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Stephenie Meyer

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Arrisco dizer que pelo menos 80% das adolescentes em todo o mundo já leu ou ouviu falar na série vampiresca “Crepúsculo”. Bella Swan e Edward Cullen povoou a mente de garotas e desmistificou um pouco os hábitos dos sugadores de sangue. De um pólo a outro, surge agora “A Hospedeira” com Melanie Stryder e Peregrina, personagens que envolve um romance de ficção científica que tem tudo para se tornar uma febre, tal como ocorreu com “Crepúsculo” E a grande realizadora deste feito chama-se Stephenie Sonnibe Meyer.

Nascida em 24 de dezembro de 1973 em Hartford, em Connecticut, mudou-se quatro anos depois para Phoenix, no Arizona, onde vive até hoje. Cresceu em uma família grande, com cinco irmãos. Frequentou a escola Chaparral High School, em Scottsdale, no Arizona e cursou inglês na Brigham Young University, em Provo, Utah, onde se formou em 1995. A sua formação acadêmica foi paga com o prêmio National Merit Scholarship que recebeu.

Religiosa, é membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Conheceu o marido Christian quando era criança e casou-se com ele em 1994. Tiveram três filhos: Gabe, Seth e Eli.

Meyer levava uma vida tranquila de dona de casa e mãe de família quando em Junho de 2003 teve um sonho que modificaria para sempre sua vida e marcaria a literatura mundial. Sonhou que uma garota e com um vampiro que se apaixona por ela, mas não podiam ficar juntos porque ele poderia não resistir à tentação de matá-la. Após esse sonho ela decide escrever uma história, o que a consagrou com uma das grandes revelações da literatura, sendo escolhida como um dos novos autores mais promissores de 2005 pela Publishers Weekly, com a saga “Crepúsculo”. A princípio Stephenie havia ficado surpresa por ter conquistado o público jovem com a sua história vampiresca e foi dando continuidade a trama, acrescentando outras personagens e seus dramas.

Por outro lado, a vida de Meyer após a explosão de sucesso com os livros que compõem a série não foi apenas flores. Ela foi acusada de plágio por uma ex-colega que alega ter contado a Meyer a trama de um livro que ela pretendia escrever, acusada de racismo porque seus personagens que não são brancos são os índios Quileute, todos lobisomens e considerados inferiores aos humanos, ao contrário dos ultrabrancos vampiros, considerados superiores que os humanos. Recebeu críticas de psicólogos que analisaram o romance de Bella e Edward como doentio, quando é descrito como um relacionamento perfeito. E recebeu críticas também do autor de livros de terror e o 3º mais rico do mundo, Stephen King, tendo declarado que nada do que Meyer escreve, presta, sendo tudo copiado de diversos escritores.

Mas, para mim, tudo isso é polêmica. Quanto a acusação de plágio, a reclamante teria que ter provas substanciais do que disse. Se teve essa idéia maravilhosa quando ainda era estudante, porque nunca escreveu a história? Porque demorou tanto tempo para declarar que a idéia era dela. Acusação de racismo é outra bobagem. Eu quero saber em que momento há no livro dela a declaração de que os lobisomens são inferiores aos humanos? E os vampiros superiores? Para mim, nessa história toda quem é inferior em tudo é o ser humano que além de frágil, não tem vida eterna e nem poderes para lá de especiais. Isso é um livro de ficção! Pelo amor de Deus, porque as pessoas tem que falar de tudo? Fazer polêmica com tudo? Quanto aos psicólogos que acham que esse relacionamento de Bella com Edward é doentio… Mais um monte de idiotice! Os psicólogos deveria é tentar cuidar da mente doentia de muitos malucos que andam soltos por ai, abusando de crianças, usando drogas e causando tumulto, não se preocupar se um romance entre dois personagens de um livro de ficção é saudável ou não. Stephen King realmente é bom, mas nada a ver ficar dando declarações polêmicas quando até mesmo ele deveria ter citado as fontes de cópia de Meyer. Acusar alguém de plágio é a coisa mais fácil do mundo, quem tem boca fala o que quer, mas acuse mostrando as provas e as fontes.

Ela não é a primeira que passa por esse tipo de situações e nem será a última. Todo mundo se lembra do que sofreu J.K. Rowling ao publicar as histórias dos bruxinhos mais famosos do mundo. Foi acusada de bruxaria e incentivar as crianças à heresia pela Igreja. Philip Pullman quando lançou a “Trilogia Fronteiras do Universo”, foi acusado também pela Igreja de heresia. Esse tipo de coisa é recorrente na literatura e acho que, infelizmente, nunca vai deixar de existir.

O fato é que a escritora é ótima! E a prova maior disso são as críticas positivas, os milhares de fãs que conquistou em todo o mundo, a quantidade de livros vendidos e a quantidade de línguas em que foram traduzidas as obras. Além disso tudo, se os livros fossem ruins será mesmo que empresários de Hollywood comprariam os direitos para produzirem os livros para o cinema? Óbvio que não. “Lua Nova” vem aí! Sucesso no livro e, com certeza, no cinema. Para mim, Meyer é um fenômeno.

 

stephenie

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2 Responses to “Stephenie Meyer”


  1. 1 jaqueline
    dezembro 27, 2009 às 7:24 pm

    amo toda a saga de crepúsculo, li ela e li de novo, e tem horas que o amor de bella aparenta doentio, por que ela tem uma certa obsessão, como se sem ele ela morresse literalmente, definhandado aos poucos, o que é muito para a idade dela, agora li diários de um vampiro e crepúsculo é bem similar com ele, certos trechos inteiros lembram crepúsculo o que me leva acreditar que stephanie meyer plagiou o livro diários do vampiro que foi publicado em 1991, agora não acho ela racista e nem o resto das coisas que acusaram ela.

    • dezembro 28, 2009 às 1:34 pm

      Eu li diários de um vampiro também e concordo que tem trechos que me lembram crepúsculo. mas sinceramente não concordo que seja plágio. hoje em dia muitas e muitas histórias já foram escritas e querendo ou não, somos influenciados por elementos dessas histórias. acredito que ela utilizou a velha fórmula que deu certo e criou a sua própria história. a mesma coisa se vc ler os livros de harry potter e depois ler a coleção Percy Jackson. Não é a mesma história, eles sequer falam do mesmo tema: bruxaria. mas ambos tratam as aventuras vividas por três crianças, um acampamento como uma escola para seres incríveis e, assim como harry, percy vive sob a sombra de uma profecia. hoje em dia não tem como negar que todos os escritores são influenciados por algum elemento presente em outras obras… faz parte, felizmente ou infelizmente, é a realidade…


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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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