engajar também adultos em busca de diversão, “Coração de tinta” baseia-se no livro homônimo da autora alemã Cornelia Funke, em torno da fantasia de que algumas pessoas teriam o dom de trazer para este mundo personagens dos livros apenas lendo suas histórias em voz alta. O filme estréia nesta quinta-feira (25) nos cinemas.

 

Brendan Fraser lê histórias em voz alta e traz personagens da literatura para este mundo em ”Coração de tinta, que estréia nesta quinta-feira (25) nos cinemas (Foto: Divulgação)

 

Um desses “línguas encantadas” é o encadernador de livros raros Mortimer Folchart (Brendan Fraser, de “Viagem ao centro da Terra”), pai de Meggie (Eliza Hope Bennett). Desde o misterioso desaparecimento de sua mulher, Resa (Sienna Guillory), ele deixou de lado a leitura em voz alta e procura desesperadamente o livro em que ela entrou, também chamado “Coração de tinta”.

 

Visitando o sebo de uma cidadezinha atrás do livro, Mortimer encontra Dedo Empoeirado (Paul Bettany, de “O código Da Vinci”) – um homem que tem poderes mágicos para controlar o fogo e que foi trazido a este mundo por conta de uma leitura doméstica de Mortimer. Dedo está desesperado para voltar para sua mulher, no reino do livro, mas Mortimer não quer saber de atendê-lo. Refugia-se na casa de sua excêntrica tia-avó, Elinor (Helen Mirren, de “A rainha”), dona de uma esplêndida biblioteca.

 

Mortimer é localizado em seu esconderijo não só por Dedo Empoeirado como por outros seres malignos vindos das páginas do livro. Liderados por Capricórnio (Andy Serkis, o Gollum de “O senhor dos anéis”), os vilões planejam trazer para a terra o mais poderoso ser do mal de sua história, o gigantesco Sombra.

 

 

As aventuras seguintes envolvem a captura e fuga de Mortimer, ajudado por Dedo Empoeirado e Farid (Rafi Gavron), um rapazinho de “As mil e uma noites”. Complicando a situação, Capricórnio descobre que a menina Meggie é também uma “língua encantada”, chantageando-a para usar seu poder ao informá-la de que a mãe dela está em seu poder no seu castelo – onde são prisioneiros os personagens de diversas histórias e lendas, como os macacos voadores de “O mágico de Oz”, o crocodilo de “Peter Pan” e o Minotauro.

 

Enquanto isso, Mortimer, Dedo Empoeirado e Farid localizam na Itália o autor de “Coração de Tinta”, Fenoglio (Jim Broadbent), pedindo sua ajuda para restaurar a ordem das coisas.

 

Este intenso tráfego entre o mundo da realidade e da imaginação requer, como se pode prever, um uso intensivo de efeitos especiais, que são eficientes. O que falta é um ritmo adequado para um maior envolvimento com os personagens, que parecem estar o tempo todo apenas correndo uns dos outros.

 

O diretor inglês Iain Softley, que foi bem na condução do drama de época “Asas do amor”, baseado em livro de Henry James, aqui teve um resultado inferior.

 

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

08
mar
10

Literatura juvenil narra aventuras de um semideus com dislexia

04/06/2039 – 23:07 – Atualizado em 05/06/2009 – 00:26

Literatura juvenil narra aventuras de um semideus com dislexia

 

“O ladrão de raios” e “O mar de monstros”, de Rick Riordan, são os primeiros da série “Percy Jackson e os olimpianos”

 

Gisela Anauate

O novo herói dos livros infanto-juvenis segue a tendência fantasiosa que consagrou Harry Potter. Mas o interessante é que a série Percy Jackson e os olimpianos, do americano Rick Riordan, toma como base o que há de mais clássico na literatura: a mitologia grega. Como Harry Potter, Percy é desajustado. Vai mal na escola, tem poucos amigos e é diagnosticado com dislexia e deficit de atenção. Isso até descobrir que tem algo grande por trás de sua existência. No caso de Harry, é a ascendência bruxa. Já Percy descende da tradição greco-latina. É um semideus, filho de Poseidon, deus dos mares, com uma mortal.

No primeiro livro da série lançada no Brasil pela editora Intrínseca, O Ladrão De Raios, Percy tem 12 anos quando descobre ser um “meio-sangue”, após lutar com o Minotauro na unha. Aí ele desvenda seus problemas: o deficit de atenção se deve aos reflexos de campo de batalha, e a dislexia porque seu cérebro está programado para entender… grego antigo. Seus defeitos são, na verdade, excessos de qualidade. A ideia do herói surgiu porque o próprio filho de Rick Riordan foi diagnosticado com problemas de aprendizagem (leia a entrevista abaixo). A saga de Percy não teve apelo apenas para Riordan filho. Tornou-se sucesso mundial. E deve bombar mais com a estreia da adaptação do primeiro livro no cinema, prevista para 2010. Ela terá Pierce Brosnan como Quíron, um centauro que se disfarça de professor de latim. No Brasil, O ladrão de raios e O Mar De Monstros, o segundo livro da série de cinco, costumam aparecer nas listas dos mais vendidos. Em outubro sairá o terceiro, A maldição do Titã.

A aventura de Percy também funciona porque é bem escrita. O narrador em primeira pessoa, o próprio garoto, é cheio de piadinhas irônicas. Não fosse seu sangue divino, ele seria um adolescente típico.

 

 

 

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI76100-15220,00-LITERATURA+JUVENIL+NARRA+AVENTURAS+DE+UM+SEMIDEUS+COM+DISLEXIA.html

07
mar
10

Filho das Águas

Matéria publicada no jornal Correio no caderno Vida, na página 29 do dia 27 de fevereiro de 2010.

Filho das Águas

Explorando o filão de Harry Potter, Percy Jackson é novo herói teen.

Doris Miranda

doris.miranda@redebahia.com.br

Harry Potter que se cuide. Após anos sem concorrência, o bruxinho inglês tem agora, no destemido pré-adolescente Percy Jackson, um rival no coração dos fãs. Primeira criação literária do ex-professor americano Rick Riordan, 45 anos, a partir de uma história contada para seus próprios filhos, o menino é herdeiro de Poseidon, deus dos mares.

Por isso, e como todo herói que se preze, ele enfrenta rivais de peso como o Minotauro, a Medusa ou as Fúrias. Justamente por recontar a mitologia grega com sabor pop, a série Percy Jackson e os Olimpianos é um sucesso.

São 9 milhões de exemplares vendido no mundo. Só no Brasil, já são mais de 130 mil, resultado da apuração dos três primeiros títulos da saga.

O quarto e penúltimo volume, “A Batalha do Labirinto”, acaba de chegar às livrarias e já figura na lista dos mais vendidos da revista Veja junto com os outros três. Na relação desta semana eles estão assim: “O Ladrão de Raios” ocupa o 3º lugar; “O Mar de Monstros”, o 6º; “A Maldição do Titã”, o 8º; e “A Batalha do Labirinto”, o 4º.

Herdeiro de Poseidon, o destemido Percy Jackson (Logan Lerman, no cinema) tem poder sobre as águas

No cinema – Como J.K. Rowling oui Stephenie Meyer, autoras de Harry Potter e Crepúsculo, respectivamente, Riordan agora conta com o poder de Hollywood para faturar mais. Isso porque “A Batalha do Labirinto” saiu simultaneamente com a versão cinematográfica de “Percy Jackson – O Ladrão de Raios”, longa-metragem de Chris Columbus que conta a história do livro homônimo.

Descrito como tantos outros meninos de Nova York, Percy tem alguns diferenciais. Para os mortais, ele tem dificuldade de aprendizado e é hiperativo. No mundo mitológico, a segunda característica – tão normal a semideuses – representa habilidade extrema na batalha. Some-se a isso o poder absoluto dele sobre as águas, um presente de seu pai, o deu dos mares.

Em “A Batalha do Labirinto”, Percy tem que encontrar o fio de Ariadne para conseguir lutar contra Cronos, o primeiro Titã, dentro do labirinto de Dédalo. Por isso, novamente se junta à amiga Anabeth, filha da deusa Atena, com quem parte para os domínios do rei Minos de Creta, onde pode resolver seus problemas.

Penetrar no universo criado por Riordan é vê-lo sacudir a poeira da mitologia de uma forma muito inteligente. Ele pode até ser comparado a J.K. Rowling, coisa que atura com muita freqüência, mas é inegável que deu novo fôlego às sagas infanto-juvenis.

Sua obra ganha muitos pontos – e resta grande serviço aos novos leitores – ao inserir a mitologia grega no mundo de hoje. E o faz com humor, o que é melhor. Seu Monte Olimpo, por exemplo, está localizado no Empire State Building, em Nova York, e o submundo de Hades sob a placa de Hollywood. O transporte de Hermes, deus da comunicação, é nada menos que um All Star com asas.

Nova Saga – Com Percy Jackson já consagrado, Rick Riordan começa a fala sobre sobre a próxima série, “The Kane Chronicles, cujo primeiro volume será lançado em maio, nos Estados Unidos. Especialista em antigas mitologias, ele se volta para a fascinante história egípcia.

Os protagonistas dessa vez são Carter Kane, 14 anos, e sua irmã, Sadie, 12 anos, descendentes de mágicos egípcios, que lutam para preservar a humanidade de deuses rebeldes.

“Nas minhas aulas, tinha apenas uma coisa que era mais popular que a Grécia Antiga: o Egito Antigo”, afirma Rick Riordan, que ensinou estudos sociais e inglês durante 15 anos. Era só uma questão de tempo começar uma saga nessa linha.

Ficha:

Livro “Percy Jackson e os Olimpianos – A Batalha do Labirinto”

Autor Rick Riordan

Tradução Raquel Zampil

Editora Intrínseca

Preço R$ 30 (392 páginas)

Mitologia grega em ritmo de muita aventura

Tal como fez nos dois primeiros filmes da série Harry Potter, o cineasta Chris Columbus construiu uma obra fidelíssima à versão literária de “Percy Jackson e o Ladrão de Raios”, baseado no primeiro livro da série Percy Jackson e os Olimpianos. Tão fiel que Columbus não se deu ao trabalho de ousar. No filme, em exibição nos cinemas, tudo é literal na trama que apresenta o semideus Percy Jackson (o belo Logan Lerman, 18 anos), filho de Poseidon (Kevin McKidd) e que vai ao inferno para salvar a humanidade da fúria dos deuses.

A questão é que, mesmo com a competente adaptação, o filme podia render mais. Principalmente para quem devorou os livros de Rick Riordan. Faltam ritmo e tensão num roteiro esquemático demais. Muitos pontos, porém, para o elenco bacana: Sean Bean (Zeus), Pierce Brosnan (o centauro Quíron), Uma Thurman (uma deliciosa Medusa) e Brandon T. Jackson (na pele do divertido sátiro Groover).

Uma Thurman interpreta Medusa no filme sobre Percy Jackson




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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