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Lewis Carroll

lewis carroll

Lewis Carroll nasceu em 27 de janeiro de 1832 em Cheshire, um Condado da Inglaterra e morreu em 14 de janeiro de 1898 em Guildford, também na Inglaterra. Foi escritor e matemático e lecionava a disciplina no Christ College, em Oxford.

Carroll na infância brincava com jogos, marionetes, magia e ilusionismo e ao longo de sua vida, mesmo quando adulto gostava de brincar de mágica com as crianças. Ensinava a elas como fazer barquinho de papel. Quando já estava atuando na área da licenciatura da matemática, levou a sua paixão por jogos para a área profissional, criando e inventando enigmas e jogos matemáticos e de lógica. Outra área de grande interesse para ele era a fotografia. E vale ressaltar que ela estava apenas surgindo na época. E especializou-se em retratos de crianças e pessoas famosas. Eram tão bem feitas que refletiam o seu bom gosto e a sua habilidade. O teatro era uma das áreas culturais que mais lhe agradava e sempre que podia frequentava espetáculos de ópera.

Carroll é considerado um dos maiores criadores da história da literatura e “Alice no País das Maravilhas” é a sua obra-prima.

O livro “Alice no País das Maravilhas” desde a sua criação foi uma obra destinada a crianças, pois a inspiração da história foi Alice Macdonald, filha de um casal de amigos que tinha dez anos. O livro foi criado a mão, inclusive com desenhos feitos por ele, para ela. Mas encantou praticamente todas as crianças inglesas do século XIX e de lá para cá, não apenas as crianças tornaram-se os leitores modelos. “Alice no País das Maravilhas” encantou adultos de todas as faixas etárias que, inclusive, acabaram transformando-o em um livro complexo, que para ser compreendido em toda a sua totalidade, precisa de notas pé de página e longas explicações (muitas expressões são típicas do inglês com rimas e trocadilhos, que ao serem traduzidas para o português, por exemplo, perde muito da sua originalidade e do humor, tornando-se expressões até mesmo sem sentido) sobre a língua inglesa e sobre os hábitos da Oxford vitoriana.

“Alice no País das Maravilhas” fez tanto sucesso que Carroll deu sequencia as aventuras da menina, criando o livro “Alice no País do Espelho”.

“O primeiro grande nome na área do realismo maravilhoso (ou mágico), dentro da literatura infantil moderna, é o célebre escritor inglês, Charles Lutwidge Dodgson, que o mundo conhece pelo pseudônimo de Lewis Carroll. Contemporâneo de Júlio Verne, Carroll viveu durante o longo reinado da Rainha Vitória (1838 – 1901), e desde cedo revelou grande pendor para as letras.

Filho de um pastor anglicano, ele próprio ordenou-se diácono, em 1861, mas nunca chegou a exercer a profissão de pastor, devido a “seus tormentos interiores”. Em 18455, com 13 anos de idade, publicou seu primeiro conto “O Desconhecido”, na revista editada pelo colégio onde estudava (Richmond College). Em 1850, começava seus estudos no Christ Church College, de Oxford, onde permaneceria como professor de Matemática superior, durante 26 anos, fazendo uma carreira brilhante. Em 1855, começa definitivamente suas atividades como escritor, publicando poemas humorísticos e contos na revista Comic Times, já com o pseudônimo que haveria de torná-lo famoso.

Foi também um apaixonado pela arte da fotografia que era então novidade, e na qual se tornou perito. Segundo a crônica, era um homem aparentemente tranqüilo, cuja vida decorreu sem incidentes e marcada por um evidente amor pelas crianças.

Sua grande obra foi “Alice no País das Maravilhas” que ele inventou, em 1862, durante um passeio de barco pelo Tamisa, com seus amigos, o cônego Duckworth, o casal Macdonald e três meninas, filhas do Deão do Christ Church College: Alice Liddell (a heroína das aventuras, então com 10 anos de idade) e suas irmãs, Lorina e Edith. Encorajado pelos Macdonald, Lewis Carroll resolve escrever sua improvisação e a amplia para a versão que a tornou famosa, cujo primeiro título foi “Alice’s Underground” (“Alice por baixo da terra”), depois mudado para “Alice’s Adventures in Wonderland” (“Aventuras de Alice no País das Maravilhas”).

Inicialmente, o próprio Carroll tentou ilustrá-la. Depois, desistindo conseguiu que o caricaturista, John Tenniel, aceitasse fazê-lo, sob sua orientação.

Ao que consta, as ilustrações originais de “Alice no País das Maravilhas” são uma espécie de desenho por procuração: idealizados por Carroll e executados por Tenniel.

Publicado em 1865, “Alice no País das Maravilhas” deu-lhe imediata notoriedade. Esse sucesso levou Carroll a escrever em seguida “Alice Through the Looking Glass and What Alice Found There” (“Alice Através do Espelho e o que Alice Encontrou Lá”). Este também foi ilustrado por Tennei, e publicado em 1872, com uma tiragem de 12 mil exemplares.

A partir de 1877, passa os períodos mais fortes do verão (agosto) na praia de Eastbourne, onde faz amizade com “novos grupos de adoráveis crianças”.

Consta da crônica de sua vida que, em 1881, se reconcilia com a família Liddell (cuja amizade ficara estremecida, logo após a publicação de “Alice no País das Maravilhas” por motivos desconhecidos) e reencontra Alice, já então casada. E a partir de 8 de novembro de 1897, renuncia radicalmente ao personagem “Lewis Carroll”, recusando inclusive receber as cartas que lhe mandavam com esse nome. Vem a falecer em 14 de janeiro de 1898.

Entretanto, sua imortalidade literária se fez com esse pseudônimo e principalmente com as fantasias de seus livros infantis, “Alice no País das Maravilhas” e “Alice no País do Espelho”. Tanto um como o outro contam as incríveis aventuras de uma menina, Alice, ao entrar subitamente em um mundo desconhecido, totalmente diferente do mundo real e familiar em que ela vivia. No primeiro, “Alice no País das Maravilhas”, ao correr atrás de um coelho que, muito apressado, passara por ela (reclamando por estar atrasado e consultando um relógio que tirara de seu colete) e entrara em uma toca, a menina cai em um poço profundíssimo que termina em um lugar onde tudo se faz ao contrário do natural ou convencional; e onde ela vive as situações mais divertidas e absurdas.

Da mesma forma, em “Alice no País do Espelho”, de maneira “maravilhosa”, Alice passa do mundo real de sua sala-de-estar para o mundo às avessas que ela encontra ao atravessar o espelho que ficava em cima da lareira.

Uma das grandes descobertas literárias de Lewis Carroll foi o ter conseguido romper com o equilíbrio do Real, a partir de sua representação lingüística. Exatamente aquela que faz perdurar os valores, por inscrevê-los nas leias, regras e costumes de cada tempo”. (COELHO, Nelly Novaes. Panorama Histórico da Literatura Infantil-juvenil. p. 126 a 128; p. 130).

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Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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