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A Bela e a Fera

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A cultura sempre foi um dos marcos mais importantes das sociedades humanas, sejam elas desde as primitivas, às atuais. É a cultura que nos diferencia e torna determinadas características próprias e típicas de um povo, cidade ou país.

Mas cultura não está apenas relacionada diretamente aos hábitos alimentares, de se vestir e comportamentais. A música, o cinema, o teatro e a literatura definem a cultura, os interesses, as preocupações, inquietações e gostos de um povo. Se solidificam no tempo e ultrapassam todos os tipos de fronteiras.

O conto “A Bela e a Fera” foi escrito no século XVIII, em 1748, na França por Jeanne Marie Leprince e quase três séculos depois continua vivo, ganhando ainda hoje novas adaptações, principalmente no teatro. O que enriquece os momentos de lazer de crianças e adultos, pois na era moderna contamos com diversos recursos que tornam as histórias antigas ainda mais atraentes e um presente para o público.

E, a partir de hoje, quem ganha um presente e tanto são os soteropolitanos, pois estréia hoje em Salvador no TCA a mais nova adaptação de “A Bela e a Fera”.

 

Segue abaixo uma matéria publicada no jornal impresso “Tribuna da Bahia” no dia 05 de novembro de 2009, na página 21 do caderno cultural.

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“A Bela e a Fera”

 

O romantismo clássico de um dos mais conhecidos contos do mundo chega a Salvador em um espetáculo com animações virtuais em 3D inédito no país.

Versão High-Tech

 

Uma versão inédita do musical “A Bela e a Fera”, dirigido por Billy Bond, terá pela primeira vez no Brasil, recursos em 3D durante a apresentação. A curta temporada do espetáculo se inicia amanhã e prossegue sábado e domingo, no Teatro Castro Alves. Os ingressos estão à venda na bilheteria local para as filas “A” a “P”, por R4 140,00, para as filas de “Q” a “Z”, por R$ 120,00, e para as filas de “Z1” a “Z11”, por R$ 80,00. classificação livre, mas menores de 14 anos somente serão permitidos acompanhados dos pais ou responsáveis.

Com roteiro baseado na obra de Jeanne Marie Leprince e inspirado nos musicais da Broadway e no filme de Jean Cocteau, a apresentação, com duração de cerca de uma hora e 35 minutos se destaca entre as inúmeras montagens que contaram a clássica história de “A Bela e a Fera” pelo uso de alta tecnologia. Logo na entrada do teatro, o público receberá óculos especiais. Já na sala de espetáculos estarão instalados telões com imagens em 3D. Todo o aparato possibilitará à platéia ver pétalas de rosas caindo, borboletas e morcegos gigantes voando pelo teatro.

Mas os efeitos especiais não param por aí. Além do filme 3D, há movimentos de cenários controlados por computador, iluminação e mágica. A montagem conta ainda com cinco cenários giratórios, que mudam com o decorrer do espetáculo. Segundo o diretor da peça, a idéia é apresentar o conto de fadas com uma linguagem mais vibrante para os jovens da era da internet e dos games. “É um espetáculo para toda a família. Um show que mistura cinema e teatro, onde adultos e crianças se divertem”, diz Bond.

A produção do musical conta com 200 profissionais, entre eles 22 atores que interpretam 40 personagens. O espetáculo conta ainda com mais 180 figurinos, quatro cenários giratórios, 15 trocas de palcos, 10 toneladas de equipamentos, muita pirotecnia e efeitos visuais deslumbrantes. Os diálogos foram adaptados pelo músico Billy Bond, com cuidados especiais com a direção. “A Bela e a Fera” é o terceiro musical da série de “espetáculos familiares”, que a produtora Black e Red desenvolve sob batuta de Billy Bond, homenageando os grandes clássicos da literatura infantil. O primeiro projeto, “O Mágico de Oz”, de 2005, foi assistido por mais de 1,8 milhão de pessoas em toda América Latina. O segundo foi “Pinocchio – O Musical”, que estreou em 2006 e foi aplaudido por mais de 900 mil pessoas em todo Brasil.

 

O clássico conto

Em uma pequena aldeia vive a Bela, uma jovem inteligente que é considerada estranha pelos moradores da localidade. O seu pai Marcel, um ex- comerciante que perdeu toda sua fortuna, se converte em um inventor que é visto por todos na cidade como um louco. Ela é cortejada por Gastón, um desastrado galã que pretende casar com ela. Mas apesar de todas as jovens do lugarejo o acharem um homem bonito, a Bela não o suporta, pois vê nele uma pessoa primitiva e horrorosa.

Quando o pai de Bela é ameaçado covardemente de perder sua casa por Gastón, caso Bela não se case, ela foge e se perde nos bosques durante uma tormenta. Para escapar dos lobos que a perseguem, procura abrigo em um castelo, tornando-se prisioneira da Fera, o senhor do castelo, que na verdade é um príncipe que foi amaldiçoado por uma feiticeira quando negou abrigo a ela.

A Fera e os “moradores” do castelo que lá vivem e também foram transformados em objetos falantes, sentem que esta pode ser a chance do feitiço ser quebrado. Mas isto só acontecerá se a Fera amar alguém e esta pessoa retribuir o seu amor. Só que tem de ser rápido, pois quando a última pétala de uma rosa encantada cair, o feitiço não poderá ser revestido.

Inspirado no livro original, musicais da Broadway e no livro e filme de Jean Cocteau, o espetáculo é baseado na obra de Jeanne Marie Leprince, que em 1748 publicou sua primeira obra “O triunfo da verdade”. Entre 1750 e 1780 escreveu quatro volumes de contos, entre os quais estão os mais conhecidos em: “Le Magasin dês Enfants” (A Revista das Crianças) que inclui o conto “A Bela e a Fera” e no filme de Jean Cocteau e as inumeráveis montagens na Broadway e no mundo.

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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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