Richelle Mead tem um público alvo e fiel. Na moderna onda vampiresca, ela dá continuidade à série “Academia de Vampiros” com o segundo volume, “Aura Negra”. Assim como a coleção “House of Night”, de P.C. Cast e Kristin Cast, e “Vampire Diaries”, de L. J. Smith, os vampiros de Mead tem as suas peculiaridades e particularidades que os difere dos demais sugadores de sangue da literatura.
Mesmo não tendo alcançado o sucesso estrondoso de “Twilight” de Meyer, “Academia de Vampiros” vem conquistando o seu espaço no universo da literatura e no coração dos adolescentes. Após o terrível confronto vivido por Lissa contra os que são sangue do seu sangue e uma descoberta nada fácil de lidar, a jovem Moroi terá que enfrentar ao lado de Rose, sua melhor amiga, heroína da história e uma grande “dampira” (ai como eu odeio esse termo, é muito brega, mas vamos respeitar as escolhas de Mead) um grande desafio, pois a escola São Vladmir está em estado de alerta.
Uma série de assassinatos a vampiros da dinastia Moroi pelos Strigoi está tirando o sono de maduros e jovens vampiros. O que mais está os intrigando é o fato de haver claros sinais de que há humanos ajudando os poderosos e temidos Strigoi.
Rose sofre uma série de desilusões amorosas e acaba dando uma chance a quem de fato merece o seu amor, mas o destino é mais uma vez cruel com a garota. No entanto, ela é agraciada com a presença mais intensa de sua mãe na sua vida. E, na minha opinião, os momentos em que elas estão juntas, tentando resolver as pendências e diferenças, é um ponto forte da história. O romance eu descarto, afinal já passei da adolescência e os draminhas e medos relacionados ao coração estão muito bem resolvidos.
A história é carregada de suspense e ação. Muito bom para quem gosta deste estilo de leitura, mas quero deixar claro que não é uma história excepcional. Traz alguns elementos novos, mas outros presentes naquela mágica fórmula de “vamos colocar isso na história, pois vamos conseguir um público certo”. Não acho isso errado, mas não enche os olhos do público mais maduro que mesmo assim gosta do gênero infanto-juvenil. Mas, no final, a série me conquistou pelo fato de ter uma escrita gostosa e por ser uma coleção. Adoro livros em série. Vamos ver como serão os demais volumes, pois, como sempre, todos os títulos já foram lançados nos Estados Unidos, mas o Brasil ainda está vendendo apenas os dois primeiros. Se você tem tempo sobrando, ama ler, gosta do gênero infanto-juvenil, muita ação, lutas, vampiros, adolescentes e momentos de diversão, fica a dica!



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