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nov
10

“Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I” sob uma perspectiva pottermaníaca

Ainda não vi o filme, apesar de amar Harry Potter e considerar a melhor história de fantasia no mundo da literatura; ao contrário de Larissa Oliveira (autora do texto que vou colocar na íntegra logo a seguir) não suporto ver estreias super badaladas no cinema. Confusão demais, fila demais, agonia demais, fãs demais… enfim, sobra um monte e falta um bocado de atrativo, pelo menos, para mim.

Eu realmente espero que o filme esteja ótimo, como descrito por Larissa, pois o sexto filme, para mim, foi uma verdadeira decepção. Afinal dentre os sete livros, “O Príncipe Mestiço” é o meu favorito, pois foca muito na história de Voldemort e, mesmo ele sendo um vilão, me sinto muito atraída por ele. Podem me chamar de sádica ou louca, mas sempre achei os vilões mais ricos e atraentes que os mocinhos. Suas histórias são muito mais interessantes e mais cheias de detalhes, prendendo muito mais a minha atenção e atiçando ainda mais a curiosidade. Não torço por Voldemort, nunca torci, mas que curto demais a sua história, o seu passado, o psicológico da personagem, ah isso lá eu curto muito sim.

Até quinta-feira eu acredito que a agonia esteja menor nos cinemas, afinal é final de semestre, as crianças e adolescentes estão em correria e época de provas e trabalhos nas escolas, então, acredito que poderei assistir ao filme com mais tranquilidade, sem gritarias, comentários e bate-bate de palmas quando cada personagem surgir na tela.

Apesar de não curtir e sentir vergonha alheia pelos meninos e meninas que vão ao cinema fantasiados de alunos de Hogwarts, respeito quem é fã a esse ponto. Porém não entendo, acho que por que não sou mais adolescentes e por que eu nunca fiz isso na vida…

Vamos ao texto da Luciana que é muito legal, principalmente para quem ama a série, os filmes, as personagens, o enredo, os atores, etc…

 

Texto da repórter Larissa Oliveira

Ir a pré-estreias dos filmes de Harry Potter tem toda uma razão ritualística, portanto, antes mesmo de tecer meus comentários sobre ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte I’, que estreia nesta sexta nos cinemas, aviso logo que sou pottermaníaca, assisto aos filmes na pré-estreia/estreia há exatos sete anos e só não vou fantasiada porque, digamos… passei da idade.

Tem gente que não entende e nem nunca vai entender, mas pré-estreias de HP são únicas. Tem aquele pessoal que encara este momento do ano como um feriado nacional e chega ao cinema 12 horas antes da sessão. Tem aqueles que vão vestidos com fantasias personalizadas e aqueles que fazem questão de ficarem mais parecidos o possível com os personagens da série. E ainda tem aqueles que não fazem nada disso, como eu, mas ainda assim acham tudo muito divertido.

 

E olha aí a turma do “cosplay” prontinha para mais um ano de aulas em Hogwarts!

Pode soar ridículo o quanto for, mas eu gosto da sensação de compartilhamento que só há em uma premiere de HP. Gosto da parte da gritaria ao aparecer de cada personagem, dos comentários em alto e bom som e, principalmente, dos aplausos às cenas bem feitas. (André Setaro não vai gostar desse post). E, chegando a parte que interessa, na primeira sessão do novo filme, os aplausos foram bem superiores aos resmungos indignados dos fãs.

Dessa vez, pessoal, o filme é bom. É, bom mesmo! É lógico que o longa tem lá seus problemas, mas corresponde à maioria das expectativas propostas pelo trailer.

Não vou enumerar os defeitos porque muita gente acompanha a história do bruxinho apenas pelos filmes, mas eu esperava mais emoção e profundidade em algumas passagens logo do começo do livro — pronto, quem leu já se situou —, e no filme, pra variar, foi tudo muito rápido.

Mas minhas críticas negativas vão até aí. A maioria das passagens do filme é bastante fiel ao livro e algumas são ainda melhores que na imaginação. E mesmo as que foram inventadas fazem algum sentido. Não tem nada comparado àquela bizarra cena do sexto filme em que a Toca, de maneira totalmente inexplicável, pega fogo.

Destaco ainda as cenas de ação, que são todas muito bem feitas, principalmente a que envolve a cobra de Lord Voldermort, Nagini — tive que me segurar na cadeira de medo, para se ter uma ideia. E as inteligentes alusões à Alemanha de Hitler, que, assim, como Lord Voldemort, tinha como objetivo extirpar da Terra os considerados “sangues-ruins”. Em resumo: dividir o livro em dois filmes foi a melhor atitude que os produtores poderiam ter tomado.

Com tamanha atenção aos detalhes e efeitos visuais de primeira, creio que esse novo filme tem grande potencial de conquistar o público mais adulto. Digo isso porque o tom sombrio e, por vezes, apavorante de algumas passagens não são lá muito recomendáveis para criancinhas. E também porque há um aprofundamento psicológico dos personagens, o que deixa a aventura em segundo plano e traz à baila o drama e o suspense.

Quem não leu pode, no entanto, reclamar da lentidão do roteiro, o que é um fato, mas insisto que o ritmo se justifica pelo cansaço em que Harry, Rony e Hermione se encontram na longa busca pelas horcruxes. Investir no medo, nas indecisões e nas frustrações de cada um deles — como na excelente cena em que Rony hesita em destruir uma horcruxe — foi uma escolha acertada. Quem leu os livros vai ficar satisfeito ainda com as sutis aproximações de Rony e Hermione, com a perspicácia do elfo doméstico Dolby e o humor dos Weasley.

Quem gosta da algazarra, como eu, aproveite e corra para o cinema ainda nesta sexta. Quem gosta da série, mas quer um pouco mais de sossego, espere mais alguns dias ou pegue sessões com horários mais avançados. E, por fim, quem estava na pré-estreia de quonta e já se prepara para dizer adeus ao ritual pottermaníaco no ano que vem: até a próxima pré-estreia!

 

Fonte: http://cineinblog.atarde.com.br/?p=3762

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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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