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mar
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Percy Jackson e os Olimpianos – O ladrão de Raios

Desde o término da série de livros “Harry Potter”, todos se perguntavam quem seria o responsável pela criação do sucessor do bruxinho, já que muitas séries fizeram sucesso, mas jamais com a mesma magnitude que a escrita por J. K. Rowling. Mas aparentemente, parece que o mundo enfim descobriu um sucessor. Sucesso de vendas e críticas, ganhando um inclusive adaptação para o cinema baseado no primeiro livro, a série escrita pelo americano Rick Riordan promete.

Ela tem um quê especial, haja vista a infinidade de histórias de aventuras para crianças e adolescentes que encontramos nas estantes das livrarias de qualquer cidade. Com uma temática original e divertida, já começa instigando o leitor ao perguntar o que aconteceria se os deuses gregos ainda estivessem vivos no mundo atual e com as mesmas características e vícios da Mitologia.

Perseu, mais conhecido como Percy Jackson é um garoto-problema e não se ajusta a nenhuma escola, por ser considerado, pelos professores e diretores, indisciplinado e hiperativo, mas o garoto é na verdade disléxico, o que realmente dificulta a aprendizagem de qualquer criança. Com 12 anos ele já tem um grande currículo, está prestes a ser expulso da sétima escola.

Os problemas de Percy não estão restritos à escola. Sua vida familiar é um grande problema. Sem conhecer e nem ao menos saber quem é o pai, vive com a mãe e um padrasto que é um ser desprezível e o odeia.

Sem nenhuma razão aparente, Percy começa a ser perseguido e atacado por feras mitológicas e algumas entidades da mitologia grega, como as Fúrias, Parcas e o Monitauro. Ele descobre que é um herói, filho de um deus grego e, diante desta descoberta, passa por provações e perseguições que arrancam o fôlego do jovem leitor.

Na história de Riordan, os deuses e deusas do Olimpo continuam vivos, envolvem-se e apaixonam-se pelos seres humanos mortais e têem filhos, que são meio-humanos e meio-deuses. Eles vivem aventuras modernas que nos faz lembrar das histórias dos heróis da Grécia Antiga.

Entre batalhas com monstros mitológicos e outros deuses que são inimigos do seu pai, Percy entra em um acampamento que funciona como uma escola criada para educar e aperfeiçoar os poderes dos meio-sangue. Assim como Harry Potter viveu em Hogwart, Percy, na nova escola, conhece pessoas, que como ele, enfrentam problemas sobre a sua real identidade, faz inimigos e também amigos leais.

Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é considerado o principal suspeito. Para evitar uma batalha digna de deuses, Percy e seus amigos Annabeth e Grover terão além de tentar recuperar o artefato e descobrir quem o roubou, entender e revelar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

Quem já leu os livros de Harry Potter em muitos momentos consegue identificar pontos em comum nas aventuras de Percy Jackson. Ambos tratam de universos de fantasia, em que meninos descobrem ter poderes especiais, problemas familiares, uma escola especial para esses jovens heróis (e vilões) e a aventura girar em torno de um garoto especial que tem um amigo e uma amiga como aliados leais. Não considero, em hipóteses alguma, isso como plágio. A história dele é extremamente criativa e interessante. Ele apenas utilizou uma receita que deu certo anteriormente para continuar entretendo crianças e jovens. Além de tudo as crianças e adolescentes aprenderão um pouco mais sobre história geral, pois as lendas mitológicas foram perfeitamente preservadas por Riordan, apenas sendo adaptadas para a era moderna.

Logo no início do livro Percy, o narrador, alerta aos leitores que ser um meio-sangue é perigoso e assustador. Perseu Jackson tem como melhor amigo um garoto magrelo que chorava quando ficava frustrado chamado Grover. Percy acreditava que Grover já devia ter repetido de ano várias vezes, pois tinha espinhas e uma barba rala começando a nascer no queixo. Além disso era aleijado, pois tinha um atestado que o dispensava das aulas de Educação Física pelo resto da vida, já que possuía algum tipo de doença muscular nas pernas. Ele andava de um jeito engraçado, como se cada passo doesse.

Percy tinha uma professora de matemática da Geórgia que sempre usava um casaco de couro preto, apesar de ter cinqüenta anos de idade. Ela tinha chegado no meio do ano, quando a última professora deles de matemática teve um colapso nervoso e ela demonstrava claramente não gostar de Percy.

No último mês de maio quando a turma de Percy estava no sexto ano fez uma excursão à Manhattan. Eram 28 crianças alucinadas e dois professores em um ônibus escolar amarelo indo para o Metropolitan Museum of Art, a fim de observar velharias gregas e romanas.

O professor Brunner, de latim, estava guiando a excursão. É um sujeito de meia-idade em uma cadeira de rodas motorizada. Possuí cabelo ralo, uma barba desalinhadas e usa um casaco surrado de tweed que sempre cheirava a café. As aulas dele eram as que Percy mais gostava e achava legal, pois ele contava histórias e piadas.

No museu, o Sr. Brunner mostrou uma das figuras e perguntou a Percy o que representava e Percy dissera que era Cronos comendo os filhos. Cronos era o deus Titã e como não confiava nos filhos, que eram deuses, os comeu. Porém a sua esposa escondeu o bebê Zeus e deu uma pedra para ele comer no lugar. Depois quando Zeus cresceu ele enganara o pai Cronos, fazendo-o vomitar seus irmãos e irmãs e houve uma grande briga entre os deuses e os titãs, com a vitória dos deuses.

O que aconteceu foi que Zeus deu a Cronos uma mistura de mostarda e vinho, o que fez vomitar as outras cinco crianças, que sendo imortais, estavam vivendo e crescendo sem serem digeridas no estômago do Titã. Os deuses derrotaram o pai deles, cortando-no em pedaços com sua própria foice e espalharam os restos no Tártaro, a parte mais escura do Mundo Inferior.

Percy e Grover tinham uma colega, Nancy Bobofit que vivia hostilizando Grover. Ela deixara “cair” sem querer um sanduíche no colo de Grover e Percy se descontrolou. Ouviu uma onda no ouvido e não se lembrava de ter tocado na garota, mas quando deu por si ela estava sentada com o traseiro no chafariz berrando que Percy a havia empurrado.

A Sra. Dodds aparecera ao lado de Percy e quando olhou para ele parecia que havia fogo nos olhos dela. Ela exigiu que o garoto fosse até ela, mas Grover se mete e diz que a culpa era dele. Ele a Sra. Dodds entraram no museu e Percy quando olhou para trás vira Grover Underwood olhando nervoso e pálido para o professor Brunner como se quisesse que ele reparasse no que estava acontecendo, mas o professor estava absorto no seu romance.

A professora quando estava sozinha com Percy começou a agir de forma estranha. Os olhos dela começaram a brilhar como carvão de churrasco. Os dedos se esticaram, transformando-se em garras. O casaco se fundiu em grandes asas de couro. Percy percebera que ela não era humana. Era uma bruxa má e enrugada com a boca repleta de presas amarelas.

As coisas ficaram ainda mais confusas quando o Sr. Brunner aparecera e jogara para Percy uma caneta. E quando ele a pegou não era mais uma caneta e sim uma espada de bronze. Quando a Sra. Dodds investiu contra Percy, ele se defendeu com a espada e ela virara um castelo de areia com um cheiro de enxofre. De repente a espada sumira e ele segurava uma caneta e não tinha mais ninguém ao lado dele.

Percy pensara que tinha imaginado tudo aquilo. Quando ele retornou, Nancy disse que esperava que a Sra. Kerr tivesse dado um jeito nele. Percy perguntara de quem ela estava falando e procurou Grover para saber sobre a senhora Dodds e ele respondeu que não sabia de quem ele estava falando. Então devolveu a caneta para o Sr. Brunner e novamente ouviu que na escola nunca houve uma senhora chamada Dodds.

Percy não se conformava em nunca ter existido uma Sra. Dodds e perguntava as pessoas sempre que surgia uma oportunidade. Grover não conseguia enganá-lo, ele sempre hesitava quando Percy dizia o nome da professora.

Mais uma vez o garoto ultrapassara todos os limites e ao término do ano letivo ele teria que procurar uma nova escola, pois na que ele estava, eles não o queriam mais lá, afinal Percy tinha alcançado a gota d’água ao afrontar o professor de inglês, o Sr. Nicoll. Tudo isso porque achava que Percy era preguiçoso e não gostava de estudar, mas o problema do garoto era outro: dislexia.

Percy estava estudando e ficava frustrado, pois sentia muita dificuldade. Então pensou em procurar ajuda do Sr. Brunner. Mas ao chegar ao gabinete dos professores ele fora à sala do professor e viu que estava entreaberta e do corredor ele pôde ouvir uma conversa entre o professor favorito e Grover, seu melhor amigo.

Grover dizia que estava preocupado com Percy e destacou com horror que uma Benevolente havia estado dentro da escola, o que provava que eles sabiam. Grover dizia que Percy a vira e que seria bom ele saber. Mas o Sr. Brunner não queria apressar as coisas e achava melhor Percy desfrutar um pouco mais da sua ignorância.

Percy deixara escapar o livro da mãe, caindo ao chão com um baque surdo e rapidamente ele foi embora do lugar, com medo de que o vissem.

Após os exames finais, Percy voltaria para casa para ficar com a mãe e, para sua surpresa, Grover havia comprado uma passagem de ônibus para Manhattan. Ou seja, ele estaria no mesmo ônibus que o garoto. Durante a viagem, Percy notara que Grover olhava nervoso para o corredor, observando os outros passageiros. Ele notou que Grover sempre agia com esse modo nervoso e inquieto quando eles saíam da escola, como se esperasse que algo ruim fosse acontecer. Percy antigamente achava que ele se comportava assim com medo de que alguém o provocasse. Mas no ônibus não havia ninguém que pudesse atormentá-lo. Não agüentando ver essa cena, perguntou ao amigo se ele estava procurando pelas benevolentes.

Ele confessa a Grover que ouvira a conversa dele com o professor. Grover tenta mentir, mas Percy não acredita. Resignado, Grover entrega a Percy um cartão dizendo que se ele precisasse, procurasse por ele.

Então o ônibus quebra no meio de uma área rural. Todos descem do veículo e Percy nota que havia uma banca de frutas com coisas muito boas. Frutas muito bonitas e suculentas. Viu também que não havia fregueses, apenas três velhas senhoras sentadas em cadeiras de balanço tricotando o maior par de meias que Percy vira na vida. As três senhoras pareciam muito velhas, com o rosto pálido e enrugado como fruta seca, de cabelos prateados presos para trás com um lenço branco, de braços ossudos espetados para fora dos vestidos de algodão pálido.

O que pareceu mais estranho para Percy é que elas olhavam diretamente para ele. Grover também notara e perguntara a Grover o que ele vira exatamente. Ele dissera que elas eram muito piores do que a Sra. Dodds, as Parcas. O garoto conta que viu uma delas cortando um fio e Grover empalidecera, pois isso significava que alguém iria morrer e pede ao amigo que o deixe acompanha-lo até em casa, mas quando Grover vai ao sanitário, Percy aproveita e vai embora.

Ao chegar na rodoviária, além de dispensar Grover, Percy pegara um táxi e fora para casa. Esperava encontrar Sally Jackson, sua mãe, após um tempo sem vê-la e estava com saudade. Para o garoto, ela era a melhor pessoa do mundo e tivera uma vida difícil, o que só reforçava a teoria dele de que as melhores pessoas são as mais azaradas. Além de tudo engravidara do pai de Percy, mas ele não se casara com ela. Ela contara a ele que ele era rico e influente, mas o namoro deles era um segredo. Então um dia ele zarpou pelo Atlântico em alguma jornada importante e nunca mais voltara. Sally dissera que o pai dele estava perdido no mar, não morto, mas perdido. Sally acabara se casando com Gabe Ugliano, um imbecil de marca maior. Percy o chamava de Gabe, o Cheiroso, quando era criança, pois ele fedia a pizza embolorada. Ele tratava muito mal a mãe de Percy.

Assim que Percy chegara em casa dera de cara com Gabe Cheiroso na sala de estar jogando pôquer com seus cupinchas. Sua mãe não estava em casa, mas após um tempo ela chegara, o abraçara apertado e dera a ele um monte de doces que ela dizia ser amostras grátis da loja em que trabalhava, a doceria Grande Estação Central.

Ela queria saber como foram as aulas e o período em que passaram distantes. Percy queria contar a mãe sobre a Sra. Dodds, mas achava que ela ia pensar que ele estava louco. Muito menos sobre as três velhas da estrada. Mas a mãe percebera que Percy não estava contando tudo.

Comunicou a ele que eles iriam passar três noites em um chalé na praia Montauk, o que deixara o garoto muito feliz. E ela lhe diz que assim que chegarem a Montauk ela queria saber o que ele esquecera de contar a ela.

Percy ia para o chalé em Long Island desde que era bebê e ele adorava simplesmente o local. Eles chegaram ao pôr-do-sol, passearam pela praia, deram salgadinhos de milho às gaivotas e mascaram juntos jujubas azuis, caramelos azuis e todos os outros doces do pacote de amostras grátis que Sally levara para Percy.

Ela conta ao filho que o seu pai era gentil, alto, bonito e forte. O cabelo preto e os olhos verdes de Percy são do pai. Ela conta ainda que ele não chegara a conhecer o garoto, pois eles só ficaram juntos por um verão, bem naquela praia e naquele chalé. Percy quer saber se ela o mandará para outro internato e porque ela não o quer por perto. Ela responde que isso não é verdade, pois ela precisa mandar ele para bem longe para o próprio bem dele. Percy se lembrara que desde que fora bem pequeno ele sempre estava se metendo em encrencas nas escolas que estudava e sempre em situações perigosas.

Ela diz que as pessoas avisaram a ele que manter o garoto com ela era um erro. Havia uma outra opção para que ele vivesse em segurança: o lugar onde o pai dele queria que ele fosse enviado, mas isso significava que ele o perderia para sempre e ela não queria isso. O lugar era um acampamento de verão.

Percy fora dormir e tivera um pesadelo, quando acordou viu que havia uma tempestade. Sua mãe acordara assustado e dissera que lá vinha um furacão. Grover dissera algo em grego antigo e Percy, abismado, notara que entendera perfeitamente o que ele dissera, sobre ter algo atrás dele. Percy se assombrara ainda mais por notar que Grover onde deveria estar as suas pernas havia pelos e onde deveria ter pés haviam cascos.

A mãe pergunta novamente o que acontecera e Percy conta. Desesperada a mãe pegara a bolsa e mandou que os dois entrassem no carro rapidamente. No carro eles fogem desesperadamente e Percy tenta entender de onde Grover e Sally se conhecem, mas Grover explica que eles não se conheciam, mas Percy fora convencido por Grover que apesar de Grover estar de olho nele durante o ano, era de fato seu amigo.

Percy, ainda atônito, quer saber o que Grover era, pois apesar de se fantasiar de um garoto, ele definitivamente não era humano. Grover diz que ele é um Sátiro e que os mitos de Sr. Brunner não eram mitos e que a Névoa, um tipo de feitiço que encobre a aparência real dos seres aos olhos humanos, apesar de ter sido posta sob os olhos de Percy ainda assim ele vira a Benevolente. A mãe de Percy diz que estava levando eles para o lugar que ela lhe falara, o acampamento de verão. E enquanto isso ela dirigia como uma louca, fugindo desesperadamente de algo que Percy ainda não vira e não sabia o que era.

De repente houve um clarão ofuscante e o carro explodira. Estava sem o teto e a porta do motorista estava emperrada presa na lama. Ele estava bem, Sally também, mas Grover estava meio desmaiado e inconsciente.

No meio do clarão de relâmpago, através do pára-brisa traseiro salpicado de lama, Percy vira um adulto andando pesadamente na direção deles. O ser era enorme, como um jogador de futebol americano.

Quando Sally vira mandara Percy sair do carro. Ela mandara o garoto ir para a colina onde havia um pinheiro gigante. Lá era o limite da propriedade e quando ele chegasse veria uma grande casa de fazenda no fundo do vale. Pede para ele correr até lá e chamar ajudar. Percy se nega e diz que ajudaria tanto ela quanto Grover que necessitava ser carregado. Sally insiste dizendo que o ser não queria a eles e sim ao garoto e, por isso ele deveria correr e se salvar.

Percy e Sally carregaram Grover e o monstro os seguia cada vez mais de perto. Percy, pela primeira vez, tivera uma visão clara do monstro: ele tinha mais de dois metros, os braços e pernas pareciam ter saído da revista Músculos. No focinho do monstro havia um reluzente anel de bronze, ele tinha também olhos pretos cruéis e chifres pretos com pontas. Percy reconheceu o monstro e ele não acreditava que podia ser real, era o Minotauro, o filho de Pasífae. Apesar de forte e musculoso, ele tinha péssima visão e audição e se orientava pelo cheiro.

O Minotauro ataca Percy que desvia na hora em que seria atingido, sobrevivendo. Sally começa a chamar atenção do monstro para que Percy pudesse ter uma chance de fugir e, como previsto, o monstro corre em direção a Sally, pegando-a pelo pescoço e rugindo de forma furiosa. Ele apertara o pescoço de Sally e ela se dissolvera na frente do filho e simplesmente se fora.

Percy ficara louco de raiva e queria vingança. O Minotauro avançara para cima dele, Percy pulara na cabeça do monstro, segura nos seus chifres e o Minotauro jogara ele longe. Quando Percy saíra no chão notou que segurava o chifre do monstro, do tamanho de uma faca. Quando o monstro o atacou de novo, Percy desviara e enfiara o chifre na lateral do seu corpo, logo abaixo da caixa toráxica. Com agonia, o Minotauro – homem-touro – urrou, debateu-se, rasgou o peito com as garras e começou a desintegrar-se, como areia se esfarelando, do mesmo modo que a Sra. Dodds.

Percy estava fraco, assustado e tremia de tristeza, pois acabara de ver a mãe se desvanecer. Ele queria se deitar e chorar, mas tinha que ajudar Grover. Ainda chorando e chamando pela mãe, Percy ergue Grover e foi com ele até ao acampamento. A última lembrança do garoto é ter desmaiado em uma varanda de madeira.

Ele vira também um homem barbudo e uma menina de cabelos loiros encaracolados como o de uma princesa, chamada Annabeth. Percy se lembrava de estar deitado em uma cama macia, sendo alimentado com colheradas de alguma coisa que tinha gosto de pipoca com manteiga, mas que na verdade parecia pudim.

Quando Percy acordou novamente a menina tinha ido embora e notara que um sujeito loiro e forte, como um surfista, estava no canto do quarto vigiando ele. Notou também que ele tinha olhos azuis nas bochechas, na testa e nas costas das mãos.

Após finalmente ter acordado de fato vira Grover ao seu lado lhe dizendo que ele lhe salvara e vida e lhe dera em agradecimento uma caixa de sapatos. Dentro havia um chifre de touro branco-e-preto com a ponta salpicada de sangue seco. Ele enfim se dera conta de que não havia sido um sonho, realmente ele matara o Minotauro.

Percy estava triste com a perda da mãe e Grover se sentia um fracassado, o pior sátiro do mundo. Ele estava se sentido abandonado, vazio e enlouquecia só de pensar em ter de viver com Gabe Cheiroso. Preferia viver nas ruas, fingir ter 17 anos e se alistar no exército, a ter que viver com o padrasto.

Após a recuperação de Percy, Grover pede que ele o acompanhe, pois Quíron e Sr. D. estavam esperando por eles. No caminho Percy notara as crianças no acampamento e alguns cavalos alados, o que o fez crer que ainda estava tendo alucinações. Na varanda havia dois homens sentados frente a frente jogando carteado e a garota de cabelos loiros que o alimentara também estava ali.

O homem de frente para ele era pequeno, mas gorducho. Tinha nariz vermelho, grandes olhos chorosos e cabelo cacheado tão preto que era quase roxo. Parecia um querubim. Usava uma camisa havaiana com estampa de tigre, era o Sr. D., o diretor do acampamento.

Grover manda Percy ser educado com o diretor do acampamento. Comenta que a menina que estava com eles era Annabeth Chase, uma campista que estava lá há mais tempo que quase todo mundo. O outro homem que estava ali era Quíron que Percy já conhecia como o professor Sr. Brunner.

O Sr. D. se mostrou não muito simpático com Percy. Quíron pede a Annabeth para acompanhar Percy e instala-lo no Chalé 11, por enquanto. Annabeth fora descrita como uma menina de cabelo loiro cacheado com um intenso bronzeado, podendo se passar por uma garota típica da Califórnia, a não ser pelos olhos que eram cinzentos como nuvens de tempestade.

Enquanto eles conversaram, o Sr. D. acenou e uma taça apareceu sobre a mesa e encheu-se de vinho tinto. Mas Quíron agira rápido e dissera ao Sr. D. que ele deveria se lembrar das restrições dele. Resignado, o Sr. D. transformara a taça de vinho em uma lata de Diet Coke. Quíron contara de forma esclarecedora para Percy que o Sr. D. irritara o pai dele tempos atrás quando sentira-se atraído por uma ninfa dos bosques que tinha sido declarada inacessível.

Sr. D. reclamou que o seu pai adorava castigá-lo. Na primeira vez ele recebera como castigo a proibição por dez anos. Na segunda vez ele não conseguira ficar longe e como castigo foi mandado para a Colina Meio Sangue. Revela que o seu pai é Zeus e ele é Dionísio, o deus do vinho.

Ele fora embora convocando Grover para uma conversa sobre o desempenho imperfeito dele nessa missão. Grover fica suando de tão nervoso. E, diante disso, Percy queria saber se o amigo ficaria bem. Quíron explica que Dionísio não estava realmente zangado, mas apenas detestava esse trabalho e que ele tinha que esperar um século para voltar ao Olimpo. Segundo Quíron, o Monte Olimpo é um palácio que mudava de lugar, assim como os deuses. E que agora ele estava nos EUA, como já esteve na Inglaterra, na Alemanha, na França e na Espanha.

Percy continua preocupado com Grover e pergunta se ele vai ter problemas. Quíron diz que não cabe a ele julgar, que quem irá decidir será Dionísio e o Conselho dos Anciãos de Casco Fendido. E esta era a segunda chance do jovem sátiro. Após uma operação má sucedida cinco anos atrás. Grover é muito jovem, tem apenas 28 anos e os sátiros amadurecem no dobro do tempo dos seres humanos.

Quíron mostrara o acampamento para Percy e mostrou a ele os chalés. Havia 12 deles e estavam dispostos em U, dois na frente e cinco enfileirados de cada lado. Em cada um havia um número de latão acima da porta (os ímpares do lado esquerdo e os pares do lado direito), eram totalmente diferentes um do outro.

O número 9 tinha chaminés como uma minúscula fábrica. O número 4 tinha tomateiros nas paredes e uma cobertura feita de grama de verdade. O 7 parecia feito de um ouro sólido que reluzia tanto à luz do sol que era quase impossível de se olhar.

O par de chalés à cabeceira do campo, números 1 e 2, pareciam mausoléus casadinhos, grandes caixas de mármore branco com colunas pesadas na frente. O chalé 1, de Zeus, era o maior e mais magnífico dos doze. As portas de bronze polido cintilavam como um holograma, de tal modo que, vistas de ângulos diferentes, raios pareciam atravessa-las. O chalé 2, de Hera, era de certo modo mais gracioso, com colunas mais finas encimadas com romãs e flores. As paredes eram entalhadas com imagens de pavões.

O chalé número 3, de Poseidon, não era alto e imponente como o chalé 1, mas comprido, baixo e sólido. As paredes externas eram de pedras cinzentas rústicas salpicadas de pedaços de conchas e coral, como se as paredes tivessem sido cortadas diretamente do fundo do oceano.

O número 5 era vermelho vivo, uma pintura muito mal feita, como se a cor tivesse sido jogada a esmo com baldes e mãos. O telhado era forrado de arame farpado. Uma cabeça de javali empalhada estava pendurada acima da porta e seus olhos pareciam seguir Percy. Dentro ele pode ver um bando de meninos e meninas mal-encarados, disputando queda-de-braço. A criança mais barulhenta era uma menina de talvez treze anos e olhara para Percy com um olhar maldoso e de desprezo que o fez lembrar de Nancy Bobofit.

Quíron pedira a Annabeth que levasse Percy para o chalé 11. quando Percy vira o chalé, notou que era o que mais parecia um chalé comum de acampamento de verão, a soleira estava desgastada, a pintura marrom estava descascando e acima do vão da porta havia um daqueles símbolos de médico, um bastão alado com duas serpentes enroscadas nele, um caduceu. Percy notara que o chalé estava abarrotado de gente, meninos e meninas, em muito maior número que os beliches e tinha também sacos de dormir espalhados por todo piso.

Annabeth levou Percy para o chalé 11. Ao chegar ao local, a garota disse aos meninos que Percy era um indeterminado. Um garoto um pouco mais velho que o restante deu um passo à frente e deu as boas vindas à Percy. O garoto parecia ter 19 anos e demonstrava ser muito legal. Era alto, musculoso, com cabelo cor de areia aparado bem curto e tinha um sorriso amigável. Percy notou que ele usava um colar de couro com cinco contas de argila em cores diferentes. Mas ele também tinha algo perturbador em sua aparência: uma grossa cicatriz branca que corria desde logo abaixo do olho direito até o queixo, como um antigo corte de faca. Este garoto era Luke. Ele seria o conselheiro de Percy.

Luke explicou que por enquanto seria o conselheiro de Percy porque como ele era indeterminado, Quíron e Sr. D. não sabem em que chalé acomoda-lo, por isso ele foi encaminhado para o chalé 11. este recebe todos os recém-chegados, todos os visitantes, pois Hermes, o patrono deles, é o deus dos viajantes e também o deus dos ladrões.

Percy sai do chalé com Annabeth e ela lhe explicou algumas coisas sobre a vida dos heróis, deuses e monstros. Diz ao garoto que os monstros não possuem alma como os seres humanos e por isso não são mortos de fato. Eles são banidos por algum tempo, mas em algum outro momento eles vão se reconstruir. Ela diz que a Sra. Dodds, a Fúria ou Benevolente, como alguns chamam, são torturadoras de Hades. Explica que a comida e a bebida que foram dadas a ele enquanto se recuperava da luta com o Minotauro fora ambrosia e néctar. Elas curaram ele e teria matado um garoto normal, teria transformado o sangue dele em fogo e seus ossos em areia.

Clarisse, a menina grandona do chalé feio vermelho ia na direção de Percy e Annabeth. Clarisse é filha de Ares, o deus da guerra e diz a Percy que eles tem uma cerimônia de iniciação para os novatos, levando o garoto com ela. Agarrou Percy pelo pescoço e o estava arrastando em direção a um edifício de blocos de concreto que ele percebera se tratar de um banheiro.

Inutilmente, Percy chutava e dava murros no ar. Ela o levara para o banheiro feminino. Ajoelhou Percy no chão em frente a um vaso sanitário fedido. Ele fizera esforço para manter a cabeça erguida. Quando olhou para a água imunda começou a dizer mentalmente que não ia enfiar a cabeça naquilo. Então ele sentiu uma pressão violenta na boca do estômago, os canos começaram a roncar e estremecer. A água pulou para fora do vaso, formou um arco por cima da cabeça de Percy e Clarisse começou a berrar. A água explodiu para cima de Clarisse novamente no rosto com tanta força que a fez cair de bunda no chão. A água continuou jorrando em cima dela igual a um jato de mangueira de incêndio empurrando-a para trás, para dentro de um boxe de chuveiro.

A garota se debatia, esbaforida. Quando os amigos dela começaram a ir em direção a ela outros vasos sanitários explodiram e mais jorros de água de privada afastaram também as outras garotas, que rodopiavam como pedaços de lixo sendo removidas com jatos de água. Assim que eles foram jogados para fora, Percy sentira a pressão nas entranhas se aliviar e a água parara de jorrar.

Nem Annabeth tinha sido poupada. Estava toda molhada e pingando. Ela olhava para Percy em estado de choque. Percy se dera conta de que estava sentado num único ponto seco em todo o recinto. Annabeth tentara perguntar como ele havia feito aquilo, mas rapidamente Percy disse que não sabia.

Ao sair com Annabeth vira a cena deplorável de Clarisse e seus amigos, todos imundos e sentados em poças de lama com um monte de garotos compostos ao redor deles olhando a cena. Clarisse emanava raiva e ódio e jurou a Percy vingança. Annabeth olhava abismada para Percy e disse a ele que queria ele no time dela para capturar a bandeira.

Percy estava olhando para o lago quando notara a presença de duas garotas adolescentes sentadas de pernas cruzadas na base do píer, cerca de seis metros abaixo. Vestia jeans e camisetas verdes cintilantes. Tinha cabelos castanhos. Percy vira que enquanto elas sorriam e acenavam para ele, como se ele fosse um amigo há muito perdido, havia peixinhos passando por entre elas. Percy, sem saber o que fazer, acenava de volta. Annabeth mandou Percy não as encorajar, pois as Náiades eram flertadoras incontroláveis.

Percy fica meio surtado com todas as novidades sobre a existência desses seres, dos deuses e diz que quer voltar para casa. Annabeth lhe diz que ali é o único lugar seguro para pessoas como eles: semideuses ou meio-sangues.

Percy quer saber quem é o pai de Annabeth. Ela lhe diz que ele é um professor de História Americana e que ela não o vê desde muito pequena. A mãe dela é Atena, a deusa da sabedoria e da guerra. Por isso ela ficava no chalé número 6. ela explica que é campista o ano inteiro e mostrou um colar de couro com cinco contas de argila de cores diferentes, igualzinho ao de Luke. Ela diz que está lá desde que tinha 7 anos de idade e todo mês de agosto, no último dia da sessão de verão, eles ganhavam uma conta por sobrevivência mais um ano.

Annabeth diz que sente que algo errado está acontecendo no Olimpo, algo muito importante, mas ela não sabe o que é, pois quando esteve lá tudo parecia normaç. Explica ainda que para até lá basta ir pela Ferrovia de Long Island e desce na Estação Penn. O Olimpo fica no seiscentésimo andar no Empire State Building. Ela conta que após a visita o tempo ficara esquisito, como se os deuses tivessem começado a brigar. Ela ouvira trechos das conversas dos sátiros e concluíra que algo havia sido roubado e que se não for devolvido até o solstício de verão haverá problemas. Ela diz que Atena por se entender com qualquer um com exceção de Ares e tinha uma rivalidade com Poseidon. Então ela achava que os dois podiam trabalhar juntos e pensavam que Percy sabia alguma coisa sobre esse objeto que fora roubado.

Percy volta ao chalé 11 e pergunta a Luke se o seu pai era Hermes e o garoto diz que sim. Hermes, o mensageiro com asas aos pés. Qualquer um que use as estradas, mensageiros, médicos, viajantes, mercadores, ladrões são bem aceitos por Hermes.

Na hora do jantar Percy notara que havia mesas dispostas e que as crianças sentavam-se sempre conforme o chalé em que dormiam. Não era permitido que os filhos de Hermes sentassem na mesma mesa que o de Atena, por exemplo.

Percy enchera o prato e estava prestes a dar uma grande garfada quando notou que todos se levantaram e levaram os pratos para o fogo no centro do pavilhão. Ao chegar perto ele notou que todos estavam pegando algo do prato e jogando no fogo o morango mais maduro, o pão mais quente e mais amanteigado, a fatia mais suculenta de carne. Luke diz a Percy que se trata de oferendas queimadas para os deuses, pois eles gostam do cheiro.

Em poucos dias Percy se acostumara com a sua nova rotina. Todas as manhãs ele estudava grego com Annabeth e no resto do dia ele alternava atividades ao ar livre, procurando alguma coisa em que ele fosse bom. Quíron tentou lhe ensinar arco e flecha, mas Percy não levava jeito. Corrida também não era seu forte. Lutas? Clarisse sempre acabava com ele. A única coisa em que ele era realmente bom era em canoagem.

Percy sabia que os campistas mais velhos e os conselheiros o observavam, tentando concluir quem era o seu pai, mas não estava sendo fácil para eles, pois Percy não era forte como os garotos de Ares, nem tão bom em arco e flecha quanto os garotos de Apolo. Não tinha a perícia de Hefesto com metais nem o jeito de Dionísio com as vinhas. Luke disse que Percy podia ser filho de Hermes, uma espécie de pau para toda obra.

Três dias após chegar ao acampamento, Percy tivera a sua primeira aula de esgrima. E Luke seria o seu instrutor. De algum modo, Percy teve os seus sentidos aguçados e via os ataques de Luke chegando e os rebatia. Percy conseguira desarmar Luke para surpresa deste e de todos que assistiam ao combate.

No dia seguinte Percy encontrara-se com Grover e perguntara a ele sobre os chalés vazios. Grover lhe diz que o número 8, prateado, pertence a Ártemis. A deusa jurou ser virgem para sempre. Portanto não havia filhos para habita-lo. Era um chalé honorário, pois se ela não tivesse um ficaria zangada.

Percy queria saber dos outros três que ficaram no fim. Grover diz que o de número 2 é o de Hera, também uma coisa honorária, pois ela é a deusa do casamento, no entanto não sairia por ai tendo casos com mortais.

Os três grandes são Zeus, Poseidon e Hades, os três irmãos poderosos filhos de Cronos. Depois da batalha com os titãs, eles tomaram o mundo do pai e tiraram na sorte a decisão de quem ficava com o que. Zeus ficou com o céu. Poseidon com o mar e Hades com o Mundo Inferior.

Percy nota que Hades não tem um chalé no acampamento e Grover completa dizendo que ele também não tem um trono no Olimpo. Assim, o garoto quer saber porque os chalés de Zeus e Poseidon estão vazios, já que nos mitos eles tiveram zilhões de filhos. Grover lhe explica que há cerca de sessenta anos, depois da Segunda Guerra Mundia, os Três Grandes combinaram que não iriam procriar mais nenhum herói, pois os filhos deles eram poderosos demais e estavam interferindo muito no curso dos eventos humanos, causando muitas carnificinas. Grover diz que a Segunda Guerra Mundial foi basicamente uma luta entre os filhos de Zeus e Poseidon de um lado e os filhos de Hades do outro. O lado vencedor, Zeus e Poseidon, obrigou Hades a fazer um juramento junto com eles: nada de casos com mulheres mortais. Todos juraram sobre o rio Styx. Esse era o juramento mais sério que se podia fazer.

Percy queria saber se os irmãos mantiveram a palavra de não terem filhos e Grover responde que há 17 anos, Zeus retornou aos maus hábitos. Ele não conseguira resistir a uma estrela de TV que tinha um penteado alto e armado, estilo anos 80 e do relacionamento nasceu um bebê, uma garota chamada Thalia. Zeus se safou por ser imortal mas causou um destino terrível para sua filha. Grover diz ainda que os filhos dos Três Grandes são mais poderosos que os outros meio-sangues. Eles tem uma aura forte, um odor que atrai monstros. Quando Hades descobriu a respeito da criança não ficou nada feliz com a quebra do juramento feita por Zeus e libertou os piores monstros de Tártaro para atormentar Thalia. Um sátiro fora designado para ser o guardião dela quando completou doze anos, mas não havia nada que pudesse fazer. Ele tentou escoltá-la para o Acampamento Meio Sangue juntamente com outros meio-sangues com quem ela fizera amizade. Eles quase conseguiram. Chegaram até o topo da colina, mas atrás deles vinham as três Benevolentes e um bando de cães infernais. Eles estavam quase sendo alcançados quando Thalia disse ao sátiro que levasse os outros dois meio-sangues para um local seguro enquanto ela tentava conter os monstros. Mas a garota estava ferida e cansada. Assim, Thalia enfrentou sozinha os monstros no topo da Colina e eram muitos conta ela sozinha. Desata maneira, ela não resistiu e morreu. Zeus se apiedou dela, transformando-a em um pinheiro do topo da Colina. O espírito dela ajuda a proteger as fronteiras do vale e é por isso que a colina chama-se Colina Meio-Sangue.

Grover achava que Percy era filho de deuses menores como Hermes ou Nêmesis, a deusa da vingança. Após o jantar era a hora da captura da bandeira e os campistas estavam bem ansiosos. Annabeth estava de um lado da disputa e Clarisse do outro. Annabeth portava um estandarte de seda, cinza e com a pintura de uma coruja em cima de uma oliveira. Clarisse com um estandarte vermelho berrante, com pintura de uma lança sanguinolenta e com uma cabeça de javali.

Luje dissera a Percy que quase sempre Ares e Atena lideravam as disputas das equipes. Hermes estaria ao lado de Atena para roubar a bandeira de Ares e Percy estaria ao lado deles. Além de Hermes, Atena teve também o apoio de Apolo. Já Ares tinha o apoio de todos os outros. Dionísio, Demeter, Afrodite e Hefesto.

Percy notara que os campistas de Dionísio eram na verdade bons atletas, os de Demeter tinham ligeira vantagem em habilidades na natureza e atividades ao ar livre, mas não eram muito agressivos. Os filhos de Afrodite na maioria das vezes esperavam sentados todas as atividades acabarem e iam conferir seus reflexos no lago, penteavam os cabelos e fofocavam. Os de Hefesto não eram bonitos, mas eram grandes e corpulentos de tanto trabalhar na oficina de metais o dia todo. Quíron anunciou que todos os heróis connheciam as regras que consistiam em: – O limite era o riacho

– A floresta toda valia

– Todos os itens mágicos eram permitidos

– A bandeira deve ser ostentada de modo destacado, mas não pode ser amarrada ou amordaçada

– Não é permitido matar nem aleijar

Quíron serviria como juiz e médico do campo de batalhas.

A Percy coube a tarefa de patrulhar a fronteira. Ele tinha que ficar próximo ao riacho, mantendo os vermelhos longe. Percy estava esperando que algo acontecesse, mas estava tudo tranqüilo, até que do outro lado do regato, a vegetação rasteira explodiu e cinco guerreiros de Ares saíram gritando e berrando da escuridão, dentre eles Clarisse. Eles atacaram Percy, cercando o garoto e Clarisse investiu contra ele com a sua lança elétrica. Outro golpeou Percy no peito e ele caíra. Eles não queria pegar a bandeira, queriam se vingar do garoto. Um deles desferiu um golpe de espada no braço dele, fazendo-o sangrar e o empurrou para o regato. Percy caíra espalhando água para todo lado, com isso, achou que estava acabado, mas a água pareceu despertar todos os sentidos dele. Quando os filhos de Ares entraram no regato para pegá-lo, Percy ficara de pé e atacara todos os rivais. Um por um foram tomando uma surra atrás da outra. Clarisse avançou contra ele e Percy partiu a vara dela como se fosse um graveto, jogando-a para fora do regato. Ele ouvira os gritos de Luke carregando a bandeira vermelha de Ares.

O jogo terminara e a equipe de Percy vencera. Percy ouve uma voz atrás dele e viu Annabeth deixar de ficar invisível e ficou com muita raiva dizendo que ela armou para cima dele, pois ela sabia que Clarisse iria atrás dele e Luke poderia ir capturar a bandeira. Annabeth diz que estava pronta para entrar na batalha junto com ele, mas não houve necessidade. Concomitante a isso ela olhou para o braço ferido dele e notou que o sangue se fora, no lugar do rasgo enorme havia uma longa cicatriz branca e estava desaparecendo. Enquanto Percy olhava ela se transformava em uma cicatriz pequena e sumira.

Annabeth mandou que Percy saísse as água e logo que ele saíra do regato se sentiu imediatamente cansando e teria desmaiado se Annabeth não o tivesse segurado. Ela gemeu dizendo que isso não era bom, pois ela pensara que podia ser Zeus. Quando ele estava prestes a perguntar o que ela queria dizer, ouviu um rosnado canino e um uivo cortando a floresta.

Quíron perguntou pelo arco dele e Annabeth sacou a espada. Sobre as pedras, logo acima deles havia um cão preto do tamanho de um rinoceronte, com olhos vermelhos e presas que pareciam punhais olhando diretamente para Percy.

Annabeth mandara Percy correr. O cão pulou para cima dele e ele sentira os dentes e as garras dele afiadas rangendo a armadura dele. Mas um amontoado de flechas brotou no pescoço do cão. O monstro caíra morto aos pés de Percy. O garoto sabia que estava gravemente ferido.

Annabeth disse que o monstro era um cão infernal dos Campos de Punição. Quíron dissera que alguém de dentro do acampamento o convocara. Annabeth quando vira que Percy estava ferido mandou que ele entrasse rápido na água e pediu que Quíron visse o que iria acontecer. Percy assim que entrou na água se sentiu melhor e os cortes no peito dele começaram a fechar. E todos os campistas olhando abismados. Mas eles não olhavam para as feridas de Percy que cicatrizavam. Eles olhavam para algo acima da cabeça dele. Quando ele olhou para cima viu que o sinal já estava desaparecendo, mas conseguiu ver o holograma de luz verde girando e cintilando, uma lança de três pontas: um tridente. Quíron anunciara que Percy agora estava determinado, o seu pai é Poseidon, o Senhor dos Terremotos, o portador das tempestades, o pai dos cavalos, o deus do mar. Todos os campistas começaram a se ajoelhar, até mesmo os do chalé de Ares.

Na manhã seguinte, Quíron mudou Percy para o chalé 3. E ele não tinha que dividi-lo com ninguém, tinha espaço a vontade para as coisas dele e teria sua própria mesa para o jantar. Apesar de tudo isso, Percy não se sentia feliz.

Um dia a noite quando Percy entrara no chalé 3 ele percebera que alguém estava ressentido com ele, pois encontrara um jornal jogado porta adentro que trazia uma matéria sobre o desaparecimento dele e da mãe e um depoimento de Gabe Ugliano dizendo que Percy era uma criança problemática e a polícia não dispensara a idéia de que ele podia ser suspeito dos casos, ou seja, a polícia estava procurando por ele.

Quando dormiu, Percy teve o seu pior pesadelo. Era uma praia e ele vira dois homens brigando. Ambos usavam túnicas gregas esvoaçantes, uma azul e outra verde. Eles lutavam, chutavam e davam cabeçadas e a cada vez que se tocavam caíram raios, o céu escurecia e os ventos sopravam. O de túnica azul mandava o de verde devolver. Mas Percy não sabia do que se tratava. Ele ouvira risadas que vinham de algum lugar embaixo da terra e uma voz profunda e maligna dizia para Percy ir para baixo e as trevas o engoliram. Quando acordou ouvira um cacos batendo na porta. Era Grover avisando que o Sr. D. queria vê-lo.

Ao chegar na varanda da Casa Grande, Sr. D. dissera a Percy que estava pensando em transformá-lo em um golfinho e mandá-lo de volta para seu pai. E comunica que estava indo ao Olimpo para uma reunião de emergência. Quíron manda Percy e Grover sentarem. Pergunta se Percy aceitaria uma missão. Percy menciona o sonho e concluíra que Zeus e Poseidon estavam brigando por algo que fora roubado.

Quíron diz que eles dois estavam  tendo a pior disputa em séculos. Estavam lutando por uma coisa valiosa que fora roubada, um relâmpago. Um cilindro de bronze celestial de alto grau,  com sessenta centímetros de comprimento, arrematado em ambos os lados com explosivos de nível deífico. O raio mestre de Zeus, o símbolo do seu poder, conforme o qual todos os outros raios são moldados. A primeira arma feita pelos ciclopes para a guerra contra os titãs, que decepou o cume do Monte Etna e arremessou Cronos para fora do seu trono. O raio-mestre que acumula potência suficiente para fazer as bombas de hidrogênio dos mortais parecerem fogos de artifício.

Zeus pensa que Percy roubara o raio. Um deus não pode usurpar diretamente o símbolo de poder de outro deus, isso é proibido pela mais antiga das leis divinas. Mas Zeus acredita que seu irmão convencera um herói humano a pegá-lo.

As forjas dos ciclopes ficam embaixo do oceano, o que dá a Poseidon alguma influência sobre os fabricantes dos raios do seu irmão. Zeus acredita que Poseidon pegou o raio-mestre e está agora mandando os ciclopes construírem secretamente um arsenal de cópias ilegais, que poderiam ser usados para derrubar Zeus do seu trono. Mas Zeus não sabia qual herói Poseidon usaria para roubar o raio. Agora que Poseidon declarou abertamente que Percy é filho dele, Zeus acredita que encontrou o seu ladrão.

Zeus exigiu que Poseidon devolva o raio até o solstício de verão, no dia 21 de junho, dali há 10 dias.

Quíron diz que se eles dois (Zeus e Poseidon) entrarem em guerra o mundo entraria em caos. Os olimpianos seriam forçados a escolher lados entre os dois. Com isso, haveria destruição, carnificina, milhões de mortos. A civilização ocidental seria transformada em um campo de batalhas tão grande que faria a Guerra de Tróia parecer uma luta de balões de água. Percy teria de encontrar o raio e devolvê-lo a Zeus como uma oferenda de paz.

Para saber com quem está o raio, Percy teria que procurar o conselho do Oráculo. Assim, ele fora para o sótão e lá viu que estava atulhado de sucatas de heróis gregos. E junto à janela vira uma múmia sentada em uma banqueta de madeira de três pernas. Era um corpo feminino, ressecado até ficar só a casca. Usava um vestido de verão estampado com uma porção de colares de cantos e uma bandana por cima de longos cabelos pretos.

Uma névoa verde jorrou da garganta da múmia, serpenteando pelo chão em anéis grossos, sibilando como vinte mil cobras e ouviu uma voz dentro da sua cabeça e ele perguntou qual era o seu destino. O oráculo diz a Percy que ele deveria ir para o oeste e iria enfrentar o deus que se tornou desleal. Ele irá encontrar o que fora roubado e o verá ser devolvido em segurança, mas será traído por aquele que chamara de amigo. E no fim irá fracassar em salvar aquilo que mais importa.

A audiência com o Oráculo estava encerrada e Percy fora se encontrar com Quíron, mas o garoto não revelara a Quíron tudo o que o Oráculo lhe dissera.

Quíron explica a Percy que se Zeus e Poseidon se enfrentassem em uma guerra ficariam fracos e quem ganharia com isso era alguém que guarda um ressentimento, que está infeliz com a parte que lhe coube desde que o mundo foi dividido eras atrás, cujo reinado se tornará poderoso com a morte de milhões. Alguém que odeia os irmãos por forçá-lo a um juramento de não ter filhos e que ambos quebraram. E só podia ser referência a Hades, o deus dos mortos.

Quíron, Grover e Percy chegam a conclusão que como um cão infernal conseguiu entrar na floresta, sendo que eles só podem ser convocados dos campos da punição e tendo que ser convocados por alguém de dentro do acampamento, Hades então tinha um espião ali. E como ele sabia que Poseidon precisava de Percy para limpar seu nome, Hades gostaria muito de matar Percy antes que ele pudesse aceitar a missão. Percy precisaria ir ao Mundo Inferior e encontrar o raio-mestre e revelar a verdade.

Percy lembrou que a mãe provavelmente estava no Mundo Inferior. Mesmo os deuses como Poseidon e Zeus não poderiam eles mesmos recuperar o objeto, já que um deus não pode entrar no território de um outro deus, a não ser que sejam convidados, mas os heróis tem certos privilégios, podem ir a qualquer lugar, desafiar qualquer um, desde que sejam corajosos e fortes o bastante para fazê-lo.

Quíron dissera que Percy tinha o direito de levar dois parceiros. Um seria Grover, afinal Percy o escolhera. E outro já havia se apresentado como acompanhante voluntário: Annabeth.

Quíron disse que eles não tinham tempo a perder e deveriam arrumar as malas. Os dracmas de ouro eram as moedas dos deuses. Eram grandes como biscoitos gigantes, tinham imagens de diversos deuses gregos estampados de um lado e o Edifício Empire State do outro. Os dracmas dos mortais antigos eram de prata. Quíron deu dracmas para Percy levar na sua missão porque achava que poderiam vir a calhar para transações não-mortais, além de lhe emprestar 100 dólares em dinheiro mortal. Quíron deu ainda a ele e Annabeth um cantil de néctar e um saco hermético cheio de quadradinhos de ambrosia, para usar somente em emergência se eles fossem gravemente feridos, pois eram alimentos dos deuses. Curariam eles de qualquer ferimento, mas era letal para os mortais e em excesso, poderia deixar um meio-sangue com muita febre e uma overdose, fazendo com que eles pegassem fogo, literalmente.

Annabeth estava levando com ela o seu boné mágico dos Yankees que fora um presente de sua mãe pelo seu décimo segundo aniversário. Grover estava vestido como humano com seus pés falsos e calças. Usava uma touca verde estilo rastafári, porque, quando chovia, seu cabelo encaracolado se achatava, deixando aparecer a ponta dos chifres.

Quíron estava esperando por eles na sua cadeira de rodas e ao lado dele estava Argos, o chefe de segurança do acampamento. Ele tinha olhos espalhados por todo o corpo para jamais ser pego de surpresa.

Luke ia correndo em direção a eles com um par de tênis de basquete nas mãos. Ele deu a Percy e a palavra “Maia” fazendo aparecer asas brancas de ave dos calcanhares do tênis. Contara que fora presente do seu pai Hermes que fora muito útil a ele na sua missão.

Percy percebera que não poderia usar aquele tênis pela mesma razão de não poder entrar em um avião. O ar era o espaço de domínio de Zeus, com certeza ele mataria Percy. Assim, o garoto dera o par de tênis a Grover.

Percy estava um pouco triste. Gostaria de ter recebido um presente especial de seu pai para poder usar na missão. Então, para sua surpresa, Quíron dera ao garoto uma caneta esferográfica comum, tinta preta com tampa removível. E disse ao garoto que fora um presente de Poseidon, que ele guardara durante anos sem saber que era para Percy, a criança que ele estava esperando. Ele diz que a profecia agora estava clara para ele, Percy era o escolhido.

Quando Percy tirara a tampa, a caneta ficara mais comprida e pesada na mão dele. E em poucos segundos ele estava segurando uma reluzente espada de bronze com lâmina de fio duplo, cabo envolvido em couro e uma guarda chata rebitada com pinos de ouro. Era a primeira arma que realmente parecia equilibrada em sua mãe. Quíron diz a Percy que a espada chama-se Anaklusmos, Contracorrente em grego.

Ele avisa a Percy para usar somente em casos de emergência. E que ela não feriria mortais. Manda Percy ter cuidado, pois ele como semideus poderia ser morto tanto por armas celestiais como por armas normais, sendo, portanto, duas vezes mais vulnerável.

Percy não precisava se preocupar em perder a caneta, pois ela era sempre encontrada, apareceria no bolso dele. Percy estava preocupado que um mortal viesse ele puxando a espada, mas Quíron disse para ele não se preocupar, pois a Névoa era algo poderoso. Sempre que elementos divinos ou monstruosos se misturavam com o mundo mortal, eles geravam a Névoa, que tolda a visão dos seres humanos. Os meio-sangues sempre verão as coisas como elas são, mas os seres humanos verão de maneira diferente.

Eles estavam na vã e até o momento tudo ia bem. Annabeth chamava Percy de cabeça de alga e o garoto achava que ela o odiava. Ela diz que não odeia ele, mas não era para eles se darem bem, pois os pais deles eram rivais.

Argos deixou ele na Estação Greyhound no Upper East Side não longe do apartamento em que ele vivia com a mãe e Gabe Cheiroso. Grover explica para Percy porque a mãe dele se casara com aquela pessoa tão desagradável, pois ele lera as emoções de Percy, afinal os sátiros podiam fazer isso. Ele diz que Sally se casara com Gebe, por Percy. O cheiro de Gabe era tão repulsivamente humano que mascarava a presença de qualquer semideus. Gabe esteve encobrindo o cheiro de Percy por anos. Se Gabe não morasse com ele, provavelmente Percy teria sido encontrado por monstros muito tempo atrás. Sally ficara com ele para proteger o filho. Ela era uma senhora esperta e devia muito amar o garoto para aturar aquele cara.

Percy não se importava em recuperar o relâmpago de Zeus, em salvar o mundo ou mesmo em ajudar seu pai a sair de uma encrenca. Ele só se preocupava com a sua mãe. Eles finalmente embarcaram no ônibus. Mas tanto Grover quanto Annabeth pareciam nervosos. Os três notam que uma senhora acabara de embarcar no ônibus, era a Sra. Dodds. Atrás delas subiram mais duas senhoras. Um trio de avós demoníacas: as Fúrias, os três piores monstros do Mundo Inferior.

Quando as Fúrias se levantaram, Annabeth pediu que Percy usasse o seu boné. Mandou que ele ficasse invisível e seguisse pelo corredor. Percy vira que elas começaram a se transformar. Os corpos haviam murchado e tinham o aspecto de um couro marrom sobre formas de bruxas, com asas de morcego e mãos e pés como garras de gárgula. Suas bolsas viraram chicotes chamejantes.

Percy vira as Fúrias cercando e ameaçando Annabeth e Grover. Tomou uma atitude drástica interferindo na direção do ônibus provocando um caos no trânsito. Quando o ônibus se chocou contra árvores e tanto o motorista quando os passageiros saíram do veículo, Percy tirara o boné da invisibilidade e chamou as Fúrias. As três avançaram para cima do garoto. Percy eliminara duas das Fúrias e Annabeth grita para eles saírem do ônibus, quando eles saíram as janelas do ônibus explodiram enquanto os passageiros que estavam do lado de fora corriam para se abrigar. Eles correram para dentro dos bosques, pois a Sra. Dodds estava chamando reforços.

Após andarem um bocado eles encontraram um posto de gasolina fechado e uma loja aberta. No letreiro dizia “Empório de Anões de Jardim da Tia Eme”, nem Percy nem Annabeth conseguiram ler, pois ambos eram disléxicos. Quem traduziu fora Grover.

Percy e Annabeth estavam com fome e queriam entrar na loja, mas para Grover era um local um tanto esquisito. Grover implora para que eles não entrassem, pois ele sentia cheiro de monstro.

Grover notara que no terreno da frente era uma verdadeira floresta de estátuas: animais de cimento, crianças de cimento, até um sátiro de cimento tocando flautas que deixara Grover arrepiado pois pareciam estarem olhando para ele.

A porta se abriu e dela surgiu uma mulher alta que parecia ser do Oriente Médio, pois estava usando um longo vestido preto que escondia tudo menos as mãos, e mesmo sua cabeça estava totalmente coberta por um véu.

Ela se apresenta como tia Eme e manda que eles fossem direto para os fundos do armazém pois ali havia um lugar para eles fazerem uma refeição.

Após comerem, Percy se sentira um pouco sonolento e percebera que Eme sabia o nome deles três e eles não haviam se apresentado. Ao ver as estátuas de pessoas, animais e sátiros, Percy pergunta a senhora como ela fazia as estátuas. Ela diz que tinha duas irmãs para ajuda-la no negócio mas elas faleceram. Annabeth ao ouvir isso parara de comer. Percy estava com muito sono e o estômago cheio o deixara ainda mais sonolento. Annabeth chama Percy para ir embora com uma voz tensa.

Eme pediu que antes deles irem, tirarem uma foto para que ela pudesse usar como molde para suas estátuas. Annabeth não queria, mas Percy insiste. No entanto, ela não tinha nenhuma câmera nas mãos. Annabeth olha para Percy e o chama. Algum instinto advertiu o garoto a dar ouvidos a Annabeth. Ela gritou para que os outros dois não olhassem para Eme. Quando a senhora tirou o véu Percy vira suas mãos enrugarem e ouviu muitos chiados, sons de pequenas serpentes, logo acima dele, de onde deveria ser a cabeça de tia Eme. Grover gritou para eles correrem.

Percy olhara pra o lado e uma daquelas bolas de vidro em que as pessoas colocam no jardim, uma esfera espelhada, vira o reflexo de tia Eme. Ele vira que os cabelos se mexiam, se contorcendo como serpentes. Daí ele se tocara que tia Eme era na verdade tia M. M de Medusa e tentara se lembrar como ela morrera nas histórias dos mitos. Ela fora atacada por Perseu, o xará de Percy.

Medusa dizia a Percy que Atena fizera isso com ela, transformara a bela mulher que ela era nisto que era atualmente. Medusa dizia que iria transformar Annabeth em estátua e depois a esmagaria até virar pó, pois era filha de sua inimiga. Annabeth diz a Percy que ele precisava cortar a cabeça dela, pois ela é má e também uma ameaça. Mandou que ele olhasse para a Medusa por um espelho, nunca diretamente.

Ela investia contra Percy que cortou a sua cabeça para fora com Contracorrente. Annabeth se aproximou, pegou o véu negro e enrolou a cabeça que não se desintegrara e era como um troféu de guerra. Annabeth diz a Percy para não desenrolar pois ela ainda poderia petrifica-lo. Percy, irônico, diz que eles deveriam agradecer a Atena por esse monstro. Irritada, Annabeth rebate que a culpa não era de Atena e sim de Poseidon. Pois Medusa era namorada de Poseidon e em um ato desrespeitoso eles foram pegos namorando no templo de Atena. Foi isso que a mãe de Annabeth a transformara em um monstro. Medusa e suas irmãs, que a ajudaram a entrar no templo, se transformaram nas três Górgonas.

Percy encaixotou a cabeça da Medusa e preencheu uma guia de remessa para os deuses do Monte Olimpo, assinando o nome dele. Grover advertiu a Percy que os deuses não iriam gostar e o achariam impertinente. Annabeth parecia achar que Percy tinha um talento especial para chatear os deuses. Eles acamparam no bosque a cem metros da entrada principal em uma clareira pantanosa. Eles dormiram em turno, um sempre tinha de ficar de guarda.

Grover diz a Percy que o ser humano está destruindo o planeta com tanta poluição e confessa que estava tentando conseguir uma licença de buscador para ver se encontrava o deus Pan, o deus dos lugares selvagens. Conta que ele desapareceu há dois mil anos. Para os sátiros Pan é o seu senhor e mestre, o protetor deles e dos lugares selvagens da Terra. Eles não acreditam que Pan tenha morrido. Os sátiros mais valentes se empenham durante a vida para encontrar Pan e desperta-lo do seu sono. Ele revela ainda que nenhum buscador voltara com vida.

Grover conta que ele e Annabeth estão desconfiando que há algo de muito estranho nessa missão. No ônibus as Benevolentes não foram tão agressivas como costumam ser e perguntaram a Grover e Annabeth onde estava. Mas não era uma referência clara a Percy, parecia ser referência a um objeto.

Quando dormiu, Percy mais uma vez teve pesadelos. Desta vez sonhou estar em uma caverna escura à beira de um enorme abismo e ouvia novamente a voz vinda das trevas. Dizendo a ele que ele fora enganado e propõe a ele uma troca. Percy deveria dar a ele o que ele queria e o daria também o que ele queria, mostrando em seguida a imagem da mãe dele. A troca seria a mãe de Percy pelo raio.

Quando acordou, Percy notara que Grover estava com um poodle cor-de-rosa no colo. E percebe que Grover podia falar com o cachorro Gladiola, a passagem deles para o Oeste. Eles iriam de trem da estação de Amtrack para o oeste ao meio dia.

Eles estavam há dois dias no trem, nada ocorrera, mas Percy não conseguia relaxar, ainda mais porque sua foto estava estampada em todos os jornais. Em um ele aprecia com um olhar de louco segurando contracorrente que parecia um taco de beisebol.

Percy, no trem, contara a Annabeth o seu sonho e ela concluiu que não devia ser Hades, porque ele sempre estava sentado em seu trono e nunca ria. Diz que Percy não podia ficar negociando a sua mãe. Irritado com isso, Percy pergunta o que ela faria se fosse o pai dela. Ela responde que o deixaria apodrecer, pois o pai dela sempre a detestou, desde o dia em que ela nascera. Diz que ele nunca a quis.

Quando a ganhou, pediu a Atena que ela a levasse de volta e a criasse no Olimpo, porque estava muito ocupado com o trabalho dele. Atena não ficara contente com isso e disse a ele que os heróis têm de ser criados por seu parente mortal. Conta que ela aparecera na porta do pai em um berço de ouro, levado do Olimpo por Zéfiro, o Vento Ocidental. Quando ela tinha cinco anos ele se casara e esquecera totalmente de Atena. Arranjou uma esposa mortal normal e teve dois filhos mortais normais e tentou fazer de conta que ela não existia. Conta que a madrasta dela a tratava como se ela fosse uma aberração. Ela não era querida e, com isso, fugira quando tinha sete anos. Disse que Atena a protegera e a guiou em direção à ajuda. Fez amigos inesperados que cuidaram dela. Ela contou que sonhara se tornar uma arquiteta e Atena espera que seus filhos criem coisas.

Eles saíram do trem e Percy queria falar sobre Hades. Pergunta se ele não tem chapéu como o de Annabeth. Ela diz que ele tem o Elmo das Trevas, o símbolo do seu poder, pois ela já o vira junto ao assento dele durante a assembléia do solstício de inverno, a única ocasião em que ele tem permissão de visitar o Olimpo, sendo o dia mais escuro do ano. O Elmo permite que Hades se transformasse em trevas, podendo se fundir com as sombras ou passar através de paredes. Não pode ser tocado nem visto nem ouvido. E pode irradiar um medo tão intenso que é capaz de enlouquecer uma pessoa, ou fazer o coração dela parar de bater. E diz ainda que é por isso que todas as criaturas racionais tem medo do escuro.

Percy estava em perigo novamente. Uma senhora gorda com um chihuahua no colo mostrara a sua verdadeira face. O chihuahua era na verdade Quimera, um monstro enorme com cabeça de leão, com uma juba untada de sangue e o corpo e os cascos de um bode gigante e uma serpente no lugar da cauda. Losangos de três metros de comprimento brotavam do traseiro peludo. A senhora revela que se chama Equidna, a mão de monstros e fora mandada por Zeus para pôr Percy à prova com uma das proles dela.

Quimera avançou para cima de Percy. Ele correra para junto da família e do guarda que esperavam um caminho para saírem do edifício em que estavam. Eles estavam doidos tentando abrir à força as portas da saída de emergência. Percy tirara a tampa da espada e chamou o monstro. Ele atacara Percy. A cauda que era uma serpente injetara veneno na panturrilha do garoto e ele sentira que estava morrendo.

Então ele decide se jogar no rio Mississipi pedindo ajuda ao pai. Quando estava na água percebera que conseguira respirar na água. Não estava mais nem sentindo o veneno no seu coração.

Percy ouvira a voz de uma mulher mandando que ele pegasse a sua espada que estava enfiada na lama. Então ele vira uma mulher da cor da água, um fantasma na corrente, flutuando logo acima da espada. Tinha longos cabelos ondulantes e olhos verdes como os dele.

Ele pensa que é Sally. Ela diz ser uma mensageira e manda o garoto ir para uma praia em Santa Monica, que era a vontade do pai dele e diz para ele tomar cuidado com os presentes e que o pai dele acreditava nele.

Percy sai do rio e acaba encontrando com Grover e Annabeth e conta a eles tudo o que acontecera. Inclusive o encontro com a mensageira. No caminho ouvem um repórter dizendo que o menino que causou a explosão no prédio era o mesmo Percy Jackson e tudo indica que ele estava indo para oeste.

Grover diz que eles precisam sair da cidade. Eles voltam à estação ferroviária sem serem vistos e embarcam no trem no momento em que ele estava saindo para Denver. Annabeth queria entrar em contato com Quíron para contar sobre a mensageira. Eles encontraram o lugar perfeito – um lava-jato. Eles usaram uma mensagem de Íris, deusa do arco-íris que transmite mensagens aos deuses. Percy entregara a ela um dracma e Annabeth pede a deusa que aceite a oferta deles. Jogou o dracma, ele desapareceu em um tremeluzir dourado e ela disse: Colina Meio-Sangue.

Quando a conexão fora formada eles viram Luke e ele diz que eles estão tendo problemas com os campistas. De alguma forma a guerra entre Zeus e Poseidon vazara e os campistas estavam tomando partido. As coisas estavam ficando como na Guerra de Tróia. Afrodite, Ares e Apolo estavam apoiando Poseidon e Atena apoiando Zeus. Percy contara tudo a Luke, inclusive os sonhos que ele andava tendo.

Luke diz a Percy que fora Hades que roubara o raio de Zeus, pois ele tinha o Elmo das Trevas e solta o veneno dizendo que para roubar o Raio-Mestre a pessoa precisava ficar invisível e depois ainda disse que não estava tentando acusar Annabeth, pois a conhecia desde que ela era uma criança.

Todos estavam morrendo de fome e foram até a um restaurante. Uma motocicleta do tamanho de um filhote de elefante havia encostado no meio-fio. O farol da motocicleta brilhava em vermelho. Tinha labaredas pintadas sobre o tanque de gasolina e um coldre de cada lado, com espingardas de caça. O assento era de couro. O cara da moto poderia fazer lutadores profissionais saírem correndo. Vestia uma camiseta justa vermelha, que ressaltava os músculos, jeans pretos e um casaco comprido de couro preto com um facão de caça preso à coxa. Usava óculos escuros vermelhos, presos na nuca e tinha a cara mais cruel, mais brutal que Percy já tinha visto. Boa pinta, mas mau. Tinha cabelo preto como petróleo aparado à máquina e o rosto era marcado por cicatrizes de muitas brigas. Era Ares, o deus da guerra. No lugar dos seus olhos havia apenas fogo, órbitas vazias brilhando com mini-explosões nucleares.

Ares pede a Percy um favor. Ele largou o seu escudo em um parque aquático abandonado quando estava em um encontro com sua namorada e eles foram interrompidos. Acabou deixando o escudo para trás. Em troca ele arranjaria uma carona para Percy e os outros poderem ir para o oeste. E contaria a ele algo sobre Sally. Ares manda Percy procurar o escudo dele no túnel do amor em Delancy.

Percy estava sentindo muita raiva de Ares. Quando ele se foi, o garoto percebera que o deus da guerra deveria adorar bagunçar as emoções das pessoas, pois toda a sua raiva fora embora. Grover diz a Percy que a namorada de Ares é Afrodite, a deusa do amor, que é casada com Hefesto. O caso de Ares e Afrodite era uma fofoca velha, de três mil anos.

O marido de Afrodite, Hefesto, o ferreiro, ficou aleijado quando era bebê, pois fora atirado de cima do Monte Olimpo por Zeus. Não é bonito, mas é habilidoso com as mãos. Hefesto sabe do caso e tenta sempre pegar os dois juntos para constrangê-los.

Os garotos estavam no parque aquático abandonado e havia lá um barco abandonado no fundo da piscina e no assento da esquerda estava o escudo de Ares. Percy chama Annabeth para descer com ele. Ao lado do escudo havia um lenço feminino de seda. Percy pegara o lenço, tinha um brilho rosado e um perfume indescritível. Percy estava quase passando o lenço no rosto quando Annabeth o arrancou da mão do garoto e enfiou em seu bolso. Mandou Percy ficar longe da magia do amor.

Quando Percy pegou o escudo, ele viu que estavam em uma encrenca, pois a mãe dele arrebentara algo que o conectava ao paraíso. Era uma armadilha. Lá em cima na borda da piscina, as estátuas de cupido armavam os arcos e eles dispararam flechas uns contra os outros atravessando a piscina e formavam uma rede. Era uma armadilha de Hefesto que iria transmitir a imagem deles ao vivo para o Olimpo. Annabeth se sentia uma idiota. Quando eles estavam quase conseguindo sair, a fileira de espelhos se abriu como escotilhas e milhares de aranhas de metal estava indo na direção deles.

Annabeth estava paralisada de medo e gritando. Percy começara a pensar em água, mar, rio e a água explodiu para fora dos canos varrendo as aranhas para longe. Ele puxou Annabeth para o barco no banco ao lado do dele, botou o cinto de segurança bem no momento em que uma onda gigante atingiu o barco.

O barco disparou como um foguete para dentro das trevas, eles passaram por figuras de Romeu e Julieta. Eles estavam fora do túnel e Percy gritara para Annabeth soltar o cinto de segurança dela, prendeu o escudo de Ares no braço e pularam.

Grover surgiu por trás deles com os tênis voadores e reduziu a velocidade da queda deles. Percy estava se sentindo enganado por Ares e odiava ser enganado. Disse que precisava ter uma conversinha com ele. O deus da guerra esperava por eles no estacionamento do restaurante que tinha os encontrado anteriormente. Apontou para um caminhão deles até Los Angeles, com uma parada em Las Vegas.

Ares deu a Percy uma mochila de náilon azul. Dentro havia roupas limpas para todos eles, vinte dólares em dinheiro, uma bolsa cheia de dracmas de ouro e uma embalagem de biscoito oreo recheado.

Ares conta a Percy que a mãe dele não estava morta, estava sendo mantida prisioneira. Ele diz que ela estava sendo uma refém, para que pudessem controlar Percy. Eles tiveram que comer para entrar no caminhão, senão perderiam a carona. Annabeth pedira desculpas a Percy pelo medo dela com as aranhas. Isso por causa da história de Aracne. Ele fora transformado em aranha por desafiar sua mãe para uma competição de tecelagem. Os filhos de Aracne tem se vingado dos filhos de Atena desde então. Ela simplesmente odeia aranhas.

Grover conta a Percy que ele era o sátiro que estava na missão de levar Thalia e os outros dois meio-sangues ao acampamento. Ele falhara e o outros dois eram Luke e Annabeth. Annabeth tinha sete anos, Thalia, 12 e Luke, 14. Eles também fugiram de casa e era excelentes combatentes de monstros, mesmo sem serem treinados.

Grover disse que sabia que Hades estava atrás de Thalia, mas ele não podia simplesmente abandonar Luke a Annabeth. Grover se sente culpado pela morte de Annabeth. E o Conselho dos Anciãos de Casco Fendido também disse isso. Percy conseguira dormir e teve outro pesadelo. Estava novamente na caverna escura, com os espíritos dos mortos flutuando à volta dele. Uma coisa monstruosa falava e outra voz que ele quase reconheceu também. A voz conhecida de Percy dizia que ele próprio poderia ter levado o que roubara diretamente para ele.

Percy acordara e Grover diz a ele que o caminhão dos contrabandistas de animais no qual eles pegaram carona parara. Como Grover falava com animais, entendia todas as informações que os bichos que estavam dentro das jaulas no caminhão dizia e Percy percebera que ele também entendia, mas só a Zebra. E se lembrou que Annabeth dissera sobre Poseidon criar cavalos. Percy quebrara o cadeado da jaula da zebra e percebera que soltara um animal selvagem em plena Las Vegas.

Soltaram os demais animais e viram um Hotel Cassino Lótus. O porteiro perguntou se eles não queriam entrar e se sentar. Eles aceitaram. Quando entraram, ficaram assombrados pois no saguão havia todo tipo de jogos eletrônicos que se pode imaginar e estava cheio de crianças jogando. Um mensageiro deu a eles a chave de um quarto e deu a cada um deles um cartão de crédito de plástico verde e disse que a conta deles já fora paga. O quarto deles era no último andar, número 4001. Percy achou que ele devia estar confundindo eles com crianças milionárias. Quando subiram o elevador e conferiram o quarto, era uma suíte com três dormitórios separados por um bar cheio de doces, refrigerantes e salgadinhos. O quarto era um espetáculo. Tudo de luxo e que agradaria qualquer criança.

Eles tomaram banho, trocaram de roupa, comeram e com o cartão GranaLótus de plástico verde decidiram que era hora do recreio. Percy se divertiu como nunca na vida dele: pulou de bungee-jump, andou no toboágua, jogou lasertag e atirador de elite do FBI em realidade virtual. Os outros também estavam se divertindo muito.

Percy só notara que havia algo errado quando conversara com um garoto que falava gírias muito antigas e quando perguntou em que ano estavam e ele respondera 1977. Ele dissera que estava ali apenas há duas semanas.

Conversou com outro garoto que dissera que o ano em que estavam era 1985, outro, 1993. E todos alegavam que não estavam ali há muito tempo, alguns dias e algumas semanas, no máximo. Percy então reflete há quanto tempo ele realmente estava ali, parecia ser apenas algumas horas, mas seria mesmo? Então se lembrou porque estavam ali. Eles deveriam ir para Los Angeles e encontrar a entrada para o Mundo Inferior. Ele teve dificuldades para lembrar até mesmo o nome da mãe dele, Sally Jackson. Ele precisava encontra-la antes de Hades  desencadear a Terceira Guerra Mundial.

Ele tenta fazer Annabeth cair na real. Diz que quando se entra no Hoyel Cassino Lótus não tem como sair, nem querer sair, desejando ficar ali para sempre. Ele consegue fazer com que ela volte a real falando sobre aranhas. Assim, os dois arrastaram Grover para longe.

Eles foram andando em direção à porta e quando fizeram isso, o cheiro de comida e os sons dos jogos pareceram ficar ainda mais convidativos. Então saíram correndo do lugar. Quando Percy pegou o jornal mais próximo, leu que era 20 de junho, ou seja, eles passaram cinco dias no Cassino Lótus. Restavam a eles só um dia para o solstício de verão, um dia para eles completarem a missão.

Annabeth deu a idéia de eles pegarem um táxi de Las Vegas para Los Angeles. Deu o cartão de débito de cassinos e quando o motorista passou o cartão GranaLótus, o símbolo do infinito apareceu ao lado do cifrão. O motorista ficou estarrecido e chamou Annabeth de sua alteza. Annabeth pediu que o motorista de táxi os deixasse no píer Santa Monica. No táxi eles conversaram sobre o sonho de Percy e acham que algo está estranho. Eles concluíram que o ladrão ou escondeu o raio ou o perdeu.

O medo deles é que se chegassem lá sem o raio (caso o raio não esteja mesmo lá) eles não teriam tempo para corrigir o erro e o prazo do solstício passaria e a guerra começaria. Ao por-do-sol, o táxi os deixou na praia de Santa Monica.

Percy entrara sozinho na água poluída e sentiu algo roçando a sua perna. Havia um tubarão-sombreiro de um metro e meio de comprimento se esfregando nele. Percy agarrara a barbatana do animal e ele saiu puxando o garoto.

Percy vira algo reluzindo na escuridão e uma voz de mulher como a de sua mãe chamou o nome dele. Ela estava montada em um cavalo marinho. Percy reconheceu a mulher como aquele que falara com ele no rio Mississipi. Ela diz que é uma nereida, um espírito do mar, diz que é prima das náiades, da água doce. Ela conta que serve na corte de Poseidon, dando a Percy um presente: três pérolas brancas brilhantes. Ela diz que tem conhecimento da jornada do garoto aos domínios de Hades. Poucos mortais fizeram isso e sobreviveram. Orfeu, que possuía grande talento musical; Hércules, que tinha grande força; Houdini, que podia escapar até mesmo das profundezas do Tártaro. Ela diz que quando ele estiver em apuros, pegue uma destas pérolas e esmague uma delas a seus pés. Manda que ele faça tudo o que o coração dele mandar, ou então perderá tudo, pois Hades se alimenta de dúvidas e desesperança. E o enganará se puder, o fará desconfiar de seu próprio julgamento.

Quando ele voltou e chegou em direção à arrebentação, as roupas dele secaram instantaneamente. Contou aos amigos o que acontecera e mostrou as pérolas a eles. Annabeth alerta a ele que nenhum presente vem sem preço. Haveria um preço e diz para ele aguardar.

Eles pegaram um ônibus para West Hollywood com um pouco dos trocados que sobraram na mochila de Ares. Eles procuraram o Estúdio de Gravação M.A.C. – Morto ao chegar. Era o endereço que constava no Empório dos Anões de Jardim da Tia Eme. Eles forra acurralados por uma gangue de garotos ricos. Entraram em uma loja de camas: Palácio das Camas d’Água do Crosta.

Grover e Annabeth foram presos por cordas nas camas que Crosta praticamente os obrigara a deitar. Percy pergunta se o nome de Crosta é mesmo esse e ele diz que se chama Procrusto, o esticador. O gigante que tentara matar Teseu com excesso de hospitalidade a caminho de Atenas.

As cordas estavam literalmente esticando Annabeth e Grover. Annabeth estava ficando pálida e Grover fazia sons gorgolejantes, como um ganso estrangulado. Percy fingira ser amigo do gigante e pede que ele mostre uma das camas, para ver como funcionava os serviços dela. Quando Crosta sentou, Percy estalou os dedos e falou a palavra “Ergo”. As cordas saltaram em volta de Crosta e o achataram contra o colchão.

Cortou as cordas com contracorrente das camas em que os amigos estavam presos. No quadro de avisos da loja, Percy vira o endereço dos Estúdios de Gravação M.A.C. e ficava perto dali, a apenas uma quadra. Eles chegaram ao Estúdio e viram o saguão iluminado e cheio de gente mesmo após a meia-noite. Atrás do balcão da segurança estava sentado um guarda de aparência agressiva com óculos escuros e um fone de ouvido. O nome que constava no crachá dele era Caronte. Ele pergunta aos garotos como eles morreram e eles respondem que morreram afogados em uma grande banheira.

Os meninos deram três dracmas a Caronte que achou estranho. Olhou melhor para eles e percebeu que eles não estavam mortos e eram filhos de deuses. Percy dera todo o dinheiro que pegara na loja de Crosta e dera ao segurança. Ele aceitou o suborno e falou para os três seguirem ele. Entraram no elevador, fechou as portas e enfiou um cartão-chave em uma fenda no painel do elevador e eles começaram a descer. Quando Percy piscara o olho, percebera que eles não estavam mais dentro do elevador e sim em uma barcaça de madeira. Caronte usara uma vara para mover eles ao longo do rio escuro, cheio de óleo, com ossos, peixes mortos e outros coisas estranhas girando na superfície.

Annabeth reconhecera o rio em que estavam, o rio Styx, mas estava muito poluído. Caronte diz que há milhares de anos os seres humanos quando atravessam jogam de tudo nele: esperanças, sonhos, desejos que jamais se tornam realidade. Um modo irresponsável de tratar o lixo deles. De algum lugar por perto nas sombras ouvia-se um uivo de um grande animal.

A entrada para o Mundo Inferior parecia uma mistura de segurança de aeroporto com a auto-estrada de New Jersey. Os uivos do animal faminto eram agora mais altos, mas Percy não conseguia ver de onde vinham. O cão de três cabeças, Cérbero, que deveria guardar a porta de Hades, não estava em lugar nenhum.

Quando eles chegaram perto viram Cérbero. Não tinham notado antes porque ele era meio transparente, como os mortos. Quando Percy o vira notara que era um rottweiler. Ele sempre imaginara Cérbero como um grande mastim preto. Era um rottweiler de raça pura, mas duas vezes o tamanho de um mamute, ser quase invisível e ter três cabeças.

Cérbero conseguia farejar pessoas vivas. Percy tirara da mochila um pedaço de madeira que ele pegara na loja de Crosta e tentou brincar com o animal. Ele atirou o bastão para as sombras, mas caiu no rio Styx e o cão olhou com olhos frios cheios de ódio.

Annabeth apareceu com uma bola de borracha vermelha do tamanho de um grapefruit e mandou que ele se sentasse. Cérbero lambeu os três pares de lábios, sacudiu o traseiro e sentou. Annabeth atirou a bola para ele e mandou que ele soltasse. Disse aos garotos que fossem embora enquanto ela distraía o cão. Enquanto o monstro estava distraído, Annabeth marchou energicamente para baixo da barriga dele e juntou-se aos outros dois.

Quando eles estavam passando pelo detector de metais um alarme disparou. Eles saíram correndo e se esconderam enquanto os ghouls (espíritos da segurança) passaram correndo, berrando por ajuda das Fúrias.

Eles se arrastaram seguindo a fila de recém chegados que serpenteava desde os portões principais em direção a uma grande tenda negra com uma faixa que dizia: Julgamentos para o Elísio e para da Danação Eterna.

Os campos de punição incandescia e fumegavam a distância, era uma vastidão desértica e rochosa com rios de lava e campos minados, e quilômetros de arame farpado separando as diferentes áreas de tortura. Percy viu pessoas sendo perseguidas por cães infernais, queimados na fogueira, forçadas a correr nuas por plantações de cactos ou ouvir música de ópera.

A fila que vinha do lado direito do pavilhão dos julgamentos era muito melhor. Dava em um pequeno vale cercado de muros – uma comunidade com portões, que parecia ser a única parte feliz do Mundo Inferior. Além do portão de segurança havia belas casas de todos os períodos da história, vilas romanas, castelos medievais e mansões vitorianas. Flores de prata e ouro floresciam nos campos. A grama ondulava nas cores do arco-íris. Dava para ouvir os risos e sentir o cheiro de churrasco. Era Elísio, o lugar para onde iam os heróis. Percy percebera que havia poucas pessoas no Elísio.

Eles deixaram o pavilhão dos julgamentos e se aprofundaram mais nos Campos de Asfódelos. Os tênis de Grover começaram a bater as asas como loucos. Levitaram do chão e começaram a arrastá-lo para longe de Percy e Annabeth. Grover tentou desamarrar os tênis, mas não conseguiu, os garotos corriam atrás dele como loucos.

Grover entrou em um tipo de túnel lateral. O túnel ficou mais escuro e frio. Eles estavam no lugar que Percy vira no sonho dele. Um dos tênis saiu do pé de Grover e ele perdeu um pouco da velocidade. Estavam a três metros da borda do abismo quando Percy e Annabeth o pegaram e o puxaram de volta ladeira acima. Eles estavam na entrada de Tártaro.

Eles viram um jardim com cogumelos multicoloridos, arbustos venenosos e plantas luminosas fantasmagóricas cresciam sem a luz do sol. Gemas preciosas supriam a falta de flores, pilhas de rubis grandes como o punho de uma criança, aglomerados de diamantes brutos. Havia estátuas de jardim da Medusa – crianças, sátiros e centauros petrificados. No centro do jardim havia um pomar de romãzeiras, suas flores alaranjadas brilhando como néon no escuro, era o jardim de Perséfone. Uma mordida de um alimento do Mundo Inferior e nunca mais podia sair dele.

Percy notara que subitamente a sua mochila pesava uma tonelada, como se tivesse pedras dentro. Eles chegaram à casa de Hades. Quando entraram viram que o seu trono estava ocupado. Era o terceiro deus que Percy conhecia, mas o primeiro que realmente o impressionava como deus.

Ele tinha pelo menos três metros de altura e usava mantos de seda preta e uma coroa de ouro trançado. Sua pele era branca como a de um albino, tinha cabelos compridos até o ombro e era preto. Não era corpulento como Ares, mas irradiava força e o seu trono era de ossos humanos.

A aura de Hades estava afetando Percy assim como acontecera com Ares. O senhor dos mortos lembrava a Percy retratos que ele tinha visto de Adolf Hitler ou Napoleão ou dos líderes terroristas que controlam os homens-bomba.

Percy vira um trono menor, vazio, ao lado do de Hades e desejou que a rainha Perséfone estivesse ali, pois ela podia acalmar os humores do marido. Mas como era verão ela estaria acima do mundo de luz com sua mãe, Demeter, a deusa da agricultura.

Percy pede a Hades que lhe devolva o raio-mestre para que ele pudesse devolver ao Olimpo para evitar uma guerra. Hades diz que Percy está cometendo uma farsa. Nem ele nem os amigos entendem. Hades diz que ele não queria essa guerra, pois não precisava mais expandir o reino dele, pois estava inchado só neste último século e, devido a isso, teve que criar diversas subdivisões.

Percy acusa Hades de ter roubado o raio. Ele acusa Percy de ter roubado tanto o raio-mestre de Zeus como o seu elmo. Diz que não denunciou a ninguém que o elmo dele fora roubado porque não tinha ilusões de que alguém no Olimpo fizesse justiça à ele ou que lhe dê alguma ajuda. Não podia permitir que vazasse a notícia de que a arma mais poderosa dele estivesse desaparecida.

Hades exige de Percy que ele lhe devolva o elmo que lhe pertence naquele exato momento ou senão ele abrirá a terra e mandará os mortos se despejarem de volta ao mundo dele. E, com isso, transformará a terra deles em um pesadelo. E diz a Percy que o esqueleto dele liderará o exército de Hades para fora do Mundo Inferior.

Percy se encheu de ódio, pois a coisa que mais o deixava zangado era ser acusado de algo que ele não fizera. E diz que Hades é tão mau quanto Zeus. Hades exige que Percy devolva o que lhe pertence. Percy diz que não tem o elmo, mas que havia ido lá para buscar o raio-mestre. O deus do mundo inferior retruca que Percy já tinha o que procurava e que foi para lá com ele e manda que o garoto abra a mochila.

Percy lembra que subitamente a mochila dele tinha ficado muito pesada e quando abriu o zíper dentro havia um cilindro de metal de sessenta centímetros de comprimento, com uma ponta de cada lado, zumbindo de energia. Hades queria o raio de Zeus para usar como barganha. Percy estava sem fala. Ele não tinha idéia de como o raio-mestre fora parar na mochila. Assim, ele percebe que fora usado. Alguém fizera Zeus, Podeison e Hades quererem a caveira um do outro.

Percy se liga que recebera a mochila de Ares e ele diz que houve um engano. Hades soltou uma bolo de fogo dourado da palma da mão e lá estava Sally, congelada em uma chuva de ouro, exatamente como no momento em que o Minotauro começou a aperta-la até a morte. Ele diz que a tomou porque sabia que Percy iria barganhar com ele. Exige que Percy devolva o elmo e, assim, talvez ele deixe a mãe dele ir, pois ela não estava morta, ainda.

Percy dera uma pérola a cada amigo e uma ele segurou. Olhou para a imagem da mãe e disse que voltaria para buscá-la e prometeu ao tio Hades que encontraria o elmo dele e lhe devolveria. Eles esmagaram as pérolas aos pés e fragmentos de pérola explodiram em luz verde e uma rajada de ar fresco de mar. Eles fora encapsulados em uma esfera branca leitosa que começava a flutuar para fora do chão.

Eles explodiram na superfície, no meio da baía de Santa Monica. Eles notaram que Los Angeles estava em chamas, nuvens de fumaça subiam por toda a cidade. Tinha havido um terremoto e a culpa era de Hades. Percy tinha que chegar até a praia. Levar o raio de Zeus para o Olimpo e ter uma conversinha com o deus que o enganara.

O barco da Guarda Costeira os recolheu e os deixou no píer de Santa Monica. Percy diz aos amigos que a profecia estava certa. O deus que se tornou desleal não era Hades, ele não queria a guerra entre os Três Grandes. E Percy fora usado para Poseidon ser culpado por dois roubos. E ao pôr-do-sol daquele dia haveria uma guerra tríplice.

Os garotos pararam bruscamente olhando para a praia. Ares estava ali. Percy estava cheio de ódio e disse ao primo que ele o enganara, que ele roubara o elmo e o raio-mestre. Ares diz que não roubara, mas um outro herói sim e reclama que Percy está impedindo o esforço de guerra. Na estratégia de Ares, Percy precisava morrer no Mundo Inferior, para o Velho Alga do Mar ficar furioso com Hades por tê-lo matado. Assim como o Hálito de Cadáver deveria ter ficado com o raio-mestre de Zeus e, por conseqüência, Zeus ficaria furioso com ele. Ele diz que Hades ainda estava procurando pelo elmo das trevas que estava no guidão da moto dele.

Ares diz a Percy que a mochila que ele deu a Percy é a bainha do raio-mestre, assim como a espada de Percy que sempre volta para o bolso dele. Mas Ares modificou a mágica, para que o raio só retornasse à bainha depois que ele chegasse ao Mundo Inferior.

Percy diz ao primo que ele está mentindo, que não fora ele que ordenara o roubo. Alguém mais enviara um herói para roubar os dois itens. Então quando Zeus mandou Ares caçá-lo, ele pegou o ladrão. Mas não o entregou a Zeus, pois alguma coisa o convenceu a deixa-lo ir. Ele guardara os itens até que outro herói pudesse ir e completar a entrega. Aquela coisa no abismo estava dando ordens a Ares.

Ares diz que não pode deixar Percy vivo para entregar o raio ao Olimpo. Então estalou os dedos e a área explodiu aos pés dele, surgindo um javali feroz que olhava com ódio para Percy. Percy correra para entrar na água e mandou que Ares o enfrentasse ele mesmo.

O javali investira contra Percy e ele invocou o poder das águas que levou o javali mar adentro. Percy diz a Ares para enfrentá-lo. Se Percy ganhasse, o elmo e o raio seriam dele e Ares teria que ir embora. Por outro lado, se perdesse, Ares poderia transforma-lo no que quisesse.

A batalha entre os dois começa e quando Percy é atingido com um chute no peito que o fez voar muito longe, Annabeth avisa que havia viaturas da polícia ali olhando para eles. Havia cinco viaturas e uma fileira de policiais abaixados atrás delas com pistolas apontadas para eles.

Ares enviou uma bola de fogo que atingiu as viaturas e dispersou os policiais e os curiosos dali. Percy elaborou uma estratégia, começou a convocar ondas e quando Ares

atacou, ele contra-atacou com muita água, o que deixou o deus meio confuso. Então Percy atingiu o calcanhar dele com a sua espada e o Icor, o sangue dourado dos deuses, jorrou de um talho profundo.

Ares se aproximou de Percy e lhe disse que ele fizera um inimigo, que a cada vez que ele erguesse a sua lâmina em uma batalha, a cada vez que ele esperasse sucesso, sentirá a maldição dele. O corpo de Ares começara a brilhar e Annabeth mandara Percy não olhar, pois se olhasse o seu corpo se desintegraria em cinzas. Com isso, o elmo fora deixado para trás.

As Fúrias apareceram e disseram que viram tudo, que realmente não havia sido Percy. Ele jogou o elmo para elas e pediu que elas contassem tudo a Hades, para que ele cancelasse a guerra. Em seguida eles foram embora.

Eles pegam o avião e, com a benção dos deuses, chegaram em segurança ao aeroporto de La Guardiã. Percy sabia que a última parte da missão ele teria que cumprir sozinho e convenceu os dois amigos a voltarem para o acampamento. Pegou um táxi e parou em frente ao edifício Empire State. Conversou com o porteiro e, sozinho no elevador, enfiou o cartão-chave na fenda. Surgindo no seu lugar um botão vermelho que dizia 600 (seiscentésimo andar).

Quando chegou ao local, Percy se assustara, pois estava em um estreito caminho de pedra no meio do ar. Abaixo dele estava Manhattan e diante dele havia degraus de mármore branco que subiam em espiral pelo meio de uma nuvem até o céu.

A viagem dele pelo Olimpo foi deslumbrante. Passou por algumas ninfas das florestas, passou por mercados, musas que afinavam seus instrumentos, sátiros, náiades e um bando de adolescentes com boa aparência.

Quando Percy chegou ao salão notou que havia doze tronos construídos para seres do tamanho de Hades, estavam arrumados em U invertido, exatamente como os chalés do Acampamento Meio-Sangue. Os tronos estavam vazios com exceção de dois no fim: Zeus e Poseidon.

Zeus, o senhor dos deuses, usava um terno risca-de-giz azul escuro. Tinha a barba bem aparada, cinza-mármore e preta. Seu rosto era orgulhoso, bel e severo. Os olhos tinham o tom cinzento da chuva.

Poseidon estava sentado ao lado de Zeus. Eram irmãos, mas bem diferentes. Poseidon usava sandálias de couro, bermudas cáqui e uma camisa marca Tommy Bahama toda estampada de coqueiros e papagaios. Sua pele tinha um bronzeado escuro e as mãos eram marcadas de cicatrizes como a de um velho pescador. O cabelo era preto como o de Percy. Seu rosto tinha o mesmo ar taciturno que sempre fizera Percy ser rotulado de rebelde. Os olhos dele eram verde-mar, como os de Percy que estavam rodeados de rugas que diziam a Percy que o pai sorria muito. Percy contara aos dois deuses toda a história e colocou aos pés de Zeus o cilindro de metal que estava em sua mochila.

Percy conta ao pai e ao tio que Ares não agira sozinho, havia alguém por trás disso e era algo relacionado a Tártaro, não a Hades. Zeus e Poseidon discutiram em grego e Percy só conseguiu pegar a palavra Pai. Percy sabia que era algo relacionado a Cronos, o rei dos Titãs.

Poseidon conta a Percy que na Primeira Guerra Mundial, Zeus cortara o pai deles, Cronos, em mil pedaços, exatamente como Cronos fizera com o seu próprio pai, Uranos. Zeus lançou os restos de Cronos no mais escuro abismo de Tártaro, mais os Titãs não podem morrer. O que resta dele ainda vive de algum modo hediondo, ainda consciente em seu sofrimento eterno, ainda com fome de poder.

Poseidon explica que de tempos em tempos, no decorrer das eras, Cronos se agita, entra nos pesadelos dos homens e exala pensamentos malignos. Desperta monstros inquietos das profundesas.

Percy acha que ele está se curando e vai voltar. Poseidon segura o seu tridente, reduz o seu tamanho, assumindo a estatura de um homem normal e diz ao garoto que a mãe dele voltara. Hades havia pago a sua dívida. Poseidon diz a Percy que quando ele chegar em casa e encontrar um pacote, terá que tomar uma decisão importante.

Quando chegou em casa, fora recebido pela mãe, que muito emocionada, chorava e o abraçava. Ela não se lembrava do Minotauro e nem de mais nada. Gabe havia batido nela e Percy estava louco de raiva. Quando entrou no quarto vira o pacote que ele mandara aos deuses e perguntou a mãe se ela queria se livrar de Gabe. Ela responde que quer se livrar dele sim.

Percy queria começar o seu jardim de estátuas bem ali no meio da sala. Mas ele não fez isso. Foi embora para o Acampamento Meio-Sangue e a mãe lhe prometera se livrar de Gabe. Ao chegar ao acampamento eles foram recebidos como heróis e Grover ganhou a sua licença tão sonhada de buscador.

Em uma carta de Sally para Percy ela conta que usou a cabeça da Medusa e ganhou muito dinheiro com a escultura de Gabe e que tinha jogado fora a cabeça da Medusa. Grover fora se despedir de Percy. Ele iria em busca de Pan.

Percy ganhara o seu próprio colar de couro e a conta era preta com um tridente verde-mar cintilante dentro no centro. Essa conta comemorava o primeiro filho do deus do mar no acampamento e a missão que ele assumiu para a parte mais escura do Mundo Inferior para impedir uma guerra.

Percy iria ficar com a mãe durante o ano e ao se despedir do acampamento decidira ir até a arena onde eles treinaram lutas com as espadas. Viu que Luke estava lá lutando como louco contra bonecos.

Percy nota que a espada de Luke tinha algo de estanho. A lâmina era feita de dois tipos de metal – um fio de bronze e outro de aço. Luke diz que é nova, Malvada. O que significa que a espada tem um lado de bronze celestial e outro de aço temperado, servindo tanto para mortais como para imortais.

Desde que Percy voltara da missão, Luke estava distante, e agora chamara o garoto para irem até a floresta. A princípio Percy sentira algo estranho e queria recusar, estava hesitante.

Luke estava amargo e ressentido com alguma coisa. Ele estalou os dedos e um pequeno fogo queimou um buraco no chão aos pés de Percy e de lá saiu se arrastando um escorpião do tamanho da mão de Percy. O garoto se lembrou da profecia. O amigo que o traira era Luke.

Luke diz que viu muita coisa lá fora e pergunta se Percy não sentiu os monstros ficando mais fortes. Reclama que os heróis não passam de peão dos deuses. Ele disse que Percya ia morrer e o garoto viu o escorpião se arrastando para cima da perna das calças dele.

Percy descobre que o servo de Cronos é Luke. Ele que roubara o raio-mestre e o elmo. Fora Luke quem invocara o cão infernal para o acampamento também. Luke dissera que o senhor dele o estava esperando. Traçou um arco com a espada e desapareceu numa onda de escuridão.

O escorpião picara Percy. Os ouvidos dele latejaram e a visão ficou embaçada. Ele precisava ir para a água – no regato ele mergulhou a mão, mas nada aconteceu. O veneno era forte demais e a visão dele começou a escurecer. As pernas dele pareciam feitas de chumbo e a testa queimava. Foi cambaleando para o acampamento.

Deram Néctar a Percy. Percy contara tudo a Quíron e Annabeth. A garota conta a Percy que naquele ano iria para a casa do pai. Ela promete que quando ela voltar ao acampamento no verão seguinte caçariam Luke. Diz que vai pedir uma missão e se não tiverem aprovação, iriam sair escondidos e fazer isso do mesmo jeito. Um plano digno de Atena.

Apertaram as mãos e Percy fora com Argos para o chalé três arrumar suas coisas. Ficaria com a mãe e no próximo verão estaria de volta ao Acampamento Meio-Sangue.

A série que é composta de seis volumes, o quarto livro, lançado no Brasil, no início deste mês. É garantia de momentos de diversão para as crianças e adolescentes, além de acréscimo na cultura geral, haja vista que devemos baixar o chapéu para uma das mais importantes e ricas culturas da humanidade.

O primeiro filme da série já foi lançado e o elenco é bem legal!

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1 Response to “Percy Jackson e os Olimpianos – O ladrão de Raios”


  1. 1 - Poseidon
    agosto 10, 2010 às 2:29 pm

    Lol,

    Livro muito bom! Estou terminado de ler hoje! Não li o final da matéria pois não quero saber o final antes de ler o livro!
    Estou ancioso para ler os próximos livros e assistir ao filme!


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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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