Arquivo para 5 de maio de 2010

05
maio
10

Feios

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Lançado há apenas um mês no mercado nacional, “Feios”, primeiro livro de uma coleção do autor americano Scott Westerfeld, promete dar o que falar, pois já chega ao Brasil como um livro de sucesso nos Estados Unidos, sendo um best-seller do New York Times.

A impressão que tive quando li o livro foi a mesma de quando assisti pela primeira vez o filme “O Planeta dos Macacos” (o da década de 60) e li o livro “1984”, do escritor George Orwell, um estranhamento e a sensação de inversão de valores e papéis. Sem falar que ambos são um tapa na cara, pois são formas de mostrar como o homem é cruel não apenas com os da mesma espécie mas também com tudo que o rodeia.

É impossível ler “Feios” apenas pelo prazer de ler. Pelo menos para mim foi impossível lê-lo desta forma. É o tipo de livro que após fecharmos paramos para refletir e devemos tentar captar de forma devida a intenção do autor.

Em “Feios”, uma sociedade futuritisca realiza um procedimento um tanto quanto controverso. Nova Perfeição é a parte de um mundo onde todos os habitantes são belos, perfeitos em simetria de rostos, corpos e atitudes.

Quando crianças, as pessoas vivem com seus pais e quando completam 12 anos, fase em que saem da infância, vão viver em um local onde se vivem os feios, pessoas normais que possuem pequenas imperfeições, tais como uma testa mais avantajada, olhos vesgos ou um pouco afastados, lábios finos ou grossos demais, narizes grandes, gordura avantajada, magreza acentuada, altura demais ou de menos e por ai vai. O que poderia ser visto como parte de sua identidade, do que diferenciava umas pessoas das outras, é considerado pela sociedade como algo terrível. E para reparar esse erro horrível os jovens quando completavam 16 anos ganhavam do governo o direito de se submeter a uma cirurgia para reparar todos os defeitos e deixavam de ser feios para se tornarem perfeitos. E o sonho de todo jovem era completar a idade permitida para poderem se tornar belos e vivem em Nova Perfeição, juntamente com outros perfeitos, freqüentando festas todos os dias, curtindo baladas e sendo felizes.

Mas tudo que é demais é sobra não é? Será que em Nova Perfeição tudo é realmente perfeito? Será que os jovens perdem apenas os defeitos nessa cirurgia para os tornar belos? Será que todos sobreviviam à cirurgia? É isso que a protagonista da história, Tally Youngblood, vai descobrir de uma maneira nada agradável após passar por grandes provações, confusões de sentimentos e diante de erros e acertos, arrependimento e atos de coragem.

Uma história que envolve medos, desilusões, amor, amizade, lealdade, traição e bravura. Não apenas pode ser lida, mas deve ser lida por jovens e adultos. Até porque é uma crítica a esse mundo de culto ao corpo e a beleza em que vivemos que não perdoa nada nem ninguém.

Cada um tem sua própria beleza e deveríamos ser felizes exatamente pelo que somos. Mas isso, quase sempre, é mera utopia. No entanto, Scott Westerfeld nos apresenta uma história que condena esse comportamento moderno, reflete e faz conjecturas do que aconteceria à humanidade se isso se tornasse uma obsessão.

Recomendo o livro e confesso que aguardo com ansiedade os demais volumes, afinal a história é muito interessante e a escrita é tão gostosa que não dá vontade de fechar o livro.

Ainda tem a novidade (será mesmo?) de que os direitos do livro já foram adquiridos por Hollywood e inclusive o filme se não estiver pronto já deve estar sendo concluído, com previsão para estrear em 2011. Na verdade acredito que já até esteja pronto, pois vi o trailer do filme no site da livraria cultura. Mais um livro no rol dos bem sucedidos que ganham sua versão para o cinema…

05
maio
10

Meg Cabot

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A autora considerada a “rainha pop das adolescentes”, Meggin Patricia Cabot, mais conhecida pela abreviação Meg Cabot, nasceu no dia primeiro de fevereiro de 1967 em Bloomington, Indiana, nos Estados Unidos. Meg Cabot é um sucesso de vendas e conhecida mundialmente por arrastar uma multidão de fãs quando participa de eventos ligados a literatura.

Seu maior sucesso é a série composta por 10 livros, “O Diário da Princesa”, inclusive adaptada para o cinema e o motivo pelo qual a autora aparece em muitas fotos e eventos com uma coroa na cabeça.

Quando criança, Meg fora influenciada por autoras como Jane Austen, Judy Blume e Barbara Cartland. Formada em artes pela Universidade de Indiana e com sonho de se tornar uma ilustradora autônoma, se mudou para Nova Iorque. Abandonou a carreira de ilustradora e se dedicou a aquele que era realmente o seu grande sonho: a literatura. As suas primeiras produções literárias foram escritas com o pseudônimo de Patricia Cabot.

Atualmente Meg escreve em tempo integral e tem mais de 60 livros publicados. No ano passado ela esteve no Brasil para participar da Bienal do Livro e declarou ser fã da escritora brasileira Clarisse Lispector.

 

Dentre seus livros de grande sucesso estão:

 

Coleção “O Diário da Princesa” 

1 – Princess Diaries (O Diário da Princesa)
2 – Princess in the Spotlight (A Princesa Sob os Refletores)
3 – Princess in Love (A Princesa Apaixonada)
4 – Princess in Waiting (A Princesa à Espera)
4 e meio – Project Princess (O projeto da Princesa)
5 – Princess in Pink (A Princesa de Rosa-Shocking)
6 – Princess in Training (A Princesa em Treinamento)
6 e meio – The Princess Present (O Presente da Princesa)
7 – Party Princess (A Princesa na balada)
7 e meio – Sweet Sixteen Princess
7 e 3/4 – Valentine Princess
8 – Princess on the Brink (A Princesa no limite)
9 – Princess Mia (Princesa Mia)
10 – Forever Princess (Princesa para sempre)

Livros da série “A Mediadora” 

1        Shadowland (Terra das Sombras)

2        Ninth Key (O Arcano Nove)

3        Reunion (Reunião)

4        Darkest Hour (A Hora mais Sombria)

5        Haunted (Assombrado)

6        Twilight (Crepúsculo)

Série “The Heather Wells Mistery”

  1. Size 12 is not fat (Tamanho 42 não é gorda)
  2. Size 14 is not fat either (Tamanho 44 também não é gorda)
  3. Big Boned (Gordinha)

Série “Boy”

  1. The Boy Next Door (O Garoto da Casa ao Lado)
  2. Boy Meets Girl (Garoto Encontra Garota)
  3. Every Boy’s Got One (Todo Garoto Tem)

Série “1-800-Where-are-You?”

  1. When Lightning Strikes (1-800-onde-está-você)
  2. Code Name Cassandre (não traduzido para o português)
  3. Safe House (não traduzido para o português)
  4. Sanctuary (não traduzido para o português)
  5. Missing You (não traduzido para o português)

Série “A Garota Americana”

  1. All American Girl (A Garota Americana)
  2. Ready or Not (Quase Pronta)

Série “Avalon High”

  1. Avalon High
  2. Avalon High: A Coroação (Versão em Mangá)
  3. Avalon High: The Merlin Prophecy (A Profecia de Merlin)
  4. Avalon High: Homecoming
  5. Avalon High: Hunter’s Moon

Série “Queen of Babble”

  1. Queen of Babble (A Rainha da Fofoca)
  2. Queen of Babble in the Big City (A rainha da fofoca em Nova York)
  3. Queen of Babble Gets Hitched (A rainha da fofoca: Fisgada)

Série “Cabeça de Vento”

  1. Airhead (Cabeça de Vento)
  2. Being Nikki (Sendo Nikki)
  3. Runaway

Série “As Leis de Allie Finkle para Meninas”

  1. Allie Finkle’s Rules for Girls: Moving Day (As Leis de Allie Finkle para Meninas: Dia de Mudança)
  2. Allie Finkle’s Rules for Girls: The New Girl (As Leis de Allie Finkle para Meninas: A garota nova)
  3. Allie Finkle’s Rules for Girls: Best Friends and Drama Queens
  4. Allie Finkle’s Rules for Girls: Stage Fright
  5. Allie Finkle’s Rules for Girls: Glitter Girls and the Great Fake Out

Outros livros

  • Teen Idol (Ídolo Teen)
  • How to be Popular (Como ser Popular)
  • Nicola and The Viscount (não traduzido para o português)
  • She Went All The Way (Ela foi até o fim)
  • Victoria and The Rogue (não traduzido para o português)
  • Prom Nights from Hell (Formaturas Infernais)
  • Pants on fire (Pegando fogo)
  • Jinx (Sorte ou Azar?)
  • Todo garoto tem (diário de viagem)

Romances como Patricia Cabot

  • Ranson My Heart (Liberte meu coração)
  • Where Roses Grow Wild (A Rosa do Inverno – 1998)
  • Portrait of My Heart (1999)
  • An Improper Proposal (1999)
  • A Little Scandal (2000)
  • The Christmas Captive (2000)
  • Lady Of Skye (2001)
  • Educating Caroline (2001)
  • Kiss The Bride (2002)
05
maio
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Entrevista com Meg Cabot

Matéria publicada no caderno Folhateen do jornal Folha de São Paulo, do dia 14 de setembro de 2009, na página 10.

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Princesa Rejeitada

Autora da série da princesa e de “A Mediadora”, Meg Cabot diz que penou por 13 anos antes de vender 15 milhões de livros.

Da reportagem legal

De realeza, Meg Cabot tem “só” os 13 livros derivados de “O Diário da Princesa” e uma coleção de 20 coroas. Nada de rei na barriga para ela.

A escritora americana vendeu mais de 15 milhões de exemplares dos 54 livros que publicou, mas ainda tem que refazer os textos que entrega, depois de broncas da editora.

Um pito, deve vir em breve, ela prevê. É que, na terça passada, ela entregou o terceiro livro da série “Airhead”, que a editora Record deve trazer para o Brasil em 2010. e, aos 42, ela diz que vai reagir como teen: ficar fula e, depois, acatar. Foi o que ela contou, gargalhando ao telefone com a Folha, no dia em que chegou ao Brasil para uma turnê que inclui a Bienal do Livro (no Rio), São Paulo, Curitiba e Salvador.

Arranhando frases num português engraçado, tipo: “Onde ficha o banhéééiro?”, Meg disse que jovens gostam de ler sobre a morte porque estão felizes.

Leia a seguir trechos da conversa (Chico Felitti).

 

  • Folha – Qual foi a primeira coisa que você escreveu?

 

Foi o conto “Benny the Puppy” (Benny, o cachorrinho). A família de Benny morre em um tornado e ele fica sozinho e, depois é adotado por índios. Eu tinha sete anos e estava super deprimida. Ilustrei o conto e me lembro de um desenho da família voando, com as orelhas balançando.

 

  • Folha – Os leitores teen de hoje gostam tanto de vampiros, fantasmas e morte porque estão super deprimidos?

 

Eu acho que, às vezes, quando se está feliz e confortável na sua casa, é bacana ler sobre coisas que são tristes ou assustadoras. Muitas pessoas que são escritoras e escrevem sobre coisas horrorosas são bem felizes e engraçadíssimas!

 

  • Folha – Você acha que a série “A Mediadora” (2000), em que a protagonista teen se apaixona por um fantasma, influenciou “Crepúsculo” (2005), em que a protagonista teen cai de amores por um vampiro?

 

Não tenho a mínima idéia. Tudo o que é lançado na cultura pop influencia… me influencia. Ninguém vive num vácuo, né? Eu não fui a primeira pessoa a escrever sobre uma princesa, nem sobre uma garota que se apaixona por um morto. Quando escrevi “A Mediadora”, o livro foi rejeitado porque os editores diziam “nenhuma menina se apaixona por um garoto morto!” Hahahahaha se eles soubessem….

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 “Quando escrevi ‘A Mediadora’ o livro foi rejeitado porque os editores diziam ‘nenhuma menina vai se apaixonar por um garoto morto”.

 

  • Folha – Assistiu aos filmes baseados em seus livros?

 

Só vi o primeiro. Não ia ver o segundo, porque tinha mudanças demais e não queria ser influenciada por ele… Amei o primeiro filme, que é lindinho! Há dois universos da princesa Mia: o do filme, que é bonitinho, e o meu, que é o certo.

 

  • Folha – Em seu blog, você citou a frase “Sou tão misteriosa que não me entendo”, de Clarice Lispector, você se entende?

 

Eu não sou nada misteriosa, infelizmente! Queria muito ser mais como ela…

 

  • Folha – Já leu algo de Clarice Lispector?

 

Sim, alguns contos fantásticos. Agora, quero ler “A Hora da Estrela”, em inglês, mas tenho dificuldade de achar a tradução.

 

  • Folha – Já leu a tradução de algum livro seu?

 

Já leram para mim, em algumas línguas, e não fiquei muito feliz com a tradução das gírias.

 

  • Folha – Porquê?

 

Ah, é sempre difícil adaptar gírias, bem como palavrões.

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“Há dois universos da Princesa Mia: o do filme, que é bonitinho, e o meu, que é o certo”

 

  • Folha –Você gosta de escrever com palavrões?

 

Sim! É ótimo escrever para adultos porque dá para usar palavrões. Hahaha!

  • Folha – O que tem escrito?

 

Entreguei ontem o terceiro livro da série “Airhead”. Mas sei que vou receber um e-mail da minha editora dizendo que preciso reescrever bastante coisa.

  • Folha – E você refaz numa boa?

 

Isso sempre acontece! Fico brava na hora e digo: “Você está errada!”. Depois vejo que ela tem sempre a razão.

  • Folha – Dá um exemplo?

 

Claro: eu queria chamar o segundo livro de “O Diário da Princesa” de “Princess of Puke” (Princesa do vômito). Ela me disse: “É o pior título da história”. Era mesmo.

  • Folha – Quantas vezes você foi rejeitada antes de ficar famosa?

 

Foram três anos de pura rejeição e mais dez até que pudesse largar meu trabalho “de verdade”. Todo mundo é rejeitado, é bom que os jovens saibam. Só não desista!

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“Tenho mais de 20 coroas. Nenhuma de diamantes. Queria comprar uma. Meu marido não deixou…”.

 

  • Folha – Só lê “coisa de menina”?

 

Não! Atualmente, leio algo de mangás, e não gosto dos “de menininhas”, que são altamente sexualizados. Gosto dos “de garotos”, mais violentos.

  • Folha – Como é sua rotina?

 

Tomo café da manhã e vou para o trabalho. Mas meu trabalho é em casa. Tento escrever umas duas mil palavras por dia, mas é difícil porque a gente se distrai com comida, gatos, marido, sabe como é…

  • Folha – Já foi a uma vidente, como a protagonista de “A Mediadora”?

 

Fui, quando estava no ensino médio, e ela estava completamente errada! Disse que eu ia ser bibliotecária e nunca ia ter um namorado!

  • Folha – Em várias fotos você aparece de coroa. Você usa ela em casa, com pijama?

 

Bem que eu queria. A verdade é que as coroas são desconfortáveis. Tenho mais de 20 delas – nenhuma de diamantes. Queria comprar uma. Meu marido não deixou.

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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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