Posts Tagged ‘Tony DiTerlizzi

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Fantasia com algo mais

Fantasia com algo mais
Em “As Crônicas de Spiderwick”, o diretor Mark Waters consegue driblar as fórmulas de produções infanto-juvenis ao investir na densidade de um drama familiar
Bruno Segadilha, de Los Angeles
25/07/2008 – 23:19 – Atualizado em 25/05/2009 – 00:05

DOIS EM UM
Freddie Highmore vive os gêmeos Jared e Simon, que lutam contra Mulgarath (Nick Nolte, de costas)

A exemplo das séries Harry Potter e As Crônicas de Nárnia, chega ao Brasil mais um filme surgido da literatura infantil. A bola da vez é As Crônicas de Spiderwic, baseado na série homônima de livros de Tony DiTerlizzi e Holly Black. O longa traz o astro mirim Freddie Highmore (o Charlie de A Fantástica Fábrica de Chocolate) no papel dos gêmeos Jared e Simon, garotos que mudam para uma casa no meio do nada após a separação dos pais. Um deles descobre um livro de magia, recita versos proibidos e liberta perigosas criaturas invisíveis. Lideradas por Mulgarath (Nick Nolte), ser supremo do mal, as criaturas tentam invadir a casa em busca da tal obra.

Mais do mesmo? Sim. Seres fantásticos e florestas misteriosas são uma fórmula fácil do cinema infantil americano. No entanto, o diretor Mark Waters consegue driblar o estereótipo ao mergulhar nos conflitos infanto-juvenis e na tensão familiar. Para os garotos Jared e Simon, o verdadeiro terror não está nos duendes malvados, mas no desprezo do pai e na descrença da mãe em relação aos demônios. A irmã mais velha se esforça para aceitar as privações da nova rotina e dá apoio à mãe, a chefe de família deprimida depois da separação.

Essa leitura dramática funciona, em grande parte, graças à atuação de Highmore, que, apesar de seus 16 anos, ainda lembra o garotinho órfão de Em Busca da Terra do Nunca. E ele quase não entrou no filme. O diretor pretendia, a princípio, escalar gêmeos reais. “Seria uma dor de cabeça maior perder tempo atrás de gêmeos que simplesmente contar com o talento de Highmore”, diz Waters na rodada de entrevistas para divulgar o filme. “Sabia que estavam atrás de atores gêmeos, mas fiz o teste”, afirma Highmore. “Deu certo.”

Os fãs da série podem estranhar algumas mudanças em relação à trama original. Mas o diretor diz que os próprios autores deram carta branca para as alterações. “Eles falaram para eu mudar o que fosse preciso para fazer um bom filme”, diz Waters. Ele afirma que seu objetivo era mostrar uma história que unisse pais e filhos. Pelo menos em sua casa, não conseguiu. “Meus filhos viram o filme tantas vezes durante a edição que não queriam ir à estréia comigo!”

3 perguntas para Nick Nolte
O ator conta como foi viver o ancião do mal na fantasia infantil

Mulgarath é um personagem incomum em sua carreira. O que o levou a aceitar o papel?

Eu conhecia o trabalho das pessoas que estavam envolvidas no projeto. Confiava nelas. Também achava interessante estar em uma espécie de Harry Potter americano. Fiquei impressionado com o talento dos autores.

E foi divertido, afinal?

Muito, o Mulgarath tem 995 anos, tive de fazer aquela voz horrorosa, usar toda aquela maquiagem, senão seria apenas o Nick Nolte em um piquenique… Ou você acha que eu não precisava de maquiagem para fazer o ancião?

Você ainda tem o mesmo prazer de estar em um set de filmagem que tinha no começo da carreira?

Tenho. Mas não levo minha carreira como uma obsessão. Se pegar um personagem que não goste de fazer, saio fora. A pior coisa é fazer um papel só pelo dinheiro. Isso é a real desilusão.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI60877-15220,00-FANTASIA+COM+ALGO+MAIS.html

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dez
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‘As Crônicas de Spiderwick’ combina drama familiar e magia

‘As Crônicas de Spiderwick’ combina drama familiar e magia

Seguindo os passos de ‘As Crônicas de Nárnia’ e a ‘A Bússola de Ouro’, filme estréia nesta sexta em SP

Alysson Oliveira, da Reuters – REUTERS

quinta-feira, 20 de março de 2008, 14:18 | Online

Divulgação

Cena de ‘As Crônicas de Spiderwick’

SÃO PAULO – A magia anda em destaque no cinema. Depois que séries como Harry Potter e O Senhor dos Anéis faturaram alto, uma avalanche de filmes do gênero vem sendo descarregada nas salas quase mensalmente. Agora, é a vez de As Crônicas de Spiderwick, que estréia em cópias dubladas e legendadas nesta sexta-feira, 21, seguindo os passos de As Crônicas de Nárnia e a A Bússola de Ouro.

Os irmãos Helen (Sarah Bolger, de Terra dos Sonhos) e os gêmeos Simon e Jared (interpretados por Freddie Highmore, de Em Busca da Terra do Nunca) não estão nada contentes de terem que abandonar Nova York e mudar-se para uma antiga casa de campo com a mãe (Mary-Louise Parker, de Dragão Vermelho), que está se divorciando.

Helen é a mais velha. Por isso, sente-se mais responsável por Simon, que é estudioso, e Jared, o rebelde. Este é quem mais sente a falta do pai, acreditando que ele virá ao seu encontro. Mas nem tudo sai como ele planejou. Enquanto espera, descobre um livro antigo, que tem na capa o aviso para não o abrir. A proibição é tudo o que ele queria para se divertir.

Jared começa a ler o livro e coisas estranhas acontecem. As anotações foram feitas por Spiderwick (David Strathairn, de Boa Noite e Boa Sorte), que pesquisou sobre o mundo mágico de fadas, duendes e outras criaturas há quase um século. O autor desapareceu sem deixar pistas e sua filha, Lucinda Spiderwick (Joan Plowright, de Os 101 Dálmatas), agora uma senhora de mais de 80 anos, está internada num hospício.

Uma série de acontecimentos estranhos, envolvendo goblins (uma espécie de duendes malvados) e ogros colocam Jared no centro da ação. Quem explica ao garoto o que está acontecendo é Tibério, uma criatura chamada de ‘brownie’ (um duende caseiro) que some e aparece quando quer e vira um miniogro quando está enfezado.

Criaturas do mal estão atrás do livro e são governadas por Mulgarath (Nick Nolte, de Paris, Te Amo). Para conseguir defender sua casa e a família, o menino precisará convencer os irmãos Simon e Helen de que as criaturas encantadas existem e são perigosas. Afinal, não é preciso muito esforço para isso, por causa das inúmeras travessuras dos seres mágicos.

Existe uma forma de parar o ataque dos goblins, mas as crianças não sabem como. Para descobri-la, eles vão atrás de Lucinda, que guarda um segredo e pode explicar porque os goblins querem tanto o livro.

Dirigido por Mark Waters (Meninas Malvadas), As Crônicas de Spiderwick baseia-se numa série de livros infanto-juvenis de Holly Black e Tony DiTerlizzi.

O filme combina drama familiar com fantasia – os seres mágicos acabam sendo uma forma de escapismo para as crianças sob a pressão da separação dos pais – mas não consegue manter o ritmo o tempo todo.

A combinação de uma fotografia naturalista com o mundo da magia é uma boa sacada do diretor. Mas nem isso sobrevive ao excesso de efeitos especiais e ação que dominam a meia hora final do filme.

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,as-cronicas-de-spiderwick-combina-drama-familiar-e-magia,143496,0.htm

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As Crônicas de Spiderwick – O Guia de Campo

 

Qual adulto nunca presenciou ou ouviu falar de crianças que acreditam que dentro do seu armário ou em baixo de suas camas existam monstros ou seres desconhecidos que parecem saídos de um universo paralelo? Por mais que os pais ou os responsáveis lhes diga que não há nada, depois que a imaginação aflorou e deu forma aos seres imaginados, o medo já tomou conta das crianças e o estrago já foi feito. E convencê-las do contrário, vira um esforço enorme e, muitas vezes, sem sucesso.

E essa facilidade que as crianças tem em deixar fluir as idéias e a imaginação é a fonte de criação de muitos autores que se especializaram em criar histórias e livros para os jovens leitores. E, muito de suas histórias, é um questionamento para os que não conseguem penetrar no imaginário infantil: será mesmo invenção? Ou o adulto que diante de seus dias atarefados e ocupados não consegue notar aquilo que os pequenos vem com tanta frequência?

A coleção “As Crônicas de Spiderwick”, escrita pelos autores Tony DiTerlizzi e Holly Black, também está incluída nessa receita bem sucedida de histórias de crianças que enxergam além do que os olhos, muitas vezes, insensíveis dos adultos permitem. O primeiro volume, “O Guia de Campo” conta a história de três crianças, irmãos, que após os pais, Richard e Helen, se separarem mudam-se para uma nova casa. Os garotos são gêmeos, tem nove anos e chama-se Jared Grace e Simon Grace. Mallory Grace é a irmã mais velha e tem 13 anos. A separação dos pais das crianças era muito recente e eles não lidam muito bem com essa nova realidade, principalmente Jared. Helen Grace fica com a guarda dos filhos e, com isso, ela decide mudar-se de Nova York para a Nova Inglaterra, para a mansão da sua tia Lucinda Spiderwick que estava internada em um sanatório.

A casa era antiga, de estilo Vitoriano. Jared ouve um barulho estranho, de alguém ou alguma coisa arranhando a porta, ele acaba achando que é um esquilo e não dá muita importância, mas a noite ele escuta novamente e, dessa vez, os seus irmãos também ouviram. Decidiram então descer para a cozinha para investigar a fonte do ruído.

Mallory, decidida, quebra a parede para verificar e acaba descobrindo o ninho da criatura misteriosa, com panos e jornais velhos. Por trás descobrem um pequeno elevador que deveria ser usado para levar comida e roupas a outros andares. Jared resolve explorar o elevador e termina por descobrir um cômodo esquisito com a pintura do tio deles Arthur Spiderwick. Identifica o local como uma biblioteca secreta que não tinha portas para saída e entrada e as paredes eram abarrotadas de livros. Explorando o local, Jared encontra um enigma em forma de poesia e um livro em especial desperta a sua atenção. O livro em questão chama-se “O Guia de Campo”. Havia um bilhete avisando que ele não deveria ser lido, mas Jared ignorou o aviso e abriu o livro, descobrindo que ele estava cheio de informações sobre fadas e outras criaturas mágicas.

A partir daí coisas muito estranhas começaram a acontecer… Os cabelos de Mallory, misteriosamente e inexplicavelmente são amarrados nas varetas da cabeceira da sua cama, os girinos de Simon, que tem um carinho muito especial por qualquer tipo de animal, aparecem congelados no refrigerador na cozinha e os hamsters de Simon desaparecem como passe de mágica.

Como Jared é um garoto muito levado e travesso e, recentemente, tinha provocado confusões em antigas escolas, acabou levando a culpa por todos os feitos inexplicáveis. Ele, sabendo que não tinha culpa de nada, resolve investigar o que está havendo.

Jared descobre que quem estava provocando os arranhões e barulhos estranhos na casa era um boggart ou um brownie, o guardião da casa. Este estava chateado porque as crianças mexeram no seu ninho e elas decidiram colocar de volta no ninho todos os objetos que encontraram lá, juntamente com um bilhetinho pedindo desculpas. O brownie aconselha a eles que se livrem do livro antes que o pior aconteça. O livro foi escrito por Arthur Spiderwick, o pai de tia Lucinda que fora dado como desaparecido. Era um guia sobre criaturas mágicas, revelando segredos, hábitos, aparência das criaturas mágicas e eles acabam descobrindo que teriam ainda muitas aventuras para viver.

O que os meninos não sabem ainda é que os gêmeos e a esgrimista Mallory teriam que lutar pelo livro enquanto desvendavam e conheciam um mundo incrível e fantástico, para evitar que sérios problemas afetem o mundo.

“As Crônicas de Spiderwick”é recomendado para um público bem jovem e, como deve ser para esse público, a série é repleta de muita aventura e fantasia, brincando no limite entre a ficção e a realidade, a mentira e a verdade no imaginário infantil.




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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