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Feliz refém dos vampiros

Não é por nada não, mas quando vi noticias sobre o lançamento do livro “A Breve Segunda Vida de Bree Tanner” (pelo amor de Deus, quem é Bree Tanner?) de Stephenie Meyer, fiquei muito desconfiada. Twilight já é um sucesso, best seller, ganhou versão para a telona, virou HQ, deu muita grana para a autora e os atores que representam as personagens, para que mais essa história? Um livro curto, uma história paralela… fico pensando que é apenas para ganhar mais dinheiro. Como sempre acontece em uma coleção de sucesso, como “Harry Potter”, por exemplo. A quantidade de outras obras que surgiram para se aproveitar da história do bruxinho foi incrível, até mesmo livros explicando como funciona o quadribol e os animais mágicos estranhos que fazem parte do universo mágico de Harry.

Não gosto desse tipo de coisa, mas enfim, é o mundo capitalista em que vivemos e os fãs que são fãs, com certeza, vão comprar esse tipo de obra, porque tudo que tiver referência a Twilight vai atrair o leitor modelo.

Quando vi o livro fiquei na dúvida se comprava ou não. Apesar de não gostar desses livros que querem apenas vender, eu sou curiosa, então peco ai. Ainda não comprei o livro, mas vamos ver se resolvo comprar e volto para dar a minha opinião sobre a história.

Feliz refém dos vampiros

Autora da série best-seller Crepúsculo, Stephenie Meyer volta ao mesmo universo para contar uma parte da história da perspectiva de um ser do mal. Ou, mais precisamente, de um ser mal orientado

Jerônimo Teixeira

VEIA ROMÂNTICA
Stephenie Meyer, a estilista:
“Seus dentes brilhavam sob
a luz de um poste”

Stephenie Meyer não gosta de vampiros. Nunca foi fã de Bram Stoker, o autor de Drácula, e não vê filmes de terror (até porque estes não se coadunam com os ditames de sua fé mórmon). No entanto, a escritora americana é a criadora da saga Crepúsculo, cujos quatro títulos já venderam mais de 80 milhões de exemplares no mundo e deram início a uma nova voga de filmes e livros de vampiros. A ideia de escrever uma série sobre sugadores de sangue adolescentes que exercem a escolha moral de não matar humanos teria surgido em um sonho. “Não escolhi os vampiros. Eles me escolheram”, declarou Stephenie em uma entrevista a VEJA, há dois anos. É um problema quando essas criaturas escolhem alguém: não largam mais. Stephenie tentou a mão em um romance de ficção científica, A Hospedeira, sem a mesma repercussão. No Brasil, vendeu cerca de 140 000 exemplares, número para lá de expressivo – mas que nem de longe se equipara às cifras de Crepúsculo, com 4,5 milhões de volumes comercializados no país. Agora, às vésperas do lançamento do filme Eclipse, baseado no terceiro livro da série, Stephenie volta ao mesmo universo com A Breve Segunda Vida de Bree Tanner (tradução de Débora Isidoro; Intrínseca; 192 páginas; 24,90 reais).

Lançado no Brasil nesta semana – juntamente com a edição americana –, o novo romance é, muito oportunamente, um desdobramento de Eclipse, o episódio que está chegando aos cinemas. Nesse livro, a vampira Bree Tanner era uma personagem secundária na luta épica dos Cullen – o clã de vampiros do bem – contra a malévola Victoria. A tetralogia Crepúsculo é toda narrada em primeira pessoa por Bella, a romântica humana que se apaixona pelo charmoso dentuço Edward Cullen. Bree Tanner, na aparência, constituiria um lance mais ousado: a mesma história (ou uma pequena parte dela) narrada do ponto de vista de uma criatura do mal, uma vampira que não tem escrúpulos em matar pessoas para se alimentar. Mas Bree, no final, não é tão perversa. A coitadinha é só uma vítima das más companhias.

O apelo da série original junto ao público adolescente está no seu romantismo gótico, com a moça determinada mas inocente (virgem, inclusive) que se apaixona irremediavelmente por um rapaz sensível e meio mórbido – mas dotado de força sobre-humana. A fórmula é repetida em Bree Tanner, com um quase namoro entre a protagonista e outro vampiro, Diego. As cenas de ação são meio canhestras mesmo para os padrões fantasiosos desse tipo de literatura, a expressão de emoções é simplória (volta e meia aparece um personagem que “franze a testa”) e o texto traz frases desengonçadas (“seus dentes brilharam sob a luz de um poste”). Isso deve importar pouco para um público adolescente que deseja doses iguais de açúcar e sangue. Stephenie Meyer encontrou um rico veio (ou será uma veia?) romântico. É uma feliz prisioneira dos vampiros

Fonte:  http://migre.me/NYcP

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2 Responses to “Feliz refém dos vampiros”


  1. 1 Sandra Oliveira
    junho 12, 2010 às 6:20 pm

    Eu não faço a menor ideia de quem seja Bree Tanner, e li todos os livros da série Twilight. Desatenta? rs, acho que não tanto, mas esse é um caça níqueis tão descarado, que Stephenie foi capaz de desenterrar uma personagem que não tem qualquer relevância para o enredo de Twilight e criar um livro só para ela. Afim de desenvolver a história? Duvido. Aqui o lance foi mais monetário,digamos assim. Também não li, e não pretendo, rs. Fora da lista. Opa…algo errado hein…rs

    beijos

    p.s. comprei hoje Hush Hush e também O morro dos ventos uivantes ( esse só vi o filme, quero conferir o livro agora ) 🙂

  2. junho 12, 2010 às 6:42 pm

    Desatenta nada… Pelo que vi e li por ai, parece que Bree Tanner aparece em um capitulo de Eclipse, coisa de no máximo 9 páginas (ou seja: importância? ZERO).
    O que mais me surpreende é ela declarar que não gosta de vampiros e ficou milionária por causa deles. Não achando pouco ainda inventa mais essa…
    Ahhh eu recebi um e-mail hj da Saraiva me comunicando que Hush Hush me foi enviado já =). Eu tenho O Morro dos Ventos Uivantes mas ainda não li. Eu tenho uma doideira ai de me preparar para ler um livro, preparar o espírito, mas ainda não chegou a vez dele, risos.
    Terminei de ler esses dias O Perfume, muito bom. Ainda não vi o filme, mas o livro é muito interessante.
    Beijos


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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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