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As Ruínas – Scott Smith

Suspense, irresponsabilidade, turismo, vingança da natureza, desespero, bebedeira, irracionalidade, medo, luta pela sobrevivência e curtição é o que vamos encontrar de sobra em “As Ruínas” de Scott Smith.

Dois jovens casais norte-americanos, Jeff, Amy, Eric e Stacy decidem curtir as férias em Cancun, no belo litoral Mexicano. Entre baladas, bebedeiras, mergulhos na piscina do hotel e passeios na praia, os quatro amigos conhecem Mathias, um alemão muito interessante e misterioso que mexe com os sentimentos de Stacy e desperta a curiosidade dos garotos.

Enquanto isso três gregos que só pensam em beber tequila e zoar bastante divertem os americanos com uma comunicação precária a base de gestos e muitos sorrisos, afinal eles não falam inglês e nem os americanos falam grego (estadunidense falando outra língua que não a sua? Ora pois – tá bom, exagero meu).

Mathias revela ao grupo que estava no México com o seu irmão mais novo. No entanto, o garoto estava apaixonado por uma jovem que integrava um grupo de arqueólogos que estava investigando a existência de umas ruínas antigas nas proximidades e acompanhou os pesquisadores em uma missão. Como o garoto não dava sinal de vida, Mathias decidiu ir em busca das ruínas para trazer o irmão de volta. Jeff, com seu espírito aventureiro convence os amigos a ajudarem Mathias e garantirem um pouco de cultura nas férias que só incluía bebidas e baladas.

A contra-gosto as meninas também vão. E quando já estavam para partir, um dos gregos, Pablo, resolve ir com o grupo e deixa uma cópia do mapa das ruínas para os seus outros amigos gregos.

Os novos aventureiros partem para as selvas mexicanas e lá encontram um grupo nativo que os observa como se estivessem sempre à espreita. De certa forma, os moradores do local tentam aconselhá-los a não continuarem adentrando a selva. Mas mais uma vez a comunicação é gestual e o grupo não consegue captar a mensagem.

Jeff, Amy, Eric, Stacy, Mathias e Pablo encontram a trilha certa que estava escondida e camuflada. Algo dá um alerta dentro de Amy e ela pede que o grupo desista da aventura. Mas Mathias e Jeff estão empolgados demais para desistir. Resultado? Eles localizam as ruínas e uma vez que chegaram ao local, os nativos impedem que eles saiam. Armados e cheios de hostilidade eles cercam toda a ruína para impedir que ninguém entre e saia.

Uma vez que eles localizaram o acampamento dos arqueólogos, Mathias percebe que o seu irmão estivera ali, porém não havia sinal dele. E um som de toque de celular dá começo a uma série de pesadelos para os seis jovens. O que poderia ser uma diversão a mais em férias num lugar paradisíaco se torna um pesadelo para pessoas normais que se vêem em uma situação limite, com incidentes bizarros, surreais e cheios de mistérios. E o que elas precisam fazer é tentar desesperadamente sobreviver quando tudo existente ao redor quer vê-las mortas.

Prisioneiros, com pouca água e comida, eles se tornam reféns não apenas de pessoas hostis que não os deixam ir embora, mas também da própria natureza que resolve mostrar como pode ser cruel e perigosa.

No ano passado zapeando pela Sky em um dos canais Telecine vi que ia passar um filme chamado “As Ruínas”. Curiosa, fui ler a sinopse e não é que descobri que o livro havia ganho uma versão para o cinema? Então fui assistir ao filme. Mas não gostei. Foram feitas muitas mudanças na história e principalmente na atuação das personagens. O filme deu muito destaque a personagem Amy (acredito que tenha sido pelo fato de ser a atriz mais conhecida dentro do elenco selecionado – Jena Malone, a irritante garotinha de “Lado a Lado”, uma das garotas desesperadas por um marido em “Orgulho e Preconceito” e a jovem irmã de Chris McCandless em “Na Natureza Selvagem”) e no livro ela é bem lerdinha e sem grande representatividade. Sem contar que no livro o suspense e terror são muito mais impactantes e o final é completamente diferente. Um final criado que não tem nada a ver com o final literário.

Mas o que importa mesmo é que “As Ruínas” é um thriller de arrancar o fôlego. Ao estilo do querido Michael Crichton e do mestre do suspense literário, Stephen King. O próprio King deu a sua opinião sobre o livro: “Um longo e desesperado grito de horror” O meu parecer é: merece ser lido! Quanto ao filme? Não é ruim, apenas é inferior ao livro.

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2 Responses to “As Ruínas – Scott Smith”


  1. 1 Sandra Oliveira
    julho 25, 2010 às 10:47 am

    Só de saber que é um suspense/terrorzinho já me interessei toda e fui num site de cinema procurar o filme…eu adoro esse gênero, embora ultimamente tenha só me decepcionado com as coisas que foram lançadas. Pela história, esse As ruínas me lembrou um pouco A ilha, que também trata de aventuras errantes e surpresas desagradáveis pelo caminho. Mas imagino que o livro seja mesmo infinitamente superior. Quando vc comentou não ter gostado do filme, me lembrou também O iluminado, livro/filme, pois o final é completamente alterado para o filme, além de muitas outras sequências, mas o final foi o que mais sofreu em termos de mudanças. Gostei muito do filme, mas me decepcionou um pouco tanta alteração. E se Melissa Rocha e Stephen King recomendam, eu vou anotar de imediato a dica 😉

    beijos
    p.s. sobre Ilha do medo, eu não li nada do Lehane, mas agora fiquei completamente curiosa. Preciso conhecer! O filme é bem interessante, mas acredito que divide opiniões entre gostei/odiei… é a cara do filme despertar esse lado, rs..mas..recomendo 😉 e vou procurar saber sobre o autor 😉

    • julho 25, 2010 às 12:34 pm

      Ah com certeza você vai curtir! Já o filme não sei dizer se você vai gostar. Mas não é ruim.
      Menina que responsabilidade essa viu? hehehe
      Mas muito feliz mesmo pela confiança
      Sim sim sim procure sobre Dennis Lehane. Vale muito a pena. Sou fã dele.
      Quanto ao filme “A ilha do medo” vou assistir =)
      Beijos


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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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