Posts Categorizados ‘Harry Potter

21
nov
10

Tentada, sexto livro da série House of Night

 

“Tentada”, sexto volume da série “House of Night” das autoras mãe, P.C. Cast, e filha, Kristin Cast, chegou ao Brasil em agosto e, como era de se esperar, deu continuidade ao sucesso em críticas e aprovação dos jovens leitores. E este mês já está previsto o lançamento do sétimo volume, “Queimada”.

O que sempre me chamou atenção em relação a essa série, além da combinação que deu muito certo entre vampirismo e bruxaria, é a rapidez com que as traduções estão sendo feitas. Por que geralmente os livros estrangeiros demoram muito tempo para serem lançados no mercado nacional, mesmo quando já foram todos lançados lá fora. E no caso de “House of Night”, chega-se a ter dois ou três lançamentos no mesmo ano. O que deixa os leitores satisfeitos quando estão envolvidos na história e ávidos para saber o que acontecerá em seguida nas aventuras das personagens que habitam o seu imaginário.

A personagem central da história, Zoey, está cada vez mais envolvida com o anjo caído e vilão, Kalona. E passará a ter que enfrentá-lo inclusive em seus sonhos, já que o bonitão tem poderes suficientes para invadí-los. Mas, como sempre, ela tem seus amigos leais para ajudá-la sempre que a situação aperta.

E por falar em situação que aperta, Stevie Rae é quem mais se envolve em confusões e quase perde a vida mais uma vez, por conta de um dos nojentos Haven Morkers, criaturas esquisitas e nefastas que foram geradas pelo fruto dos estupros cometidos por Kalona contra as mulheres do povo da avó de Zoey.

“Tentada” está na média em comparação aos demais volumes. Para quem já vem sendo envolvido pela trama, ele consegue prender a atenção do leitor, no entanto, o considerei com uma narrativa muito lenta, cheia de momentos que se repetem (como no caso dos sonhos de Zoey com Kalona) de forma desnecessária, além de uma perda, que para mim, será irreparável ao longo da história. Até entendo o por que, mas como gosto da personagem, achei que as autoras poderiam ter prolongado a existência dela um pouco mais.

Não tem como não comparar a série com Harry Potter. Inclusive eu não gosto de fazer comparações, pois por mais que os autores, hoje em dia, sigam uma receita que dá certo, eu ainda prefiro focar nas peculiaridades e evitar as comparações. No entanto, a medida que os livros vão sendo lançados, a história vai ficando mais pesada e violenta, mostrando um certo amadurecimento das personagens e do próprio enredo, como aconteceu em HP. A medida que os livros iam sendo escritos, J. K Rowling trabalhava o psicológico das personagens, não apenas por elas estarem ficando mais velhas, mas também pelo próprio rumo que os fatos iam tomando. E, assim como em HP, não duvido nada que o nono e último livro de “House of Night” seja bem mais voltado para um público mais maduro. O que é problemático, nesta história, já que os livros são lançados no Brasil com muito maior rapidez do que os de HP foram. O que proporcionou que as crianças e adolescentes que acompanhavam a série pudessem crescer e amadurecer junto as persongens, e isso não acontece com esta série, afinal com dois a três lançamentos por ano, os leitores continuam praticamente os mesmos.

Para quem começou a acompanhar a série e gosta, não há jeito, vai continuar lendo, até por que a coleção é interessante, apesar de não ter um que de excepcional ou que traga algo absolutamente novo. No entanto, é garantia de uma leitura leve, gostosa, com diálogos engraçados e tiradas, muitas vezes, hilárias, além de personagens interessantes.

Na balança todos os livros da serie conseguem ser bem recomendados e garantem momentos de diversão para os leitores.

30
ago
10

Percy Jackson e os Olimpianos – O Último Olimpiano

O quinto livro da série “Percy Jackson e os Olimpianos”, “O Último Olimpiano” do autor americano, Rick Riordan, encerra a série de aventuras vividas por heróis (semideuses), humanos, deuses do Olimpo, sátiros e outros seres da mitologia grega.

Como eu adoro qualquer tipo de mitologia, quando vi o lançamento do primeiro livro da coleção, corri para comprar e me encantei pela história. No entanto, a todo momento, eu tinha que sacudir a cabeça, afinal parecia estar lendo “Harry Potter” a la grega. Eu não gosto de comparações, acredito que hoje em dia uma boa história sempre inspira outras. Para mim, “Harry Potter” está no topo da literatura infanto-juvenil. Acredito que levará muitos e muitos anos para que algum dia surja na literatura algo tão bom, criativo, encantador, mágico e inspirador quanto HP. E Riordan por ser um professor de inglês que lecionou durante quase duas décadas para jovens, bem sabe do que eles gostam e como criar histórias incríveis. Prova disso são as duas séries (“Percy Jackson” e “The 39 Clues”) que ele lançou e são fenômenos de venda em todo o mundo. Além da nova série quentinha que chegou ao mercado estadunidense sobre a mitologia egípcia.

Porém, por mais interessante que seja as aventuras vividas pelo semideus Percy, as comparações com HP são inevitáveis. O garoto protagonista, filho de Poseidon, é apaixonante. Diferente de Harry, ele não é órfão, mas desconhece o pai e existe em seu destino uma cruel profecia em que ele precisaria enfrentar a fúria de um Titã poderoso que poderia destruir não apenas o Monte Olimpo e o mundo mitológico grego, mas também toda a humanidade (coincidência?). Percy tem dois fies companheiros, Annabeth – uma inteligentíssima, corajosa e orgulhosa meio sangue, filha da deusa Atena e Grover – um sátiro engraçado, atrapalhado e imaturo (coincidência de novo?). Jackson precisa enfrentar desafios que muitos heróis gregos tiveram que enfrentar anteriormente e, ele sozinho, dá conta do recado.

No último livro da coleção eu praticamente me senti relendo “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Lógico que a história central, a temática, os monstros e as batalhas não são iguais, mas as particularidades são extremamente próximas. Para quem acompanha a série, vai perceber que “O Último Olimpiano” é eletrizante, praticamente é uma luta e ação atrás da outra. Quem costuma tomar fôlego e ler rápido, termina este livro em dois dias, no máximo, porque a curiosidade para saber como vai terminar o livro impera. Para quem gosta de histórias infanto-juvenis, independente de ser parecida com outra, também vai se divertir com Percy e sua turma.

Em alguns momentos os acontecimentos são previsíveis. Como em “O Príncipe Mestiço” de HP quando tomamos conhecimento do passado e história da família de Lord Voldemort, acabamos sabendo um pouco mais da história do vilão, Luke, e até tentamos simpatizar com ele, diante de sua história triste, o que acaba motivando toda a sua revolta. Em outros momentos dá canseira de tantas guerras e batalhas. O final não poderia ser diferente e ao término do livro, Riordan convence o leitor de que na balança, Percy acaba sendo aprovado e recomendado.

29
jun
10

‘Harry Potter e as Relíquias da Morte’ tem trailer liberado

Vi hoje pela manhã no site da Editora Abril a notícia de que ontem a Warner Brothers liberou o trailer oficial da primeira parte do último filme de Harry Potter e fui atrás do trailer para ver como ficou. Muito legal!

Uma série de livros que marcou gerações de crianças (e também adolescentes, porque não?) que sonharam com os bruxinhos Harry, Hermione, Ron, Gina e toda sua turma. Crianças que desejaram estudar em Hogwarts, ter Dumbledore como mentor e amigo, que quiseram dar um bom sopapo em Draco e tiveram pesadelos com Voldemort.

Em novembro estreia a primeira parte do sétimo filme baseado no também sétimo e último livro, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, da autora britânica J. K. Rowling.

Assim como no livro, no longa vamos encontrar a batalha final entre o bem e o mal, representados pelo lado de Harry Potter e seus aliados e Lord Voldemort e seus seguidores. Não sei dizer em que parte do livro a primeira metade do filme termina, mas a data prevista para a segunda metade estrear é 15 de julho de 2011. Pondo um ponto final na saga do bruxinho mais amado e conhecido em todo mundo. Será? Claro que não! Enquanto os jovens lerem os livros de Rowling, Harry e sua turma sempre estarão vivos. Afinal a literatura, a ficção e a imaginação é atemporal e imortal.

Não gosto de ler nas críticas especializadas em livros em sites, revistas e jornais quando o crítico comenta: “este livro está cotado para ser o novo Harry Potter”. Nenhum livro está cotado para ser o novo Harry Potter. HP é simplesmente HP e quem quer que seja o novo herói é outro herói. Isso para mim, essa comparação é só mais uma forma que o crítico encontra para dizer que a meninada vai gostar, que tem ação, aventura, um herói, um vilão, amigos leais, uma tentativa de despertar a curiosidade na criançada e, principalmente, por HP ser um fenômeno na literatura. Mas não necessariamente esse tipo de comportamento, esse tipo de crítica pode  funcionar.

Vamos a um exemplo claro. Novamente vou citar minha querida amiga blogueira Sandra: http://apenasumavez.wordpress.com ela me parece gostar de Harry Potter e detestou Percy Jackson. Onde quer que eu tenha lido algo sobre os livros de Rick Riordan, o autor do saga do herói filho do deus grego Poseidon, se fazia clara alusão que esses livros eram considerados os substitutos de HP, que Percy veio para ficar e ocupar o posto que antes era de Harry no coração de pequenos e grandinhos. Agora perguntem a Sandra se ela concorda com isso. Eu gosto e simpatizo com Percy, mas não o vejo como substituto de ninguém. Eu o vejo como mais uma opção de diversão para a criançada, apenas isso.

Portanto, não concordo com essas afirmações. Simplesmente não gosto disso e me reservo ao direito de não gostar e de dizer, pronto, falei.

Agora vamos ao trailer

14
jun
10

10 livros em 10 dias – 2º dia

Vi a proposta de um desafio muito interessante há alguns dias atrás no blog da Íris – www.literalmentefalando.blogspost.com e como achei bem divertido, resolvi adotar também. Em dez 10 comentarei sobre 10 livros que:

  • Mais gostei – 01° dia
  • Mais odiei – 02° dia
  • Mais barato que comprei – 03° dia
  • Mais caro que comprei – 04° dia
  • Mais prendeu minha atenção – 05° dia
  • Menos prendeu minha atenção – 06° dia
  • Mais recomendo – 07° dia
  • Menos recomendo – 08° dia
  • Mais interessante/diferente – 09° dia
  • Mais velho que você tem ou leu – 10° dia

Dia 2: Livro que mais odiei

  • Escolha: “Septimus Heap – Magya”, Angie Sage

Essa escolha para mim foi bastante fácil. Eu dificilmente odeio algum livro. Posso até não gostar muito, não recomendar, não curtir o gênero ou o estilo de narrativa, mas muito raro eu odiar. No entanto, o primeiro livro da série “Septimus Heap”, “Magya”, eu odiei. Detestei tudo, a história, a narrativa, as personagens. Enfim, nada me agradou. Fechei o livro sem o menor escrúpulo ou culpa.

“Magya” é uma história totalmente desinteressante, uma cópia descarada e muito ruim do mundo de Harry Potter.

Para completar eu ter certeza de que não darei nunca mais a esse livro, a essa coleção, uma nova chance. Não estou nem um pingo disposta a ser mais simpática e lê-lo mais uma vez. Traumatizei e estou resistente de todas as formas.

A maior raiva que tive foi de ter comprado o livro, crente do sucesso que era bom e foi relativamente caro. Fico pensando que poderia ter utilizado o dinheiro para comprar tantos livros bons da enorme lista que tenho como objetivo ainda adquirir um dia. Por isso quando cheguei nas 40 primeiras páginas do livro eu o fechei e disse: “ai que óooodio”.

Infelizmente não consigo relatar nada de positivo do livro, portanto, para quem puder evitar se deparar com ele, evite. Ninguém merece esse livro!

Essa escolha para mim foi bastante fácil. Eu dificilmente odeio algum livro. Posso até não gostar muito, não recomendar, não curtir o gênero ou o estilo de narrativa, mas muito raro eu odiar. No entanto, o primeiro livro da série “Septimus Heap”, “Magya”, eu odiei. Detestei tudo, a história, a narrativa, as personagens. Enfim, nada me agradou. Fechei o livro sem o menor escrúpulo ou culpa.

“Magya” é uma história totalmente desinteressante, uma cópia descarada e terrível do mundo de Harry Potter.

O pior é eu ter certeza de que não darei nunca mais a esse livro, a essa coleção, uma nova chance. Traumatizei e estou resistente de todas as formas. A maior raiva que tive foi de ter comprado o livro, crente do sucesso que era bom e foi relativamente caro. Fico pensando que poderia ter utilizado o dinheiro para comprar tantos livros bons da enorme lista que tenho como objetivo ainda adquirir um dia. Por isso quando cheguei nas 30 primeiras páginas do livro eu o fechei e disse: “ai que óooodio”. Infelizmente não consigo relatar nada de positivo do livro, portanto, para quem puder evitar se deparar com ele, evite. Ninguém merece esse livro!

12
jun
10

Feliz refém dos vampiros

Não é por nada não, mas quando vi noticias sobre o lançamento do livro “A Breve Segunda Vida de Bree Tanner” (pelo amor de Deus, quem é Bree Tanner?) de Stephenie Meyer, fiquei muito desconfiada. Twilight já é um sucesso, best seller, ganhou versão para a telona, virou HQ, deu muita grana para a autora e os atores que representam as personagens, para que mais essa história? Um livro curto, uma história paralela… fico pensando que é apenas para ganhar mais dinheiro. Como sempre acontece em uma coleção de sucesso, como “Harry Potter”, por exemplo. A quantidade de outras obras que surgiram para se aproveitar da história do bruxinho foi incrível, até mesmo livros explicando como funciona o quadribol e os animais mágicos estranhos que fazem parte do universo mágico de Harry.

Não gosto desse tipo de coisa, mas enfim, é o mundo capitalista em que vivemos e os fãs que são fãs, com certeza, vão comprar esse tipo de obra, porque tudo que tiver referência a Twilight vai atrair o leitor modelo.

Quando vi o livro fiquei na dúvida se comprava ou não. Apesar de não gostar desses livros que querem apenas vender, eu sou curiosa, então peco ai. Ainda não comprei o livro, mas vamos ver se resolvo comprar e volto para dar a minha opinião sobre a história.

Feliz refém dos vampiros

Autora da série best-seller Crepúsculo, Stephenie Meyer volta ao mesmo universo para contar uma parte da história da perspectiva de um ser do mal. Ou, mais precisamente, de um ser mal orientado

Jerônimo Teixeira

VEIA ROMÂNTICA
Stephenie Meyer, a estilista:
“Seus dentes brilhavam sob
a luz de um poste”

Stephenie Meyer não gosta de vampiros. Nunca foi fã de Bram Stoker, o autor de Drácula, e não vê filmes de terror (até porque estes não se coadunam com os ditames de sua fé mórmon). No entanto, a escritora americana é a criadora da saga Crepúsculo, cujos quatro títulos já venderam mais de 80 milhões de exemplares no mundo e deram início a uma nova voga de filmes e livros de vampiros. A ideia de escrever uma série sobre sugadores de sangue adolescentes que exercem a escolha moral de não matar humanos teria surgido em um sonho. “Não escolhi os vampiros. Eles me escolheram”, declarou Stephenie em uma entrevista a VEJA, há dois anos. É um problema quando essas criaturas escolhem alguém: não largam mais. Stephenie tentou a mão em um romance de ficção científica, A Hospedeira, sem a mesma repercussão. No Brasil, vendeu cerca de 140 000 exemplares, número para lá de expressivo – mas que nem de longe se equipara às cifras de Crepúsculo, com 4,5 milhões de volumes comercializados no país. Agora, às vésperas do lançamento do filme Eclipse, baseado no terceiro livro da série, Stephenie volta ao mesmo universo com A Breve Segunda Vida de Bree Tanner (tradução de Débora Isidoro; Intrínseca; 192 páginas; 24,90 reais).

Lançado no Brasil nesta semana – juntamente com a edição americana –, o novo romance é, muito oportunamente, um desdobramento de Eclipse, o episódio que está chegando aos cinemas. Nesse livro, a vampira Bree Tanner era uma personagem secundária na luta épica dos Cullen – o clã de vampiros do bem – contra a malévola Victoria. A tetralogia Crepúsculo é toda narrada em primeira pessoa por Bella, a romântica humana que se apaixona pelo charmoso dentuço Edward Cullen. Bree Tanner, na aparência, constituiria um lance mais ousado: a mesma história (ou uma pequena parte dela) narrada do ponto de vista de uma criatura do mal, uma vampira que não tem escrúpulos em matar pessoas para se alimentar. Mas Bree, no final, não é tão perversa. A coitadinha é só uma vítima das más companhias.

O apelo da série original junto ao público adolescente está no seu romantismo gótico, com a moça determinada mas inocente (virgem, inclusive) que se apaixona irremediavelmente por um rapaz sensível e meio mórbido – mas dotado de força sobre-humana. A fórmula é repetida em Bree Tanner, com um quase namoro entre a protagonista e outro vampiro, Diego. As cenas de ação são meio canhestras mesmo para os padrões fantasiosos desse tipo de literatura, a expressão de emoções é simplória (volta e meia aparece um personagem que “franze a testa”) e o texto traz frases desengonçadas (“seus dentes brilharam sob a luz de um poste”). Isso deve importar pouco para um público adolescente que deseja doses iguais de açúcar e sangue. Stephenie Meyer encontrou um rico veio (ou será uma veia?) romântico. É uma feliz prisioneira dos vampiros

Fonte:  http://migre.me/NYcP




Melissa Rocha

Jornalista apaixonada por cachorros e literatura, principalmente o gênero infanto-juvenil. Torcedora (e sofredora) do Palmeiras e Bahia. Fã de Drew Barrymore, Dakota Fanning, Anthony Kiedis e Red Hot Chili Peppers, All Star e Havaianas.

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