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The Elephant Man

Apesar de “The Elephant Man” do escritor Tim Vicary ser um livro que pode ser lido em qualquer idade, não gosto muito dele, pelo fato de ser uma história muito triste. No entanto, serve como uma boa lição de como a beleza externa pode ser superada pelo caráter, carisma e personalidade encantadora. E isso é uma boa lição para pessoas de todas as idades.

Faz pouco tempo que eu soube que a história fora inspirada em um caso real de um homem que vivera no século XVII e tinha uma doença que o fazia parecer um elefante e nos anos 80 uma reprodução do livro fora feita para o cinema, mas não assisti ainda, mas estou curiosa para ver como ficou a história no filme e a utilização da maquiagem para o homem elefante.

O médico do London Hospital, Frederick Treves, em 1884 viu uma foto em um cartaz na janela de uma loja próxima ao hospital em que convidava as pessoas a verem o homem elefante, por um preço bem baixo. O doutor quando viu a foto sentiu diferentes emoções, pois a criatura na foto era horrível. Havia um homem, mas ele não se parecia com um homem normal, se parecia com um elefante.

O doutor ficou curioso e decidiu entrar na loja para ver o homem. Quando o doutor entrou, o dono da loja disse que não seria possível ele ver o homem mais naquele dia. Teria que voltar no dia seguinte, mas o doutor disse que não poderia voltar no outro dia pois estaria ocupado e teria muito trabalho a fazer. Ofereceu ao homem muito mais do que estava sendo cobrado para poder ver o homem ainda naquele dia. Então o dono da loja o autorizou.

Quando o doutor entrou no pequeno cômodo em que estava o homem, sentiu que o local era frio, úmido e o homem cheirava muito mal. Dr. Treves viu a criatura sentada em uma cadeira atrás de uma mesa. Ele estava muito quieto e quando o doutor olhou melhor sentiu-se triste.

O doutor viu que a criatura tinha uma cabeça enorme sem muito cabelo, tinha a pele bastante ressecada, pois ele parecia um elefante, tinha um enorme dente vermelho em cima da sua boca, abaixo do nariz. Tinha o braço direito enorme, mas o seu braço esquerdo era de um homem normal e sua mão esquerda era muito bonita, com uma maravilhosa pele. Quando se olhava bem a sua mão era tão bonita que parecia a mão de uma mulher. O homem elefante tinha grandes pernas e era gordo, por isso não conseguia andar direito. Para isso seria preciso lhe dar uma bengala. O doutor percebeu que ele não conseguia sorrir ou se expressar (facialmente) direito porque a pele grossa não permitia. O nome do homem era Joseph Merrick e ele tinha 27 anos.

Quando a visita terminou, o doutor falou com Simon Silcock, o dono da loja, que gostaria de rever Merrick, mas desta vez no hospital em que ele trabalhava, para avaliá-lo clinicamente e ver se conseguia ajudá-lo. Simon diz que isso seria impossível para Merrick, pois ele se locomovia muito devagar e ainda tinha o problema com a população e os policiais. Simon diz que viajava sempre com Merrick por toda Europa, apresentando o homem elefante e como muitas pessoas tinham medo dele, acabavam ficando pouco tempo em cada cidade, por isso tinham problemas com as pessoas e os policiais.

O doutor não se dá por vencido e diz que o hospital era ao lado da loja e para não serem vistos pela população, ele alugaria uma carruagem e chegaria bem cedo na loja, quando as pessoas ainda estariam dormindo. Desta maneira, Simon aceita a proposta feita pelo doutor.

No dia seguinte o doutor foi com uma carruagem até a loja, bem cedo como dissera que iria fazer. Disfarçou Merrick com um chapéu e uma capa bem grande. Quando estavam entrando na carruagem, Merrick falou com o doutor, mas ele não conseguiu entender porque o homem tinha uma voz muito estranha e tinha dificuldades para falar. Mas acabou entendendo o que ele dissera quando falou de forma mais lenta. O doutor ajudou o homem elefante a entrar na carruagem e foram até o hospital. Após a consulta o doutor o levou de volta a loja e lhe deu um cartão dele com o seu nome e endereço do hospital.

Após esse dia o doutor não viu mais Merrick e após dois anos sem contato, um policial chegou ao hospital acompanhado de Merrick e conta ao doutor que o homem elefante fora para a Bélgica se apresentar com Simon, no entanto fora deixado para trás, sem dinheiro e sem ninguém. Não se sabe como, mas ele conseguira chegar em Londres e estava com o cartão do doutor nas mãos.

Merrick estava muito cansado, faminto e sua pele estava bastante ressecada. Então o doutor colocou Merrick em uma cama, em um quarto silencioso. Mas ele não poderia ficar no hospital, pois ele não estava doente e para ficar no hospital precisaria estar doente. Então o doutor contou a história de Merrick para o administrador do hospital e o administrador escreveu para o jornal The Times contando ao editor do jornal toda a história de Merrick e pede ao editor que conte aos leitores, pedindo a eles que contribuam financeiramente e ajudem Merrick a ficar no hospital.

Os leitores realmente se sensibilizaram com a história do homem elefante e ajudaram. Deram muito dinheiro para eles e, assim, os leitores os ajudaram e Merrick pôde ficar no hospital e morar lá por toda a sua vida.

No hospital deram a Merrick dois quartos – um dos quartos tinha um banheiro e ele poderia tomar banho todo dia, melhorando consideravelmente a condição de sua pele e, assim, ele não tinha mais um cheiro tão ruim. O segundo quarto tinha uma cama, mesa e cadeiras.

Todos os dias o doutor o visitava e conversava com ele. Merrick amava ler e conversar sobre os livros que lia. Ele estava muito feliz, mas o seu sonho era morar em um farol, pois como os faróis só tinham água do mar ao redor e ninguém poderia vê-lo, assim ele seria feliz. Pois as pessoas geralmente ou tinham medo ou riam dele. E Merrick não ficava nem um pingo feliz nem com uma reação nem com a outra. Mas o doutor não queria que Merrick vivesse sozinho e isolado.

Merrick sempre lia as histórias nos livros e acreditava que elas eram de verdade. Não sabia diferenciar entre a realidade e a ficção. O doutor percebeu que Merrick sempre lia sobre mulheres nos seus livros, mas ele jamais estivera ou conversara com uma mulher. Então o doutor tivera uma idéia. Um dia quando uma de suas jovens e lindas amigas o visitara no hospital, o doutor contou a ela a história de Merrick e, ela curiosa, desejou vê-lo. Quando entrou no quarto do homem elefante, ela sorrira para ele e passara meia hora conversando com ele sobre livros e na semana seguinte ela voltou para visitá-lo, bem como na semana seguinte e na outra semana ela também aparecera para vê-lo e levara com ela uma amiga. Pela primeira vez na vida Merrick fizera amigos e nunca esteve tão feliz e nunca mais na sua vida ele falou em morar em um farol.

Muitas pessoas que leram sobre a história de Merrick no jornal quis vê-lo. Assim, Merrick recebeu muitos visitantes. Todo mundo queria vê-lo. Um monte de mulheres e homens importantes visitaram ele. Os seus visitantes sorriam para ele, seguravam a sua mão e lhe davam livros de presente. Eles jamais riam de Merrick. Pela primeira vez Merrick não era uma criatura, mas um ser humano.

Um dia, uma famosa e importante senhora visitou Merrick no hospital, a rainha da Inglaterra, Alexandra. Eles conversaram por meia hora e falaram sobre livros. A rainha deu para Merrick um livro e flores.

Merrick tinha muitos amigos, mas ele era mais como uma criança do que um homem adulto. Um dia Merrick quis conhecer o interior. Então o doutor alugou uma carruagem e foi com Merrick para uma casa de campo com muitas árvore, flores e pássaros ao redor. No entanto não havia pessoas morando ali por perto. O doutor ficou com Merrick quando anoiteceu, mas no dia seguinte ele fora embora. Merrick quis ficar morando ali e por seis semanas que ele ficara ali, ele escrevera para o doutor. Ele nunca estivera tão feliz.

No final do verão Merrick voltou para Londres. Ele estava muito bem. Sua pele estava muito boa e eles conversaram muito sobre o interior. Merrick ficou muito feliz por rever os amigos, mas queria voltar para sua casa no interior.

Seis meses depois, em Abril de 1890, o doutor estranhou não ter recebido cartas de Merrick e foi até o interior visitá-lo. Quando chegou o encontrou deitado na cama. O doutor a princípio achou que ele estivesse dormindo, então tentou falar com ele, mas Merrick não respondeu. Ao tocá-lo viu que ele não se mexeu. Então o doutor viu que a pele ao redor do seu rosto estava azulada. Então o doutor soube na mesma hora que Merrick estava morto. Mas como isso acontecera? Porque ele morrera?

Merrick não podia dormir de costas porque a sua cabeça era muito grande. Então ele não podia dormir como eu ou você. Mas ao tentar dormir desta forma, a sua cabeça sendo muito grande, acabou quebrando o pescoço dele. A sua morte fora muito rápida e ele não sofrera.

No dia seguinte, o administrador do hospital, o Sr. Carr Gomm, escreveu uma carta para o editor do The Times relatando que Merrick morrera e que gostaria de devolver o dinheiro dos leitores que ajudaram o rapaz.

Nos anos 80 foi feito um filme baseado no livro e na história verídica de Joseph Merrick, com Anthony Hopkins e John Hurt. Ainda não vi, porque não o encontro em lugar algum, mas quem já viu disse gostar muito. Afinal participação de Anthony Hopkins é certeza de um bom filme.

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6 Responses to “The Elephant Man”


  1. maio 21, 2010 às 12:59 pm

    Vou fazer o seguinte: assisto primeiro o filme; se eu gostar, vou ler o livro. Bjs.

    http://cronicassimples.wordpress.com

  2. 3 Sandra Oliveira
    maio 22, 2010 às 2:16 pm

    Super interessante a história! Imagino que seja mesmo um ótimo livro! Quanto ao filme, nunca assisti, mas me lembro de já ter ouvido boas críticas sobre ele. Acho que talvez você possa encontrar, quase com certeza, na Locadora 2001 Vídeo, não sei se tem lojas aí onde você mora, mas procure saber, eles trabalham com uma infinidade de filmes cult e independentes, títulos realmente raros são encontrados lá!

    beijos

  3. maio 23, 2010 às 10:25 am

    Que história interessante.
    Vou adicionar o livro ao meu skoob. Mas parece ser tão triste 😦
    :*


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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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