Posts Tagged ‘As Crônicas de Nárnia

30
nov
10

Novo ‘Crônicas de Nárnia’ estreia sob perigo de fracasso nas bilheterias

Uma boa notícia para os fãs das “Crônicas de Nárnia”, de C.S. Lewis. Dentre os volumes que compõe as crônicas, confesso que “A viagem do peregrino da alvorada” é dos meus preferidos.

Espero, sinceramente, que este filme tenha ficado bom, para que a serie não entre para o rol de péssimas adaptações de excelentes histórias que acabam traumatizando possíveis futuros leitores!

 

Novo ‘Crônicas de Nárnia’ estreia sob perigo de fracasso nas bilheterias

‘A viagem do peregrino da alvorada’ terá première em Londres, na terça (30).
Segundo filme da série teve lucros abaixo do esperado pela Disney.

 

O terceiro filme da série “Crônicas de Narnia” envolve uma épica viagem marítima, mas, como o segundo longa teve público abaixo do esperado e a Disney ter desistido da franquia, a série pode afundar ou seguir navegando.

 

Cena do filme “As crônicas de Nánia – a viagem do peregrino da alvorada” (Foto: Divulgação)

“As crônicas de Narnia: a viagem do peregrino da alvorada” terá sua pré-estreia mundial em Londres na terça-feira (30) diante da rainha Elizabeth e chegará aos cinemas de alguns países em 2 de dezembro. O filme estará disponível em versões 2D e 3D.

A nova co-produtora Twentieth Century Fox estará atenta ao desempenho do filme, tendo assumido das mãos da Walt Disney Co. o controle da franquia baseada nos romances de fantasia de C.S. Lewis.

A trama acompanha Lúcia e Edmundo Pevensie, seu primo Eustáquio, o rei Caspian e um rato guerreiro chamado Ripchip em uma missão que os leva a ilhas misteriosas e a um reencontro com o poderoso leão Aslan.

“Haverá público para este filme, com toda certeza. Mas não prevejo que o filme vá restaurar a franquia à sua glória anterior”, opinou Brandon Gray, do site de rastreamento de filmes http://www.boxofficemojo.com.

Por que “Príncipe Caspian” não fez sucesso?


Em 2005, quando foi lançado o primeiro filme da série, “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa”, a bilheteria chegou a US$ 745 milhões, e o filme foi o terceiro maior do ano, levando a Disney a esperar que a série pudesse se converter no próximo “Harry Potter”.

Como a série Potter, há sete livros infantis com os quais trabalhar, além de certo nível de familiaridade de leitores em todo o mundo.

Mas “Príncipe Caspian”, o segundo filme da franquia, lançado em 2008, vendeu apenas US$ 420 milhões em ingressos em todo o mundo.

Foi o suficiente para convencer a Disney a romper com a Walden Media, produtora de “Narnia”. A Fox, pertencente à News Corporation, tomou o lugar da Disney no início de 2009.

A performance de “Príncipe Caspian” normalmente seria considerada impressionante, mas, com custos de produção estimados em mais de US$ 200 milhões, um grande orçamento de marketing e comparações pouco elogiosas com o primeiro filme, “Caspian” foi visto como fracasso.

Especialistas atribuíram a bilheteria fraca ao fato de “Caspian” ter sido lançado em maio, em vez de dezembro, e de o público estar mais familiarizado com o livro “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa”.

Mark Johnson, produtor dos três filmes Narnia, disse ao Wall Street Journal que o novo filme foi feito por relativamente modestos US$ 140 milhões.

Fonte: http://migre.me/2Bill
01
jun
10

Dia Mundial da Criança

Hoje, primeiro de junho, é o Dia Mundial da Criança e em homenagem a esses pequenos seres que enchem as nossas vidas de alegrias, encantos, diversão e esperança, selecionei algumas crianças adoráveis, especiais, pentelhas, maravilhosas, mágicas e encantadoras do universo literário.

1 – O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

Ele é doce, inocente, puro e já emocionou muitas e muitas gerações de pequenos e grandes seres humanos. Assim como ele, devemos ser “responsáveis por aquilo que cativamos”.

2 – Zezé (Meu pé de Laranja Lima – José Mauro de Vasconcelos)

Qual leitor não riu das trapalhadas e travessuras do pequenino Zezé de José Mauro de Vasconcelos? Qual leitor não chorou e se emocionou com as dores e sofrimentos precoces do pequeno dono do pé de laranja-lima mais conhecido do Brasil? Zezé é aquele menino que a gente tem vontade de pegar no colo, acalentar e encher de beijos.

3 – Tistu (O Menino do Dedo Verde – Maurice Druon)

O doce menino que no final se torna aquilo que todos desconfiávamos desde o começo do livro: um anjo. Seu mágico dedo verde fez brotar não apenas plantas e flores para alegrar toda uma cidade, cultivou bons sentimentos em todos aqueles que conheceram a sua história simples e bonita.

4 – Lyra (A Bússola de Ouro – Philip Pullman)

Ela é mentirosa, sabichona, brinca com os moleques da rua, sobe em telhados, engana um urso de armadura, não gosta de tomar banho, mas mesmo assim faz todo leitor se apaixonar por ela e seu fofo Daemon, Pantalaimon.

5 – Artemis Fowl (Eoin Colfer)

O menino prodígio do crime é um anti-herói maquiavélico, seqüestrador de fadas e ladrão de ouro. No entanto, é divertido, inteligente e vive cheio de aventuras. Mexe com o imaginário infantil e prova que com amor e paciência, até os piores podem um dia se tornar bons.

6 – Harry Potter (J. K. Rowling)

Ele é o bruxinho mais amado nos cinco continentes. Quem nunca quis entrar nos livros de J. K. Rowling para ajudá-lo a superar todos os desafios a que fora submetido? Qual criança nunca sonhou estudar em Hogwarts, ter uma varinha e enfrentar os bruxos do mal ao lado do garoto que perdeu os pais pelo imenso amor que eles tinham por ele?

7 – Lucy (As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis)

Ela é um docinho, meiga, boa menina, comportada, corajosa e não mente de jeito nenhum. Uma criança assim, além de conquistar uma legião de adoradores, só podia ser mesmo destinada a ser uma princesa.

8 – Percy Jackson (Rick Riordan)

Para quem tem como pai Poseidon, o deus dos mares, ele não precisa de grandes apresentações. Um herói que carrega o peso de uma profecia, tem amigos leais, uma mãe apaixonada e vive se metendo em confusões. Ele e Contracorrente, sua espada mágica, vem conquistando muitos de fãs ao redor do mundo.

9 – Sunny Baudelaire (Desventuras em Sperie – Lemony Snicket)

Ela tem dois anos, mas dentes muito poderosos. Não fala muito bem, mas se expressa como ninguém com os seus irmãos Violet e Klaus. Uma das órfãs mais queridas da literatura. Fofa, engraçada, determinada e uma grande mestre cuca, para que mais?

10 – Emília (O Sítio do Pica Pau Amarelo – Monteiro Lobato)

Uma boneca de pano que ganha vida e com ela muitas qualidades e defeitos humanos. Ela é atrevida, desaforada, mandona, mas a boneca dos sonhos de toda menina. Até eu queria ter tido uma Emília para chamar de amiga.

É claro que outras personagens crianças mereciam e deveriam estar nesta lista, tais como Alice (“Alice no País das Maravilhas”), Charlie (“A Fantástica Fábrica de Chocolate”), Dorothy (“O Mágico de Oz”), Will (“A Faca Sutil”), Maggie (“Coração de Tinta”), Colin (“Colin Cosmo e os Supernaturalistas”), Nim (“As Aventuras de Nim”), Bruno (“O Menino do Pijama Listrado”) e tantos outros. As histórias são muitas, as personagens inesquecíveis, os autores maravilhosos. Mas convenhamos, esses dez são mesmo nota 10!

14
mar
10

Percy Jackson e os Olimpianos – O Mar de Monstros

O segundo livro da coleção “Percy Jackson e os Olimpianos,” M”ar de Monstros”, traz novas e irresistíveis aventuras do garoto que descobriu a pouco tempo ser um herói, um semideus, filho do deus grego, senhor dos mares, Poseidon e seus inseparáveis amigos, Annabeth, outra semideusa, filha de deusa Atena e Grover, um sátiro, ser da mitologia grega que se disfarça de adolescente (um tanto desengonçado) quando está no mundo dos mortais.

Grover e Annabeth foram os melhores amigos de Percy no último ano e o acompanharam na sua primeira aventura para salvar o mundo. Percy sonha com Grover e fica intrigado, pois não o via desde o último mês de julho, já que o jovem sátiro partira sozinho em uma perigosa missão – da qual nenhum sátiro voltara. No sonho de Percy, Grover estava correndo sérios perigos. Ao acordar, o garoto nota uma sombra se movendo rapidamente pelo vidro da janela do seu quarto.

Pela primeira vez tudo ia bem na vida de Percy, principalmente no quesito escola. Pela primeira vez ele conseguiu passar um ano sem ser expulso por uma escola. Só faltava um dia para o ano letivo terminar, mas ele não fazia idéia de que uma série de confusões e problemas estava prestes a começar assim que saísse de casa.

Quando Percy estava tomando café e mencionou arrumar as coisas para ir para o Acampamento dos Meio-Sangue, a sua mãe lhe disse que Quíron, havia enviado uma mensagem para ela dizendo que não era seguro para Percy ir para o local naquele momento. Percy argumenta que ali é o local mais seguro no mundo para ele. Sua mãe retruca dizendo que costumava ser, mas estava acontecendo alguns problemas. Entretanto não quis contar do que se tratava, não antes do anoitecer, quando eles estariam juntos novamente para conversar sobre isso.

Na escola, Percy tinha um amigo chamado Tyson. Um garoto sem-teto que fora abandonado pelos pais quando era muito pequeno, provavelmente por ser tão diferente. Tinha um metro e noventa de altura e o físico do Abominável Homem das Neves, porém era muito sensível e tinha medo de praticamente tudo. As crianças da escola descobriram que apesar de todo aquele tamanho, Tyson era bobo e sentiam prazer em atormentá-lo. Percy era seu único amigo.

Matt Sloan, um garoto irritante e pé no saco apareceu durante a aula de educação física acompanhado de alguns garotos bem estranhos que estavam visitando a escola, mas que estudariam lá no próximo ano. Eles se dividem em times para uma partida de um jogo.

Tayson comenta que os novos amigos de Sloan tinham um cheiro engraçado e Percy foi atingido por uma bola violentamente na barriga. Ao ponto dele cair sentado, o que levou o outro time a dar muitas gargalhadas. Percy sentiu as vistas turvas e não conseguia acreditar que alguém fosse capaz de lançar uma bola com aquela força toda. Tyson gritou para o amigo se abaixar e foi por pouco. Ele viu uma bola zunindo pelo seu ouvido.

Um dos visitantes se referiu a Percy por Perseu Jackson. O modo como a criatura havia chamado o nome de Percy lhe deu um fio na espinha e ele se deu conta de que ninguém o chamava de Perseu, só quem conhecia a sua verdadeira identidade, sejam eles amigos ou inimigos. Com um estalo Percy se lembrou de Tyson lhe dizendo que eles tinham um cheiro gozado. Só podia ser monstros. Foi quando ele notou que os visitantes estavam ficando maiores, não eram mais garotos e sim gigantes de dois metros e meio de altura, com olhos selvagens, dentes pontudos e braços peludos tatuados com cobras, dançarinas havaianas e corações.

As crianças ficaram enlouquecidas no ginásio, correndo de um lado para o outro tentando fugir e se protegendo dos ataques dos monstros. Percy pede aos monstros para deixar as crianças irem embora, mas eles dizem que não deixariam seus petiscos fugirem.

Várias bolas com fogo ao redor, de bronze, o tamanho de bolas de canhão foram atiradas contra Percy e as outras crianças, destruindo o ginásio da escola. Percy tenta chamar a atenção do treinador Nunley, mas os mortais muitas vezes eram atingidos por uma força mágica chamada “A Névoa” que disfarçava aos seus olhos a verdadeira aparência dos monstros (lestrigões) e dos deuses. Desta forma, os humanos tendem a ver apenas o que conseguem compreender. Diante disso, o treinador ao ouvir o garoto lhe chamando, apenas ergueu os olhos, sonolento, e pareceu não ter visto nada de anormal.

Percy procurou Contracorrente, sua espada mágica que tinha forma de uma caneta à vista dos humanos, no bolso da calça para se defender do ataque de monstros, mas se lembrou que não estava de calças e sim com o uniforme de educação física, estando portanto, completamente indefeso.

Tyson parte em defesa do amigo e Percy se desespera achando que Tyson iria morrer. Mas o grandão consegue segurar o ataque das bolas flamejantes dos monstros, jogando de volta para eles, atingindo-os bem no peito, fazendo com que os gigantes se desintegrassem.

Percy não acreditava que após o ataque o amigo estivesse são e salvo, sem ter qualquer tipo de queimadura nas mãos e achou isso muito estranho. Quando a situação estava ficando feia para Percy e Tyson, eis que surge Annabeth para ajudá-los e avisa que Percy precisa encontrar-se com ela quando toda essa confusão no ginásio terminar. Sem ter muito tempo para explicar o motivo do seu aparecimento repentino, ela colocara o boné de beisebol dos Yankees, um presente mágico da sua mãe, a deusa Atena, que lhe dava o poder de desaparecer e sumiu.

O ginásio estava uma catástrofe, todo destruído e com chamas para todos os lados. O diretor surge e o infame do Matt Sloan acusa Percy de ter feito aquilo no ginásio. E o professor confirma a acusação feita pelo garoto. Percy sabia que ninguém jamais acreditaria nele, então chama Tyson para ir com ele e foge do ginásio. Em um beco ali perto, Annabeth estava esperando por Percy. A garota quer saber onde o amigo encontrara Tyson.

Percy olha novamente para as mãos de Tyson e se diz surpreso por ele não estar com as mãos queimadas. Annabeth resmunga que é claro que ele não está com as mãos queimadas e que na verdade ela estava surpresa é que os lestrigões tenham tido coragem de atacar eles com Tyson por perto.

Percy quer saber o que são os lestrigões e Annabeth responde que são monstros, uma raça de monstros gigantes canibais que vivem no extremo norte e que é incomum se ver eles tão ao sul.

O filho do deus do mar conta o sonho estranho que teve com Grover e Annabeth lhe diz que está acontecendo um problemão no acampamento e que eles precisam ir para lá naquele mesmo momento. Diz a Percy que monstros a perseguiram por todo o caminho desde a Virgínia, tentando detê-la. Ela pergunta quantos ataques ele sofreu e Percy responde que nenhum o ano todo. Annabeth acha estranho, mas quando olha para Tyson, entende.

Eles estavam fugindo da polícia e precisavam ser rápidos, pois as sirenes estavam perto. Annabeth tirou uma moeda de ouro do bolso, um dracma, a moeda corrente do Monte Olimpo. Tinha a efígie de Zeus gravada de um lado e o edifício Empire State do outro e gritou: “Pare, Carruagem da Danação”. Então atirou a moeda na rua e o dracma afundou e desapareceu e no lugar onde a moeda desapareceu, um líquido vermelho com sangue começou a borbulhar irrompendo um carro daquele lado. Era um táxi cinza-escuro.

Dentro do táxi havia três senhoras sentadas no banco da frente: Vespa, Ira e Tempestade. Elas só tinham um olho para as três, o que deixou Percy em pânico. Na confusão pela briga pelo olho, as três lutam dentro do carro e o olho acaba voando para o colo de Percy que o repele e terminada a confusão pela disputa, eles conseguem chegar ao acampamento. As irmãs dão a Percy quatro números: 30, 31, 75 e 12, mas não explica para que serviam e o que significavam.

Quando saíram do táxi, eles viram que na Colina Meio-Sangue havia um grupo de campistas e eles estavam sob ataque. Uma batalha violenta estava acontecendo na colina. Dois touros estavam atacando os guerreiros filhos de Ares sob a liderança de Clarisse.

O que preocupou Percy não eram os touros em si, mas o fato de que as fronteiras mágicas do acampamento não permitiam que monstros passassem além da árvore de Thalia, mas mesmo assim os touros de metal estavam fazendo isso.

Annabeth chama Percy para ajudar Clarisse e ela diz também que eles iriam precisar de Tyson. Percy imediatamente pegou a espada de bronze Anaklusmos, ou como era mais conhecida, Contracorrente. A luta começa para Percy. Ele defende e ajuda Clarisse e quando ele é atacado, Tyson parte para cima dos touros e defende o amigo. O “garoto” destrói os dois touros.

Annabeth diz a Percy que deixou Tyson cruzar a fronteira para salva-lo, caso contrário ele teria morrido. Percy não entende o que Annabeth quis dizer com deixar ele cruzar a fronteira. Annabeth pergunta a Percy se ele já olhara para Tyson com atenção. Para o rosto dele e manda o garoto ignorar a Névoa e realmente olhar para Tyson.

Percy se esforçou para focalizar o nariz do amigo e os olhos. Então viu que ele tinha apenas um olho bem no meio da testa e se tocou que Tyson era na verdade um ciclope. Um bebê ciclope, pela aparência, por isso ele não se queimou quando aparou as bolas de fogo, pois os ciclopes são imunes ao fogo.

Annabeth explica a Percy que Tyson é um dos órfãos sem-teto. Diz que eles são erros, são filhos de espíritos da natureza e de deuses. Diz que ninguém os quer e são jogados de lado, crescendo nas ruas, sozinhos. Annabeth diz que eles precisam leva-lo até Quíron e deixar que ele decida o que fazer.

Percy e Annabeth ficam sabendo através de Clarisse que Quíron foi destituído do cargo de diretor de atividades do acampamento desde que a árvore de Thalia foi envenenada. Quem estava ocupando o seu cargo agora era Tântalo.

Thalia, Luke e Annabeth estavam sendo levados para o acampamento por Grover. Estavam sendo perseguidos por monstros e a garota resolveu mandar os amigos entrarem no acampamento em segurança enquanto ela montava resistência ali. Mas Thalia acabou sendo morta e Zeus, seu pai, apiedou-se pela garota e transformou-a em um pinheiro, para que o seu espírito reforçasse as fronteiras mágicas do acampamento, protegendo todos eles dos monstros.

Percy explica para Tyson como funciona o acampamento e ele fica curioso querendo saber o que era cada coisa do lugar. Explica também que os “Três Grandes”, – Zeus, Poseidon e Hades fizeram um pacto depois da Segunda Guerra Mundial para não ter mais filhos com mortais, pois essas crianças são mais fortes que os meio-sangues normais e imprevisíveis demais, já que quando ficavam zangados, tendiam a causar problemas. E o pacto foi quebrado duas vezes. Por Zeus, ao gerar Thalia e por Poseidon, ao gerar Percy.

Quíron recebe as crianças com muito carinho e, Tyson, deslumbrado, chama o centauro de pônei. Quíron parece não se incomodar e explica aos garotos que o veneno utilizado contra o pinheiro de Thalia é algo do Mundo Inferior e deve ter vindo de algum monstro da profundeza dos abismos de Tártaro.

Percy acreditava que o verdadeiro culpado era Cronos, que como é imortal, mesmo após ser derrotado nas últimas aventuras de Percy, ainda estava vivo lá embaixo no Tártaro sofrendo a dor eterna, faminto por retornar e se vingar do Olimpo.

Quíron explica aos meninos que o vale inteiro estava sentindo o choque do veneno e as fronteiras mágicas estavam se deteriorando. Como conseqüência, as fronteiras mágicas e o próprio acampamento estavam morrendo. Apenas uma fonte de magia seria forte o bastante para anular o veneno, mas ela foi perdida séculos atrás, o velocino.

Tântalo se apresenta às crianças do acampamento que ainda não o conheciam. Percy descobre que Tântalo é um espírito dos Campos de Punição. O ser ficava em pé na lagoa com a árvore frutífera logo acima, mas não podia comer nem beber. O que significava que ele não podia nem comer nem beber como castigo por algo muito sério que ele fizera. Mas Percy ainda não sabia o que era.

Eles começaram a discutir o que fazer com Tyson e onde ele dormiria, o que para surpresa de todos, ao que todos não esperavam, foi vista uma luz verde brilhante de um tridente acima da cabeça do ciclope. Poseidon o reclamou como filho da mesma forma como no ano anterior reclamara Percy como filho. Tântalo caiu na gargalhada ao descobrir que o ciclope e Percy eram meio-irmãos. Agora Percy teria um companheiro de chalé. Tântalo, para surpresa e apreensão de todos, restabelece no acampamento as corridas de biga que estavam suspensas, pois jovens morreram e ficaram mutilados.

Os campistas ficam animados criando e construindo as bigas dos seus chalés. A corrida é lançada e os pombos demoníacos começam a atacar os expectadores que estavam na arquibancada assistindo a corrida. Percy, Annabeth e Tyson começaram a atacar os pombos para defender o acampamento. Tem uma idéia, vão até o chalé de Quíron e pegam o rádio do antigo diretor de atividades, colocam uma música bem alta, o que acaba surtindo o efeito desejado: afastando todos os pombos.

Tântalo diz que os culpados da confusão foram Percy, Annabeth e Tyson, mandando eles para o castigo e deu a vitória da corrida pra Clarisse que em momento algum parou de correr com sua biga para defender os campistas que estavam sendo atacados. Percy mais uma vez sonha com Grover que conta ao garoto que ele precisava ajudá-lo, ele estava preso em uma caverna, em uma ilha, no mar.

Grover conta ao semi-deus que os sátiros jamais voltam de sua missão porque o Polifemo, o ciclope, se diz um pastor, mas é uma armadilha, depois ele come os sátiros. Grover diz que a conexão empática que ele estabeleceu com Percy estava funcionando e as emoções deles estavam ligadas. O que significava que se Grover morresse, Percy ou também morreria ou viveria anos em estado vegetativo. Diz que só está vivo ainda porque enganou o ciclope, fingindo ser uma mulher que usa perfume de carneiro para agradar ao ciclope e estava vestido de noiva pois prometera casar com Polifemo. A sorte dele era que o ciclope não enxergava muito bem.

Grover estava no Mar de Monstros, mas não sabia explicar exatamente onde ficava. Annabeth conversa com Percy e lhe pergunta se ele se lembra o que as Irmãs Cinzentas do táxi disseram que sabia onde estava aquilo que Percy procurava e mencionaram Jasão. Elas na verdade disseram a Jasão onde encontrar o Velocino de Ouro. O velocino leva para quem o possui prosperidade à terra, os animais param de adoecer, as plantas crescem melhor, as colheitas são fartas, nunca são atingidos por pragas, cura doenças, fortalece a natureza e limpa a poluição.

O velocino poderia curar a árvore de Thalia e deixar as fronteiras do Acampamento Meio-Sangue muito mais fortes. Porém o velocino está desaparecido há séculos e centenas de heróis já buscaram por ele e não tiveram sorte. Percy acredita que Grover encontrou o velocino e eles teriam que salva-lo.

Annabeth está apreensiva, pois eles teriam que enfrentar Polifemo, o pior dos ciclopes e só existia uma ilha onde ele pode estar: o Mar de Monstros. O mar onde todos os heróis atravessam em suas aventuras. Costumava ficar no Mediterrâneo, mas como tudo muda, ele também muda de lugar quando muda o centro de poder do Ocidente. Então agora o Mar de Monstros fica na Costa Leste dos Estados Unidos, logo a noroeste da Flórida, o Triângulo das Bermudas.

Percy, por ser filho do deus do mar, considerava que não deveria ser muito difícil encontrar a ilha. Mas eles precisavam falar com Tântalo, para que ele aprovasse uma missão e tinham certeza que ele diria não, pois o novo diretor não perderia a chance de negar o pedido. Eles então decidem contar a todos durante a noite na fogueira. E, com todos pressionando, ele não poderia dizer não.

Á noite eles revelam que sabem onde está o Velocino de Ouro e que ele é a esperança para salvar o acampamento. E que inclusive tinha as coordenadas de navegação para chegar ao Mar de Monstros: 30, 31, 75 e 12 – 30º – 31 minutos norte/ 75º – 12 minutos Oeste.

Os campistas pressionaram, como os garotos previram, para que Tântalo liberasse uma missão. Ele parecia não estar se importando muito com que o acampamento fosse salvo. E concordo em liberar que uma missão acontecesse. Mas nada saiu como Percy havia planejado. Tântalo determina que Clarisse liderasse a missão e fosse se consultar com o Oráculo na Casa Grande e que escolhesse dois companheiros de missão.

Percy, arrasado, sai do acampamento e ouve uma pessoa falar com ele: Hermes, o deus dos ladrões, dos mensageiros e dos viajantes. E também o pai de Luke, o campista que tentou matar Percy no ano anterior. Hermes diz a Percy que ele deveria ir à missão e oferece ao garoto dois presentes: uma garrafa que funcionava como uma bússola e destampando-a vai se libertar os ventos dos quatro cantos da Terra para despachá-lo mais depressa em seu caminho. A tampa deveria ser desenroscada só um pouquinho, pois os ventos são sempre inquietos e se todos os ventos escaparem de uma vez…

O segundo presente era um pequeno frasco de plástico cheio de pastilhas de vitaminas que eram poderosas. Hermes aconselha ao garoto, o seu primo, que não tome uma delas a não ser que precise muito, muito mesmo. Ele explica que está ajudando ao garoto para que ele possa salvar muitas pessoas nesta missão, não apenas o amigo dele, Grover.

Hermes diz que Percy teria um prazo mais curto do que imaginava para completar sua missão e os amigos dele deveriam estar chegando mais ou menos agora. Percy ouviu Tyson e Annabeth chamando o seu nome ao longe. Hermes entrega três malas para Percy (três sacos de viagem amarelos) a prova d’água e que Percy deveria pedir ajuda a Poseidon para chegar até ao navio que parecia um cruzeiro que estava brilhando ao longe.

Hermes diz que Percy tem que decidir ir para uma missão em cinco minutos, pois as harpias chegarão para comê-lo. Os garotos montam em três cavalos marinhos enviados por Podeison e vão em direção ao navio. Assim que chegaram, Tyson sente novamente um cheiro estranho. Os meninos vasculham o navio inteiro e não encontram ninguém.

Enfim descansaram, dormiram e no dia seguinte ao acordarem com um apito do navio ouviram uma voz no alto-falante. Os garotos viram pessoas com olhos vidrados no navio como se tivessem hipnotizados. Viram também monstros e se esconderam ao verem Luke. Os meninos ficaram agoniados para descobrir o que Luke estava aprontando. Decidem segui-lo e através dos poderes de Tyson com sua superaudição conta para os meninos o diálogo que está ocorrendo lá dentro. Imitando as vozes de Luke e dos seres sinistros que estão ao lado dele. O que fez Annabeth estremecer por ouvir Tyson imitar as vozes dos outros envolvidos na conversa. Mas Percy manda ele recomeçar a repetir o que estava ouvindo. O que deixou as crianças de cabelo em pé, pois Luke revelava que fora ele quem envenenara a árvore de Thalia.

Mas os seres descobriram, de alguma forma, que os meninos estavam do lado de fora, o que é uma surpresa e tanto para Luke, encontrar os dois primos dele lá fora o espionando. Ele então tenta convencer os dois a juntarem-se ao bando que ele esteve liderando. Com a intenção de destruir o Ocidente para refazer o mundo do zero. Ele gostaria de ter ao seu lado Annabeth, por causa da sua inteligência. Tenta convencer a prima, dizendo que ela merece coisa melhor do que ir atrás de uma missão sem chances para salvar o acampamento. Informa a eles que a Colina Meio-Sangue será invadida por monstros em menos de um mês e os heróis que sobreviverem não terão escolha senão juntar-se a eles ou serem caçados até a extinção.

Luke revela coisas a Percy que só saberia se tivesse um espião no acampamento, com as coordenadas 30, 31, 75, 12. Mais uma vez Luke tenta convencer Annabeth através de recompensa, dizendo que eles tem amigos poderosos, patrocinadores ricos para comprar aquele navio de cruzeiro em que eles estavam e muito mais. Tenta persuadir Percy dizendo que a mãe dele nunca mais precisará trabalhar, disse que ele poderia comprar uma mansão para ela, que ele teria fama, poder e tudo que quiser. E Annabeth poderia realizar o sonho dela de ser arquiteta e construir um monumento para durar mil anos, um templo para os senhores da nova era.

Com a recusa dos meninos, Luke manda os ciclopes que agora o obedecem, levar os garotos para alimentar os dragões. Mas as crianças conseguem fugir para os botes salva-vidas que estavam pendurados ao lado do navio com a ajuda os ventos da garrafa térmica dada por Hermes. Percy nota que o seu senso de direção e orientação ficava perfeito no mar, por causa do seu pai, Poseidon. Eles conseguem escapar e vão em direção ao caminho indicado por Annabeth e Percy notou que a amiga estava levando-o para um esconderijo meio-sangue e perguntou, pasmo, se fora ela quem tinha feito aquele lugar. Ela respondeu que fora feito por ela, Thalia e Luke. Eles eram fugitivos se escondendo de monstros, sobrevivendo sozinhos antes que Grover os encontrasse e tentasse leva-los para a Colina Meio- Sangue. Annabeth fora cuidada e protegida por Luke e Thalia. Toda vez que a amiga falava do tempo que passara ao lado de Thalia e Luke, Percy se sentia desconfortável, enciumado.

Eles saem do acampamento para verificar um fato muito estranho: perto de onde estavam escondidos, Tyson encontrara uma loja de conveniências Donuts Monstro e foram surpreendidos por um ataque de uma hidra de sete cabeças que expelia jatos de uma substância que parecia um ácido, pois derretia tudo o que tocava. Percy, instantaneamente, pegou contra-corrente e cortou uma cabeça da Hidra, mas quando Annabeth gritou para ele não fazer isso, já era tarde, duas cabeças brotaram no lugar daquela que fora cortada. E, assim mais uma loja Donuts Monstro foi aberta em algum lugar.

Eles se espalham e começam a fugir novamente até que ouviram um som estranho e ouvira uma voz conhecida que vinha do rio mandando a tripulação preparar os canhões. E Percy houve um barulho passar por ele e viu que as balas de canhão atingiram a hidra que explodira em muitos pedaçinhos. Eles então vão para o navio de Clarisse. Era o navio mais estranho que eles já tinham visto. Navegava baixo como um submarino e o convés era revestido de ferro. E os marinheiros eram zumbis, soldados mortos.

Clarisse comunica aos meninos que eles estão muito encrencados e que Tântalo os expulsou por toda a eternidade. Clarisse não quer a ajuda dos meninos e disse que dessa vez é a oportunidade dela de se tornar heroína e eles não “roubariam” a chance dela. Ela revela sem querer que deixou para trás dois amigos que faziam parte de sua permissão de ir acompanhada na missão.

Percy tenta alertar Clarisse de que Tântalo estava usando-a, pois ele não se importa com o acampamento e adoraria vê-lo destruído e estava armando para ela fracassar. Mas ela não lhe dá ouvidos e eles se dirigem para o Mar de Monstros. O motor do navio estava gemendo, mas mesmo assim eles aumentaram a velocidade, o que fez com que ele recebesse muita pressão. Com isso, o motor do navio não iria agüentar por mais muito tempo.

Quando chegaram ao Mar de Monstros eles se vêem sem saída, ou enfrentavam Caríbdis, que suga o mar e depois cospe de volta ou enfrentava Squila, um ser que vivia em uma caverna e suas cabeças de serpente descem e começam a arrancar os marinheiros do navio.

Clarisse decide enfrentar Caríbdis, o que provoca a explosão do navio e em seguida eles foram atacados por Squila que, inclusive pega Percy pela mochila, mas ele consegue se soltar no momento em que o navio estava explodindo, cai no mar desmaiado e é acordado por Annabeth. Percy fica triste pensando na morte de Tyson, pois o ciclope bebê fora para perto do motor tenta fazer com que ele funcionasse por mais tempo e, certamente, morrera na explosão do navio. Percy e Annabeth entram em um bote e a garota revela a Percy a profecia que Quíron havia dito para ela. Diz que os deuses estão preocupados com alguma coisa que Percy irá fazer quando ficar um pouco mais velho, quando completar 16 anos. Ela conta a ele que não sabe a profecia completa, mas que a profecia diz que um filho meio-sangue dos três grandes (Poseidon, Zeus, Hades), o próximo a viver até os dezesseis anos, será uma arma perigosa, pois ele irá decidir o destino do Olimpo, irá tomar uma decisão que poderá salvar a Era dos deuses ou destruí-la.

Sendo por isso que Cronos não matara Percy no último verão. Afinal, o garoto poderia ser muito útil para ele, se conseguisse ele como aliado, os deuses teriam sérios problemas. Quando Quíron soube de Thalia, imaginou que a profecia se referisse a ela e por isso estava tão desesperado para leva-la ao acampamento em segurança. Não existe ninguém vivo que se encaixe na definição de meio-sangue (meio humano e meio-deus), a não ser ele.

Annabeth diz que os deuses não matam ele porque provavelmente têm medo de ofender Poseidon. Alguns deuses estavam observando Percy para saber que tipo de herói ele iria se tornar.

Em meio as revelações eles avistam terra firme e foram levados para C.C. Foram bem tratados e Percy desconfiou que poderia ser uma armadilha. Viram uma mulher linda tecendo um tecido. Ela manda as suas funcionárias levarem a garota, pois ela precisava conversar com Percy. Ela mostra no tear como o menino ficaria mais bonito se aceitasse se transformar no seu verdadeiro eu. Percy se surpreende em como ficaria bonito e decide aceitar tomar o milk-shake de morango oferecido por C.C. e quando fez isso sentiu um calor escaldante por dentro, como se a mistura estivesse fervendo dentro dele. Percy viu que tudo estava crescendo ao seu redor, ou melhor, ele estava encolhendo. Percy viu que se transformara em um porquinho da Índia. Foi colocado em uma gaiola junto com outros tantos porquinhos da Índia.

Annabeth aparecera de repente e C.C. revela seu verdadeiro eu. Diz que por ela ser filha de Atena, deusa da sabedoria, não era muito diferente dela, Circe, a feiticeira. Chama a garota para aprender as artes da feitiçaria com ela, mas Annabeth não aceita e viu no que Circe havia transformado o amigo. Toma uma das vitaminas de Hermes e ficou imune ao ataque da feiticeira.

Tanto Percy quando os outros homens transformados em porquinhos da Índia, tomaram as vitaminas de Hermes e voltaram ao normal. Eles fogem no barco Vingança da Rainha Ana que obedecia a todos os comandos de Percy. O garoto estava muito cansado e decidiu dormir, mas teve um sono muito perturbado por sonhos estranhos. Desta vez ele sonhou com uma garota que ele não conhecia, bem diferente de Annabeth. Quando ela viu o sarcófago onde estava Cronos a menina se desesperou e acabou sendo engolida por uma explosão de luz dourada.

Eles notam terra, mas eles estavam se aproximando da ilha das sereias. Annabeth pede que Percy lhe faça um favor, pois eles estavam ao alcance do canto das sereias. Mas Annabeth queria ouvi-las já que elas contavam a verdade sobre o que as pessoas desejavam. Contam coisas a respeito das pessoas que nem elas mesmo percebiam. Ela pede a Percy que não a desamarre, não importa o que aconteça, o que ela implore, pois a vontade dela será correr para a amurada e se jogar.

Percy pegou duas grandes bolas de cera de vela, amassou-as e colocou nos ouvidos. Percy vê Annabeth se debater, implorar para que ela o soltasse, mas ele fingia que não via, quando se distraiu e olhou para a amiga, não a viu e percebeu que ela cortara a corda e se jogara no mar. Percy se jogara atrás dela e viu a amiga ser jogada pela correnteza e ser arrastada em direção a duas presas de pedras afiadas como navalhas.

Quando o nevoeiro passou, Percy viu as sereias. Ele as descreve como abutres do tamanho de pessoas com plumagem preta enlameadas, garras cinzentas e pescoço rosado e enrugado. Percy não conseguia ouvi-las por causa da proteção. Mas Annabeth não estava vendo as sereias da mesma forma que ele. Reconheceu a família de Annabeth pelas fotos que ela lhe mostrara. Viu o mundo da forma como Annabeth estava sonhando que ele se transformasse, o que provava que ela ficara mexida com o que Luke havia lhe proposto.

Percy viu que as sereias estavam se preparando para devorar mais uma vítima: Annabeth. Ele puxara a garota de volta das ondas, nisso eles acabaram afundando e ela parou de se debater e seus olhos ficaram confusos. O que Percy compreendeu: debaixo d’água o som não se propagava, quebrando o encanto da música das sereias. Mas tinha outro problema: debaixo d’água Annabeth não conseguia respirar. Percy tinha que manter a garota viva e respirando, para isso imaginou bolhas do mar e as trouxe para eles. Ele e Annabeth adentraram em uma bolha, apenas as pernas dela continuavam mergulhadas na água.

Annabeth soluçou e conseguiu respirar, soluçou, soluços de partir o coração. Ela encostou a cabeça no ombro de Percy e ele a abraçou. Eles voltaram ao navio e perceberam que estavam longe das sereias e estavam em segurança. Percy perguntara a Annabetho que fora aquilo que ela vira. Annabeth disse que era a Húbris dela; o orgulho, insolência, achar que a pessoa pode fazer as coisas melhor do que qualquer um, inclusive os deuses.

Percy pensou no sonho com a menina e o sarcófago dourado. Ele não sabia o que significava, mas tinha a sensação de que estava deixando alguma coisa passar. Alguma coisa com Cronos, que ele planejava.

Enfim eles chegaram ao lar do ciclope. Na ilha do ciclope havia uma ponte de corda em cima de um precipício, o que não era bom sinal. Mas fora isso, o local parecia um cartão-postal do Caribe, com seus campos verdejantes, árvores de frutas tropicais e praias de areia branca. Tanto Annabeth como Percy, mesmo sem poder ver o Velocino, poderiam sentir a sua força. Eles notaram que na base da ravina havia dúzias de carneiros que andavam em círculos. Pareciam bastante pacíficos e eram enormes, do tamanho de hipopótamos. Eles estranharam achar tudo fácil ao verem um caminho de estrada que levava à colina. Foi aí que do nada surgiu um cervo dos arbustos. Eles pensaram que fosse um guardião. Mas na verdade os carneiros eram os guardiões e eles atacaram um cervo e perceberam que não havia como passar pelos carneiros comedores de gente que pareciam piranhas.

Eles encontraram Clarisse amarrada pendurada de cabeça pra baixo acima de um caldeirão de água fervente, viram também Grover vestido com um vestido de noiva. Clarisse acaba entregando Grover, dizendo ao ciclope que a suposta noiva dele é um sátiro. O ciclope então agarrou o vestido de Grover e o arrancou. Embaixo do vestido o verdadeiro sátiro surgiu, com jeans e sua camiseta. Ele gemeu e se abaixou quando o monstro deferiu o primeiro golpe que passou acima de sua cabeça.

Na tentativa de não morrer, Grover diz que se ele fosse comido cru daria uma má digestão daquelas no ciclope. Então sugere que ele seja comido assada com molho de manga e manda o ciclope ir procurar algumas mangas. O ciclope então diz que vai pastorear as ovelhas e iria comer sátiro grelhado com chutney de manga a noite para celebrar o seu casamento. Grover pergunta quem será a noiva e o ciclope olha para Clarisse que fica indignada. Ao sair da caverna, o ciclope fechou o local com uma rocha. Os meninos tentaram mover a rocha por horas, mas ela não se mexia. Eles se dão conta de que mesmo que conseguissem matar o ciclope, tanto Grover quando Clarisse morreriam dentro da caverna, pois eles não teriam como solta-los.

Eles bolam um plano. Percy sobe em um carneiro e, assim, conseguiria adentrar na caverna e a função de Annabeth seria distrair o gigante. Annabeth chama o ciclope de feioso e diz que era Ninguém. O ciclope, com raiva, atira uma rocha na direção da voz da garota. Curiosamente, a rocha que foi atirada era a porta da caverna.

O ciclope foi correndo em direção a voz de Annabeth (Ninguém). Percy sabia que Ninguém era um truque utilizado por Ulisses para enganar o ciclope Polifemo séculos atrás, antes que ele acertasse o olho do ciclope com uma grande estaca quente. Annabeth tinha certeza que Polifemo guardaria rancor daquele nome e estava estava certa. Percy percebera que o ciclope estava enlouquecido e fora de si que nem reparara que a voz de Ninguém era feminina e nada parecida com a voz do primeiro Ninguém (Ulisses).

Dentro da caverna, Percy começou a procurar Grover e Clarisse. Ao encontrá-los Grover correu e lhe deu um forte abraço e Percy com contracorrente cortou a corda que prendia Clarisse e, ela a contragosto, agradeceu.

Percy ouviu uma explosão na caverna e em seguida ouviu um grito que fez ele se arrepiar, pensando que talvez fosse tarde demais, pois era Annabeth gritando. O ciclope entrou gritando que havia apanhado Ninguém e ao sacudir o punho, um boné de beisebol saiu voando para o chão e lá estava Annabeth pendurada pelas pernas de cabeça para baixo.

Eles se unem para atacar o ciclope e partem para colocar em ação o plano de ataque Macedônia. Todos eles treinaram esse plano no acampamento meio-sangue no ano anterior. O plano consistia em dar a volta e se aproximar, um de cada lado, atacando o ciclope pelos flancos enquanto Percy atrairia sua atenção na frente. O que provavelmente significaria que todos eles iriam morrer. Percy pegou contracorrente e chamou atenção do ciclope e disse que era para ele deixar a amiga dele em paz, pois ele era Ninguém, não ela. O ciclope largou Annabeth no chão que caiu de cabeça nas pedras, ficando imóvel como uma boneca de pano e investiu com tudo para cima de Percy. Grover atacou pela direita, Clarisse pela esquerda e Percy atacou com contracorrente.

Percy pede a Grover que pegasse Annabeth que correu, pegou o boné da invisibilidade da garota e a levantou do chão enquanto Clarisse e Percy distraiam Polifemo. Clarisse fora muito valente. Percy com o canto dos olhos notou que Grover estava carregando Annabeth pela ponte de corda. Os meninos correram atrás de Grover e o ciclope corria atrás deles, mas ele estava todo cortado e mancava por causa dos muitos ferimentos que os meninos tinham feito nele.

Grover tinha colocado Annabeth no chão, Percy pede para Clarisse correr mais rápido e grita para o amigo pegar a faca de Annabeth. Grover começou a cortar a corda, eles correram e se jogaram em terra firme, aterrissando ao lado de Grover e com um único golpe, Percy cortou os fios restantes com a sua espada.

A ponte despencou no precipício e o ciclope uivou, mas de prazer, pois aterrissou ao lado dos garotos e gritava de felicidade, dizendo que Ninguém havia fracassado. Percy estava com muita raiva e, sem pensar, atacou com tudo o ciclope, no meio da sua barriga. O ciclope se ajoelhou urrando de dor. O garoto sem dó nem piedade atingiu Polifemo no nariz com outro golpe de espada. Percy estava possesso, cortou, chutou e bateu até que se deu conta de que Polifemo estava estatelado de costas no chão, atordoado e gemendo. Percy estava sentado em cima dele, com a espada pronta para cegá-lo de uma vez. Mas Percy não deu ouvido aos amigos que lhe disseram que um ciclope era traiçoeiro.

Percy pensou em Tyson e que talvez Polifemo pudesse ser filho de Poseidon também e ele não conseguia matá-lo a sangue frio. Percy diz a ele que eles só queriam levar o Velocino de Ouro. Polifemo diz que eles podiam levá-lo. Mas o ciclope honrou os seres da sua espécie. Agiu como um traiçoeiro e deu um golpe em Percy, jogando-o na beira do penhasco. Ele zombou do garoto dizendo que eles nunca levariam o velocino e que comeria Percy.

Percy viu que morreria ali, devorado pelo ciclope. Quando milagrosamente ouviu algo passar zunindo por cima da sua cabeça. Uma pedra do tamanho de uma bola de basquete passou por ele e foi parar na garganta de Polifemo. O ciclope engasgou e cambaleou para trás, mas não tinha para onde ele cambalear e acabou escorregando e a beirada do penhasco desmoronou e o ciclope caiu no abismo. Quando Percy viu quem o salvara ficou muito surpreso: Tyson, o seu meio-irmão.

Tyson contara aos meninos que Arco-Íris, o cavalo marinho, encontrara-o afundando sob os destroços do Birmingham e o puxara para um lugar seguro. Tyson sentiu o cheiro de carneiro, montado em Arco-Íris e acabou encontrando a ilha. Tyson era o único que poderia ir buscar o Velocino, pois ele tinha o mesmo cheiro que Polifemo e o rebanho não o devoraria.

Tyson jogou o Velocino para Percy e ele rapidamente cobriu Annabeth e rezou para que ela ficasse boa. Assim, rapidamente, a cor voltou ao rosto da garota e o corte que ela tinha na testa começou a se fechar. Tyson levou os carneiros para o mais longe possível para que os garotos pudessem fugir para a praia.

Quando eles já estavam quase alcançando o barco ouviram um tremendo rugido e viram Polifemo arranhado e esfolado, mas muito vivo andando na direção deles com uma pedra em cada mão. O ciclope estava indo diretamente para Tyson, chamando-o de traidor da espécie. Percy não foi para o barco com os amigos, permaneceu na praia junto com o seu maio-irmão para enfrentarem juntos o ciclope.

Polifemo atacou Tyson e Percy com uma árvore. Percy se segurou na árvore e caiu com os dois pés com tudo no olho do ciclope que ululou de dor. Clarisse começou a irritar Polifemo que se retou e jogou uma pedra na direção dela, mas acertou o casco do Vingança da Rainha Ana e o navio afundou bem depressa.

Percy alertado por Tyson embaixo d’água, pois como eram filhos de Poseidon, podiam se comunicar embaixo da água e chamam Arco-Íris. Ele apareceu com alguns amigos e se moveram com muita velocidade para o meio dos destroços e cada um estava levando Grover, Annabeth e Clarisse. Arco-Íris levou Clarisse e Tyson e o que carregava Annabeth levou Percy também.

Os cavalos marinhos levaram eles para longe do Mar de Monstros e Percy olhou para trás vendo que Polifemo estava gritando vitorioso dizendo que havia afogado Ninguém. Eles estavam chegando perto de Miami, mas os cavalos-marinhos não podiam ir mais longe, mais perto da praia, pois havia seres humanos demais, poluição demais e eles teriam que nadar até a praia sozinhos. Quando eles chegaram na praia, Annabeth comprara um jornal e notara que passaram-se 10 dias desde que partiram, o tempo passava de um jeito diferente em lugares monstruosos.

Grover desperta a atenção das crianças de que pelo tempo a árvore de Thalia já deveria estar morta. E eles precisavam levar o Velocino para o Acampamento naquela mesma noite, sem falta. Percy perguntou a Clarisse o que o Oráculo havia lhe dito. Percy interpretou a mensagem, pegou o dinheiro com Tyson que Hermes havia lhe dado, chamou um táxi, pegou o Velocino e deu a Clarisse. Mandou que a menina entrasse no táxi e fosse para o aeroporto, pois ela não precisava voltar para casa sozinho, voando em um avião e levando o Velocino.

Após a saída de Clarisse, Percy sentiu uma ponta de espada na sua garganta. Era Luke que tinha ao seu lado os seus homens-urso que seguravam Annabeth e Grover pela gola das camisas e o terceiro tentava agarrar Tyson, que resistia.

Luke perguntou a Percy onde estava o Velocino e Percy diz que não estava ali com eles, que fora despachado na frente, com Clarisse. Luke manda um dos seus capangas preparar o seu corcel pois ele precisava ir correndo ao aeroporto de Miami. Luke o tempo todo estava usando os meninos, fazendo com que eles se arriscassem, pegassem o Velocino para que depois ele tomasse deles sem ter o menor trabalho de ter que ir enfrentar Polifemo.

Percy chama Luke de traidor e joga na direção dele o único dracma de ouro que ele tinha no bolso. Como era de se esperar, ele se esquivou e a moeda voou para dentro do repuxo de água com as cores do arco-íris. Silenciosamente Percy rezou para que a deusa aceitasse a sua oferenda. Atrás de Luke a fonte começou a tremeluzir, só que ele precisava que todos estivessem olhando para ele, para isso puxou e destampou contracorrente. Percy faz Luke confessar que fora ele quem envenenara Thalia. Ele confessa que usou peçonha da velha Píton, diretamente das profundezas do Tártaro. Ele diz também que Quíron nada teve a ver com isso. Vai além, revela que ele iria curar Cronos com o Velocino que ele roubaria de Percy para destruir os deuses.

Luke perguntou a Percy porque ele ficara perguntando essas coisas se ele já sabia. Percy então revela todo o seu plano: para que todo o público pudesse ouvir. Luke quando olha para trás engasgou e recuou, cambaleando. Acima da piscina, tremeluzindo na névoa do arco-íris, estava uma visão em mensagem de Íris de Dionísio, Tântalo e o acampamento inteiro no pavilhão-refeitório. Todos estavam sentados, perplexos e em silêncio assistindo. Dionísio demite Tântalo, mandando-o de volta para o Mundo Inferior. Senhor D. readmitira Quíron para o cargo de diretor de atividades do acampamento.

Percy chama Luke para um duelo para que seus amigos ganhassem tempo de bolar um plano para conseguir escapar. Percy está perdendo feio o duelo, foi ferido e quando Luke ia providenciar a sua morte, eis que surge Quíron com os seus parentes pelo céu. Alguns centauros estavam armados com arcos, alguns com bastões de beisebol e outros com pistolas de paintball.

Quíron foi em direção a Annabeth e Grover, os pegou, colocando-os nas suas costas. Outro apareceu para pegar Percy e mais um para pegar Tyson. Eles conseguem escapar ilesos, mais uma vez. Ao ficar sozinho com Percy, Quíron fala com ele sobre a profecia. Ele diz que ninguém nem sabe, com certeza, se a profecia se refere a ele. Quíron fala com o garoto sobre a importância de um herói. Diz que uma arma dos imortais não pode machucar os humanos, bem como uma arma dos humanos não pode machucar os imortais. Mas o que são meio-sangue, meio deus e meio humano pode ser machucado por ambas as armas, assim como pode influenciar ambos. E por isso é que os heróis são especiais.

Mesmo que Percy não seja a criança citada na profecia, depois do que acontecera naquele dia, Cronos não mais evitará a morte de Percy, pois já entendeu que o garoto não se juntará a ele. Revela ainda que conhece muito bem Cronos, pois ele é o seu pai.

Quando Clarisse pendurou o Velocino de Ouro no galho mais baixo da árvore de Thalia, o luar pareceu clarear, tudo entrou em foco mais nítido, aos poucos as agulhas do pinheiro começaram a esverdear, perdendo o tom marrom. Todos ficaram felizes. A mágica do Velocino penetrara na árvore, enchendo-a com uma força nova e expelindo o veneno. Clarisse recebeu todas as homenagens e honrarias pela conquista do Velocino e Percy e Annabeth pareciam que nem existiam.

Com o retorno de Quíron todos acreditaram que as corridas de Biga seriam novamente interrompidas, mas ele manteve a tradicional corrida e Percy desta vez correria ao lado de Annabeth. Quando estava no estábulo, ajeitando algumas coisas que estavam ainda pendentes, Percy foi surpreendido com a visita de Hermes. Eles conversam sobre o acontecido e sobre Luke. Hermes faz Percy refletir sobre a sua relação com o seu pai, Poseidon. E aproveita e entrega ao primo uma carta escrita por seu tio Poseidon. Na carta endereçada a Percy havia apenas uma palavra: “Prepare-se”.

Annabeth e Percy venceram a corrida de Bigas e disseram para todos ouvirem que quem tinha ajudado eles a vencerem em tudo, não apenas na corrida, fora Tyson. Sem ele, eles não teriam conseguido nada, inclusive não conseguiriam até mesmo levar para o acampamento o Velocino.

Tyson revela a Percy que Poseidon se comunicara com Tyson através de um sonho, chamando-o para um estágio embaixo d’água. Percy sentiu um leve ciúme. Tyson disse que queria aprender novas coisas, fazer armas para o acampamento pois eles precisariam. Afinal Luke estava lá fora reunindo um exército, reconstituindo Cronos e estava tramando algo.

Tudo parecia estar normal no acampamento. Até que Percy foi acordado de supetão. Todos no acampamento estavam agoniados e agitados, pois algo acontecera na árvore de Thalia. E Percy ficou louco, pois quem estava tomando conta do Velocino da árvore de Thalia era Annabeth.

Ele montou em Quíron e foram correndo em direção a árvore de Thalia. Percy fica preocupado ao ver uma garota desmaiada. Ele achou que era Annabeth, mas viu que a sua amiga estava debruçada sobre outra garota que estava deitada. Percy correu em direção a elas e todos estavam de olhos arregalados sem entender e sem acreditar no que viam. Percy notou que a árvore de Thalia estava normal.

Quando se abaixou para ver como estava a garota, ao tocar nela percebeu imediatamente que se tratava de uma garota meio-sangue e diz para os amigos que ela precisava de ambrosia. Percy nunca havia visto a garota antes, mas achava o rosto dela conhecido, só não se lembrava de onde. Quando carregou a garota notou que ela estava se mexendo e acordando. Ele então perguntou o seu nome, mas ele já sabia de quem se tratava, antes mesmo dela responder que se chamava Thalia.

Então Percy entendera tudo. Desde o envenenamento da árvore, ata a busca do Velocino. Fora tudo planejado, arquitetado nos mínimos detalhes por Cronos. Ele fez tudo de caso pensado, para ter mais uma forma e uma chance de controlar o destino da profecia e Percy se deu conta de estar carregando aquela que estava destinada a ser a sua melhor amiga ou sua pior inimiga.

O que será da relação entre Percy e Thalia só saberemos no próximo volume da série, “A Maldição do Titã”. Bem como muitas outras respostas serão nos dada e também muitas outras dúvidas e questões serão levantadas. Será que Cronos conseguirá se reerguer e o mal triunfará sobre o bem? Luke mudou realmente de lado? Vamos aguardar pra conferir quais as novas aventuras que Percy viverá com seus amigos e inimigos.

Eu ouvi uma conversa (ou melhor, li uns boatos na internet) de que há um projeto de criação de uma versão do livro para o cinema do segundo livro da série. Se for verdade, ótimo. Se não for, uma pena, como já aconteceu anteriormente com alguns livros em série que fizeram muito sucesso de venda e público, mas quando adaptado para o cinema se perdeu totalmente, a exemplos de “A Bússola de Ouro”, “Desventuras em Série”, “As Crônicas de Nárnia”, dentre outros.

04
dez
09

‘As Crônicas de Spiderwick’ combina drama familiar e magia

‘As Crônicas de Spiderwick’ combina drama familiar e magia

Seguindo os passos de ‘As Crônicas de Nárnia’ e a ‘A Bússola de Ouro’, filme estréia nesta sexta em SP

Alysson Oliveira, da Reuters – REUTERS

quinta-feira, 20 de março de 2008, 14:18 | Online

Divulgação

Cena de ‘As Crônicas de Spiderwick’

SÃO PAULO – A magia anda em destaque no cinema. Depois que séries como Harry Potter e O Senhor dos Anéis faturaram alto, uma avalanche de filmes do gênero vem sendo descarregada nas salas quase mensalmente. Agora, é a vez de As Crônicas de Spiderwick, que estréia em cópias dubladas e legendadas nesta sexta-feira, 21, seguindo os passos de As Crônicas de Nárnia e a A Bússola de Ouro.

Os irmãos Helen (Sarah Bolger, de Terra dos Sonhos) e os gêmeos Simon e Jared (interpretados por Freddie Highmore, de Em Busca da Terra do Nunca) não estão nada contentes de terem que abandonar Nova York e mudar-se para uma antiga casa de campo com a mãe (Mary-Louise Parker, de Dragão Vermelho), que está se divorciando.

Helen é a mais velha. Por isso, sente-se mais responsável por Simon, que é estudioso, e Jared, o rebelde. Este é quem mais sente a falta do pai, acreditando que ele virá ao seu encontro. Mas nem tudo sai como ele planejou. Enquanto espera, descobre um livro antigo, que tem na capa o aviso para não o abrir. A proibição é tudo o que ele queria para se divertir.

Jared começa a ler o livro e coisas estranhas acontecem. As anotações foram feitas por Spiderwick (David Strathairn, de Boa Noite e Boa Sorte), que pesquisou sobre o mundo mágico de fadas, duendes e outras criaturas há quase um século. O autor desapareceu sem deixar pistas e sua filha, Lucinda Spiderwick (Joan Plowright, de Os 101 Dálmatas), agora uma senhora de mais de 80 anos, está internada num hospício.

Uma série de acontecimentos estranhos, envolvendo goblins (uma espécie de duendes malvados) e ogros colocam Jared no centro da ação. Quem explica ao garoto o que está acontecendo é Tibério, uma criatura chamada de ‘brownie’ (um duende caseiro) que some e aparece quando quer e vira um miniogro quando está enfezado.

Criaturas do mal estão atrás do livro e são governadas por Mulgarath (Nick Nolte, de Paris, Te Amo). Para conseguir defender sua casa e a família, o menino precisará convencer os irmãos Simon e Helen de que as criaturas encantadas existem e são perigosas. Afinal, não é preciso muito esforço para isso, por causa das inúmeras travessuras dos seres mágicos.

Existe uma forma de parar o ataque dos goblins, mas as crianças não sabem como. Para descobri-la, eles vão atrás de Lucinda, que guarda um segredo e pode explicar porque os goblins querem tanto o livro.

Dirigido por Mark Waters (Meninas Malvadas), As Crônicas de Spiderwick baseia-se numa série de livros infanto-juvenis de Holly Black e Tony DiTerlizzi.

O filme combina drama familiar com fantasia – os seres mágicos acabam sendo uma forma de escapismo para as crianças sob a pressão da separação dos pais – mas não consegue manter o ritmo o tempo todo.

A combinação de uma fotografia naturalista com o mundo da magia é uma boa sacada do diretor. Mas nem isso sobrevive ao excesso de efeitos especiais e ação que dominam a meia hora final do filme.

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,as-cronicas-de-spiderwick-combina-drama-familiar-e-magia,143496,0.htm




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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