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‘Lua Nova’ aumenta conflitos entre adolescente e vampiro

‘Lua Nova’ aumenta conflitos entre adolescente e vampiro

Segunda parte da saga ‘Crepúsculo’ bateu o recorde de pré-venda dos cinemas brasileiros

Reuters

quinta-feira, 19 de novembro de 2009, 11:19

Bella e o vampiro Edward na segunda parte da série adaptada de Stephenie Meyer. Foto: Divulgação/Paris filmes

SÃO PAULO – O histerismo coletivo entre adolescentes durante a pré-estreia no Brasil de ‘Lua Nova’, realizada na última quarta-feira em São Paulo, já denunciava não apenas o público-alvo da franquia ‘Crepúsculo’, como também sua eficiente abordagem juvenil.

Centenas de meninas se aglomeravam para ver a continuação da saga baseada nos livros homônimos (está no quarto volume) de muito sucesso da escritora Stephenie Meyer. Pode-se creditar tamanho estardalhaço às campanhas maciças de marketing, ou aos rostos bonitos do elenco. Mas a verdade é que a série é muito mais do que isso.

A história, mesmo fantástica, é simples. Bella (Kristen Stewart), uma adolescente deslocada que vive com o pai em uma remota cidade do interior dos EUA, se apaixona por Edward (Robert Pattinson), o rapaz mais bonito e também mais misterioso da escola. Ele, um vampiro para sempre adolescente e perturbado com a ideia de matar humanos para se alimentar, nutre os mesmos sentimentos por ela, apesar das diferenças.

Se no final do primeiro filme eles conseguem se acertar, em “Lua Nova” os conflitos tornam-se mais evidentes. Depois que a jovem, por acidente, se corta em meio à família de vampiros de Edward (suscitando a sede de sangue do clã), ele decide que o relacionamento não poderá continuar.

O rompimento fará com que Bella caia em depressão e, em seguida, nos braços de seu colega Jacob (Taylor Lautner). Como é sabido, basta ver o trailer, Jacob pertence a uma casta inimiga dos vampiros, os lobisomens, o que criará um estranho, mas sensível triângulo amoroso. Todos amam Bella, mas ela parece não ter sorte: nenhum deles pode realmente ficar com ela — já que ambos podem matá-la por descuido.

A trama tem um complicador. Em sua dor, a heroína percebe que pode ver a imagem de Edward toda vez que se coloca em perigo de morte, razão pela qual pula de um penhasco. Apesar de ser salva por Jacob, Edward acredita que ela morreu e parte para a Itália, onde pedirá para morrer pelas mãos dos honoráveis Volturi, a realeza vampira, liderada por Ado (Michael Sheen, de Frost-Nixon).

Alertada pela irmã de Edward, Alice (Ashley Greene), sobre o sacrifício, Bella tentará salvá-lo. Ao arriscar a própria vida, ela espera receber sua recompensa máxima: tornar-se uma deles e ficar para sempre com seu verdadeiro amor.

A roteirista Melissa Rosenberg (de “Ela Dança, eu Danço”) não omitiu qualquer traço do açucarado romance de Stephenie Meyer. E o diretor Chris Weitz (de “Bússola de Ouro”) atende a todas essas especificações, cena por cena, ao som de baladas como “A White Demon Love Song”, do The Killers. Um fator a mais de identificação dos espectadores alvo com tudo o que se vê na tela.

São visíveis os buracos na trama, os erros de continuidade, a ingenuidade com que os conflitos se resolvem e a pobre narrativa dramática. Mas, no fim, isso não importa para quem gosta da saga. As espectadoras da pré-estreia, e aquelas que esgotaram os ingressos da estreia já na pré-venda, preferem o mergulho escapista só encontrado na fantasia, por mais delirante que seja.

“Lua Nova” e suas continuações “Eclipse” e “Breaking Dawn” (estão ainda sem tradução), está longe de ser bom cinema. Com atores imaturos e direção esquemática, a produção apenas faz sucesso porque retira as adolescentes do claustro doméstico e da insegurança romântica.

Quando estiveram em São Paulo, em uma coletiva de imprensa dominada por suspiros, Kristen Stewart e Taylor Lautner deram indícios disso. Embora afirmasse que não havia lido o livro antes de receber o roteiro, a atriz disse entender as razões pelas quais milhares de fãs da série se identificavam com a personagem – muito embora, ela não.

Como no livro, Bella ainda há de sofrer muito nas mãos de vampiros, lobisomens e de suas próprias dúvidas juvenis. Jacob, como o segundo na ordem dos acontecimentos, também. E Edward, que lançou o ator Robert Pattinson ao posto de galã, terá de enfrentar a ira de seus inimigos e semelhantes. Tudo isso numa saga que ainda está longe de acabar. (Rodrigo Zavala, do Cineweb)

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,lua-nova-aumenta-conflitos-entre-adolescente-e-vampiro,468919,0.htm

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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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