
Frankenstein de Mary Shelley é um clássico! Escrito no século XIX, embora não seja lido comumente pelo público muito jovem, pode ser lido em todas as idades. O livro causa efeitos diferentes a depender da idade que se leia, mas a mensagem prevalece. Sentimentos e ressentimentos são os personagens mais profundos da obra.
Victor Frankenstein, um jovem que perde a mãe cedo, revoltado resolve se tornar médico, se isola, busca desesperadamente conhecer e entender o sentido da vida e descobrir a imortalidade. Através de suas experiências consegue trazer a vida um “monstro”. Com pedaços de corpos, o jovem médico se vê diante de um dilema: criou um monstro, mas não sabe como lidar com ele e com os sentimentos que tem diante da sua criação.
Ao voltar para casa descobre que o seu irmão mais novo, William, foi brutalmente assassinado e a família acusa a babá, que acaba sendo condenada à forca. Victor, desesperado, descobre através das evidências que na verdade o seu irmão foi assassinado pelo monstro.
O monstro Frankenstein, que adota o nome do seu criador, pede a Victor que crie uma parceira para ele e caso ele não o faça, sofrerá as conseqüências.
Diante das circunstâncias, o médico precisa tomar uma importante e difícil decisão, em meio a um turbilhão de sentimentos de culpa e arrependimento, as suas opções sendo pequenas, o que ele decide trará para sua vida conseqüências nefastas.
Situações em que vivemos no dia-a-dia, fazem com que nos deparemos com diversos “Frankenstein” ao longo da nossa vida e que em alguns momentos agiremos como um Victor. Não é possível ler o livro e não se identificar e se envolver tanto com o protagonista quanto com o antagonista. O pré-conceito e o sentimento de vingança, muitas vezes não nos passa despercebidos, mas precisamos também, acima de tudo, olhar para o outro e ver o que ele realmente é, além de uma simples aparência. Por isso, além de outras razões, Frankenstein é um clássico.
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