21
dez
09

Desventuras em Série – O Escorregador de Gelo

Ao término de “O Espetáculo Carnívoro”, o nono livro da série “Desventuras em Série”, os leitores ficaram com um suspense sobre o destino de Violet e Klaus que estavam no trailer das aberrações que fora intencionalmente jogado em uma ribanceira por Olaf e com Sunny que estava sozinha no carro dos vilões, separada completamente dos irmãos mais velhos. E esse é um ponto de interrogação aos leitores, pois até então, por mais terríveis que tenham sido os dias após a morte dos pais, os Baudelaire sempre estiveram juntos e, pela primeira vez eles estão tendo que enfrentar sérios problemas sem o apoio e conforto da sua família.

Eu adoro todos os livros da série, mas, na minha opinião, os livros ficam ainda melhores do nono em diante e cada vez melhores, pois as narrativas ficam mais empolgantes e interessantes. Além de tudo a cada nova pista descobrimos novos segredos e queremos ler os demais para entender a totalidade da trama. Conhecemos a partir do décimo volume um pequeno objeto que aparecerá frequentemente na história e intriga a todos os leitores: o açucareiro. Eu ficava me perguntando qual o mistério que rondava um açucareiro, qual a importância dele na história e o que ele poderia realmente significar de bom (será que há algo realmente bom?) para os jovens Baudelaire. Porém, o suspense persiste até o último momento. Apenas no décimo terceiro e último livro entenderemos de fato para o que ele serve.

Um ponto legal neste volume ainda continua sendo a pouca (às vezes nenhuma) participação do insoso Sr. Poe e aparecimento de novos personagens e reaparecimentos de alguns odiosos, como Carmelita Spats que volta para ajudar a infernizar a vida dos desafortunados órfãos. Além do que eu já tinha falado no post anterior, a presença um tanto quanto hilária de Esmé Squalor que, com a sua obsessão do que é in e do que é out continua divertindo os leitores, também os irritando, mas ela garante algumas risadas.

Sunny está nas Montanhas de Mão-Morta com Conde Olaf, sua namorada Esmé Squalor e toda sua trupe. Poderia estar como refém, mas está além disso. O bebê é obrigado a cozinhar para todos os vilões, além de fazer serviços domésticos. De certa forma, esses trabalhos forçados foram positivos para Sunny em um único aspecto, ela aproveita esse tempo para aperfeiçoar o seu dom na culinária. Se não bastasse todo o trabalho forçado, que diga-se de passagem, impossíveis de serem realizados por um bebê, Sunny está morrendo de frio no pico da montanha.

Concomitante a isso, Violet e Klaus descobrem que na verdade Quigley, o terceiro dos trigêmeos Quagmire, não morrera no terrível incêndio que destruíra a mansão em que eles viviam e matara seus pais. E tornam-se amigos e aliados. Os Baudelaire revelam toda a sua história e o tempo em que conheceram e conviveram com os demais Quagmire.

Quigley faz tudo o que pode para ajudar os novos amigos a salvarem Sunny. Os Baudelaire mais velhos, juntamente com o terceiro trigêmeo encontram a base de operações da C.S.C., mas pouco podem aproveitar da nova descoberta, afinal ela fora incendiada por dois dos piores vilões que podem existir. O autor inclusive não cita seus nomes e comenta que o próprio vilão Olaf os teme.

No entanto, quando tudo parecia perdido, os três descobrem um escorregador para ser utilizado no gelo que os levaria diretamente ao local onde Sunny estava sendo mantida como “escrava” e prisioneira. Para apimentar mais a história, acabamos percebendo que “rola um clima” entre Quigley e Violet. Nada mais natural, afinal eles são dois jovens em plena ebulição na adolescência.

Carmelita, que já demonstrara anteriormente uma tendência à personalidade maquiavélica, ao perturbar e rejeitar os Baudelaire quando eles chegaram ao colégio interno, acaba despertando a feição da hilária e também maquiavélica Esmé, que decide adotá-la, afinal a adoção ainda era in. E, com isso, a vilã mirim junta-se a trupe do mal, liderada por Olaf. Enquanto o bando ganhava um mascote, por outro lado, perdia dois de seus membros. As duas mulheres de cara branca decidem juntas abandonar a trupe de Olaf e nunca mais foram vistas

Será que agora finalmente as crianças, com a ajuda de mais um amigo, conseguirão descobrir o mistério por traz das letras C.S.C.? Conseguirão resgatar Sunny? Escaparão das garras de Olaf? E o final feliz, enfim eles terão direito a um final feliz? Tudo indica que não… Pois desde a morte dos seus pais suas vidas estão repletas de mistérios, mensagens muitas vezes complicadas de se entender e decifrar, desgraças e mortes para todos os lados, perdas que os abala profundamente e situações, que não outro termo, completamente inimagináveis. Os jovens sofrem, são perseguidos e quem se diverte é o leitor. Porém, de certa forma, também acaba sofrendo um bocadinho junto com todas as situações que eles precisam enfrentar.

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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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