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A Hospedeira

a hospedeira

Após o sucesso com a série “Twilight”, a autora Stephenie Meyer, lançou o livro “A Hospedeira”. Um misto de ficção científica e romance (o seu ponto forte).

Quem já leu algum livro que compõem a série “Crepúsculo” já percebeu porque Meyer é um fenômeno na literatura mundial.

Muitas pessoas tem a tendência de comparar as obras literárias de um autor quando ele faz muito sucesso, mas, para mim, isso é totalmente incorreto e injusto. Ouvi pessoas dizerem coisas do tipo: “A Hospedeira é bom, mas Crepúsculo é muito melhor”. O tema da saga “Crepúsculo” não tem nada a ver com o que rodeia “A Hospedeira”. Ambos são excelentes, mas agradam públicos de gostos diversos. Há quem prefira a temática dos vampiros e lobisomens, mas há também aqueles que têm mais afinidade com o grande mistério da existência humana: vida extraterrestre.

Aqui a história se baseia em uma invasão de alienígenas ao planeta Terra, denominados “Almas” que necessitam de corpos hospedeiros para sobreviver.

Após terem vivido em diversos planetas em corpos de hospedeiros como flores, plantas, aranhas, ursos e morcegos, as “Almas” decidem vir para a Terra porque acreditavam que os seres humanos não mereciam viver em um planeta tão belo quanto o nosso. Meyer critica todas as atitudes e características do lado ruim que nossa espécie possui através do olhar de um ser que vem de fora. A destruição do planeta pela poluição, pelo uso indiscriminado dos recursos naturais, a exploração do homem pelo homem, a violência contra os da sua própria espécie e o pouco caso que as pessoas fazem pela dor e sofrimento do outro. É um tapa na cara a todo o momento.

As almas vieram para a Terra aos poucos e foram se misturando aos humanos, mantendo o mesmo tipo de vida que eles com tamanha perfeição que as pessoas não percebem o que está acontecendo e o que virá pela frente.

Seres extremamente pacíficos, gentis e possuem verdadeiro pavor à violência. Não precisam pagar pelo que comem ou vestem, mas por outro lado, todos exercem um trabalho para a sociedade, às vezes em sistema de rodízio, às vezes com uma profissão fixa. Eles consideram que a Terra se tornou um planeta melhor após a vinda deles.

Organizados, eles possuem nomes para funções específicas em sua sociedade. Os Buscadores são os seres responsáveis por localizar os seres humanos que ainda resistem à invasão. Os Confortadores conversam e dão conselhos as almas que estão com qualquer tipo de dificuldade, seja de adaptação ao novo hospedeiro ou enfrentando problemas com eles. Se pudesse corresponder as profissões dos humanos, seriam como os psicólogos e terapeutas. Os Curandeiros são os que ministram os cuidados físicos aqueles que estão doentes e controlam os usos de medicamentos. Como os médicos humanos. Os Curandeiros não utilizam os remédios humanos que foram todos descartados. Possuem remédios próprios, tais como Curar, Corta Dor, Fechar, etc (a parte em que Meyer fala e descreve os medicamentos e como eles funcionam e devem ser aplicados é interessantíssima e extremamente criativa). Os Curandeiros não apenas cuidam dos problemas de saúde, eles realmente reabilitam as pessoas totalmente, deixando-as com a saúde perfeita. Com a vinda das almas para a Terra as pessoas morriam de velhice, nunca mais de doenças ou acidentes, pois além dos medicamentos eficazes, eles eram extremamente cuidados e respeitavam todos os tipos de leis e normas, inclusive as de trânsito.

O livro começa com a inserção da alma Peregrina no corpo de Melanie Stryder, uma remanescente da resistência humana. O que quer dizer que Melanie seria uma hospedeira extremamente difícil de controlar e exigia que a alma que fosse inserida seja muito forte e com uma vasta experiência. Como Peregrina já havia estado em oito diferentes vidas e gozava de uma reputação excelente, considerada a alma mais excepcional e valente, ela foi a escolhida para tentar descobrir pela exploração das memórias de Melanie onde se escondiam os outros humanos integrantes da resistência.

Após ser inserida, Peregrina nota que aquela hospedeira é bem diferente dos hospedeiros de outros mundos em que ela havia vivido, já que ela controlava a maior parte dos sentimentos, pensamentos e emoções do corpo em que elas habitavam.

Peregrina acredita que Melanie não foi restabelecida corretamente e algo saiu errado no processo, justamente por causa dessa força que ela demonstrava ter. Peregrina não conseguia acessar todas as memórias de Melanie, que as controlava criando um muro, uma barreira intransponível.

Melanie a princípio odeia Peregrina e o seu povo e ambas faziam de tudo para desagradarem-se. A hospedeira tem um irmão mais novo, Jamie e um amor, Jared que ficaram para trás quando ela foi procurar por Sharon, sua prima que ela tinha certeza estar viva ainda. Ao entrar em um local proibido, Melanie é perseguida por Buscadores e ao ter consciência do que aconteceria com ela, se joga em um poço de elevador para se matar. Mas, apesar de muito machucada, ela não morre e os Curandeiros conseguem restabelecera. Melanie a todo momento pensa em Jamie e Jared, relembra momentos deles juntos e Peregrina acompanha tudo, todas as lembranças e emoções de Melanie. Apesar de pensar neles a todo momento, ela não deixava Peregrina saber onde estavam Jamie e Jared.

Melanie se comunicava com Peregrina através dos seus pensamentos e, angustiada, achando que a hospedeira estava cada vez mais forte, a alma busca apoio e ajuda em uma Confortadora. Bem a contragosto pois ela sempre acreditou que só quem se consultava com uma Confortadora eram os fracos. Procurar uma Confortadora era admitir para si própria que ela não era mais tão forte. A Confortadora fica muito preocupada com a situação de Peregrina e aconselha que ela procure um Curandeiro para que eles revejam a hospedeira, pois ela parece estar com defeito.

Peregrina pensa nas vantagens de abandonar o corpo de Melanie e ir para um hospedeiro mais calmo. Ela poderia ter um corpo só para ela, sem ter que dividir memórias e ouvir alguém se metendo o tempo inteiro na sua vida e nas suas decisões.

Concomitantemente aos conflitos vividos por Peregrina com a sua hospedeira, uma Buscadora designada para este caso, pega no pé da alma e cobra o tempo inteiro agilidade sobre as informações. Ela passa a infernizar a vida de Peregrina, persegue ela por onde ela vai, fica sentada no fundo da sala de aula que Peregrina dá aula, acompanha ela até sua casa… Isso irrita a alma mas irrita ainda mais Melanie. Peregrina achava não ser possível a hospedeira odiar mais um ser do que a ela, mas ao conhecer e conviver com a outra, Melanie mostra o quanto tem um verdadeiro horror e ódio a Buscadora.

Peregrina estava muito indecisa entre sair do corpo de Melanie e pular para outro hospedeiro ou continuar com ela. Melanie não gosta da idéia. E passa a odiar porque a Buscadora informa que já conversou com outras almas e elas disseram que a Buscadora tem carta branca para ser inserida no corpo de Melanie para ter as informações que eles tanto precisam se Peregrina não obtiver sucesso.

Peregrina então viaja para outra cidade para se consultar com um Curandeiro, mas a hospedeira sempre enjoa em aviões, restando a Peregrina ir de carro, o que irrita bastante a Buscadora, porque ela vai de avião e esperará pela outra alma em uma outra cidade, que seria a parada de Peregrina para descansar.

Mas a viagem solitária da alma e da humana, faz com que elas fiquem mais próximas e passem a se entender. Melanie revela para Peregrina parte de seus segredos, um esconderijo onde possivelmente Jared e Jamie estariam, se ainda estivessem vivos. Peregrina já tem consciência que ama aos dois e decide ajudar a humana. Melanie revela que tem um tio chamado Jeb que deu um mapa de um possível esconderijo e descobre onde fica: no meio do deserto. Elas passam em uma loja no meio caminho e pegam água e um pouco de comida.

Começam a busca pelo local. Mas acabam se perdendo no deserto e desidratada, Peregrina acaba se encostando em uma sobra de uma árvore e espera a morte. Mas no meio da noite a alma sente alguém mexer nela e lhe dão água. Melanie, através de Peregrina, grita o nome do tio e ele olha em seus olhos com uma lanterna e pede que ela não saia de onde está e some.

Quando Jeb volta está rodeado de outros humanos, o que deixa Melanie encantada por saber que existem outros humanos vivos e resistindo. Mas eles na verdade quando vêem os olhos dela percebem que ela não era mais humana. Pois toda vez que uma alma era implantada em um ser humano seus olhos ficavam com um círculo prateado, a marca de que ali não existia mais um ser humano. As pessoas que rodeavam Jeb e Peregrina estão se sentindo ameaçados pela presença da alienígena e querem matá-la, afinal ela era uma inimiga. Aos olhos de Peregrina, eles pareciam hostis e violentos.

Jeb consegue convencê-los a não matá-la e a leva, vendada para o esconderijo. Lá ela é mantida como prisioneira em um buraco nas rochas do vulcão em que eles viviam. O local antes era usado como depósito de produtos que eles usavam e se alimentavam.

Melanie quando reencontra Jared corre para lhe dar um abraço, mas ele revida com um tapa no rosto e a olha com desprezo e ódio. O que acaba machucando não apenas Melanie, mas Peregrina também.

Jared e Jeb se revezam como sentinelas de Peregrina e a princípio todos querem a sua morte. Ian e Kyle, irmãos truculentos, tentam matá-la, mas Jeb a defende.

Jamie aparece para ver Peregrina e conversa com ela. A alma conta a ele como era sua vida em outros planetas e aos poucos o garoto vai se encantando pela alienígena. Eles se tornam amigos e Peregrina revela que Melanie estava viva dentro dela e, com essa revelação conquista três grandes aliados, Jamie, Jeb e Ian, que após machucá-la passa a perceber como estava agindo errado e demonstra ao longo dos dias que o que sente por Peg era muito mais do uma amizade fiel.

Os mantimentos estavam acabando e Jared lidera uma incursão. Essa foi a oportunidade de Melanie ser transferida de loca, conhecer o esconderijo, conviver com as pessoas e se aproximar de Jamie. Ao descobrir que Peregrina é professora, Jeb decide que ela dará aulas informais para os habitantes do esconderijo. Ela conta para eles os planetas em que morou, as aventuras que viveu e tira dúvidas sobre o que eles queriam saber.

Ao retornarem da incursão, Jared e Kyle se irritam com as novidades e Jared decide que chegou a hora de matar Peregrina. Mas Jeb declara que Jamie também tem direitos sobre a decisão sobre o corpo de Melanie e Jamie não quer a morte de Peregrina de jeito nenhum.

Kyle, inconformado com a decisão de Jeb decide agir por conta própria e arma uma emboscada para Peg. Enquanto ela estava tomando banho ele aparece e tenta matá-la, jogando-a onde ficava a água fervente. Mas Peg não se entrega e luta com ele para conseguir continuar viva. O resultado é que Kyle cai, bate a cabeça e desmaia. O local em que ele cai a pedra está se soltando e ele está a beira da morte, pois a alma não tem força suficiente para conseguir arrastar Kyle do perigo. Ian aparece e salva Kyle, mas fica com muita raiva do irmão ao perceber o que ele tentou fazer, mesmo sob as negações de Peregrina.

Há um julgamento e Kyle é considerado inocente, porque a própria Peregrina defende ele. Mas Jeb deixa claro que a próxima vez em que alguém tentar matar ou agredir Peg, não haverá um julgamento e sim um enterro.

Após alguns dias Kyle agradece a Peg por ela ter salvo a sua vida, apesar de ele continuar achando que ela deveria ser morta. Peregrina fica muito confusa nesse período em que mora com os humanos e descobre neles qualidades e características que nunca imaginou.

Peg considera o ser humano a vida mais difícil que ela já teve, ao mesmo tempo em que eles são geneticamente violentos, são capazes de gestos de amor e compaixão que a tocam profundamente. Através do amor que ela sente por Jamie, ela entende o que quer dizer e o que representa a maternidade, o amor incondicional e o sentimento de dar a vida para salvar o outro. Jamie fica doente e Peg se sacrifica por ele. Sai em uma incursão com Jared para roubar remédios.

O doutor Doc fica maravilhado com a capacidade da atuação dos medicamentos das almas e gostaria muito de aprender as técnicas delas.

Peg descobre em Ian o que ela levou nove vidas para descobrir: o amor verdadeiro e um companheiro, mas a ironia é que foi justamente com um ser que nem é da sua mesma espécie.

Peg decide revelar a Doc o segredo que ela guardou por todo o tempo que passou na caverna: como retirar as almas dos corpos humanos e promete revelar a ele com uma condição: que ele a retire do corpo de Mel e a enterre ao lado dos seus amigos, Wes e Walter. Ela não quer ir para outro planeta, ela considera e escolheu a Terra como seu mundo e quer ser enterrada ao lado de duas pessoas que sempre foram amigas e a defenderam. Doc diz que não pode concordar com isso, mas Peg diz que eles dois já sabiam que ele não tinha escolha.

Melanie fica revoltada com a decisão de Peg, mas ela sabe que não tem solução. Peregrina é altruísta demais e sacrifica a sua vida para devolver a de Mel. A hospedeira e Jamie querem que ela aceite ir para outro corpo, mas Peg não quer fazer esse tipo de coisa de novo, não quer fazer com que um humano se torne um fantasma sem corpo.

A operação de retirada de Peg de dentro de Mel é feita, mas Doc não cumpre o prometido e Jamie e Mel escolhem um corpo de uma adolescente linda para ser o novo corpo de Peg. A alma revive e fica ao lado de Ian tentando se adaptar ao novo corpo que é mais frágil e menor do que o seu anterior.

Diante de tantas histórias sobre alienígenas, essa é a mais doce e com a visão mais romântica de como seria esse convívio entre espécies.

Meyer transmite uma mensagem de esperança e mostra com toque de mestre os conflitos e características dos seres humanos, o lado bom e o lado ruim. E o sentimento de esperança não seria assim, tão exclusivamente, da espécie humana.

Stephenie Meyer está entrando no rol dos escritores que tem as suas obras literárias adaptadas para o cinema, pois além de ter todos os direitos autorais comprados para a adaptação de todo os volumes da série “Crepúsculo”, o de “A Hospedeira” também já foi comprado. Agora é aguardar para ver e não vou negar que estou curiosa para saber como será o filme, porque o livro é simplesmente maravilhoso!

 

“É um livro de ficção científica que não parece ficção científica – é sobre um triângulo amoroso com apenas dois corpos. O que mais gostei nesse livro foi de explorar o amor de ângulos tão diferentes. O amor pela comunidade, pelo próprio ´eu´, pela família – o amor romântico e o amor platônico.” – Stephenie Meyer

 

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6 Responses to “A Hospedeira”


  1. novembro 15, 2009 às 11:24 pm

    O Livro A Hospedeira pode ser considerado um dos melhores livros que já li. Uma mixagem de ficção científica e romance.

    As primeiras páginas são confusas e intendiantes, mas a partir dos outros capítulos o assunto vai ficando interessante e podemos dizer “viciante”, você começa e não consegue parar, não que isso seja ruim, muito pelo contrário, é ótimo! O Livro é mesmo muito bom.

    Ian forma um ótimo par com Peg e Jared com Melanie. Acho que poderia poderiam fazer um filme para esse livro que me envolveu completamente, o filme poderia retratar mais os personagens, para que pudessemos ver os rostos dos personagens ao invés de apenas imaginá-los, mesmo assim tenho certeza de que quem leu a história também adorou!

    Meus parabéns a Stephenie Meyer por um trabalho tão divino e gracioso!

    Abs.

    Lara Monteiro

    • novembro 16, 2009 às 1:01 pm

      Olá Lara,
      Pelo que eu tenho lido por ai… Há sim a possibilidade de que o livro ganhe uma adaptação para o cinema. Inclusive os direitos já foram comprados e será lançado após a conclusão das filmagens de todas as adaptações da série Crepúsculo. Vamos aguardar para ver.

  2. 3 fernanda
    maio 4, 2011 às 1:50 pm

    *Eu li e me apaixonei pelo livro “A HOSPEDEIRA”.
    a “PEG” se tornou uma heroína pra ela é d + !!!

    EU QUERIA SABER SE JÁ SE SABE QUE VAI INTERPRETA A PEG e o IAN ?

  3. 4 juliana
    junho 12, 2011 às 9:47 am

    olá eu gotei muito desse livro e adorei a Peg
    o final da historia não podia ser melhor!
    e agora que acabei de ler, não consigo esquecer e sinto até falta dos personagens….
    muito bom msm quero mt ver essa história no cinema.

  4. 5 pedro
    setembro 26, 2011 às 11:13 am

    so tenho coisas boas para dizer do livro, terminou me conquistando tanto q eu o li em apenas 1 dia espero q possa realmente ter a uma continuação como na saga do crepusculo e que eu possa ver o filme A Hospedeira concerteza teria muito sucesso assim como o crepusculo gostei d+ vou terminar lendo o livro A Hospedeira novamente
    so tenho que parabenizar a escritora um excelente livro

  5. 6 Ana Caroline
    novembro 27, 2011 às 6:23 pm

    Eu, particularmente, não gosto tanto da série Crepúsculo, mas A Hospedeira me encantou, de verdade. O Ian tão… fofo. A história é incrível. Fica impossível parar de ler a partir, mais ou menos, da página 100.
    Quando a Mel conta a Peg como descobriu da invasão, para resistir, diz mais ou menos assim: “Foi como eu descobri da invasão. Quando os jornais começaram a noticiar apenas coisas boas, frases de incentivo, dizer que tudo estava bem […]” Foi uma das partes mais marcantes, para mim. Enfim, muito bom, recomendo (:


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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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