Posts Categorizados ‘Rick Riordan

21
nov
10

“O Círculo Negro”, quinto volume da serie “The 39 Clues”

Após o dilema de acompanhar ou não a serie “The 39 Clues”, optei pelo sim. Isso por que, como eu disse em um post anteriormente, fiquei muito desconfiada com a ideia de Rick Riordan, criador da serie, de estabelecer que os livros seriam escritos por alguns autores. A princípio a ideia me agradou, no entanto, tenho muito de não gostar de determinados estilos de escritas e isso poderia me fazer desistir de acompanhar os livros. O primeiro volume é incrível, uma grande responsabilidade, já que ele seria o pontapé inicial que faria os leitores sentirem ou não vontade de continuar comprando os volumes lançados. E nisso, Riock Riordan, foi um sucesso, como sempre, diga-se de passagem. Há quem não goste dele, do seu estilo, mas ele me agrada em muito, principalmente pelo fato de resgatar culturas pouco conhecidas em suas histórias. Afinal, o cara é professor de história há mais de 15 anos, ou seja, é o seu forte e sua escrita é deliciosa.

Porém me decepcionei com um, apenas um, escritor que deu sua contribruição a “The 39 Clues”. Mas o problema foi que justamente ele escreveu o terceiro volume, o que poderia ter me freado e ter desistido de acompanhar as aventuras dos irmãos Amy e Dan Cahill. Mas digamos que eu seja uma pessoa persistente e acreditei que os outros livros poderiam ser melhores. E assim eu continuei acompanhando e não me arrependi. De fato os outros autores conseguiram acompanhar a história iniciada por Riordan e deram continuidade com maestria à caracterização das personagens, ao ritmo intenso das aventuras e grande contruibuição a divulgação de aspectos culturais e históricos de cidades e países pouco conhecidos principalmente pelos estudidenses.

No quinto volume da serie, “O Círculo Negro”, Patrick Carman (autor de livros infanto-juvenis que fazem muito sucesso fora do Brasil) conduz a história de forma brilhante. Dan é uma personagem que eu simplesmente adoro e dou muita risada com suas tiradas engraçadas e comportamento totalmente fora de controle e, aqui, ele continua como criado por Riordan. Inclusive com um destaque e participação muito interessante.

Saídos do Cairo, os irmãos Cahill parte sem a au-pair, Nellie e também sem o gato Saladin, para a Rússia, dispostos a encontrar a quinta pista que os levará a uma riqueza sem tamanho e reconhecimento para a posteridade.

São muito interessantes e ricas as descrições feitas por Carman sobre a Rússia. Não foi tratada como um país frio, distante, fechado e com hábitos e culturas estranhas, como muitas vezes as pessoas estão acostumadas. Aspectos culturais e pontos turísticos foram muito bem retratados, contribuindo para conhecimentos gerais para os jovens leitores. Inclusive já li pela net que alguns adolescentes chegaram a pesquisar em sites de buscas se o que foi descrito e dito no livro correspondia a realidade da Rússia. O que é algo maravilhoso, a partir do momento que despertou a curiosidade infantil e juvenil, a ponto de fazê-los ir em busca de maiores informações sobre um povo, uma cultura e um país que não faz parte sequer de estudos aprofundados nas escolas, salvo no que se refere à Revolução Russa e o seu principal líder, Lênin.

Os livros da serie geralmente são traduzidos e lançados no Brasil com rapidez, o que considero um avanço e um ponto muito positivo, pois não quebra o ritmo de leitura dos jovens e sempre os estão inserindo em novos conhecimentos gerais e culturais sobre diferentes povos e nações, a partir do momento em que as personagens tem como missão e desafio encontrar as 39 pistas ao redor do mundo.

Por esses aspectos e outros, como boa leitura, momentos de diversão e descontração, eu super recomendo a leitura de todos os volumes da serie.

 

18
nov
10

A Pirâmide Vermelha – Nova Série de Rick Riordan

 

Aeeee demorei tanto para postar, mas pelo menos chego com uma novidade que eu esperava tão ansiosamente.

Acabo de adquirir o meu exemplar da mais nova série de Rick Riordan. Famoso pela coleção “Percy Jackson e os Olimpianos”, o professor norte-americano de história, desta vez traz aventuras envolvendo a mitologia egípcia. No início deste ano li o primeiro capítulo do primeiro livro e achei muito interessante. Agora é só esperar para ver.

Sinopse

Os irmãos Carter e Sadie Kane vivem separados desde a morte da mãe. Sadie é  criada em Londres pelos avós, e Carter viaja o mundo com o pai, o Dr. Julius  Kane, um famoso egiptologista. Levados pelo pai ao British Museum, os irmãos descobrem que os deuses do Egito estão despertando. Para piorar, Set, o deus  mais cruel, tem vigiado os Kane. A fim de detê-lo, os irmãos embarcam em uma  perigosa jornada – uma busca que revelará a verdade sobre sua família e sua ligação com uma ordem secreta do tempo dos faraós.


30
ago
10

Percy Jackson e os Olimpianos – O Último Olimpiano

O quinto livro da série “Percy Jackson e os Olimpianos”, “O Último Olimpiano” do autor americano, Rick Riordan, encerra a série de aventuras vividas por heróis (semideuses), humanos, deuses do Olimpo, sátiros e outros seres da mitologia grega.

Como eu adoro qualquer tipo de mitologia, quando vi o lançamento do primeiro livro da coleção, corri para comprar e me encantei pela história. No entanto, a todo momento, eu tinha que sacudir a cabeça, afinal parecia estar lendo “Harry Potter” a la grega. Eu não gosto de comparações, acredito que hoje em dia uma boa história sempre inspira outras. Para mim, “Harry Potter” está no topo da literatura infanto-juvenil. Acredito que levará muitos e muitos anos para que algum dia surja na literatura algo tão bom, criativo, encantador, mágico e inspirador quanto HP. E Riordan por ser um professor de inglês que lecionou durante quase duas décadas para jovens, bem sabe do que eles gostam e como criar histórias incríveis. Prova disso são as duas séries (“Percy Jackson” e “The 39 Clues”) que ele lançou e são fenômenos de venda em todo o mundo. Além da nova série quentinha que chegou ao mercado estadunidense sobre a mitologia egípcia.

Porém, por mais interessante que seja as aventuras vividas pelo semideus Percy, as comparações com HP são inevitáveis. O garoto protagonista, filho de Poseidon, é apaixonante. Diferente de Harry, ele não é órfão, mas desconhece o pai e existe em seu destino uma cruel profecia em que ele precisaria enfrentar a fúria de um Titã poderoso que poderia destruir não apenas o Monte Olimpo e o mundo mitológico grego, mas também toda a humanidade (coincidência?). Percy tem dois fies companheiros, Annabeth – uma inteligentíssima, corajosa e orgulhosa meio sangue, filha da deusa Atena e Grover – um sátiro engraçado, atrapalhado e imaturo (coincidência de novo?). Jackson precisa enfrentar desafios que muitos heróis gregos tiveram que enfrentar anteriormente e, ele sozinho, dá conta do recado.

No último livro da coleção eu praticamente me senti relendo “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Lógico que a história central, a temática, os monstros e as batalhas não são iguais, mas as particularidades são extremamente próximas. Para quem acompanha a série, vai perceber que “O Último Olimpiano” é eletrizante, praticamente é uma luta e ação atrás da outra. Quem costuma tomar fôlego e ler rápido, termina este livro em dois dias, no máximo, porque a curiosidade para saber como vai terminar o livro impera. Para quem gosta de histórias infanto-juvenis, independente de ser parecida com outra, também vai se divertir com Percy e sua turma.

Em alguns momentos os acontecimentos são previsíveis. Como em “O Príncipe Mestiço” de HP quando tomamos conhecimento do passado e história da família de Lord Voldemort, acabamos sabendo um pouco mais da história do vilão, Luke, e até tentamos simpatizar com ele, diante de sua história triste, o que acaba motivando toda a sua revolta. Em outros momentos dá canseira de tantas guerras e batalhas. O final não poderia ser diferente e ao término do livro, Riordan convence o leitor de que na balança, Percy acaba sendo aprovado e recomendado.

29
jun
10

‘Harry Potter e as Relíquias da Morte’ tem trailer liberado

Vi hoje pela manhã no site da Editora Abril a notícia de que ontem a Warner Brothers liberou o trailer oficial da primeira parte do último filme de Harry Potter e fui atrás do trailer para ver como ficou. Muito legal!

Uma série de livros que marcou gerações de crianças (e também adolescentes, porque não?) que sonharam com os bruxinhos Harry, Hermione, Ron, Gina e toda sua turma. Crianças que desejaram estudar em Hogwarts, ter Dumbledore como mentor e amigo, que quiseram dar um bom sopapo em Draco e tiveram pesadelos com Voldemort.

Em novembro estreia a primeira parte do sétimo filme baseado no também sétimo e último livro, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, da autora britânica J. K. Rowling.

Assim como no livro, no longa vamos encontrar a batalha final entre o bem e o mal, representados pelo lado de Harry Potter e seus aliados e Lord Voldemort e seus seguidores. Não sei dizer em que parte do livro a primeira metade do filme termina, mas a data prevista para a segunda metade estrear é 15 de julho de 2011. Pondo um ponto final na saga do bruxinho mais amado e conhecido em todo mundo. Será? Claro que não! Enquanto os jovens lerem os livros de Rowling, Harry e sua turma sempre estarão vivos. Afinal a literatura, a ficção e a imaginação é atemporal e imortal.

Não gosto de ler nas críticas especializadas em livros em sites, revistas e jornais quando o crítico comenta: “este livro está cotado para ser o novo Harry Potter”. Nenhum livro está cotado para ser o novo Harry Potter. HP é simplesmente HP e quem quer que seja o novo herói é outro herói. Isso para mim, essa comparação é só mais uma forma que o crítico encontra para dizer que a meninada vai gostar, que tem ação, aventura, um herói, um vilão, amigos leais, uma tentativa de despertar a curiosidade na criançada e, principalmente, por HP ser um fenômeno na literatura. Mas não necessariamente esse tipo de comportamento, esse tipo de crítica pode  funcionar.

Vamos a um exemplo claro. Novamente vou citar minha querida amiga blogueira Sandra: http://apenasumavez.wordpress.com ela me parece gostar de Harry Potter e detestou Percy Jackson. Onde quer que eu tenha lido algo sobre os livros de Rick Riordan, o autor do saga do herói filho do deus grego Poseidon, se fazia clara alusão que esses livros eram considerados os substitutos de HP, que Percy veio para ficar e ocupar o posto que antes era de Harry no coração de pequenos e grandinhos. Agora perguntem a Sandra se ela concorda com isso. Eu gosto e simpatizo com Percy, mas não o vejo como substituto de ninguém. Eu o vejo como mais uma opção de diversão para a criançada, apenas isso.

Portanto, não concordo com essas afirmações. Simplesmente não gosto disso e me reservo ao direito de não gostar e de dizer, pronto, falei.

Agora vamos ao trailer

09
jun
10

The 39 Clues – O ladrão de espadas

A série “The 39 Clues”, composta de nove livros, teve o seu terceiro volume, “O Ladrão de Espadas”, por Peter Lerangis, lançado no final do mês de maio no Brasil. A série foi criada pelo escritor Rick Riordan, autor da coleção “Percy Jackson os Olimpianos”, como um projeto que contaria com a participação de diversos autores.  O próprio Riordan escreveu o primeiro livro da série, “O Labirinto de Ossos”.

Ao postar no blog o resumo e a minha opinião sobre os livros, deixei claro que o primeiro livro eu havia gostado, mas não gostei e achei fraquíssimo o segundo volume, “A Nota Errada”, do autor Gordon Korman. Fiquei imaginando se realmente valeria a pena continuar comprando e lendo os outros livros, já que não havia gostado da experiência de uma história, a princípio muito boa, passar pelas mãos de mais de um autor. Mas não gostei da experiência apenas porque não gostei da forma de escrever de Karman, porque a idéia de mais de um autor escrevendo é interessante, mas é um tiro no escuro. Afinal pode tanto dar certo como não. O que só me comprovou mais uma vez que o problema não era o projeto e sim o livro específico escrito por Korman, pois achei o terceiro livro bem legal. Lerangis conseguiu prender a minha atenção e não me deu vontade de fechar o livro até saber o que aconteceria com Dan e Amy. Demorei um pouco para terminar, mais do que geralmente me demoro, mais por causa de outros projetos que tenho feito do que pelo livro ser mais ou menos interessante do que outros que já li.

Em “O Ladrão de Espadas” reencontrei o Dan hilário com suas tiradas engraçadas que Riordan criou e que Karman acabou escondendo através de piadinhas amarelas e sem graça.

Desta vez, Amy, Dan, Nellie, Saladin e os outros membros da família Cahil embarcam em uma viagem eletrizante pelo Japão em busca de mais uma das 39 pistas espalhadas pelo mundo para se tornarem os mais importantes e influentes seres humanos do planeta.

No começo da história, Dan e Amy lidaram com um grande desafio: foram enganados pelos primos, os Kabra e Irina. Como não puderam embarcar no avião para o Japão acreditaram que seria o fim da corrida atrás das pistas para eles, pois além de órfãos eram pobres e não tinham como comprar novas passagens. Para piorar tudo, as espadas dos samurais que eles encontraram que seria a mais importante fonte de ajuda para descobrir a nova pista, estava dentro da mala de Dan que fora despachada com o avião e já estava muito longe.

Fora do aeroporto acabam encontrando outro membro dos Cahil: Alistair Oh e viajam com o tio para a terra do sol em um avião particular.

A corrida pela terceira pista começa e o Japão foi apenas a primeira parada. Os meninos pela primeira vez vão fazer uma aliança produtiva (será?) com o tio Alistair Oh e os Kabra.

Após percorrerem o Japão, acabam descobrindo que o próximo destino para encontrar a terceira pista era a Coréia do Sul, o lar de Alistair Oh. Em Seul os meninos descobrem mais sobre a alquimia e a tão cobiçada pedra filosofal, o elixir da vida.

Após uma dupla traição, Amy e Dan descobrem de fato a dica para encontrarem a próxima pista. No entanto, para isso, teriam que ir ao Egito.

“O Ladrão de Espadas” é interessante porque consegue resgatar o que Riordan fez em “O Labirinto de Ossos”. Há momentos muito engraçados de Dan com Amy e os outros membros da família Cahil. Outro ponto positivo do livro é a paixão enfim declarada de Amy por Ian e sabermos um pouco mais sobre a história de Alistair.

Como o próximo livro será ambientado no Egito, acredito que teremos pistas nas pirâmides e envolvimento com múmias. O que, para mim, será algo muito gosto de ler, pois a cultura egípcia é incrível e é sempre bom livros que enriqueçam os jovens, não apenas de aventuras, mas de cultura e história geral.




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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