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Desventuras em Série trata espectador infantil com respeito e dá crédito às decisões de órfãos

17/01/2005 – 00:00 – Atualizado em 24/08/2009 – 16:17
Desventuras em Série trata espectador infantil com respeito e dá crédito às decisões de órfãos

Crianças levadas a sério
Ana Aranha
TUTELA
Os três irmãos órfãos Baudelaire (acima) e o Conde Olaf (Jim Carrey, à esq.)

Três irmãos inteligentes e desafortunados são as vítimas de Jim Carrey em Desventuras em Série, de Brad Silberling, que estréia na sexta-feira 21. Superprodução que leva o espectador a sério, o narrador avisa logo que este não é um filme infantil comum e desafia o público a ouvir uma história sem final feliz. Aliás, de feliz não tem final, nem meio e muito menos começo.

A trama começa numa praia pantanosa, onde os talentosos irmãos Baudelaire recebem a notícia de que um incêndio destruiu a mansão em que moravam. Junto com todos os seus pertences, o fogo levou também seus pais, mas em momento nenhum o filme explora o sentimentalismo da situação. Em circunstância da má notícia, o narrador pontua com simplicidade: ”Se alguma vez você perdeu uma pessoa que tinha importância, então sabe como é que nos sentimos; se nunca perdeu, não dá nem para imaginar”.

Jim Carrey entra em cena como o cruel Conde Olaf, um parente distante das crianças que só aceita sua guarda para colocar as mãos na herança. O ator não se intimida na hora de repetir as velhas caretas de O Máskara e O Mentiroso. Mas a caricatura é logo diversificada, quando Carrey volta à trama disfarçado na pele de outros personagens – tudo para recuperar a tutela das crianças.

O narrador avisa o público: esta não é uma história de final feliz

O enredo é inspirado nos três primeiros livros da série de mesmo nome, escrita por Lemony Snicket e lançada no Brasil pela Companhia das Letras. Seguindo um pouco o estilo do campeão de vendas Harry Potter, o mundo fantástico das Desventuras se diferencia pela importância que atribui às crianças. Sem poderes mágicos, elas contam apenas com o raciocínio lógico para lidar com as estranhas manias dos tutores e enfrentar o conde. Acabam mostrando ser as melhores guardiãs do próprio destino.

Com um roteiro bem amarrado, o filme pode abrir mais uma porta para manter aquecida a literatura infantil. Assim como na história do bruxo aprendiz, os Baudelaires deixam no ar a impressão de que ainda terão problemas. Espectadores mais curiosos podem correr para as livrarias: as Desventuras já estão no décimo volume.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI48378-15220,00-CRIANCAS+LEVADAS+A+SERIO.html

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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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